Eu sei que nunca um treinador de futebol convocará uma Seleção Brasileira e haverá unanimidade. Normal, existem as preferências, os jogadores de confiança, as cismas / “feeling do treinador” e as paixões.
Fernando Diniz tem a oportunidade que nunca teve: escolher os melhores para trabalhar. Mas confesso que alguns pontos me decepcionaram.
Exemplos?
1- A lateral-esquerda: se me perguntassem dois nomes para essa posição que jogam no Brasil, eu não teria dúvida: Ayrton Lucas e Juninho Capixaba!
O primeiro, encaixou como uma luva no Flamengo (e não consigo entender como algumas vezes Sampaoli o deixa no banco). O segundo, está fazendo um excepcional campeonato pelo Red Bull Bragantino, muitas vezes atuando em outras funções e sendo premiado como melhor em campo (o Massa Bruta nem quis ouvir a proposta do Porto-POR por ele). Mas Diniz preferiu chamar Renan Lodi, que não se firmou no Atlético de Madrid, foi emprestado e devolvido pelo Nottingham Forest e agora está no Olympique. Para mim, os dois citados jogam mais do que ele.
2- Richarlison e Mateus Cunha:
O Pombo não está em boa fase no Tottenham, não se firmou por lá, mas teve um início bom na Seleção. Depois, cá entre nós, não jogou mais nada.
Já Cunha joga no Wolverhampton, depois de não se firmar no Atlético de Madrid. Será que não temos nenhuma atacante em nosso campeonato melhor do que ele? Lógico, não existem mais Evair, Careca ou outros goleadores desse calibre no nosso futebol, que regrediu nesse quesito. Mas acho “tão pobre” em nível de qualidade essa dupla de ataque…
Que os garotos como Vitor Roque e Endrick amadureçam rápido – e “vinguem”, evidentemente – para vermos uma nova Seleção.
Não podemos criticar o trabalho de Fernando Diniz com apenas uma convocação, mas discutir alguns nomes é algo normal no futebol (desde que com respeito).

Arte extraída do Jornal Metrópoles.
