– Protesto popular na Argentina para Convocação?

Sabella, treinador da Argentina, estará pressionado pela opinião pública local. Não é que os argentinos estão se organizando pelas redes sociais para um megaprotesto contra ele na Praça do Obelisco, tradicional ponto de manifestações?

Motivo: querem a convocação de Tevez, que não tem sido chamado pelo técnico. A verdade é que Carlitos tem a seu favor o carisma da torcida do Boca Júniors, além da antipatia de muitos hermanos por Messi, que é contestado pelos mais rigorosos com o argumento de que “não joga pela Seleção Argentina o que costuma jogar pelo Barcelona“.

E você, faria um protesto em favor a qual jogador da Seleção Brasileira, caso fosse convidado para alguma manifestação?

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– Os Truques dos Supermercados para você gastar mais!

Layout, prateleiras estratégicas e disposição de produtos de “emboscada”: veja como os supermercados conseguem fazer você gastar mais, com artimanhas de marketing bem sucedidas (e você nem percebe).

Está nesse vídeo bem animado e curto: http://is.gd/Espertos

– Entrevista de Andrés Sanches sem Padrão FIFA

Ora, ora, ora… eis que o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanches provocou a FIFA em entrevista à Revista Isto É desta semana (ed 2315, pg 6-8, por Rodrigo Cardoso).

Sobre as conversas do Timão com a FIFA em relação ao estádio, disse:

O estádio do Corinthians não tem nada de Padrão FIFA. É padrão Corinthians, padrão Zona Leste, padrão Brasil. A FIFA, no começo, exigiu isso e aquilo. Mas, de um ano e meio pra cá, ficou mais acessível, aberta.

E aí: não existe a história de que os gastos extrapolaram por ser “custo do Padrão FIFA”? Se fosse “custo do Padrão ZL” o estádio não seria mais barato?

Por fim, sem esconder o orgulho de suas relações pessoais, Andrés admite ser candidato a Deputado Federal e assume a condição de “homem do povo”, mas de um jeito irônico. Veja:

Eu não queria entrar na vida política, mas venho sendo convidado por associações, por partido, por amigos… Penso se tudo o que falam sobre Política no Brasil é verdade e vou tentar melhorar isso. Sou pré-candidato a deputado federal pelo PT (…) . [Sobre planos e sucesso], a minha maior vitória no futebol foi mostrar que um cidadão sem faculdade, que não fez curso algum naquela universidade… como chama? Heverton?, Hapton, Hepton? Aquela famosa? (referia-se a Harvard). Bom, aquela lá… Mostrei que com dedicação, coragem e ousadia um cara como eu consegue recuperar um time quebrado.

Sensacional e folclórico, não? Marcelo Damato, do Diário Lance, divulgou em sua coluna De Prima que o número separado pelo Partido dos Trabalhadores a Andrés é o 1313, que foi de José Genoíno na eleição anterior.

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– Salto sediará comitê Regional do Plebiscito Popular

(por Reinaldo Oliveira)

A cidade de Salto promove no dia 10 de abril, evento com entidades da região para a formação do Comitê do Plebiscito popular. O Movimento Levante Popular da Juventude, Movimento dos Atingidos por Barragens, Pastoral Fé e Política da Diocese de Jundiaí e Sindicato dos Papeleiros de Salto, iniciam organização do Comitê do Médio Tietê do Plebiscito Popular. A proposta é fomentar toda a região, através dos jovens, militantes de movimentos e pastorais sociais, trabalhadores e trabalhadoras organizados (as) em sindicatos e toda a população, para que possam participar, sendo protagonistas do plebiscito que mudará a história do Brasil.

Depois de participar de encontros de formação e do Curso Realidade Brasileira, turma Joãozinho Zinclar, em Campinas, Josuel, Claudinho, Netto e Daniel iniciaram a articulação para formação do Comitê. O Sindicato dos Papeleiros de Salto, através do presidente José Luiz, foi o primeiro a aderir ao Comitê, e ainda, deliberou um diretor, para cuidar somente do Plebiscito. “Desde então, estão sendo convidados outros movimentos comprometidos com o povo”, disse Josuel do Levante Popular da Juventude. Várias outras organizações também manifestaram interesse em participar. “O PT (Partido dos Trabalhadores) de Salto, informou que a Cleusa, do setorial Movimentos Populares, participará do Comitê e o Sergio Mercês do PCdoB informou que o partido também estará participando, quanto ao Psol, a professora Rira Diniz, presidenta, também apoiará, disse Claudinho Nascimento da Pastoral Fé e Politica.

O primeiro encontro cos as organizações será dia 10 de abril, ás 18h30min, no Sindicato dos Papeleiros, onde funciona a Secretaria Operativa. “Os Sindicatos, Movimentos Sociais, Pastorais e Partidos Políticos de toda a região, que desejarem participar, podem entrar em contato com a Secretaria Operativa pelo (11) 4029 2507 ou pelo e-mail: plebiscitomediotiete@gmail.com”, informou Carlos Eduardo do Sindicato dos Papeleiros.

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– Ituano será Bicampeão Paulista Inconteste?

O simpático Ituano dos ex-boleiros Juninho Paulista e Doriva pode ser campeão estadual no próximo domingo. Mas ficará a questão: ele, de fato, será o primeiro clube do interior paulista a vencer por duas oportunidades o Paulistão na sua Divisão Principal?

Teoricamente, sim, já que o Ituano é Campeão Paulista de 2002, podendo ser considerado bicampeão.

Porém, há aqueles que contestarão: o Paulistão daquele ano foi disputado sem os clubes grandes, que entraram posteriormente em uma outra fase denominada “Supercampeonato Paulista”, disputado posteriormente ao Torneio Rio-SP e vencido pelo São Paulo FC.

E aí: a 1a divisão de 2002 valeu como Primeirona ou a 1a de verdade equivaleu ao Supercampeonato Paulista?

Deixe seu comentário:

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– CPI Amiga, Inimiga, ou Neutra?

Leio que a possível CPI da Petrobras é desejada pela oposição; já a CPI da Propina do Metrô, se ocorrer, deverá ser conduzida pela situação, intervindo em SP. Ambas com o intuito político, atacando a governança dos partidos na época das Eleições.

Mas ninguém pensa em CPI pelo motivo de acabar com a corrupção, repondo a moral e o dinheiro perdido aos cofres públicos, e, portanto, do povo?

Só pensam neles? Se interessar detonar o próximo, tem CPI. Em condições normais, não.

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– Você queria estar na pele do árbitro da final do Cariocão?

Árbitro de futebol tem que se policiar em tudo. Não basta ser honesto, tem que demonstrar a honestidade.

Marcelo de Lima Henrique pertence às Forças Armadas. Sujeito sério, ótimo árbitro, pertencente ao quadro da FIFA e que está escalado para a decisão do Campeonato Carioca entre Vasco da Gama x Flamengo.

Todavia, o árbitro do “Clássico dos Milhões” está em uma situação difícil. Sua esposa, conversando entre amigos pelo Facebook, brincou com os amigos dela de que “o Vice-Campeonato é certo” ao time da Colina. Vascaína, ela escrevia a uma moça que aparentemente era sua comadre e a outros internautas do seu círculo.

Entretanto… torcedores observaram a discussão e começaram a entrar na conversa, até que um sujeito pergunta quanto ele cobraria para “apitar certinho”, pois estava disposto a cobrir a hipotética (porém inexistente) proposta flamenguista. Ironicamente, a moça respondeu que “não tinha cacife para bancar uma proposta”.

E aí, José?

Situação delicada. Quem lê o bate-papo, percebe que é uma conversa cheia de ironia e provocação, nada de sério (ou alguém pensa que se fosse verdade tal relato estaria publicamente divulgado?).

Porém, pense: foi a esposa do árbitro quem escreveu; ele, Marcelo, que não tem nada a ver com a brincadeira, não redigiu uma linha sequer e que devia estar se preparando para o jogo, entrou involuntariamente numa saia justa. O que fazer?

Se fica na escala, pode ser questionado até por lateral invertido. Se sai da rodada, perde um pouco do seu brilho.

A FERJ o manteve. Você também o manteria?

Boa sorte ao Marcelo de Lima Henrique, que todos sabem, é um sujeito íntegro. O problema é: vai explicar isso ao torcedor fanático… Se o torcedor comum já se preocupa com qual time o juiz torce (e quem é arbitro sabe: não dá para torcer para clube depois que se engata a carreira, você torce para o seu sucesso e acaba deixando de torcer naturalmente para o seu antigo time), imagine aqueles que gostam de uma polêmica, o que dirão?

E tal episódio trará de novo o debate: a participação dos árbitros em redes sociais! Os que são contra, se apoiarão nesse episódio e há quem defenderá que até os seus parentes deverão cair fora delas!

O problema não é estar no Facebook, Google+ ou Twitter; é o mau uso.

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– Os Pegadores e as Vagabundas

Na minha juventude, homens que saíam com muitas garotas eram invejados e chamados de ‘garanhões’. Mulheres que saíssem com muitos homens tinham outros nomes pejorativos e eram detestadas, rotuladas de prostitutas!

Ruth de Aquino, importante colunista, escreveu há dias uma importante coluna sobre esse comportamento machista e sobre o número de parceiros (as) sexuais dos dias atuais.

Interessante, extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI127931-15230,00-OS+PEGADORES+E+AS+VAGABUNDAS.html

OS PEGADORES E AS VAGABUNDAS

por Ruth de Aquino

Jovens mulheres têm três vezes mais parceiros sexuais do que tinham suas avós na mesma idade, segundo uma pesquisa com 3 mil moças de até 24 anos na Inglaterra. A pesquisa revelou que elas já tinham feito sexo com, em média, 5,65 homens. Uma em cada dez entrevistadas disse ter ido para a cama com mais de dez parceiros. Assim que os dados foram divulgados no blog Sexpedia, da jornalista Fernanda Colavitti, em epoca.com.br, uma espécie de ódio machista se abateu contra aquelas que muitos chamavam de “vagabundas”. Os comentários raivosos refletem a reação sincera de muitos homens ao encontrar uma mulher livre para exercer seu desejo. No Ocidente, até os anos 70 a virgindade era o tabu. Era vergonhoso para um homem casar com defloradas. O hímen era exibido como troféu. Felizmente, esse tempo passou.

