– O Derby que não acaba: Palmeiras x Corinthians de 2018 e a confissão do árbitro.

Lembram da decisão do Paulistão de 2018, cujo Derby teve investigação judicial? Naquele episódio, Maurício Galiotte, presidente da SE Palmeiras, chamou o torneio de “Paulistinha”.

Em suma: Ralf (SCCP) foi dividir uma bola com Dudu (SEP), mas o juizão marcou tiro penal para o Verdão. Não foi pênalti, e o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza marcou, apesar das inúmeras queixas do Timão. Estando pronto para a cobrança, o árbitro desmarcou, por informação de alguém da sua equipe de arbitragem – levando quase 8 minutos para isso e deixando muita reclamação por parte de todos.

Relembre a dúvida surgida se, naquela época em que não existia o VAR, houve interferência externa ou não: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/04/08/houve-interferencia-externa-na-decisao-de-palmeiras-0x1-corinthians/

Relembre também o pedido de anulação daquela partida, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2018/04/26/a-entrega-do-pedido-de-impugnacao-e-valido-o-palmeiras-tentar-anular-o-jogo-contra-o-corinthians/

Relembre, por fim, o verdadeiro circo que aconteceu no TJD quando os árbitros foram depor (7 horas de depoimento): https://professorrafaelporcari.com/2018/04/18/um-circo-no-depoimento-no-tjd/

Pois bem: ao Podcast Resenheira (link aqui: https://youtu.be/1wj8UutK9pw, durante a gravação em 58m 46s até 1h 24m 05s) a Thiago Fróes e Clodoaldo Levi, o árbitro Marcelo Aparecido falou sobre essa situação, e surpreendeu negativamente. Ele confessou que sentiu que errou ao marcar o pênalti pois confiou nas reclamações de Cássio e Balbuena (abordou, inclusive, jogadores que ele confiava quando tinha dúvidas). E pior: que se cobrasse o pênalti e fizesse o gol, ele estava disposto a mandar que voltasse a cobrança!

Marcelo justificou que não houve interferência externa, mas ajuda do assistente que estava atento e corrigiu a marcação (importante: o bandeira 1, que da equipe de arbitragem era quem estava mais longe do lance e com o campo de visão pior possível, foi o seu socorro)

Disse ainda que se tivesse má fé, não precisava de toda aquela confusão, pois um dos seus assistentes tinha um Apple Watch (ou seja, seria mais rápido saber a informação da imagem da televisão pelo smartwatch).

A culpa de tudo, segundo ele, foi da “teoria da interferência externa” criada pelo comentarista de arbitragem da TV aberta, e que tudo isso repercutiu demais pois, segundo ele, “o presidente do Palmeiras não queria perder para um time inferior”.

Lembrando que Marcelo foi trabalhar para a Federação da Paraíba, a convite de Arthur Alves Jr, que virou dirigente de arbitragem lá, após ser demitido da FPF por acusações de assédio sexual (vide aqui esse episódio: https://wp.me/p4RTuC-don).

Interminável esse jogo, não? Estamos em 2023, e ainda há coisa nova sobre ele.

A eterna rivalidade Palmeiras X Corinthians | VEJA SÃO PAULO

Imagem: arte extraída de Veja SP

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