– Habilidades úteis.

Algumas habilidade que precisamos aprender e que sempre serão úteis no nosso cotidiano, na imagem abaixo:
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– Learning Quote By Cheyanne Ratnam: “Unlearning & healing…”.

Ready for a new one? Read it carefully so it stays with you.

Original em: Learning Quote By Cheyanne Ratnam: “Unlearning & healing…”

– Primeiras aulas do Semestre na Faculdade…

E as primeiras aulas para os meus alunos do Curso de Administração da Faditu estão saindo!

Caprichar, personalizar e pensar com carinho na didática à eles: é missão de cada professor para um bom aprendizado.

📝 #Educação

– Dica da Noite:

Aprendamos e pratiquemos a gentileza:

– Quando a tecnologia acelera, o humano reaprende a escutar.

Com a automação em alta, o atendimento humano se torna diferencial emocional e estratégico na experiência do consumidor. #Linkezine 🤖 O post Quando …

Continua em: Quando a tecnologia acelera, o humano reaprende a escutar

– Estamos ficando menos inteligentes?

Compartilho essa excelente matéria: nossa sociedade está ficando menos inteligente, ou é uma falsa impressão?

Se sim, quais os motivos? Se não, por quê isso acontece?

Abaixo, extraído de: https://super.abril.com.br/especiais/a-era-da-burrice/

A ERA DA BURRICE

Você já teve a impressão de que as pessoas estão ficando mais burras? Talvez não seja só impressão. Estudos indicam que a inteligência humana começou a cair

por Bruno Garattoni e Eduardo Szklarz

Discussões inúteis, intermináveis, agressivas. Gente defendendo as maiores asneiras, e se orgulhando disso. Pessoas perseguindo e ameaçando as outras. Um tsunami infinito de informações falsas. Reuniões, projetos, esforços que dão em nada. Decisões erradas. Líderes políticos imbecis. De uns tempos para cá, parece que o mundo está mergulhando na burrice. Você já teve essa sensação? Talvez não seja só uma sensação. Estudos realizados com dezenas de milhares de pessoas, em vários países, revelam algo inédito e assustador: aparentemente, a inteligência humana começou a cair.

Os primeiros sinais vieram da Dinamarca. Lá, todos os homens que se alistam no serviço militar são obrigados a se submeter a um teste de inteligência: o famoso, e ao mesmo tempo misterioso, teste de QI (mais sobre ele daqui a pouco). Os dados revelaram que, depois de crescer sem parar durante todo o século 20, o quociente de inteligência dos dinamarqueses virou o fio, e em 1998 iniciou uma queda contínua: está descendo 2,7 pontos a cada década.

A mesma coisa acontece na Holanda (onde tem sido observada queda de 1,35 ponto por década), na Inglaterra (2,5 a 3,4 pontos de QI a menos por década, dependendo da faixa etária analisada), e na França (3,8 pontos perdidos por década). Noruega, Suécia e Finlândia – bem como Alemanha e Portugal, onde foram realizados estudos menores – detectaram efeito similar.

“Há um declínio contínuo na pontuação de QI ao longo do tempo. E é um fenômeno real, não um simples desvio”, diz o antropólogo inglês Edward Dutton, autor de uma revisão analítica(1) das principais pesquisas já feitas a respeito.

A regressão pode parecer lenta; mas, sob perspectiva histórica, definitivamente não é. No atual ritmo de queda, alguns países poderiam regredir para QI médio de 80 pontos, patamar definido como “baixa inteligência”, já na próxima geração de adultos.

Não há dados a respeito no Brasil, mas nossos indicadores são terríveis. Um estudo realizado este ano pelo Ibope Inteligência com 2 mil pessoas revelou que 29% da população adulta é analfabeta funcional, ou seja, não consegue ler sequer um cartaz ou um bilhete. E o número de analfabetos absolutos, que não conseguem ler nada, cresceu de 4% para 8% nos últimos três anos (no limite da margem de erro da pesquisa, 4%).

Nos países desenvolvidos, o QI da população tem caído até 3,8 pontos por década.

No caso brasileiro, a piora pode ser atribuída à queda nos investimentos em educação, que já são baixos (o País gasta US$ 3.800 anuais com cada aluno do ensino básico, menos da metade da média das nações da OCDE) e têm caído nos últimos anos.

Mas como explicar a aparente proliferação de burrice mesmo entre quem foi à escola? E a queda do QI nos países desenvolvidos? O primeiro passo é entender a base da questão: o que é, e como se mede, inteligência.

O primeiro teste de QI (quociente de inteligência) foi elaborado em 1905 pelos psicólogos franceses Alfred Binet e Théodore Simon, para identificar crianças com algum tipo de deficiência mental. Em 1916, o americano Lewis Terman, da Universidade Stanford, aperfeiçoou o exame, que acabou sendo adaptado e usado pelos EUA, na 1a Guerra Mundial, para avaliar os soldados.

Mas o questionário tinha vários problemas – a começar pelo fato de que ele havia sido desenvolvido para aferir deficiência mental em crianças, não medir a inteligência de adultos. Inconformado com isso, o psicólogo romeno-americano David Wechsler resolveu começar do zero.

E, em 1955, publicou o WAIS: Wechsler Adult Intelligence Scale, exame que se tornou o teste de QI mais aceito entre psicólogos, psiquiatras e demais pesquisadores da cognição humana (só neste ano, foi utilizado ou citado em mais de 900 estudos sobre o tema).

Ele leva em média 1h30, e deve ser aplicado por um psiquiatra ou psicólogo. Consiste numa bateria de perguntas e testes que avaliam 15 tipos de capacidade intelectual, divididos em quatro eixos: compreensão verbal, raciocínio, memória e velocidade de processamento.

Isso inclui testes de linguagem (o psicólogo diz, por exemplo: “defina a palavra abstrato”, e aí avalia a rapidez e a complexidade da sua resposta), conhecimentos gerais, aritmética, reconhecimento de padrões (você vê uma sequência de símbolos, tem de entender a relação entre eles e indicar o próximo), memorização avançada, visualização espacial – reproduzir formas 3D usando blocos de madeira – e outros exercícios.

O grau de dificuldade do exame é cuidadosamente calibrado para que a média das pessoas marque de 90 a 110 pontos. Esse é o nível que significa inteligência normal, média. Se você fizer mais de 130 pontos, é enquadrado na categoria mais alta, de inteligência “muito superior” (a pontuação máxima é 160).

