– Labirintite de Novo?

Sabe o que é sentir-se bêbado, sem ter bebido?

Estar enojado, segurando a ânsia?

Rodando, rodando, rodando…

Pois é, a Labirintite voltou. Socorro!!!

– Laudos que Inflam e Murcham…

Respeitosamente às instituições que fazem as vistorias em estádios, mas… está virando palhaçada o caso do Moisés Lucarelli.

Uma hora o estádio pode receber 18.700; outra 22.000, depois 16, aí muda para 20…

Sou a favor de que qualquer clube mande a sua partida no seu próprio estádio, pois sempre achei inoportuno em regulamentos o item “capacidade do estádio“. Deveriam sempre se preocupar com segurança e conforto.

Depois de tanta confusão, apareceu um outro lado do estádio da Ponte Preta, comportando o contingente exigido.

Qual deles deve ser considerado o correto, dos tantos que se falaram e mostraram?

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– O desrespeito no caso Kleina & Palmeiras

É impressionante como Gilson Kleina e Palmeiras numa fase de desrespeito.

Sim, ambos estão faltando ao respeito com uma pessoa em comum: o próprio Kleina. O Palmeiras pelo fato de não valorizar o treinador que aceitou assumir o clube em um momento crítico, a beira do abismo e conseguiu o acesso para o retorno à série A, oferecendo a ele um contrato de renovação pela metade do salário atual. E Gilson se autodesrespeitando, após saber que não era o preferido para continuar no cargo, depois de outros profissionais sendo procurados, aceitando tudo isso passivamente.

Não me convence o argumento de que é preferível ficar no Palmeiras recebendo a metade do que ganha ao procurar novos ares. A premiação pelo seu bom trabalho deve ser a renovação do contrato, e se possível, com aumento.

Fico pensando: demite-se Kleina para trazer Luxemburgo, Abel, ou outro de salário elevadíssimo? A troco de quê?

Paulo Nobre estava indo muito bem na presidência até agora. Nesse episódio, está pisando na bola!

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– Alegria para os Músicos no Dia de Santa Cecília!

A todos os músicos (assim como eu), hoje é um dia de alegria. É dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos!

A seguir, a belísisma história da nossa intercessora:

http://www.ordemdesantacecilia.org/historia_de_santa_cecilia_2.html

Ops: Acho que exagerei quando disse que era músico. Esposo de instrumentista também entra na categoria? Sou afinadinho…

Abaixo, o hino de Santa Cecília:

http://www.ordemdesantacecilia.org/hino_de_santa_cecilia.html

Ops2: Tudo bem, até minha filhinha toca melhor do que eu. Não sei nem bater palmas…

Agora, a Oração de Santa Cecília:

http://www.ordemdesantacecilia.org/oracao_a_santa_cecilia.html

Ops3: Músico ou não, o que vale é a fé em Santa Cecília!

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– O meu preconceito da palavra MAS

Muitas vezes somos sistemáticos com certas coisas. Uma das minhas birras é o tal do “MAS“.

Sabe quando você é elogiado, e logo depois do elogio ele aparece?

Putz, acaba com o dia. Não é uma autosuficiência, mas um perfeccionismo bobo.

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– Cair para a Segundona é bom pra quem?

Provocou polêmica a declaração do diretor de Marketing da Nissan, Murilo Moreno, em um congresso no RJ. O representante da montadora que patrocina o Vasco da Gama declarou sobre um possível rebaixamento do clube para a 2a divisão:

Se cair, melhor ainda. Ano que vem a gente aparecerá sozinho na série B. Vai dar mais mídia do que ficar pelo meio da tabela na série A“.

Hum… acho que muita gente vai chiar… Discordo totalmente!

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– Prostituição em Jundiaí

Domingo passado, o JJ (Jornal de Jundiaí) trouxe uma matéria interessante sobre a Prostituição de Mulheres, Gays e Homens na cidade. Como funciona, quanto custa, onde encontrar e quem explora.

Diante disso, fica a pergunta: se o Jornal já trouxe tudo, por quê essa gente continua na rua? Cadê as autoridades?

Alguns alegarão que prostituir-se não é crime. Mas trabalhar para um cafetão, comercializar drogas e colocar a genitália para fora não é?

A noite em Jundiaí é um verdadeiro horror no Centro. Não dá para sair de casa com seus filhos.

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– Rogério Ceni e a marca de Pelé

O goleiro Rogério Ceni iguala hoje a marca de Pelé em número de jogos disputados por uma mesma equipe. Ademir da Guia, Junior, Wladimir, Roberto Dinamite e outros jogadores que fizeram história com fidelidade e identificação às suas agremiações têm algo em comum: não se deixaram levar por empresários e conseguiram uma carreira sólida.

Hoje, qualquer garoto vende a alma para os eu empresário. E muitos deles sugam o máximo do coitado do jovem atleta, que pela baixa intelectualidade nada pode fazer.

Há empresários e empresários. Há aqueles que realmente lutam pelo atleta e outros espertalhões que se tornam donos deles e só querem negociá-lo e renegociá-lo.

Parabéns ao Rogério, um dos últimos românticos do futebol.

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– Mensaleiros e seus Salários

José Genoino, ex-presidente do PT e que está preso devido ao processo do Mensalão, continuará a receber seu salário de Deputado Federal! Na cadeia, sem trabalhar, ainda será pago com dinheiro do povo. O motivo é que ele estava de licença-médica quando foi preso…

Pizzolatto, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, continuará recebendo sua aposentadoria depositada em conta corrente, mesmo foragido da Justiça.

Mas que raio de punição / condenação é essa?

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– Quase todo mundo no Brasil em 2014!

Messi, Ribery, Cristiano Ronaldo, Ozil, Neymar… quase todos os grandes craques do mundo estarão na Copa do Mundo em 2014.

Quase, pois sempre teremos excluídos de toda parte. George Weah, excepcional atleta do Milan e natural da Libéria, nunca jogou uma Copa do Mundo devido a fragilidade da sua seleção.

Agora, o craque que ficará de fora será Ibrahimovic, da Suécia. E, marrento, deixou a modéstia de lado e declarou:

Uma Copa sem mim não vale a pena ser vista“.

Prefiro Portugal a Suécia, Cristiano Ronaldo a Ibrahimovic. Aliás, todos os campeões do mundo estarão na Copa. E, pra ser sincero, acho que nenhuma Seleção que ficou de fora fará falta.

E você: qual a Seleção que você queria ver na Copa do Mundo e não se classificou?

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– Descansar em Feriado?

Como não pude descansar em nenhum dia no feriado, só posso curtir a lembrança do meu último descanso prolongado com a esposa e a filhinha querida.
Foi um dia gostoso!

Bom descanso para quem pode, e bom trabalho para quem labutará hoje!

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– Pré-Análise dos Árbitros para São Paulo x Ponte Preta na Copa Sulamericana

O argentino Diego Abal e o equatoriano Carlos Vera apitarão respectivamente o jogo de ida e de volta no confronto entre o Tricolor Paulista e a Macaca Campineira.

