– Do Futebol do Paulista FC aos milhões do Futebol da Copa do Mundo.

No âmbito estadual, o futebol viu nascer oficialmente uma nova SAF: a do Paulista FC, assinada no dia 1º de Julho. O Galo Jundiaiense anunciou uma parceria com a EXA Capital, de Pedro Mesquita.

Uma boa?

Ninguém sabe. Afinal, o Tricolor da Terra da Uva não explicou por quanto vendeu, em quanto tempo será o negócio, quais são as garantias foram ofertadas pelo comprador, ou ainda, qualquer outro detalhe que valha. Ninguém sabe sobre o contrato.

Do outro lado, passado quase um mês, a EXA não anunciou nenhum dirigente, não se mostrou ainda (ninguém viu qualquer cartola da empresa atuando na partida Paulista 1×0 Primavera, abertura da Copa Paulista) ou deu qualquer satisfação ao torcedor.

E a torcida, a comunidade jundiaiense ou uma apresentação da SAF à imprensa? Nada. Neca. Nadinha de Pitibiriba.

O curioso é: a SAF do Paulista foi constituída em fevereiro, com o diretor da EXA Alexandre Cobra fazendo parte dela, antes da venda. Como assim?

Para piorar: Demétrio Vechiolli, pelo Jornal Metrópoles, trouxe uma reportagem interessante de que Daniel Vorcaro, do Banco Master, através de uma farmacêutica sua, colocou Pedro Mesquita em 2024 no conselho de sua empresa e emprestou 10 milhões à EXA. Até que se prove o contrário, todos são honestos (mas, pelo clima criado, valeria um esclarecimento).

Em campo, o Paulista FC foi ao Pacaembu e perdeu do Juventus por 3×1. E ninguém, em nome da SAF, falou.

No âmbito nacional, vemos Palmeiras e Flamengo muito acima dos outros times do Campeonato Brasileiro. Não é só dinheiro, mas competência dos clubes (que não precisaram se tornar SAF para “espanholizar” o torneio – em referência ao Real Madrid e o Barcelona se tornarem as principais forças locais, impedindo outros campeões).

Paralelamente, já falamos em algumas oportunidades sobre o fato da CBF não ter aproveitado o período de pausa da Copa do Mundo para se reunir com os clubes, a fim de tentar uma opção para aplicar as novas regras do futebol em vigor (buscar a unanimidade e pedir à FIFA para implantá-las). Enquanto isso, vamos com as regras antigas (sem o pacote “anti-cera”).

Entretanto, temos 3 novidades:

  1. O impedimento semi-automático, que não é o mesmo do Mundial 2026 (não temos os sensores na bola e o equipamento de recepção de sinal, é o da “geração 2021”, testado na Copa Árabe).
  2. A positiva recomendação de Sandro Meira Ricci para que o VAR só chame o árbitro em clara necessidade. Gostei do que eu ouvi: “a decisão de campo é a correta, até que fique claro pelo VAR que existiu o erro determinante”. Tomara que, enfim, saibamos usar corretamente o árbitro de vídeo. Mas só uma questão: se Ricci fazia parte do Conselho de Notáveis da CBF, com Nestor Pitana e Nicola Rizzolli, por que não sugeriu antes?
  3. Sandro Meira Ricci é o presidente da Comissão de Arbitragem e promete não receber cartola de time ou atender reclamações de dirigentes por telefone. Para isso, o presidente da CBF Samir Xaud empossou Netto Góes, vice-presidente da Federação do Amapá, como diretor de arbitragem e responsável para ouvir pedidos, queixas, chororôs, pressão e outras comunicações. E, fica a dúvida: solucionarão os problemas da arbitragem?

A questão que me perturba é: para quem assistiu Coritiba x Palmeiras, na volta do torneio, viu a rodinha de atletas cercando o árbitro e o pressionando (saudade da Copa…). E os instrumentos que os árbitros têm para evitar isso, além do respaldo da CA – CBF?

Ou seja: por enquanto, continua tudo como antes…

No âmbito mundial, vemos a Alemanha acertando a contratação de Klopp como novo treinador da Seleção Alemã (com o auxílio do novo patrocinador, a Nike, ajudando a pagar seu contrato), por R$ 180 milhões até o final da Copa de 2030 (pelo câmbio de hoje), contra os R$ 237 milhões que Carlo Ancelotti receberá no mesmo período pela Seleção Brasileira.

Quem terá o melhor custo-benefício?

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