Mas é preciso encarar esses números em sua devida perspectiva. O teste de QI não diz se uma pessoa vai ter sucesso na vida, nem determina seu valor como indivíduo. Não diz se você é sensato, arguto ou criativo, entre outras dezenas de habilidades intelectuais que um ser humano pode ter.

O que ele faz é medir a cognição básica, ou seja, a sua capacidade de executar operações mentais elementares, que formam a base de todas as outras. É um mínimo denominador comum. E, por isso mesmo, pode ajudar a enxergar a evolução (ou involução) da inteligência.

Ao longo do século 20, o QI aumentou consistentemente no mundo todo – foram três pontos a mais por década, em média. É o chamado “efeito Flynn”, em alusão ao psicólogo americano James Flynn, que o identificou e documentou. Não é difícil entender essa evolução. Melhore a saúde, a nutrição e a educação das pessoas, e elas naturalmente se sairão melhor em qualquer teste de inteligência.

O QI da população japonesa, por exemplo, chegou a crescer 7,7 pontos por década após a 2a Guerra Mundial; uma consequência direta da melhora nas condições de vida por lá. Os cientistas se referem ao efeito atual, de queda na inteligência, como “efeito Flynn reverso”. Como explicá-lo?

Involução natural

A primeira hipótese é a mais simples, e a mais polêmica também. “A capacidade cognitiva é fortemente influenciada pela genética. E as pessoas com altos níveis dela vêm tendo menos filhos”, afirma o psicólogo Michael Woodley, da Universidade de Umeå, na Suécia. Há décadas a ciência sabe que boa parte da inteligência (a maioria dos estudos fala em 50%) é hereditária.

E levantamentos realizados em mais de cem países, ao longo do século 20, constataram que há uma relação inversa entre QI e taxa de natalidade. Quanto mais inteligente uma pessoa é, menos filhos ela acaba tendo, em média.

Some uma coisa à outra e você concluirá que, com o tempo, isso tende a reduzir a proporção de pessoas altamente inteligentes na sociedade. Trata-se de uma teoria controversa, e com razão. No passado, ela levou à eugenia, uma pseudociência que buscava o aprimoramento da raça humana por meio de reprodução seletiva e esterilização de indivíduos julgados incapazes. Esses horrores ficaram para trás. Hoje ninguém proporia tentar “melhorar” a sociedade obrigando os mais inteligentes a ter mais filhos – ou impedindo as demais pessoas de ter.

Mas isso não significa que a matemática das gerações não possa estar levando a algum tipo de declínio na inteligência básica. Inclusive pela própria evolução da sociedade, que tornou a vida mais fácil.

“Um caçador-coletor que não pensasse numa solução para conseguir comida e abrigo provavelmente morreria, assim como seus descendentes”, escreveu o biólogo Gerald Crabtree, da Universidade Stanford, em um artigo recente. “Já um executivo de Wall Street que cometesse um erro similar poderia até receber um bônus.”

Crabtree é um radical. Ele acha que a capacidade cognitiva pura, ou seja, o poder que temos de enfrentar um problema desconhecido e superá-lo, atingiu o ápice há milhares de anos e de lá para cá só caiu – isso teria sido mascarado pela evolução tecnológica, em que as inovações são realizadas por enormes grupos de pessoas, não gênios solitários. Outros pesquisadores, como Michael Woodley, endossam essa tese: dizem que o auge da inteligência individual ocorreu há cerca de cem anos.

Os fatos até parecem confirmar essa tese (Einstein escreveu a Relatividade sozinho; já o iPhone é projetado por milhares de pessoas, sendo 800 engenheiros trabalhando só na câmera), mas ela tem algo de falacioso. A humanidade cria e produz coisas cada vez mais complexas – e é por essa complexidade, não por uma suposta queda de inteligência individual, que as grandes invenções envolvem o trabalho de mais gente.

Da mesma forma, as sociedades modernas permitem que cada pessoa abrace uma profissão e se especialize nela, deixando as demais tarefas para outros profissionais, ou a cargo de máquinas.

E não há nada de errado nisso. Mas há quem diga que o salto tecnológico dos últimos 20 anos, que transformou nosso cotidiano, possa ter começado a afetar a inteligência humana. Talvez aí esteja a explicação para o “efeito Flynn reverso” – que começou justamente nesse período, e se manifesta em países desenvolvidos onde o padrão de vida é mais igualitário e estável (sem diferenças ou oscilações que possam mascarar a redução de QI).

“Hoje, crianças de 7 ou 8 anos já crescem com o celular”, diz Mark Bauerlein, professor da Universidade Emory, nos EUA, e autor do livro The Dumbest Generation (“A Geração Mais Burra”, não lançado em português). “É nessa idade que as crianças deveriam consolidar o hábito da leitura, para adquirir vocabulário.”

Pode parecer papo de ludita, mas há indícios de que o uso de smartphones e tablets na infância já esteja causando efeitos negativos. Na Inglaterra, por exemplo, 28% das crianças da pré-escola (4 e 5 anos) não sabem se comunicar utilizando frases completas, no nível que seria normal para essa idade. Segundo educadores, isso se deve ao tempo que elas ficam na frente de TVs, tablets e smartphones.

O problema é considerado tão grave que o governo anunciou um plano para reduzir esse índice pela metade até 2028 – e o banimento de smartphones nas escolas é uma das medidas em discussão. O efeito também já é observado em adolescentes. Nos dois principais exames que os americanos fazem para entrar na faculdade, o SAT e o ACT, o desempenho médio vem caindo. Em 2016, a nota na prova de interpretação de texto do SAT foi a mais baixa em 40 anos.

As pessoas nunca leram e escreveram tanto; mas estão lendo e escrevendo coisas curtíssimas, em seus smartphones. Um levantamento feito pela Nokia constatou que os americanos checam o celular em média 150 vezes por dia. Dá uma vez a cada seis minutos, ou seja, é como se fosse um fumante emendando um cigarro no outro.

E esse dado é de 2013; hoje, é provável que o uso seja ainda maior. A onda já preocupa até a Apple e o Google, que estão incluíndo medidores de uso nas novas versões do iOS e do Android – para que você possa saber quantas vezes pega o seu smartphone, e quanto tempo gasta com ele, a cada dia.

A mera presença do celular, mesmo desligado, afeta nossa capacidade de raciocinar. Adrian Ward, professor da Universidade do Texas, constatou isso ao avaliar o desempenho de 548 estudantes(3) em três situações: com o celular na mesa, virado para baixo; com o aparelho no bolso ou na bolsa; e com o celular em outra sala.

