Olhe só que riquíssimo material sobre Inovação para Pequenas Empresas Empreendedoras!
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INOVAÇÃO COMO VANTAGEM COMPETITIVA AOS EMPREENDEDORES*
O famoso economista Joseph Schumpeter definiu o empreendedorismo como ‘destruição construtiva’ — isto é, fazer melhorias em produtos existentes, nos métodos de fabricação, nos processos organizacionais e em outros fatores para criar novas oportunidades de negócios. Segundo o ponto de vista dele, o espírito inovador penetra em qualquer empreendimento.
Os empreendedores frequentemente enxergam uma maneira diferente e melhor de fazer as coisas. Estudos têm demonstrado que pequenas empresas produzem duas vezes mais inovações por funcionário do que as grandes corporações, e que estas correspondem à metade de todas as criadas e a 95% das inovações radicais.
Pode-se dizer que as inovações formam o solo no qual a vantagem competitiva dos novos negócios cria raízes e cresce, dando origem à própria vida. Alguns dos exemplos mais conhecidos de inovações de pequenas empresas são as lentes de contato flexíveis, o zíper, as lâminas de barbear, o serviço de entrega rápida e o ar-condicionado.
Existe certo glamour associado às inovações, mas inventar e aperfeiçoar novos produtos e serviços é, em geral, tarefa difícil. Considere a tecnologia inovadora que faz o ‘escaneamento’ do corpo de uma pessoa e determina, assim, suas medidas exatas. Desenvolvida e comercializada pela Image Iwin Inc., em Cary, Carolina do Norte, essa tecnologia foi usada por grandes marcas como Levi Strauss, para fornecer jeans feitos sob medida, e Nike, para oferecer calçados que sirvam perfeitamente ao consumidor. A tecnologia oferece conveniências tanto para lojas quanto para clientes — torna os provadores obsoletos, assegura caimento melhor, o que acarreta menos devoluções e trocas, e até armazena medidas para uso futuro. Mas quando Rebecca Quick, repórter do Wall Street Journal, utilizou o Image Twin Scanner (provador virtual) para experimentar roupas, o software errou na leitura das dimensões e informou medidas como se ela tivesse corpo em ‘forma de pêra’. Isso produziu uma imagem assustadora, que não serviu para promover a venda e forneceu caimento nada perfeito. Essa é uma maneira de prejudicar um retorno.
Não é preciso dizer que o risco do erro aumenta quando a inovação é a meta. Com isso em mente, oferecemos algumas dicas que podem ajudá-lo a reduzir o risco:
COMO EVITAR RISCOS COM A INOVAÇÃO:
- Baseie esforços inovadores em sua experiência. Esforços inovadores têm maior chance de ter sucesso quando você sabe algo sobre a tecnologia do produto ou do serviço. Donna Boone, que participou de competições representando seu colégio, usou sua experiência como nadadora para abrir quatro escolas de natação em Washington D.C., em cinco anos.
- Foco em produtos ou serviços que têm sido amplamente deixados de lado. Você tem mais chance de encontrar a ‘mina de ouro’ em um segmento que não foi totalmente explorado pelo mercado e no qual a concorrência é pequena. Ron L. Wilson II e Brian LeGette não achavam que o tipo de produto com o qual trabalhavam — aquecedores de orelha — havia sido completamente explorado. Assim, os co-fundadores da 180s LLC em Baltimore, Maryland, colocaram uma nova curva no aquecedor de orelhas atualmente conhecido. Seus aquecedores se encaixavam atrás do pescoço e não desarrumavam o cabelo. Até agora, 4,5 milhões foram vendidos em 42 países.
- Tenha a certeza de que existe mercado para o produto ou serviço que você espera criar.Esse princípio é aplicável a inovações tanto para novos empreendimentos quanto para negócios já existentes. Por exemplo, pessoas que querem ajudar outras a perder peso estão em todos os lugares. Então, se William Longley, fundador da Scientific Intake em Atlanta, Geórgia, conseguir conquistar o mercado-alvo de sua invenção, fará bons negócios. A empresa de Longley produz um aparelho semelhante a um retentor, chamado sistema DDS, que dentistas especialmente capacitados colocam no céu da boca do paciente. O aparelho de US$ 500 diminui a ingestão de alimento, o que, teoricamente, se traduz em perda de peso.
- Busque inovações que agreguem valor à vida do cliente. Não é suficiente criar um produto ou serviço em que você acredite; as pessoas se tornam clientes quando concluem que determinado produto ou serviço agregará valor que elas não encontrarão em outro lugar. Sharon Bennett seguiu essa recomendação de redução de risco. Sua criação é baseada na preocupação com o bem-estar dos animais. Querendo que os proprietários tivessem maior controle de seus cães, quando puxados pela coleira, ela desenvolveu um colarinho chamado Easy Walker?
- Concentre-se em novas idéias que levarão a mais de um produto ou serviço. É claro que o sucesso com um novo produto ou serviço é crítico, mas o investimento em inovações é muito mais bem-sucedido quando leva a outros produtos ou serviços. A experiência do cientista James A. Patterson é um bom exemplo dessa estratégia. Sua descoberta, um pó marrom de uso tópico que estanca o sangramento quando espirrado em pequenos cortes ou arranhões, é chamado QR.* Sua empresa, Biolife, fundada com um sócio, já está lançando produtos como SportsQR (para esportistas), NosebleedQR (para sangramentos nasais) e KidsOR (para crianças), bem como produtos para o mercado hospitalar.
- Obtenha fundos suficientes para lançar novos produtos ou serviços. É fácil subestimar o custo de lançar uma inovação bem-sucedida no mercado. Várias pequenas empresas ficam sem caixa antes que isso aconteça. Por isso, esteja preparado para procurar por novas fontes de capital. Steve Dunn reconheceu a importância de obter capital suficiente para ampliar sua linha de produtos para bebês em um mercado competitivo, especialmente depois que sucessos anteriores resultaram capitalistas de riscos batendo à sua porta. Fundada em 1991, a Munchkin, Inc., tem criado produtos que ‘transformam o comum em inovação e criatividade’. Localizada na Califórnia, a empresa é a maior vendedora de utensílios para bebê no Wal-Mart.
*Extraído de Admninistração, por Patrick Montana e Bruce Chan
