Para qualquer discordância de crença religiosa, se alerta para a intolerância. Mas isso tem sido seletivo: você não pode criticar determinadas profissões de fé e suas crenças (por questões de cidadania). Porém, para outras, vale tudo.
O termo “preconceito religioso” é cunhado muitas vezes contra religiões de origem africanas e a alguns ramos evangélicos. Mas contra os católicos, muitas vezes ele é “deixado de lado”.
Vide o caso da cidade de Bastos-SP, ocorrido nessa semana: um pastor disse (e gravou-se em vídeo) que a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que está na entrada da cidade era “Satanás fantasiado” e uma “porta do inferno para quem é da idolatria”.
Total desconhecimento da fé católica (que não idolatra ninguém, mas adora o Pai, o Filho e o Espírito Santo) e venera a Virgem Maria, os Santos e Anjos como modelos de fé a Jesus Cristo, que devemos imitar.
Qual a repercussão que temos desse caso? Onde está a indignação? Está se falando de intolerância?
É mais ou menos igual a questão do aborto: se você defende a vida do nascituro pelo motivo religioso, sua fé é desrespeitada pelos grupos pró-aborto. Mas se algum ponto das crendices desse pessoal é questionado, vira intolerância.
Valores defendidos e atacados circunstancialmente?
Foto: autoria pessoal (Padroeira do Brasil, da Catedral Nossa Senhora da Conceição, em Bragança Paulista / SP)

