– Flamengo 2×2 Barcelona: e o juizão?

Verdade seja dita: o gol de empate do Flamengo, na decisão do Intercontinental de Clubes contra o Barcelona, só ocorreu pela benevolência do árbitro. 

Tendo 4 minutos de acréscimos, com o Barcelona marcando no último lance, o juizão colombiano reiniciou o jogo e levou até os 97m sem anunciar acréscimos extras… 

Os espanhóis reclamam com razão!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Fluminense (Rodada 21 do Brasileirão da Série A).

E para o confronto do Massa Bruta contra o Tricolor Carioca, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Lucas Paulo Torezin – PR
Árbitro Assistente 1: Sidmar dos Santos Meurer – PR
Árbitro Assistente 2: Andrey Luiz de Freitas – PR
Quarto Árbitro: Dênis da Silva Ribeiro Serafim – AL
Assessor: Fernando José de Castro Rodrigues – PA
VAR: Rafael Traci -SC
AVAR: Helton Nunes -SC
AVAR2: Rodrigo Batista Raposo -DF
Observador de VAR: Roberto Perassi -SP
Quality manager: Douglas Perrone Katayama -CBF

Torezin surgiu no cenário nacional bem veterano, aos 41 anos. Em um momento de crise na CA-CBF, Seneme trouxe diversos nomes alternativos para a A1, e um deles era de Lucas Paulo Torezin, natural de Campo Largo. Por ter experiência na carreira, conseguiu se firmar na A1 e desde então tem tido muitas escalas, apitando inclusive jogos importantes. Na gestão Rodrigo Cintra, ganhou confiança plena.

Sua dificuldade é soltar demais o jogo, e depois tê-lo que amarrar por perder o controle da partida. Precisa dosar mais essa situação. E, diferente de quando surgiu, onde batia no peito e tomava as decisões, se rendeu ao VAR. Vide a lambança em Palmeiras 2×1 Ceará (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/06/12/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-red-bull-bragantino-x-bahia-rodada-12-do-brasileirao/).

Em jogos  do Massa Bruta, me recordo de uma atuação ruim do juizão no ano passado, contra o Atlético Mineiro, onde Deyverson ludibriou o árbitro. E curiosamente, tanto contra o Bahia e contra o Fluminense, tendo ele no apito, o Massa Bruta também perdeu.

Compartilho o mau jogo apitado em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/09/22/analise-da-arbitragem-de-atletico-mineiro-3×0-red-bull-bragantino/

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Fluminense pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 23/08, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Flamengo 2×2 Barcelona: e o juizão?

Verdade seja dita: o gol de empate do Flamengo, na decisão do Intercontinental de Clubes contra o Barcelona, só ocorreu pela benevolência do árbitro. 

Tendo 4 minutos de acréscimos, com o Barcelona marcando no último lance, o juizão colombiano reiniciou o jogo e levou até os 97m sem anunciar acréscimos extras… 

Os espanhóis reclamam com razão!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Primavera (Jogo de ida dos mata-matas da Copa Paulista):

E para o confronto do Galo contra o Fantasma, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Gustavo Alencar Rodrigues
Assistente 1: Daniel Luis Marques
Assistente 2: Leonardo Tadeu Pedro
Quarto Árbitro: Pietro Dimitrof Stefanelli
Analista: Patricia Carla de Oliveira
Gustavo é a grande revelação da arbitragem em 2025 na minha modesta opinião. Ele tem apenas 23 anos, apitava até a divisão Sub 15, e de repente teve uma chance em Paulista x Penapolense, apitando muito bem! Está impecável fisica, técnica e disciplinarmente (em que pese a pouca idade).

Torço para um bom jogo e boa arbitragem (que consiga repetir o trabalho anterior).

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Primavera de Indaiatuba pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará as 19h00 (Sábado 23/06), mas desde às 18h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Primavera (Jogo de ida dos mata-matas da Copa Paulista):

E para o confronto do Galo contra o Fantasma, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Gustavo Alencar Rodrigues
Assistente 1: Daniel Luis Marques
Assistente 2: Leonardo Tadeu Pedro
Quarto Árbitro: Pietro Dimitrof Stefanelli
Analista: Patricia Carla de Oliveira
Gustavo é a grande revelação da arbitragem em 2025 na minha modesta opinião. Ele tem apenas 23 anos, apitava até a divisão Sub 15, e de repente teve uma chance em Paulista x Penapolense, apitando muito bem! Está impecável fisica, técnica e disciplinarmente (em que pese a pouca idade).

Torço para um bom jogo e boa arbitragem (que consiga repetir o trabalho anterior).

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Primavera de Indaiatuba pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará as 19h00 (Sábado 23/06), mas desde às 18h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Fluminense (Rodada 21 do Brasileirão da Série A)

E para o confronto do Massa Bruta contra o Tricolor Carioca, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Lucas Paulo Torezin – PR
Árbitro Assistente 1: Sidmar dos Santos Meurer – PR
Árbitro Assistente 2: Andrey Luiz de Freitas – PR
Quarto Árbitro: Dênis da Silva Ribeiro Serafim – AL
Assessor: Fernando José de Castro Rodrigues – PA
VAR: Rafael Traci -SC
AVAR: Helton Nunes -SC
AVAR2: Rodrigo Batista Raposo -DF
Observador de VAR: Roberto Perassi -SP
Quality manager: Douglas Perrone Katayama -CBF

Torezin surgiu no cenário nacional bem veterano, aos 41 anos. Em um momento de crise na CA-CBF, Seneme trouxe diversos nomes alternativos para a A1, e um deles era de Lucas Paulo Torezin, natural de Campo Largo. Por ter experiência na carreira, conseguiu se firmar na A1 e desde então tem tido muitas escalas, apitando inclusive jogos importantes. Na gestão Rodrigo Cintra, ganhou confiança plena.

Sua dificuldade é soltar demais o jogo, e depois tê-lo que amarrar por perder o controle da partida. Precisa dosar mais essa situação. E, diferente de quando surgiu, onde batia no peito e tomava as decisões, se rendeu ao VAR. Vide a lambança em Palmeiras 2×1 Ceará (aqui: https://professorrafaelporcari.com/2025/06/12/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-red-bull-bragantino-x-bahia-rodada-12-do-brasileirao/).

Em jogos  do Massa Bruta, me recordo de uma atuação ruim do juizão no ano passado, contra o Atlético Mineiro, onde Deyverson ludibriou o árbitro. E curiosamente, tanto contra o Bahia e contra o Fluminense, tendo ele no apito, o Massa Bruta também perdeu.

Compartilho o mau jogo apitado em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/09/22/analise-da-arbitragem-de-atletico-mineiro-3×0-red-bull-bragantino/

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Fluminense pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 23/08, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Sobre o gol anulado em Palmeiras x Universitário-PER

No começo do jogo, um gol anulado do time peruano por (segundo a arbitragem) o atleta passar de impedimento “passivo” para ”ativo”.

Correto ou não?

Avalie: apesar de estar à frente e até se movimentar, no que ele atrapalha o Weverton?

Eu confirmaria o gol, por entender que ele não influenciou a ação do goleiro. Não tocou na bola. Não teve influência com corta-luz ou movimento que pudesse enganar alguém.

Gol legal.

– A Regra não é clara!

O ex-árbitro mundialista Arnaldo Cezar Coelho, em sua marcante passagem como comentarista de arbitragem da Rede Globo (por décadas), cunhou um bordão marqueteiro e pegajoso: “A Regra é Clara”.

Porém, ela pode ter sido clara em sua plenitude em 1863, quando surgiu o primeiro livro de regras do futebol. Hoje, há pouca clareza e muitos pontos obscuros. Mas o principal: ela está cada mais desconhecida!

Alguém pode dizer: “Em tempos de globalização, desconhecida? Como assim?”

Pois é: ela tem mudado muito, ano a ano, com detalhes que passam despercebidos do torcedor, mas também dos profissionais do futebol. Costumo brincar que chegará o dia em que apitaremos “com bula”.

Exemplos? Aos montes. Vamos lá:

No último domingo, o Crystal Palace teve um gol anulado (vide aqui: https://x.com/nayibmf/status/1957069349274984604?s=48), e continha dois detalhes da Regra:

  • Um tranco ombro-a-ombro: com a bola rolando e em disputa, pode. Sem bola, é infração.
  • Há jogador do time que ataca infiltrado na barreira. Isso mudou recentemente e pouca gente sabe (pois foi mal divulgado). Até o árbitro se esqueceu! A própria barreira, veja só, não existe na regra do jogo. Mas se ela existir, hoje, deve ser composta apenas por jogadores da equipe que defende (por tudo isso o gol foi corretamente anulado, mas só depois do alerta do VAR).