Farão boas arbitragens?

Claro que cada jogo é uma nova história e só se pode falar em “perspectiva de atuação”, baseada no histórico de seus jogos.

Abal, que apita no Morumbi, é um árbitro comum e que foi amadurecendo e evoluindo já com o escudo internacional. A AFA aposta nele como legítimo sucessor de Horácio Elisondo, o árbitro que encheu os hermanos de orgulho ao apitar a abertura e a final da Copa de 2006. Porém, falta muito talento para igualá-lo. Apesar do começo ruim na carreira como FIFA, cresceu e hoje é um bom árbitro. Não costuma deixar o jogo correr tanto como a maioria dos argentinos (embora, solte a partida mais que a maioria dos seus colegas brasileiros), tem bom condicionamento físico e melhorou na condição técnica, que era seu ponto fraco. Reitero: está evoluindo como árbitro.

Já para a partida de volta, com mando da Ponte Preta, veremos Carlos Vera. Essa sim é uma arbitragem que preocupa, por um simples fato: a competência do árbitro, já que o equatoriano tem péssimo desempenho técnico e disciplinar; corre muito mas se posiciona mal. Não consegue impor respeito em campo, e, na maior parte dos seus jogos, é “enrolado”. O jogo não flui, não sei se é só deficiência ou azar mesmo…

Assisti a algumas partidas dele e sempre me decepcionei com o que vi. Em particular, me recordo de Sunfrecce Hiroshima X Al Ahly, pelo Mundial de Clubes 2012 (acredite: ele foi indicado como árbitro representante da Conmebol nesse importante torneio da FIFA). E num jogo tão fácil, conseguiu se complicar! Na oportunidade deu cartão amarelo a jogador que tentou bater a falta rapidamente; atrapalhou um ataque com a bola batendo em seu “bumbum” e armando o contra-ataque do adversário; não deu vantagem quando devia e deu quando não podia… desastroso, enfim!

Na própria Copa Sulamericana, no ano passado, na partida Millonarios X Grêmio, Carlos Vera também deixou sua marca: não conteve as cotoveladas de ambas equipes, foi xingado e ironizado por atletas e só dava amarelo (aliás, ele gosta de cartão amarelo e pouco de vermelho), se envolveu numa confusão com o bandeira e o Elano, e, no final da partida, marcou um pênalti a favor do Grêmio numa clara simulação de Werley.

A pergunta é: como um árbitro desse ostenta o escudo FIFA e ainda é indicado para um jogo como esse?

A propósito, por quê não escalar brasileiros para apitar o confronto nacional?

O ponto a favor de árbitros locais é de que conhecem bem as equipes, sabem das manhas e artimanhas dos atletas. O ponto fraco é a pressão pré e pós-jogo, já que o árbitro estrangeiro não tem esse problema: apita e em seguida toma o avião e vai embora.

Fico me questionando: nos confrontos entre times de mesmo país, escala-se árbitros locais. Desde o imbróglio entre Atlético Mineiro e São Paulo, quando o presidente Alexandre Kalil pediu e conseguiu veto a árbitros brasileiros na Libertadores, só árbitros de fora estão apitando aqui. Desprestígio aos nossos apitadores, incompetência ou pura politicagem?

Em tempo: o bandeira do jogo Ponte Preta x São Paulo será Byron Romero. Me lembrei do seu compatriota Byron Moreno, o árbitro banido da FIFA por corrupção na Copa de 2002 na partida que envolveu Itália x Coréia do Sul. Anos depois, Byron Moreno foi preso por tráfico de cocaína.

Que não se confunda o quase homônimo!

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– Os Árbitros Estrangeiros para São Paulo x Ponte Preta na Copa Sulamericana

O argentino Diego Abal e o equatoriano Carlos Vera apitarão respectivamente o jogo de ida e de volta no confronto entre o Tricolor Paulista e a Macaca Campineira.

Farão boas arbitragens?

Claro que cada jogo é uma nova história e só se pode falar em “perspectiva de atuação”, baseada no histórico de seus jogos.

Abal, que apita no Morumbi, é um árbitro comum e que foi amadurecendo e evoluindo já com o escudo internacional. A AFA aposta nele como legítimo sucessor de Horácio Elisondo, o árbitro que encheu os hermanos de orgulho ao apitar a abertura e a final da Copa de 2006. Porém, falta muito talento para igualá-lo. Apesar do começo ruim na carreira como FIFA, cresceu e hoje é um bom árbitro. Não costuma deixar o jogo correr tanto como a maioria dos argentinos (embora, solte a partida mais que a maioria dos seus colegas brasileiros), tem bom condicionamento físico e melhorou na condição técnica, que era seu ponto fraco. Reitero: está evoluindo como árbitro.

Já para a partida de volta, com mando da Ponte Preta, veremos Carlos Vera. Essa sim é uma arbitragem que preocupa, por um simples fato: a competência do árbitro, já que o equatoriano tem péssimo desempenho técnico e disciplinar; corre muito mas se posiciona mal. Não consegue impor respeito em campo, e, na maior parte dos seus jogos, é “enrolado”. O jogo não flui, não sei se é só deficiência ou azar mesmo…

Assisti a algumas partidas dele e sempre me decepcionei com o que vi. Em particular, me recordo de Sunfrecce Hiroshima X Al Ahly, pelo Mundial de Clubes 2012 (acredite: ele foi indicado como árbitro representante da Conmebol nesse importante torneio da FIFA). E num jogo tão fácil, conseguiu se complicar! Na oportunidade deu cartão amarelo a jogador que tentou bater a falta rapidamente; atrapalhou um ataque com a bola batendo em seu “bumbum” e armando o contra-ataque do adversário; não deu vantagem quando devia e deu quando não podia… desastroso, enfim!

Na própria Copa Sulamericana, no ano passado, na partida Millonarios X Grêmio, Carlos Vera também deixou sua marca: não conteve as cotoveladas de ambas equipes, foi xingado e ironizado por atletas e só dava amarelo (aliás, ele gosta de cartão amarelo e pouco de vermelho), se envolveu numa confusão com o bandeira e o Elano, e, no final da partida, marcou um pênalti a favor do Grêmio numa clara simulação de Werley.

A pergunta é: como um árbitro desse ostenta o escudo FIFA e ainda é indicado para um jogo como esse?

A propósito, por quê não escalar brasileiros para apitar o confronto nacional?

O ponto a favor de árbitros locais é de que conhecem bem as equipes, sabem das manhas e artimanhas dos atletas. O ponto fraco é a pressão pré e pós-jogo, já que o árbitro estrangeiro não tem esse problema: apita e em seguida toma o avião e vai embora.

