– Opiniões de Dom Diego

Maradona polemiza às vésperas da Copa. Disse ao jornal argentino Olé que “Messi é muito mais jogador do que Neymar da mesma forma como ele foi maior do que Pelé”.

Com ironia, reafirmou a insistência do entrevistador sobre a questão justificando que: “

O Neymar hoje é o Pelé… Mas a diferença entre Neymar e Messi é a mesma que existe entre Pelé e Maradona”.

Em relação a artilheiros no Mundial, para ele, Luiz Suarez, atacante uruguaio, é o melhor do mundo atualmente, a frente de Cristiano Ronaldo.

Ah Dieguito… me lembro de uma entrevista do húngaro Puskas, antes de falecer em 2006, que questionado quem era o maior jogador de todos os tempos (Pelé ou Maradona), declarou que “foi Di Stéfano, pois Pelé não vale concorrer”…

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– Contas da Unicamp que assustam!

Quer dizer que as contas da Unicamp foram reprovadas pelos órgãos fiscalizatórios?

Motivo: mais de 95% é gasto com… pessoal!

Caramba… investimento em pesquisa poderia ser maior caso o efetivo fosse reduzido, não?

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– Políticos de Todos os Partidos e Estádios Desejados na Copa

Assistindo ao Programa Roda Viva (TV Cultura) da última 2a feira, me surpreendi com o depoimento do jornalista Juca Kfouri sobre José Serra, então governador de SP quando da escolha da cidade como sede para abrir o Mundial.

Questionado sobre o porquê do político não peitar as exigências da FIFA ao nosso estado e “dar um chute nos fundilhos de Valcke e Blatter”, justificou que se perdesse a abertura da Copa do Mundo “a Folha e o Estadão cairiam matando”.

Pois é: Aécio, que é oposição, gastou horrores no Mineirão. Eduardo Campos na Arena Pernambuco, idem. E até Marina Silva, pasmem, queria um estádio ecologicamente correto no Acre para que Rio Branco fosse cidade-sede.

Claro, os exemplos piores foram o Itaquerão e o Mané Garrincha, capitaneados por Lula/Kassab e Agnelo Queiroz.

Cá entre nós: para que tanto estádio? Se fará o quê com alguns elefantes brancos depois?

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– Yuichi Nishimura apitará Brasil x Croácia. O que esperar?

O japonês Yiuchi Nishimura (42 anos, há 10 como FIFA, árbitro que se dedica exclusivamente à arbitragem profissional e que declarou recentemente que seu hobby é correr), terá o privilégio de apitar a abertura da Copa do Mundo no Itaquerão.

No Mundial de 2010, apitou muito bem 4 jogos: Uruguai 0 x 0 França, Espanha 2 x 0 Honduras, Paraguai 0 x 0 Nova Zelândia e Brasil 1 x 2 Holanda.

Nishimura não costuma poupar cartões amarelos, nem vacila nos vermelhos (Felipe Melo que o diga ao ser expulso por ele devido a uma dura entrada na Copa da África do Sul). Bem fisicamente, sempre está próximo dos lances (as vezes, próximo até demais). Naquela ocasião, particularmente achei Nishimura o melhor árbitro do torneio (embora a finalíssima tenha sido apitada pelo inglês Howard Webb.

Porém, na Copa das Confederações 2013, Nishimura apitou Espanha x Uruguai e não gostei dele naquela oportunidade, errando lances fáceis tecnicamente e se posicionando mal. Entretanto, neste mesmo ano ganhou o prêmio de melhor árbitro asiático. Quero crer que a atuação foi uma exceção à sua boa regularidade.

Boa sorte ao japônes! Ele terá como assistentes, na próxima 5a feira, os seus compatriotas Sagara e Nagi.

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– Yuichi Nishimura apitará Brasil x Croácia. O que esperar?

O japonês Yiuchi Nishimura (42 anos, há 10 como FIFA, árbitro que se dedica exclusivamente à arbitragem profissional e que declarou recentemente que seu hobby é correr), terá o privilégio de apitar a abertura da Copa do Mundo no Itaquerão.

No Mundial de 2010, apitou muito bem 4 jogos: Uruguai 0 x 0 França, Espanha 2 x 0 Honduras, Paraguai 0 x 0 Nova Zelândia e Brasil 1 x 2 Holanda.

Nishimura não costuma poupar cartões amarelos, nem vacila nos vermelhos (Felipe Melo que o diga ao ser expulso por ele devido a uma dura entrada na Copa da África do Sul). Bem fisicamente, sempre está próximo dos lances (as vezes, próximo até demais). Naquela ocasião, particularmente achei Nishimura o melhor árbitro do torneio (embora a finalíssima tenha sido apitada pelo inglês Howard Webb.

Porém, na Copa das Confederações 2013, Nishimura apitou Espanha x Uruguai e não gostei dele naquela oportunidade, errando lances fáceis tecnicamente e se posicionando mal. Entretanto, neste mesmo ano ganhou o prêmio de melhor árbitro asiático. Quero crer que a atuação foi uma exceção à sua boa regularidade.

Boa sorte ao japônes! Ele terá como assistentes, na próxima 5a feira, os seus compatriotas Sagara e Nagi.

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– A Oliveira da Paz

Emblemático o gesto: o Papa Francisco conseguiu reunir o presidente de Israel, Shimon Peres, e o da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, para discutirem juntos a paz no Oriente Médio.

Milenar, o conflito persiste entre gerações. Após o encontro histórico, os 3 plantaram oliveiras como símbolo de nova vida, novos ares e da própria Jerusalém.

Ouvi algumas críticas de que de nada adiantaria um encontro como esse, já que Peres e Abbas não teriam força para promover a paz. Ora, e nenhum passo deve ser dado então?

Parabéns ao pontífice pela iniciativa. A propósito, sobre isso, disse nesta segunda-feira:

Igreja deve surpreender e não ser elemento decorativo

Corretíssimo!

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– Fazer o quê nas Eleições, José?

Na última pesquisa DataFolha, todos os presidenciáveis caíram na intenção de voto. E o segundo maior percentual na enquete é o de indecisos: 30%!