Em todos os casos, o celular ficou desligado. Mas quanto mais perto ele estava da pessoa, pior o desempenho dela. “Você não está pensando no celular. Mas ele consome parte dos recursos cognitivos. É como um dreno cerebral”, conclui Ward.

Cada brasileiro gasta 3h39 min por dia nas redes sociais

Outra hipótese é que o uso intensivo das redes sociais, que são projetadas para consumo rápido (passamos poucos segundos lendo cada post) e consomem boa parte do tempo (cada brasileiro gasta 3h39 min por dia nelas, segundo pesquisa feita pela empresa GlobalWebIndex), esteja corroendo nossa capacidade de prestar atenção às coisas.

Você já deve ter sentido isso: parece cada vez mais difícil ler um texto, ou até mesmo ver um vídeo do YouTube, até o final. E quando assistimos a algo mais longo, como um filme ou uma série do Netflix, geralmente nos esquecemos logo. São duas faces da mesma moeda. Levar no bolso a internet, com seu conteúdo infinito, baniu o tédio da vida humana. Mas, justamente por isso, também pode ter nos tornado mais impacientes, menos capazes de manter o foco.

Se prestamos menos atenção às coisas, elas obrigatoriamente têm de ser mais simples. E esse efeito se manifesta nos campos mais distintos, da música aos pronunciamentos políticos. Cientistas do Instituto de Pesquisa em Inteligência Artificial (IIIA), na Espanha, analisaram em computador 460 mil faixas lançadas nos últimos 50 anos, e concluíram(4) que a música está se tornando menos complexa e mais homogênea. Houve uma redução de 60% na quantidade de timbres (com menor variedade de instrumentos e técnicas de gravação), e de 50% na faixa dinâmica (variação de volume entre as partes mais baixas e mais altas de cada música). Tudo soa mais parecido – e mais simples.

Essa simplificação também é visível no discurso político. Um estudo da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, constatou que os políticos americanos falam como crianças(5). A pesquisa analisou o vocabulário e a sintaxe de cinco candidatos à última eleição presidencial (Donald Trump, Hillary Clinton, Ted Cruz, Marco Rubio e Bernie Sanders), e constatou que seus pronunciamentos têm o nível verbal de uma criança de 11 a 13 anos.

Os pesquisadores também analisaram os discursos de ex-presidentes americanos, e encontraram um declínio constante. Abraham Lincoln se expressava no mesmo nível de um adolescente de 16 anos. Ronald Reagan, 14. Obama e Clinton, 13. Trump, 11. (O lanterna é George W. Bush, com vocabulário de criança de 10 anos.)

Isso não significa que os músicos sejam incompetentes e os políticos sejam burros. Eles estão sendo pragmáticos, e adaptando suas mensagens ao que seu público consegue entender – e, principalmente, está disposto a ouvir. Inclusive porque esse é outro pilar da burrice moderna: viver dentro de uma bolha que confirma as próprias crenças, e nunca mudar de opinião. Trata-se de um comportamento irracional, claro. Mas, como veremos a seguir, talvez a própria razão não seja assim tão racional.

Os limites da razão

Você certamente já discutiu com uma pessoa irracional, que manteve a própria opinião mesmo diante dos argumentos mais irrefutáveis. É um fenômeno normal, que os psicólogos chamam de “viés de confirmação”: a tendência que a mente humana tem de abraçar informações que apoiam suas crenças, e rejeitar dados que as contradizem.

Isso ficou claro num estudo famoso, e meio macabro, realizado em 1975 na Universidade Stanford. Cada participante recebeu 25 bilhetes suicidas (que as pessoas deixam antes de se matar), e tinha que descobrir quais deles eram verdadeiros e quais eram falsos. Alguns voluntários logo identificavam os bilhetes de mentirinha, forjados pelos cientistas. Outros quase sempre se deixavam enganar. Então os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos: um só com as pessoas que haviam acertado muito, e outro só com os que tinham acertado pouco.

Só que era tudo uma pegadinha. Os cientistas haviam mentido sobre a pontuação de cada pessoa. Eles abriram o jogo sobre isso, e então pediram que cada voluntário avaliasse o próprio desempenho.

Aí aconteceu o seguinte. Quem havia sido colocado no “grupo dos bons” continuou achando que tinha ido bem (mesmo nos casos em que, na verdade, havia ido mal); já os do outro grupo se deram notas baixas, fosse qual fosse sua nota real. Conclusão: a primeira opinião que formamos sobre uma coisa é muito difícil de derrubar – mesmo com dados concretos.

Esse instinto de “mula empacada” afeta até os cientistas, como observou o psicólogo Kevin Dunbar, também de Stanford. Ao acompanhar a rotina de um laboratório de microbiologia durante um ano, ele viu que os cientistas iniciam suas pesquisas com uma tese e depois fazem testes para comprová-la, desconsiderando outras hipóteses.

“Pelo menos 50% dos dados encontrados em pesquisas são inconsistentes com a tese inicial. Quando isso acontece, os cientistas refazem o experimento mudando detalhes, como a temperatura, esperando que o dado estranho desapareça”, diz Dunbar. Só uma minoria investiga resultados inesperados (justamente o caminho que muitas vezes leva a grandes descobertas).

O cérebro luta para manter nossas opiniões – mesmo que isso signifique ignorar os fatos.

Quanto mais comprometido você está com uma teoria, mais tende a ignorar evidências contrárias. “Há informações demais à nossa volta, e os neurônios precisam filtrá-las”, afirma Dunbar. Há até uma região cerebral, o córtex pré-frontal dorsolateral, cuja função é suprimir informações que a mente considere “indesejadas”.

Tem mais: nosso cérebro libera uma descarga de dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer, quando recebemos informações que confirmam nossas crenças. Somos programados para não mudar de opinião. Mesmo que isso signifique acreditar em coisas que não são verdade.

Nosso cérebro é tão propenso à irracionalidade que há quem acredite que a própria razão como a conhecemos (o ato de pensar fria e objetivamente, para encontrar a verdade e resolver problemas) simplesmente não exista. “A razão tem duas funções: produzir motivos para justificar a si mesmo e gerar argumentos para convencer os demais”, dizem os cientistas cognitivos Hugo Mercier e Dan Sperber, da Universidade Harvard, no livro The Enigma of Reason (“O Enigma da Razão”, não lançado em português). Eles dizem que a razão é relativa, altera-se conforme o contexto, e sua grande utilidade é construir acordos sociais – custe o que custar.

