– Empreendimentos Lucrativos e Socialmente Corretos: o Negócio Social

Cada vez mais vemos preocupações em agregar valor social a bens e serviços. Porém, a busca de lucro vem atrelada ao desejo de ajuda. São os NEGÓCIOS-SOCIAIS.

Gosto muito desse assunto, e por isso compartilho esse interessante artigo da Revista Exame, abaixo (clique aqui para citação):

COMO CRIAR UM NEGÓCIO SOCIAL

por Daniela Moreira

O tempo em que a etiqueta “sem fins lucrativos” vinha necessariamente atrelada a uma operação com propósitos sociais ficou para trás. Hoje, as organizações que querem contribuir para a construção de um mundo melhor podem fazê-lo sem abrir mão de gerar receita e operar dentro das melhores práticas de gestão e eficiência do mercado.

Os “negócios sociais” começam a se consolidar como uma opção para quem quer empreender e, ao mesmo tempo, gerar impacto social. “É usar o potencial empreendedor para resolver questões de qualidade de vida de populações mais vulneráveis”, explica Maure Pessanha, diretora executiva do Centro de Formações em Negócios Sociais da Artemisia, aceleradora de negócios sociais. Entre os exemplos de iniciativas neste modelo estão negócios voltados a consumidores de classes C, D e E, como serviços de saúde e educação a baixo custo. “Tem que gerar receita, mas tem que resolver um problema social”, resume Rodrigo de Méllo Brito, co-fundador e diretor executive da Aliança Empreendedora. Confira a seguir algumas dicas dos especialistas para criar um negócio social:

Pesquise o público-alvo

Para ser relevante, um negócio social precisa atender às necessidades reais do seu público. Isso exige um contato muito próximo com os consumidores dos produtos e serviços a serem oferecidos.

Não presuma que uma demanda existe – busque verificar através de pesquisas e contatos constantes com os usuários exatamente o que eles querem. “É preciso entender muito bem do problema para poder traçar a estratégia de trás para a frente. Quanto o cliente está disposto a pagar pelo produto? Que tipo de meio de pagamento ele tem à disposição? É respondendo a essas perguntas que você poderá chegar a uma oferta ideal”, detalha Brito.

Encontre um modelo de negócio

Não há um consenso a respeito da constituição jurídica ideal para este tipo de negócio. Muitos nascem a partir de iniciativas de ONGs que precisam de recursos para se autofinanciar. Mas, cada vez mais, tornam-se comuns projetos que já nascem como negócios sociais. Neste caso, é importante pensar desde o início em um modelo que permita que o negócio seja autossustentável – se não a curto prazo, pelo menos em um futuro não muito distante.

“O capital inicial para começar um negócio pode vir de várias fontes, inclusive doações. O que não pode acontecer é contar doação como faturamento, isso é uma ilusão. No longo prazo, é preciso gerar receita”, destaca Maure. Os modelos de negócios são variados. Algumas empresas faturam com a venda dos próprios produtos e serviços oferecidos. Em outros casos, treinamentos e consultoria podem entrar como uma fonte de receita para sustentar um atendimento gratuito ao público.

Faça um bom plano de negócios

Como qualquer negócio que almeja o sucesso, um negócio social deve ter um plano de negócios, o documento que vai detalhar e traduzir em números qual será a oferta da empresa, o mercado em que ela vai atuar, seus concorrentes e projeções de ganhos e gastos potenciais. “O negócio social tem que ser, antes de tudo, um bom negócio, muito bem estruturado e administrado”, destaca Maure. Além de ajudar na hora de buscar recursos, este documento será útil na gestão do dia-a-dia do negócio.

Conduza um piloto

Para fazer os ajustes finos necessários no projeto e mostrar a potenciais investidores que a ideia é boa, fazer um piloto é um caminho interessante. “Teste o seu mercado assim que possível e veja se o produto tem valor para a comunidade”, recomenda Maure.

Busque recursos

A oferta de capital para negócios sociais vêm crescendo no Brasil. Fundos internacionais e até brasileiros, como a Voz Capital e a Sitawi, injetam recursos em projetos promissores em troca de uma fatia do negócio. Como muitos negócios sociais ainda nascem a partir de um modelo híbrido – ONGs que acabam migrando para o setor 2,5 gradativamente, em busca de sustentabilidade –, também é possível captar recursos tradicionalmente disponíveis para o terceiro setor, como verbas de institutos e fundos sociais de empresas. Outra opção é ir atrás de recursos dos programas de subvenção econômica governamentais.

Tenha paixão e perseverança

Um negócio social algumas vezes leva mais tempo para decolar que um negócio tradicional, por isso é fundamental que o empreendedor acredite muito na ideia e tenha persistência. “É importante ter uma visão, uma consciência do impacto do negócio”, diz Maure. Embora, no longo prazo, a remuneração de um executivo responsável por um negócio social possa se equiparar aos valores de mercado, assim como em qualquer empreendimento, e empreendedor terá que apertar o cinto até que o negócio se consolide. “Mesmo negócios tradicionais levam anos para ter escala. É preciso ter paciência”, aconselha Britto.  “A boa notícia é que até o investidor está disposto a esperar mais e ganhar menos, porque investe pelo impacto social”, conclui.

Resultado de imagem para Negócio social

– Feedback e Feedforward: ações necessárias para a gestão de pessoas.

Feedback e Feedforward: a primeira palavra é mais conhecida (precisamos ter retorno do que fazemos profissionalmente – para nós nos aprimorarmos / corrigirmos / melhorarmos) e a segunda não é tão usada, mas é importante (precisamos nos antever para potencializarmos nossas virtudes, baseadas no que conhecemos).

Um simples e resumido quadro:

– O Etarismo na Educação e nas Corporações.

Uma das formas atuais de discriminação é o Etarismo. No mundo corporativo (e até no educacional), isso precisa ser debatido.

Um texto muito bom sobre o assunto, abaixo:

(Extraído de: https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/trabalho-e-formacao/2023/07/5108285-romper-o-etarismo-passa-por-ocupar-espaco-na-educacao.html)

ROMPER O ETARISMO PASSA POR OCUPAR ESPAÇO COM A EDUCAÇÃO

66% dos profissionais nascidos entre 1960 até 1979 sentem que os mais novos duvidam de seu profissionalismo. Mas os 60+ estão cada vez mais produtivos

Por Maria Filomena Brandão

O termo etarismo nunca esteve sendo tão em pauta. Episódios mais recentes vão desde momentos de glória, quando vibramos com a sexagenária Michelle Yeoh ganhadora do Oscar, ao fazer um discurso inspirador antietarista, até momentos de indignação com o preconceito contra uma estudante de 45 anos. E que bom.

Como pedagoga e psicanalista, com profundo respeito pelos meus 62 anos, me esperanço ao ver um tema como esse sendo varrido para fora do tapete. Acredito que tudo que levanta debate gera crescimento, novas oportunidades e leituras para a nossa visão de mundo. Finalmente estamos popularizando um termo que, segundo a Academia Brasileira de Letras, trata da ‘discriminação e preconceito baseados na idade, geralmente das gerações mais novas em relação às mais velhas’.

É claro o etarismo permeia a nossa cultura faz muito tempo. No mercado de trabalho ele aparece com certa frequência. A última versão da Global Learner Survey, pesquisa realizada pela Pearson com a Morning Consult em 2022, mostrou ao ouvir 6 mil mulheres em diferentes países, Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, México e índia. Nela, 74% das mulheres afirmaram que a discriminação ainda é um ponto forte na hora de participar de processos seletivos. Já 65% acreditam que o preconceito em relação a idade deve ser combatido.

A pesquisa do site de empregos Infojobs vai ao encontro dessa estatística ao mostrar que 66% dos profissionais da geração X (nascidos entre meados da década de 1960 até 1979) sentem que os mais novos duvidam de seu profissionalismo. O preconceito baseado na idade está inserido no discurso da maioria dos empregadores, acionando os mais variados tipos de opressão, desrespeito e desvalorização das soft e hard skills do idoso. Acontece em qualquer segmento, biografia e currículo das vítimas. A popstar Madonna acaba de ser vítima do etarismo no Grammy por sua aparência. A influenciadora Sandy já se disse ‘velha pra ser jovem’. E ela só tem 40 anos.

De acordo com o último relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050 o número de pessoas com mais de 60 anos irá duplicar no mundo e triplicar no Brasil. Mas o que, para muitos, pode ser um momento de decadência, eu costumo enxergar como vida, tempo de criar e, mais do que nunca, de aprender! Os 60 estão cada vez mais produtivos e ávidos por conhecimento. E em um mundo em constante transformação, aprender é ao longo de toda a vida mesmo. As possibilidades são infinitas – inclusive de estudar um novo idioma, seja para viajar a passeio, realizar um intercâmbio ou aprender a tão sonhada cultura que ainda não teve chance.

Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), os viajantes com mais de 65 anos representam cerca de 15% das vendas dos pacotes turísticos vendidos no Brasil para destinos nacionais e internacionais. O aumento da expectativa de vida e a estabilidade financeira tardia podem estar entre as razões pelas quais muitos deixem para realizar seus sonhos mais tarde. Estudar outra língua é uma delas.

Acompanho com entusiasmo os mais velhos retornando à sala de aula nas universidades, aos cursos técnicos, aos supletivos, cursos de inglês, sendo autodidatas e quebrando preconceitos. É importante não ter medo de experimentar, de mexer no desconhecido e encarar o novo com naturalidade. A geração 40 foi educada em um tempo em que errar era proibido, sendo que o processo de aprendizagem passa pela tentativa e erro.

Ocupar espaços da educação por alunos da terceira idade é fundamental para combater o etarismo e construir uma sociedade mais justa. Espero, sinceramente, não precisar afirmar o óbvio: que somos plenamente capazes de nos desenvolver em qualquer etapa da vida. O etarismo precisa sim ser discutido e que nossas respostas tragam novas oportunidades para quem se sentia abandonado pela vitalidade e colágeno de outrora. Podemos tudo e queremos mais. Why not?

*É pedagoga, psicanalista, psicóloga e Bacharel em Direito, Mestre em Educação e doutora em Psicologia. Já atuou no Ensino Básico e em universidades e atualmente é Gerente Pedagógica na área de Governo da Pearson.

. - (crédito: Caio Gomez)

Crédito da Arte: Caio Gomez.

IN ENGLISH – One of the current forms of discrimination is ageism. In the corporate world (and even in education), this needs to be discussed.

A very good text on the subject, below:

(Extracted from: https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/trabalho-e-formacao/2023/07/5108285-romper-o-etarismo-passa-por-ocupar-espaco-na-educacao.html)

BREAKING AGEISM MEANS BY OCCUPYING SPACE WITH EDUCATION

66% of professionals born between 1960 and 1979 feel that younger people doubt their professionalism. But those over 60 are increasingly productive

By Maria Filomena Brandão

The term ageism has never been so much on the agenda. Recent episodes range from moments of glory, when we celebrated the Oscar-winning Michelle Yeoh in her sixties, giving an inspiring anti-ageist speech, to moments of indignation at the prejudice against a 45-year-old student. And that’s a good thing.

