– Se dá para jogar bem, por que jogar mal? Sobre estrangeiros no Brasil, arbitragem e filosofia de jogo.

Cada vez mais o futebol brasileiro está “preguiçoso” ou “medroso”. 

Se é possível jogar bem, por que jogar mal?

Vide pela Libertadores da América, Palmeiras 2×2 Botafogo: uma partida emocionante, prazerosa para se assistir, parecendo UEFA Champions League. Mas na semana passada, pelo mesmo torneio, jogaram Nacional 0x0 São Paulo: enfadonho, cansativo e interminável… 

Aí, precisamos fazer algumas considerações: muito se fala em contratar treinador estrangeiro. Mas para não trazer novidades, não adianta!

Qual a diferença de Tite no Allianz no jogo Palmeiras x Flamengo com Zubeldía no jogo do Uruguai? Ou ainda do próprio Abel Ferreira no Maracanã, pela Copa do Brasil? Ambos montaram times retranqueiros, tentando ser resultadistas e abdicaram de jogar. Já o igualmente português Arthur Jorge (assim como Abel, oriundo do Braga), jogou ambas partidas “para frente”, buscando o gol. 

É a nacionalidade do treinador que faz a diferença, ou no fundo, a filosofia de trabalho?

Aliás, há muita louvação indevida a alguns treinadores. Quem fez a diferença aqui? Eu diria Jorge Jesus. Ou Sampaoli, na sua passagem pelo Santos FC, mesmo se perdendo no enorme ego.

Há de se pensar no custo-benefício dos altos salários pagos a treinadores estrangeiros… igualmente a alguns jogadores: há atletas gringos que só tiram a oportunidade de alguns jovens garotos e que não agregam diferencial em campo. 

Insisto derradeiramente: intercâmbio, estrangeirismos, gastos enormes em dólar, sem aprendizado ou com experiência válida, aí é bobagem. 

Em tempo, quanto a arbitragem no jogo de ontem, descobriu-se a solução para acalmar o jogo: trazer árbitros estrangeiros (mas os bons) para partidas do Palmeiras. Quando Abel começou a causar, o árbitro Facundo Tello foi serenamente ao banco, advertiu verbalmente com firmeza, e o treinador se comportou (viu como ele sabe se comportar sem chilique?)

ACRÉSCIMO: o jovem árbitro colombiano Jhon Ospina, que é inexperiente em tempo de carreira, mas tem potencial, apitará São Paulo x Nacional. Ele até fez uma boa partida no ano passado, quando apitou Red Bull Bragantino x América, mas foi traído pelo pêssimo VAR e não teve personalidade para manter a decisão de campo. Compartilho aquela atuação em: https://wp.me/p55Mu0-3k7 .

Abel Ferreira (Alexandre Schneider/Getty Images), clique extraído de: https://veja.abril.com.br/brasil/veja-essa-2871

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