Além de algumas obscuridades, há mitos! Quem disse que o goleiro “pediu barreira”? Quem pede é o atacante, pois ele tem o direito assegurado de que os atletas adversários estejam a 9,15m. Se ele abrir mão da distância e bater rápido, pode (e o goleiro não terá a sua barreira). Mas… quantas vezes você vê o jogador se aproveitando disso?

Outro mito? Bola presa é da defesa, pedir a bola é falta (mesmo para o seu companheiro), ou, a pior: se a bola que vai em direção ao gol bater na mão adversária e desviar a trajetória, é pênalti. Nada disso existe (mas muita gente usa tais argumentos).

Dias atrás vi uma discussão de que, em determinado jogo, deveria ter voltado o pênalti pois houve invasão da área. Ora, se uma bola entrar direto no gol, sem rebote, e alguém invadir, não se volta mais (apenas se não for direto ou der rebote – e a invasão causar impacto – se volta ou se marca tiro livre indireto, dependendo de quem invadiu e do que resultou).

Eu sou a favor da FIFA, CBF, FPF ou entidades do futebol ajudarem na massificação do conhecimento dos detalhes das Regras do Futebol (e não alterá-la constantemente, como tem ocorrido). Mas, mais do que isso, sou a favor de que os clubes contratem profissionais para ensinarem regras do jogo (e suas nuances) a fim de otimizar o jogo e, quem sabe, evitar cartões tão desnecessários.

Ops: esqueci de “último homem”,  “segunda bola” e outros tantos folclores… meu amigo Zé Boca de Bagre disse: nunca vi jogar com duas bolas, para ter a segunda...

IN ENGLISH –

Someone might say, “In this era of globalization, the rules are unfamiliar? What do you mean?”

Well, it’s true: they have changed a lot, year by year, with details that go unnoticed by fans, but also by football professionals. I often joke that the day will come when we’ll referee “with a rulebook.”

Examples? Plenty. Let’s go:

Last Sunday, Crystal Palace had a goal disallowed (see here: https://x.com/nayibmf/status/1957069349274984604?s=48), and it involved two specific details of the Rule:

  • A shoulder-to-shoulder barge: when the ball is in play and contested, it’s allowed. Without the ball, it’s a foul.
  • An attacking player infiltrating the defensive wall. This changed recently and few people know it (because it was poorly publicized). Even the referee forgot! The wall itself, believe it or not, does not exist in the rules of the game. But if it does exist, today, it must be composed only of players from the defending team (for all these reasons the goal was correctly disallowed, but only after the VAR’s alert).

In addition to some obscurities, there are myths! Who said the goalkeeper “asked for a wall?” The attacking player asks for it, as they have the guaranteed right for opposing players to be 9.15m away. If they give up that distance and take it quickly, they can (and the goalkeeper will not have their wall). But… how often do you see a player taking advantage of this?

Another myth? A trapped ball belongs to the defense, asking for the ball is a foul (even for your teammate), or, the worst one: if the ball going towards the goal hits an opponent’s hand and deflects the trajectory, it’s a penalty. None of this exists (but many people use these arguments).

A few days ago I saw a discussion that, in a certain game, the penalty should have been retaken because there was an invasion of the area. Well, if a ball goes directly into the goal, without a rebound, and someone invades, it is no longer retaken (it’s only retaken or an indirect free kick is awarded if it doesn’t go straight in or it rebounds – and the invasion has an impact – depending on who invaded and what the result was).

I am in favor of FIFA, CBF, FPF, or football entities helping to disseminate knowledge of the details of the Laws of the Game (and not constantly changing them, as has been happening). But, more than that, I am in favor of clubs hiring professionals to teach the rules of the game (and their nuances) to optimize the game and, who knows, avoid such unnecessary cards.

Oops: I forgot about “last man,” “second ball,” and so many other bits of folklore… my friend Zé Boca de Bagre said: I’ve never seen anyone play with two balls, to have a second one…

– Foi pênalti em Mirassol x Cruzeiro?

Ao ver esse lance reclamado em Mirassol x Cruzeiro (aqui no link em: https://x.com/engenheiro1968/status/1957744063358333145?s=46), não tenho dúvida alguma: lance normal!

Explico:

Não é pênalti, pois o desvio faz com que a bola seja inesperada. Se ela bate direto no braço, estando em tempo de evitar o contato, seria pênalti. Mas desviando no próprio corpo, não há tempo de “sumir” o braço. Repare até que o “golpe” que ele dá, no susto, é um reflexo de quem não esperava o contato. Não se deve marcar esse pênalti.

Poucas vezes o VAR acerta nesses lances aqui em nosso país. Essa foi uma delas. Oxalá acertem mais vezes, para que nossa regra seja igual ao resto do mundo.

Para quem tem dúvida sobre quando é ou não é pênalti de bola na mão / mão na bola, didaticamente em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/05/12/como-interpretar-corretamente-os-casos-de-mao-na-bola-e-bola-na-mao/

– O pênalti não marcado de Giay em Botafogo 0x1 Palmeiras.

Lances polêmicos no domingo às 22h15 repercutem menos. Mas veja: Giay (SEP) tenta desarmar Joaquín Corrêa (BFR) e não consegue (o botafoguense é atingido e “cai sentado”). Na várzea, o boleiro diz que “errou a disputa de bola e passou o rodo”. No futebol profissional, se diz: tiro livre direto, sem cartão (e dentro da área, pênalti).

Arbitragem e VAR entenderam como normal e o jogo seguiu. Ambos erraram.

Há fases em que seu time é prejudicado. Em outras, seguidamente beneficiado. É o que está acontecendo com o Palmeiras. Mas, obviamente, os reclamantes por boas arbitragens de outrora, agora se calam.

– A Regra não é clara!

O ex-árbitro mundialista Arnaldo Cezar Coelho, em sua marcante passagem como comentarista de arbitragem da Rede Globo (por décadas), cunhou um bordão marqueteiro e pegajoso: “A Regra é Clara”.

Porém, ela pode ter sido clara em sua plenitude em 1863, quando surgiu o primeiro livro de regras do futebol. Hoje, há pouca clareza e muitos pontos obscuros. Mas o principal: ela está cada mais desconhecida!

Alguém pode dizer: “Em tempos de globalização, desconhecida? Como assim?”

Pois é: ela tem mudado muito, ano a ano, com detalhes que passam despercebidos do torcedor, mas também dos profissionais do futebol. Costumo brincar que chegará o dia em que apitaremos “com bula”.

Exemplos? Aos montes. Vamos lá:

No último domingo, o Crystal Palace teve um gol anulado (vide aqui: https://x.com/nayibmf/status/1957069349274984604?s=48), e continha dois detalhes da Regra:

  • Um tranco ombro-a-ombro: com a bola rolando e em disputa, pode. Sem bola, é infração.
  • Há jogador do time que ataca infiltrado na barreira. Isso mudou recentemente e pouca gente sabe (pois foi mal divulgado). Até o árbitro se esqueceu! A própria barreira, veja só, não existe na regra do jogo. Mas se ela existir, hoje, deve ser composta apenas por jogadores da equipe que defende (por tudo isso o gol foi corretamente anulado, mas só depois do alerta do VAR).

Além de algumas obscuridades, há mitos! Quem disse que o goleiro “pediu barreira”? Quem pede é o atacante, pois ele tem o direito assegurado de que os atletas adversários estejam a 9,15m. Se ele abrir mão da distância e bater rápido, pode (e o goleiro não terá a sua barreira). Mas… quantas vezes você vê o jogador se aproveitando disso?

Outro mito? Bola presa é da defesa, pedir a bola é falta (mesmo para o seu companheiro), ou, a pior: se a bola que vai em direção ao gol bater na mão adversária e desviar a trajetória, é pênalti. Nada disso existe (mas muita gente usa tais argumentos).

Dias atrás vi uma discussão de que, em determinado jogo, deveria ter voltado o pênalti pois houve invasão da área. Ora, se uma bola entrar direto no gol, sem rebote, e alguém invadir, não se volta mais (apenas se não for direto ou der rebote – e a invasão causar impacto – se volta ou se marca tiro livre indireto, dependendo de quem invadiu e do que resultou).