Seria bom que fossem eleitores com dúvida sobre quem seria o melhor candidato, devido a qualidade deles. Mas, infelizmente, a indecisão é pela pouca virtude dos mesmos…

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– O que veremos da Arbitragem na Copa do Mundo?

A Copa do Mundo bate às portas. As equipes de futebol estão se preparando e a da arbitragem também (trabalhando no Centro de Futebol do Zico, no RJ).

O que esperar no Mundial dos juízes de futebol?

Sobre orientações da FIFA, a atenção deverá ser para:

  • Simulações: os árbitros coibirão tentativas de engodo. Se jogar na área e cavar faltas será punido com o rigor do cartão amarelo.
  • Recuperação de tempo perdido: nada de 1 minuto no 1o tempo e 3 no segundo! A ordem é: acrescentem de verdade o tempo perdido com atendimento a atletas lesionados e retiradas de dentro do campo de jogo. Não nos assustemos com 4, 5 e 6 minutos de acréscimos.
  • Observação de mensagens debaixo da camisa: recados com conotação religiosa e política estão proibidos. Em tese, se aparecer “Jesus é meu Senhor”, “Alá seja louvado” ou “Democracia na Síria” embaixo do uniforme (por descuido ou por intenção), o atleta será punido.

Mas há novidades e atenção especial também quanto a Regra:

  • o uso da tecnologia para determinar se a bola entrou totalmente em um gol, através do relógio e dos sensores específicos (testados no Mundial de Clubes).
  • – sempre esperar ao máximo para decidir se um jogador em impedimento passivo realmente se tornou ativo, verificando se a conclusão da jogada se dá por alguém em posição legal e se o supostamente impedido atrapalhou o lance. Portanto, não vale zagueiro parar na jogada pedindo impedimento pois poderá se dar mal.
  • – lembrar que a bola que sobra de um rebote para um jogador que estava a frente da linha da bola mas não estava na jogada, não é mais impedimento. Aqui, em especial, já vem do ano passado e não vimos situações assim: se um jogador chuta para o gol, a bola bate em um zagueiro e cai nos pés de um atacante sozinho na ponta esquerda que despretensiosamente a recebe, o lance deverá seguir como válido (a FIFA entende que essa bola não foi lançada deliberadamente para um jogador em impedimento). É diferente do atacante que está na pequena área, impedido, esperando um rebote.
  • – permitir o uso de “vestimentas da cabeça”: está liberado o uso de véus para as mulheres e turbantes para os homens. Na prática, se algum jogador de país árabe fizer questão de usar algo na sua cabeça (mesmo com o calor do Brasil), não estará irregular! E como a Regra trata disso como “roupa não proibida”, pergunto: e se um atleta de linha fizer questão de usar boné para se proteger do sol? Goleiro já costuma fazer, mas e zagueiro ou centroavante? Proibir-se-á ou não?

Penso que não. Se turbante é chamado de veste de cabeça, por quê boné não pode ser encarado assim também?

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– O que veremos da Arbitragem na Copa do Mundo?

A Copa do Mundo bate às portas. As equipes de futebol estão se preparando e a da arbitragem também (trabalhando no Centro de Futebol do Zico, no RJ).

O que esperar no Mundial dos juízes de futebol?

Sobre orientações da FIFA, a atenção deverá ser para:

  • Simulações: os árbitros coibirão tentativas de engodo. Se jogar na área e cavar faltas será punido com o rigor do cartão amarelo.
  • Recuperação de tempo perdido: nada de 1 minuto no 1o tempo e 3 no segundo! A ordem é: acrescentem de verdade o tempo perdido com atendimento a atletas lesionados e retiradas de dentro do campo de jogo. Não nos assustemos com 4, 5 e 6 minutos de acréscimos.
  • Observação de mensagens debaixo da camisa: recados com conotação religiosa e política estão proibidos. Em tese, se aparecer “Jesus é meu Senhor”, “Alá seja louvado” ou “Democracia na Síria” embaixo do uniforme (por descuido ou por intenção), o atleta será punido.

Mas há novidades e atenção especial também quanto a Regra:

  • o uso da tecnologia para determinar se a bola entrou totalmente em um gol, através do relógio e dos sensores específicos (testados no Mundial de Clubes).
  • – sempre esperar ao máximo para decidir se um jogador em impedimento passivo realmente se tornou ativo, verificando se a conclusão da jogada se dá por alguém em posição legal e se o supostamente impedido atrapalhou o lance. Portanto, não vale zagueiro parar na jogada pedindo impedimento pois poderá se dar mal.
  • – lembrar que a bola que sobra de um rebote para um jogador que estava a frente da linha da bola mas não estava na jogada, não é mais impedimento. Aqui, em especial, já vem do ano passado e não vimos situações assim: se um jogador chuta para o gol, a bola bate em um zagueiro e cai nos pés de um atacante sozinho na ponta esquerda que despretensiosamente a recebe, o lance deverá seguir como válido (a FIFA entende que essa bola não foi lançada deliberadamente para um jogador em impedimento). É diferente do atacante que está na pequena área, impedido, esperando um rebote.
  • – permitir o uso de “vestimentas da cabeça”: está liberado o uso de véus para as mulheres e turbantes para os homens. Na prática, se algum jogador de país árabe fizer questão de usar algo na sua cabeça (mesmo com o calor do Brasil), não estará irregular! E como a Regra trata disso como “roupa não proibida”, pergunto: e se um atleta de linha fizer questão de usar boné para se proteger do sol? Goleiro já costuma fazer, mas e zagueiro ou centroavante? Proibir-se-á ou não?

Penso que não. Se turbante é chamado de veste de cabeça, por quê boné não pode ser encarado assim também?

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– Celebraremos o Sacramento da Crisma!

Hoje é um dia especial a nós, catequistas da Comunidade Nossa Senhora de Fátima (Bairro Medeiros, Paróquia São João Bosco – Jundiaí / SP). Nossos crismandos receberão o Sacramento da Confirmação, onde, agora, maduros na Fé, dirão seu sim à Igreja, reiterando o Batismo que receberam de seus pais.