Agora, é como se os machistas usassem a quantidade de parceiros para rotular uma mulher como “direita” ou “fácil”. “Posso ser machista e antiquado, mas mulher que teve mais de cinco parceiros não merece respeito”, diz o comentário do internauta Juliano ao post no Sexpedia. “Não sou preconceituoso, mas me incomodaria casar com uma mulher que muita gente já provou”, afirma Ricardo. “Saudades de quando havia uma distinção entre mulheres corretas e vagabundas”, diz Evandro. “Não quero pegar resto dos outros”, escreve Renato.

É sintomático como essa atitude muda completamente quando entra em jogo o número de parceiras sexuais do homem. Aí, o “garanhão” de antigamente hoje se chama “pegador”. Bom de cama, contribui como macho para a reprodução da espécie, faz pose de experiente e conquista um indisfarçável respeito de seus pares masculinos. Mas a mulher que transa com muitos é logo tachada de “vagabunda”. Qual seria o número mágico de parceiros sexuais que transforma uma jovem normal em promíscua aos olhos machistas? Três, cinco, dez, 20? “O número não importa tanto”, diz o psicanalista Francisco Daudt. “O que mais apavora um homem nessa hora é o fantasma de, sem saber, criar um filho que não seja dele.”

Os homens mais agressivos com as mulheres livres sentem dificuldade de lidar com a ideia de que elas têm desejo sexual próprio. “É como se a virilidade deles fosse transferida para elas”, afirma o psicanalista Contardo Calligaris. São homens capazes de agredir uma mulher por estar de saia curta. A vida sexual deles costuma ser frustrante, limitada e triste.

O antigo “garanhão” virou “pegador”. Mas mulher com vários parceiros é tachada de “vagabunda”. É ridículo

“Quando eles chamam a mulher de rodada, como um carro de terceira mão, isso não tem a ver com o uso de seu corpo, mas com o medo que ela desperta”, diz Calligaris. “O rapaz pensa: ela sabe fazer sexo melhor que eu. Meu desempenho será comparado ao de outros, mais experientes.” De acordo com a sexóloga Carmita Abdo, “vagabunda é aquela mulher que você quer, mas não te quer”. Aquela que transou com vários não estaria interessada em estabilidade. “Será que eu vou dar conta?”, pensa ele. Como se pudesse controlar a futura dor de uma rejeição ou troca.

Ninguém está sugerindo que é mais feliz quem faz sexo com muita gente, seja homem ou mulher. Mas as moças têm o direito de, caso queiram, experimentar o sexo com responsabilidade e sem culpa. Às vezes, elas próprias mentem. Em epoca.com.br, Luiza fez o seguinte comentário: “Tive de 20 a 25 parceiros e tenho 27 anos. Como sei que a maioria dos homens é machista, sempre digo que tive dois parceiros, o ex e o atual! Muitos homens são bobos. Outros não colocam o número de parceiros como fator determinante do caráter de uma mulher. Esses merecem respeito”.

Os machistas são exceção? Ou a maioria dos adolescentes e adultos de hoje pensa como eles? “Nos últimos anos, os adolescentes se tornaram muito mais caretas”, diz Calligaris. “Essa história de beijar dez ou 20 numa balada parecia ser uma continuação da liberação sexual. Nada disso. É superfície.” Para que insistir em saber quantos parceiros alguém teve no passado? Como diz Daudt, “se soubéssemos em detalhe a vida sexual que cada um leva, e as fantasias de cada um, ninguém ficaria com ninguém”.

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– A Maldita Sina do Vice-Campeão do Paulistão

Nos últimos 25 anos de Campeonato Paulista, em 9 oportunidades a finalíssima não foi disputada entre confrontos diretos que envolvessem os 4 times grandes do estado.

E nessas nove disputas, em 7 os times pequenos se tornaram vice-campeões após perderem o título para um grande (exceção feita a 1990 e 2004, com finais “caipiras”).

Veja que curioso: sabe como estão hoje, em 2014, os 9 vice-campeões do interior? Péssimos!

Abaixo:

1989 – São José – 3a divisão, (rebaixado da 2a p/ a 3a em 2014)

1990 – Novorizontino – 3a divisão, 2a posição na tabela

2001 – Botafogo – 1a divisão

2002 – União São João – 4a divisão

2004 – Paulista – 2a divisão (rebaixado da 1a p/ a 2a em 2014)

2007 – São Caetano – 2a divisão, 15a posição (lutando contra o rebaix à 3a div)

2008 – Ponte Preta – 1a divisão

2010 – Santo André – 2a divisão, 6a posição na tabela

2012 – Guarani – 2a divisão, 12a posição na tabela

Seria uma “maldição” aos clubes pequenos conquistarem a vaga à final? Ou tal fato ilude os times pequenos, os faz acreditar que estão fortes e logo após caem na realidade (e na tabela)?

Interessante refletir sobre esse dado!

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– Descanse em Paz, Pe Celso!

Nossa comunidade perdeu o Padre Celso, 84 anos, que deixa 10 filhos e milhares de amigos. Servindo a Igreja aqui na Paróquia São João Bosco, ele faleceu neste domingo.

Haverá Missa de corpo presente com o Bispo Dom Vicente às 09h na Matriz. O enterro se dará às 13h, no Cemitério dos Ipês.

Curiosidade: Na Diocese de Jundiaí, assim como o Padre Celso Arantes, há outro sacerdote ordenado após a viuvez: Padre José Brombal, com 13 filhos!

Abaixo, foto e texto de vanda Rafael do Amaral:

Descanse Em Paz Padre Celso Arantes…Obrigado Pela sua Dedicação à Igreja da Diocese de Jundiaí, especialmente a Paróquia São João Bosco.. Que Jesus , o Deus da ressurreição o receba na gloria de Deus Pai…e que o Espirito Santo Console seus familiares.

Padre Celso Arantes era Vigário da Paróquia São João Bosco, Parque Eloy Chaves, em Jundiaí . Seu falecimento aconteceu no início da tarde de domingo, dia 06 de abril.O velório acontece na Igreja Matriz da Paróquia São João Bosco, Av Benedito Castilho de Andrade 1091, onde também será presidida a missa de corpo presente, pelo Bispo Dom Vicente Costa, nesta segunda-feira, 07 de abril, às 9h00.

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– Preço dos Combustíveis é elevado por quais motivos?

Pergunta básica ao consumidor brasileiro: o que encarece a Gasolina, o Diesel ou o Etanol?

Resposta simples: impostos altos, má gestão da Petrobrás e corrupção na administração da empresa.

Veja essa matéria abaixo e reflita: 90 bilhões de reais é um valor maior que muitos PIBs mundo afora. E é esse o custo de contratos suspeitos sem licitação da Petrobrás.

Em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/04/1436864-petrobras-fecha-r-90-bi-em-contratos-sem-licitacao.

PETROBRAS FECHA R$ 90 BI EM CONTRATOS SEM LICITAÇÃO

A Petrobras assinou pelo menos R$ 90 bilhões em contratos nos últimos três anos sem fazer qualquer tipo de disputa entre concorrentes, escolhendo, assim, o fornecedor de sua preferência.

O valor contratado sem licitação corresponde a cerca de 28% dos R$ 316 bilhões gastos pela Petrobras entre 2011 e 2013 com empresas que não pertencem à estatal ou que não são concessionárias de água, luz, entre outras.

As modalidades normalmente adotadas pela administração pública, como concorrência e tomada de preços, representam menos de 1% dos contratos da Petrobras. Em 71% dos casos, a forma de controle é mais branda, como carta-convite.

O levantamento da Folha foi feito em registros de extratos de contratos disponíveis da companhia. Eles apontam ainda que compras bilionárias, serviços previsíveis e outros sem complexidade foram dispensados de concorrência. Em suas justificativas, a estatal alega, principalmente, que o contratado era um fornecedor exclusivo ou que havia uma emergência.

Para dispensar as disputas, a Petrobras se baseia num decreto de 1998 que lhe dá poderes para firmar contratos de forma mais simplificada que a prevista pela Lei de Licitações, promulgada em 1993.

Esse decreto usa os mesmos termos da lei –como concorrência, convite, dispensa, inexigibilidade– para classificar as formas de contratação. A principal diferença é que a estatal pode dispensar a disputa em compras de valores elevados, o que é proibido pela Lei de Licitações.

Desde 2010, a companhia briga na Justiça com o Tribunal de Contas da União, que a proibiu de contratar por esse formato. O TCU alega a necessidade de uma lei para que a estatal possa realizar os procedimentos simplificados.

Para continuar assinando contratos com base no decreto, a Petrobras se vale de uma decisão provisória (liminar) do Supremo Tribunal Federal, que lhe permitiu manter o procedimento até uma decisão definitiva da corte.

Em 2009, a análise dos contratos sem concorrência foi um dos focos da CPI da Petrobras no Senado, que acabou praticamente sem nada investigar. Caso vingue a instalação de uma nova CPI, em discussão no Congresso, essas contratações estarão na mira dos congressistas.

A análise dos contratos indica que o volume sem disputa começou a diminuir em 2012, com a chegada da nova diretoria da estatal comandada por Graça Foster. Mas, como em 2013 também foram reduzidos os gastos totais da empresa, o percentual contratado sem concorrência voltou a aumentar e chegou a 30%.

No caso do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), por exemplo, chamam a atenção os valores: duas obras –R$ 3,9 bilhões e R$ 1,9 bilhão– não tiveram concorrência em 2011. A Petrobras apresentou como justificativa para as obras das estações de tratamento de água e esgoto do complexo dessa refinaria, tocada por um consórcio liderado pela UTC Engenharia, falta de tempo hábil para uma disputa. As obras estão anunciadas desde 2006.

No caso da obra chamada Pipe Rack (suportes para tubulações), cujo consórcio é liderado pela Odebrecht, a Petrobras achou o preço da concorrência elevado e preferiu chamar um grupo de construtoras para fazê-la. Mas, como recebeu vários aditivos depois, a obra está mais cara que o previsto inicialmente.

