– Festa e Saudade

Nesses últimos dias, nossa querida família Porcari festejou com júbilo o matrimônio da Priscila com o Augusto. Ali estavam também Telles, Pansarin, Oliveira (Barroca) e muitos outros parentes e amigos, que não caberiam nesse texto se citados.

Cá com meus botões… nossa felicidade foi tão grande, que talvez não pudesse ser dimensionada. Mas se alguns que estão no Céu ainda estivessem por essas bandas daqui desse mundão de Deus?

Fiquei imaginando o Toninho Porcari (meu, nosso, de todos os netos… Vô Tóni), ou o velho Reynaldo (simplesmente “o Nôno”)! Que festa eles teriam feito nesse último sábado, não? Aliás, não só nesse sábado, mas em todos os sábados, domingos ou dias quaisquer que tivéssemos algum encontro em família.

Alguém duvida que a sanfona ditaria as entoadas seja no almoço, na tarde ou na noite?

Ou que as risadas se multiplicariam ainda mais? E olha que isso até pareceria impossível… Mas quem os conheceu, sabe que conseguiam levar a alegria, o carisma e a bagunça sadia onde quer que estivessem.

Somos tantos que deles vieram. Somos filhos, netos e bisnetos. Somos primos, sobrinhos, afilhados. Somos amigos, amigos e… amigos – pois, claro, inimigos nunca tiveram.

Quis o Altíssimo que a folia também ressoasse com os santos. Afinal, festa boa por aqui deve ser compartilhada lá em Cima! Imagino no dia em que a Pri casou os poemas do Vô Manelão no som da harmônica do Vô Tóni. Ôpa, estavam lá também o Primo Porcari, o Tio Tomasso, o Roberto e tantos outros… mas que farra e quanto vinho! Ah se São Pedro percebesse! Ao fundo, vejo a Vó Nória contando histórias da Ermida, nossa doce Raquel feliz ao lado dos anjos esbanjando pureza e minha mãe Cida servindo os petiscos caprichosos que sempre fazia. Nunca me esqueço do brigadeirão de colher. Hum…!!!

É claro que todos nós juntos festejamos. Dentro dos nossos corações com a saudade que não acaba.

Maltrata, é verdade.

Mas ao mesmo tempo consola, pois lembramo-nos dos seus sorrisos, do carinho e do amor sincero, puro e que nada queriam em troca.

A propósito, e se lá atrás essa italianada tutti buona gente não era arrivata por aqui?

Dio mio!

Aí do Alto, certamente, essa dupla de sanfoneiros devem ter feito uma festança só…

Êita lembrança doce e gostosa.

Você que é antigo do bairro se recordará do nosso Nôno Reynaldo sentado à beira da Estrada vendendo dúzias de bananas, ou das uvas do nosso Vô Toninho, ou da sanfona, ou da jardineira, ou do bar do Medeiros. Não importa. Seja como vierem na nossa memória, valerá a feliz recordação desses homens que nos INSPIRARAM, nos INSPIRAM e certamente INSPIRARÃO nossas futuras gerações, seja com o exemplo de ALEGRIA ou de TRABALHO.

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(foto de 29/02/1984)

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