Na pré-história, isso fazia todo o sentido. Nossos ancestrais tinham de criar soluções para problemas básicos de sobrevivência, como predadores e falta de alimento, mas também precisavam lidar com os conflitos inerentes à vida em bando (se eles não se mantivessem juntos, seria difícil sobreviver).

Só que o mundo de hoje, em que as pessoas opinam sobre todos os assuntos nas redes sociais, deu um nó nesse instrumento. “Os ambientes modernos distorcem a nossa habilidade de prever desacordos entre indivíduos. É um dos muitos casos em que o ambiente mudou rápido demais para que a seleção natural pudesse acompanhar”, dizem Mercier e Sperber.

Para piorar, a evolução nos pregou outra peça, ainda mais traiçoeira: quase toda pessoa se acha mais inteligente que as outras. Acha que toma as melhores decisões e sabe mais sobre rigorosamente todos os assuntos, de política a nutrição.

É o chamado efeito Dunning-Kruger, em alusão aos psicólogos americanos David Dunning e Justin Kruger, autores dos estudos que o comprovaram. Num deles, 88% dos entrevistados disseram dirigir melhor que a média. Em outro, 32% dos engenheiros de uma empresa afirmaram estar no grupo dos 5% mais competentes.

Pesquisas posteriores revelaram que, quanto mais ignorante você é sobre um tema, mais tende a acreditar que o domina. No tempo das savanas, isso podia até ser bom. “A curto prazo, dá mais autoconfiança”, afirma Dunning. Agora aplique essa lógica ao mundo de hoje, e o resultado será o mar de conflitos que tomou conta do dia a dia. A era da cizânia – e da burrice.

Ela pode ser desesperadora. Mas nada indica que seja um caminho sem volta. Nos 300 mil anos da história do Homo sapiens, estamos apenas no mais recente – e brevíssimo – capítulo. Tudo pode mudar; e, como a história ensina, muda. Inclusive porque a inteligência humana ainda não desapareceu. Ela continua viva e pronta, exatamente no mesmo lugar: dentro das nossas cabeças.

Fontes:
(1) The negative Flynn Effect: A systematic literature review. Edward Dutton e outros, Ulster Institute for Social Research, 2016.

(2) IQ and fertility: A cross-national study. Steven M. Shatz, Hofstra University, 2007.

(3) Brain Drain: The Mere Presence of One’s Own Smartphone Reduces Available Cognitive Capacity. Adrian F. Ward e outros, Universidade do Texas, 2017

(4) Measuring the Evolution of Contemporary Western Popular Music. Joan Serrà e outros, Spanish National Research Council, 2012

(5) A Readability Analysis of Campaign Speeches from the 2016 US Presidential Campaign. Elliot Schumacher e Maxine Eskenazi, Carnegie Mellon University, 2016.

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Ilustração/Jonatan Sarmento/Superinteressante

– Seja Projeto de Vida: Reflexões e Práticas:

Preparar aulas e capacitar pessoas é um dos prazeres que tenho.

Nessa noite, elaborando uma aula sobre Autoconhecimento e Vida para reeducandos, a ser aplicado em um curso nos próximos dias.

Somente com a Educação é que mudaremos o país.

– Qual é o seu tipo de inteligência?

Um estudo mostra: existem vários tipos de inteligência, que nos ajudam em várias tarefas.

Extraído de: https://meuvalordigital.com.br/os-9-tipos-de-inteligencia-existentes-e-como-descobrir-qual-a-sua/amp/

OS 9 TIPOS DE INTELIGÊNCIA EXISTENTES E COMO DESCOBRIR QUAL A SUA:

Você já ouviu falar que existem nove tipos distintos de inteligência? Essas formas de inteligência abrangem áreas como musicalidade, habilidades interpessoais, percepção espacial e muito mais.

Ao abordar o tema da inteligência, é comum associá-lo a testes de QI ou pensar em mentes brilhantes capazes de recitar longas sequências matemáticas ou laureados com prêmios Nobel. Contudo, a concepção tradicional de inteligência como uma habilidade inata para aprender e memorizar informações tem evoluído nas últimas décadas.

Diversas teorias exploram o significado da inteligência e seu desenvolvimento ao longo do tempo. Um dos pioneiros nesse campo foi o psicólogo Howard Gardner, que leciona em Harvard. Sua teoria, apresentada pela primeira vez em 1983 no livro “Frames of Mind: The Theory of Multiple Intelligences”, propõe uma visão mais ampla da inteligência, ultrapassando a excelência acadêmica.

Gardner postula que a inteligência não se limita a uma habilidade aprendida, mas é notavelmente variada. Ele delineou oito tipos de inteligência inicialmente, aos quais posteriormente acrescentou um nono, denominado “Tipos de Inteligência”.

Segundo sua teoria, cada indivíduo possui diferentes manifestações de inteligência, podendo apresentar pontuações elevadas em alguns tipos e mais baixas em outros. Essa perspectiva ampliada da inteligência abre espaço para uma compreensão mais holística e diversificada das capacidades mentais.

Os 9 tipos de inteligência:

Cada tipo de inteligência serve como um marcador distintivo de suas aptidões e áreas onde você brilha. Essas diversas categorias indicam habilidades específicas ou formas de “inteligência” em que você pode se destacar. No total, são nove tipos de inteligência:

  • Inteligência Lógico-Matemática
  • Inteligência Linguística
  • Inteligência interpessoal
  • Inteligência Intrapessoal
  • Inteligência Musical
  • Inteligência Visual-Espacial
  • Inteligência Corporal-Cinestésica
  • Inteligência Naturalista
  • Inteligência Existencial

Leia também | 11 técnicas cientificamente comprovadas de aumentar inteligência

Como funciona cada inteligência e descobrir a sua

Vamos nos aprofundar um pouco mais sobre cada uma das inteligências e entender um pouco melhor quando você tem alguma delas.

1- Inteligência Lógico-Matemática

Uma das formas mais evidentes dentre os nove tipos de inteligência, a inteligência lógico-matemática diz respeito à capacidade de resolver problemas matemáticos, identificar padrões e compreender relações. Aqueles que possuem essa inteligência valorizam a ordem e a sequência em seu pensamento, conseguindo abstrair conceitos de maneira conceitual.

Se você possui alta inteligência lógico-matemática:

  • É habilidoso com números e confiante em tarefas quantitativas, como questões de matemática e aritmética.
  • Desfruta de realizar experimentos e conduzir investigações independentes.
  • Gosta de desafios lógicos e estratégicos.
  • Tem afinidade com a resolução de quebra-cabeças e desvendar mistérios.
  • Sua curiosidade o leva a explorar questões cósmicas ou profundas.