Duas companhias, a Vallourec Tubos e a Confab Industrial, são contratadas em valores que ultrapassam os R$ 20 bilhões, sob a alegação de que o material delas é exclusivo. Ambas são fornecedoras de tubos. A exclusividade também foi a justificativa para contratar a BJ Services e a Schlumberger, responsáveis pela cimentação de poços de petróleo.

Até contratos como terceirização de pessoal dispensam concorrência. Em 2012, a Personal Services ganhou R$ 38 milhões sem disputa sob a alegação de emergência para oferecer apoio administrativo.

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– O Grave Erro do Árbitro em Ituano 1 x 0 Santos. Culpa de quem?

Falamos na última semana que se o jogo fosse Santos x Palmeiras, Rodrigo Guarizzo não teria sido sorteado (texto em: http://is.gd/Azarao). E, de fato, quando exigido, falhou.

O que dizer da bola na mão (e não “mão na bola”) que virou pênalti para o Santos?

Na verdade, o grande problema que tem ocorrido em lances desse tipo é a nova orientação para a interpretação de infrações por uso indevido de mãos na bola. A Regra não mudou, continua-se avaliando a intenção ou não (lembrando que essa é a única falta que não pode ser marcada por imprudência). Agora, deve-se levar em conta se há a “subjetiva intenção”, ou seja, o desejo velado de meter a mão na bola e disfarçar a situação como casualidade (para as outras condições, clique em: http://is.gd/524eGZ).

Na partida de hoje, Guarizzo errou ao marcar mão na bola. Nada de intenção disfarçada, o zagueiro tenta tirar o braço e não consegue a tempo. O contato é inevitável, o membro não sumirá instantaneamente do corpo.

Mas por quê isso têm acontecido frequentemente?

Na pré-temporada, a FPF trabalhou bastante essa situação. Não acredito que foi vendida pela Comissão de Árbitros a ideia de que “bateu na mão” deva ser marcado pênalti, pois, afinal, é uma situação que merecia demissão imediata dos seus integrantes pela gravidade do erro. O Cel Marcos Marinho não é do ramo, dá para entender; seu assessor Arthur Alves Júnior divide o tempo como membro da CEAF-SP, dirigente da Coafesp e presidente da Safesp, e, talvez, não tivesse tido tempo para orientar melhor. Mas não entra na minha cabeça que o Roberto Perassi e a Sílvia Regina, da Escola de Árbitros, não tenham falado sobre esse tipo de lance.

Conversei bastante sobre os trabalhos da Pré-Temporada com alguns árbitros que participaram, e ambos diziam o seguinte: “chegamos a um consenso que em quase todos os lances é para marcar a falta/ pênalti, mas não quer dizer que bateu na mão é infração”. Um deles me disse: “agora, está mais fácil marcar pênalti”.

Discordo. Está muito mais difícil! A subjetividade é traiçoeira no futebol.

Vide o seguinte: marcaram pênaltis em bola na mão vários árbitros medianos / ruins ao longo do Paulistão. Mas Luiz Flávio de Oliveira, Raphael Claus, Marcelo Rogério ou Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza marcaram em lances semelhantes nos seus jogos?

Não. Portanto, se houve de fato a inadmissível orientação errada, os bons têm corrigido o equívoco, pois são mais experientes e capacitados.

Em tempo: a CBF promoveu nos últimos dias um curso de aprimoramento aos seus árbitros, e vários assuntos (como esse) foram tratados. Guarizzo também estava lá! Será que veremos no Brasileirão lances e decisões iguais ao deste domingo, ou no Paulista as jogadas de dúvida são diferentes?

Não posso ser leviano em dizer que, se o lance fosse em favor do Ituano, o pênalti não seria marcado. Aí seria má fé, e não creio nisso, mas sim na incompetência e no equívoco.

E você, marcaria pênalti ou não?

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– O Grave Erro do Árbitro em Ituano 1 x 0 Santos. Culpa de quem?

Falamos na última semana que se o jogo fosse Santos x Palmeiras, Rodrigo Guarizzo não teria sido sorteado (texto em: http://is.gd/Azarao). E, de fato, quando exigido, falhou.

O que dizer da bola na mão (e não “mão na bola”) que virou pênalti para o Santos?

Na verdade, o grande problema que tem ocorrido em lances desse tipo é a nova orientação para a interpretação de infrações por uso indevido de mãos na bola. A Regra não mudou, continua-se avaliando a intenção ou não (lembrando que essa é a única falta que não pode ser marcada por imprudência). Agora, deve-se levar em conta se há a “subjetiva intenção”, ou seja, o desejo velado de meter a mão na bola e disfarçar a situação como casualidade (para as outras condições, clique em: http://is.gd/524eGZ).

Na partida de hoje, Guarizzo errou ao marcar mão na bola. Nada de intenção disfarçada, o zagueiro tenta tirar o braço e não consegue a tempo. O contato é inevitável, o membro não sumirá instantaneamente do corpo.

Mas por quê isso têm acontecido frequentemente?

Na pré-temporada, a FPF trabalhou bastante essa situação. Não acredito que foi vendida pela Comissão de Árbitros a ideia de que “bateu na mão” deva ser marcado pênalti, pois, afinal, é uma situação que merecia demissão imediata dos seus integrantes pela gravidade do erro. O Cel Marcos Marinho não é do ramo, dá para entender; seu assessor Arthur Alves Júnior divide o tempo como membro da CEAF-SP, dirigente da Coafesp e presidente da Safesp, e, talvez, não tivesse tido tempo para orientar melhor. Mas não entra na minha cabeça que o Roberto Perassi e a Sílvia Regina, da Escola de Árbitros, não tenham falado sobre esse tipo de lance.

Conversei bastante sobre os trabalhos da Pré-Temporada com alguns árbitros que participaram, e ambos diziam o seguinte: “chegamos a um consenso que em quase todos os lances é para marcar a falta/ pênalti, mas não quer dizer que bateu na mão é infração”. Um deles me disse: “agora, está mais fácil marcar pênalti”.

Discordo. Está muito mais difícil! A subjetividade é traiçoeira no futebol.

Vide o seguinte: marcaram pênaltis em bola na mão vários árbitros medianos / ruins ao longo do Paulistão. Mas Luiz Flávio de Oliveira, Raphael Claus, Marcelo Rogério ou Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza marcaram em lances semelhantes nos seus jogos?

Não. Portanto, se houve de fato a inadmissível orientação errada, os bons têm corrigido o equívoco, pois são mais experientes e capacitados.

Em tempo: a CBF promoveu nos últimos dias um curso de aprimoramento aos seus árbitros, e vários assuntos (como esse) foram tratados. Guarizzo também estava lá! Será que veremos no Brasileirão lances e decisões iguais ao deste domingo, ou no Paulista as jogadas de dúvida são diferentes?

Não posso ser leviano em dizer que, se o lance fosse em favor do Ituano, o pênalti não seria marcado. Aí seria má fé, e não creio nisso, mas sim na incompetência e no equívoco.

E você, marcaria pênalti ou não?

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– A Cobrança de Brincadeirinha da Gol Linhas Aéreas

Obrigado, Gol. Me presenteou com mais um “estudo de caso” aos meus alunos!

Vejam só o que é desrespeito ao consumidor: recebi a minha fatura do cartão de crédito AMEX e me deparei com uma despesa no valor de R$ 1.274,32 em nome da Gol Linhas Aéreas, que não realizei.

Liguei à operadora do Cartão que acusou minha reclamação e a suspensão temporária daquele valor, a fim de verificação. Fui bem atendido e se faça justiça à prontidão da American Express.

Mas quando liguei na Gol… que horror!

Solicitei ao atendente o desejo de saber a que se referia aquela cobrança, e o mesmo disse que de algum trecho que eu deva ter voado. Retruquei que não, que foi um débito lançado há 3 dias e que eu lembraria, evidentemente. E ele insistiu: “o senhor tem certeza que não se esqueceu de que viajou pela Gol nesta semana”?

Pô, que chato! Questionado qual trecho havia sido cobrado e de onde se fez a compra do bilhete, ele disse que “não poderia informar pois não é algo divulgado aos clientes”.

Ué, mas se “teoricamente eu comprei e estou sendo cobrado”, não teria o direito de saber a que se refere?

Aí veio a superação da idiotice! O funcionário da Gol tentou me tranquilizar dizendo: “faça o seguinte: considere a cobrança de brincadeirinha para nós e aguarde o seu cartão, pois nós não poderemos fazer nada”.

– Cobrança de brincadeirinha???

E a minha preocupação? Foi cobrado de verdade na fatura! E o meu desgaste? E os quase 40 minutos pendurado no telefone?

Dona Gol, não viajo e nem viajarei – de verdade, de brincadeirinha ou de mentirinha – por vocês.

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– Estado Futebolístico de Exceção

O deputado federal Chico Alencar, do PSOL-RJ, escreveu exatamente há dois anos um importante artigo Folha de São Paulo (06/04/2012, pg 3) sobre a FIFA e a Copa. Disse que o futebol se transforma “de caixinha de surpresas para caixa-registradora”.

Ainda, fala sobre as “zonas de exclusão” nas quais a FIFA atuará e se beneficiará, contrariando interesses do país. Abaixo:

ESTADO FUTEBOLÍSTICO DE EXCEÇÃO

por Chico Alencar, do PSOL-RJ

O manifesto dos tenentes rebelados em São Paulo, em 1924, denunciava: “O Brasil está reduzido a verdadeiras satrapias, desconhecendo-se completamente o merecimento dos homens e estabelecendo-se como condição primordial, para o acesso às posições de evidência, o servilismo contumaz”.

Passados 88 anos, um anacrônico servilismo emoldura as iniciativas nas 12 cidades-sede da Copa de 2014 e nas alterações legais que o Congresso Nacional está votando para receber o megaevento.

Sobra subserviência, falta transparência: os compromissos do governo com a Fifa, assinados em 2007, seguem cercados de mistério. As informações sobre gastos e etapas das obras, nos portais oficiais, são contraditórias e incompletas.

O processo de remoção de moradias, que pode afetar 170 mil pessoas, desrespeita o princípio do “chave por chave”, que diz que ninguém pode ser despejado de sua casa sem receber outra, próxima e melhor.

O projeto da Lei Geral da Copa – bem mais do que uma “lei do copo de cerveja” nas partidas – transforma o Brasil em protetorado de interesses mercantis.