Fico me questionando: nos confrontos entre times de mesmo país, escala-se árbitros locais. Desde o imbróglio entre Atlético Mineiro e São Paulo, quando o presidente Alexandre Kalil pediu e conseguiu veto a árbitros brasileiros na Libertadores, só árbitros de fora estão apitando aqui. Desprestígio aos nossos apitadores, incompetência ou pura politicagem?

Em tempo: o bandeira do jogo Ponte Preta x São Paulo será Byron Romero. Me lembrei do seu compatriota Byron Moreno, o árbitro banido da FIFA por corrupção na Copa de 2002 na partida que envolveu Itália x Coréia do Sul. Anos depois, Byron Moreno foi preso por tráfico de cocaína.

Que não se confunda o quase homônimo!

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– Dia da Bandeira

Hoje é Dia da Bandeira. Mas poucos se lembram da data devido ao excesso de feriados. Dia 02, 15, 20… No meu tempo de escola (faz mais ou menos algum tempo… rsrs) as festividades eram grandes no dia 19. Outrora foi dia cívico de guarda!

O certo é que o Hino da Bandeira é um dos mais belos que temos:

HINO À BANDEIRA

Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz. Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul. Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amados,
poderoso e feliz há de ser! Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

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– O erro do árbitro que vira acerto do treinador em Fluminense x São Paulo

Na partida disputada no Maracanã neste domingo a tarde, um erro do árbitro gaúcho Márcio Chagas da Silva foi fundamental para a vitória do Fluminense contra o São Paulo. Mas o curioso é que: o erro do árbitro sucedeu um “quase-erro” do treinador que acabou se mostrando indiretamente um acerto! Vamos entender?

O zagueiro Gum (ex-Paulista de Jundiaí e Ponte Preta) havia recebido cartão amarelo aos 58m de jogo por falta em Osvaldo, e eis que, aos 71m, ele pratica um carrinho em Lucas Evangelista (o jogo estava 1 x 1).Lance clássico para Cartão Amarelo, e por ser o segundo, consequentemente o Vermelho, sem dúvida na interpretação. Se você quiser procurar um exemplo de lance para Cartão Amarelo, essa jogada do Gum é o “bê-a-bá” da explicação. Mas o árbitro se equivoca e não aplica a advertência.

E para azar do juizão (e por tabela, do São Paulo), aos 43m o Fluminense desempata e vence a partida, com gol de… Gum!

Observações da situação:

Quando o árbitro sente que perdeu o “timing do cartão” – e foi justamente isso o que aconteceu com Márcio Chagas – ele sente a necessidade de punir o atleta na primeira oportunidade que tiver, a fim de não perpetuar o erro!

Perder o tempo do cartão” significa que houve uma leitura ruim da jogada, que errou na interpretação e após um pequeno período de tempo o árbitro “se manca” que errou. A busca em corrigir a falha começa, e a qualquer jogada faltosa do jogador ele receberá tardiamente o Amarelo de outrora. O problema é que Gum não fez mais nenhuma falta para o árbitro remediar o erro! Dessa forma, o São Paulo que empatava com seu time misto e poderia jogar contra um adversário com 10 jogadores por mais de 20 minutos, foi batido justamente por aquele que deveria ter sido expulso.

O detalhe maior é que: treinador, quando sente que o atleta vai ser expulso, imediatamente substitui o jogador para não ter que terminar a partida com um jogador a menos. Alguns treinadores substituem o atleta assim que ele recebe cartão amarelo, e o mais emblemático nessa prática é o treinador do Vitória, Ney Franco. Porém, Dorival Jr, técnico do Fluminense, a priori errou ao não substituir Gum, que possivelmente seria expulso na primeira oportunidade. Mas o seu erro, por acaso, se tornou um grande acerto para o Tricolor Carioca!

A minha dúvida é: Dorival errou e sem querer se deu bem, ou foi um acerto pois confiava tanto que Gum se comportaria exemplarmente em campo e resolveu deixá-lo no jogo?

Por fim: um jogo em que, na minha opinião, o árbitro interferiu no placar.

E você, o que achou da partida? Deixe seu comentário:

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– O erro do árbitro que vira acerto do treinador em Fluminense x São Paulo

Na partida disputada no Maracanã neste domingo a tarde, um erro do árbitro gaúcho Márcio Chagas da Silva foi fundamental para a vitória do Fluminense contra o São Paulo. Mas o curioso é que: o erro do árbitro sucedeu um “quase-erro” do treinador que acabou se mostrando indiretamente um acerto! Vamos entender?

O zagueiro Gum (ex-Paulista de Jundiaí e Ponte Preta) havia recebido cartão amarelo aos 58m de jogo por falta em Osvaldo, e eis que, aos 71m, ele pratica um carrinho em Lucas Evangelista (o jogo estava 1 x 1). Lance clássico para Cartão Amarelo, e por ser o segundo, consequentemente o Vermelho, sem dúvida na interpretação. Se você quiser procurar um exemplo de lance para Cartão Amarelo, essa jogada do Gum é o “bê-a-bá” da explicação. Mas o árbitro se equivoca e não aplica a advertência.

E para azar do juizão (e por tabela, do São Paulo), aos 43m o Fluminense desempata e vence a partida, com gol de… Gum!

Observações da situação:

Quando o árbitro sente que perdeu o “timing do cartão” – e foi justamente isso o que aconteceu com Márcio Chagas – ele sente a necessidade de punir o atleta na primeira oportunidade que tiver, a fim de não perpetuar o erro!

Perder o tempo do cartão” significa que houve uma leitura ruim da jogada, que errou na interpretação e após um pequeno período de tempo o árbitro “se manca” que errou. A busca em corrigir a falha começa, e a qualquer jogada faltosa do jogador ele receberá tardiamente o Amarelo de outrora. O problema é que Gum não fez mais nenhuma falta para o árbitro remediar o erro! Dessa forma, o São Paulo que empatava com seu time misto e poderia jogar contra um adversário com 10 jogadores por mais de 20 minutos, foi batido justamente por aquele que deveria ter sido expulso.

O detalhe maior é que: treinador, quando sente que o atleta vai ser expulso, imediatamente substitui o jogador para não ter que terminar a partida com um jogador a menos. Alguns treinadores substituem o atleta assim que ele recebe cartão amarelo, e o mais emblemático nessa prática é o treinador do Vitória, Ney Franco. Porém, Dorival Jr, técnico do Fluminense, a priori errou ao não substituir Gum, que possivelmente seria expulso na primeira oportunidade. Mas o seu erro, por acaso, se tornou um grande acerto para o Tricolor Carioca!

A minha dúvida é: Dorival errou e sem querer se deu bem, ou foi um acerto pois confiava tanto que Gum se comportaria exemplarmente em campo e resolveu deixá-lo no jogo?

Por fim: um jogo em que, na minha opinião, o árbitro interferiu no placar.

E você, o que achou da partida? Deixe seu comentário:

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– Para onde vão os Esgotos do Norte-Nordeste?

Puxa, leio numa edição antiga de Veja (25/05/2011, O Brasil na Fossa, por Marcelo Sperandio), como algumas capitais do Norte e do Nordeste tratam o esgoto. Assustador!