Que Deus os abençoe na caminhada cristã!

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– Joaquim Barbosa, Frei Beto e Lula

Li e achei muito curioso: Joaquim Barbosa foi indicado por Lula ao STF. Mas sabem como?

Segundo Gisele Vitória, na sua coluna semanal na “IstoÉ”, Márcio Thomaz Bastos, então Ministro da Justiça, disse a Frei Breto que Lula tinha vontade de colocar um jurista negro no Supremo, já que não havia nenhum no Judiciário. Sendo assim, Frei Beto recomendou Joaquim Barbosa, que houvera conhecido num aeroporto em 2002!

Em suma: Barbosa foi indicado por nenhum critério político, ideologia, competência ou qualquer outra coisa de mérito; mas sim pelo fato de ser negro. Uma espécie de “racismo às avessas” ou “escolha por inclusão racial”.

Felizmente, a cega decisão de indicar Barbosa resultou num acerto magnífico! E, por caráter, não se ouve falar de “retribuição ao presidente Lula ou alívio aos mensaleiros”.

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– Maracanã de 50 há uma semana do início do Mundial

Li trechos do livro “1950: o Preço de uma Copa”, de Diego Salgado, Beatriz Farrugia, Gustavo Zucchi e Murilo Ximenes (Editora Letras do Brasil).

Vejam que curioso e como a história se repete:

1) O grande problema às vésperas do Mundial de Futebol há 64 anos atrás era a influência econômica e política, além dos atrasos nos estádios. Faltando 7 dias para a abertura da Copa, o Maracanã, estádio do primeiro jogo, possuía andaimes!

2) Na abertura do torneio, o entorno do estádio estava repleto de obras inacabadas.

3) Carlos Lacerda, influente político na época, discursou: “as obras são eleitoreiras; há muito interesse que se construa certos estádios para pares políticos, a fim de ganhar o povo com demagogia.

4) Quando o Brasil aceitou ser sede de 50, houve a afirmação de que não haveria investimento público, somente privado. Soa familiar?

5) “Por que essas obras não são revertidas para construção de hospitais e escolas?”, reclamava a oposição da época.

Se a organização da 1a Copa do Mundo se assemelha demais com a da 2a, tomara que a final (cujo palco será o mesmo) tenha desfecho diferente.

Em tempo: em valores corrigidos, o Maracanã de 1950 foi orçado em 260 milhões de reais. Ao final das contas, custou 410 mi.

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– O Comunista que quer acabar com a PM e apoiar incondicionalmente os Black Blocs

Eles começam assim: radicais, dizendo libertar o povo. Mas depois mostram a sua face ditatorial.

Os “libertários” como Fidel Castro e Hugo Cháves foram grandes exemplos de ditadores de esquerda. E seus fanáticos seguidores agem e pensam como eles.

Aqui no Brasil, Mauro Luís Iasi é pré candidato a Presidência da República pelo PCB – Partido Comunista Brasileiro, e simplesmente como base para um país melhor defende o fim da Polícia e o apoio das ações dos Black Blocs.

Taí. Há maluco para tudo no mundo.

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– Entendendo o gol mal anulado de Hulk

Brasil 1 x 0 Sérvia. Mas houve um gol mal anulado pela arbitragem paraguaia.

O que aconteceu?

Repare na foto (abaixo): o bandeira está bem posicionado, mas o lance é do outro lado do campo, longe do seu campo de visão. Considere a rapidez do lance, o fator chuva, claridade, e tantas outras situações.

Bandeira bom tem que ser vesgo”, diria o poeta: um olho na linha da zaga e outro no cara que vai lançar a bola. E foi isso o que aconteceu no Morumbi! O árbitro assistente estava esperando o exato momento do lançamento da bola, e quando ele ocorre, Hulk já aparece na frente aos olhares do bandeira. Digo “aos olhares do bandeira” pois foi o tempo para ele se concentrar na mudança de lance 1 (lançamento) para lance 2 (onde estava o atacante nesta hora). Aí perdeu o acerto da marcação.

Humanamente, não dá. Parece lance fácil (e é médio), mas é possível explicar o equívoco da forma relatada. Faça um exercício em qualquer rascunho: TENTE IMAGINAR O BANDEIRA COM O CAMPO DE ALCANCE DA VISÃO NA BOLA E NA LINHA DO PENÚLTIMO HOMEM, no mesmo instante. Um olho no canto esquerdo e outro no direito…

Difícil, né? Mas por ser FIFA, o bandeirinha paraguaio tinha que acertar. Afinal, é da elite!

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(foto extraída de: https://twitter.com/102greatgoals/status/475017777196322817/photo/1)

– Entendendo o gol mal anulado de Hulk (BRA 1×0 SER)

Brasil 1 x 0 Sérvia. Mas houve um gol mal anulado pela arbitragem paraguaia.

O que aconteceu?

Repare na foto (abaixo): o bandeira está bem posicionado, mas o lance é do outro lado do campo, longe do seu campo de visão. Considere a rapidez do lance, o fator chuva, claridade, e tantas outras situações.

Bandeira bom tem que ser vesgo”, diria o poeta: um olho na linha da zaga e outro no cara que vai lançar a bola. E foi isso o que aconteceu no Morumbi! O árbitro assistente estava esperando o exato momento do lançamento da bola, e quando ele ocorre, Hulk já aparece na frente aos olhares do bandeira. Digo “aos olhares do bandeira” pois foi o tempo para ele se concentrar na mudança de lance 1 (lançamento) para lance 2 (onde estava o atacante nesta hora). Aí perdeu o acerto da marcação.

Humanamente, não dá. Parece lance fácil (e é médio), mas é possível explicar o equívoco da forma relatada. Faça um exercício em qualquer rascunho: TENTE IMAGINAR O BANDEIRA COM O CAMPO DE ALCANCE DA VISÃO NA BOLA E NA LINHA DO PENÚLTIMO HOMEM, no mesmo instante. Um olho no canto esquerdo e outro no direito…

Difícil, né? Mas por ser FIFA, o bandeirinha paraguaio tinha que acertar. Afinal, é da elite!

