Normalmente, quando um time perde por 4×0 em casa, não tem muito o que reclamar. Mas esse é um caso atípico.
O jovem árbitro Alex Gomes Stéfano (RJ) fazia uma boa temporada. No ano passado, se condicionou a ser aspirante à FIFA. Mas sucumbiu (e, cá entre nós, faltou um pouco de personalidade) ao aceitar a equivocada intromissão do VAR Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira (MG).
Vamos lá: sobre o lance de Cacá, que deu um carrinho em disputa de bola e atinge Árias: quando você atinge somente a bola, não é falta. Carrinho que atinja somente o adversário, é falta com expulsão. Carrinho que atinja bola e adversário sem ser força excessiva, é ação temerária (não se expulsa, mas mostra-se Cartão Amarelo). E foi exatamente isso que aconteceu.
No treinamento dos árbitros profissionais no último dia 15, Sandro Meira Ricci reforçou o seguinte discurso aos seus comandados:
“Até que seja claro o erro do árbitro, vale a interpretação do campo. Só se chama o árbitro se tiver certeza do equívoco dele”.
O VAR deveria estar convencido que era um erro para vermelho (só podia chamá-lo nessa condição). Errou ao chamá-lo… E, insisto, o árbitro deveria “bater no peito” e não aceitar uma sugestão para Vermelho.
Sobre o lance de Maurício e o braço aberto: em 2020, Leonardo Gaciba, então chefe dos árbitros da CBF, reforçou a orientação da FIFA: “coibir qualquer braço aberto, tapa ou cotovelada com cartão vermelho”. No lance reclamado pelo Vitória, o atleta é atingido no queixo pelo braço aberto de Maurício. Seguindo a orientação, Cartão Vermelho.
Uma observação: o treinador Abel Ferreira elogiou a atuação do árbitro carioca, em equívocos que beneficiaram a sua equipe (nada de má intenção do juizão). Mas se fossem erros contrários, alguém poderia levantar a tese conspiratória de que, sendo árbitro do RJ e errando contra o time paulista, seria “complô” para ajudar o Flamengo!
Claro que isso não existe. Mas para quem queira tumultuar, é “pinto no lixo”, para usar uma popular expressão.

