Li trechos do livro “1950: o Preço de uma Copa”, de Diego Salgado, Beatriz Farrugia, Gustavo Zucchi e Murilo Ximenes (Editora Letras do Brasil).
Vejam que curioso e como a história se repete:
1) O grande problema às vésperas do Mundial de Futebol há 64 anos atrás era a influência econômica e política, além dos atrasos nos estádios. Faltando 7 dias para a abertura da Copa, o Maracanã, estádio do primeiro jogo, possuía andaimes!
2) Na abertura do torneio, o entorno do estádio estava repleto de obras inacabadas.
3) Carlos Lacerda, influente político na época, discursou: “as obras são eleitoreiras; há muito interesse que se construa certos estádios para pares políticos, a fim de ganhar o povo com demagogia.”
4) Quando o Brasil aceitou ser sede de 50, houve a afirmação de que não haveria investimento público, somente privado. Soa familiar?
5) “Por que essas obras não são revertidas para construção de hospitais e escolas?”, reclamava a oposição da época.
Se a organização da 1a Copa do Mundo se assemelha demais com a da 2a, tomara que a final (cujo palco será o mesmo) tenha desfecho diferente.
Em tempo: em valores corrigidos, o Maracanã de 1950 foi orçado em 260 milhões de reais. Ao final das contas, custou 410 mi.