Eu sou a favor da FIFA, CBF, FPF ou entidades do futebol ajudarem na massificação do conhecimento dos detalhes das Regras do Futebol (e não alterá-la constantemente, como tem ocorrido). Mas, mais do que isso, sou a favor de que os clubes contratem profissionais para ensinarem regras do jogo (e suas nuances) a fim de otimizar o jogo e, quem sabe, evitar cartões tão desnecessários.

Ops: esqueci de “último homem”,  “segunda bola” e outros tantos folclores… meu amigo Zé Boca de Bagre disse: nunca vi jogar com duas bolas, para ter a segunda...

– Não dá para aturar o VAR brasileiro…

No Corinthians 1×2 Bahia, o árbitro Zanovelli e sua equipe de VAR literalmente fizeram “um intervalo” no jogo para decidir a validação ou anulação de um lance duvidoso. Foram 8 minutos!

Não é assim que funciona. Em caso de dúvida, para não se perder a dinâmica do jogo, ao perceber que é um lance controverso e que se levará muito tempo para decidir, respeite-se a decisão de campo e siga a partida. 

Em dúvida, leia-se a 3ª recomendação desse post: https://professorrafaelporcari.com/2025/08/16/a-cartilha-da-premier-league-aos-arbitros-2/

– A cartilha da Premier League aos árbitros:

Às vésperas de começar a Premier League, a entidade divulgou orientações aos árbitros, as fazendo de maneira bem didática (e alertando, assim, os jogadores – coisa que a CBF deveria imitar).

Não tem nenhuma novidade, mas sim o reforço para o cumprimento das regras e a clareza delas. Por exemplo, as principais:

  • Contar os 8 segundos e marcar escanteio se o goleiro estourar o tempo de posse de bola com as mãos permitido (não fazer vista grossa com isso).
  • Punir severamente qualquer simulação ou tentativa de ludibriar o jogo (ouviu, Deyverson?).
  • O VAR não é para reapitar o jogo, e na falta de clareza e/ou dúvida da decisão checada, manter a decisão de campo (aqui no Brasil, ficamos horas gritando na cabine do VAR e nada se resolve de correto, sendo que o árbitro de vídeo “manda” no árbitro de campo).
  • Somente o capitão pode falar com o árbitro, todos os demais atletas deverão ser punidos com Cartão Amarelo se forem reclamar com ele (fizemos isso apenas em 2 ou 3 rodadas em 2024, parece que os árbitros se esqueceram disso).
  • Agarrões e Puxões: somente deverão ser sancionados se provocarem impacto real na jogada. Não vale o atleta sentir contato físico e abdicar do jogo.
  • Coibir todo e qualquer retardamento de jogo (a famosa “cera”), a fim de ter mais tempo de bola rolando.
  • Por fim, o que mais se faz errado no Brasil: mão na bola! A Premier League lembra que só é infração a intenção ou o movimento antinatural, e define antinatural como “abrir os braços deliberadamente em movimento adicional não justificável”, cobrando dos árbitros que vejam a “lógica do movimento” (que significa: se atente para ver se é um movimento natural, fisiologicamente normal).

Não tem novidade! Mas, se compararmos com o que vemos no Brasileirão, boa parte não se tem cumprido!

On the eve of the Premier League’s start, the organization has released guidelines for referees, doing so in a very clear way (and thus warning players—something the CBF should imitate).

There’s nothing new here, but rather a reinforcement for the enforcement of the rules and their clarity. For example, the main points:

  • Counting the 8 seconds and awarding a corner kick if the goalkeeper exceeds the allowed time for possession with their hands (not turning a blind eye to it).
  • Severely punishing any simulation or attempt to deceive the game (heard that, Deyverson?).
  • The VAR is not meant to re-referee the game, and in the absence of clarity and/or doubt about the decision checked, to maintain the on-field decision (here in Brazil, we spend hours screaming in the VAR booth and nothing correct gets resolved, as if the video referee “rules” the on-field referee).
  • Only the captain can talk to the referee; all other players should be punished with a Yellow Card if they complain to him (we only did this for 2 or 3 rounds in 2024, it seems the referees forgot about it).
  • Holds and pulls should only be sanctioned if they cause a real impact on the play. It’s not worth it for the player to feel physical contact and give up on the play.
  • To curb any and all delaying of the game (the famous “cera”), in order to have more time with the ball in play.

Finally, what is done most wrong in Brazil: handball! The Premier League reminds that it’s only an offense if there’s intention or an unnatural movement, and defines unnatural as “deliberately extending the arms in an unjustifiable additional movement,” demanding that referees look for the “logic of the movement”(which means: pay attention to whether it’s a natural, physiologically normal movement).

There’s nothing new! But, if we compare it to what we see in the Brasileirão, a large part of it is not being fulfilled!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para XV de Novembro de Piracicaba vs Paulista de Jundiaí (Rodada 10 da Copa Paulista Sicredi 2025):

E para o confronto do Galo contra o Nhô Quim no Barão de Serra Negra, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitra: Marianna Nanni Batalha
Árbitro Assistente 1: Alexandre Nascimento da Silva
Árbitra Assistente 2: Anna Beatriz Scagnolato
Quarto Árbitro: Márcio Mattos dos Santos
Analista de Vídeo: Júlio Américo Corazza Palácio

Marianna tem 32 anos e há 7 temporadas apita pela FPF. Ela tinha poucos jogos profissionais na carreira, mas foi premiada com a escala da final da Bzinha entre Paulista x Colorado no ano passado, e agarrou a oportunidade. No ano seguinte, virou sensação na Copa São Paulo e estreou, mesmo sem bagagem, na Série A1 – onde não decepcionou.

Claro que ela ainda não teve um jogo complicado pela frente, mas está fazendo o seu papel muito bem. A questão é: no jogo de ida, em Jayme Cintra, o time do “reclamão” treinador Moisés Egert fez cera, praticou unfair-play e foi extremamente indisciplinado. Os jovens bandeiras e o quarto-árbitro darão conta de ajudar a manter a ordem no jogo?

Tomara que sim! Naquela oportunidade, jogadores e comissão técnica piracicabanos não se comportaram bem.

Acompanhe XV de Piracicaba x Paulista FC pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará às 15hoo (sábado, 16/08), mas desde às 14h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Ceará x Red Bull Bragantino (Rodada 20 do Campeonato Brasileiro da Série A):

E para o confronto do Massa Bruta contra o Vozão na Arena Castelão, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz -RJ
Árbitro Assistente 1: Thiago Henrique Neto Correa Farinha -BA
Árbitro Assistente 2: Raphael Carlos de Almeida Tavares dos Reis -RJ
Quarto Árbitro: Anderson Ribeiro Gonçaalves -GO
Assessor: Sérgio Cristiano Nasciment-RJ
VAR: Diego Pombo Lopez -BA
AVAR: Cleriston Clay Barreto Rios -SE
AVAR2: Raphael Garcia de Andrade -ES
INSPETOR: Leandro Pedro Vuaden -RS
Observador de VAR: Péricles Bassols Pegado Cortez -RJ
Quality manager: Maria Victória Benetti Vargas -CBF

Yuri era uma promessa carioca, perdendo na briga pelo escudo FIFA a disputa com o árbitro Alex Stéfano. Na verdade, Alex agarrou a oportunidade desperdiçada por Yuri! Explico:

Em 2023, o jovem árbitro carioca teve inúmeras chances para se destacar e foi mal. Trabalho razoável em Athletico x Red Bull Bragantino (aqui: https://wp.me/p55Mu0-3lW) e uma péssima arbitragem em Coritiba x Red Bull Bragantino (https://wp.me/p55Mu0-3lU). Mas a CBF foi insistindo e… logo na primeira rodada de 2024, uma lambança em Corinthians x Atlético Mineiro (e aí foi para a reciclagem). Voltou e chegou até a apitar no Nabi Abi Chedid o Massa Bruta 0x0 Palmeiras, mas manteve-se inseguro.

Tecnicamente, ele é aceitável, mas disciplinarmente, um desastre. Somente na última semana estreou na Série A do Brasileirão 2025, no Grêmio 0x1 Sport. Tomara que tenha melhorado.

Destaque para os avaliadores dos árbitros: Yuri Elino será observado por Leandro Vuaden, e o VAR por Péricles Bassols.