As a pedagogue and psychoanalyst, with deep respect for my 62 years, I am hopeful to see a topic like this being swept under the rug. I believe that everything that sparks debate generates growth, new opportunities and readings for our worldview. We are finally popularizing a term that, according to the Brazilian Academy of Letters, refers to ‘discrimination and prejudice based on age, generally of younger generations in relation to older ones’.

Of course, ageism has permeated our culture for a long time. In the job market, it appears quite frequently. The latest version of the Global Learner Survey, a survey conducted by Pearson with Morning Consult in 2022, showed that when interviewed by 6,000 women in different countries, the United States, the United Kingdom, Brazil, Mexico and India. In the survey, 74% of women stated that discrimination is still a strong point when it comes to participating in selection processes. 65% believe that ageism should be combated.

A survey by the employment website Infojobs corroborates this statistic by showing that 66% of Generation X professionals (born between the mid-1960s and 1979) feel that younger people doubt their professionalism. Ageism is part of the discourse of most employers, triggering the most varied types of oppression, disrespect and devaluation of the soft and hard skills of older people. It happens in any segment, biography and resume of the victims. Pop star Madonna has just been a victim of ageism at the Grammys because of her appearance. Influencer Sandy has already said she is ‘too old to be young’. And she is only 40 years old.

According to the latest report released by the World Health Organization (WHO), by 2050 the number of people over 60 will double worldwide and triple in Brazil. But what for many may be a time of decline, I tend to see as life, a time to create and, more than ever, to learn! People in their 60s are increasingly productive and eager for knowledge. And in a world that is constantly changing, learning is a lifelong pursuit. The possibilities are endless – including studying a new language, whether for leisure travel, an exchange program or learning the culture you’ve always dreamed of but haven’t had the chance to.

According to the Brazilian Association of Travel Agencies (Abav), travelers over 65 represent around 15% of sales of tourist packages sold in Brazil for national and international destinations. Increased life expectancy and late financial stability may be among the reasons why many people put off realizing their dreams until later. Studying another language is one of them.

I enthusiastically follow the older generation returning to the classroom at universities, to technical courses, to supplementary courses, to English courses, to be self-taught and to break down prejudices. It is important not to be afraid to experiment, to explore the unknown and to face the new with ease. The 40 generation was educated in a time when mistakes were forbidden, and the learning process involves trial and error.

Occupying educational spaces with senior students is essential to combat ageism and build a fairer society. I sincerely hope that I do not need to state the obvious: that we are fully capable of developing ourselves at any stage of life. Ageism does need to be discussed and that our responses bring new opportunities to those who felt abandoned by the vitality and collagen of the past. We can do anything and we want more. Why not?

*She is a pedagogue, psychoanalyst, psychologist and has a Bachelor’s degree in Law, a Master’s degree in Education and a PhD in Psychology. She has worked in Basic Education and in universities and is currently the Pedagogical Manager in the Government area at Pearson.

– Sabe quem são os inimigos da Produtividade no cotidiano corporativo?

Muito bacana a matéria da Folha de São Paulo (19/07, Classificados, pg D6, por Fernanda Perrin) sobre inimigos da produtividade, a respeito das distrações que atrapalham o dia-a-dia das empresas e roubam o tempo dos funcionários. São eles:

1- Ambientes sem Divisórias, que impedem pessoas atarefadas de dizerem “Não”, devido a proximidade e intimidade criadas.

2- Comunicação Falha, onde as pessoas falam muito e não se fazem compreendidas com o essencial e resumido.

3- Reuniões Desnecessárias, mal organizadas, pautas ruins e repetitivas, além de gente que se estende demais.

4- Atualização Impulsiva da Caixa de E-mails, tornando o usuário do sistema um viciado no teclado.

5- Pressa e Imediatismo nas Tarefas, sem planejamento adequado e com a hora pressionando.

6- Má Gestão do Tempo, onde as atividades deveriam ser classificadas por níveis de importância e escalonadas durante o dia.

7- Uso das Redes Sociais, grande mal dos nossos tempos. Parar o serviço para dar uma espiada no Facebook ou LinkedIn não dá.

E aí, concorda com este elenco de pontos negativos contra a Produtividade?

7 ideias para melhorar a produtividade da empresa rapidamente 💡💡💡

IN ENGLISH – Here’s a great article from Folha de São Paulo (July 19th, Classificados, pg D6, by Fernanda Perrin) on “enemies of productivity,” discussing the distractions that hinder daily operations in companies and steal employees’ time. These include:

  1. Open-plan Environments, which prevent busy people from saying “No” due to the proximity and familiarity created.
  2. Faulty Communication, where people talk too much and fail to make themselves understood with essential, concise points.
  3. Unnecessary Meetings, poorly organized, with bad and repetitive agendas, plus people who ramble on too long.
  4. Impulsive Email Inbox Checking, turning the system user into a keyboard addict.
  5. Haste and Immediacy in Tasks, without proper planning and with time pressure.
  6. Poor Time Management, where activities should be classified by levels of importance and scheduled throughout the day.
  7. Social Media Use, a major woe of our times. Stopping work to peek at Facebook or LinkedIn just won’t do.

So, do you agree with this list of negative points against productivity?

Imagem extraída de: https://pluga.co/blog/ideias-melhorar-produtividade-empresa/

– Os limites da exigência profissional no seu momento de descanso.

No discurso, é possível. Na prática, nem sempre: falamos da separação de trabalho e descanso no dia-a-dia!

Já trabalhei como empregado e como empregador (e como ambos simultaneamente) de segunda a segunda. Sempre me atentei a separar o profissional com o pessoal. É difícil obter êxito nesta missão…

Muitas vezes, quando eu falhava nesta distinção, eu pensei até que estava sofrendo de Síndrome de Burnout; noutros momentos, um misto de Depressão e Ansiedade. Afinal, eu não estava conseguindo me desligar dos afazeres e/ou estava impedido de ser desligado. Mas eu gosto muito de trabalhar, sou workaholic! Entretanto, saber ter limites (“meus limites” quando estou no comando ou “dar limites” aos meus comandados e comandantes) é importantíssimo para a saúde laboral e pessoal. Caso contrário, você ocupa o tempo de lazer, do repouso e do convívio com seus familiares para a continuação de serviços aos quais você deveria fazer na sua empresa, nos dias contratados / úteis de trabalho.

Continuar um compromisso fora do ambiente de trabalho, quando não é uma excepcionalidade / emergência, não ajuda a relação de ninguém. Estressa-se com a chefia, enerva-se o cônjuge e desgasta o corpo e a mente.

Tive a oportunidade de trabalhar em uma Instituição de Ensino Superior (nem a relato em meu curriculum, pois foi por pouco tempo), onde, durante a aula e eu estando em classe lecionando, a chefia mandava mensagens de WhatsApp e esperava respostas antes do intervalo – e de situações que poderiam ser depois do término, pois a atenção naquele momento era para os alunos. Ou o professor deve ficar na rede social e/ou nos comunicadores de mensagens on-line durante suas explanações?

O ideal, quando se é necessário algo assim aos finais de semana, o padrão:

“Estou enviando essa mensagem hoje, para na 2a feira discutirmos blá-blá-blá. Quem tiver sugestão e tempo, aproveite e vá pensando. Bom descanso!”

IMPORTANTE: fazer isso e esperar uma resposta no sábado ou domingo (ou dar a entender), não é legal.

Um interessante estudo da Universidade de Illinois mostra como é importante “combinar” bem essa situação. Abaixo:

(Extraído de: https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/07/03/limitar-a-comunicacao-on-line-com-chefes-apos-o-expediente-reduz-o-estresse.ghtml)

LIMITAR A COMUNICAÇÃO ON-LINE COM CHEFES APÓS O EXPEDIENTE REDUZ O ESTRESSE

Pesquisa da Universidade de Illinois investiga impacto das mensagens e pedidos fora do horário de trabalho

Por Barbara Bigarelli

Em um cenário com tecnologia disponível e profissionais conectados o tempo todo, aqueles capazes de estabelecer limites bem definidos entre vida pessoal e trabalho lidam melhor com o estresse ocupacional e efeitos negativos decorrentes, como a insônia. Essa é a conclusão de um estudo recente, realizado por pesquisadores da área de estresse ocupacional e bem-estar da Universidade de Illinois. A análise parte da noção de que os celulares e as novas tecnologias, ao permitir o trabalho onipresente, embaralham o tempo dedicado à vida pessoal. A conveniência tecnológica gera em muitos casos sobrecarga psicológica, aumentando o estresse e atacando a saúde mental.

“Essas tecnologias são tão onipresentes quanto convenientes, mas podem levar pessoas a pensarem que seus funcionários estão sempre disponíveis. Mas essa intromissão além do expediente, adentrando o tempo pessoal, é muito danosa à saúde e nossa pesquisa mostra que derrubar totalmente a fronteira, estando disponível sempre que necessário, eleva o estresse causado pelo trabalho”, diz YoungAh Park, professora de Illinois.

No estudo, os pesquisadores analisaram a rotina de 546 professores em tempo integral para medir as consequências de uma intromissão fora do horário de trabalho, por meio de alguma plataforma ou tecnologia, por cinco semanas consecutivas. Avaliaram se eles foram contatados principalmente fora do expediente normal e se era esperado deles responderem à mensagens e e-mails imediatamente. Os resultados indicam que aqueles que utilizaram técnicas para manter um limite de acesso a eles, como manter as notificações dos emails desligadas ou mesmo os celulares, relataram uma menor intromissão ao longo da semana. E, principalmente, que esse “controle” dos limites era um mecanismo importante para avisar o ‘outro lado’: sejam diretores das escolas, os chefes, ou os pais, os clientes, de que aquele momento não deveria ser usado para o trabalho. Ao ficar claro para todos os lados, o estresse dos professores semanal diminuiu.

Ficou claro aos pesquisadores também, através das evidências coletadas que o apoio de um gestor que zela pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e que permite aos funcionários criar soluções para estabelecer as fronteiras, é fundamental, avalia YoungAh. Também é necessário que a outra ponta do negócio respeite esses limites. Neste caso, o estudo recomenda que as escolas, por exemplo, estabeleçam regras para quando e com qual frequência a comunicação entre professor e pais deveria ocorrer.

Os pesquisadores escolheram estudar a rotina de professores por entender que a profissão consegue separar mais claramente o que é tarefa profissional de pessoal – e, assim, seria possível medir o impacto da intromissão tecnológica. “Embora essa descoberta seja específica dos professores, esse é um desafio a todos que permanecem conectados ao trabalho após o horário regular”, diz a pesquisadora.

Uma pesquisa no início do ano, realizada pela consultoria Randstad em 34 países, indicou que responder e-mails o tempo todo é uma prática entre os brasileiros. Segundo o estudo, 59% dos brasileiros entrevistados afirmam que seus empregadores esperam que eles estejam disponíveis fora do expediente e 62% respondem imediatamente a solicitações de trabalho, e-mails ou mensagens de texto quando não precisaria estar trabalhando.

