Ouço em uma Rádio Gaúcha que, caso o Grêmio queira demitir Luís Castro, terá que desembolsar R$ 34 milhões!
Não é uma loucura? Sabedores que somos da atual situação do Brasileirão (recorde de demissões), porque os clubes insistem em aceitar uma pedida como essa?
As multas são salvaguardas dos dois lados. Mas os valores, obviamente, estão exagerados…
Há 1 ano, mas atual:
REPOST: Treinador no Brasil não vive de salário, mas de multa!
Aqui no Brasil, ser um treinador de futebol significa “estar com o cargo interinamente”. Onde mais em nosso planeta se demitiria na Rodada 1 de um torneio? Ou na 2 ou 3?
Mal começou o Brasileirão, e em 5 rodadas já caíram Mano, Quintero, Caixinha e Ramon Díaz. Todos eles receberão multas milionárias…
E aí questiono: se é sabido que haverá demissão precoce, com exceções a Abel e Vojvoda atualmente, por que na negociação colocar multas absurdas? Se não se aceita um valor menor, contrate outro. Ou… tem clube que turbina a multa e “a là rachadinha”, divide os valores com alguém?
Será questão de dias para Carille, Zubeldía, Renato Paiva e mais alguns terem o mesmo desfecho. É óbvio que quando o treinador está pressionado, ele cai. Veja Ramon Díaz, que mal comemorou o título paulista e caiu.
Taí o fator “ilusão”. Ganhar o Estadual não garante ninguém. Eles existem para que, os clubes que não têm chances no Campeonato Nacional, possam festejar alguma coisa. Ou não é verdade que muito time “dito grande”, só festeja o campeonato da sua federação?
É impensável (e desinteligente) trazer um treinador com contrato longo em nosso país. Ele vai cair antes do vencimento do acordo. É só fazer um levantamento: quais treinadores do último Campeonato Brasileiro cumpriram integralmente seus contratos de trabalho? E falo pelos dois lados: do patrão que manda embora e do colaborador que pede a conta.
Ouso dizer (sem pesquisa alguma, por falta de tempo): boa parte dos técnicos do último Brasileirão, e talvez deste, ganharão mais dinheiro com as multas rescisórias do que com os salários trabalhados…
Aguardemos Santos e Corinthians (que até o final dessa redação, não tinham acertado com novos treinadores): qual será a multa dos seus contratados?