Carreiras adequadas para quem possui inteligência lógico-matemática incluem matemático, economista, auditor, contador, cientista, analista tático, analista de computação e técnico.

2- Inteligência Linguística

A inteligência linguística avalia a habilidade de utilizar palavras de maneira eficaz, não se limitando necessariamente ao aprendizado de outros idiomas. Expressar-se adequadamente e escolher as palavras certas são habilidades valiosas que caracterizam essa forma de inteligência.

Se você possui alta inteligência linguística:

    • Sente-se confortável ao falar e escrever, utilizando palavras para persuadir ou influenciar.
    • Possui um vocabulário amplo e sabe empregar palavras de forma adequada.
    • Aprecia a leitura e a escrita como formas de comunicação.
    • Gosta de desafios envolvendo jogos de palavras.
    • Compreende facilmente outros idiomas ou dialetos, mesmo sem fluência.

Carreiras adequadas para quem possui inteligência linguística incluem orador, bibliotecário, político, locutor de rádio, apresentador de TV, YouTuber, jornalista, advogado, curador, fonoaudiólogo, escritor ou vendedor.

3- Inteligência Interpessoal

Inteligência interpessoal, ou inteligência emocional, está relacionada à conexão entre inteligência e emoções. Indivíduos com essa inteligência são hábeis em perceber as emoções alheias, compreendendo os motivos por trás delas, o que muitas vezes está ligado a habilidades de comunicação verbal e não verbal.

Se você possui alta inteligência interpessoal:

  • É capaz de identificar nuances e diferenças entre pessoas.
  • Mantém um círculo social amplo e se sente à vontade ao conhecer novas pessoas.
  • Possui habilidade em perceber o humor das pessoas.
  • Demonstra a capacidade de enxergar situações sob diferentes perspectivas, compreendendo pontos de vista alheios.

Carreiras adequadas para quem possui inteligência interpessoal incluem recursos humanos, conselheiro, gestor, psicólogo, profissional de relações públicas, diretor social, professor ou assistente social.

4- Inteligência Intrapessoal

A inteligência intrapessoal refere-se à autoconsciência e à capacidade de compreender a si mesmo. Envolve a percepção de emoções e a compreensão dos motivos que as desencadeiam, além de valorizar e respeitar a condição humana em geral.

Se você possui alta inteligência intrapessoal:

    • É automotivado e coloca suas necessidades em primeiro plano quando necessário.
    • Demonstra obstinação e independência.
    • Está ciente e age conforme suas próprias emoções.
    • Aprecia momentos de autorreflexão.

Carreiras adequadas para quem possui esse tipo de inteligência incluem psicólogo, escritor, terapeuta, conselheiro, assistente social, teólogo, empreendedor ou poeta.

5- Inteligência Musical

A inteligência musical se destaca como uma das mais autoexplicativas entre os nove tipos de inteligência, envolvendo a habilidade de sentir ritmo e som, utilizando-os para criar música.

Você demonstra alto nível de inteligência musical se:

  • Pode analisar facilmente o tom, ritmo, tom e timbre dos sons.
  • Reconhece, cria ou reflete sobre música, encontrando prazer nessas atividades.
  • Sente-se à vontade com música ao fundo enquanto realiza outras tarefas.
  • Possui alta sensibilidade aos sons, percebendo nuances que outros podem não notar.

Carreiras ideais para pessoas com inteligência musical incluem maestro, músico, professor de piano, compositor, professor de dança, musicoterapeuta ou diretor de coral.

6- Inteligência Visual-Espacial

A inteligência visual-espacial refere-se à capacidade de visualizar o mundo em três dimensões. Isso abrange diversas habilidades, como formação de imagens mentais, raciocínio espacial, manipulação de imagens e aptidões artísticas.

Você possui alta inteligência visual-espacial se:

    • Tem grande consciência do ambiente ao seu redor.
    • Possui um bom senso de direção.
    • Aprecia desafios envolvendo quebra-cabeças e jogos de navegação.
    • Tem uma mente criativa e gosta de expressar essa criatividade.
    • Sonha frequentemente.

Carreiras indicadas para quem possui esse tipo de inteligência incluem arquiteto, professor de geometria, engenheiro, agrimensor, urbanista, artista gráfico, decorador de interiores, fotógrafo, piloto ou cartógrafo.

7- Inteligência Corporal-Cinestésica

A inteligência corporal-cinestésica está associada à coordenação entre mente e corpo, desempenhando um papel crucial em atividades atléticas. Essa forma de inteligência é medida pela habilidade de utilizar a fisicalidade para manipular objetos e interagir com o ambiente.

Você demonstra alta inteligência corporal-cinestésica se:

  • Reconhece suas capacidades e limites físicos.
  • Comunica-se eficientemente por meio de linguagem corporal, gestos e ações.
  • Não tem problemas com contato físico.
  • Possui um excelente senso de timing em tarefas e atividades físicas.
  • Manipula objetos com habilidade, controle e economia de movimentos.
  • Gosta de expressar criatividade por meio das mãos.

Atividades esportivas e extracurriculares são excelentes para aprimorar a inteligência corporal-cinestésica, proporcionando não apenas desenvolvimento prático, mas também habilidades sociais e melhor desempenho acadêmico.

Carreiras recomendadas para quem possui essa inteligência incluem fisioterapeuta, dançarino, atleta, treinador, instrutor de fitness, dono de academia, ator, mecânico ou carpinteiro.

8- Inteligência Naturalista

A inteligência naturalista refere-se à habilidade de compreender e interagir com a natureza, demonstrando sensibilidade para com elementos não vivos e vivos.

Você possui alta inteligência naturalista se:

    • Ama passar tempo ao ar livre, conectando-se com a natureza.
    • Estabelece facilmente conexões com animais.
    • Possui habilidade para criar ou cuidar de animais e plantas.

Carreiras adequadas para quem possui inteligência naturalista incluem botânico, oceanógrafo, conselheiro de acampamento, líder de tropa de escoteiros, jardineiro, astrônomo, meteorologista, geólogo ou arquiteto paisagista.

9- Inteligência Existencial

A inteligência existencial refere-se à profunda sensibilidade e à capacidade de lidar com questões fundamentais, como o significado da existência. Essa forma de inteligência, uma das mais complexas, não apenas permite discutir questões sérias, mas também impulsiona a busca por respostas.

Você demonstra alta inteligência existencial se:

  • Deseja sinceramente encontrar respostas para perguntas profundas sobre a existência.
  • Apresenta sensibilidade elevada em assuntos relacionados à condição humana.