Em entrevista recente ao Valor, Erin Kelly, professora de trabalho e organizações do MIT na Sloan School of Management, chamou atenção para a sobrecarga dos profissionais durante a pandemia e que seria importante as empresas terem políticas mais flexíveis e, principalmente, em prol do equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

Portal Contábil SC

Imagem extraída da Web, link acima.

IN ENGLISH – In speech, it is possible. In practice, not always: we talk about separating work and rest in our daily lives!

I have worked as an employee and as an employer (and as both simultaneously) from Monday to Monday. I have always been careful to separate professional and personal life. It is difficult to succeed in this mission…

Many times, when I failed to make this distinction, I even thought I was suffering from Burnout Syndrome; at other times, a mix of Depression and Anxiety. After all, I was unable to disconnect from my tasks and/or I was unable to be disconnected. But I really like working, I am a workaholic! However, knowing how to have limits (“my limits” when I am in charge or “setting limits” for my subordinates and commanders) is extremely important for occupational and personal health. Otherwise, you will be using your leisure time, rest time and time with your family to continue the work that you should be doing at your company, on your contracted/working days.

Continuing a commitment outside of the work environment, when it is not an exception/emergency, does not help anyone’s relationship. It stresses out your boss, makes your spouse angry and wears out your body and mind.

I had the opportunity to work at a Higher Education Institution (I won’t even mention it on my resume, as it was for a short time), where, during class and I was teaching, the boss would send WhatsApp messages and expect responses before the break – and in situations that could be after the end, as the focus at that moment was on the students. Or should the teacher stay on social media and/or online messaging during their explanations?

The ideal, when something like this is necessary on the weekends, is the standard:

“I’m sending this message today, so we can discuss blah-blah-blah on Monday. If you have any suggestions and time, take advantage and think about it. Have a good rest!”

IMPORTANT: doing this and expecting a response on Saturday or Sunday (or implying that you do), is not cool.

An interesting study from the University of Illinois shows how important it is to “combine” this situation well. Below:

(Extracted from: https://valor.globo.com/carreira/noticia/2020/07/03/limitar-a-comunicacao-on-line-com-chefes-apos-o-expediente-reduz-o-estresse.ghtml)

LIMITING ONLINE COMMUNICATION WITH BOSSES AFTER WORKING HOURS REDUCES STRESS

Research from the University of Illinois investigates the impact of messages and requests outside of working hours

By Barbara Bigarelli

In a scenario with technology available and professionals connected all the time, those capable of establishing well-defined limits between personal life and work deal better with occupational stress and the resulting negative effects, such as insomnia. This is the conclusion of a recent study, conducted by researchers in the area of ​​occupational stress and well-being at the University of Illinois. The analysis is based on the notion that cell phones and new technologies, by enabling ubiquitous work, scramble the time dedicated to personal life. Technological convenience often generates psychological overload, increasing stress and attacking mental health.

“These technologies are as ubiquitous as they are convenient, but they can lead people to believe that their employees are always available. But this intrusion beyond working hours, into personal time, is very harmful to health and our research shows that completely breaking down the boundary, being available whenever needed, increases work-related stress,” says YoungAh Park, a professor at Illinois.

In the study, researchers analyzed the routines of 546 full-time teachers to measure the consequences of intrusion outside of working hours, through some platform or technology, for five consecutive weeks. They assessed whether they were contacted primarily outside of normal working hours and whether they were expected to respond to messages and emails immediately. The results indicate that those who used techniques to maintain a limit on access to them, such as keeping email notifications turned off or even cell phones turned off, reported less intrusion throughout the week. And, most importantly, that this “control” of limits was an important mechanism to warn the ‘other side’: whether school principals, bosses, or parents, clients, that that time should not be used for work. By making this clear to all sides, teachers’ weekly stress decreased.

It also became clear to the researchers, through the evidence collected, that the support of a manager who ensures the balance between personal and professional life, and who allows employees to create solutions to establish boundaries, is essential, says YoungAh. It is also necessary for the other end of the business to respect these limits. In this case, the study recommends that schools, for example, establish rules for when and how often communication between teachers and parents should occur.

– Nosso círculo vicioso de compulsão e a busca sofrida por Dopamina.

Cada vez mais a nossa sociedade tem que lidar com novas dores e desafios. Porém, “lidar e lutar com o sofrimento” tem sido um problema, no qual uma carga ainda maior de drogas e tratamentos surgem.

Nas angústias sociais e profissionais, para buscar o prazer e o bem-estar, contraditoriamente, podemos estar encontrando mais dores!

Um artigo interessante, abaixo, extraído de: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/a-caca-de-dopamina-quando-a-busca-pelo-prazer-gera-sofrimento/

À CAÇA DE DOPAMINA: QUANDO A BUSCA PELO PRAZER GERA SOFRIMENTO

por Diogo Sponchiato.

Dopamina. Esse é o nome do principal neurotransmissor do prazer, um mensageiro químico que perambula nas conexões entre os neurônios, ativando a sensação de realização plena. Ocorre que os mesmos circuitos nervososresponsáveis pela sensação de deleite se ocupam do sofrimento.

No fundo, é como uma gangorra. Só que, se ficarmos a todo momento pesando para o lado prazeroso, o brinquedo pode quebrar e a gente cair no lado sofredor. É com comparações assim que a psiquiatra americana Anna Lembke nos explica como o cérebro humano, ávido por recompensas, não raro entra num círculo vicioso de compulsão.

É um drama individual mas também coletivo, como deixa claro o título de seu livro publicado pela Vestígio: Nação Dopamina (clique aqui para ver e comprar).

Aprendemos a caçar prazer e desaprendemos a lidar com as dores do corpo e da mente, em um contexto de fácil acesso a um extenso cardápio de drogas, incluindo as digitais. O reflexo disso é o astronômico número de pessoas dependentes de substâncias lícitas e ilícitas, pornografia e redes sociais.

Na obra, Anna, que é professora da Universidade Stanford (EUA), utiliza seu próprio vício por “romances baratos” e histórias de seus pacientes para esmiuçar o desajuste entre nossa “fome” por dopamina e o ambiente ao redor. E, com base nos aprendizados que vieram com anos tratando casos de dependência, esboça um roteiro para enfrentarmos nossas compulsões.

capa do livro
Capa: Vestígio/Divulgação

Nação Dopamina
Autora: Anna Lembke
Editora: Vestígio
Páginas: 256

+ LEIA TAMBÉM: A nova anatomia dos vícios: por que eles surgem e como domá-los? 

Entrevista com a autora

VEJA SAÚDE: Em que medida a pandemia mexeu com o conceito de “nação dopamina”? Ela reconfigurou nossa busca por felicidade e prazer?

Anna Lembke: A pandemia abriu tanto um caminho de melhora quanto de piora para nossa crise atual com a dopamina, dependendo de quem você é. Para muitos, aumentou o consumo de substâncias e comportamentos viciantes, especialmente as drogas digitais. A quantidade de tempo que as pessoas estão passando online jogando games, surfando nas redes sociais e assistindo pornografia decolou pelo mundo.

O consumo de álcool e maconha e as mortes por overdose de drogas também têm crescido em vários países. Ao mesmo tempo, a pandemia também tem sido um momento para se cuidar. Algumas pessoas começaram a reavaliar seu consumo e a pensar mais profundamente em como querem gastar seu tempo.

Nossa dependência pelo digital disparou. Tem solução para isso?

Está claro para mim que as mídias sociais e outros tipos de conteúdo digitalfuncionam como drogas. Quanto mais se consome, mais você quer. Nosso desejo por elas é infinito e a satisfação nunca é atingida. É um problema individual e coletivo, e assim requer soluções individuais e coletivas.

No livro, falo bastante sobre o que nós como indivíduos podemos fazer, assumindo que os governos, as corporações e as escolas se mobilizarão um pouco no curto prazo. Mas isso não deve eximir o papel das organizações.

Ao contrário, precisamos de leis, regulamentações e incentivos financeiros para ajudar a conter nosso consumo coletivo excessivo. Isso inclui inovações tecnológicas que ajudem a visualizar a natureza viciante dos produtos online, ferramentas para monitorar o consumo, desincentivo financeiro quando o consumo viola os limites saudáveis, proibição de anúncios de drogas digitais para menores e espaços livres de telas nas escolas.

A humanidade desaprendeu a lidar com o sofrimento? O aumento nas taxas de suicídio entre jovens seria um sintoma disso?

Nós redefinimos nossos níveis individuais e coletivos de dopamina nos isolando da dor e nos inundando de fontes de prazer. Eu acredito que estamos mais infelizes porque estamos mudando o ponto de ajuste hedônico do nosso cérebro.

Precisamos de pouca dor para experimentar o sofrimento e prazeres cada vez mais potentes para experimentar uma quantia módica de felicidade. Nossa antiga rede de fiação neurológica é lamentavelmente incompatível com o moderno ecossistema de superabundância.

Estamos nos medicando mais para tentar minimizar esse desajuste?

Estamos prescrevendo antidepressivos demais. Eles são ferramentas úteis em casos extremos, mas têm suas compensações e podem deixar de ser efetivos no longo prazo.

Há alguma compulsão que mais a preocupa atualmente?

Ando muito preocupada com o crescimento da compulsão por sexo e pornografia. Pessoas com essas condições se escondem por causa dos estigmas e mal-entendidos ligados a esses comportamentos. São compulsões que podem ser devastadoras e ameaçar a vida de indivíduos vulneráveis, sobretudo homens. A internet explodiu esse problema no mundo inteiro.

foto de representação de um arco-íris saindo da cabeça de uma mulher chorando

Pandemia resultou na piora ou no desenvolvimento de compulsões. Foto: Paula Daniëlse/Getty Images

Leia mais em: https://saude.abril.com.br/mente-saudavel/a-caca-de-dopamina-quando-a-busca-pelo-prazer-gera-sofrimento/

– Excesso de informação faz o sujeito ser mais Inteligente? Sobre a Gestão Emocional e a Síndrome do Pensamento Acelerado.

Repost:

Quem disse que “estar por dentro das notícias” faz, necessariamente, o indivíduo ser mais culto?

O excesso de informação não faz a pessoa ser mais inteligente. Ao contrário, pode confundir alguém que seja despreparado, pois o sujeito não consegue assimilar todo o conhecimento. Sem falar do cansaço mental… 

Nos dias atuais, temos muito acesso a notícias / informações / descobertas e opiniões. “Entopem” nossa mente de muita coisa! E como administrar tudo isso?

Precisamos de uma boa gestão emocional para não poluir nossa mente. Sim: evitar POLUIÇÃO MENTAL, que é um dos grandes problemas dos dias atuais!

Pensa-se (ou se tenta pensar) sobre tantas coisas, com má formação de ideias pela impossibilidade de interpretar corretamente textos, filtrar dados ou confiar na qualidade daquilo que se oferece, que tudo fica misturado e obscuro. Há narrativas diversas sobre o mesmo assunto e, quem não tiver equilíbrio mental / intelectual, “vira o fio”.

Como é isso nas empresas? Sabemos filtrar o que é necessário e correto no nosso trabalho?

E no nosso dia-a-dia?

