– A Proposta para acabar com Prorrogação e disputa de Pênaltis.

A UEFA, tempos atrás, sugeriu cobranças de pênaltis antes das partidas eliminatórias, a fim de se ter uma emoção maior pré-jogo. Agora, uma ideia adaptada dos shoutouts dos EUA.

Extraído de: https://www.estadao.com.br/esportes/copa-do-mundo/a-proposta-que-chegou-ate-a-fifa-para-eliminar-prorrogacao-e-penaltis-na-copa-do-mundo/

A proposta que chegou até a Fifa para eliminar prorrogação e pênaltis na Copa do Mundo

Ideia é discutida há quase duas décadas e baseia-se em alternativa que tornaria muito mais difícil marcar o gol e livraria pressão nos batedores

por Fabio Tarnapolsky

Antes das semifinais, foram quatro as definições por pênaltis no mata-mata da Copa do Mundo de 2026, mesmo número que as edições de 2022 e 2018 na mesma fase. E como de costume, ronda na internet a discussão se esse sistema é justo. Há quem já tenha a solução: substituir por um método até conhecido nos Estados Unidos, um dos países-sede.

Desde 2008, o produtor audiovisual Tim Farrell, de 56 anos, tenta convencer a Fifa de substituir as penalidades máximas pelo que chamada de ADG (Ataque, Defensor e Goleiro). A ideia é trocar a bola parada na marca da cal por uma corrida do meio-campo até a área e duelar diretamente com o goleiro e um defensor; e isso, sem a disputa precedente de 30 minutos de prorrogação.

A MLS, o Campeonato Americano, fez parecido na década de 90. No canal oficial da liga no YouTube, é possível assistir, por exemplo, ao shootout entre New York Metrostars (hoje New York Red Bulls) e DC United de 1996, bem como a San Jose Earthquakes contra Sporting Kansas City na mesma temporada. Esse seria um ‘ensaio’ da ideia.

A proposta que Farrell apresentou à Fifa pela primeira vez em 2010 teria alguns ajustes. Além do acréscimo de um defensor para tornar um “dois contra um”, equipes que sofreram punições no tempo regulamentar teriam, naturalmente, um handicap. Isso significa que, se um jogador foi expulso, haveria um duelo de um contra um.

E o desempate iniciaria dez minutos após o fim do tempo regulamentar, sem a prorrogação. Segundo o idealizador, o motivo disso é evitar a fadiga dos atletas. Considerando que a federação já levou as discussões propostas para reduzir a duração de um jogo, seria uma ideia até mais ou menos conhecida.

Junto a isso, as equipes ganhariam uma substituição extra e poderiam usar também as não feitas durante a partida. Os jogadores encarregados das cobranças seriam escolhidos antes do início do ADG, enquanto os defensores, no momento em que os atacantes se encaminhariam para a bola. De acordo com Farrell, isso permitiria maior variabilidade tática.

Atletas escolhidos, quem estivesse na ofensiva partiria com a bola a 29 metros do gol, enquanto o primeiro defensor deveria manter uma distância inicial de, no mínimo, nove metros. Tudo isso, calcula o idealizador, reduziria a taxa de conversão de 70% nos pênaltis para 30% no ADG.

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