O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães (que até há alguns anos era conhecido por marcar poucas faltas e dar poucos cartões), mudou bastante seu estilo. Nas partidas que pude comentar dele no Brasileirão, me chamou a atenção em continuar a não marcar as “faltinhas forçadas”, mas distribuir um número maior de cartões (especialmente o Vermelho).
Dois lances contestados no Fla-Flu pela decisão do Cariocão 2023:
1- John Árias (FLU) está com a bola dominada em ataque, e Léo Pereira (FLA) tem como último recurso fazer a falta.
Não é “falta por trás para cartão vermelho” por jogo brusco grave (mas sim: ação temerária). Seria Amarelo, se estivesse no meio de campo. Porém, como ele está indo em direção ao gol tendo somente o goleiro à sua frente, vale a interpretação de “situação clara e manifesta de gol” (esqueça o termo último homem, isso não existe na regra). Dessa forma, o correto seria a aplicação de Vermelho.
Curiosidade: se fosse dentro da área, aí seria Amarelo (pois hoje a Regra fala do excesso de punição – Cartão Vermelho Direto e pênalti na disputa de bola, transformando-o em Amarelo).
2- Samuel Xavier (FLU), num primeiro momento, parece atingir com a chuteira a lateral do pé de Ayrton Lucas (FLA) e cometer uma falta temerária (que seria Cartão Amarelo). Mas repare: ele perde o tempo da bola e pisa no pé do seu adversário. Esse pisão é chamado de Jogo Brusco Grave (que significa Cartão Vermelho). Acertou a arbitragem.
Imagem extraída de OGol.com

