Há coisas inexplicáveis quando falamos em infraestrutura. Quer exemplos?
O Bairro Medeiros, aqui em Jundiaí / SP, está entre a Rodovia Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (a “Estrada de Itu”) e a Rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonoli (a “Estrada de Itupeva”). Ambas são ligadas pela Avenida Reynaldo Porcari, que corta o bairro.
Porém, todos sabem que o Vetor Oeste da cidade está “isolado” pelos congestionamentos. Quem está aqui e quer ir para Jundiaí, saindo pelas duas rodovias, pegará trânsito pesado. E não adianta sugerir para desviar pelo Jardim Novo Horizonte ou pela Avenida Antonio Pincinato, pois os gargalos continuam.
Recentemente, as construtoras transformaram o tranquilo bairro em reduto de grandes prédios. Por exemplo: chácaras de veraneio ou plantio de uva viraram condomínios, e aí não se respeita lago, nascente ou qualquer coisa que o valha. Vide perto do Trevo de Itupeva, os empreendimentos que ali se encontram. Tudo isso seria desnecessário para se reclamar se existisse INFRAESTRUTURA para esses negócios.
Contrapartidas? Uma pracinha aqui, um parquinho ali… e outras coisas que poucos usam. Benfeitoria de verdade? Nada.
Entrar no Medeiros pela Dom Gabriel é complicado. A avenida está esburacada, esquecida e perigosa. Não tem acostamento e a muvuca é geral. Foi abandonada! E prédios e mais prédios estão saindo ao longo dela, já saturada. Para sair do bairro pela mesma avenida, você é obrigado a fazer o retorno a quilômetros, sentido Jacaré (Cabreúva/SP)! E se for pela outra ponta, saindo pela Hermenegildo, é um caos.
Aliás, quem mora na região do Jardim Sarapiranga, Jardim Antonieta e Jardim Carolina, é obrigado a fazer loucuras para atravessar a pista rumo as empresas que se encontram à margem da Hermenegildo, pois não se tem passarela. E a desculpa é: a Prefeitura não pode fazer nada, pois a concessionária é quem deve fazer e impede de mexer no trecho. Passe por lá às 7h da manhã, e verá o perigo que é.
Acontece que na região da Avenida Alessandro di Beraldo (paralela à Reynaldo Porcari) enormes projetos imobiliários estão saindo. Curiosamente, a Prefeitura está fazendo um novo dispositivo de retorno ali (confuso, torto, perigoso), bem próximo à já existente perigosíssima rotatória da Reynaldo Porcari ao FazGran (quem conhece o trecho, sabe que tem acidentes dioturnamente ali). Não se faz mais retorno “em cima” da pista! Se faz viaduto, elevado, túnel, mas não obra para carretas bi-trens travarem o trânsito nas curvas. Por que não se faz algo decente, que atenda as duas avenidas ligando-as por marginal e resolva o problema? Dá-se a impressão de que a obra da Prefeitura visa exclusivamente beneficiar os empreendimentos privados que ali sairão das construtoras (não estou acusando, estou observando a má feitura do serviço). Reforço: para construir passarela, o DER não permite; mas para essa situação, aí pode? Veja que obra “porca”:
Aqui, o outro retorno atual:
Pior do que isso: do lado oposto, quem está na Reynaldo Porcari e quer acessar a Guilherme Porcari, ligando a chamada “parte de cima do Medeiros” com a “parte de baixo” (ou seja: a área comercial com a residencial, na região da Igreja Católica, Vila Pires, Posto SP), o fazia pela Avenida Maria Aparecida Pansarin Porcari e pelo trecho de terra da antiga Marginal da Marechal Rondon (quando duplicou-se a Dom Gabriel, interromperam a via marginal e deixaram apenas um trecho dela de chão batido, já que a própria Maria Aparecida Pansarin Porcari, antiga Rua 4, era estreita e sem saída, alargando-a quando fizeram o Verdana). Como não abrem definitivamente a Maria Aparecida Porcari até a Guilherme Porcari, o pequeno trecho de terra “quebrava o galho” dos moradores. Agora, a concessionária quis fechar até esse trecho, isolando o bairro! Não fez graças à intervenção dos moradores (ressalte-se: quem vem da região da antiga KN e quer subir ao bairro, não pode usar o trecho da Marginal até a Igreja, interditado pela Colinas).
Vide a barbaridade:
Nessas horas, a Prefeitura também não pode fazer nada?
Fica o protesto: não tem uma autoridade para ver que não se pode autorizar mais nada no Medeiros, enquanto não se resolver a questão da mobilidade? Quantas vezes a gente vê promessa e nada se faz! A população do bairro está “ilhada”, e as poucas obras feitas parecem que são especificamente a condomínios.
Que se resolva a questão da saturação da Avenida Reynaldo Porcari, que se abra a Maria Aparecida Pansarin Porcari até a Guilherme Porcari, que se ajude a liberar o acesso dos moradores da região do Jardim Carolina à estrada, bem como as saídas para Itupeva. Obviamente, que se construam passarelas. O que não pode é se dar a desculpa que nada se permite fazer e ao mesmo tempo encher o Medeiros de prédios, desregradamente!
(Ops: estamos em época eleitoral e deixo claro que não sou candidato a nada, antes que confundam as coisas).




Parabéns pela excelente análise da situação atual do Bairro Medeiros.
Em nome do progresso “dos políticos” o povo que se dane!
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