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(foto extraída de: https://twitter.com/102greatgoals/status/475017777196322817/photo/1)

– Apitou 5 jogos, recebe R$ 114 mil. Apitou 1, idem.

E a Fifa já pagou os árbitros que apitarão a Copa do Mundo: 114 mil reais receberam cada um dos juízes que se encontram no Hotel Windsor no Rio de Janeiro e trabalharão no CFZ (CT do Zico). Tudo livre, claro. E se alguém não entrar em campo, o dinheiro permanece na conta.

Imagine só: se um árbitro FIFA recebe aproximados R$ 3.000,00 em jogo do Brasileirão (e considere a importância do torneio); seu colega italiano próximo de R$ 8.000,00, o que você acha do valor para cada mundialista: pouco ou muito?

Imagine Thiago Silva dividindo com Lionel Messi dentro da área: o cara que decidirá se foi pênalti ou não estará recebendo como salário mensal 1/10 do brasileiro e próximo de 1/40 do atleta argentino.

Em tempo: o valor é para cada árbitro, independente de quantos jogos ele apitar. Se Howard Webb da Inglaterra ou o brasileiro Sandro Meira Ricci apitarem 5 jogos cada, embolsarão a mesma coisa que Norbert Hauata do Haiti ou de Nawaf Shukralla (Bahrein), que deverão apitar um jogo só, do tipo Grécia x Japão ou Bósnia x Irã.

E aí, o que pensa sobre tudo isso?

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– Copa de 1970, Sílvio Santos e Chacrinha

Curiosidade de algo bacana: olha só um cartaz publicitário sobre a Copa do Mundo de 1970, jogo Brasil x Inglaterra, com a deixa para assistir o programa Sílvio Santos e o Chacrinha!

E hoje a gente assiste pela Internet, grava, faz o que quer com a transmissão… Mas um detalhe: ainda prefiro narração via rádio!

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– Obama e o dito sobre o Martelo e o Prego

Barack Obama foi pontual ao responder sobre as questões militares americanas. A respeito das intervenções do Exército dos EUA em alguns conflitos, disse:

Termos o melhor martelo não significa que devemos tratar todos os problemas como se fossem pregos”.

Boa! O diálogo sempre deve sobrepor o uso da força!

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– E os Estrangeiros estão chegando para a Copa do Mundo! Já garantiu o seu ingresso?

Que legal ver as Seleções treinando no Brasil, em fotos com cenários paradisíacos. Muitos já chegaram, mas há curiosidades na preparação: A Inglaterra tenta se aclimatar treinando com muitos agasalhos vestidos sobre outros tantos! Pura desidratação (em minha modesta opinião). E parece que não deu certo: o English Team empatou com o Equador no amistoso da 4a feira.

E a Itália? Treinou dentro de uma… sauna (para simular a umidade da Amazônia)! É mole? Também não deve ter dado certo, pois empatou com a fraquíssima Seleção de Luxemburgo.

Pior é o México: chegará ao Brasil já com as passagens de volta compradas com data do… dia seguinte à 1a fase.

Que pessimismo!

Aproveitando: a FIFA divulgou ingressos remanescentes para a Copa do Mundo: Honduras e Suíça (em Manaus) e Bósnia e Irã (em Salvador), entre outros jogos fracos, tem bilhetes sobrando (a R$ 350,00).

Viva a Copa! Viva mesmo?

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– Lálas, o admirador incompreendido da Copa

Alexis Lálas, ex jogador da Seleção de Futebol dos EUA (e hoje cartola da US Soccer e MLS), tentou ser simpático com nosso país e causou polêmica. Ao chegar ao Brasil, tuitou:

Primeiro dia no Rio. Não fui roubado e nem meus órgãos internos foram extipardos”.

Mais a frente, ele fala em outros tuítes sobre as belezas que vê, da paisagem, do trânsito e de outras comparações com seu país – sempre elogiando a capital carioca. Elogia até mesmo o Aeroporto do Galeão, dizendo que as malas foram recebidas mais rápido que de costume nos terminais de desembarque dos EUA.

Porém, algumas pessoas leram apenas os 140 caracteres da mensagem do microblog e acharam que era uma piada de mau gosto feita contra a Cidade Maravilhosa. Nada disso… era uma ironia contra seus compatriotas que falavam da “criminalidade e selvageria excessiva” do RJ.

Lálas quis apenas bendizer o Rio de Janeiro e foi mal interpretado. Coisas do pouco espaço que um post no Twitter permite.

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– Sábio ditado de Rui Barbosa!

Certa vez disse Rui Barbosa (intelectual brasileiro, político, ministro, entre tantas coisas que esse grande homem foi no Brasil do começo da República):

Não se deixe enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”.

Pois é: o que tem de picareta na sociedade, independente de idade, sexo, ou raça…

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– Coringão agradecendo a quem não depredou?

Sinal dos tempos. O Corinthians divulgou uma nota pública agradecendo aos torcedores por não depredarem o estádio, nem arrancarem as cadeiras, tampouco os vasos sanitários…

Quer dizer que tudo isso virou virtude?

O normal é agir como bandido?

Que coisa. O problema é educacional ou isso é a “cultura do futebol”?

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– Empresas em dificuldade e férias coletivas no Brasil

Samsung, Semp Toshiba, Yamaha… e tantas outras grandes empresas do país estão dando férias coletivas a seus funcionários.

Já viram como estão os pátios das montadoras?

E os estoques por aí?

Pior de tudo é ter gente que não acredita que o país está em crise…

Legado da dona Dilma ou acaso econômico?

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– Neymar precisa de Dopping Psicológico?

Contra os grandes e pequenos, aqui no Brasil, Neymar arrebentava. No Barcelona, alternou boas e más atuações. Mas repare: depois do 1 x 0, o garoto sempre cresce!

Cada vez mais penso que o camisa 10 da Seleção (craque, sem sombras de dúvida), consegue render melhor quando seu nome é gritado nas arquibancadas. Muita gente dá o nome a isso de dopping psicológico, carga extra motivacional ou qualquer coisa que o valha.