Há aqueles que tem uma carência muito grande de saber de tudo, provocando um stress muito grande na mente ao passar a raciocinar de maneira mais pressionada, rápida e saturada. Isso se chama SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado. Cuidado com isso!

Sobre SPA, saiba mais em: https://blog.psicologiaviva.com.br/sindrome-do-pensamento-acelerado/

Ou em: http://administracaonoblog.blogspot.com/2016/04/sindrome-do-pensamento-acelerado-spa.html

Imagem extraída de: http://administracaonoblog.blogspot.com/2016/04/sindrome-do-pensamento-acelerado-spa.html

Who said that “being up to date with the news” necessarily makes an individual more educated?

Too much information does not make a person more intelligent. On the contrary, it can confuse someone who is unprepared, as the person is unable to assimilate all the knowledge. Not to mention mental fatigue…

Nowadays, we have a lot of access to news/information/discoveries and opinions. They “clog” our minds with so many things! And how do we manage all of this?

We need good emotional management so as not to pollute our minds. Yes: avoid MENTAL POLLUTION, which is one of the biggest problems of today!

We think (or try to think) about so many things, with poor formation of ideas due to the impossibility of correctly interpreting texts, filtering data or trusting the quality of what is offered, that everything becomes mixed up and unclear. There are different narratives about the same subject and, those who do not have mental/intellectual balance, “get lost”.

What does this look like in companies? Do we know how to filter what is necessary and correct in our work?

And in our daily lives?

There are those who have a great need to know everything, causing great stress in the mind as they start to think in a more pressured, fast and saturated way. This is called SPA – Accelerated Thought Syndrome. Be careful with this!

Learn more about SPA at: https://blog.psicologiaviva.com.br/sindrome-do-pensamento-acelerado/

Or at: http://administracaonoblog.blogspot.com/2016/04/sindrome-do-pensamento-acelerado-spa.html

– Os 10 Mandamentos de Taiichi Ohno.

Taiichi Ohno, o responsável pelo sucesso da Toyota, deixou lições para gestores que precisam ser discutidas.

A seguir, no texto e arte extraídos do LinkedIn de Cláudio Galdino, em: https://www.linkedin.com/posts/cl%C3%A1udioclaudino_leanmanufacturing-melhoriacontaednua-taiichiohno-activity-7331978719600824320-2hiz

💡OS 10 MANDAMENTOS DE TAIICHI OHNO

Lições atemporais para líderes e equipes que querem ir além!

Taiichi Ohno, o gênio por trás do Sistema Toyota de Produção, não deixou apenas métodos: ele deixou um legado. Um código de conduta que atravessa décadas e ainda desafia profissionais no mundo todo a serem melhores, todos os dias.

✨ Aqui estão seus 10 Mandamentos — leia, reflita e pergunte-se: estou vivendo esses princípios?

🔥 1️⃣ Não procure culpados, procure causas
Erros acontecem, mas apontar dedos não resolve nada. Quer mudar de verdade? Vá atrás da causa raiz. É ali que moram as soluções duradouras.

🔥 2️⃣ Não diga “não é da minha conta”
Problema do setor vizinho? Também é seu. Quem joga junto, cresce junto. Assuma responsabilidade além das fronteiras.

🔥 3️⃣ Não diga “não tem tempo”
⏳ Tempo não aparece: você cria. Quer melhorar processos? Faça disso prioridade — e veja como tudo acelera.

🔥 4️⃣ Não diga “teoricamente está certo”
Papel aceita tudo. Quer a verdade? Vá para o Gemba, o chão de fábrica. É lá que as coisas reais acontecem.

🔥 5️⃣ Não diga “com certeza” (sem dados!)
Suposição sem fato é aposta cega. Quer ter razão? Traga números, traga evidências.

🔥 6️⃣ Não diga “acho que…”
Achismo é armadilha. Estude, observe, comprove. Base sólida evita falhas bobas.

🔥 7️⃣ Não diga “estamos fazendo o nosso melhor”
Sempre dá para melhorar. A verdadeira excelência nasce da humildade de saber que o topo nunca é o fim.

🔥 8️⃣ Não diga “isso é um problema de produção”
⚙️ Problemas não são de um setor, são da empresa. Quem tem visão sistêmica resolve o que os outros ignoram.

🔥 9️⃣ Não diga “não conseguimos”
Troque o bloqueio pela pergunta: como podemos? Quem quer, cria caminhos.

🔥 🔟 Não diga “acabou por hoje”
A melhoria nunca termina. Todo dia é uma nova chance de fazer melhor, de inovar, de crescer.

✨ Esses mandamentos não são só frases bonitas — são motores de transformação.
Equipes que os vivem se tornam mais fortes, mais ágeis, mais preparadas para vencer qualquer desafio.

👉 E você? Qual desses mandamentos mais precisa praticar hoje?
👉 Compartilhe este post e inspire seu time a crescer junto!

#LeanManufacturing #MelhoriaContínua #TaiichiOhno #GestãoDeProcessos #Liderança #AltaPerformance #Excelência

– E o rebrand da Jaguar, de fato, deu errado. Em números:

O reposicionamento de marca da automobilística Jaguar, fez as vendas da empresa despencarem 98% na Europa!

A campanha woke da empresa, mudando o público-alvo, refletiu drasticamente: em abril / 2025, se comparado ao ano passado, as vendas foram de 1161 veículos para 49!

Se você não viu a propaganda, clique aqui: https://professorrafaelporcari.com/2024/11/28/e-a-nova-logo-da-jaguar-com-sua-campanha-publicitaria/

O risco de fracasso era alto, e deu no que deu… a Jaguar era voltada para um mercado, e buscou outro, sem ter qualquer identificação. Desagradou a todos.

– Como conseguir apoio dos funcionários?

ADM E RH – Curto e grosso: como conseguir funcionários empenhados nas empresas, na imagem abaixo:

Imagem extraída de: https://br.linkedin.com/in/marcos-cavalcanti-fernandes-lima-1a2b5a178

– Atitudes de gestores que destroem a empresa.

Gostei desse compilado de atitudes: algumas coisas que, no mundo corporativo, destroem a empresa por culpa dos seus gestores. Abaixo:

Conhece mais alguma?

– Novos e Antigos conceitos corporativos.

Gostei desta comparação das prioridades na gestão das empresas e compartilho:

– O que você, líder, tem feito para não perder talentos no seu trabalho?

Por quê as pessoas se demitem de um emprego?

Por quê empresas perdem ótimos funcionários?

Por quê, enfim, não se sabe (ou se atenta) para não se perder talentos?

Abaixo, extraído de: https://setcesp.org.br/noticias/cuidado-para-nao-perder-as-melhores-pessoas-de-sua-empresa/

CUIDADO PARA NÃO PERDER AS MELHORES PESSOAS DE SUA EMPRESA

Por Luiz Marins

Muitos líderes cometem um grande erro. Eles sobrecarregam as pessoas boas, competentes e comprometidas da empresa com muitas tarefas e atividades.
Todos nós temos liderados comprometidos e competentes e outros nem sempre competentes e comprometidos.
Sabemos que as pessoas boas e comprometidas farão, com qualidade, as tarefas atribuídas a elas com esmero e atenção aos detalhes.
Sabemos também que há pessoas com as quais não podemos contar totalmente. Elas não são comprometidas, são desengajadas e as tarefas dadas a elas são sempre feitas com descaso e muitos erros.
O erro que cometemos é entulhar, sobrecarregar, encher as pessoas boas de muitas tarefas e atividades, o que as fará entrarem em um processo de desmotivação e, muitas vezes, estafa e depressão.
Pessoas comprometidas e competentes geralmente são perfeccionistas no bom sentido, isto é, gostam de fazer as coisas com perfeição e atenção aos detalhes. Essas pessoas não gostam de dizer “não” a seus líderes e aceitam cada vez mais tarefas, até porque sentem orgulho da confiança demonstrada por seus líderes. Elas são muito exigentes com elas próprias e se sentem mal quando cometem algum erro.
Quando sobrecarregamos as pessoas boas com excesso de tarefas e atividades, elas, entulhadas de coisas para fazer, não conseguem a qualidade que estão acostumadas a entregar. Elas começam a cometer erros. Seus chefes começam a estranhar que aquela pessoa que sempre fez tudo com extrema perfeição está perdendo qualidade. A própria pessoa percebe sua incapacidade de cumprir com tantas tarefas e começa a ter um sentimento de baixa autoestima.
Esse sentimento de baixa autoestima faz com que ela possa entrar em um processo de extrema desmotivação e até depressivo e de um possível burnout.
Muitos líderes me dizem que essas pessoas excelentes não só aceitam todas as tarefas dadas a elas como também solicitam fazer mais.
Isso é verdade, mas cabe ao líder saber dosar e entender que há um enorme perigo no entulhamento e na sobrecarga de tarefas a uma pessoa excelente. Como essas pessoas são muito exigentes consigo mesmas, conheço muitos casos em que elas acabaram pedindo demissão da empresa alegando motivos pessoais. Assim, a empresa acaba perdendo seus melhores talentos.
Veja se as melhores pessoas de sua empresa não estão com excesso de carga, de tarefas, de atividades. Analise se, além da injustiça de exigir demais de uns e pouco de outros, você não está correndo o risco de perder os bons e ficar com os ruins.
Pense nisso. Sucesso!

Foto extraída de: https://setcesp.org.br/noticias/cuidado-para-nao-perder-as-melhores-pessoas-de-sua-empresa/

– O direito de se desconectar do trabalho aumentará a produtividade?

Na Bélgica, o Governo permitiu que os funcionários públicos tenham “o direito de não serem incomodados fora do expediente de trabalho por mídias eletrônicas”. Em troca, espera-se o aumento de produtividade.

Veja que interessante e avalie: a iniciativa privada entrará nessa onda?

Extraído de: https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2022/02/os-belgas-que-ganharam-direito-de-se-desconectar-do-trabalho.html

OS BELGAS QUE GANHARAM O DIREITO DE SE DESCONECTAR DO TRABALHO

A partir de fevereiro, funcionários públicos da Bélgica não poderão ser contatados fora do horário de expediente

Embora tenha um dia sonhado em ser chef de cozinha, Delphine acabou se tornando funcionária pública. Mas ela ainda faz questão de dedicar tempo para cozinhar. “É uma das minhas paixões”.

A belga de 36 anos está preparando um jantar para seus amigos Catherine e Roch. O prato é Hachis Parmentier, uma receita à base de carne moída e purê de batata. Enquanto frita cebolas, Delphine me conta que celebrou o fato de vários funcionários públicos da Bélgica estarem ganhando o “direito de se desconectar”.

“Especialmente para os jovens, não é claro quando eles devem ou não estar disponíveis”, disse.

“Porque quando você começa num emprego novo, você quer ser perfeito e você pensa: ‘Se eu não responder àquele email às 22h, talvez meu chefe não goste’. Então, agora, acho que haverá uma mudança cultural”, diz.

Desde o dia 1° de fevereiro, 65 mil funcionários públicos passaram a não poder ser contatados fora do horário de expediente. Há algumas exceções- por acordo ou se for algo tão urgente que não possa esperar. E isso não significa que não haverá funcionários de plantão.

