– Análise da Arbitragem de Brasil 2×1 Japão.

Maurizio Mariani, o árbitro italiano que apitou em Houston o jogo da Seleção Brasileira contra a Seleção Japonesa, não precisou se esforçar muito nessa contenda.

Jogo fácil de apitar, sem polêmicas ou lances difíceis. Como esperado, os japoneses procuraram apenas jogar futebol, e os cartões amarelos (para as duas equipes) foram justos. Nenhuma jogada maldosa (a suposta cotovelada em Gabriel Martinelli não foi intencional).

Houve ainda um pedido de pênalti por mão na bola do defensor japonês, mas não foi. Ali, foi lance de mão natural (se fosse um VAR brasileiro, ai ai ai).

Enfim, dentro do estilo de apitar de Mariani, correspondeu. Uma ou outra falta real não marcada por força da escola italiana de futebol, que permite rispidez.

Mas o futebol não é feito só de arbitragem, mas principalmente de atletas. E como numa novela, há personagens importantes nessa jornada:

  • O iluminado: Carlo Ancelotti. Afinal, ele tem Neymar e Martinelli no banco, e coloca Martinelli que faz o gol aos 50 minutos do segundo tempo.
  • O covarde: Hajime Moryiasu. O treinador japonês montou um time altamente disciplinado taticamente, mas recuou completamente depois do intervalo e “pediu” para tomar gol.
  • O xarope: Neymar. Enquanto todos estavam comemorando a vitória, o “menino Ney”, veteraníssimo, estava arranjando briga e discutindo, sendo contido pela comissão técnica.
  • O azarado: Danilo. Quando ele vira o jogo no meio de campo e o adversário rouba a bola (será que só eu me lembrei de Toninho Cerezo em 1982?), na hora imaginei que ele não havia visto o japonês por conta do uniforme do árbitro! Quem é da bola, sabe que as cores são referenciais para os atletas, e repare na jogada: o juizão (que tem o mesmo calção e meias pretas da Seleção Japonesa) está encobrindo o jogador que rouba a bola. Que azar do brasileiro.

Enfim, o Brasil segue na Copa do Mundo, mas confesso: a qualidade do futebol apresentado ainda não me convence. O que “abona” o treinador é que seus prováveis titulares estão machucados (Militão, Rodrygo, Raphinha, Wesley e Estevão). E podem estar fazendo a diferença.

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