Carreiras recomendadas para quem possui inteligência existencial incluem palestrante inspirador, escritor, clérigo, autor, filósofo, economista ou blogueiro.

Imagem extraída de: https://herospark.com/blog/site-de-inteligencia-artificial-que-cria-imagens/

– Tente sempre manter o foco! Evite as distrações:

Nas empresas, em casa, ou na escola, um problema é latente: a distração!

E como evitá-la?

Abaixo, extraído dehttps://www.cnnbrasil.com.br/saude/distracoes-estao-roubando-seu-foco-veja-como-recuperar-a-atencao/?utm_source=social&utm_medium=twitter&utm_campaign=saude

DISTRAÇÕES ESTÃO ROUBANDO SEU FOCO. VEJA COMO RECUPERAR A ATENÇÃO:

Com celulares, notificações e excesso de tarefas, nosso foco encolhe. Entenda o impacto no cérebro e descubra caminhos simples e eficazes para voltar a se concentrar.

Vivemos em uma era de hiperestimulação constante. Smartphones, redes sociais, notificações e múltiplas tarefas disputam nossa atenção a cada minuto. O resultado é uma epidemia de distração: muitas pessoas relatam dificuldade em manter o foco por longos períodos e em concluir atividades sem se dispersar. Essa dificuldade de concentração não é mero capricho; trata-se de um fenômeno real observado pela ciência cognitiva e traz consequências como queda de produtividade, aumento do estresse e a frustração de ver tarefas e projetos ficarem inacabados.

O impacto de notificações, multitarefa e excesso de estímulos na mente

Nunca estivemos tão rodeados de estímulos digitais. Uma estatística popular alega que hoje nosso tempo de atenção dura apenas 8 segundos, menor que o de um peixinho dourado, mas esse dado originou-se de uma fonte duvidosa. Pesquisas mais sólidas, contudo, confirmam que o tempo de foco está encolhendo.

A psicóloga Gloria Mark mostrou que o tempo médio de concentração em uma tela caiu de cerca de 2 minutos e meio em 2004 para apenas 47 segundos atualmente. Além disso, quando algo nos interrompe, nosso cérebro pode levar, em média, 25 minutos para retomar a tarefa original com pleno foco. Ou seja, cada notificação ou distração tem um custo cognitivo significativo.

Parte desse problema vem da sobrecarga de informações e notificações no dia a dia. Estudos indicam que um profissional típico verifica seu e-mail dezenas de vezes; um estudo observou, em média, 77 checagens de e-mail por dia, e recebe em torno de 46 notificações push no smartphone diariamente. Cada alerta sonoro ou visual no dispositivo é uma tentação para desviar a atenção. Mesmo sem usar ativamente o celular, sua mera presença por perto pode reduzir a capacidade cognitiva disponível, competindo com a tarefa em foco.

Em paralelo, consumimos uma quantidade enorme de conteúdo fragmentado— mensagens, posts, vídeos curtos — que condiciona a mente a buscar constantes trocas de estímulo. Esse excesso de estímulos mantém o cérebro em estado de alerta contínuo, podendo levar à fadiga mental, ao estresse e à ansiedade.

Outra armadilha comum é a crença na multitarefa. Muitas pessoas tentam realizar várias coisas ao mesmo tempo, como responder mensagens enquanto participam de uma reunião virtual, achando que assim serão mais eficientes. Porém, do ponto de vista neurológico, não conseguimos prestar atenção plena em duas tarefas simultaneamente. O cérebro, na verdade, alterna rapidamente o foco de uma para outra, o que gera custos de alternância, pequenos déficits de desempenho a cada mudança. Essas trocas frequentes prejudicam o rendimento e aumentam a chance de erros.

Pesquisas apontam que tentar fazer multitarefa pode reduzir em até 40% a produtividade de uma pessoa. Não surpreende, então, que, após um dia de interrupções constantes, a mente acabe exausta. A longo prazo, hábitos de multitarefa estão associados a impactos negativos na memória e ao aumento da impulsividade, especialmente em jovens. Em suma, a multitarefa e o bombardeio de notificações fragmentam nossa atenção e minam nossa capacidade de manter o foco por tempo prolongado.

A frustração de não conseguir concluir tarefas ou projetos

Um efeito visível da distração crônica é a dificuldade de concluir tarefas cotidianas do início ao fim. Com a atenção oscilando a todo momento, acabamos pulando de uma atividade para outra e acumulando afazeres inacabados. Estudos já relacionam os curtos períodos de atenção à incapacidade de finalizar tarefas diárias.

Do ponto de vista psicológico, deixar muitas tarefas pendentes gera uma sensação de inquietação mental. Nosso cérebro mantém as tarefas incompletas em aberto na memória de curto prazo, sinalizando que há algo pendente a resolver. O resultado? Tendemos a sentir dificuldade de concentração em outras atividades, ansiedade e sobrecarga mental. Esse estado de alerta contínuo — várias abas abertas na mente — frequentemente dá a impressão de que estamos sempre ocupados e, ao mesmo tempo, que nada progride de fato.

Ver vários projetos iniciados, porém nenhum finalizado, pode ser desanimador. Psicólogos descrevem que um acúmulo de tarefas em aberto ocupa espaço mental, gera distrações e atrapalha o foco no que realmente precisa ser feito. Além disso, a falta de conclusões concretas traz queda na motivação: quando parece que nada anda, instala-se a frustração e o sentimento de incapacidade. Essa frustração pode virar um ciclo vicioso: estressados pela lista de tarefas inacabadas, temos ainda mais dificuldade de manter o foco para concluir alguma, prolongando o problema.

Estratégias clínicas e cognitivas para reconstruir atenção e presença

A boa notícia é que é possível retreinar o foco e recuperar a presença mental com mudanças de hábito e intervenções adequadas. Tanto abordagens cognitivas, que podemos aplicar no dia a dia, quanto estratégias clínicas podem ajudar a reconstruir nossa capacidade de atenção. Abaixo, listamos algumas estratégias apoiadas pela ciência:

Pratique atenção plena (mindfulness): Técnicas de meditação e atenção plena ajudam o cérebro a permanecer no momento presente e a resistir a distrações. Diversos estudos mostram que a prática regular melhora a concentração e prolonga o tempo de atenção sustentada. Uma pesquisa da Universidade de Harvard revelou, por exemplo, que exercícios de mindfulness podem elevar a capacidade de foco em até 50%. Além disso, a meditação reduz o estresse e a ansiedade, fatores que muitas vezes alimentam a distração.