Veja o percentual de residências atendidas por rede de esgoto e saneamento básico em geral:

Rio Branco – AC : 19%

Teresina – PI : 15%

Manaus – AM : 11%

Macapá – AP : 7%

Belém – PA : 6%

Porto Velho – RO : 2%

Incrível, não? É que esgoto não dá voto para os políticos…

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– O Indevido Perdão às Dívidas dos Clubes

Há certos projetos políticos que, cá entre nós, são claramente para promover benefícios a um grupo específico ao qual o parlamentar é ligado. O melhor e mais triste exemplo disso é o que propõe o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP). Ele simplesmente quer dar anistia de todas as dívidas fiscais dos clubes de futebol.

Eu pago meus impostos. De maneira sacrificante, mas pago. Você, leitor, deve pagar os seus também. E por quê os times de futebol, que recebem milhões de reais em patrocínios, cotas de TV e outras receitas diversas, podem se dar ao luxo de não pagar nada?

Algumas agremiações chegam a pagar R$ 700 mil mensais ao treinador; mas se recusam a recolher INSS e outros tributos.

Não tivemos há pouco tempo o Refis do Futebol e a Timemania para ajudá-los? Por quê se é tão benevolente a essa gente e tão cruel e rigoroso com o contribuinte comum?

Em tempo: Vicente Cândido faz parte da “bancada da bola”, que defende os interesses das entidades do futebol, além de ser vice-presidente da Federação Paulista de Futebol. E Marco Polo Del Nero é o atual presidente da FPF, está em campanha para eleição da CBF em 2014 e precisa dos votos dos clubes… Será que seu vice está o ajudando na conquista dos mesmos?

O consultor economico-tributário Pedro Daniel (da BDO Brasil, empresa que realiza auditorias e uma das mais especializadas no mundo), escreveu um artigo no Jornal Lance no último domingo que me assustou: as dívidas dos 24 maiores clubes de futebol do Brasil atingiu R$ 2,5 bilhões somente em tributos!

Quer dizer que o dinheiro dos meus impostos é “dinheiro que vai para o Governo realizar obras para o povo” (descartando-se o desvio em corrupção), portanto, imprescindível. E o dinheiro dos impostos dos clubes, não é tão ou mais importante do que o meu?

Assim é fácil: gasta-se desregradamente, sonega-se impostos e depois arranja-se um deputado-amigo lá em Brasília para perdoar as dívidas.

A pergunta a ser feita ao Deputado Vicente Cândido é: o que o Brasil ganha perdoando R$ 2.500.000.000,00 dos impostos de times de futebol?

Se alguém tiver uma resposta convincente, por favor, responda. Eu não consigo encontrar nada que justifique tal aberração moral.

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– A Turma do 4:20

Tenho visto alguns bonés com os números 4:20, e confesso ser ignorante sobre a simbologia.

Agora, vejo que a PM apreendeu farto material com esses dizeres em uma cidade mineira, e que ele é uma dupla alusão ao consumo da Maconha. Na década de 70, nos EUA, os viciados marcavam o horário das 4:20 pm para se drogarem, e por isso, o numeral 04/20 virou “April/20”, considerado “Dia Mundial da Maconha”.

Não era muito melhor que esses jovens desocupados usassem palavras como “Paz”, “Tolerância”, “Amor”, “Solidariedade” ou qualquer outra coisa boa, ao invés dessas porcarias?

Abaixo, extraído de: http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2013/11/alegando-apologia-drogas-pm-apreende-materiais-com-420-em-mg.html

POLÍCIA APREENDE PRODUTOS COM INSCRIÇÃO 4:20

Uma atitude da Polícia Militar de São Tiago (MG) tem gerado polêmica na cidade. A corporação está apreendendo bonés e camisetas com símbolos que fariam referência ao uso de drogas. Segundo os militares, símbolos como a expressão “4:20” fazem apologia às drogas e não podem ser usados.

A expressão 4:20 foi utilizada na década de 1970 nos Estados Unidos e representava o horário que os estudantes marcavam para usar drogas. O número também faz referência ao dia 20 de abril, Dia Mundial da Maconha. A PM de São Tiago já apreendeu oito bonés, dois deles no comércio, e duas motonetas que tinham um adesivo com o símbolo.

Há menos de um mês, um aluno de 14 anos foi flagrado com duas pedras de crack na Escola Estadual Afonso Pena Júnior. A partir daí, a PM começou a realizar palestras para orientar os adolescentes sobre o trabalho feito na cidade. Segundo a vice diretora, Daniela de Fátima Barbosa do Vale, a ideia de recolher os objetos que fazem apologia às drogas partiu também da escola.

“Tentamos ensinar para eles que isso é apologia. Alguns alunos sabem o que é, mas outros usam esses materiais apenas por modismo. Se eles quiserem usar na rua, eles vão ter que responder à polícia. Agora aqui na escola a obrigação de manter a ordem é nossa”, afirma.

Para o advogado criminalista Luis Henrique Fernandes, a atitude da polícia é incoerente e inconstitucional. “Eu creio que em tese há um crime de abuso de autoridade em recolher os materiais, já que a constituição federal garante a livre expressão. Coagindo os jovens não é uma maneira saudável de mostrar os malefícios da droga”, diz.

No entanto, para a PM, a ação não fere a liberdade de expressão. “Essa liberdade não é só do jovem. Usando esses materiais, ele induz a população a compactar com o erro, que é a apologia. O menor que for encontrado na rua com esse tipo de material é apreendido e levado para a delegacia para a confecção do inquérito”, explica o comandante da PM Ricardo Campos.

Para apreender os bonés, camisetas e outros assessórios, a PM se baseia no código penal brasileiro, no artigo 287, que diz que apologia ao crime é o ato de “fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime”. A pena pode variar de três a seis meses de detenção ou pagamento de multa.

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– O Bicampeonato do Palmeiras é para festejar?

A Band estampou por minutos, “Palmeiras, Bicampeão da Série B”.

Para a grandeza do Palmeiras (e poderia ser o São Paulo, Santos, Corinthians), esse título é humilhante.

Pela campanha honesta e vitoriosa do clube, é para se parabenizar. Não sei se com sorriso amarelo, mas com certa moderação, já que a realidade deve ser a dos desafios para a série A.

Fico imaginando: com a 1a divisão nivelada por baixo, em qual posição o Palmeiras estaria classificado hoje, caso não estivesse caído e disputando com o mesmo elenco?

Difícil prever…

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– Lula, Pizzolato e Cesare

Henrique Pizzolato, dirigente do Banco do Brasil e um dos mensaleiros condenados, fugiu para a Itália. E agora para trazê-lo de volta?

Difícil, já que a Itália não vai extraditá-lo tão facilmente, já que, há pouco tempo, Lula se recusou a devolver o terrorista Cesare Battisti para cumprir a prisão por lá, alegando que ele era “perseguido político”.

