Eu esperava Faghani para a final da Copa do Mundo (pelo contexto político e pela neutralidade de confederações continentais, criada pela FIFA). Mas a entidade se traiu…
Abandonou o conceito de neutralidade e escalou um europeu para Argentina x Espanha. Curiosamente, a única oportunidade que ela fez isso foi escalando um francês em Argentina x Suíça.
Slavko Vincic, da Eslovênia, apitará a final da Copa do Mundo. Tudo bem, estava entre os possíveis (embora, não sei por qual motivo, muita gente insistia em Wilton Pereira Sampaio). O venezuelano Jesus Valenzuela apitará a decisão do 3º e 4º lugar entre Inglaterra x França (não sei porque existe esse jogo… ambas equipes entram em campo frustradas por terem ficado de fora da final).
Sobe o juizão: Slavko Vincic tem 46 anos e há 16 temporadas ostenta o escudo de árbitro internacional FIFA.
Ele apitou a final da Liga Europa 2022, a final da UEFA Champions League 2024, além de Bayern 4×3 Real Madrid e Chelsea 0x3 PSG na UCL 2026. Esteve nas últimas Copa do Mundo de Seleções Catar 2022 e Copa do Mundo de Clubes 2025. Também foi o árbitro de Brasil x Marrocos nesse ano.
Dentro de campo, tem excelente preparo físico e, nas partidas que já assisti dele, algo que me satisfaz: demonstra segurança na condução do jogo. Ele tem uma comunicação gestual perfeita, todos entendem o que ele está fazendo (ou seja: não é aquele “juiz malandro” que marca um “perigo de gol”, dá as costas e já recomeça a partida, para ninguém entender).
Por fim: é o tipo do árbitro que bate no peito, assume a responsabilidade e não se faz refém do VAR. Gosto disso.
