2. Que o Boca é um time copeiro, idem (afinal, está na final da Libertadores com uma sequência de empates).
3. Que Abel Ferreira, treinador vitorioso, é teimoso, nem precisa reforçar.
4. Que a arbitragem sul-americana não é um primor, dispensa comentários.
Diante de tudo isso, não vale jogar a culpa (como alguns palmeirenses ressaltam) de “apenas 5 minutos de acréscimos”. Afinal, dos mais de 200 minutos jogados, Abel colocou Endrick apenas no 2º tempo da última partida.
Me espanta a ironia do treinador palmeirense na coletiva. Na primeira pergunta, já vem com “patada” na resposta. É para intimidar jornalistas e evitar indagações mais difíceis sobre seu momento ruim? Assumiu a culpa da derrota “sem muito convencimento” (aparentemente da “boca pra fora”, preservando atletas).
Claro, nem todos os torneios são vencíveis. Há momentos de turbulência em qualquer trabalho, e embora Abel deteste ser contrariado, ele tem fraquejado em algumas decisões.
Aliás, para “mentalidade forte”, faltou equilíbrio para estar em campo na hora da cobrança dos pênaltis (que é uma forma de decidir o jogo, essa disputa pertence à Regra 10). Portanto, em tese, nesse momento tão impactante, o técnico abandonou seus comandados ao ir para o vestiário. Por quê fez isso? Qual vantagem sua equipe levou ao vê-lo ir embora?
Abel Ferreira não é Deus, embora alguns o idolatrem e não admitam seus erros.
Em tempo: por enquanto, não houve queixa sobre “sistema ou esquema”, mas sim a clara observação da má escalação. Afinal, Endrick entrou no final do jogo contra o Corinthians e conseguiu cartões e expulsão do rival. Idem a ontem: em apenas 10 minutos contra o Boca, já tinha apanhado bastante, infernizado a defesa argentina e conseguido o primeiro cartão a Rojo (expulso mais tarde).
Contestar Abel é salutar a todos. Ajudará ao treinador fazer uma necessária auto-crítica quanto ao modelo de jogo e ao seu próprio comportamento.
Imagem extraída de UOl.com.br

