– Sobre o pênalti reclamado em Palmeiras 1×0 Vasco da Gama.

Muitas críticas ao fato de Anderson Daronco não marcar um pênalti de Alexander Barboza, no lance envolvendo Lescano. Foi ou não?

Foi. Reveja o vídeo (em velocidade normal, sem câmera lenta nem imagem estática) e perceba que há duas situações preponderantes ou não para a marcação do pênalti:

1- A que ” alivia para Daronco”: normalmente, quando um atleta está de costas para a bola e ela bate em seu mão, costuma-se não marcar pois em tese, ele não a vê. Torna-se casualidade.

2- A que “condena Daronco”: repare que no lance, Barboza está na jogada com Lescano, e quando há o corte ele abre o braço. Mesmo de costas, ele, ao invés de fechar o braço, estica-o. Não é um movimento natural abrir o braço naquela situação, mas recolher o braço. Esse é o típico movimento antinatural das mãos ou braços na bola, com o verdadeiro espírito da regra: a de punir um jogador que disfarçadamente tenta tirar um proveito da situação (o que chamou-se inicialmente de “intenção disfarçada”, ou, no popular, um “migué”.

À luz da Regra, é pênalti sem aplicação de Cartão Amarelo (não se aplica mais advertência nesse tipo de pênalti). 

Lembrando: Sábado passado, pênalti inexistente a favor, contra o Red Bull Bragantino; no meio de semana, pênalti não marcado ao Santos; no domingo, pênalti não marcado ao Vasco da Gama. Curiosamente, Abel Ferreira e sua comissão que tanto reclamam da qualidade da arbitragem em seus jogos, não se manifestaram…

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