Estresse e burnout

Um segundo princípio estabelecido pelas novas regras é que funcionários não poderão ser prejudicados por não atender o telefone ou responder a e-mails fora do horário de expediente.

A ministra da Administração Pública, Petra De Sutter, acredita que as mudanças vão aumentar a eficiência. Ela diz que a linha entre trabalho e vida pessoal tem se tornado cada vez mais cinzenta com a pandemia, com tantas pessoas trabalhando de casa.

Sem o direito de desconectar, ela diz, “o resultado seria estresse e burnout, e isso é uma doença real nos dias de hoje”. Essa mudança de regra é relativamente fácil de implementar porque só se aplica a funcionários públicos federais.

Um projeto para estender a prática para o setor privado poderá receber maior resistência. “O direito de desconectar não deve ser aplicado ao setor privado”diz Eric Laureys, da Voka, rede belga de empresas. Ele diz que essa mudança poderia “desfazer” o progresso visto durante a pandemia em flexibilizar rotinas de trabalho.

“Seria um grande sinal de desconfiança na abilidade dos empregadores de organizar o trabalho.”

Len Shackleton, pesquisador da Think Tank Instituto de Assuntos Econômicos e professor de economia na Universidade de Buckingham, concorda que o “direito de se desconectar” prejudicaria a flexibilidade.

“Restrições em contatar trabalhadores fora do horário de expediante seriam só uma dose a mais de regulação.” Petra De Sutter insiste que a medida não será um obstáculo à flexibilidade de trabalho, quando isso for do desejo do empregado.

“Por outro lado, temos que proteger direitos básicos dos trabalhadores”, diz ela.

Já Delphine ri quando perguntada se o “direito de se desconectar” não pode alimentar a ideia de que funcionários públicos trabalham pouco ou que estão sempre de olho no horário do fim do expediente.

Ela diz que isso é um clichê antigo e garante que a carga de trabalho aumentou nos últimos anos. “Acho que fazemos mais com menos pessoas, normalmente. Não acho que trabalhamos pouco.”

Outros países já aprovaram mudanças semelhantes, como a França. Na Bélgica, o próximo estágio do debate é verificar se um grupo maior de trabalhadores deveria, também, ganhar o direito de se desconectar.

A ministra da Administração Pública da Bélgica, Petra De Sutter, diz que a mudança vai aumentar a eficiência (Foto: AFP via BBC News)

– A História da Nestlé:

Veja só a belíssima história do fundador da Nestlé, que salvou vidas com sua invenção (o leite em pó), mas não viu a empresa que fundou triunfar.

Extraído do Facebook em: https://web.facebook.com/groups/283397975397196/permalink/2033325867071056/?mibextid=wwXIfr&rdid=x8qnQV9RWtMgensy

NESTLÉ

Henri Nestlé: o alquimista que salvou milhões de bebês… mas morreu sem imaginar o império que havia criado
Ano de 1814, Frankfurt, Alemanha. Em plena era napoleônica, entre a pólvora das batalhas e a pobreza das ruas, nasce Heinrich Nestle, o 11º de 14 irmãos de uma família de sopradores de vidro. Poucas coisas indicavam que aquele menino magrinho, curioso e silencioso mudaria o rumo da infância no mundo.
Desde jovem, odiava limites. Aprendeu química, farmácia e várias línguas. Viajou pela Europa como se estivesse em busca de algo… até que, em 1839, se estabeleceu na Suíça, na cidade de Vevey. Francófilo, mudou seu nome para francês: Henri Nestlé, que significa “ninho”. Um símbolo de proteção que marcaria toda a sua trajetória.
⚗️ A origem de uma obsessão: parar a morte infantil
Em 1850, 1 em cada 4 bebês europeus morria antes de completar um ano. As mães morriam no parto, não podiam amamentar ou viviam em condições sem higiene.
Os substitutos ao leite materno eram rudimentares: papas de pão molhado, água com cereais ou infusões fervidas. O resultado? Infecções, diarreia, desnutrição. Morte.
Henri decidiu buscar uma solução. Após anos de testes e fracassos, finalmente, em 1867, desenvolveu a Farine Lactée: uma mistura de leite de vaca evaporado, farinha cozida e açúcar. Um alimento pronto, fácil de digerir e relativamente seguro.
O produto salvou a vida de um bebê prematuro à beira da morte — um caso documentado que consolidou sua reputação. A mistura foi o primeiro leite infantil industrializado. Em um mundo sem refrigeração ou padrões de higiene, foi uma verdadeira revolução. Um milagre científico.
💼 Por que vendeu seu império?
Apesar do sucesso, Henri não era um empresário. Era um alquimista de jaleco, não de terno. Em 1875, aos 61 anos, vendeu sua empresa por 1 milhão de francos suíços (equivalente a cerca de 7 milhões de euros atuais) a Jules Monnerat e outros investidores.
Mas impôs uma condição: que seu sobrenome ficasse para sempre na marca.
O logotipo do ninho com passarinhos foi desenhado por ele mesmo, inspirado no seu sobrenome e no seu desejo de proteção. Henri nunca teve filhos biológicos, mas adotou uma menina, Emma, que criou com muito carinho ao lado de sua esposa, Clémentine.
🪦 Um retiro modesto, uma morte silenciosa
Henri passou seus últimos anos em Montreux, na Suíça. Recusava convites para reuniões empresariais. Não dava entrevistas. Nunca patenteou sua fórmula — acreditava que o conhecimento devia ser compartilhado, se pudesse ajudar a humanidade.
Morreu em 1890, aos 75 anos, sem saber que seu nome se tornaria um dos mais falados do planeta. Emma, embora criada com amor, não herdou a empresa nem grandes fortunas. A companhia já havia sido vendida a um consórcio. Clémentine sobreviveu a Henri, levando uma vida reservada, sem aparições públicas.

– A Gestão Compartilhada está em alta!

Quando se fala em democratização no gerenciamento organizacional, você encontrará termos como “administração participativa”, “gestão horizontal” e “organizações de hierarquia mínima”. Não importa, falamos da mesma coisa: o compartilhamento de ideias, decisões, soluções e criações.

As grandes empresas globais adotam isso, que são os modelos baseados no que fazem  “Google” ou da “Netflix”, mostrando como chefes e subordinados se relacionam beirando a informalidade e dividem a cumplicidade de ações.

Pois bem: na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (Julho/2018), em matéria de Lara Silbiger, o assunto é tratado bem didático.

Por exemplo: “administrar compartilhando” seria ideal para a empresa que…:

  1. Confia nos funcionários. Para abrir mão do controle tradicional, o empreendedor precisa ver os empregados como pessoas responsáveis, criativas e capazes de tomar decisões.
  2. Estão dispostas a apostar na distribuição das atividades de gestão entre equipes habilitadas e definir prioridades a planejar e a tomar decisões.
  3. Investem no engajamento e na formação de pessoas, uma vez que a adesão à gestão descentralizadas pressupõe uma chuva de aprendizagem.
  4. Adotam avaliações de desempenho e reuniões de Feedback para fazer uma leitura mais precisa de quanto cada pessoa colabora para os resultados.
  5. Estão dispostas a discutir se a remuneração dos funcionários reflete, na mesma proporção, o valor que eles agregam aos resultados do negócio.
  6. Têm como alicerce uma gestão baseada em princípios de governança, como ética, responsabilidade, compliance e respeito à sustentabilidade.

Além disso, os modelos de gestão compartilhada poderiam ser com (seus prós e contras): Sociocracia, Holacracia, e Management 3.0 – mas aqui ficará para uma outra postagem.

Claro, para que isso funcione, são necessárias algumas atitudes descentralizadas, como:

  1. Envolva nas discussões todas as pessoas que serão impactos pela decisão ou que serão relevantes para a evolução da iniciativa.
  2. Valorize a diversidade de experiências e de competências das pessoas que formam o grupo.
  3. Descubra o que elas têm em comum e que pode alavancar a participação colaborativa, como metas, aspirações e valores.
  4. Evite crítica precoces e abra mão de defender só os seus pontos de vista. Escute cada proposta com foco nas contribuições que pode trazer para o negócio.
  5. Não tema as possíveis tensões. Elas são parte essencial do processo de geração de novas ideias.
  6. Identifique as semelhanças entre as pessoas. isso aumenta a confiança umas nas outras e ainda minimiza antagonismos.
  7. Crie um ambiente que estimule o convívio coletivo. Os espaços de trabalho devem favorecer a comunicação sem barreiras físicas.

De fato, a distância hierárquica das organizações está cada vez menor e não cabe mais tanto distanciamento entre os níveis de pessoal.

Imagem extraída de: https://mundocarreira.com.br/lideranca-e-gestao-de-pessoas/entenda-o-que-e-gestao-compartilhada-e-como-pode-funcionar/

– Chega de Etarismo.

O Etarismo é uma chaga da sociedade!

Muitas vezes, experientes profissionais são entrevistados por jovens recrutadores que confundem alguém veterano como ultrapassado

– Gestor Reborn:

Na moda dos “bebês reborns”, surge, por sarcasmo, a analogia do Administrador de Empresas, versão Reborn.

Abaixo, extraído do LinkedIn citado na imagem:

GESTOR REBORN

🔵 Como não se tornar um “Gestor Reborn”

Você já viu um gestor que parece estar ali só de corpo presente? Que não se comunica, não dá feedback e só aparece para cobrar resultados? Pois é, essa figura carrega o apelido (nada lisonjeiro) de Gestor Reborn — como ilustrado na imagem.

Infelizmente, esse tipo de liderança ainda é comum em muitas organizações. Mas a boa notícia é: dá para fazer diferente.

✅ Liderança é proximidade. Levante da cadeira, converse com a equipe, crie conexões reais.

✅ Feedback é desenvolvimento. Não economize em conversas construtivas. Seu time precisa saber o que está indo bem e o que pode melhorar.

✅ Presença importa. Não apareça só para cobrar. Esteja presente no dia a dia, acompanhe, incentive e celebre as conquistas.

✅ Não fuja de conflitos. Resolver tensões com maturidade é papel essencial de qualquer gestor.

✅ Assuma a responsabilidade. A cultura da culpa não leva ninguém longe. Líderes inspiradores assumem erros e aprendem com eles.

🔁 O mundo do trabalho está mudando — e a liderança precisa evoluir junto.

💬 Que tipo de gestor você quer ser lembrado por ter sido?

#Liderança #Gestão #DesenvolvimentoPessoal #CulturaOrganizacional #Feedback #LiderançaHumanizada #LinkedIn

– E a Ambev está mudando a estratégia de novo… Brahma e Skol voltando a estar em alta!

A Ambev estava privilegiando cervejas premium e artesanais nos últimos tempos. mas a coisa mudou…

Entenda, extraído do LinkedIn de Ian Sterchele (https://www.linkedin.com/posts/activity-7335662803950665728-v8eK/?utm_medium=ios_app&rcm=ACoAAAfYyaUB79SiZOXAYT3-JkVtGtrP1U_H7Ts&utm_source=social_share_send&utm_campaign=share_via)

AMBEV E A SUA ESTRATÉGIA

A maior empresa de bebidas do mundo está voltando às origens — e matando marcas artesanais para focar em cinco frentes: Corona, Skol, Brahma, Spaten e Budweiser.