Ele “expulsa de campo” a legislação nacional que regula concorrência, patentes, direitos do consumidor, transmissões esportivas, gastos orçamentários, publicidade, punição a delitos e até calendário escolar. A lei das licitações já fora “escanteada” pelo Regime Diferenciado de Contratações. Uma entidade privada internacional impõe legislação excepcional, garantindo isenções fiscais a mais de mil produtos!

O projeto aprovado na Câmara assegura megaprivilégios à Fifa. O Inpi vira um “cartório particular”, com regime especial para pedidos de registro de “marcas de alto renome” apresentadas pela entidade.

Libera-se uma associação suíça de direito privado do pagamento de custos e emolumentos exigidos a todos que requerem registro de marca no Brasil. Trata-se de uma renúncia fiscal longa e onerosa!

O projeto afronta até um preceito defendido pelos liberais de todos os matizes: o da livre iniciativa.

Isto é evidenciado ao se “assegurar à Fifa e às pessoas por ela indicadas a autorização para, com exclusividade, divulgar suas marcas, distribuir, vender, dar publicidade ou realizar propaganda de produtos e serviços, bem como outras atividades promocionais ou de comércio de rua, nos locais oficiais de competição, nas suas imediações e principais vias de acesso”.

Prevê-se também que será objeto de sanções -como prisão de três meses a um ano- a “oferta de provas de comida ou bebida, distribuição de panfletos ou outros materiais promocionais (…), inclusive em automóveis, nos locais oficiais de competição, em suas principais vias de acesso ou em lugares que sejam claramente visíveis a partir daqueles”.

O “Estado Futebolístico de Exceção” cria suas “zonas de exclusão”.

A União fica também obrigada a disponibilizar, sem quaisquer custos para a Fifa, “a segurança, serviços de saúde, vigilância sanitária e alfândega e imigração”.

Além de disponibilizar gratuitamente todos esses serviços para um evento privado, o Brasil também se responsabiliza por quaisquer acidentes que venham a ocorrer.

A Fifa, que ganhou na África do Sul mais de R$ 7,2 bilhões só com radiodifusão e marketing, “marca sob pressão” as nossas autoridades. Em 2011, já faturou R$ 1,67 bilhão com vendas vinculadas à Copa de 2014. Medidas provisórias poderão ser editadas “na prorrogação” para garantir os resultados esperados.

No lugar de caixinha de surpresas, o futebol se transforma em um instrumento para nutrir a caixa-registradora da Fifa e dos seus sócios.

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– As Lojas de Amostras Grátis

No Japão, lojas que dão amostras grátis de seus produtos se tornaram um modismo. E esse mesmo modismo está chegando no Brasil, com algumas redes abrindo suas filiais aqui.

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/67674_PODE+VIR+QUE+E+DE+GRACA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

PODE VIR QUE É DE GRAÇA

por João Loes

Chegam ao Brasil as lojas de amostras grátis, de onde é possível levar, sem pagar, produtos de até R$ 100

Imagine entrar em uma loja com os últimos lançamentos de marcas consagradas de todos os setores, escolher o equivalente a R$ 500 em compras e sair sem pagar nada – nem ser preso por roubo. Isso será possível no mês que vem, com a inauguração da primeira loja de amostras grátis do País, na cidade de São Paulo. Nela, consumidores associados poderão escolher até cinco produtos para levar para casa, com a condição de que respondam a um questionário virtual de avaliação. E para se associar basta desembolsar uma anuidade simbólica que não passa dos R$ 15. Este modelo de negócios, batizado de tryvertising – uma fusão das palavras try (experimentar) e advertising (propaganda) –, desembarca no Brasil depois de quatro anos de sucesso no Japão, na Espanha e nos Estados Unidos. “Corri para me cadastrar”, conta a socióloga paulistana Cristiane Donini, 40 anos. “Como posso levar sem pagar, acho que vou me sentir mais livre para experimentar produtos que eu não levaria se tivesse que pagar.”

Dar diferentes opções de amostras grátis para o consumidor é a novidade dessas lojas. Embora sejam usadas pela indústria da propaganda, as amostras, de maneira geral, chegam ao comprador em potencial sem muito critério, como um sachê de xampu em uma revista, bebidas em um bar ou produtos em supermercados. O produto pode até acabar nas mãos de quem interessa, mas o risco de que a amostra seja esquecida ou descartada é enorme. No tryvertising um importante filtro entra em ação logo de início: o da escolha do comprador, pois ele quer o produto. “Com isso, a avaliação que recebemos é mais relevante”, explica João Pedro Borges Badue, publicitário e sócio da Sample Central!, uma rede internacional de lojas de amostras grátis que abre sua filial brasileira em junho, também em São Paulo. “Culturalmente, o brasileiro é curioso e aberto ao que é novo”, lembra Badue, que investiu R$ 4 milhões na empreitada com sócios como a agência Bullet e a empresa de pesquisas Ibope. No primeiro ano, eles esperam recuperar o investimento faturando R$ 7 milhões.

A pioneira no Brasil será o Clube Amostra Grátis, que abre as portas em 11 de maio num espaço de 400 m2. “Como não temos vínculos fortes com agências de publicidade, podemos aumentar a variedade de amostras grátis em nossas gôndolas”, diz Luis Gaetta, publicitário e fundador do clube. Ter uma carteira variada de clientes expondo é fundamental, pois parte do faturamento das lojas decorre da venda dos espaços nas gôndolas às empresas que querem exibir seus produtos. Somadas, as expectativas de cadastro de clientes no primeiro ano das duas lojas chega a 60 mil pessoas. Parece que dar opinião finalmente virou um negócio lucrativo para todos.

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– Os árbitros contra o Bom Senso FC e outras novidades para o Brasileirão de 2014

Causou muita polêmica a Circular 10/2014, datada de 26/02/14 (mas publicada só agora pelo site da CBF, após trabalhos realizados com os árbitros de futebol que trabalharão no Campeonato Brasileiro). São várias e importantíssimas orientações, que certamente polemizarão:

A- MANIFESTAÇÕES

No item 13 da Circular está destacado que:

Os componentes da arbitragem devem promover esforços no sentido de procurar evitar que possíveis manifestações nos jogos do Campeonato Brasileiro sejam concretizadas quando houver desrespeito às regras, inclusive com alertas e avisos dados pelos 4°s árbitros aos responsáveis pelas equipes quando da ida aos vestiários antes das partidas. Esses avisos devem ser feitos esclarecendo que determinadas atitudes estão previstas nas Regras de Jogo com as devidas advertências e providências que devem ser tomadas pela arbitragem, não sendo iniciativas da CBF ou da Comissão de Arbitragem da CBF e, sim, normas já existentes emanadas pelo IFAB e constantes do Livro de Regras de Futebol em vigor.”

Trocando em miúdos: a CBF usa as orientações internacionais de que não podem existir manifestações políticas, raciais ou religiosas, sejam escritas ou gestuais antes, durante e depois das partidas de futebol. Isso deve ser punido e relatado.

Se um jogador atrasa a partida propositalmente, deve receber Cartão Amarelo por “retardar o início /ou reinício da partida”. Se ele faz algo fora do âmbito esportivo, deve receber a Advertência por conduta antidesportiva. E se os jogadores cruzarem os braços antes do tiro inicial ou se sentarem no gramado por 1 minuto?

Estou para ver um árbitro que seja corajoso de aplicar o Cartão Amarelo aos 22 jogadores! “Duvido e-o-dó”, como diriam os mais antigos.

Claro que um subterfúgio possível a ser utilizado será o de dar a advertência ao capitão de cada equipe, representando a agremiação. Ainda assim, considero uma bobagem.

Parece que a CBF está tentando confrontar o Bom Senso FC, afinal, para quê tal destaque nesse quesito “manifestações durante as partidas”?

Deve-se lembrar: O conceito “Manifestação” é amplo para a FIFA. Quer exemplos?

A1- Antigamente, era muito comum nas equipes de divisões inferiores o “bom político” ceder camisas com seu nome (como se fosse o patrocínio master), claramente para fazer campanha eleitoral. Isso não pode. Também gesto nazista/ facista ou qualquer outra coisa que lembre política.

A2- Recentemente, a FIFA demonstrou grande preocupação com as comemorações da Seleção Brasileira na Copa das Confederações da África do Sul, após a vitória contra os EUA, quando Kaká, Lúcio e demais atletas evangélicos promoveram um mini-culto pós-vitória dentro do campo. A entidade pediu para que se evitasse tais demonstrações de fé. Na época, a Dinamarca fez um protesto formal da atitude dos “atletas de Cristo” pois no esporte, segundo a própria Federação Dinamarquesa, “deve-se respeitar todas as crenças e a descrença, e os brasileiros mostraram fanatismo religioso na ocasião”. A queixa foi aceita e se enfatizou o rigor contra tais manifestações.

Já imaginaram a confusão que dará se um jogador tomar Amarelo depois do jogo por chamar seus companheiros para uma efusiva roda de oração depois da partida (já que se permite o cartão pós-jogo)? O árbitro menos instruído, se bobear, vai dar cartão na hora do Sinal-da-Cruz!

B- RACISMO

Mas, se quer se mostrar ditatorial a CBF quanto ao Bom Senso e laica / apolítica quanto às outras práticas (APOLÍTICA parece ser gozação, não?), mostra-se também preocupada positivamente contra o Racismo. No item 16.4, os árbitros deverão:

Paralisar imediatamente a partida quando identificada a prática de atos ou cânticos discriminatórios, racistas, xenófobos e/ou homofóbicos devendo ser chamado o delegado do jogo e o comandante do policiamento da partida para notificação. Registrar o fato em relatório indicando a origem dos atos”.

Enfim uma bola dentro da CBF…

C- RESERVAS

Há outras coisas não entendíveis pela Comissão de Árbitros. Se há 3 anos já se pode ter 11 reservas no banco de suplentes (no Brasil, só no ano passado isso foi utilizado pois na maior parte dos estádios não havia – acredite – espaço maior no banco de reservas, somente para 7), para esse ano, mesmo com a permissão para mais atletas, o item 12 da Circular diz:

Somente poderão participar do aquecimento 6 (seis) jogadores de cada vez, no local determinado pelo árbitro”.