É a vez da Itália mostrar a reciprocidade.

O que mais me incomoda: os amigos de Lula, seus companheiros de partido e que trabalhavam com ele no Governo, foram condenados. E o Brasil acreditou que ele nada sabia mesmo?

Nojento o ato de Zé Dirceu e Genoíno com os punhos ao alto alegando injustiça e falta de direito à defesa. O processo rola há 8 anos…

A propósito, ainda falta julgar o Mensalinho Tucano e os desvios de verba da Gestão Kassab. Como se vê, a corrupção contamina todos os partidos e ideologias, infelizmente.

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– Similaridades dos 3 Títulos dos últimos 7 dias

Cruzeiro Campeão Brasileiro da Série A, Palmeiras Campeão Brasileiro da Série B e o Palmeirinha do Medeiros Campeão Jundiaiense da Série A.

O que esses 3 times têm em comum além da origem italiana e a conquista de título em 2013?

Muita coisa!

Vejamos: os 3 treinadores – Marcelo Oliveira, Gilson Kleina e Mauro Peixoto – ganharam o título mais importante de suas carreiras; são considerados baratos e demonstram sempre muita humildade em suas entrevistas.

Os 3 times Cruzeiro, Palmeiras e Palmeirinha – são de baixo custo e com jogadores que antes do campeonato não se apostava muita coisa, como Willian, Juninho e Morato, respectivamente (em que pese, no caso do Verdão, o “fardo Valdívia” que destoa dos salários dos demais).

Os 3 clubes têm dirigentes de destaques pelo seu ótimo trabalho – Alexandre Mattos, que mudou a política de contratação; Paulo Nobre, presidente que conseguiu apaziguar o inferno político que o clube vive; e Vado Segli, que há décadas organiza o clube com um amor paternal.

Financeiramente, os 3 passaram por reestruturações: o Cruzeiro refez o elenco com jogadores menos caros, o Palmeiras vive de empréstimos e redução de custos, e o Palmeirinha sobrevive com doações de beneméritos do bairro e as rifas que o “Vartinho” vende.

O Brasil da primeirona e da segundona está coroada com clubes das cores que homenageiam a Azurra e a Itália. Jundiaí, idem.

O ano do futebol nacional e regional está quase encerrado. E como será 2014?

Até nisso os 3 times são similares, pois viverão provações: o Cruzeiro terá o desafio em mostrar na Libertadores da América (talvez contra o seu arquirrival Atlético) que a regularidade não foi uma falsa impressão de um único ano bom. O Palmeiras terá que provar que voltou pra valer e seu projeto não servia apenas para se livrar da 2a divisão, mas de voltar a conquistar títulos na 1a. E o Palmeirinha do Vado, do Tião, do Zé Preto e de tanta gente, terá a missão de mostrar que Jundiaí ainda conta com os tradicionais times de bairro, históricos, como o Estrela da Ponte, Engordadouro e tantos outros, em meio aos novatos que surgem cada vez mais rápido e com gastos que beiram equipes profissionais, bancados muitas vezes por mecenas desconhecidos.

Parabéns aos campeões!

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– Justin Bieber & Miley Cirus segundo o Padre Zezinho

Admiro pessoas sábias, e independente da religião de cada um, não dá para negar a sabedoria do estudioso, cantor, filósofo, professor e teólogo Padre Zezinho, SCJ.

Ele postou via Twitter suas impressões sobre as duas celebridades que tem chamado a atenção da mídia nos últimos dias pelas suas extravagâncias e atitudes não-exemplares e apelativas, ligadas a transgressão, rebeldia e uso de drogas:

O comportamento debochado de Miley Cirus e Justin Bieber mostra os riscos da fama numa cabeça imatura! Quem os promove tb tem culpa! (…) Miley e Justin saíram do barco da adolescência e ao baldear para o barco da juventude perderam o pé! Precisam de ajuda urgente.

E quantas pessoas mundo afora estão pulando para fora do barco da sensatez… Uma pena!

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– Mensaleiros e o Sacramento da Ignorância

Costuma-se dizer na Igreja Católica que, aqueles que não conheceram a Deus e suas verdades, pode entrar no Céu pelo Sacramento da “Ignorância”. Ou seja, seus pecados podem ser absolvidos por não saberem nada sobre o certo e o errado.

Hoje está sendo um dia histórico na Justiça Brasileira: o primeiro dos Mensaleiros, José Genoíno, ex-presidente do PT, acaba de ser preso. E José Dirceu e tantos outros provavelmente serão.

Custa a crer que todos os amigos de Lula, que eram do mesmo partido, trabalhavam junto dele e frequentavam sua casa, o traíram e ele nunca soube de nada, como ele próprio disse incessantemente. Assim, Luís Inácio se salvou alegando ignorância de tudo.

Ou ignorante fomos nós em acreditar nele?

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– Comissão Parlamentar para Estudos de… Erros de Arbitragem?

Coisas que poderiam ser evitadas se o Parlamento Brasileiro fosse mais sério: segundo o jornalista Paulo Moreira Leite (extraído de: Revista Isto É, edição 2295, pg 31, Coluna Brasil Confidencial), uma Comissão formada por deputados federais quer que Romário seja o líder de uma CPI que investigue e crie regras punitivas aos erros de árbitros de futebol.

A idéia é: se for provado um erro significativo que esteja catalogado no conjunto de normas a ser criado, o árbitro deva ser punido imediatamente segundo o regimento federal! Não é uma pretensão de evitar fraudes nos jogos, mas de simplesmente não deixar os erros (por interpretação ou por incompetência) ficarem impunes.

Será que em Brasília não há coisa mais importante para se fazer? Erros de árbitros devem ser punidos pelos dirigentes da arbitragem ou por quem entenda do assunto, já que muitos deles são difíceis.

Pensem na seguinte situação: o jogador do Palmeiras dá um carrinho contra um do Corinthians, que cai dentro da área; o árbitro entende que foi na bola e não marca o suposto pênalti. Na segunda-feira, se abre o capítulo específico das normas criadas pelos deputados federais e se determina a punição adequada. Mas quem garantiu que foi erro? E se o árbitro acertou nesse lance duvidoso?

Tenha dó…

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– Como foi a Proclamação da República?

Dando uma fuçada na Internet, achei o interessante blog do prof Bruno Viveiros, que conta detalhes do Golpe de Estado que levou o Brasil a trocar o Império Monearquico pela República Democrática.

Vale a pena dar uma visitada, em: http://proclamacaorepublicaportal.wordpress.com

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Na metade do século XIX, a urbanização e as transformações econômicas que ocorreram provocaram mudanças na sociedade brasileira e com isso novas aspirações e interesses foram gerados. A nova elite cafeeira do Oeste Paulista exigia a abolição da escravatura e maior participação política, já que São Paulo era o estado que sustentava a maior parte da economia do país. As camadas médias urbanas também aderiram a essas reivindicações, pois desejavam chegar ao poder. Incapaz de atender às novas aspirações sociais e de se modernizar politicamente, o governo imperial entrou em crise e transformou-se em República em 1889.

