Recordes serão sempre recordes. Se você dá importância para eles ou não, é outra história.
Há muita discussão sobre a grandeza ou irrelevância da sequência de 28 vitórias do time saudita do Al-Hilal, dirigido pelo treinador português Jorge Jesus (equipe de Neymar, que não tem jogado pela grave contusão que sofreu).
Pensemos: ele joga na Liga Árabe Saudita Pró e na Champions League Asiática, cujo nível, cá entre nós, é mais baixo. O Governo Saudita (já que as equipes principais são administradas como times-estado com petrodólares) até tentou fazer um lobby com a UEFA para disputar competições europeias, sem sucesso. Então, não há o que fazer: dentro do seu universo, disputa com quem pode jogar – e faz bem a sua tarefa.
Por outro lado, por mais que possamos não dar crédito pelos adversários enfrentados, são 28 jogos! Isso é bem significativo, pois repare nos números abaixo: a cada 10 gols marcados, sofre apenas 1. Tem mais de 65% de posse de bola e tem 100% de aproveitamento. Ou seja: 28 vitórias seguidas, sem empates e sem derrotas, com quase 3 gols em média por jogo, de fato, é impressionante.
A pergunta é: até onde se time poderá chegar?
Enquanto isso, o Al-Nasser de Luís Castro, rival do Al-Hilal, do craque goleador Cristiano Ronaldo, foi eliminado da Champions League Asiática no mesmo dia. Será que os príncipes do time estão felizes com o infortúnio da sua equipe e do sucesso do adversário?