Puxe pela memória: na adversidade do placar, contra grandes adversários e jogando fora de casa, não me recordo de atuação decisiva. Me ajudem a lembrar de alguma?

Talvez seja esse o fator decisivo para o Brasil vencer a Copa do Mundo: uma ótima participação de Neymar, jogando em casa e tendo o nome ovacionado pela galera.

Ou nada disso? Essa história de “pilhagem e motivação” é balela?

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– Coitada da Rodovia Hermenegildo Tonoli

Veja essa foto da Rodovia Hermenegildo Tonolli (Estrada Jundiaí – Itupeva): congestionamento normal e fora do horário de pico!

Motivo: excesso de veículos (faltam faixas), rotatórias que afunilam (ao invés de passagens de nível) e pedestres entre carros (por não existir passarelas).

Coitados dos moradores da cidade de Itupeva, do Bairro Medeiros e do Parque Industrial. Abandonados pelos governantes estaduais do PSDB e municipais do PCdoB / PT.

Essa estrada é a prova cabal da falta de vontade política. A vida inteira se vê Município jogando para Estado, que passa para DER e que nada de eficaz faz.

Lamentável!

– Youssef, o homem que tem os políticos na mão!

O que dizer do doleiro Alberto Youssef?

Tem deputado (vários), senador (Collor), amigos (inúmeros) e outros românticos (como o parlamentar Luís Argôlo) em suas mãos!

Aliás, Argôlo protagonizou cenas de romance com Youssef. Agradecia as remessas de dinheiro com “meu amor; querido; te amo”! Agradecido mesmo, hein?

O certo é que agora tudo está aparecendo. O doleiro era o “lavador oficial de dinheiro dos políticos”, independente dos partidos.

Em tempo: Luís Argôlo, pressionado, deixou a Câmara.

Renunciou ao mandato?

Que nada, levou um atestado médico e vai ficar em casa recebendo!

Picaretas de gravata…

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– Corrupção somada a Incompetência custará bilhões ao Brasil. Abreu e Lima que o diga…

De R$ 5,6 bilhões calculados, a Refinaria de Petróleo Abreu e Lima, que seria uma binacional Brasil-Venezuela, custará ao nosso país mais de 45 bilhões de reais!

Muitos motivos: desistência de Hugo Cháves no negócio, corrupção, cálculos errados…

A Petrobrás, por mais dinheiro que ganhe, também não aguenta tudo isso!

Paulo Roberto Costa, o diretor afastado da estatal por desvios de verba, ironizou dizendo: a “Petrobrás faz conta de padaria”!

Ironia ou Sinceridade?

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– Entendendo o Gol Anulado do Palmeiras contra o Grêmio

Erro ou acerto no gol anulado de Diogo na partida realizada em Caxias do Sul neste domingo?

Há 20 anos, gol corretamente anulado.

Há 10 anos, gol discutível.

Hoje, gol erroneamente anulado.

E por quê?

Vamos discutir entendendo o lance: a bola vem cruzada para a área, originada de uma falta cobrada pela esquerda. Há dois jogadores à frente da linha da bola e da zaga gremista: Marcelo Oliveira (26) e Wellington Pirulito (34). Mas Diogo (camisa 17) vem de trás e faz o gol. Marcelo e Wellington vão em direção da bola, tentando cabeceá-la no cruzamento. E aí?

Entenda: basicamente, você deve avaliar 3 condições para considerar o impedimento passivo (que não é infração) do ativo (quando se paralisa o lance):

  • A) Interferir na jogada (tocando-a);
  • B) Interferir contra um adversário (atrapalhando-o);
  • C) Tirar proveito de uma posição de vantagem (estar sozinho, na banheira, pegando um rebote premeditamente).

As condições A e C estão descartadas (antigamente, só pelo fato de estar à frente era condição de se parar o jogo). Portanto, avaliaremos a condição B. E aqui mora a confusão!

1- Há 20 anos, se jogadores como Marcelo e Wellington tentassem a bola, por estarem tendo alguma marcação dos zagueiros e o goleiro crer que eles poderiam fazer o gol, a jogada deveria ser paralisada imediatamente, independente do que acontecesse com a bola. Portanto, o gol deveria ser anulado, mesmo se fosse marcado por alguém em posição legal.

2- Há 10 anos aproximadamente, existiu uma orientação da FIFA para que os lances primeiro se consumassem para depois avaliar se houve interferência real dos atletas que estavam a frente, ou seja, se eles atrapalharam o goleiro de fato (encobrindo a visão) ou se levaram a marcação com eles, confundindo a zaga para que deixasse alguém em condição legal dominá-la. Portanto, o gol de ontem seria interpretativo ao extremo.

3- Hoje, se aguarda a conclusão da jogada para avaliar se houve INTERFERÊNCIA RELEVANTE E DIRETA daqueles que estavam em impedimento passivo (o que mudaria se Marcelo e Wellington desaparecessem no momento em que a bola passasse por eles? Mudaria algo? O goleiro Marcelo Grohe teria mais chances de defesa?). Portanto, o gol de Diogo seria legal, sem contestação.

É a evolução da Regra do Jogo e as mudanças de orientação. O que me preocupa é: Árbitros, Jogadores e Comissões Técnicas treinam e estão ciente em relação a elas?

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– Entendendo o Gol Anulado do Palmeiras contra o Grêmio

Erro ou acerto no gol anulado de Diogo na partida realizada em Caxias do Sul neste domingo?

Há 20 anos, gol corretamente anulado.

Há 10 anos, gol discutível.

Hoje, gol erroneamente anulado.

E por quê?

Vamos discutir entendendo o lance: a bola vem cruzada para a área, originada de uma falta cobrada pela esquerda. Há dois jogadores à frente da linha da bola e da zaga gremista: Marcelo Oliveira (26) e Wellington Pirulito (34). Mas Diogo (camisa 17) vem de trás e faz o gol. Marcelo e Wellington vão em direção da bola, tentando cabeceá-la no cruzamento. E aí?

