– Se for verdadeiro o conteúdo do áudio do VAR de São Paulo 2×3 Palmeiras…

feche-se a Comissão de Árbitros!

Não ouvi, mas leio que a diretoria do São Paulo esteve na CBF e ouviu os áudios do VAR do Choque-Rei. Já explicamos o lance à exaustão em: https://professorrafaelporcari.com/2025/10/06/explicando-o-lance-de-allan-e-tapia-no-sao-paulo-2×3-palmeiras-2/

Os áudios não são públicos por mera burocracia da CBF, que só divulga quando há revisão do árbitro no monitor, mas prefere omitir quando há a checagem do VAR na sala de operação (uma baita bobagem… pois isso não é regra, orientação ou qualquer coisa que o valha).

Confirmando-se o que a grande imprensa publica hoje (que o VAR não chamou o árbitro por entender que foi um escorregão e que Tápia não chegaria na bola), é motivo de pensar três coisas:

  • Esse pessoal não está atualizado com as Regras do Futebol?
  • Eles não entendem a DINÂMICA do jogo?
  • Não sabem o que é o Espírito da Regra?

-Primeiro: “Falta sem querer”, é falta. Chama-se infração por imprudência (quando eu não quero fazer uma falta, mas faço), e não deve ser aplicado qualquer cartão.

-Segundo: Na dinâmica do jogo, se eu vou disputar a bola, e alguém vem contra mim (Tápia busca a bola e Allan tenta interceptar), e consegue evitar que eu a jogue, tendo escorregado ou não, causa impacto real no adversário. E esse “causar impacto é falta”. Não é jogo de “video-game”, e leva a crer que as pessoas que tomaram tal decisão nunca estiveram em campo.

-Terceiro: Pelo Espírito da Regra, não posso beneficiar quem comete a infração. Se eu estou disputando ou não a bola, é IRRELEVANTE se eu conseguiria alcançá-la ou não. Mesmo se Tápia estivesse mais distante, e fosse atingido, ele não pode ser prejudicado. Só não seria falta se o escorregão ocorresse sem o desejo de disputar uma bola (por exemplo: o jogador está longe, tropeça num buraco do campo, e seu adversário tromba com ele – o que é CASUALIDADE, ou seja: acidente de trabalho). Allan, ao ir buscar a bola contra Tápia, independente da distância da bola ou do possível domínio, está em disputa. Por isso, falta por imprudência.

Parece-se que as decisões são tomadas por alguém que não conhece do esporte. Impressionante (claro, confirmando-se os áudios).

MINHA OPINIÃO: Tudo (tudo mesmo) que árbitro e a cabine do VAR conversam, deveria ser público. Se é honesto, qual o problema?

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