Pois é, eu não queria ser um dos 4 que assistirão por 90 minutos o jogo como expectadores privilegiados, sem chances de entrar. Tem Arena que custa mais de 1 bilhão de reais e esse local de aquecimento não foi pensado?

D- VESTES DA CABEÇA

Por fim, eis um problema a ser explorado pela CBF: o item 9 com a mudança da Regra 4, que se refere a acessórios na cabeça!

Uma queixa dos povos árabes, e em especial das mulheres, era o não-aceite de véus (hijab) sobre as cabeças. A Seleção Iraniana Feminina já houvera realizado partidas dentro do país com o estádio fechado para que os homens não vissem as atletas com as cabeças descobertas, de acordo com um preceito religioso muçulmano mais radical. Ainda: já recusou a participação em competições internacionais (como nos Jogos Olímpicos de Londres 2012) pois não concordava com a exposição das atletas sem o véu islâmico. Uma comunidade sikh canadense solicitou a intervenção à Federação do Canadá para que a FIFA liberasse o turbante (Sikhismo é uma crença originária da Caxemira, região disputada pela Índia e Paquistão, e que mistura elementos do hinduísmo e islamismo), após uma confusão entre atletas oriundos de uma equipe dessa comunidade em Qebec, pois seus adversários se recusaram a jogar contra eles pelas vestes que usavam na cabeça. Também a Jordânia pressionou a FIFA, já que em 2016 haverá a Copa do Mundo Feminina Sub17 naquele país árabe.

Assim, após testes autorizados por 2 anos, liberou-se véus e turbantes. Jérome Valckè justificou o uso na ocasião: “Nós não podemos fazer discriminação. O que se aplica às mulheres pode ser aplicado aos homens”. Porém, os adereços usados deverão ser adaptados e não terão o mesmo aspecto visual do véu ou do turbante usados no dia a dia, pois deverá ter a mesma cor do uniforme e estar preso na cabeça sem nenhum tipo de alfinete, para evitar qualquer incidente durante o jogo.

Já imaginaram cabecear a bola usando turbante?

A primeira confusão já ocorreu: a França não permitiu o uso dos turbantes pois há uma Lei Federal da Laicidade que proíbe qualquer símbolo religioso em locais públicos. A FFF coibiu severamente não permitindo que atletas muçulmanos usassem o acessório.

A confusão vem aqui: o texto da Regra do Jogo foi mais amplo, dizendo:

Jugadores y jugadoras pueden llevar prendas de vestir que cubran la cabeza”.

Estou louco para ver um jogador mais rebelde entrar com o livrinho de regras debaixo do braço e perguntar ao juizão: “agora vou poder jogador de boné, solidéu/ quipá ou de gorro, né, ‘professor’?”. Aliás: goleiro de boné é normal, afim de proteger do sol. Mas e na linha?

E aí, o que você acha de tudo isso? Para mim, um conjunto de orientações visando minar o Bom Senso FC com outras bem confusas.

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– Os árbitros contra o Bom Senso FC e outras novidades para o Brasileirão de 2014

Causou muita polêmica a Circular 10/2014, datada de 26/02/14 (mas publicada só agora pelo site da CBF, após trabalhos realizados com os árbitros de futebol que trabalharão no Campeonato Brasileiro). São várias e importantíssimas orientações, que certamente polemizarão:

A- MANIFESTAÇÕES

No item 13 da Circular está destacado que:

Os componentes da arbitragem devem promover esforços no sentido de procurar evitar que possíveis manifestações nos jogos do Campeonato Brasileiro sejam concretizadas quando houver desrespeito às regras, inclusive com alertas e avisos dados pelos 4°s árbitros aos responsáveis pelas equipes quando da ida aos vestiários antes das partidas. Esses avisos devem ser feitos esclarecendo que determinadas atitudes estão previstas nas Regras de Jogo com as devidas advertências e providências que devem ser tomadas pela arbitragem, não sendo iniciativas da CBF ou da Comissão de Arbitragem da CBF e, sim, normas já existentes emanadas pelo IFAB e constantes do Livro de Regras de Futebol em vigor.”

Trocando em miúdos: a CBF usa as orientações internacionais de que não podem existir manifestações políticas, raciais ou religiosas, sejam escritas ou gestuais antes, durante e depois das partidas de futebol. Isso deve ser punido e relatado.

Se um jogador atrasa a partida propositalmente, deve receber Cartão Amarelo por “retardar o início /ou reinício da partida”. Se ele faz algo fora do âmbito esportivo, deve receber a Advertência por conduta antidesportiva. E se os jogadores cruzarem os braços antes do tiro inicial ou se sentarem no gramado por 1 minuto?

Estou para ver um árbitro que seja corajoso de aplicar o Cartão Amarelo aos 22 jogadores! “Duvido e-o-dó”, como diriam os mais antigos.

Claro que um subterfúgio possível a ser utilizado será o de dar a advertência ao capitão de cada equipe, representando a agremiação. Ainda assim, considero uma bobagem.

Parece que a CBF está tentando confrontar o Bom Senso FC, afinal, para quê tal destaque nesse quesito “manifestações durante as partidas”?

Deve-se lembrar: O conceito “Manifestação” é amplo para a FIFA. Quer exemplos?

A1- Antigamente, era muito comum nas equipes de divisões inferiores o “bom político” ceder camisas com seu nome (como se fosse o patrocínio master), claramente para fazer campanha eleitoral. Isso não pode. Também gesto nazista/ facista ou qualquer outra coisa que lembre política.

A2- Recentemente, a FIFA demonstrou grande preocupação com as comemorações da Seleção Brasileira na Copa das Confederações da África do Sul, após a vitória contra os EUA, quando Kaká, Lúcio e demais atletas evangélicos promoveram um mini-culto pós-vitória dentro do campo. A entidade pediu para que se evitasse tais demonstrações de fé. Na época, a Dinamarca fez um protesto formal da atitude dos “atletas de Cristo” pois no esporte, segundo a própria Federação Dinamarquesa, “deve-se respeitar todas as crenças e a descrença, e os brasileiros mostraram fanatismo religioso na ocasião”. A queixa foi aceita e se enfatizou o rigor contra tais manifestações.

Já imaginaram a confusão que dará se um jogador tomar Amarelo depois do jogo por chamar seus companheiros para uma efusiva roda de oração depois da partida (já que se permite o cartão pós-jogo)? O árbitro menos instruído, se bobear, vai dar cartão na hora do Sinal-da-Cruz!

B- RACISMO

Mas, se quer se mostrar ditatorial a CBF quanto ao Bom Senso e laica / apolítica quanto às outras práticas (APOLÍTICA parece ser gozação, não?), mostra-se também preocupada positivamente contra o Racismo. No item 16.4, os árbitros deverão:

Paralisar imediatamente a partida quando identificada a prática de atos ou cânticos discriminatórios, racistas, xenófobos e/ou homofóbicos devendo ser chamado o delegado do jogo e o comandante do policiamento da partida para notificação. Registrar o fato em relatório indicando a origem dos atos”.

Enfim uma bola dentro da CBF…

C- RESERVAS

Há outras coisas não entendíveis pela Comissão de Árbitros. Se há 3 anos já se pode ter 11 reservas no banco de suplentes (no Brasil, só no ano passado isso foi utilizado pois na maior parte dos estádios não havia – acredite – espaço maior no banco de reservas, somente para 7), para esse ano, mesmo com a permissão para mais atletas, o item 12 da Circular diz:

Somente poderão participar do aquecimento 6 (seis) jogadores de cada vez, no local determinado pelo árbitro”.

Pois é, eu não queria ser um dos 4 que assistirão por 90 minutos o jogo como expectadores privilegiados, sem chances de entrar. Tem Arena que custa mais de 1 bilhão de reais e esse local de aquecimento não foi pensado?

D- VESTES DA CABEÇA

Por fim, eis um problema a ser explorado pela CBF: o item 9 com a mudança da Regra 4, que se refere a acessórios na cabeça!

Uma queixa dos povos árabes, e em especial das mulheres, era o não-aceite de véus (hijab) sobre as cabeças. A Seleção Iraniana Feminina já houvera realizado partidas dentro do país com o estádio fechado para que os homens não vissem as atletas com as cabeças descobertas, de acordo com um preceito religioso muçulmano mais radical. Ainda: já recusou a participação em competições internacionais (como nos Jogos Olímpicos de Londres 2012) pois não concordava com a exposição das atletas sem o véu islâmico. Uma comunidade sikh canadense solicitou a intervenção à Federação do Canadá para que a FIFA liberasse o turbante (Sikhismo é uma crença originária da Caxemira, região disputada pela Índia e Paquistão, e que mistura elementos do hinduísmo e islamismo), após uma confusão entre atletas oriundos de uma equipe dessa comunidade em Qebec, pois seus adversários se recusaram a jogar contra eles pelas vestes que usavam na cabeça. Também a Jordânia pressionou a FIFA, já que em 2016 haverá a Copa do Mundo Feminina Sub17 naquele país árabe.

Assim, após testes autorizados por 2 anos, liberou-se véus e turbantes. Jérome Valckè justificou o uso na ocasião: “Nós não podemos fazer discriminação. O que se aplica às mulheres pode ser aplicado aos homens”. Porém, os adereços usados deverão ser adaptados e não terão o mesmo aspecto visual do véu ou do turbante usados no dia a dia, pois deverá ter a mesma cor do uniforme e estar preso na cabeça sem nenhum tipo de alfinete, para evitar qualquer incidente durante o jogo.

Já imaginaram cabecear a bola usando turbante?

A primeira confusão já ocorreu: a França não permitiu o uso dos turbantes pois há uma Lei Federal da Laicidade que proíbe qualquer símbolo religioso em locais públicos. A FFF coibiu severamente não permitindo que atletas muçulmanos usassem o acessório.

A confusão vem aqui: o texto da Regra do Jogo foi mais amplo, dizendo:

Jugadores y jugadoras pueden llevar prendas de vestir que cubran la cabeza”.

Estou louco para ver um jogador mais rebelde entrar com o livrinho de regras debaixo do braço e perguntar ao juizão: “agora vou poder jogador de boné, solidéu/ quipá ou de gorro, né, ‘professor’?”. Aliás: goleiro de boné é normal, afim de proteger do sol. Mas e na linha?