Entenda: basicamente, você deve avaliar 3 condições para considerar o impedimento passivo (que não é infração) do ativo (quando se paralisa o lance):

A) Interferir na jogada (tocando-a);

B) Interferir contra um adversário (atrapalhando-o);

C) Tirar proveito de uma posição de vantagem (estar sozinho, na banheira, pegando um rebote premeditamente).

As condições A e C estão descartadas (antigamente, só pelo fato de estar à frente era condição de se parar o jogo). Portanto, avaliaremos a condição B. E aqui mora a confusão!

1- Há 20 anos, se jogadores como Marcelo e Wellington tentassem a bola, por estarem tendo alguma marcação dos zagueiros e o goleiro crer que eles poderiam fazer o gol, a jogada deveria ser paralisada imediatamente, independente do que acontecesse com a bola. Portanto, o gol deveria ser anulado, mesmo se fosse marcado por alguém em posição legal.

2- Há 10 anos aproximadamente, existiu uma orientação da FIFA para que os lances primeiro se consumassem para depois avaliar se houve interferência real dos atletas que estavam a frente, ou seja, se eles atrapalharam o goleiro de fato (encobrindo a visão) ou se levaram a marcação com eles, confundindo a zaga para que deixasse alguém em condição legal dominá-la. Portanto, o gol de ontem seria interpretativo ao extremo.

3- Hoje, se aguarda a conclusão da jogada para avaliar se houve INTERFERÊNCIA RELEVANTE E DIRETA daqueles que estavam em impedimento passivo (o que mudaria se Marcelo e Wellington desaparecessem no momento em que a bola passasse por eles? Mudaria algo? O goleiro Marcelo Grohe teria mais chances de defesa?). Portanto, o gol de Diogo seria legal, sem contestação.

É a evolução da Regra do Jogo e as mudanças de orientação. O que me preocupa é: Árbitros, Jogadores e Comissões Técnicas treinam e estão ciente em relação a elas?

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– Novas Invenções de Jogadas Ensaiadas no Futebol

Cobrar tiro livre com 6 batedores pode?

O Kyoto Sanga (conhecido como “The Purple”), time da 2a divisão japonesa, mostrou que no futebol ainda há espaço para invenções.

Em um jogo da J-League 2 a equipe faz um golaço numa cobrança de falta. O detalhe: havia 6 batedores!

Parece hilário, mas resultou em gol e foi válido.

Importante- ao ver o curioso lance, já saiba de antemão: a artimanha pode ser feita em uma cobrança de falta, mas não pode em um pênalti, já que no tiro penal o jogador deve ser devidamente identificado.

No link: http://is.gd/T3B6H9

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– Ufa!

Domingo de muito trabalho. Após uma jornada extenuante, nada melhor do que curtir a família.

Ah que saudade do calor… Mas não é do calor do sol que nos aquece, mas sim do carinho e os sorrisos de quem amamos.

Fui. Saindo da Web e voltando só na 2a feira!

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– Vitórias com Erros de Outrém

Perceberam que os clubes estão ganhando pontos graças a erros dos outros? As virtudes dos clubes estão sendo menos decisivas do que as fraquezas dos adversários.

Se não bastassem os erros de arbitragem (que costumam se contrabalancear / dissolver em 38 rodadas), temos as falhas grotescas das zagas e gols “quase feitos” pelos centroavantes.

Agora, temos também “frangos” sequenciais dos goleiros, seja de Fábio do Cruzeiro (determinando vitória para o Corinthians) ou Giovani do Atlético Mineiro (na vitória do São Paulo).

Aliás, sobre a vitória do Tricolor Paulista, Ganso parece estar jogando com bola de cristal. Afirmou que disse a Pabón na cobrança de falta que resultou no gol:

É só chutar no gol que esse goleiro resolve”.

Será que disse mesmo? Ao menos, nas entrevistas pós-jogo, disse ter dado o caminho das pedras…

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– Gente diferente que se relaciona com seus semelhantes. Sabem quem são?

Black Blocs se juntam ao PCC para fazerem, juntos, terrorismo em São Paulo, segundo reportagem de capa do Estadão.

Está faltando comando a este país, infelizmente…

Extraído de: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,black-blocs-prometem-caos-na-copa-com-ajuda-do-pcc,1503308

BLACK BLOCS PROMETEM CAOS NA COPA COM AJUDA DO PCC

Protagonistas das ações mais espetaculares da rede anarquista não foram nem sequer fichados pela polícia

Os black blocs que executaram as ações de grande repercussão do ano passado continuam fora do radar da polícia, e prometem transformar a Copa do Mundo “num caos”. Para isso, alguns deles esperam que o Primeiro Comando da Capital (PCC), a organização que domina os presídios paulistas e emite ordens para criminosos soltos, também entre em campo. Não se trata de uma parceria, mas de uma soma de esforços.

Com o compromisso de não identificá-los, o Estado ouviu 16 desses black blocs, em seis encontros, na última semana. À diferença dos adolescentes que os imitaram em depredações, e que acabaram arrolados em um inquérito do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), eles são adultos, seguem tática desenvolvida há décadas na Europa e nos Estados Unidos, não têm página no Facebook nem querem aparecer.

Dos 20 que formam o núcleo da rede, apenas um foi fichado, porque foi detido em uma manifestação. Movem-se na sombra do anonimato, articulam-se nacionalmente, e nunca haviam dado entrevista antes. Preocupados com sua imagem perante a opinião pública, decidiram falar, pela primeira vez. “Vamos estourar de novo agora”, promete o mais veterano deles, de 34 anos, formado em História na USP e com matrícula trancada no curso de Psicologia.

“A gente vai devolver o troco na moeda que o Estado impõe”, ameaça o ativista, que trabalha para um hospital público de São Paulo. “O caos que o Estado tem colocado na periferia, por meio da violência policial, na saúde pública, com pessoas morrendo nos hospitais, na falta de educação, na falta de dignidade no transporte, na vida humana, é o caos que a gente pretende devolver de troco para o Estado. E não na forma violenta como ele nos apresenta. Mas vamos instalar o caos, sim. Esse é um recado para o Estado.”

