Questionado pelo portal UOL sobre as expulsões de Cássio (Corinthians) e Cicinho (Santos) por cera, disse o Coronel Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da Federação Paulista de Futebol:
“Nós pedimos aos árbitros que cumpram as regras, algo que não vinha sendo feito em todas as oportunidades. Pedimos que eles fossem mais incisivos em algumas marcações, e os clubes foram avisados sobre isso em reunião realizada na federação”.
Ok. Os árbitros cumpriram a regra. Os jogadores, acostumados à tolerância, estranharam. E aqui algumas questões:
- – Rodrigo Guarizzo e Raphael Claus (árbitros de Santos x Red Bull e Palmeiras x Corinthians, respectivamente) foram rigorosos e, por tabela, corretos. Por que nas outras 27 partidas do Campeonato Paulista os demais árbitros não usaram do mesmo rigor? Você assistirá as demais partidas realizadas e verá situações de perda de tempo semelhantes.
- – Na Europa, a demora é “quase a mesma”. Lá os árbitros estão “mais esquecidos” em fazer o jogo correr ou os jogadores, quando demoram, fazem não por má intenção?
- – Veremos no restante do Campeonato Paulista outras situações como as do último final de semana?
- – As 20 equipes da A1 realmente foram avisadas?
Recordo-me que para coibir a cera que o goleiro fazia ao dominar uma bola com as mãos e a repor em jogo, criou-se a “regra dos 6 segundos”. Funcionou! Já imaginaram se o atleta que fosse cobrar o arremesso lateral, ao ter a bola em sua posse, tivesse 6 segundos para devolvê-la ao campo? Ou o goleiro que após colocasse a bola na marca da pequena área para um tiro de meta o mesmo tempo?
Lembre-se: a punição nesses casos de retardamento do jogo (cera) é aplicação da advertência por cartão amarelo, nunca por reversão.