O foco agora é no popular.

Marcas como Goose Island, Hoegaarden e Patagonia vão sair de cena no Brasil.

A Colorado vai fechar a fábrica e talvez siga apenas com um ou dois estilos. O Bar do Urso provavelmente será descontinuado.

Mas por que esse movimento?

Os motivos:
→ Como líder de mercado, não faz sentido formar categorias fora do core. O consumidor experimenta, se educa — e acaba migrando para outras marcas.
→ O mercado de artesanais está estagnado — e começa a cair.
→ Os jovens estão consumindo menos álcool.
→ E quem consome, está migrando da cerveja para os drinks.

Além disso, houve uma mudança clara na tese de investimento dos principais acionistas, o grupo 3G. O modelo Ambev ficou obsoleto e, pior: se mostrou irreplicável em outras empresas do portfólio.

O único lugar onde esse modelo ainda faz sentido é na própria Ambev. E é justamente isso que, curiosamente, está sendo feito: voltar às raízes e repetir o que os levou ao topo da cadeia alimentar corporativa.

Essa é a nova aposta.

Uma diretriz que, aparentemente, tem agradado os investidores sob o comando do novo CEO, Carlos Eduardo Lisboa. As ações da empresa já subiram mais de 20% no acumulado do ano.

Particularmente, acho que no curto prazo pode dar certo.
No longo, tenho minhas dúvidas.

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Comerciantes de Catalão reclamam da Ambev - Badiinho

– Desafios de nossos tempos!

Os diferentes tipos de “gestão” em nosso cotidiano nos trazem grandes desafios!

Vejam só a sábia figura:

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Imagem extraída da Internet (autoria desconhecida, quem conhecer, favor indicar para os créditos).

– A História da Pepsi, que assumidamente quis ser a segunda do mercado.

Uau. Que história!

A Pepsi foi rejeitada pela Coca. Caiu, levantou, mudou os rumos e sobrevive.

Uma típica história de empreendedorismo, extraída de: https://duplamente.com.br/pepsi-como-um-refri-de-dispepsia-virou-diplomata-colecionou-tanques-e-desafiou-a-coca-cola/

PEPSI: COMO UM REFRIGERANTE DE DISPEPSIA VIROU DIPLOMATA, COLECIONOU TANQUES E DESAFIOU A COCA-COLA.

Era uma vez um refrigerante que nasceu para curar indigestões, sobreviveu a duas falências, foi rejeitado três vezes pelo maior rival do planeta e, em vez de sumir, decidiu comprar meio mundo. Não, não é um roteiro de Hollywood. É a história da Pepsi — a marca que riu da cara da desgraça, embalada por açúcar, astúcia e uma pitada de ironia.

Tudo começou em 1893, quando Caleb Bradham, um farmacêutico sonhador da Carolina do Norte, resolveu criar uma poção mágica para digestões capengas. Batizou-a de Brad’s Drink, mas, em um golpe de marketing pré-histórico, rebatizou-a como Pepsi-Cola — uma homenagem à “dispepsia”, porque nada diz “refresco” como lembrar o cliente de sua má digestão. A fórmula, claro, não tinha pepsina, mas quem se importava? O gosto era doce, a promessa era grande, e a Coca-Cola, já estabelecida, nem imaginava o que viria.

Bradham expandiu rápido: em 1902, já tinha 40 distribuidores. Até que, em um movimento digno de tragédia grega, apostou todas as fichas no açúcar antes da Primeira Guerra. O preço despencou, e a Pepsi faliu. Primeiro round: Coca-Cola 1 x Pepsi 0.

Mas a Pepsi tinha uma habilidade rara: ressuscitar. Em 1931, após ser recusada três vezes pela Coca-Cola (sim, eles se arrependeriam amargamente), a marca estava de novo no chão. Até que Charles Guth, um ex-executivo da Coca, decidiu vingar-se. Ele adocicou a fórmula, encheu garrafas gigantes e as vendeu pelo preço das minúsculas rivais. Era a Grande Depressão, e as massas famintas por açúcar e economia adotaram a Pepsi como símbolo da resistência popular. Ironia? A Coca-Cola, elitista, virou a “bebida dos ricos”.

Agora com sabor e estratégia, a Pepsi partiu para a guerra cultural. Nos anos 1940, enquanto rivais ignoravam a comunidade afro-americana, ela colocou negros em propagandas como pessoas, não caricaturas. Joan Crawford, estrela de Hollywood e esposa do presidente da empresa, levou a Pepsi para as telas de cinema. A marca não só vendia refrigerante — vendia identidade.

Mas o ápice da audácia veio em 1959, em plena Guerra Fria. Enquanto EUA e URSS trocavam ameaças nucleares, a Pepsi serviu um copo gelado a Nikita Khrushchev. O líder soviético sorveu, aprovou, e de repente, a Pepsi virou o primeiro produto americano no bloco comunista. O pagamento? Vodka. E depois, navios e tanques de guerra. Sim, a Pepsi chegou a ter o 6º maior arsenal militar do planeta — um feito e tanto para uma empresa que vendia “suco de dispepsia”.

Nos anos 1980, a Pepsi desferiu o golpe baixo perfeito: o Desafio Pepsi. Em testes cegos, consumidores preferiram seu sabor. A Coca, em pânico, lançou a New Coke — um fiasco. A Pepsi riu por último, patrocinou Michael Jackson e abraçou a cultura pop como ninguém.

Hoje, a PepsiCo é um império: das batatas da Elma Chips ao Gatorade, controla 23 marcas que faturam US$ 1 bi cada.
Moral da história? Se ainda é a “segunda opção”, assim seja: afinal, como diria Khrushchev, “o segundo lugar às vezes tem um gosto mais doce”.

– Gestão de Programas de Responsabilidade Empresarial: Valor Estratégico para Empresas Familiares.

Para empresas familiares, cuja identidade está frequentemente entrelaçada com valores e legados transmitidos por gerações, a gestão eficaz de …

Continua em: Gestão de Programas de Responsabilidade Empresarial: Valor Estratégico para Empresas Familiares

– De onde vem o Respeito ao Chefe?

Hoje, li uma afirmação do já falecido Stephen Covey, renomado consultor na área de Administração. O guru em liderança declarou que:

A força de um chefe vem da admiração que ele desperta, e não do medo que inspira.”

Perfeito. Autoridade e conquista não se impõe com a força.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– Funcionário Reborn:

E na moda dos bebês reborns, muita gente cria categorias de “reborn” propícias à sua área.

Cá entre nós: esse artigo sobre “colaboradores reborns” faz sentido! Abaixo:

– A importância de diversidade e de ESG nas Pequenas Empresas, sem a prática “Washing”

Cada vez mais as práticas inclusivas e as políticas de ESG estão presentes (e são necessárias) às organizações. Mas um cuidado: não fique só no discurso, pois se não colocar o que se prega na prática, vira empresa “washing”.

Muito bacana, extraído de: https://exame.com/negocios/esg-e-diversidade-nas-pmes-por-que-importa-e-como-implementar-politicas-de-inclusao/

ESG E DIVERSIDADE NAS PMES: POR QUE IMPORTA E COMO IMPLEMENTAR POLÍTICAS DE INCLUSÃO

Especialista Ana Gabriela Primon explica a relação entre os temas de diversidade e inclusão e ESG e avalia a importância de PMEs adotarem estratégias trabalhistas nesta frente

(Com Granadeiro Guimarães Advogados)

Os três aspectos do conceito de ESG, sigla que significa Environmental, Social and Governance (em português, ambiental, social e governança), formam os pilares de uma estratégia que tem guiado as lideranças de diferentes empresas no mundo todo.

Em síntese, o investimento ESG consiste num modelo de investimento sustentável, que busca inserir nas empresas princípios e valores, dimensões que vão além das tradicionais métricas econômico-financeiras.

Como o próprio nome indica, a sustentabilidade do conceito ESG não se limita à questão ambiental, mas inclui fatores sociais e de governança, o que abarca, por exemplo, as práticas trabalhistas de uma organização.

Muitas organizações compreendem a importância de uma política interna guiada pelo conceito ESG e a relevância de ações de Diversidade e Inclusão, mas têm dificuldade de estabelecer a relação entre os temas e aplicar essa interação na prática.

Este assunto será objeto de um dos painéis do 2º Fórum Trabalhista Empresarial, evento organizado pelo escritório Granadeiro Guimarães Advogados, que acontecerá no próximo dia 26 de maio, das 8h45 às 12h30, com transmissão ao vivo pelo canal do escritório no Youtube.

Em resumo, o papel da Diversidade e Inclusão na construção de políticas ESG nas empresas está diretamente relacionado aos pilares social e de governança, sendo, portanto, um indicador de que a organização segue (ou não) as diretrizes ESG.

Uma boa estratégia organizacional é aquela que inclui Políticas de D&I e ESG alinhadas, e que desenvolva ações concretas na formação de equipes diversas, a preocupação com a construção de um ambiente inclusivo e seguro para diferentes grupos, a diversidade em cargos de liderança, a equidade salarial, entre outras

Pessoas são os principais agentes de transformação de espaços e culturas corporativas. Assim, é essencial se conectar com todos os colaboradores, considerando as diferentes vivências e dando voz a grupos minorizados e sub-representados, garantindo um ambiente antidiscriminatório, com normas internas rígidas e transparentes, além de uma rede de apoio e acolhimento seguros.

Além disso, quando se fala de ter um negócio sustentável, a gestão dos riscos trabalhistas precisa ser considerada. É crescente o número de reclamações trabalhistas com pedidos relacionados a violações como racismo, violências de gênero, homofobia, etarismo, situações que seriam evitadas com práticas efetivas de Diversidade e Inclusão na organização.

Portanto, promover ações de D&I também impacta no passivo trabalhista da empresa e mitiga condutas desfavoráveis à imagem desta, já que condenações na Justiça do Trabalho relacionadas a esses temas comumente são expostas na mídia.

Para muitas empresas, em especial para os pequenos e médios empresários, a construção e implementação de políticas ESG parece ser algo custoso e, portanto, distante da realidade de seu negócio.

No entanto, para se manterem competitivas no mercado, todas as empresas, inclusive PMEs, deverão ter práticas alinhadas ao conceito ESG, também no aspecto trabalhista.

Isto porque a demonstração desse alinhamento já tem sido indicada como um critério de contratação por empresas de diferentes portes. Ou seja, não ter uma política ESG fará com que uma empresa seja preterida por um potencial cliente ou parceiro comercial.

É o caso de companhias que estabelecem como critério de contratação de um parceiro que ele informe quais ações de diversidade e inclusão tem implementadas para o seu quadro de empregados, ou que comprove que sua cota legal de Pessoas com Deficiência está preenchida.

Por isso, a construção de uma política ESG, que contemple ações de Diversidade e Inclusão, deve ser entendida como essencial à própria manutenção do negócio e, portanto, encarada como um verdadeiro investimento.

