– Entendendo as expulsões de Palmeiras 3 x 0 São Paulo. Corretas ou não?

Dois cartões vermelhos e uma péssima apresentação do São Paulo. Ou, se preferir, uma excelente apresentação do Palmeiras na noite desta 4a feira. Essa foi a marca do 1o Choque-Rei depois da reabertura do novo estádio do Palmeiras.

Mas esse registro na história foi escrito com duas expulsões, sendo uma muito discutida não pela dúvida, mas pelo nascedouro. Vamos a ela?

1) RAFAEL TOLOI: no começo do jogo, Dudu (PAL) está com a posse de bola e Rafael Tolói (SPFC) tenta roubá-la, por trás. Dudu dá uma cotovelada na barriga de Tolói, que sente, afrouxa a marcação por sentir o golpe, permanece em pé mas não consegue evitar que Dudu se desvencilhe da jogada. Neste momento, o árbitro Vinícius Furlan estava próximo da jogada, só enxergando as costas de Tolói, não vendo nem a bola e nem Dudu. Foi um instante de mau posicionamento onde a cotovelada foi num lado cego do juizão. Repare nas imagens que se o árbitro estivesse à esquerda, à direita ou à frente do lance, fatalmente veria a cotovelada e marcaria a falta (só não veria por trás). Deu azar. E esse azar se estendeu do árbitro ao time do São Paulo pois, na continuidade, viu o zagueiro Rafael Tolói irritado com o lance, correr atrás de Dudu e lhe dar um pontapé certeiro nas pernas, à esquerda do árbitro (ao seu lado mesmo), que também nada viu e deixou o jogo seguir.

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, o 4o árbitro, só viu o revide de Tolói e chamou Furlan, que aplicou cartão vermelho ao são-paulino.

Assim, fica claro que: Vinícius Furlan estava mal posicionamento no momento da cotovelada e falhou na expulsão do palmeirense. E fica o alerta: nunca o árbitro deve deixar sua visão encoberta numa disputa de bola, ainda mais com a rispidez natural de um clássico e estando tão próximo das jogadas, permitindo com que as costas de Tolói se tornassem um paredão à ele. Ainda: na sequência do lance, apesar de estar observando a bola cruzada na área, o revide de Tolói foi do seu lado, demonstrando que lhe faltou a tão importante “Visão Periférica”, cobrada insistentemente por parte da FPF aos bandeiras mas que passou batida na noite de ontem.

A questão é:

se o árbitro tivesse marcado a cotovelada de Dudu, Tolói teria prosseguido e revidado? Creio que não, o lance talvez morreria ali, pois não haveria a continuidade da jogada. Dessa forma, o Palmeiras jogaria quase uma partida inteira com 10 e o São Paulo com 11.

2) MICHAEL BASTOS: carrinhos são perigosos no futebol. No meio do campo, perigosos e desnecessários! Se ocorrerem após uma bola perdida: perigosos, desnecessários e apelativos. E como a regra do jogo diz que existe a mesma decisão em um carrinho que não visa a bola, independente de atingir ou não o adversário, o árbitro Vinícius Furlan acertou em aplicar o Cartão Vermelho a Michael Bastos (SPFC). Repare que o são-paulino não vem rasteiro, mas com as duas pernas levantadas e a sola em direção às pernas de Arouca (SEP).

Em suma: Tolói só recebeu o Vermelho pelo erro anterior do árbitro, que deveria ter expulsado Dudu; Michael Bastos recebeu Vermelho por um acerto imediato do juizão. Será que se em número de jogadores fosse 11×11 o resultado seria diferente do de 11×10? E se fosse 10×11?

Independente da má atuação do São Paulo, ficaremos no achismo…
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