Todo mundo sabe que, para a Conmebol, é muito ruim esse predomínio brasileiro nas fases decisivas das suas competições. O ideal, não só aqui mas também pela UEFA, é (comercialmente falando) a diversidade de países (a fim de maior audiência, interesse e dinheiro).
Sendo assim: dois brasileiros em uma final de Libertadores (de novo) ou em uma Sulamericana, é algo não tão desejável. É como na Champions League: se você tiver uma final entre ingleses, por melhor que seja o nível técnico, não é a mesma coisa que uma final entre Inglês vs Italiano.
Digo isso para alertar: abra o olho, Coringão! Nada de Wilmar Roldán ou nome desse naipe no jogo de volta, na Argentina.
O Estudiantes de La Plata é muito forte também politicamente (historicamente, sabe-se disso). Digo isso pois na fase de grupos, o Red Bull Bragantino estava se consolidando em primeiro da sua chave isoladamente, quando vencia os Pinchas em seu estádio. Eis que o árbitro peruano Kevin Ortega e o VAR equatoriano Bryan Loayza “inventaram” um pênalti, expulsando um atleta brasileiro e dando sobrevida aos argentinos na competição (classificaram em segundo, jogando o play-off contra o 3º time da Libertadores). Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-3hu (a bola despretensiosamente bateu em Juninho Capixaba, à queima-roupa, em movimento natural, e virou pênalti com expulsão, a favor do Estudiantes).
Nesta 3ª feira, na Neo Química Arena, o Corinthians poderia ter tido sorte melhor se o placar fosse mais amplo, devido a um pênalti não marcado. Dois a zero na Argentina como vantagem, cá entre nós, é bem melhor do que apenas um gol de vantagem.
Aos 21m do 1º tempo, estando COR 1×0 EST, Maycon chuta a bola para o gol, que bate na mão do defensor 26 Luciano Lollo. Repare que não é a discussão de movimento natural ou antinatural, pois foi intencional (portanto, fácil de marcar). Ele leva a mão para tocar a bola e desviá-la, não tem muito o que discutir. Porém, repare que o árbitro venezuelano Jesús Valenzuela (que sempre mostra deficiência técnica, vide Argentina x Bolívia, Grêmio x Lanús, e tantos outros erros…) e o VAR chileno Ángelo Hermosilla (que não é “primeira linha” do continente) ficam atentos à sequência do lance, pois a bola passa muito próxima ao braço direito do atleta (em movimento natural, rápida – e que não foi infracional pois não há toque).
Portanto, numa mesma situação: pênalti (por movimento intencional da mão), que o árbitro equivocadamente não marcou e que aparentemente o VAR não se atentou, e na sequência, não-pênalti pela bola que não bateu no braço (e se tocasse, não teria que marcar também, pois não era movimento antinatural) – e foi justamente essa imagem repetida à exaustão.
As queixas dos corintianos são justas.