Os republicanos insistiram para que Marechal Deodoro da Fonseca chefiasse o movimento revolucionário pela transformação do Brasil de monarquia em república. Depois de boatos sobre a pretensão de prisão de Deodoro da Fonseca e Benjamin Constant, os revolucionários resolveram antecipar o golpe de estado e, na madrugada do dia 15 de novembro, os revolucionários deram início ao movimento. Os revolucionários ocuparam o quartel-general do Rio de Janeiro, depois o Ministério da Guerra e no Paço Imperial. Floriano Peixoto recusou-se a obedecer às ordens de Visconde de Ouro Preto (primeiro-ministro), que o havia mandado atacar as tropas inimigas assim como fez na Guerra do Paraguai, dizendo assim: “Sim, mas lá (no Paraguai) tínhamos em frente inimigos e aqui somos todos brasileiros!”, e em seguida aderiu ao movimento dando voz de prisão a Visconde de Ouro Preto.

Na tarde de 15 de Novembro de 1889, solenemente na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi proclamada a República, sendo redigida nesta  noite a proclamação oficial da República dos Estados Unidos do Brasil, que saiu em todos os jornais no dia seguinte, informando ao povo da mudança do regime.

Dom Pedro II, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio de Janeiro quando foi informado do golpe de estado e procurou anunciar um novo nome em substituição ao de Visconde de Ouro Preto. Porém, com o boato de que Dom Pedro escolheria Gaspar Silveira Martins, inimigo político de Deodoro da Fonseca, este aderiu definitivamente a causa republicana. Com isso, Dom Pedro II decidiu não oferecer resistência e, no dia seguinte, recebeu uma comunicação, dando ciência da proclamação da república e ordenando sua partida para a Europa. A família imperial brasileira retornou novamente ao Brasil somente na década de 20.

Assim sendo, a Proclamação da República Brasileira aconteceu em 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, onde foi instaurado o regime republicano, derrubando a monarquia de Dom Pedro II. Foi liderada pelo Marechal Deodoro da Fonseca que deu um golpe de estado. No mesmo dia, foi instituído um “governo provisório” republicano, onde Marechal Deodoro da Fonseca era o presidente e Floriano Peixoto o vice-presidente.

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– Os Árbitros e o Movimento Bom Senso na Histórica Noite do Futebol Brasileiro

Na noite dessa quarta-feira, os jogadores de futebol protestaram contra o calendário de jogos do Brasil, somado a uma série de reivindicações propostas anteriormente pelo movimento “Bom Senso”. Os atos foram diversos: em alguns jogos, eles cruzaram os braços antes ou depois do apito inicial, tocaram a bola por algum tempo de lado-a-lado, ou simplesmente ficaram imóveis, numa espécie de “manifestação por 1 minuto”.

Alguns atletas reclamaram que os árbitros foram orientados a “amarelar os rebeldes”, e, para o bem do futebol, os boleiros não se intimidaram. Mas a punição era razoável ou não?

Durante uma partida, se uma equipe demonstrar que não quer jogar (tocando a bola para os lados, evitando embates com o adversário, prendendo a bola com um atleta só, parando o jogo ou nitidamente desconsiderando a busca pela vitória) é atitude ANTIDESPORTIVA segundo a Regra 12 (infrações e indisciplina) e passível de advertência por cartão amarelo.

Mas quem disse que a turma do “Bom Senso” praticou essa dita “atitude antidesportiva”?

Ao contrário, é atitude com o mais alto grau de DESPORTIVIDADE, DEMOCRACIA e SOLIDARIEDADE para quem luta pelo futebol. Cartão Verde a eles!

Os árbitros, no fundo, sabem que precisam apoiar o movimento pelo bem do esporte, mas não tem instrumentos nem força política para isso, já que as entidades sindicais da categoria possuem dirigentes ligados as federações / confederação.

Se o árbitro somente não interferir no protesto, sem ameaça de punição e cruzar o seu braço nesse momento, já será um importante e simpático gesto de apoio a essa nobre e necessária causa.

Uma sugestão: se os Sindicatos dos Árbitros (tanto os estaduais como o nacional) quiserem provar independência de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero (portanto, da CBF), que orientem aos árbitros, bandeiras e adicionais, que no momento do protesto dos jogadores, deixem o campo por esse pequeno período de tempo a fim de demonstrar simbolicamente que “os verdadeiros donos da bola” são os atletas que ali estão no gramado; únicos, soberanos!

E depois não querem que digam que a recente lei da profissionalização do árbitro não resultou em nada e era um engodo… Continuam sendo empregados informais e sem registro em carteira da CBF ou das Federações Estaduais, prontos para obedecer sem nunca contestar. Lamentável a declaração de Sérgio Correa da Silva, ex-dirigente sindical e atual responsável pela Escola Nacional de Arbitragem (e que estava como delegado no jogo Botafogo x Portuguesa), confirmando que os árbitros realmente foram orientados para aplicar o cartão amarelo e que jogo de futebol não era lugar para política.

Como esperar independência e apoio aos árbitros com tal pensamento?

Que bom seria se tivéssemos algum Rogério Ceni, Alex ou Paulo André do apito… Mas isso é difícil de acontecer, afinal, os árbitros confiam em pessoas como o dirigente da CBF Sérgio Correia para representá-los, ou em Arthur Alves Júnior, atualmente presidente do Sindicato Paulista e simultaneamente funcionário da FPF, de Marco Polo Del Nero. Para mim, total incompatibilidade de cargos, embora, reconheço, é a vontade das urnas demonstradas por eles.

Com este panorama, não haverá árbitro no movimento Bom Senso. E se tiver, não será escalado por tal motivo. Ou você duvida disso?

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– Vai dar Cadeia?

O STJ decidiu pela prisão dos mensageiros imediatamente.

Com todo respeito, mas… duvido que verei Zé Dirceu & Cia na cadeia (infelizmente). E você?

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– Brasil garantido na Final do Mundial de Clubes

Na próxima edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA Marrocos-13, certamente o Brasil estará representado no jogo final. Seja na bola ou no apito.

É que a entidade convocou Sandro Meira Ricci, árbitro brasileiro pré-convocado para o Mundial de Seleções de 2014, para ser o representante da Conmebol, num ineditismo até então: nunca foi chamado árbitro do mesmo país que está em disputa pelo título. Já que são poucas equipes, normalmente os árbitros são de países alheios à conquista do troféu.

Nessa nova versão do Mundial de Clubes, costumeiramente o clube da América do Sul enfrenta o clube da Europa após uma fase eliminatória, devido a qualidade técnica entre eles. Exceção feita ao marcante fiasco do Internacional-RS frente ao africano Mazembe, sempre foi assim. E com os árbitros, normalmente também funciona dessa forma: europeu ou sul-americano na final.