Acompanhe conosco o jogo entre Ceará SC x Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 16/08, 16h00. Mas desde às 15h00 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– A cartilha da Premier League aos árbitros:

Às vésperas de começar a Premier League, a entidade divulgou orientações aos árbitros, as fazendo de maneira bem didática (e alertando, assim, os jogadores – coisa que a CBF deveria imitar).

Não tem nenhuma novidade, mas sim o reforço para o cumprimento das regras e a clareza delas. Por exemplo, as principais:

  • Contar os 8 segundos e marcar escanteio se o goleiro estourar o tempo de posse de bola com as mãos permitido (não fazer vista grossa com isso).
  • Punir severamente qualquer simulação ou tentativa de ludibriar o jogo (ouviu, Deyverson?).
  • O VAR não é para reapitar o jogo, e na falta de clareza e/ou dúvida da decisão checada, manter a decisão de campo (aqui no Brasil, ficamos horas gritando na cabine do VAR e nada se resolve de correto, sendo que o árbitro de vídeo “manda” no árbitro de campo).
  • Somente o capitão pode falar com o árbitro, todos os demais atletas deverão ser punidos com Cartão Amarelo se forem reclamar com ele (fizemos isso apenas em 2 ou 3 rodadas em 2024, parece que os árbitros se esqueceram disso).
  • Agarrões e Puxões: somente deverão ser sancionados se provocarem impacto real na jogada. Não vale o atleta sentir contato físico e abdicar do jogo.
  • Coibir todo e qualquer retardamento de jogo (a famosa “cera”), a fim de ter mais tempo de bola rolando.
  • Por fim, o que mais se faz errado no Brasil: mão na bola! A Premier League lembra que só é infração a intenção ou o movimento antinatural, e define antinatural como “abrir os braços deliberadamente em movimento adicional não justificável”, cobrando dos árbitros que vejam a “lógica do movimento” (que significa: se atente para ver se é um movimento natural, fisiologicamente normal).

Não tem novidade! Mas, se compararmos com o que vemos no Brasileirão, boa parte não se tem cumprido!

On the eve of the Premier League’s start, the organization has released guidelines for referees, doing so in a very clear way (and thus warning players—something the CBF should imitate).

There’s nothing new here, but rather a reinforcement for the enforcement of the rules and their clarity. For example, the main points:

  • Counting the 8 seconds and awarding a corner kick if the goalkeeper exceeds the allowed time for possession with their hands (not turning a blind eye to it).
  • Severely punishing any simulation or attempt to deceive the game (heard that, Deyverson?).
  • The VAR is not meant to re-referee the game, and in the absence of clarity and/or doubt about the decision checked, to maintain the on-field decision (here in Brazil, we spend hours screaming in the VAR booth and nothing correct gets resolved, as if the video referee “rules” the on-field referee).
  • Only the captain can talk to the referee; all other players should be punished with a Yellow Card if they complain to him (we only did this for 2 or 3 rounds in 2024, it seems the referees forgot about it).
  • Holds and pulls should only be sanctioned if they cause a real impact on the play. It’s not worth it for the player to feel physical contact and give up on the play.
  • To curb any and all delaying of the game (the famous “cera”), in order to have more time with the ball in play.

Finally, what is done most wrong in Brazil: handball! The Premier League reminds that it’s only an offense if there’s intention or an unnatural movement, and defines unnatural as “deliberately extending the arms in an unjustifiable additional movement,” demanding that referees look for the “logic of the movement”(which means: pay attention to whether it’s a natural, physiologically normal movement).

There’s nothing new! But, if we compare it to what we see in the Brasileirão, a large part of it is not being fulfilled!

– O uniforme dos árbitros de futebol na Copa de 1930:

Olhe o fardamento do árbitro da final da Copa de 1930.

O juizão belga Jean Langenus apitou de gravata a decisão entre Uruguai vs Argentina:

– As Regras do Futebol na Premier League e “As Regras Brasileiras”.

É perceptível que o futebol jogado em nosso país é diferente do europeu, especialmente na Premier League. Os ingleses se reinventaram, organizaram os estádios, criaram uma Liga séria, implementaram leis para punir crimes, pensaram no lucro e, para isso, fizeram o futebol se tornar um espetáculo agradável para se assistir.

No Brasil, há jogos onde os 90 minutos parecem intermináveis! Há catimba, unfairplay, simulação, milonga, tempo morto e pouca bola rolando. É difícil convencer um jovem, nessa sociedade tão acelerada, em ficar atento a um jogo que não tem dinâmica.

E de quem é a culpa?

De todos nós.

jogadores que não colaboram, alguns jornalistas que defendem a malandragem do atleta que transgride as regras e o torcedor que gosta de ver seu time levar vantagem de maneira ilegal. Mas o principal culpado: o árbitro brasileiro!

Os juízes de futebol tupiniquins se tornaram reféns do VAR, têm medo dos diretores de clubes que reclamam na CBF e “picam a partida”, quebrando a dinâmica do jogo com a marcação de inúmeras faltinhas inexistentes. O jogo não flui, se torna enfadonho, e tal situação, rotineiramente, vai se normalizando. E não podemos deixar isso acontecer.

Na temporada 2024/2025 da Premier League, por exemplo, existiram algumas simulações (boa parte de atletas sulamericanos), a discussão do tempo perdido pelo árbitro em frente o monitor do VAR (questionou-se se deveria ter árbitro de vídeo ou não) e a falta de clareza das marcações de impedimento (resolveu-se com o impedimento semiautomático nos últimos jogos). Diante disso, para a temporada 2025/2026, a PL publicou uma cartilha que alerta os árbitros sobre a necessidade de cumprir a regras (que já existem), e que na temporada passada “relaxou-se” no cumprimento.

Compare com o Brasil os seguintes pontos:

  • Evitar o retardamento, contando claramente os 8 segundos de posse do goleiro e marcando o escanteio ao adversário, caso a bola não seja recolocada em jogo nesse período (tivemos “menos de meia dúzia” de marcações como essas no Brasil, literalmente falando, pois os árbitros, para não se comprometerem, começam a contar depois de um certo tempo que o goleiro já tem a posse e está em equilíbrio – criamos uma malandragem na matemática).
  • Advertir com Cartão Amarelo toda e qualquer simulação (repare que no Brasileirão, quem cava pênaltis vira herói para muito torcedor, e vemos bizarrices sendo aplaudidas, como as forçadas faltas e quedas provocadas, por exemplo, por Deyverson).
  • Punir com falta somente os agarrões ou empurrões que realmente impactem a disputa de bola. Já repararam que no Brasil, à menor percepção de contato do adversário, o atleta cai ou abdica de jogar? Essa é a “falta cavada” que não pode acontecer. Precisamos acabar com essa mania! lembrando: futebol é um esporte de contato físico, não tem como evitá-lo (seria outro esporte caso se defendesse isso).
  • A recomendação para que o VAR seja pontual, atendendo apenas às situações do protocolo ou erro crasso grave. E o alerta (que é um reforço ao documento que a própria FIFA já divulgou): o árbitro de vídeo não é um instrumento para reapitar o jogo. Lamentavelmente, os árbitros brasileiros apitam esperando o chamado do VAR, que não se intimida e quer ser co-protagonista com o juiz de campo (mais uma bizarrice: os protagonistas no futebol, obviamente, devem ser os jogadores). Mais do que isso: a PL recorda que, nos casos de lances duvidosos, prevalecerá a decisão de campo (para que não se perca tempo discutindo e forçando uma decisão duvidosa). Na prática: há um lance para ser revisto, percebeu-se que é confuso e que demorará, o VAR avisará o árbitro que deve ser mantido o que ele marcou (não quebra a dinâmica da partida, não esfria o jogo, não traz questionamentos sobre a lisura, não atrapalha o espetáculo).
  • Reclamações: no Brasileirão, vale a regra que somente o capitão pode conversar com o árbitro, e o deve fazer respeitosamente. Qualquer outro atleta receberá Amarelo se abordar o juiz. Será assim na Premier League também. Mas… a gente vê essa regra sendo cumprida no Brasil? Todo mundo que está em campo reclama com o árbitro, que passivamente aceita.
  • Por fim: mão na bola ou bola na mão! A Premier League lembra que só é infração a intenção ou o movimento antinatural, e define antinatural como “abrir os braços deliberadamente em movimento adicional não justificável”, cobrando dos árbitros que vejam a “lógica do movimento” (que significa: se atente para ver se é um movimento natural, fisiologicamente normal). Em nosso país, absurdos são vistos rodada-a-rodada: atleta em movimento natural, tendo a bola resvalada em seu braço após um desvio, sendo punido por falta ou pênalti. Parece jogo de queimada: bateu, marcou. E aí eu sou obrigado a me lembrar do Massimo Bussaca, chefe de arbitragem da FIFA em 2014, que deu uma entrevista dias antes da Copa do Mundo do Brasil, escandalizado com os pênaltis de mão na bola aqui marcados. Disse ele em coletiva de imprensa (que registrei e não mais esqueci):

“Um jogador precisa de sua mão e de seu braço para correr, se equilibrar e saltar. Não se pode jogar sem a mão. O árbitro precisa fazer a leitura correta do lance. Não se pode dar falta a qualquer toque na mão. Isso é um absurdo. O árbitro deve ver se a mão estava no local de forma natural ou não-natural. Tem que ser avaliado se o toque (da mão na bola) foi intencional ou não. Quando um jogador tenta fazer seu corpo maior usando a mão, isso deve ser punido. O juiz não pode só pensar como juiz e aplicar o que está escrito. Precisa se colocar no lugar do jogador para entender o movimento”.

