Ainda está rendendo uma polêmica da Copa: a expulsão de Embolo!
A International Board (IFAB, donas das regras do futebol) criticou a decisão da arbitragem na Copa do Mundo envolvendo Embolo e Paredes no jogo Argentina x Suíça. Afinal, ela entende que o cartão não deveria ser mudado (originalmente, se entendeu que era infração de Paredes, passível de Cartão Amarelo, mas o VAR mudou a decisão do árbitro que entendeu simulação de Embolo). O atleta suíço foi expulso pois já tinha Amarelo.
De fato, o protocolo foi ferido. Ele se refere a erro de identificação de atletas (como o lance envolvendo o Árbitro Thiago Duarte Peixoto e o atleta gabriel, num Corinthians x Palmeiras). Na prática: se você deu o cartão amarelo ao jogador nº 4, mas o real infrator foi o nº 5, o VAR deve interferir. Na Copa, o VAR interpretou o lance, não foi equívoco de identificação. Primeiro, avaliou-se que não se cometeu a falta, mas foi simulação. Aí trocou-se o cartão.
Isso que aconteceu, realmente é proibido. O Protocolo não permite. Mas… por vias equivocadas, justiça foi feita (mesmo não se cumprindo o correto).
A FIFA, por sua vez, validou a ação dizendo que a IFAB concordou. Não é verdade… ela engoliu, tanto que fez as ressalvas e orientou: a decisão igual ao que ocorreu em Embolo e Paredes NÃO deve ser cumprida até a próxima reunião da entidade, em 2027.
Tá difícil tanta mudança da regra…
O pronunciamento da FIFA:
“A interpretação da FIFA sobre Identidade Equivocada foi aplicada de forma consistente durante a Copa do Mundo da FIFA. Houve duas instâncias em que um jogador foi erroneamente identificado como tendo cometido uma infração passível de cartão amarelo, e o VAR aconselhou o árbitro a corrigir o erro factual causado pela simulação do adversário. “A simulação em si não pode ser contestada e não deve resultar em uma sanção disciplinar contra um adversário que possa então levar a consequências adicionais, como uma expulsão por segundo cartão amarelo ou uma suspensão de partida por acúmulo de advertências. “Não consideramos isso um erro do árbitro ou do VAR, e a decisão restaurou a justiça. Notamos os comentários da IFAB em sua Circular, estivemos em contato com eles durante todo o processo e eles confirmaram que essa interpretação é válida, que foi bem recebida e que fará parte da discussão sobre revisões no Protocolo do VAR, conforme discutido na última AGM.”