E aí, o que você acha de tudo isso? Para mim, um conjunto de orientações visando minar o Bom Senso FC com outras bem confusas.

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– Hora de Descanso!

Chega de computador, contas e problemas!
Hora de fazer os “últimos finalmentes” aqui no trabalho e curtir a tarde de domingo com a família. Na rara folga, viver intensamente o dia. Afinal, tem alguém me esperando em casa: uma esposa maravilhosa e uma filha carinhosa!
Ei, conheço essas roupas e esse tênis!!!Hum… Será que a bagunça me aguarda?

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– Memória do Eleitor…

Ah se a memória de muitos eleitores não fosse curta…

Olha aí como era a fala do PT na 1a eleição de Lula e o mensaleiro José Dirceu ao seu lado! Abaixo:

Incrível, não?

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– Sindicato dos Boleiros quer liberar a Maconha. O que você pensa sobre isso?

E o Sindicato Internacional dos Jogadores de Futebol quer que a Maconha não seja mais considerada dopping no esporte. A justificativa é que ela não ajuda a aumentar o desempenho do atleta como outras drogas.

Eu sou contra! Aliás, não me venha com o papo de que é uma droga social. Droga é droga e ponto final, e, no caso do futebol, vai contra o espírito esportivo, que é o de promover a saúde do corpo e o congraçamento dos praticantes.

Alguns alegam que a maconha já está incluída no convívio das pessoas. Para mim, argumento vazio.

Nos EUA, o movimento é muito forte. Mas pense bem: combina a imagem do esportista saudável e de qualquer tipo de droga? Claro que não.

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Extraído de: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2014/04/03/jogadores-querem-liberar-maconha-no-futebol.htm

JOGADORES QUEREM LIBERAR A MACONHA NO FUTEBOL

O sindicato internacional de jogadores de futebol tenta há anos que a maconha deixe de ser considerada doping. Agora que a erva tem sido liberada em várias partes do mundo, os jogadores acreditam que a proibição esteja com os dias contados.

“Quando você vê que outras sociedades não penalizam o uso dessa substância sem nenhum efeito ruim no padrão de vida dessas sociedades, é sábio reconsiderar [a proibição]”, afirmou o advogado holandês Wil van Megen, diretor do departamento legal do sindicato, que atende pela sigla FIFPro.

O principal argumento é que a maconha não deveria ser considerada doping porque ela não melhora a performance esportiva do atleta.

Apesar de não incentivarem o uso de maconha ou outras drogas recreativas por esportistas, os sindicalistas defendem que é contraproducente combater uma substância que faz parte da vida de muitos jovens.

“Em muitas sociedades”, continua van Megen, “ela [a maconha] é usada por gente jovem e jogadores de futebol pertencem a essa parte da sociedade. Os regulamentos antidoping estão aí para um esporte justo e não para [fazer] julgamentos morais.”

O sindicato, com sede na Holanda e fundado em 1965, diz congregar a voz de mais de 65 mil jogadores de futebol espalhados pelo mundo.

E foi da Holanda, um dos países mais liberais no que se refere ao consumo de drogas, que eles receberam um importante apoio institucional quando a autoridade antidoping nacional escreveu também pela liberação da erva.

A campanha ganhou força em 2009 quando um jogador georgiano tomou um gancho de dois anos por ter sido pego com maconha no sangue.

A entidade calcula (baseada em relatórios de dopagem da Uefa) que mais da metade dos casos de doping são relacionados ao THC, substância presente na Cannabis sativa, o que foi descrito por van Megen como uma “inundação no sistema”.

“Uma revisão poderia colocar o uso de Cannabis em outra perspectiva e pode, certamente, removê-la da lista da Wada.”

Por sua vez, a Wada (agência mundial antidoping) já começou a afrouxar o cerco à erva.

150 NANOGRAMAS

No meio do ano passado, a agência aumentou o limite tolerável de THC para 150 nanogramas (um nanograma é um bilionésimo de grama, ou seja 0,000000001g) por mililitro de sangue, o que na prática impede que um atleta fume maconha no dia da competição, mas não antes dela.

O limite tolerável foi aumentado em dez vezes, e a agência, que diz estar sempre monitorando novas descobertas sobre substâncias proibidas, não descartou esticá-lo ainda mais. Uma revisão na lista deve ser feita no ano que vem.

Um dos principais argumentos contra a liberação mora na ideia de que o uso de drogas recreativas iria contra o “espírito do esporte”, o que em ouvidos mais modernos soa como uma resistência muito mais moral do que técnica.

Essa resistência parece sofrer sérios golpes quando países como Holanda, EUA e Uruguai começam a produzir legislações mais liberais em relação ao consumo de maconha e figuras importantes do esporte passam a tratar o assunto com mais naturalidade.

Causou rebuliço na imprensa americana a recente declaração do jogador Ryan Clark, do Pittsburgh Steelers, que disse ser um hábito comum na liga de futebol americano o uso de maconha “por várias razões”, incluindo o alívio de stress.

Sua entrevista ao canal de televisão ESPN deve ser vista em um contexto em que o futebol americano se tornou uma das principais arenas de debate sobre a liberação da erva, desde que o último SuperBowl envolveu equipes do Colorado e de Washington, os dois estados que legalizaram a maconha para uso recreativo.

“Maconha: mais segura que o álcool… e o futebol americano”, dizia um outdoor no SuperBowl ao lado da imagem de um homem estatelado no chão segurando uma cerveja e um jogador se contorcendo de dor.

– São José de Anchieta, e prá valer!

Enfim foi canonizado o Padre Anchieta.

E por quê ele é santo?

Por que se ofereceu como refém aos índios da tribo de Iperog em Ubatuba e por lá ficou 6 meses convertendo a todos?

Ou pelo fato de ser o catequista dos indígenas, usando a poesia e o teatro para evangelizar?

Talvez pelo fato de, sendo espanhol e aprendendo a falar português, aceitou a árdua tarefa (aos 20 anos) de traduzir a língua que os índios falavam por essas terras, criando um dicionários de tupi-guarani?

Pode ser pelo fato de ter trilhado São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo sem estradas, carro, ônibus, ou metrô…

Por ter ajudado a fundar a pujante capital paulista?

Seja por quais dos motivos for, mais um santo ligado ao Brasil. Que São José de Anchieta possa abençoar nosso país!

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– Libertadores sem Paulistas destacando os Mineiros

Cruzeiro e Atlético Mineiro estão vivos às fases seguintes da Libertadores da América, ambos buscando o bicampeonato.

Cá entre nós: sem os paulistas na competição, quem é torcedor do estado de São Paulo fica meio que alheio do torneio, com a sensação de que ele ainda nem começou… Não parece ser “sem graça”?

Mas duas coisas me chamaram a atenção nos últimos jogos:

1- O Atlético Mineiro se classificou com uma ótima atuação do goleiro Victor, na Colômbia, contra o Independente Santa Fé. E por que ele não está na Seleção ao menos como reserva imediato do Júlio Cesar? Neste jogo, um fato curioso: após a partida, Ronaldinho Gaúcho foi ovacionado de pé pela torcida local e deu uma volta olímpica no estádio!

2 – O Cruzeiro venceu fora de casa e pegará na próxima partida o Real Garcilasso (PER), a equipe cuja torcida chamou Tinga de macaco. Como será a recepção aos peruanos no Mineirão? Se eu fosse dirigente da Raposa, já teria (contra toda e qualquer vaidade anti-atleticana) providenciado um uniforme listrado de preto-e-branco, como gesto simbólico contra o racismo.

E você, o que sugeriria para os torcedores cruzeirenses fazerem neste confronto? Só não vale manifestação violenta! Deixe sua sugestão.

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– A grave gafe da falsa pesquisa dos 65% que achavam que as mulheres deveriam ser estupradas…

Você acredita nos institutos de pesquisa cegamente?

Eu não.

Veja: o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) soltou uma nota corrigindo os dados de uma pesquisa a respeito da violência contra a mulher. Originalmente, a pesquisa dizia que 65% dos entrevistados pelo Instituto concordaram com a afirmação de que: “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.

Pois bem: eles ERRARAM os dados tabulados. O número correto é de 26%.

Neste ano de Eleições, teremos IBOPE, DataFolha, Gallup, Vox Populli… todos querendo acertar.

Acertarão mesmo?

 

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Ituano x Santos (decisão do Paulistão-14)

Durante a semana, discutimos sobre os prováveis nomes dos árbitros que poderiam ser sorteados para a final o Paulistão, elencando cinco candidatos: Guilherme Ceretta, Raphael Claus, Luiz Flávio de Oliveira, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Leandro Bizzio Marinho (lembrando que PC Oliveira está fora por aceitar o convite da Rede Globo para ser comentarista na TV).

Pois é: todos esses nomes foram para o globinho da sorte, acrescido de Rodrigo Guarizzo Ferreira do Amaral. E não é que o árbitro, morador da longínqua cidade de José Bonifácio, foi o escolhido?

Para mim, surpresa. Eu colocaria Luiz Flávio de Oliveira, Raphael Claus e Marcelo Aparecido Ribeiro como favoritos nos 2 jogos. Guarizzo, bom e discreto árbitro, não estaria na minha lista. E creio que se a final fosse o esperado jogo entre Santos x Palmeiras não estaria na lista da FPF também.

Rodrigo tem 38 anos, sendo 15 como árbitro da FPF e há 10 anos apita na série A1. É professor de Educação Física e sempre está bem condicionado fisicamente. Porém, nunca apitou um clássico envolvendo os 4 grandes do Estado.

TECNICAMENTE, Guarizzo discerne bem as jogadas, sem ser contestado. Mas tivemos problemas nesse quesito em lances de infração/penal numa má atuação na partida Palmeiras 1 x 1 Audax neste ano. Fora isso, nos demais jogos em que trabalhou (de fácil condução), nada a criticar.

DISCIPLINARMENTE não costuma aplicar muitos cartões. Bom indício para quem tiver jogador pendurado, pois provavelmente não ficará fora da finalíssima.

Sobre os árbitros assistentes, boas escolhas. Anderson Coelho, vulgo Bocão, erra muito pouco ou quase nada. Tatiane Saciloti, como já foi dito em outras oportunidades, é a melhor bandeira do quadro, e está em estado de graça: passou no teste físico da CBF para o Campeonato Brasileiro alcançando índices dos árbitros masculinos.