Quando comparo as orientações da Premier League com o que vemos no Campeonato Brasileiro, penso: não é hora de uma força tarefa (clubes, imprensa, entidades e árbitros) defenderem a aplicação da regra e do futebol jogado, não “sacaneado”, pelo bem de nós mesmos?

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Visite meus blogs:
Blog Pergunte Ao Árbitro, dedicado à arbitragem de futebol: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com
Blog Discutindo Contemporaneidades, sobre assuntos gerais: https://professorrafaelporcari.com

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para XV de Novembro de Piracicaba vs Paulista de Jundiaí (Rodada 10 da Copa Paulista Sicredi 2025):

E para o confronto do Galo contra o Nhô Quim no Barão de Serra Negra, a FPF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitra: Marianna Nanni Batalha
Árbitro Assistente 1: Alexandre Nascimento da Silva
Árbitra Assistente 2: Anna Beatriz Scagnolato
Quarto Árbitro: Márcio Mattos dos Santos
Analista de Vídeo: Júlio Américo Corazza Palácio

Marianna tem 32 anos e há 7 temporadas apita pela FPF. Ela tinha poucos jogos profissionais na carreira, mas foi premiada com a escala da final da Bzinha entre Paulista x Colorado no ano passado, e agarrou a oportunidade. No ano seguinte, virou sensação na Copa São Paulo e estreou, mesmo sem bagagem, na Série A1 – onde não decepcionou.

Claro que ela ainda não teve um jogo complicado pela frente, mas está fazendo o seu papel muito bem. A questão é: no jogo de ida, em Jayme Cintra, o time do “reclamão” treinador Moisés Egert fez cera, praticou unfair-play e foi extremamente indisciplinado. Os jovens bandeiras e o quarto-árbitro darão conta de ajudar a manter a ordem no jogo?

Tomara que sim! Naquela oportunidade, jogadores e comissão técnica piracicabanos não se comportaram bem.

Acompanhe XV de Piracicaba x Paulista FC pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará às 15hoo (sábado, 16/08), mas desde às 14h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– A Conmebol quer maior tempo de jogo:

Seria a “Lei Léo Jardim”?

A Conmebol anunciou que, a partir dessa semana, os árbitros de suas competições devem se esforçar para cumprir as regras do jogo e dinamizar as partidas. Ou seja: dar tempo de bola rolando.

A atenção será com os reinícios de jogo, com as ceras dos goleiros, substituições e atendimentos médicos.

Perguntar se faz necessário: os árbitros cumprirão?

Abaixo, a nota da entidade: 

A Direção de Competições e Operações da CONMEBOL informa que, com o objetivo de aumentar a competitividade do futebol sul-americano, a Confederação está promovendo ações voltadas a reduzir as interrupções do jogo, desestimular as demoras intencionais e elevar a dinâmica e a qualidade do espetáculo esportivo.

Essas medidas serão aplicadas a todas as competições organizadas pela entidade máxima do futebol sul-americano e incluem a aplicação rigorosa do regulamento diante de atrasos desnecessários, assim como um apelo à responsabilidade e à colaboração de todos os envolvidos no futebol: dirigentes, jogadores, comissões técnicas, árbitros e torcedores.

Com menos tempo perdido, haverá mais jogo; com mais jogo, aumenta a exigência; e, com isso, cresce o atrativo das partidas e torneios —em benefício de clubes e federações.

Entre os principais objetivos estão: minimizar as interrupções causadas por substituições ou atendimentos médicos, garantir um maior controle do tempo para se aproximar ao máximo dos 90 minutos de jogo efetivo e aplicar advertências (cartões) a quem atrasar deliberadamente a retomada da partida.

O resultado final será um futebol sul-americano mais competitivo e vibrante, fundamentado em um sólido espírito esportivo e no jogo limpo.

A CONMEBOL segue comprometida em oferecer um espetáculo mais atrativo, dinâmico e com melhor aproveitamento do tempo efetivo de jogo, com foco principal nas competições CONMEBOL Libertadores e CONMEBOL Sul-Americana, que entram em suas fases decisivas.

IN ENGLISH –

Is this the “Léo Jardim Law”?

CONMEBOL announced that, starting this week, the referees in its competitions must strive to enforce the laws of the game and make matches more dynamic. In other words: to increase the time the ball is in play.

Attention will be focused on restarts of play, goalkeepers’ time-wasting, substitutions, and medical attention.

The question needs to be asked: will the referees comply?

Below is the organization’s statement:


The CONMEBOL Directorate of Competitions and Operations informs that, with the objective of increasing the competitiveness of South American football, the Confederation is promoting actions aimed at reducing game interruptions, discouraging intentional delays, and elevating the dynamism and quality of the sporting spectacle.

These measures will be applied to all competitions organized by South America’s top football entity and include the strict application of the regulations in the face of unnecessary delays, as well as an appeal for the responsibility and collaboration of everyone involved in football: officials, players, technical staffs, referees, and fans.

With less time lost, there will be more play; with more play, the demands increase; and, with that, the appeal of matches and tournaments grows—to the benefit of clubs and federations.

Among the main objectives are: minimizing interruptions caused by substitutions or medical attention, ensuring greater time control to get as close as possible to 90 minutes of effective playing time, and applying warnings (cards) to those who deliberately delay the restart of play.

The final result will be a more competitive and vibrant South American football, based on a solid sporting spirit and fair play.

CONMEBOL remains committed to offering a more attractive, dynamic spectacle with better use of effective playing time, with a main focus on the CONMEBOL Libertadores and CONMEBOL Sudamericana competitions, which are entering their decisive phases.

– VAR especialista ou VAR ex-árbitro?

A cada rodada do Campeonato Brasileiro, vemos polêmicas com os árbitros de vídeo. Uns excessivamente intervencionistas, outros omissos. Para quem viu o absurdo no lance do Ferraresi no Morumbi, se assustou com o “caçar pêlo em ovo” no trabalho realizado.

Bráulio da Silva Machado, Caio Max e Heber Roberto Lopes viraram VARs. Marcelo de Lima Henrique já fez alguns jogos na função. A tendência é que ex-árbitros experientes se aposentem do apito e fiquem na cabine.

A questão é: um jovem VAR não tem grande experiência de campo, e trabalhando nessa função, talvez não desse o melhor retorno ao árbitro central sobre uma avaliação de situação duvidosa. Por outro lado, um experiente VAR poderia intimidar um jovem árbitro, sendo que esse árbitro de campo inexperiente, ao ser chamado pelo VAR, dificilmente discordaria dele.

O que fazer? Equipes de arbitragens 100% jovens e equipes de arbitragens 100% experientes?

Em um Palmeiras x Corinthians, por exemplo, o ideal seria (hipoteticamente) Anderson Daronco apitando e Raphael Claus no VAR (para que “um não seja maior do que o outro”). Seria uma solução? Ou, ainda, fazer como os árbitros-assistentes: serem especialistas somente naquela função (embora, no começo, todos tenham que treinar como árbitros centrais)?

Deixe o seu comentário:

– Didaticamente, sobre Palmeiras 2×1 Ceará (o pênalti polêmico):

Precisamos entender a Regra do Jogo, para discutir o lance de Palmeiras 2×1 Ceará.