Inclusive, pesquisas de institutos renomados como a Harvard Business Review, McKinsey & Company e Catalyst mostram uma relação muito positiva entre ESG (incluindo diversidade e inclusão), apontando para melhores resultados do negócio.

Com a busca cada vez maior em se enquadrar no conceito ESG e envolvido com pautas de D&I, observa-se que muitas empresas fazem uma defesa da diversidade nas mídias sociais, sem que necessariamente promovam mudanças internas reais. Tome-se como exemplo empresas que defendem publicamente uma pauta LGBTQIA+, mas não contam com nenhuma pessoa na equipe que seja representante da comunidade.

Essa conduta é conhecida no mercado como Diversity Washing ou ESG Washing, e pode ser mais prejudicial do que positiva à imagem empresarial.

Desse modo, é fundamental que aquilo que é transmitido ao público externo traduza um real engajamento da empresa com a bandeira levantada, sobretudo em tempos de “cultura do cancelamento”.

Uma ação mais tímida e adequada à realidade e ao porte da empresa, mas efetiva e verdadeiramente inclusiva pode ser mais interessante e segura do que uma grande defesa de uma pauta de diversidade sem que ações concretas sejam replicadas internamente.

Apesar de algumas dificuldades e de baixa adesão das lideranças, a temática ESG vem crescendo entre as empresas brasileiras (Kalawin / Getty Images) (Kalawin/Getty Images)

Imagem: Kalawin / Getty Imagens

– Rumos da Carreira Profissional: Generalista ou Especialista?

Especialista ou generalista? O que fazer na Carreira? Como Fazer? Onde Fazer?

Tais dúvidas foram muito bem abordadas nesse ótimo texto de Adriano Silva, do “Blog do Executivo Ingênuo”, voltado aos estudantes de Administração de Empresas, jovens executivos e pós-graduandos.

Pela irreverência e ótima qualidade, dentro de um assunto corriqueiro à nossa formação profissional, compartilho com os amigos:

QUANTAS ALMAS VOCÊ TEM?

Tem gente que é especialista. Que define desde o comecinho da carreira o que deseja fazer da vida e decide, sobretudo, o que não quer fazer. Essas pessoas enveredam por um caminho profissional bem definido e não se afastam dele por nada. Costumam pensar o seu talento como uma coisa única e, portanto, recusam tudo que não for precisamente aquilo que escolheram fazer. Dizem para os outros e para si mesmas que só sabem fazer aquilo, que não sabem fazer outra coisa, e avançam por aquela carreira, vida afora, sem olhar para trás.

E tem gente que é generalista. Que gosta de fazer uma coisa mas não descarta fazer outras. Essas pessoas investem num caminho profissional mas mantêm sempre um olho nas alternativas, nas realidades paralelas. Costumam pensar seu talento como uma coisa multifacetada e, portanto, não raro, decidem ir lá ver que outra vida poderiam ter se tomassem outros rumos, se tentassem a mão em outras áreas. Alguns podem até ver profissionais desse naipe como inconstantes, como gente que antes de avançar demais em um determinado caminho, troca de caminho e começa tudo de novo. Mas eles preferem se ver como talentos irrequietos, profissionalmente curiosos, ávidos por conhecer mais e viver coisas novas. E, assim, tratam de viver várias vidas numa só.

Eu acho que, no fundo, tenho alma de especialista. Sinto uma certa inveja de quem se embreta num só fazer sem medo algum de abrir mão do descortínio, de não contar com tantas rotas de fuga e saídas de incêndio caso aquela carreira deixe de oferecer boas oportunidades e simplesmente vá para o vinagre. No entanto, minha carreira tem sido bastante generalista. Devo ter também, em algum lugar (não precisa dizer onde), um bichinho que me faz sempre romper o horizonte, quebrar as paredes e colocar as minhas eventuais competências sempre em vários cestos ao invés de jogá-las integralmente num cesto só. Ainda não sei se isso mais me ajuda (tenho de fato construído algumas obras relevantes ao longo da carreira) ou mais me prejudica (será que eu poderia ser muito melhor em alguma coisa específica se eu tivesse me entregado a ela de corpo e alma há duas décadas?)

Enquanto não sei responder a isso, vou vivendo. Escapando do tédio do especialista – às vezes com nostalgia de uma carreira com um escopo menor. E vivendo as turbulências dos vários recomeços do generalista – às vezes com vontade de ter um pouquinho mais de mesmice e calmaria em minha rotina.

E você?

Resultado de imagem para generalista ou especialista

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida.

– As marcas de celulares mais vendidas (em um período não tão distante…)

O mercado realmente é dinâmico.

Repare a diferença e a variedade de marcas de 20 anos atrás e de hoje, em se falando sobre celular, abaixo:

– A Sprite e a preocupação com a reciclagem:

Olhe que bacana: na Inglaterra, as garrafas de Sprite (500 ml) estão sendo produzidas sem rótulo, a fim de facilitar a reciclagem!

Somente a garrafa, com o letreiro em relevo, é mais fácil do que retirar o plástico e a cola da embalagem.

Abaixo, o modelo:

Screenshot

– Pequenos versus Grandes na Administração de Empresas

Há 6 anos… repost pela relevância do assunto:

Discutimos em aula recente a respeito do poder de aquisição de grandes redes varejistas. Vide a compra mais recente do Grupo Pão de Açúcar, o Ponto Frio. Enquanto nosso debate entrou na questão do poderio financeiro, outro grupo lembrava insistentemente de algo importante: a conveniência em ser pequeno.

Pois bem: a Revista Isto É Dinheiro abordou nosso tema da sala de aula. Abaixo, extraído de: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/611/o-mundo-e-mini-por-que-cada-vez-mais-as-142038-1.htm

O MUNDO É MINI

Por que cada vez mais as empresas apostam nas lojas de conveniência e nos pequenos pontos de venda para sua expansão – por JOSÉ SERGIO OSSE

HÁ MAIS DE 30 ANOS, UM economista inglês, E. F. Schumacher, lançou o livro “Small is Beautiful”. Na obra, um clássico da literatura econômica, o estudioso defendia que as grandes organizações, devido ao seu gigantismo, se tornavam “inadministráveis”. Pois o varejo parece ter descoberto as lições de Schumacher. Por muito tempo, o “quente” foram as mega-stores e pontos de venda cada vez maiores.

De supermercados a livrarias, o objetivo desse formato era oferecer em um único lugar tudo o que um consumidor precisava. Nos últimos tempos, porém, inverteu-se a direção: a onda agora são as minilojas. Empresas de todos os portes e atividades, da Livraria Cultura às redes de supermercados, como Pão de Açúcar e Carrefour, aderiram à moda. O trânsito caótico, a questão da segurança e a comodidade estimulam a proliferação das pequenas lojas – além do acirramento da concorrência exercida pelos pequenos armazéns.

“Nosso objetivo é estar junto ao consumidor em qualquer momento de seu consumo”, diz Laurent Bendavid, diretor do Carrefour Bairro, a bandeira de supermercados de vizinhança do grupo francês.

Para essas empresas, não se trata apenas de modismo. “A tendência de lojas menores não tem volta”, diz Sylvia Leão, diretora-executiva do Extra, a rede de hipermercados do Grupo Pão de Açúcar. É ela que mantém as bandeiras Extra Perto e Extra Fácil, sendo que essa última oferece cerca de 3,5 mil produtos diferentes, contra 10 mil a 17 mil das lojas convencionais. Para o grupo, trata-se de uma investida estratégica.

No final de 2008, apenas quatro lojas ostentavam a placa Extra Fácil. Atualmente, são 65. Até o final do ano, esse número baterá em 100.Segundo a Abras, entidade que reúne os supermercados, ao fim de 2008, das 5.470 lojas das 500 maiores redes do País, 3.459 eram nesse formato.

Do ponto de vista econômico, faz todo o sentido apostar nesse tipo de ponto de venda. Segundo Bendavid, os preços praticados nas lojas menores “cobram” a comodidade e a praticidade proporcionadas aos consumidores. “Não é um aumento de 2% a 3% que vai fazer uma pessoa preferir pegar seu carro para economizar 7% comprando em um hipermercado”, revela o executivo do Carrefour, indicando qual a diferença dos preços cobrados nos dois formatos. A francesa tem apenas oito unidades de conveniência, mas todas em postos de combustíveis.

Segundo Bendavid, esse número crescerá rapidamente. O modelo de lojas menores não interfere, de acordo com as próprias redes, no resultado das operações tradicionais. “Até agora não tivemos problemas com sobreposição”, diz Sylvia. Mais do que isso, no caso do Pão de Açúcar e do Carrefour, essas lojas menores se beneficiam do poder de compra e negociação dos grupos dos quais fazem parte.

Com acesso a mercadorias a preços mais baixos e um adicional no valor cobrado do consumidor, a margem de lucro nessas unidades tende a ser melhor. Por outro lado, há pouco espaço para estoque e elas precisam ser abastecidas mais vezes do que suas irmãs maiores. “Temos muitos ‘planos B’, inclusive usar uma loja maior para abastecer outra, se necessário”, diz Sylvia.

Outra grande rede que pretende, em breve, enveredar pelo caminho das lojas pequenas no Brasil é a livraria francesa Fnac. Segundo seu presidente, Pierre Courty, a falta de bons espaços pode forçar um “regime” nas lojas da Fnac.

Em cinco anos, ele considera possível reduzir pela metade o tamanho das unidades da empresa, que têm entre 4 mil e 5 mil metros quadrados, para lojas de até 2,5 mil metros quadrados. Um de seus principais rivais, a Livraria Cultura, também segue esse caminho. Sua meta é reforçar a presença da marca junto a públicos específicos.

A empresa tem apostado em pequenas lojas temporárias em eventos como a Casa Cor e o São Paulo Fashion Week. “Cada loja tem uma oferta direcionada para o perfil de visitantes desses eventos, o que se traduz num ganho enorme para a marca”, diz Sérgio Herz, diretor comercial da livraria. O McDonald’s aproveitou essa onda para conquistar um público que só ia às suas lanchonetes para levar os filhos: os consumidores com mais de 30 anos.

Para eles, a rede de fastfood criou o McCafé, com um visual mais sóbrio. Isso atraiu e fidelizou clientes mais endinheirados. Hoje, são 57 McCafés no Brasil. Os produtos de cafeteria já respondem por mais de 10% do total das vendas. Para a maior rede de fastfood do mundo, o título do livro de Schumacher faz cada vez mais sentido.

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Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem conhecer o autor, favor informar para os créditos.

– FFOA!

Baseada na tradicional análise de Força / Fraqueza e Oportunidades / Ameaças, a Inteligência Competitiva ajuda a antecipar tendências do mercado.

Compartilho, extraído de Folha de São Paulo, ed 20/08/2017, Caderno Sobretudo, Pg 5

PROFISSIONAIS USAM TÁTICAS EMPRESARIAIS PARA SE ANTECIPAR AO MERCADO

Por Anna Rangel

Gerir a própria carreira como se fosse uma empresa -e passar a monitorar o mercado e os concorrentes- pode ser uma boa estratégia para um profissional se destacar no mercado de trabalho.

