Falamos antes da partida entre Botafogo x Red Bull Bragantino que o árbitro Fernando Antonio Mendes de Salles do Nascimento Filho era jovem, promissor, mas que andou oscilando (especialmente em questão de critérios). Também criticamos o fato de termos equipes de arbitragem desentrosadas, e estavam escalando muitos oficiais sem critérios. Por exemplo: o quarto árbitro era do Amapá, o árbitro do Pará, O árbitro de vídeo de Alagoas, além de mineiro, catarinense e sergipano. Pra quê escalar gente de estados tão diferentes? Dá para supor que é para agradar as federações menos tradicionais no futebol (aqui, não é uma acusação, somente uma simples impressão).
O ocorrido foi: Wallace Yan, ainda aos 41 minutos do primeiro tempo, quando o Red Bull Bragantino vencia o Botafogo no Estádio Nilton Santos por 1×0, disputou espaço com contato físico natural do futebol. Ferraresi cai alegando ter sido agredido mas o árbitro manda seguir. Porém, o VAR José Ricardo Vasconcellos Laranjeira faz a checagem e equivocadamente chama o juizão para a revisão. De “jogada legal” torna-se “conduta violenta”.
Repare:
- O árbitro estava muito bem colocado, vendo a jogada acontecer sem ninguém o atrapalhando. Campo de visão claríssimo (e mandou seguir).
- Ferraresi vai em direção de Wallace Yan DEPOIS que o atacante já havia tocado a bola ao seu companheiro. Ou seja: ele não iria disputar a bola (pois ela já não estava mais em disputa), mas sim tentar obstruir sua corrida. Se Wallace Yan espera para cavar uma falta, conseguiria, pois seria derrubado. O árbitro não deveria marcar a falta sem bola, pois o Red Bull Bragantino estava com posse de bola no ataque (daria a vantagem, ao invés de falta de Ferraresi, sem cartão).
- Acontece que, por optar continuar a corrida e não cavar a falta, Wallace Yan tenta se desvencilhar de maneira natural, evitando a trombada do oponente. E na sequência, lamentavelmente, ocorre um vício condenável dos jogadores sulamericanos: Ferraresi simula ter sido agredido. Não foi agressão, não foi ação temerária, e nem falta foi. Tanto que o árbitro, reforço essa observação, estava bem posicionado e viu tudo.
- Se considerar que Fernando tem 33 anos, é jovem e deve aprender ainda, leve em conta: ele já é árbitro “nascido na geração VAR”, o que é péssimo, pois mostrou falta de personalidade (outro mal do futebol: juízes brasileiros costumam mudar suas decisões quando são chamados pelo VAR – muitas vezes, como nesse caso, quando estão corretas). Faz parte de um grupo de árbitros que não sabe dispensar a consulta do VAR, virando refém dele.
- Já José Ricardo, com 41 anos, fez sua estréia como VAR. Até hoje, atuou como um mero AVAR 2 no Brasileirão, e em poucos jogos. Que talento é ele para, veterano, ter repentina oportunidade?
Enfim: o Red Bull Bragantino reclama com razão da sequência de erros contra sua agremiação. Na semana, passada, um erro duplo que resultou em pênalti ao Bahia (está explicado no link com texto em: https://wp.me/p4RTuC-1ibB). E um pouco antes, outro pênalti, agora a favor do São Paulo, também mal marcado (esse, explicado em vídeo aqui: https://wp.me/p4RTuC-1i49).
Não adianta dizer que há a profissionalização da arbitragem se o despreparo é tão grande como esse. Sandro Meira Ricci ouvirá as queixas, e com razão.
Em tempo: o próximo jogo do Massa Bruta será no Maracanã, com o árbitro pernambucano Rodrigo José Pereira, que além de estar em má fase, foi criticado pelo Flamengo pelas suas ruins atuações nos últimos jogos. E o quarto-árbitro, vejam só, será Maguielson, o mesmo que deu o pênalti inexistente ao Bahia, aqui citado.
A CBF não se ajuda…
(na imagem, print de tela de Wallace Yan chorando, ao ser expulso injustamente).