Em: https://youtu.be/QLUAg7wWHFY?si=TyD65YDy8a9yxr3p

– A Conmebol quer maior tempo de jogo:

Seria a “Lei Léo Jardim”?

A Conmebol anunciou que, a partir dessa semana, os árbitros de suas competições devem se esforçar para cumprir as regras do jogo e dinamizar as partidas. Ou seja: dar tempo de bola rolando.

A atenção será com os reinícios de jogo, com as ceras dos goleiros, substituições e atendimentos médicos.

Perguntar se faz necessário: os árbitros cumprirão?

Abaixo, a nota da entidade: 

A Direção de Competições e Operações da CONMEBOL informa que, com o objetivo de aumentar a competitividade do futebol sul-americano, a Confederação está promovendo ações voltadas a reduzir as interrupções do jogo, desestimular as demoras intencionais e elevar a dinâmica e a qualidade do espetáculo esportivo.

Essas medidas serão aplicadas a todas as competições organizadas pela entidade máxima do futebol sul-americano e incluem a aplicação rigorosa do regulamento diante de atrasos desnecessários, assim como um apelo à responsabilidade e à colaboração de todos os envolvidos no futebol: dirigentes, jogadores, comissões técnicas, árbitros e torcedores.

Com menos tempo perdido, haverá mais jogo; com mais jogo, aumenta a exigência; e, com isso, cresce o atrativo das partidas e torneios —em benefício de clubes e federações.

Entre os principais objetivos estão: minimizar as interrupções causadas por substituições ou atendimentos médicos, garantir um maior controle do tempo para se aproximar ao máximo dos 90 minutos de jogo efetivo e aplicar advertências (cartões) a quem atrasar deliberadamente a retomada da partida.

O resultado final será um futebol sul-americano mais competitivo e vibrante, fundamentado em um sólido espírito esportivo e no jogo limpo.

A CONMEBOL segue comprometida em oferecer um espetáculo mais atrativo, dinâmico e com melhor aproveitamento do tempo efetivo de jogo, com foco principal nas competições CONMEBOL Libertadores e CONMEBOL Sul-Americana, que entram em suas fases decisivas.

IN ENGLISH –

Is this the “Léo Jardim Law”?

CONMEBOL announced that, starting this week, the referees in its competitions must strive to enforce the laws of the game and make matches more dynamic. In other words: to increase the time the ball is in play.

Attention will be focused on restarts of play, goalkeepers’ time-wasting, substitutions, and medical attention.

The question needs to be asked: will the referees comply?

Below is the organization’s statement:


The CONMEBOL Directorate of Competitions and Operations informs that, with the objective of increasing the competitiveness of South American football, the Confederation is promoting actions aimed at reducing game interruptions, discouraging intentional delays, and elevating the dynamism and quality of the sporting spectacle.

These measures will be applied to all competitions organized by South America’s top football entity and include the strict application of the regulations in the face of unnecessary delays, as well as an appeal for the responsibility and collaboration of everyone involved in football: officials, players, technical staffs, referees, and fans.

With less time lost, there will be more play; with more play, the demands increase; and, with that, the appeal of matches and tournaments grows—to the benefit of clubs and federations.

Among the main objectives are: minimizing interruptions caused by substitutions or medical attention, ensuring greater time control to get as close as possible to 90 minutes of effective playing time, and applying warnings (cards) to those who deliberately delay the restart of play.

The final result will be a more competitive and vibrant South American football, based on a solid sporting spirit and fair play.

CONMEBOL remains committed to offering a more attractive, dynamic spectacle with better use of effective playing time, with a main focus on the CONMEBOL Libertadores and CONMEBOL Sudamericana competitions, which are entering their decisive phases.

– Sobre o pênalti de Palmeiras 2×1 Ceará: o que a Regra diz?

A bola na mão do defensor do Ceará (que virou pênalti resultando no primeiro gol do Palmeiras) realmente foi infracional?

Entenda: a Regra diz que deve analisar a existência de INTENÇÃO em um primeiro momento. Houve?

  • Eu entendo que não.

Em um segundo momento, questione: a mão ou o braço estava em movimento fisiologicamente NATURAL ou ANTINATURAL?

  • Eu entendo que estava em movimento natural.

Portanto, pênalti equivocado (na minha modesta opinião).

Entenda ainda: existe a orientação de que quando existir desvio, não se deve marcar. Porém, lembre-se: mesmo quando não há desvio, em muitos casos, não se deve marcar, se estiver em movimento natural por conta de algumas nuances: afinal, avalie a velocidade da bola e a capacidade de tentativa de recolher o braço / a mão em um lance à queima-roupa.

O curioso é: o árbitro Lucas Toresin viu, mandou seguir (ele estava muito bem posicionado e consciente do que fez) e… depois de ir ao VAR, chamado por Igor Junio Benevenuto, mudou de ideia.

Errou a arbitragem.

– De onde estão vindo os acréscimos exagerados no futebol?

De onde surgem os minutos de acréscimo dos árbitros?

Em suma: da cabeça dos próprios juízes, apesar de existir um regramento.

Um dos grandes problemas que estamos vendo ultimamente no futebol brasileiro, é a subjetividade do tempo extra. Mas afinal… existe critério?

É óbvio que temos isso textualmente na regra, mas até para tal objetividade, há uma subjetividade. Explico essa incongruência:

Antigamente, passavam os 45 minutos e todo mundo ficava olhando para o árbitro, pois não se precisava anunciar a minutagem que seria acrescida. Isso mudou, com o juiz tendo que informar previamente até quando a partida duraria e uma placa passou a ser levantada para conhecimento de todos. Chegou a ser praxe nos anos 90 (e que virou motivo de crítica): 1 minuto no primeiro tempo (no máximo 2) e 3 minutos no segundo (vez ou outra, 4 ou 5; mais do que isso, jamais).

A regra prevê que se acrescente tempo gasto em:

substituições;
• avaliação ou retirada de um jogador lesionado;
• desperdício deliberado de tempo;
• sanções disciplinares;
• paradas médicas autorizadas pelo regulamento da competição, como as paradas para hidratação, que não deveriam exceder um minuto, e as paradas para resfriamento (noventa segundos a três minutos);
• atrasos relacionados com as checagens e as revisões do VAR;
• a comemoração de um gol;
• qualquer outra causa, incluindo o atraso significativo para o reinício do jogo — por exemplo, devido à interferência de um agente externo.

As situações são objetivas, mas quem fica anotando o tempo perdido, para o árbitro acrescentar exatamente o relatado acima e quem o avisa? Não dá para quem está no calor da partida, entre tantas atribuições, se preocupar com essa tarefa. Só se conseguiria isso se alguém lá na cabine do VAR (quem sabe um dos vários AVARes que compõe a equipe), ficasse travando um cronômetro cada uma das situações relatadas. Como isso não existe, fica o disparate de tempos diversos. Incluindo, obviamente, os incomuns 8, 9, 10 minutos solicitados…

Isso surgiu na Copa do Mundo do Catar. A FIFA queria aumentar o tempo de bola rolando, e propôs 2 tempos de 50 minutos. Não conseguiu a mudar a Regra (As “Leis do Jogo” têm dono: a International Football Association Board – IFAB, que não gostou da ideia). Então, surgiu a cobrança para que os árbitros dessem mais acréscimos.

Para aumentar o tempo de bola rolando, existem várias propostas na gaveta atualmente: 2 tempos efetivos de 30 minutos com paralisações de relógio, por exemplo. Mas ninguém resolve a questão ainda da subjetividade, que é o problema atual.

Aqui no Brasil, reside ainda outra discussão (que não deveria existir): se deve acrescentar o tempo perdido com cera ou não? Afinal, muito jogador adora matar alguns minutos quando está ganhando, prejudicando o adversário.

Óbvio que não se deve acrescentar pela cera! Retardou o jogo, pune-se com cartão amarelo e se agiliza o reinício. E vejo muito árbitro sinalizando que vai dar acréscimo de tempo por cera… Isso não pode, e nem deve, pois a cera quebra a dinâmica do jogo e esfria uma equipe que pode estar num melhor momento. É unfair-play puro.

Eu imagino que com a introdução da tecnologia de inteligência artificial no futebol for inevitável, a cronometragem de tempo, num tempo razoável, também será.


IN ENGLISH – Where do referees’ added time minutes come from?

In short: from the referees’ own heads, despite the existence of rules.

