No mundo do futebol, existe uma nuance fundamental para se trazer bons resultados: a confiança (ou, se preferir, a segurança)!
Diante disso, repercutindo a informação que o jornalista Paulo Vinícius Coelho trouxe (a de que alguns jogadores da Seleção Brasileira estariam com desconfiança de algumas escolhas do treinador Dorival Jr), vale observar algumas analogias:
- O árbitro Pierluigi Collina não era tecnicamente o melhor juiz de futebol do mundo. Mas foi visto como tal. Educado, respeitoso e que não fazia lambanças. Os jogadores sentiam segurança com ele em campo, e isso gerava partidas tranquilas pois eles confiavam no italiano.
- Os atletas do Palmeiras têm um técnico “incaível” no momento. Se Abel acerta ou erra em determinadas escalações, a segurança que os jogadores têm em seu comandante lhes dá tranquilidade. Confiantes quando ele faz uma alteração, conseguem reverter resultados (a virada por 4×3 contra o Botafogo no ano passado e a busca pelo empate em 2×2 ontem em Caxias do Sul mostram isso).
- O começo de Endrick no futebol profissional foi visto com insegurança no começo da carreira. Com 16 anos, os mais velhos nem sempre tocavam a bola para ele. Depois, quando conquistou a segurança dentro de campo, os companheiros “confiavam” nele e lhe tocavam mais a bola. Idem para Estevão hoje.
A questão é: os jogadores estariam sentindo segurança em Dorival Jr? Se ele não transmite isso, como os atletas confiarão nele e o obedecerão dentro de campo a contento?
Sinceramente, não sei se veremos outra troca de comando na Seleção Brasileira. Afinal, falamos de CBF, que é imprevisível…
Imagem extraída de: https://www.aurumbureau.com/speaker/pierluigi-collina/