“A gente tem certeza de que o crime organizado, o PCC, vai causar o caos na Copa, e a gente vai puxar para o outro lado”, continua o veterano. “Não temos aliança nem somos contra o PCC. Só que eles têm poder de fogo muito maior do que o MPL (Movimento Passe Livre, que iniciou as manifestações, há um ano, com ajuda dos black blocs). Pararam São Paulo”, acrescentou, lembrando as ações do PCC na década passada.

O veterano e uma bailarina de 21 anos, que abandonou um curso em uma universidade pública para se dedicar exclusivamente à causa, contaram que membros do PCC receberam bem na Penitenciária do Tremembé (interior paulista) dois black blocs presos na manifestação de junho do ano passado do MPL. “Colocaram colchões para eles.” Igualmente, o Comando Vermelho acolheu um ativista preso no Rio.

“Os ‘torres’ respeitam o que fazemos, por causa do nosso idealismo”, explica o veterano, usando o jargão que designa os líderes do PCC. “Eles fazem por lucro e a gente, contra o sistema. Não nos arriscamos por dinheiro, mas para que a mãe deles também seja atendida pelo SUS.” O veterano prossegue: “Sou nascido e criado na ZL (zona leste). Conheço muito a cara do PCC. Somos os nerds do lado da casa deles. O crime organizado respeita a gente porque nasceu de mentes pensantes. Por isso talvez não nos coloquem na cadeia”, interpreta, intrigado com o fato de a polícia não os incomodar. “Porque vamos fazer uma revolução lá.”

O veterano, que cita o anarquista canadense George Woodcook e os Racionais MC, emprega “a tática”, como eles a chamam, desde 2001, quando “quebrou” o Parque d. Pedro, no centro de São Paulo. Em princípio, a função assumida pelos black blocs é a de resistir à repressão e proteger os manifestantes, interpondo-se entre eles e a polícia. Mas também a provocam, quando acham politicamente conveniente fazer com que ela perca o controle e a razão diante da opinião pública, de modo a atrair simpatia para um movimento.

Foi assim há um ano, na Praça da Sé, em protesto do MPL, quando o veterano, protegendo-se apenas com sua mochila, investiu contra a polícia de choque. Pegos de surpresa, os policiais dispararam bombas de gás lacrimogêneo, que atingiram a multidão, enquanto ele saía de cena, ileso. A partir dali, intensificaram-se os distúrbios.

Os black blocs, que não são um grupo estruturado, mas uma rede, que vai se formando espontaneamente, no contato nas ruas, queimaram carros de emissoras de TV e da polícia, depredaram 14 bancos (em 40 minutos) e a sede da Prefeitura. Protegidos por barricadas e beneficiados pela surpresa e pelo despreparo da polícia, não foram pegos.

Mas receberam a adesão de cerca de 100 adolescentes, que, numa explosão de fúria, ou por terem apanhado da polícia nas manifestações ou por ressentimentos trazidos da periferia onde moram, partiram para um quebra-quebra descontrolado, de tudo o que aparecesse na frente. Incluindo carros, lanchonetes e bancas de revista cujos donos pouco têm a ver com os “símbolos do capitalismo” visados pela doutrina anarco-socialista que predomina entre os black blocs. O núcleo original, então, saiu de cena. Voltou há uma semana, em uma manifestação pacífica na Praça da Sé. “A gente estava bem armado”, disse o veterano, sem detalhar o tipo de arma. Eles têm usado coquetéis molotov, pedras e escudos improvisados.

“A ação black bloc é mais incisiva e intensa numa manifestação pacífica”, afirma o veterano. Segundo ele, as ações têm de ter uma razão de ser. “Não vejo sentido em quebrar banco na Copa”, exemplifica. Mas a violência contra bens materiais – e não contra seres vivos, com exceção de policiais – é justificada pelos praticantes da tática. E desculpada, no caso da ação “aleatória” de adolescentes da periferia. “Não existe o errado e o certo”, pondera. “É a revolta dele.”

Frustração. “Ocupamos durante cinco meses a frente da Assembleia Legislativa, cheios de boas intenções”, lembra um estudante de Direito de 22 anos. “Apresentamos uma pauta de reivindicações. Não deu em nada. Manifestação pacífica não dá resultado.”

“No último ano, houve 30 protestos, 4 muito violentos, que foram os mais noticiados”, contabiliza um profissional de Marketing e estudante de Ciência Política de 32 anos, que doutrina os black blocs e seus seguidores com textos anarquistas. “Os outros não receberam uma linha.”

A socióloga espanhola Esther Solano, professora da Universidade Federal de São Paulo e pesquisadora dos black blocs, vê uma distorção nessa atenção dada às depredações. “Num país onde mais de 50 mil pessoas são mortas por ano, como é possível essa histeria com 40 garotos?”, pergunta. “Um país que naturaliza tanto a sua violência não tolera ver a violência na Avenida Paulista.” O veterano acrescenta: “No Brasil, choca mais 14 bancos quebrados do que a polícia matar 6 crianças”.

“A manifestação não pode ser pacífica, sendo que é resposta à repressão estatal e capitalista”, argumenta um rapaz de 18 anos, que estuda e trabalha, mas não quis dar mais detalhes sobre si mesmo. “O Estado sendo opressor, esmagando a população, obrigando a morrer na fila do SUS, isso é violento, e a resposta é autodefesa.” O veterano completa: “É legítimo quebrar banco. Quantas pessoas os bancos quebram por dia?” Com relação a depredar bens públicos que depois terão de ser reparados com dinheiro dos impostos, ele responde: “O imposto já é roubado. Dizer que o dinheiro vai sair do nosso bolso é mentira, porque já saiu. Alguém tem saúde digna? Então não reclame de vandalismo.”

Contágio. Os black blocs acreditam que sua revolta esteja se espalhando pelas camadas mais pobres da população. “O bagulho que mais gostei da semana passada foi a greve dos motoristas”, disse a moça de 21 anos, que vive da renda de um aluguel. “Estamos mostrando na rua a tática, e queremos que as pessoas se apropriem”, acrescenta uma estudante de Ciências Sociais “na casa dos 30”, que, como muitos deles, tem receio de fornecer detalhes nesta reportagem e finalmente entrar no radar da polícia. “A barricada é útil quando o Choque chega para desocupar uma área”, exemplifica. “Uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foi queimada em uma favela do Rio em protesto contra a violência policial.”