A tática é baseada na “inteligência competitiva”, metodologia adotada pelas organizações na qual são coletadas informações públicas, como demonstrações financeiras e tendências de mercado, que ajudam na tomada de decisões, como por exemplo a de lançar um produto.

Para o profissional, o primeiro passo é simples: ele pode fazer uma lista das suas prioridades. “Basta colocar as oportunidades e os possíveis problemas, como uma nova tecnologia ou a automação de parte das suas funções, e os seus pontos fortes e suas fraquezas”, ensina Alfredo Passos, especialista em inteligência empresarial.

Assim, fica mais fácil a pessoa se comparar com seus pares e observar se e quando vale investir em algum outro idioma, em um curso livre ou em um mestrado profissional.

Essa análise é chamada de Matriz Fofa (veja abaixo), acrônimo para “forças, oportunidades, fraquezas e ameaças”, e é uma das mais usadas nas empresas.

A especialista em marketing Carolline Volpato, 21, criou um plano de guerra parecido com a Fofa ao largar a faculdade e começar a investir, mesmo sem qualificação formal, em sua nova área.

“Por pressão da família, fui estudar química. Mas, ao ver uma palestra sobre marketing, decidi que era hora de correr atrás da minha vocação. Procurei o palestrante, pedi para acompanhá-lo por uma semana e logo depois ele me deu uma oportunidade.

  Bruno Santos/ Folhapress  
SAO PAULO, SP, BRASIL, 17-08-2017: O Carreiras dessa semana vai mostrar como aplicar conceitos de inteligencia competitiva (observacao de concorrencia, mapeamento de mercado etc). Na foto a coordenadora de marketing da Easy Carros Carolline Volpato (21), que largou uma faculdade de quimica para correr atras do sonho de virar especialista em marketing. Ela monitora concorrencia, vai atras de conversar com outros profissionais que admira e procura cursos para se tornar competitiva. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress) *** FSP-SUP-ESPECIAIS *** EXCLUSIVO FOLHA***
A especialista em marketing Carolline Volpato, 21, na Easy Carros, onde trabalha, na zona oeste de SP

Para aprender mais rápido as habilidades necessárias na nova função, Volpato faz planilhas nas quais lista contatos-chave do setor, cursos e eventos setoriais, com prazo para completar as atividades.

“Às vezes, procuro ‘coordenador de marketing’ no LinkedIn e confiro a trajetória de quem já está onde quero chegar. Abordo alguns para pedir conselhos”, diz.

Essa busca nas redes ajuda Volpato a descobrir como melhorar sua formação.

Para Dimitriu Bezerra, especialista em RH da Votorantim, o profissional não pode esperar que a empresa lhe ofereça subsídios para melhorar a qualificação.

“As organizações incentivam essa busca, mas cada um deve saber como melhorar. Essa iniciativa é levada em conta na hora de promover alguém, diz Bezerra.

Falta essa disposição para quem já tem alguma experiência, mas ainda não chegou a cargo de gestão, segundo Raphael Falcão, diretor da consultoria de RH Hays.

“Essas pessoas entraram no mercado em um período de pleno emprego, por isso não veem como a competição aumentou nos últimos anos.”

A advogada Daniella Corsi veio da área tributária. Antes de virar coordenadora, estudou direito previdenciário, cível, criminal e ambiental. Objetivo: ser diretora jurídica.

“De seis em seis meses planejo o que preciso fazer para me manter competitiva, e acompanho novidades do direito, como a ética empresarial, que está em alta”, diz.

  Gabriel Cabral/Folhapress  
São Paulo, SP, Brasil, 16-08-2017: Daniella Corsi, coordenadora jurídica da Votorantim. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
Daniella Corsi, coordenadora jurídica da Votorantim, na sede da empresa em SP

Mas vale ter cuidado ao abraçar novas tendências para não seguir a multidão sem critério, aponta Edmarson Mota, professor de desenvolvimento humano da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Isso porque há áreas da moda que acabam saturadas com a alta oferta de profissionais. Um exemplo é a análise de grandes lotes de dados (big data), que anos atrás era a promessa do mercado.

“Não adianta só seguir os outros, mas tentar identificar o que vem por aí antes da maioria”, afirma Mota.

Para criar uma vantagem sobre a concorrência, avaliar a própria evolução pode ser mais vantajoso do que competir com os outros.

“A pessoa deve se comparar consigo mesma um ano atrás. Se não houve melhora, não significa que está estável, mas que piorou”, diz Eugênio Mussak, consultor de RH e professor da FIA (Fundação Instituto de Administração).

Editoria de Arte/Folhapress
Crie sua estratégia

– Os Elementos mais Presentes nas Reuniões.

Nas empresas, sempre há aquelas “figurinhas carimbadas” que se tornam marcantes. Compartilho uma matéria bacana sobre os tipos mais comuns, suas características e como lidar com eles.

Extraído de Revista Superinteressante, ed Dezembro/2012, pg 86-89, por Bruno Garattoni

SALA DE GUERRA

Os tipos mais comuns nas reuniões – e como você pode lidar com eles

1) O REVOLTADO: Está insatisfeito com a empresa e quer angariar companheiros de luta. Faz pose de irritado e reclama de praticamente tudo.

COMO LIDAR: Ignore o sujeito. Não tome as dores dele. Se você der corda, ele irá tumultuar a reunião, e acabará reclamando até você.

2) O PUXA-SACO: Não tem idéias próprias e fica quieto até que o chefe abre a boca. Aí, começa a concordar com todos os argumentos dele.

COMO LIDAR: Elogie a ideia do seu chefe e estimule o puxa-saco a desenvolvê-la. Ele não vai conseguir e se enforcará com a própria corda.

3) O PUXADOR DE TAPETE: Em vez de propor coisas novas , parece mais interessado em detonar todas as sugestões que você está dando.

COMO LIDAR: Responda com dados e argumentos objetivos. Se isso não for possível, mude de assunto.

4) O TÍMIDO: Costuma ter boas sugestões, mas não abre a boca. Quando vira centro das atenções, fica vermelho e balbucia argumentos que ninguém entende.

COMO LIDAR: Ajude-o a desenvolver a própria idéia. Se for você o tímido, lembre-se que é apenas uma reunião.

5) O HUMORISTA: Fica interrompendo a reunião com piadinhas que já contou trocentas vezes e não tem a menor graça.

COMO LIDAR: Continue o que estava dizendo. Se você pedir para o sujeito calar a boca, ficará com fama de mal-humorado.

6) O TAGARELA: Fala sobre o que sabe e o que não sabe, tem opinião sobre tudo. Monopoliza as discussões e se acha o dono da verdade.

COMO LIDAR: Evite bater de frente com ele: isso só fará o sujeito falar ainda mais. Dirija-se aos demais participantes para o rumo da conversa.

7) O WORKAHOLIC: Trabalha muito e conhece tudo da empresa, mas tem pouca paciência com a opinião dos outros. Pode ser grosseiro.

COMO LIDAR: Tenha paciência, principalmente se ele estiver certo. Se ele for indelicado com você, rebata com bom humor.

A importância de uma sala de reuniões atraente - DESK Coworking ...

Imagem extraída da Internet, autoria desconhecida. Quem souber, favor informar para divulgação dos créditos.

– E se as empresas comprassem ambientes naturais para preservação?

Olhe só que iniciativa ecologicamente perfeita: para preservar a beleza de um entardecer, a Cervejaria Corona comprou um terreno para que o sol da tarde seja refletido na areia da praia.

Compartilho, extraído de: https://www.linkedin.com/posts/maiteschneider_a-corona-comprou-um-terreno-a-beira-mar-activity-7321048939497947136-V2kq/

CORONA NA PRAIA DA PIEDADE

por Maitê Schneider

A Corona comprou um terreno à beira-mar na Praia de Piedade, em Pernambuco, mas ao contrário do que muitos pensam, não é para construir nada. A ideia é justamente o oposto: impedir novas construções que bloqueiem a luz do sol e preservar a vista natural da praia.

A ação faz parte da comemoração do aniversário de 100 anos da marca, e com isso a Corona está lançando a primeira Reserva Solar da história. Além disso, a campanha global ganhou o nome de “Protect Paradise”, reforçando o compromisso da marca com a preservação ambiental.

– 2 de 2: na Faditu:

Segundo turno de 2: Nessa noite, estive na Faditu lecionando a duas turmas de disciplinas diferentes. Mas a alegria de ver a sede de conhecimento delas, é a mesma.

Estava com saudade dos meus alunos. Revê-los, e mesmo com limitações, voltar a lecionar, é muito bom!

📝 #Educação

– Refletindo sobre Negócios:

O que é Negócio? Leia e reflita:

“Não me ofereça coisas.

Não me ofereça sapatos. Ofereça-me a comodidade para meus pés e o prazer de caminhar.
Não me ofereça casa. Ofereça-me conforto e um lugar que prime pela limpeza e felicidade.
Não me ofereça livros. Ofereça-me horas de prazer e o benefício do conhecimento.
Não me ofereça discos. Ofereça-me lazer e a sonoridade da música.
Não me ofereça ferramentas. Ofereça-me o benefício e o prazer de fazer coisas bonitas.
Não me ofereça móveis. Ofereça-me conforto e tranqüilidade de um ambiente aconchegante.
Não me ofereça coisas. Ofereça-me idéias, emoções, ambiência, sentimentos e benefícios.

Por favor, não me ofereça coisas.”

Autor desconhecido

– Burnout ou… Boreout?

Estamos nos acostumando a ver casos de esgotamento profissional (Burnout) no trabalho. Mas existe algo que surge em discussão: o tédio profissional (Boreout).

A respeito disso, extraído de Exame.com, em: https://www.linkedin.com/posts/exame-com_exame-activity-7323707868027715587-9UOh/?

SÍNDROME DE BOREOUT

por Layane Serrano

Enquanto muito se fala sobre o burnout – esgotamento causado pelo excesso de demandas -, um outro fenômeno começa a ganhar espaço nas conversas sobre saúde mental e o futuro do trabalho: o boreout, conhecido como a “síndrome do tédio extremo”. E, ao contrário do que muitos imaginam, ele não atinge profissionais sobrecarregados, mas sim os que vivem o oposto disso: falta de tarefas significativas, ausência de desafios e, com o tempo, um profundo desengajamento.

Segundo a consultoria global Gallup, 7 em cada 10 brasileiros estão desengajados no trabalho. Esse dado reforça um cenário preocupante, em que o ‘boreout’ pode se manifestar de forma silenciosa, afetando a saúde mental e emocional dos funcionários, o clima organizacional e, consequentemente, os resultados das empresas.

Para Dado Schneider, especialista nas Gerações Z e Alpha , o debate sobre o tema é urgente – especialmente quando se observa a chegada da Geração Z ao mercado de trabalho.

“O tédio profissional tende a impactar ainda mais os jovens dessa geração, que estão entrando com força nas organizações. Trata-se de uma geração que busca intenção, desafios constantes e resultados rápidos, diferente do que muitos pensam. Quando esses elementos não estão presentes, o risco de desmotivação crônica aumenta”.

📸 Deagreez/Getty Images