Pela relação dos árbitros convocados, custa a crer que, caso o Atlético Mineiro não esteja na final contra o Bayern Munich, Sandro deixe de ser o árbitro da final. Veja a lista, com apenas dois árbitros “top” de linha (o brasileiro já citado e seu colega espanhol):

Ricci (Brasil) – com os bandeiras Marcelo Van Gassen e Emerson Carvalho,

Velasco (Espanha) – com os bandeiras Jimenes e Fernandez,

Albadwawi (Emirados Árabes),

Alioum (Camarões),

Gassama (Gâmbia) e

Geiger (Estados Unidos).

Cá entre nós: está mais do que na cara que, pela qualidade das equipes e dos árbitros, o campeão da Libertadores da América (representante da Conmebol) jogará contra o campeão da Champions League (representante da UEFA), arbitrado pelo árbitro espanhol.

Eu aposto nisso desde já (embora nunca goste de apostas no futebol). E você?

ERRATA: A escala de árbitro de mesmo país e clube não é inédita; aconteceu em 2005 com o árbitro Carlos Eugênio Simon, conforme confirmação do próprio:

“Amigo Rafael,
não é inédito, pois em 2005 quando o SP foi campeão, nós estivemos lá ( Eu, Aristeu e Corona), inclusive trabalhei como 4° na abertura, não permanecemos porque o Aristeu acabou se lesionando.
Simon”.
Tal fato é para se festejar; afinal, só aconteceu com brasileiros.

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– São Pedro e seus Restos Mortais

Confesso que não acreditava que eles ainda existiam. E eis que o Vaticano anunciou: os restos mortais de Simão Pedro, ou se preferir, de Pedro, o primeiro Papa da Igreja, ou ainda se quiser se referir simplesmente ao apóstolo que negou 3 vezes a Cristo e mesmo assim Jesus edificou sua Igreja nele como sua pedra, estará em exposição pública! Por determinação do Papa Francisco, a relíquia fará parte dos eventos do ano da fé.

Sobre a magnífica história da descoberta dos restos mortais até sua veneração, compartilho abaixo, extraído de:

http://vozdaigreja.blogspot.com.br/2003/10/o-tumulo-e-os-restos-mortais-de-s-pedro.html

