– Por que se volta atrás quando o árbitro vai à cabine do VAR?

Nesta semana, no Corinthians 1vs1 Vitória, o jogador André adiantou a bola, malandramente esticou a passada e buscou o contato físico com o defensor, caindo na área. Baita simulação, tentou cavar o pênalti e o árbitro Sávio Sampaio acertou em dar o cartão amarelo a ele pelo unfair-play.

Acontece que…

Como todo mundo sabe, o VAR chamou o árbitro e o convenceu a mudar de decisão, levando Sávio a tirar o Cartão Amarelo e marcar equivocadamente o pênalti.

  • Mas por que isso acontece?

Por uma lógica, pensando com a cabeça de árbitro:

Dentro de campo, o juiz de futebol está no calor da partida, sentindo o ambiente e a disposição dos jogadores. Ele está na vibração da partida! Ninguém melhor do que ele para tomar uma decisão. Entretanto, vez ou outra, na hora H um atleta pode lhe cortar a frente e ele não conseguir ver o desfecho de uma jogada, ou lhe cai suor nos olhos, ou qualquer outra coisa o impede de acertar. Aí vem o VAR, que deve chamá-lo. Mas em jogadas interpretativas (não erros-crassos), deve-se respeitar a decisão de campo. Só que existe um agravante: eu, árbitro, sou uma só pessoa dentro de campo, que está cansada e que posso errar. Na cabine, há VAR, AVAR 1, AVAR 2, às vezes AVAR 3, meia dúzia de aspones e um membro da Comissão de Arbitragem. Todos, vejam só, descansados, com inúmeras telas e no ar-condicionado. Se o árbitro de vídeo achar que estou errado, eu assumo que estou errado e “transfiro a responsabilidade” para essa tropa que está na cabine.

Repare: lamentavelmente, quando um árbitro é chamado a rever um lance de pênalti, ele frequentemente muda a sua opinião. Poucos batem no peito e mantém a sua decisão. Precisamos acabar com isso no futebol brasileiro.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.