One of the biggest problems we’re seeing lately in Brazilian football is the subjectivity of extra time. But after all… is there a criterion?

It’s obvious that we have this written in the rules, but even for such objectivity, there is a subjectivity. I’ll explain this inconsistency:

In the past, when 45 minutes passed, everyone looked at the referee because there was no need to announce the amount of time to be added. That changed, with the referee having to inform beforehand how long the match would last, and a board was raised for everyone to know. It became a practice in the 90s (and a reason for criticism): 1 minute in the first half (at most 2) and 3 minutes in the second(occasionally 4 or 5; never more than that).

The rule provides for time to be added for:

  • substitutions;
  • assessment or removal of an injured player;
  • deliberate time-wasting;
  • disciplinary sanctions;
  • medical stoppages authorized by the competition’s regulations, such as hydration breaks, which should not exceed one minute, and cooling breaks (ninety seconds to three minutes);
  • delays related to VAR checks and reviews;
  • the celebration of a goal;
  • any other cause, including significant delay in restarting the game—for example, due to interference from an external agent.

The situations are objective, but who keeps track of the lost time for the referee to add exactly what is reported above, and who informs him? It’s not possible for someone in the heat of the match, with so many duties, to worry about this task. This would only be possible if someone in the VAR booth(perhaps one of the several AVARs that make up the team) were to pause a stopwatch for each of the reported situations. Since this doesn’t exist, we get a disparity of different times. Including, obviously, the unusual 8, 9, 10 minutes requested…

This emerged at the Qatar World Cup. FIFA wanted to increase the time the ball was in play, and proposed two 50-minute halves. It was unable to change the Rule (The “Laws of the Game” have an owner: the International Football Association Board – IFAB, which did not like the idea). So, the demand for referees to give more added time arose.

To increase the time the ball is in play, there are several proposals currently in the drawer: two effective 30-minute halves with clock stoppages, for example. But no one has yet resolved the issue of subjectivity, which is the current problem.

Here in Brazil, another discussion still exists (which shouldn’t): should time lost to time-wasting be added or not? After all, many players love to kill a few minutes when they are winning, harming the opponent.

It’s obvious that you shouldn’t add time for time-wasting! Delaying the game should be punished with a yellow card, and the restart should be sped up. And I see many referees signaling that they will add time for time-wasting… This cannot and should not happen, because time-wasting breaks the dynamism of the game and cools down a team that may be in a better moment. It is pure unfair-play.

I imagine that with the introduction of artificial intelligence technology in football being inevitable, timekeeping will also be, within a reasonable timeframe.

– VAR especialista ou VAR ex-árbitro?

A cada rodada do Campeonato Brasileiro, vemos polêmicas com os árbitros de vídeo. Uns excessivamente intervencionistas, outros omissos. Para quem viu o absurdo no lance do Ferraresi no Morumbi, se assustou com o “caçar pêlo em ovo” no trabalho realizado.

Bráulio da Silva Machado, Caio Max e Heber Roberto Lopes viraram VARs. Marcelo de Lima Henrique já fez alguns jogos na função. A tendência é que ex-árbitros experientes se aposentem do apito e fiquem na cabine.

A questão é: um jovem VAR não tem grande experiência de campo, e trabalhando nessa função, talvez não desse o melhor retorno ao árbitro central sobre uma avaliação de situação duvidosa. Por outro lado, um experiente VAR poderia intimidar um jovem árbitro, sendo que esse árbitro de campo inexperiente, ao ser chamado pelo VAR, dificilmente discordaria dele.

O que fazer? Equipes de arbitragens 100% jovens e equipes de arbitragens 100% experientes?

Em um Palmeiras x Corinthians, por exemplo, o ideal seria (hipoteticamente) Anderson Daronco apitando e Raphael Claus no VAR (para que “um não seja maior do que o outro”). Seria uma solução? Ou, ainda, fazer como os árbitros-assistentes: serem especialistas somente naquela função (embora, no começo, todos tenham que treinar como árbitros centrais)?

Deixe o seu comentário:

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Internacional (Rodada 19 do Brasileirão Série A 2025):

E para o confronto do Massa Bruta contra o Colorado, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima -MG
Árbitro Assistente 1: Felipe Alan Costa Oliveira -MG
Árbitro Assistente 2: Alex dos Santos -SC
Quarto Árbitro: Hieger Túlio Cardoso -MG
Assessor: Vidal Cordeiro Lopes -BA
VAR: Caio Max Augusto Vieira -RN
AVAR: Flávio Gomes Barroca -RN
AVAR2: Philip George Bennett -RJ
Observador de VAR: Roberto Perassi -SP
Quality manager: Walter de Lima Coelho Junior -CBF

Felipe é o mesmo árbitro que foi mal em Athletico 1×0 São Paulo na última quarta-feira, mas ainda assim está escalado nesse importante jogo do Brasileirão. Vide aqui o ocorrido: https://professorrafaelporcari.com/2025/08/06/a-equivocada-expulsao-do-goleiro-rafael-em-athletico-x-spfc/

Além desse jogo, já falamos em outras oportunidades que é um bom árbitro, mas se perde pela vaidade e por extravagâncias. Olhe aqui uma conjunto de “peripécias” dele (até já imitou o Gabigol): https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/08/09/analise-pre-jogo-para-corinthians-x-red-bull-bragantino-brasileirao-2024/

Caio Max é o mesmo VAR de Palmeiras x Corinthians, de irregular atuação nos últimos jogos. Que possa estar iluminado.

Parece que é proposital: é só o Red Bull Bragantino ter se manifestado que as arbitragens estão muito ruins, e a CBF escolhe o árbitro da “lambança da rodada” para o jogo seguinte… tenha dó!

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Internacional pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 09/08, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Rio Branco (Rodada 9 da Copa Paulista Sicredi 2025).

E para o confronto do Galo contra o Tigre, a FPF escalou:

Árbitro: Dener William da Silva
Árbitro Assistente 1: Ademilson Lopes da Silva Filho
Árbitro Assistente 2: Matheus Guilherme Biselli da Cruz
Quarto Árbitro: Alceu Lopes Junior
Analista de Vídeo: Silvia Regina de Oliveira

Dener tem 6 anos de carreira e 30 de idade. Tem apitado alguns jogos de A3 e A4 em 2025, e muitas partidas nas categorias de base. Claramente tal escala é para ser observado (Jogos no Estádio Jayme Cintra costumam receber observadores da Comissão de Árbitros da FPF), justamente por tal jogo ser considerado uma partida fácil para se apitar.

A questão é: são muitos árbitros no quadro atual e a FPF precisa filtrá-lo. Se Dener aproveitar a oportunidade, poderá ter um bom seguimento na carreira.

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Rio Branco de Americana pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará às 20hoo (Sexta, 09/08), mas desde às 19h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– As 3 hipóteses sobre a CBF não divulgar o áudio do VAR de CAP x SPFC:

E até agora a CBF não divulgou a tão aguardada conversa entre árbitro e VAR do jogo Athletico x São Paulo pela Copa do Brasil.

Falamos do erro da arbitragem nessa partida em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2025/08/06/a-equivocada-expulsao-do-goleiro-rafael-em-athletico-x-spfc/

Três hipóteses para isso:

Árbitro e VAR tiveram um diálogo considerado equivocado na decisão, e a Comissão de Árbitros não quer expor (relembre quanto tempo demorou o áudio do erro de direito de Zanovelli em Fluminense x SPFC),

VAR não chamou o árbitro por entender que não tinha uma imagem clara do lance, deixando prevalecer a decisão de campo, ou,

O sistema do VAR estava desligado justo nesse lance capital.

Quando não existia o VAR, nos lances como o de Rafael e Viveros, o árbitro fazia a diagonal e verificava à esquerda dos atletas, deixando totalmente aberta e visível a imagem para o bandeira número 2 o ajudá-lo, caso os próprios corpos dos atletas lhe encobrissem a visão.

