Sabemos que a Europa ainda é muito racista, e algumas nações, culturalmente, mais ainda (a Espanha que o diga). Em nosso continente, a Argentina lamentavelmente se destaca.
Entretanto, Vinícius Jr foi ofendido em terras portuguesas (primeiramente pelo jogador argentino Gianluca Prestianni e posteriormente pelos gritos da torcida do Benfica, no estádio da Luz).
O árbitro francês Benoît Bastien fez o correto: ao perceber que houve ato racista, chamou os capitães das equipes e fez o gesto que dá início à paralisação do jogo (é o protocolo anti-preconceito, que vale também para sexismo, homofobia ou manifestações político-religiosas). Importante: o árbitro só toma a atitude caso perceba o preconceito cometido. Aparentemente, ele não presenciou nada do jogador argentino (que chamou Vinícius Jr de “macaco” escondendo sua boca com a camisa levantada, para não se comprovar por leitura labial), mas sim pelo clima de ofensas no estádio.
Dessa vez, algo diferente ocorreu. Até então, Vinícius Jr era ofendido e ficava “isolado” por todos. O único que publicamente condenava os atos, além do próprio jogador, era seu ex-treinador de Real Madrid, Carlo Ancelotti. Acontece que dessa vez Kylian Mbappé tomou as dores e se solidarizou ainda em campo com Vini. Depois do jogo, igualmente defendeu o companheiro, indo aos microfones. Isso foi relevante, pois não ocorria a solidariedade explícita dos seus companheiros.
Fico imaginando: o Benfica tem vários negros no seu elenco. São eles:
- Florentino Luís (Angola), Leandro Barreiro (Angola), Renato Sanches (Portugal), Issa Kaboré (Burkina Faso), Samuel Soares (Portugal) e Tiago Gouveia (Brasil).
Como será que o vestiário do Benfica reagiu a essa situação? Gostariam de apoiar Vini Jr, ou, por jogarem no time do racista, tiveram que silenciar?
Lamento a atitude covarde de José Mourinho, ao negar e acusar Vini Jr de ser culpado de provocar o ato racista.
No print de tela, abaixo, Mbappé “intimando Prestianni”, que foi substituído aos 35m do 2º tempo e aplaudido pela torcida.