Concentre-se em uma tarefa por vez e faça pausas programadas: Em vez de tentar fazer tudo ao mesmo tempo, experimente a monotarefa. Dedique blocos de tempo exclusivos para cada atividade, eliminando distrações durante aquele período. Métodos como a técnica Pomodoro, em que se trabalha cerca de 25 minutos focado em uma tarefa, seguidos de um breve intervalo, têm eficácia comprovada para manter a mente alerta e produtiva. Paradoxalmente, pausas curtas durante o trabalho ajudam a manter o foco; ao retornar do intervalo, o cérebro reativa a atenção e retoma a tarefa com energia renovada. Lembre-se de respeitar esses momentos de descanso mental e evite se dispersar com outras atividades nesse meio-tempo.

Gerencie as distrações digitais: Adote uma higiene digital saudável. Isso inclui desligar notificações não essenciais no celular e no computador, definir horários específicos para ler e-mails e mensagens, em vez de checá-los a todo instante, e, sempre que possível, manter o smartphone fora do campo de visão durante atividades que exigem concentração. Se achar difícil, você pode usar aplicativos de foco ou o modo Não Perturbe para bloquear interrupções enquanto trabalha ou estuda. Reduza também o hábito de navegar sem propósito por redes sociais quando estiver realizando alguma tarefa importante. Essas escapadas roubam minutos preciosos e quebram seu ritmo de pensamento.

Cuide do sono, da alimentação e do exercício físico: Aspectos da sua saúde têm impacto direto na atenção. Dormir bem é fundamental; mesmo uma única noite mal dormida prejudica significativamente a capacidade de concentração no dia seguinte. Da mesma forma, manter uma alimentação equilibrada, evitando excesso de açúcar e estimulantes, e estar hidratado favorece o funcionamento cerebral ótimo. Exercícios físicos regulares também melhoram o foco: a atividade aeróbica aumenta neurotransmissores ligados à atenção e proporciona janelas de 2 a 3 horas de maior clareza mental após cada sessão. Pessoas fisicamente ativas tendem a apresentar melhor desempenho em tarefas cognitivas do que aquelas sedentárias. Ou seja, corpo saudável, mente afiada.

Organize suas tarefas e estabeleça metas realistas: Para combater o acúmulo de pendências, utilize técnicas de organização pessoal. Por exemplo, divida tarefas grandes em etapas menores e concretas; assim, você consegue finalizar partes do projeto aos poucos, gerando uma sensação de progresso. Estabeleça metas diárias ou semanais factíveis, priorizando as atividades mais importantes primeiro. Ao visualizar um plano de ação claro, com prazos realistas, fica mais fácil evitar dispersões. Cada pequena tarefa concluída fornece um feedback positivo ao cérebro, aliviando a sensação de pendência interminável e liberando energia mental para o próximo passo. Ferramentas como listas de afazeres ou quadros estilo Kanban podem auxiliar a acompanhar o andamento e fechar ciclos, reduzindo a ansiedade de ter algo em aberto.

Busque ajuda profissional se necessário: Por fim, lembre-se de que nem toda dificuldade de atenção se resume a hábitos modernos; em alguns casos, pode haver condições clínicas envolvidas. Se você percebe um déficit de foco acentuado e persistente que afeta sua vida — no trabalho, estudos ou relações —, considere procurar uma avaliação médica ou psicológica. Transtornos como o TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade), distúrbios de ansiedade ou depressão podem reduzir a capacidade de concentração e requerem abordagens específicas.

Profissionais de saúde podem recomendar terapia cognitivo-comportamental, treinamento de gerenciamento do tempo ou, em certos casos, medicações apropriadas. O importante é saber que a atenção pode ser treinada e melhorada em qualquer fase da vida, seja com mudança de hábitos ou com suporte clínico, permitindo reconquistar a produtividade e a presença mental neste mundo cheio de distrações.

*Texto escrito pelo médico-gestor Pedro Julien Salvarani Borges (CRM-DF 31216), residente em medicina preventiva e social e professor no Medgrupo e na UniRV

Foto: Matt Cardy/Getty Images

– Learning Quote By Terry Pratchett: “Teach you? No,…”

Original em:

Learning Quote By Terry Pratchett: “Teach you? No,…”

– Noite de Avaliações.

Noite de provas por aqui na FADITU! E o trabalho foi hard

Torci para os meus alunos! Quero que eles tirem boas notas, como sinal de um ótimo aprendizado.

Somente com a Educação teremos resultados positivos.

🖊️ #Ensino

– Learning Quote By Nanette L. Avery: “Teach them wisely,…”

What do you think about it?

Continua em: Learning Quote By Nanette L. Avery: “Teach them wisely,…”

– Evite algumas redundâncias!

Temos vários vícios de linguagem. Muitas vezes, a pessoa até sabe que é um erro o que está falando, mas o comete pelo costume e/ou “relaxamento” das normas gramaticais.

Evite algumas coisas, como as abaixo:

– Fim de turno.

Fim de expediente!

Foram 4 aulas de Plano de Negócios aqui na Faculdade de Direito de Itu (Faditu), a alunos dos Cursos de Gestão. E valeu a pena!

É muito bom ajudar na Educação da nossa sociedade…

✏️ #Ensino

– Como se concentrar bem:

Você consegue se concentrar bem?

Boas dicas nessa imagem:

– Dica de Bill Gates sobre ser bem-sucedido:

A humildade é o contraponto da arrogância.

Ouça, em: https://youtu.be/rL_K2JZDCJI?si=XwJXsi9gES_jVYQ9

– Saibamos ouvir e aprender!

Nunca podemos achar que sabemos tudo! Aprender, se atualizar e ouvir: atitudes necessárias ao desenvolvimento humano.

Uma imagem bem clara:

– Learning Quote By Shannon L. Alder: “Every journey taken…”

Any thoughts?

Original em: Learning Quote By Shannon L. Alder: “Every journey taken…”

– O silêncio para aprender.

Ouvir é melhor do que falar?

Para o aprendizado, muitas vezes, isso é uma grande verdade. E compartilho um ótimo texto abaixo:

Extraído de: https://jrsantiagojr.medium.com/o-uso-do-silêncio-como-forma-de-aprender-b831cfd95103

O USO DO SILÊNCIO COMO FORMA DE APRENDER

Por Prof José Renato Sátiro Santiago

A capacidade de aprender talvez seja a maior qualidade que uma pessoa pode desenvolver ao longo de sua vida. Seja qual for a idade e/ou tema em questão, compreender que, seja qual for a oportunidade ou experiência vivida, sempre será possível aprender é algo único e, o que é mais importante, nos faz manter vivos. Tinha um saudoso amigo, professor José Teixeira, um renomado preparador físico com um invejável currículo internacional, que costumava dizer: “Zé Renato, o dia em que eu não tiver mais condições de aprender, eu morro”. Confesso que tê-lo como espectador de algumas das palestras que ministrei, sempre foi o motivo de muito orgulho. Ainda assim, entendo que, para mim, seu maior legado está relacionado a esta humildade de aprender… sempre.