Nada a questionar os AAA: Raphael Claus (adicional 1) e Vinícius Furlan (adicional 2) poderiam estar como árbitros centrais. Bizzio como árbitro reserva é uma boa escolha.

E aí, gostou do sexteto de arbitragem? Deixe sua opinião!

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Ituano x Santos (decisão do Paulistão-14)

Durante a semana, discutimos sobre os prováveis nomes dos árbitros que poderiam ser sorteados para a final o Paulistão, elencando cinco candidatos: Guilherme Ceretta, Raphael Claus, Luiz Flávio de Oliveira, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e Leandro Bizzio Marinho (lembrando que PC Oliveira está fora por aceitar o convite da Rede Globo para ser comentarista na TV).

Pois é: todos esses nomes foram para o globinho da sorte, acrescido de Rodrigo Guarizzo Ferreira do Amaral. E não é que o árbitro, morador da longínqua cidade de José Bonifácio, foi o escolhido?

Para mim, surpresa. Eu colocaria Luiz Flávio de Oliveira, Raphael Claus e Marcelo Aparecido Ribeiro como favoritos nos 2 jogos. Guarizzo, bom e discreto árbitro, não estaria na minha lista. E creio que se a final fosse o esperado jogo entre Santos x Palmeiras não estaria na lista da FPF também.

Rodrigo tem 38 anos, sendo 15 como árbitro da FPF e há 10 anos apita na série A1. É professor de Educação Física e sempre está bem condicionado fisicamente. Porém, nunca apitou um clássico envolvendo os 4 grandes do Estado.

TECNICAMENTE, Guarizzo discerne bem as jogadas, sem ser contestado. Mas tivemos problemas nesse quesito em lances de infração/penal numa má atuação na partida Palmeiras 1 x 1 Audax neste ano. Fora isso, nos demais jogos em que trabalhou (de fácil condução), nada a criticar.

DISCIPLINARMENTE não costuma aplicar muitos cartões. Bom indício para quem tiver jogador pendurado, pois provavelmente não ficará fora da finalíssima.

Sobre os árbitros assistentes, boas escolhas. Anderson Coelho, vulgo Bocão, erra muito pouco ou quase nada. Tatiane Saciloti, como já foi dito em outras oportunidades, é a melhor bandeira do quadro, e está em estado de graça: passou no teste físico da CBF para o Campeonato Brasileiro alcançando índices dos árbitros masculinos.

Nada a questionar os AAA: Raphael Claus (adicional 1) e Vinícius Furlan (adicional 2) poderiam estar como árbitros centrais. Bizzio como árbitro reserva é uma boa escolha.

E aí, gostou do sexteto de arbitragem? Deixe sua opinião!

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– Empresas Inovadoras Sofrem como Outras Quaisquer

Olha que bacana: a Revista Época trouxe uma matéria interessante sobre inovação e inovadores, além das dificuldades que elas possuem no dia-a-dia, especialmente em relação aos rumos e a concorrência.

Abaixo, extraído de: http://is.gd/1o4SW7

AS EMPRESAS DO MUNDO DIGITAL NÃO SÃO TÃO DIFERENTES ASSIM

Elas têm a fama de ser irreverentes e inovadoras. Na realidade, sofrem dos mesmos dramas que todas as corporações

por Rafael Barifouse

Toda empresa digital que se preze narra uma história épica para definir sua origem. É a garagem onde Steve Jobs e Steve Wozniak criaram o primeiro computador pessoal e a Apple. O encontro fortuito entre Larry Page e Sergey Brin, a dupla do Google, na Universidade Stanford. Ou a solidão de Mark Zuckerberg em seu dormitório de Harvard, onde nasceu o Facebook. Seus fundadores costumam proclamar-se ícones de novas corporações, cujos princípios misturam a informalidade nos trajes e os ideais comunitários da contracultura à ambição inovadora e à competitividade dos grandes empreendedores. O mundo corporativo tradicional é visto como um ambiente de torpor e sisudez. Os empreendedores digitais nunca estão interessados apenas no negócio – querem mudar o mundo. Tal narrativa costuma vir embalada em palavras de ordem e slogans revolucionários – “Pense diferente”, da Apple; ou “Não seja mau”, do Google. “É uma promessa atraente. Entretanto, sugere uma nova leva de livros de negócios, essas corporações não agem de modo tão diferente. Elas podem não ser exatamente más, mas sua abordagem da influência e do crescimento persegue um caminho bem repisado, implacável”, escreve na revista The New Yorker o jornalista Nathan Heller. “Atrás delas, paira a sombra pesada das empresas disseminadas, gananciosas e tacanhas de outrora.”

Um dos livros recentes é A eclosão do Twitter (Companhia das Letras), de Nick Bilton, repórter e colunista do jornal The New York Times. Até há pouco tempo, a lenda original do Twitter era narrada assim: Jack Dorsey era engenheiro da Odeo, uma empresa de rádio on-line à beira da falência que pedira aos funcionários ideias em busca de uma salvação. Dorsey propôs um sistema de mensagens em que o usuário informava o que fazia. A ideia, prossegue a lenda, surgiu quando ele era criança – e voltou anos mais tarde, quando viu um sistema parecido em táxis.

Essa versão da gênese do Twitter foi reproduzida por toda reportagem que tentou narrar as transformações trazidas pelas mensagens de 140 caracteres. Bilton conta que não foi bem assim. Ele relata uma criação bem mais colaborativa. Dorsey teve a ideia, mas não teria feito nada com ela se o criador da Odeo, Noah Glass, não o tivesse estimulado. Foi Glass quem batizou a empresa e deu ênfase à conexão de pessoas. Evan Williams ajudara Glass, seu amigo, a abrir a Odeo com o dinheiro ganho com a venda da rede de blogs Blogger ao Google. Foi sob seu comando que o Twitter se converteu numa forma de compartilhar o que ocorria no mundo, por meio de informações e  notícias, não apenas relatos narcisistas do tipo “o que estou fazendo”. Como instrumento de mobilização no Oriente Médio e canal de notícias em tempo real, o Twitter ganhou fama mundial. Por fim, Biz Stone, o quarto cofundador, foi seu eixo moral. Lutou para manter o serviço politicamente neutro, ao negar pedidos do governo por informações dos usuários. Sem qualquer um dos quatro, o Twitter dificilmente seria o que é hoje. “Esse tipo de mito é comum no Vale do Silício”, diz Bilton. “Um cara diz que teve uma ideia no bar e, anos depois, ela vira  um negócio bilionário. Raramente é verdade. As pessoas contam essa história para aparecer bem na foto, mas normalmente é algo construído por um grupo. Quando a lenda funciona, essas pessoas ganham o poder que buscavam.”

Como quase sempre acontece quando há poder e dinheiro envolvidos, disputas pelo controle do Twitter se seguiram. De forma intensa para os padrões do Vale do Silício. Considerado inapto para gerir a empresa, Glass foi tirado do comando por Williams, com apoio de Dorsey. Foi apagado da história do Twitter. Dorsey assumiu a presidência, e não fez um bom trabalho. Insatisfeito, Williams obteve o apoio de investidores para demitir o amigo e assumir o posto. Magoado, Dorsey peregrinou pela imprensa contando a origem do Twitter como seu grande protagonista. Depois levou a cabo a segunda parte da revanche. Como Williams demorava para decidir e tinha um fraco por contratar amigos, deixou insatisfeitos os investidores. Dorsey captou a insatisfação, a levou ao conselho e tirou Williams da presidência. Nada disso chegou ao mercado. Para todos os efeitos, o Twitter era uma típica empresa digital, repleta de mentes brilhantes que mudavam o mundo enquanto jogavam videogame e pebolim. Parte disso era verdade.

Pouco depois da demissão de Williams, o rapper Snoop Dog fez um show improvisado no refeitório do Twitter. Cantava e fumava maconha, enquanto os funcionários dançavam sobre as mesas, enebriados. Quando soube da balada, Dick Costolo, o novo presidente, ficou furioso. Prometeu que seria a última vez que algo assim ocorreria. “Está na hora de o Twitter crescer”, afirmou. Desde então, o número de usuários mais que dobrou (para 550 milhões), a receita multiplicou-se por dez (hoje são US$ 583 milhões por ano), e os funcionários fora de 200 para 2.300. No início de novembro, o Twitter entrou na Bolsa de Valores com valor de US$ 25 bilhões.

A transição da adolescência para a fase adulta corporativa parece ser inescapável às companhias digitais. Nesse período, jovens empreendedores descolados se transformam em capitalistas preocupados com prazos, resultados e capitalização da companhia. A lenda original desvanece e dá lugar à gestão profissional e aos conflitos de acionistas. Mas o mito original ainda circula, como imagem externa (e eterna) da empresa.

Dois outros livros citados por Heller – um sobre a Amazon, outro sobre a disputa entre Apple e Google – revelam que o exemplo do Twitter não é exceção. Os fundadores dessas companhias se consideram sujeitos excepcionais, que abriram empresas para criar um jeito novo de fazer negócios e mudar o mundo. Aos poucos, suas empresas foram assumindo contornos tradicionais. Seus objetivos nobres deram lugar às metas que guiam corporações desde a fundação da Companhia das Índias Orientais. Se fazem um bom trabalho, conseguem manter um verniz de irreverência, enquanto sua imagem pública se descola cada vez mais da realidade do dia a dia.

O Google afirma ter surgido com a missão de organizar e oferecer informação por meio de um sistema de busca. Hoje, mais de 90% de seu faturamento vem de uma das mais antigas fontes de receita: publicidade (foram US$ 50 bilhões em 2012). Seu lema – “não seja mau” – é uma forma de dizer que age com ética e pensa antes no interesse público. Mas a ética do Google foi questionada neste ano, quando a presidente do Conselho de Contas Públicas do Reino Unido, Margaret Hodge, acusou a empresa de vender publicidade por meio da filial na Irlanda e receber por isso pela filial nas Bermudas, para evitar pagar de impostos. Também não parece ter pensado no interesse público quando foi flagrada bisbilhotando a conexão de internet de americanos enquanto seus carros fotografavam as ruas para seu serviço de mapas.

