Todo ano é a mesma coisa: a classificação final do Campeonato Paulista mostra as injustiças do regulamento. Nesse ano, o São Bernardo com 21 pontos e estando na 5ª colocação do torneio, não se classificou entre os 8 do mata-mata, e a Portuguesa, 13ª colocação, com 10 pontos (mesma pontuação do antepenúltimo), classificou-se.
Ninguém pode reclamar: todos os cartolas assinaram e concordaram com isso. Assim, cumpra-se.
O problema é que se alega que tal fórmula de disputa é a “menos ruim”, e isso é uma falsa verdade. Ruim é o fato de termos 16 times na A1, pois o torneio é muito desnivelado. Nem na A2, A3 e A4 existe um nivelamento, e até lá poderíamos ter menos equipes, melhorando o calendário e aumentando o nível técnico.
Qual a solução?
Talvez um turno único com menos equipes, ou a incorporação das equipes menores em subdivisões regionais de um Brasileirão com maior número de séries (o que seria inadmissível para as federações estaduais).
O certo é: algo se deve fazer, mas que os clubes parem de reclamar como se isso fosse novidade e da forma como fazem, pois concordaram com esse tipo de coisa.