O processo convencionalmente adotado para o aprendizado é devidamente estruturado através de eficientes metodologias científicas, bem fundamentadas, nas diversas instituições de ensino que frequentamos ao longo de nossa vida. Quer seja a partir da socialização, da alfabetização, dos programas curriculares desde os tempos das aulas de primeiro e segunda grau, graduação, especialização e tantos outros passos, toda etapa contribui ao aprendizado, ainda que o requisito essencial não esteja relacionado a isso. Explico. O querer aprender é o fator decisivo, sem ele, nada é possível. Cabe ressaltar que isso não tem relação alguma com a obtenção de diplomas, uma vez que eles nada mais são que meros registros explícitos daquilo que realmente importa, compreender, considerar e aplicar tudo aquilo que nos foi oferecido durante o processo de aprendizado.

Engana-se, no entanto, que as maiores oportunidades de aprendizado aconteçam durante os programas formais de capacitação sobre os quais somos submetidos desde os primeiros anos do jardim de infância. O mais incrível é, justamente, gozar intensamente de todos os momentos vividos e extrair deles, algum aprendizado. O querer está, novamente, firmemente ligado a isso. E o que é mais interessante, acontece de forma mais natural, justamente, por não termos a “obrigação” de fazê-lo. Mas, cá entre nós, que bom seria, que tivéssemos isso impregnado em nosso DNA. Professor Teixeira tinha isso. Poucos têm, infelizmente. Li, recentemente, que a forma mais eficiente de aprender acontece quando não temos este intuito. Oferecer isso às pessoas é algo tão prazeroso, mas, igualmente, se permitir a isso é tão único.

Cometendo erros ou não, acertando ou não, o que basta é viver intensamente tudo aquilo que a vida nos tem a oferecer e, aproveitar, se possível, toda situação para aprender. Crescer, tornamos, cada vez mais, pessoas melhores que possam refletir a todos aqueles com os quais temos a oportunidade de compartilhar momentos, felicidade. Afinal, não há nada mais prazeroso que ser recepcionado com um sorriso, sempre que nossa lembrança passa na memória de qualquer pessoa. Isto também é aprender.

Justamente por isso, tantas outras vezes, se calar é uma prova ainda mais firme de aprendizagem. Não ter o que dizer, em tantas situações, comprova o quanto as experiências vividas nos deixou mais sábios. Pode ser, tantas vezes, bem difícil se manter em silêncio, ainda assim, saber que ele é necessário diz muito não apenas sobre nós, mas, principalmente, à respeito de tantas possibilidades e caminhos que ainda possam ser feitos, o que, talvez, fossem impossibilitados por conta de palavras colocadas em momentos menos propícios. Não me furto a afirmar que o silêncio pode ser uma luz para conquistas inimagináveis, aprendi isso e ainda que eu seja tão falível, não me furto a continuar este processo em prol de compreender, considerar e aplicar tudo aquilo que a vida me tem presenteado, momentos e pessoas.

Imagem extraída do link acima.

– Learning Quote By Idries Shah: “Correct teaching brings…”

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Original em: Learning Quote By Idries Shah: “Correct teaching brings…”

– Learning Quote By Sonke Ahrens: “Every intellectual endeavor…”

Original em :

Learning Quote By Sonke Ahrens: “Every intellectual endeavor…”

– Learning Quote By D’andre Lampkin: “Groom yourself and…”

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Original em: Learning Quote By D’andre Lampkin: “Groom yourself and…”

– Fim de expediente.

E por hoje é só!

Hora de ir para casa, após o dever cumprido com boas aulas ministradas. Falamos sobre “Plano de Negócios” aos alunos da Faditu, e valeu a pena.

Somente com a Capacitação melhoraremos o Brasil.

🖊️ #Educação

– Ensinar é muito bom!

Fim de expediente!

Boas aulas com o pessoal do Curso de Administração de Empresas da Faditu.

É com a Educação que faremos um país melhor.

📚 #Educação

– Amo lecionar!

Terminamos mais uma noite de trabalho aqui na Faditu!

Valeu o empenho, pois vou para casa com a certeza da satisfação dos alunos.

É com a Educação que o Brasil se desenvolverá!

– Fim de turno acadêmico.

E depois de boas aulas na FADITU, é hora de ir descansar.

Sensação de dever cumprido sempre é muito boa!

– Preparar aulas, com carinho.

Quando nos propomos a fazer algo, que façamos bem feito!

Preparar aulas é uma tarefa de muita responsabilidade. Nossos alunos merecem todo nosso respeito, com conteúdo atualizado e muita dedicação do professor.

Em tempos de IA e outros métodos de aprendizagem, o mestre ainda é (e sempre será) fundamental.

– Learning Quote By Edmond Mbiaka: “Never give up…”

When life gives you lemons, read some quotes! And you and I both know life is full of lemons…

Continua em: Learning Quote By Edmond Mbiaka: “Never give up…”

– Dia Nacional dos Profissionais da Educação.

Parabéns a todos nós!

#DiaNacionalDosProfissionaisDaEducação 😚

– Dia de volta às aulas!

Hoje é dia de volta às aulas!

Meus envelopes com as diversas disciplinas já estão prontos (e bem organizados).

Preparar carinhosamente nosso conteúdo aos alunos é importantíssimo!

– Learning Quote By Carew Papritz: “There’s so much…”

Continua no original em:

Learning Quote By Carew Papritz: “There’s so much…”

– O que é educar?

A Educação verdadeira, com “E” maiúsculo, não é ficar dando respostas prontas. É ensinar a desenvolver o espírito crítico!

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– Escuta ativa: uma necessidade!

Eu gostei desse quadro: alguns hábitos que devemos evitar para melhorar nosso aprendizado e percepção, buscando maior concentração e atenção:

– Learning Quote By Mary Balogh: “One day you…”

Continua no original em:

Learning Quote By Mary Balogh: “One day you…”

– Learning Quote By Mac Canoza: “Character is a…”

I wish you the best, my friend!

Original em: Learning Quote By Mac Canoza: “Character is a…”