Em Dogfight: como Apple e Google foram à guerra e começaram uma revolução, o autor Fred Volgstein adiciona outro fato desabonador à biografia da empresa. Conta como Steve Jobs sentiu-se traído com o lançamento do sistema de celulares Android pelo Google. Larry Page e Sergey Brin, seus fundadores, se consultavam com Steve Jobs. Eric Schmidt, presidente do Google na época, era membro do conselho da Apple e assegurara a Jobs que fazer programas para o iPhone era mais importante do que o Android, um projeto secundário. Sentindo-se traído, Jobs prometeu ir à guerra com o Google. Não adiantou. O Android lidera como software para smartphones, com 80% do mercado.

A Apple não escapa ilesa no relato de Volgstein. A empresa – que cresceu sob o slogan “Pense diferente” – ganha dinheiro com versões aperfeiçoadas de produtos criados por outras companhias. O iPod, diz Volgstein, surgiu três anos depois que o mercado de tocadores de música fora desbravado pela fabricante Rio. Nem o iPhone foi o primeiro smartphone nem o iPad o primeiro tablet – embora ambos tenham inventado seus respectivos mercados. Volgstein diz que a Apple se promove como uma marca que incentiva o livre-pensamento e a criatividade, quando, na verdade, é uma empresa paranoica por controle, que patenteia tudo o que pode para bloquear a concorrência. A liberdade proporcionada por seus produtos não se reflete em sua forma de fazer negócio. O livro conta como Jobs optou por um tipo incomum de parafuso, para que só técnicos credenciados pela Apple fossem capazes de abrir seus produtos. Até mesmo a imagem visionária de Jobs sai arranhada. Ele não gostava de lidar com empresas de telecomunicação nem da ideia de unir um telefone a um tocador de mídia. Teve de ser empurrado a fazer o iPhone, assim como a incluir a letra “i” no nome do aparelho. Mesmo os computadores brancos, hoje ícones da Apple, foram, de início, recusados por ele.

Um dos principais capitalistas de risco americano, John Doerr dá um conselho aos empreendedores: “Seja missionário, não mercenário”. Entre os beneficiários do dinheiro (e dos conselhos) de Doerr está Jeff Bezos, da Amazon. Em The everything store, o jornalista Brad Stone conta como Bezos acredita seguir o mantra de Doerr ao estabelecer como missão da Amazon simplificar o comércio eletrônico. A Amazon transformou o comércio on-line numa indústria bilionária. Conquistou admiração por seus preços baixos e eficiência – e virou um gigante global que fatura US$ 75 bilhões por ano. Mas o livro sobre a Amazon mostra como ela pode ser agressiva.

Um episódio foi a compra da Quidsi, dona do site Diapers.com, de produtos para bebês. Depois que sua oferta foi recusada, a Amazon baixou em 30% os preços de seus produtos para bebês. A Quidsi reajustou seus valores. A Amazon baixou ainda mais os dela, arcando com milhões de dólares em prejuízo. A Quidsi cedeu. A postura belicosa da Amazon é tão conhecida no mercado de tecnologia que os investidores seguem uma regra: só investir em empresas que não estejam no caminho de Bezos. A atitude hostil não começa da porta da empresa para fora. Stone retrata  a Amazon como um lugar difícil de trabalhar, onde a retenção de funcionários é a menor entre as companhias de tecnologia. Segundo ele, isso reflete uma cultura em que todos são incentivados a desafiar uns aos outros. Bezos é o primeiro a deixar a civilidade de lado. É descrito como bem-humorado e cativante, mas é capaz de explodir se algo sai errado, de dizer: “Você é preguiçoso ou só incompetente?” ou “Desculpe-me. Será que tomei minhas pílulas de estupidez hoje?”. Bezos pode ser visionário, mas age como um tirano da velha guarda. Isso não quer dizer que seja uma farsa. Os criadores de Google, Apple, Amazon e Twitter realmente acreditam trabalhar por um objetivo maior. O equívoco é pensar que seus ideais se refletem nas práticas corporativas.

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– Dilma e o discurso da memória das atrocidades da Ditadura

Goste ou não da Dilma, algo se deve dizer sobre o discurso dos 50 anos do golpe militar no Brasil: quem escreveu sua fala caprichou! Disse:

Se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulos, se existem túmulos sem corpos, nunca, nunca, nunca mesmo pode existir uma história sem voz. E quem dá voz à história são homens e mulheres livres, que não têm medo de escrevê-la. E acrescento: quem dá voz à história somos cada um de nós, que no nosso cotidiano afirma, protege, respeita e amplia a democracia em nosso país“.

Muito bem. Grande verdade que deve ser sempre lembrada, gostando ou não da presidente.

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– Dia do Autista. Já se vestiu de Azul?

E hoje é dia de debater sobre o Autismo. O 2 de Abril é reservado para essa data, que visa eliminar os preconceitos e ajudar os autistas.

Que tal pensar nesse assunto? Clique em RevistaAutismo.com.br/DiaMundial

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– Estamos nos distanciando do Futebol Premium?

Antes, o brasileiro se gabava que na Europa, “todo mundo era cintura dura”. Sim, havia um fundo de verdade, já que o futebol moderno, originário da Inglaterra, foi reinventado no Brasil graças à miscigenação de raças e, sejamos justos, com uma pitada de racismo; afinal, registra-se historicamente que o “dribling game”, termo que deu origem ao drible, surgiu da ginga dos negros que fugiam das faltas não marcadas pelos árbitros da época.

Quando nasci para a vida futebolística (anos 80), os clubes brasileiros mediam forças de igual para igual com os estrangeiros. Me recordo que em 86 se admirava quantos jogadores que jogavam fora do país poderiam ser convocados por Telê Santana… (Hoje, Scolari tem poucas peças dos campeonatos internos para convocar). Quando se falava de futebol europeu, lembrava-se da tragédia da violência dos hooligans e dos chuveirinhos ingleses.

No final dos anos 90, começou o êxodo de brasileiros à Europa. Os times europeus se organizaram melhor, os campeonatos se firmaram como um sucesso e as duras leis contra os torcedores brigões vingaram.

Hoje, ainda persistem alguns mais fanáticos em quererem equiparar nossas equipes com as da Europa. Loucura…

1- Nossos melhores jogadores estão lá fora, nas grandes ligas (vide Barcelona x Atlético de Madrid, recheado de brasileiros);

2- nossos medianos atletas estão no Leste Europeu (na Rússia e Ucrânia, há equipes com mais da metade do elenco formadas por ilustres bazucas desconhecidos), e

3 – nossos veteranos e os de ‘segundo escalão‘ permanecem no Brasileirão.

Vejam a Bundesliga (Alemanha) ou Premier League (Inglaterra): ocupação total das arquibancadas, futebol sem chutão e jogadores selecionáveis até em times pequenos.

Nos apequenamos internamente?

Claro, temos um campeonato nacional extremamente competitivo, com baixo nível técnico e com as promessas em campo cada vez mais comprometidas com transações ao exterior. Clubes falidos e perda de torcedores às equipes de fora.

Estamos nas 4as de final da Liga dos Campeões da Europa, e jogam: Chelsea x PSG, Real Madrid x Borussia Dortmund… e pela Libertadores da América, temos Real Garcilasso x Defensor, Botafogo (em véspera de greve de jogadores) x Unión Espanhola.

Não dá para comparar.

O Flamengo de Zico batia tranquilamente Barcelona, Internazionale ou Liverpool. Idem ao São Paulo de Raí, ganhando amistoso na Espanha ou título mundial no Japão frente ao Barcelona. Também o Palmeiras de Evair fazia frente aos europeus, tanto como o Corinthians bem montado de Tite. O Santos de Pelé? Dispensa comentários…

E hoje, qual time brasileiro venceria um co-irmão europeu de mesma grandeza?

Ou mudamos o futebol brasileiro, com administração profissional dos gestores tentando fortalecer os clubes nacionais, promovendo intercâmbio, capacitação de treinadores e amistosos no exterior, ou encaremos a realidade: os times do Brasil estão se apequenando! E se diga ao mesmo aos hermanos: cadê Boca Juniors, River Plate, Peñarol e Nacional? Deram vez ao Santa Fé, Emelec, Zamora e Strongest no cenário Sulamericano?

E se os grandes estão assim, imagine os pequenos! Veja abaixo as dívidas dos principais clubes brasileiros (apenas uma amostra recente, já que o montante dos times em impostos devidos ao Governo atualmente é de R$ 3,2 bilhões – e há quem queira o Proforte para o perdão das contas):

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– Dia da Mentira

E hoje é dia de contar lorota!

Eu não gosto de mentiras. Sempre ouvi que uma mentirinha é a mesma coisa que uma mentirona; portanto, ambas são mentiras. Também aprendi que “mentir vicia” e que o “Diabo é o pai da mentira”.

Tudo isso é correto. Mas é inegável que hoje é um dia divertido, de se brincar de mentir.

Já fez sua gozação a alguém? Tomara que de maneira saudável, sem bulinar ninguém, ok?

Extraído de: http://www.calendarr.com/brasil/dia-da-mentira/

DIA DA MENTIRA E DIA DOS BOBOS

O Dia da Mentira, também conhecido como Dia dos Bobos, é celebrado no dia 1º de abril e é uma data onde as pessoas contam mentiras e pregam peças em seus conhecidos por pura diversão.

Ele é comemorado por crianças e adultos, e existem brincadeiras que persistem por vários anos, alguns chegam a ser de humor negro, que são aquelas que ridicularizam e humilham as pessoas, mas em geral, são brincadeiras saudáveis.

Origem do Dia da Mentira

Há muitas explicações para o dia 1º de abril, uma delas diz que a brincadeira surgiu na França, pois no século XVI, o Ano Novo era comemorado dia 25 de março, as festas duravam uma semana e iam até dia 1º de abril.

No ano de 1564, o Rei Carlos IX adotou oficialmente o calendário gregoriano, passando o Ano Novo para o dia 1º de janeiro, porém muitos franceses resistiram a mudança e continuaram seguindo o calendário antigo. As pessoas começaram a fazer brincadeiras e ridicularizar essas pessoas, que eram conhecidos como bobos por seguirem algo que não era verdade.

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