Muitos árbitros, cá entre nós, são reféns do sistema eletrônico e não conseguem apitar mais sem a ajuda do video-árbitro.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Red Bull Bragantino x Internacional (Rodada 19 do Brasileirão Série A 2025):

E para o confronto do Massa Bruta contra o Colorado, a CBF escalou a seguinte equipe de arbitragem:

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima -MG
Árbitro Assistente 1: Felipe Alan Costa Oliveira -MG
Árbitro Assistente 2: Alex dos Santos -SC
Quarto Árbitro: Hieger Túlio Cardoso -MG
Assessor: Vidal Cordeiro Lopes -BA
VAR: Caio Max Augusto Vieira -RN
AVAR: Flávio Gomes Barroca -RN
AVAR2: Philip George Bennett -RJ
Observador de VAR: Roberto Perassi -SP
Quality manager: Walter de Lima Coelho Junior -CBF

Felipe é o mesmo árbitro que foi mal em Athletico 1×0 São Paulo na última quarta-feira, mas ainda assim está escalado nesse importante jogo do Brasileirão. Vide aqui o ocorrido: https://professorrafaelporcari.com/2025/08/06/a-equivocada-expulsao-do-goleiro-rafael-em-athletico-x-spfc/

Além desse jogo, já falamos em outras oportunidades que é um bom árbitro, mas se perde pela vaidade e por extravagâncias. Olhe aqui uma conjunto de “peripécias” dele (até já imitou o Gabigol): https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2024/08/09/analise-pre-jogo-para-corinthians-x-red-bull-bragantino-brasileirao-2024/

Caio Max é o mesmo VAR de Palmeiras x Corinthians, de irregular atuação nos últimos jogos. Que possa estar iluminado.

Parece que é proposital: é só o Red Bull Bragantino ter se manifestado que as arbitragens estão muito ruins, e a CBF escolhe o árbitro da “lambança da rodada” para o jogo seguinte… tenha dó!

Acompanhe conosco o jogo entre Red Bull Bragantino vs Internacional pela Rádio Futebol Total, acessando:
YouTube: https://www.youtube.com/c/CANALDOLOREDO, ou
Twitter: https://twitter.com/futeboltotalbra,
ou ainda pelo site: http://radiofuteboltotal.com.
Narração de Sérgio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, comentários de Lucas Salema e Léo Naja, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Sábado, 09/08, 18h30. Mas desde às 17h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– FIFA proíbe casas de apostas em publicidade para a arbitragem e no seu entorno.

A Circular 1938 da FIFA, divulgada em 01/08/2025, determinou a proibição de empresas de apostas esportivas em realizar publicidade com árbitros e VAR, buscando aumentar a credibilidade no esporte.

Muitos países (especialmente a Inglaterra) discutem a possibilidade de banir publicidade de bettings em camisas de clubes de futebol. Será que isso se concretizará?

O documento (na íntegra) pode ser acessado em: https://inside.fifa.com/official-documents

Abaixo, os pontos destacados, traduzidos:

“Durante as partidas organizadas sob a jurisdição de uma associação-membro, a publicidade de patrocinadores pode ser autorizada para as camisas usadas pelos árbitros. Toda publicidade de produtos relacionados ao tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos (ex: maconha) ou estabelecimentos de jogos de azar (cassinos ou casas de apostas) é estritamente proibida. Quaisquer slogans de natureza política, racista ou religiosa também são proibidos

Durante as partidas que utilizam o VAR, a publicidade também é permitida dentro da sala de operação de vídeo (VOR) e no suporte do monitor na área de revisão do árbitro (RRA). Isso deve seguir os requisitos listados no parágrafo 1.

Tais medidas ajudam a proteger não apenas os árbitros, mas também a credibilidade e a integridade do nosso jogo.

Em caso de dúvidas em relação ao exposto acima, não hesite em contatar Jan Kleiner, Diretor de Regulamentação do Futebol, através do e-mail regulatory@fifa.org, ou Patrick Graf, Chefe de Administração de Arbitragem, através do e-mail Patrick.Graf@fifa.org.”

IN ENGLISH –

FIFA Circular 1938, released on 08/01/2025, has determined the prohibition of sports betting companies from advertising with referees and the VAR, in an effort to increase credibility in the sport.

Many countries (especially England) are discussing the possibility of banning betting advertising on football club shirts. Will this become a reality?

The full document is on the FIFA official documents page, at: https://inside.fifa.com/official-documents

Below are the translated highlights:

“During matches organised under the jurisdiction of a member association, sponsor advertising may be authorised for the shirts worn by match officials. All advertising for tobacco-related products, alcoholic beverages, narcotics (e.g., marijuana) or gambling establishments (casinos or betting companies) is strictly prohibited. Any slogans of a political, racist or religious nature are also forbidden.

During matches utilising VAR, advertising is also permitted inside the video operations room (VOR) and on the monitor stand in the referee review area (RRA). This must follow the requirements listed in paragraph 1.

Such measures help to protect not only match officials, but also the credibility and integrity of our game.

If you have any questions in relation to the above, please do not hesitate to contact Jan Kleiner, Director of Football Regulatory, at regulatory@fifa.org, or Patrick Graf, Head of Refereeing Administration, at Patrick.Graf@fifa.org.”

 

– Ainda sobre CAP 1×0 SPFC pela Copa do Brasil:

Obrigado aos amigos do Arquibancada Tricolor, pelo convite para explicar o lance polêmico pela Copa do Brasil (Cartão Vermelho equivocado para Rafael em lance de Viveros).

O link aqui: https://www.instagram.com/reel/DNCRR8TMdR6/?igsh=eXF4M2o1Z2k4Yzls.

Nosso texto sobre esse assunto, no Blog Pergunte Ao Árbitro, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2025/08/06/a-equivocada-expulsao-do-goleiro-rafael-em-athletico-x-spfc/

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Rio Branco (Rodada 9 da Copa Paulista Sicredi 2025).

E para o confronto do Galo contra o Tigre, a FPF escalou:

Árbitro: Dener William da Silva
Árbitro Assistente 1: Ademilson Lopes da Silva Filho
Árbitro Assistente 2: Matheus Guilherme Biselli da Cruz
Quarto Árbitro: Alceu Lopes Junior
Analista de Vídeo: Silvia Regina de Oliveira

Dener tem 6 anos de carreira e 30 de idade. Tem apitado alguns jogos de A3 e A4 em 2025, e muitas partidas nas categorias de base. Claramente tal escala é para ser observado (Jogos no Estádio Jayme Cintra costumam receber observadores da Comissão de Árbitros da FPF), justamente por tal jogo ser considerado uma partida fácil para se apitar.

A questão é: são muitos árbitros no quadro atual e a FPF precisa filtrá-lo. Se Dener aproveitar a oportunidade, poderá ter um bom seguimento na carreira.

Acompanhe Paulista de Jundiaí x Rio Branco de Americana pela Rádio Difusora AM 810 ou nos Apps, com a narração de Rafael Mainini, comentários de Robinson Berró Machado e Luís Henrique Gurian, reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira e análise da arbitragem de Rafael Porcari. No comando: Adilson Freddo! O jogo começará às 20hoo (Sexta, 09/08), mas desde às 19h00 o Time Forte do Esporte já estará no ar.

– Três coisas que irritaram em Palmeiras vs Corinthians:

Jogo feio pela Copa do Brasil, onde irrita:

1- O excesso de reclamações de Abel Ferreira e sua comissão técnica. Duvido que ficariam gritando da forma odiosa que fazem, à beira do campo, se na Europa. Cansa demais. 

2- O goleiro Weverton, a toda hora querendo tumultuar. No primeiro gol, ele empurra o adversário, dá um pulo para trás e pede falta. Que cara de pau! Um baita espírito esportivo. 

3- Como esperado, não tivemos bola rolando no 2º tempo. Com colaboração do árbitro…

– A equivocada expulsão do goleiro Rafael em Athletico x SPFC.

Um lance, aparentemente, de erro crasso em Curitiba: o atacante do Athlético Paranaense, Viveros, avança após falha de Arboleda, fica frente a frente com o goleiro Rafael, e cai.

Se tocado, por questão da situação iminente de gol, cartão vermelho (fora da área). Se dentro da área, cartão amarelo (pois seria pênalti, devido as orientações).

Acontece que... Viveros se desequilibrou ao tentar se esquivar do goleiro, não foi tocado por Rafael. Lance normal de jogo. E o árbitro Felipe Fernandes de Lima marcou a infração e expulsou o goleiro. Erros crassos e cartões vermelhos merecem revisão do árbitro de vídeo, mas curiosamente Gilberto Rodrigues Castro Junior, o VAR, nada fez.

O duro é ouvir na transmissão da Amazon Prime Vídeo a comentarista Ana Paula de Oliveira dizendo que foi correta a marcação… não foi. Erraram árbitro, VAR e comentarista (que era dirigente da CBF e chefe dos árbitros da FPF).