Eu esperava muito mais do árbitro Kevin Ortega (disse aqui sobre ele: https://wp.me/p4RTuC-Nbg).
Deixou de marcar algumas faltas (mais fortes do que as comuns), e marcou outras que não foram. Portanto, tecnicamente, não foi legal.
Disciplinarmente, aplicou os cartões amarelos que precisava, e deixou de dar alguns outros (prova de critério não-uniforme: a falta cometida por Matheus Fernandes que não rendeu amarelo – e que deveria; e depois a de Lucas Evangelista que rendeu amarelo – e que não era). Pior: não soube se impor com a advertência verbal, e os jogadores “cresceram para cima” dele.
Fisicamente, correu e seu posicionou muito bem. Mas é pouca virtude para um árbitro FIFA.
O erro capital: aos 63m, a bola é lançada na área e cabeceada por um atacante. Ela bate despretensiosamente na mão de Juninho Capixaba, que está em movimento NATURAL (não importa se o braço está aberto, se vai no gol, ou algo que o valha: deve-se avaliar a distância, a velocidade da bola e a naturalidade ou não). O árbitro não marcou, e depois de ir ao VAR, mudou de opinião. E errou duas vezes: mão em movimento antinatural, como ele entendeu, não é para cartão amarelo. Juninho já tinha um amarelo, recebeu o segundo e foi expulso. (para quem tem curiosidade para saber o que é para se marcar ou não, clique aqui para a explicação didática: https://wp.me/p4RTuC-nGJ).
Abaixo, algumas anotações de erros observados:
Aos 4m, Thiago Borbas (URU) escorreu e atingiu acidentalmente Lollo (EST), eu abri os braços. O árbitro entendeu falta temerária do argentino. Errou.
Aos 14m, Juninho Capixaba deu uma entrada muito forte em Godoy, a bola continua em disputa, e vai para Jorge Rodriguez, que dá um “pé-de-ferro” conjuntamente com Juninho. Pelo lance anterior, Cartão Amarelo ao brasileiro.
Aos 17m, assistente técnico do Estudiantes foi expulso.
Aos 22m, Santiago Nunes empurra Vitinho e o árbitro nada marca.
Aos 24m, Mosquera sem bola comete falta a se enroscar com seu adversário.
Árbitro tem dificuldade de impedir tantas faltas e milongas dos argentinos.
Aos 35m, Matheus Fernandes deu uma entrada forte no Godoy, e ele nada marcou.
Aos 50m, Lucas Evangelista cometeu uma falta comum, e agora resolveu dar Amarelo. Ou seja: sem critério.
Aos 63m: A bola bate na mão de Capixaba em movimento natural, e ele entende que foi antinatural (após muito tempo no VAR).
Se fosse movimento natural, aplicaria o Amarelo. No antinatural, não tem cartão. Errou duas vezes o árbitro, pois era o 2º do jogador.
Aos 70m: Falta de Vitinho, e todo mundo vai para cima do árbitro. Perdeu a moral.
Jogo continua faltoso. Torcida joga objetos em Cleiton.
Cartão Amarelo correto para Alerrandro. Entrou e fez falta temerária

Imagem: Conmebol.