Sete membros do núcleo participaram da ocupação da Câmara Municipal do Rio, no ano passado. Eles também estão associados a um grupo no Recife, uma das cidades do Nordeste que visitaram. “Fomos fazer campo de base”, disse o veterano. Ativistas colombianos e venezuelanos vieram trocar experiências com eles. A bailarina está interessada nos zapatistas, e prepara-se para ir visitá-los no México. Ela gosta do filósofo germano-americano Herbert Marcuse, ideólogo da contracultura, para quem “não temos que quebrar o sistema nem por dentro nem por fora, mas por suas brechas”.

Alguns abandonaram estudos e trabalho para se dedicar à causa em tempo integral. Outros a conciliam com uma vida “normal”. Têm carros e cedem seus apartamentos para a “causa”. O repórter do Estado esteve em dois “aparelhos”, para usar um termo dos anos 70, na região da Avenida Paulista. Num deles, o anfitrião calçava pantufas de ursinho. Em duas situações, o repórter viu black blocs dando esmolas na rua. Pessoalmente, são gentis e educados, em contraste com a imagem de violência associada a eles.

O perfil social dos black blocs é variado. Alguns são pobres e moram na periferia. Outros são de classe média baixa e vivem na região central da cidade. O repórter conheceu apenas um caso de um rapaz de classe alta, cujos pais moram em um bairro nobre de São Paulo. Depois de ler o primeiro texto anarquista, aos 13 anos, pediu para seus pais pararem de pagar escola para ele. Hoje com 18 anos, mora com a namorada na região oeste de São Paulo, trabalha e estuda, e participa das ações mais ousadas dos black blocs.

Polícia. Quase todos concluíram, abandonaram ou fazem faculdade. E sofreram violência policial. Quando o veterano tinha 14 anos, a polícia veio despejar sua família do barraco em que viviam, no Parque São Luís, na zona norte de São Paulo. “Estávamos devendo o aluguel e parece que o dono tinha um parente militar, porque a polícia não pode chegar assim, sem um mandado”, recorda. “Um policial alterou a voz com a minha mãe, entrei na frente e ele deu um tapa na minha cara. Eu nunca tinha apanhado, nunca tinha tacado pedra na polícia. Hoje, jogo coquetel molotov com gosto.”

“A maioria dos presos é punk”, diz o veterano. “A gente ‘cola’ muito com os punks. São inteligentes, não são vândalos”, continua, empregando esse termo para quem depreda aleatoriamente, sem seguir a tática, que preconiza ações com motivo claro. “Não cobrem a cara. Em tudo o que eles acham justo, eles estão. A polícia prende os punks e, por causa da cor da roupa, diz que são black blocs.”

Um rapaz de 20 anos conta que aderiu à tática depois de levar três balas de borracha da polícia – uma na perna esquerda e outra nas costas, no distúrbio na Rua Maria Antonia, no dia 13 de junho; e uma no estômago, na manifestação do 7 de Setembro, a que teve a maior participação de black blocs e de seus seguidores adolescentes.

“Não vejo sentido em quebrar banco, mas vejo a polícia como órgão repressor, e nosso papel é proteger os manifestantes”, assinala o rapaz, que estuda Direito em uma faculdade privada, com 100% de bolsa do ProUni, e faz estágio em uma imobiliária. Ele mora em um bairro da região central com a mãe, empregada doméstica.

A bailarina afirma ter sido assediada sexualmente por policiais, antes de aderir à tática.

Um programador de 32 anos que apoia o movimento acredita que seu pai, que era dono de um bingo, tenha sido morto por policiais, por não pagar a quantia exigida por eles para manter o negócio funcionando, quando se tornou ilegal, em 1998. Seus conhecimentos profissionais são valiosos para os black blocs, que se apoiam na atividade de hackers. No primeiro encontro com o repórter do Estado, o veterano lhe disse: “O seu CPF não é de São Paulo”, para deixar claro que o havia investigado.

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– Dicas dos EUA para americanos que virão à Copa

Ora essa! O Governo dos Estados Unidos divulgou uma série de dicas/aconselhamentos ao cidadão que virá ao Brasil assistir a Copa do Mundo.

Veja só se algumas delas são válidas ou não:

  1. “Carreguem camisinhas compradas em seu país natal, pois, ao comemorar gols, as pessoas podem incentivar viajantes a fazer sexo sem proteção, especialmente se álcool e drogas estiverem envolvidos
  2. “Opte por acomodações entre o 2º e o 6º andares nos hotéis. Um quarto no 1º andar de um hotel pode oferecer acesso mais fácil para criminosos. Quartos no 7º andar e acima podem dificultar a fuga em caso de um incêndio”.
  3. “É recomendável tomar injeções contra sarampo, rubéola, caxumba, difteria, tétano, coqueluche, catapora, poliomielite e gripe. Se possível, também para hepatite A e B, febre amarela e raiva.”
  4. Não nadar em rios e lagos.”
  5. “Cuidado com sequestros-relâmpago, crimes de rua e furtos em lugares públicos, como aeroportos, recepção de hotéis e estações de ônibus, pois a taxa de homicídios é quatro vezes maior que a dos EUA e a de outros crimes é tão alta quanto“.
  6. “A polícia costuma usar gás lacrimogênio e unidades montadas para dispersar manifestantes políticos, tenha cuidado”.
  7. “Se souber de protestos nas proximidades, permaneça dentro de um local com portas e janelas fechadas”.

E aí, preocupações pertinentes ou não? Aliás, se você fosse americano e recebesse esse guia, como reagiria?

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– Posto Harmonia, 8 anos!

Estamos completando 8 anos de funcionamento. Agradecemos aos nossos clientes e queremos continuar aservir com qualidade, e completar sua satisfação.

Obrigado a todos!

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Rafael e Priscila – AUTO POSTO HARMONIA LTDA