TÚMULO DE PEDRO

As divinas palavras de Jesus, concedendo o primado sobre a Igreja a S. Pedro, convidam os católicos de todos os tempos a se interessar, cheios de veneração, pela história do primeiro Papa. Do lado contrário, – como não poderia deixar de ser, – os anticatólicos tentam contestar a realidade histórica do primado do “Príncipe dos Apóstolos”. Alguns chegam ao extremo do absurdo de contestar que ele tenha estado em Roma e exercido de lá o primado.
Através dos séculos, porém, foram surgindo documentos provenientes dos mais diversos pontos da cristandade primitiva, confirmando aquilo em que os católicos sempre creram. As provas mais recentes foram tão acachapantes, tão inquestionáveis, que os anticatólicos foram reduzidos ao silêncio quanto a este assunto. Até historiadores protestantes o reconhecem, como é o  caso de A. Harvach, que chegou a declarar: “No longer deserves the name of historian who put in doubt that St. Peter has exercised his Ministry in Rome”.  – “Já não merece o título de historiador quem põe em dúvida que o Apóstolo Pedro tenha exercido seu ministério em Roma”.
Mas ainda persistia uma questão: estaria o túmulo do Vigário de Cristo realmente sob o magnífico Altar-Mor da Basílica de São Pedro? Sobre este assunto específico há um silêncio quase total nos documentos dos primeiros séculos da História da Igreja.
A tradição católica, no entanto, sempre foi bem específica: S. Pedro, já idoso, foi crucificado de cabeça para baixo na colina Vaticana, no ano de 68 ou 64, após ter exercido o papado em Roma por 25 anos. Seu corpo foi sepultado perto do local do martírio, num cemitério pagão então existente na mesma colina Vaticana, em frente ao Circo de Nero. A tradição aponta, ainda, o local exato da sepultura (chamado ‘Confissão de S. Pedro’), venerado desde tempos imemoriais.
Nos 250 anos que vão da morte de São Pedro até a autorização de culto, dado à Igreja por Constantino mediante o Edito de Milão (313), apenas dois documentos referem-se ao túmulo do Apóstolo. Um diz que o Papa S. Anacleto (terceiro Papa, que reinou de 79 a 90) ergueu no local um monumento fúnebre, aproximadamente vinte anos após a morte do chefe terreno da Igreja. Outro, mais importante, é uma carta do sacerdote Gaius de Roma, do ano 200, afirmando também que no local havia um monumento fúnebre (τρόπαιον no grego, sendo que a palavra portuguesa ‘troféu’ não corresponde exatamente ao sentido da palavra grega).
Assim que foi concedida a liberdade de culto aos cristãos, multidões de fiéis começaram a afluir de todas as partes para venerar as relíquias de S. Pedro, Príncipe dos Apóstolos. Por volta do ano 330, o Imperador Constantino e o Papa S. Silvestre ergueram naquele local magnífica e enorme Basílica, e consta que o próprio imperador trabalhou na obra, carregando simbolicamente doze cestos de terra em homenagem aos Apóstolos.
O local era extremamente inconveniente para a construção, pois o subsolo era mole e cheio de água, e o terreno em declive necessitava enormes aterros. Além disso, pelas leis romanas, o cemitério era inviolável, não se podendo retirar os ossos de nenhuma sepultura. Somente o fato de estar aquele lugar ligado a um ponto fixo intransferível, – o túmulo do Apóstolo Pedro, que devia tornar-se o centro da grande Basílica, – poderia ter levado Constantino a enfrentar tantas dificuldades técnicas e jurídicas, além dos gastos altíssimos que se opunham à construção em local tão impróprio.
Mais tarde, na Renascença, a atual e ainda maior Basílica de São Pedro foi construída no mesmo local, mas sem interferência nas construções anteriores, erguendo-se num plano mais elevado. Assim, sobre o túmulo primitivo ergueram-se as construções constantinianas, e acima delas as da Renascença. Em diversas épocas houve reformas em torno do túmulo, mas, – fato notável, – não consta que ele tenha sido aberto em 1600 anos de história(!).
** Uma obra correta e bastante interessante, intitulada “The Bones of St. Peter” (‘Os Ossos de São Pedro’), de John E. Walsh, ed. Doubleday, NY, 1982 (sem tradução para o português, que pode ser adquirida neste link) narra em detalhes as pesquisas científicas realizadas no túmulo nos últimos anos. Os dados a seguir foram extraídos dessa obra.
As escavações
Em 1939 foi decidido rebaixar o subsolo dos corredores em torno do túmulo, para aumentar o pé direito deles. Aí está sepultada a maioria dos Papas. Uma equipe de competentes arqueólogos orientava os trabalhos.
Entre eles, o Profº Enrico Josi, um dos maiores especialistas em antiguidades cristãs do planeta. Dirigia a equipe o administrador da Basílica de São Pedro, Mons. L. Kaas. O Papa Pio XII não os autorizou tocar nas construções do túmulo petrino. Logo no início dos trabalhos, foram encontrados vários mausoléus adjacentes. Alguns destes estão entre os melhores exemplares já descobertos do período áureo romano.
Um ponto da tradição foi portanto confirmado: o cemitério pagão, no qual São Pedro fora sepultado, realmente existe e está no local exato, conforme se acreditava há muitos séculos. Numa determinada lápide, veio outra importantíssima confirmação: uma inscrição referia que, ao lado, estava o Circo de Nero!
Verificou-se que o cemitério era sem dúvida anterior à morte de S. Pedro. Os ricos mausoléus, porém, eram pouco posteriores a ela. Tudo havia sido soterrado intacto pelos operários constantinianos, para não violar os túmulos. Tudo confirmava a tradição. Com todos esses indícios favoráveis, Pio XII afinal autorizou que se abrisse o túmulo atribuído ao Apóstolo Pedro, o primeiro Papa da Igreja, e se procedesse o estudo científico completo de tudo.
Decidiu-se tentar penetrar pela parede de uma pequena capela do século XVI, que está embaixo do Altar-Mor atual. Foi desmontado cuidadosamente o precioso mosaico que há nessa parede, e descobriu-se que era da época do Papa S. Gregório Magno (590-604). Nela foi feita uma abertura, retirando-se tijolo por tijolo. Havia, atrás, uma grossa placa de magnífico mármore decorado com precioso pórfiro escuro. Alargada a abertura, verificou-se que era um Altar montado pelo Papa Calixto, no século XII.
Retiradas algumas peças de mármore, chegou-se à outra parede, certamente da Basílica de Constantino, do ano 330! Atrás havia ainda outra parede bem mais antiga, grossa, de tijolos e pintada de vermelho vivo. Seria parte do túmulo original? Para não danificá-la, decidiram tentar em outro local, bem mais à direita. Após passar pelas mesmas paredes, chegaram a outro Altar precioso – este havia sido o Altar-Mor erigido por S. Gregório Magno na Basílica velha de São Pedro, no século VI.
A parede vermelha, nessa local, estava recoberta de excelentes mármores, sinal de importância. Tentou-se, então, do lado oposto. Mas, ao invés de chegar à parede vermelha, encontraram uma azul; e tiveram a surpresa de verificar que era uma grossa parede de pequena extensão, colada à vermelha, em ângulo reto com ela. Ambas são da época romana, mas a vermelha, mais antiga, era maior e descia fundo. Atrás dela depararam-se com paredes mais recentes. Assim, era evidente que o túmulo estava bem mais fundo, e que acima do solo da época romana só havia essa grande parede, ornada de nichos em estilo clássico, sem nenhuma decoração cristã.
Estava confirmado o “monumento fúnebre” (τρόπαιον) referido por Gaius no ano 200. As duras perseguições religiosas durante o Império certamente forçaram esse disfarce e a ausência de símbolos cristãos.
Mas as surpresas apenas começavam: o exame da parede azul revelou que ela estava coberta de inscrições cristãs de tipo grafite, feitas com lâminas, desordenadamente: eram pedidos de orações dos primeiros cristãos, que escreviam seus nomes: Ursianus, Bonifatius, Paulina, etc. O símbolo codificado de Cristo aparecia várias vezes.
Mas o nome que se procurava não era encontrado: Petrus. Nenhuma invocação a ele naquela floresta de nomes. Permanecia o indecifrável silêncio sobre o Apóstolo S. Pedro, o primeiro Papa. Até que num ponto dessa parede foi encontrado um pequeno buraco, formado pela queda da argamassa. Inserindo luz pela abertura, verificou-se que a parte de baixo da parede azul era oca e revestida internamente de preciosos mármores. No chão dessa cavidade havia muito pó. Parecia ter sido algum túmulo engenhosamente escondido ali. Seria impossível investigar melhor aquilo sem abrir mais o pequeno buraco, o que destruiria as inscrições.
Com isso, as atenções se voltaram para o túmulo de S. Pedro propriamente dito. Decidiu-se escavar mais, bem junto à parede vermelha, para se chegar à câmara mortuária. Logo foram encontradas algumas sepulturas cristãs simples, quase amontoadas junto à parede. Eram dos primeiros séculos. Tratava-se de um tocante indício: todos os corpos estavam voltados para a parede. Eram cristãos enterrados bem junto a S. Pedro!
Ao retirar uma pedra, depararam-se com uma cavidade vazia: afinal, o túmulo! Emocionados, os arqueólogos avisaram o Venerável Papa Pio XII, que em dez minutos chegou ao local. Era uma câmara pequena, mas alta, simples, com paredes de tijolos nus e piso de terra. E estava vazia! Havia sinais evidentes de violência: um nicho e uma trave golpeados violentamente, uma coluneta partida.
No chão encontraram-se muitas moedas romanas e medievais, confirmando uma crônica que se refere a uma pequena abertura no túmulo, por onde se podia introduzir a mão. As moedas provinham de todo o Império, atestando a devoção generalizada ao Apóstolo. O exame minucioso do local revelou na base do nicho uma pequena abertura em forma de “Λ”, entupida de terra. Revolvendo o interior dessa abertura, encontrou-se enorme quantidade de fragmentos de ossos antiquíssimos. Eram mais de 250. Seriam os do Apóstolo?
Em caso afirmativo, por que estavam eles em posição tão secundária e escondidos? O médico de Pio XII, Dr. Galeazi-Lizi, examinou-os e concluiu que eram de um homem idoso e de físico robusto, o que correspondia à descrição de S. Pedro. Daí ter-se propagado, na ocasião, a versão de que os ossos eram dele.
Mas essa localização estranha exigia maiores pesquisas. As escavações continuaram, revelando que a parede vermelha era a peça chave de um complexo de construções. Tratava-se de uma edícula comemorativa, no centro da qual havia duas colunetas sustentando uma laje de travertino, parecendo um altar. Em frente situava-se um pátio fechado por altos muros. Era obviamente uma construção ideal para celebrações clandestinas dos primeiros cristãos, pois como o cemitério era pagão e aberto, ao contrário das catacumbas, as precauções tinham que ser maiores: daí a ausência do nome de Pedro e de símbolos cristãos nessa área (é aí que está a parede azul com os grafites). É esta também a razão do silêncio sobre a localização do túmulo, na literatura cristã da época. Mas ainda não se podia afirmar definitivamente que ali jaziam os restos mortais de Pedro Apóstolo, o primeiro Papa da Igreja.

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– Laudos que servem ou não?

Que confusão essa história do laudo da Ponte Preta!

Para jogar a semifinal da Copa Sulamericana, o estádio deve ter capacidade mínima para 20.000 pessoas.

Por quê tal regulamento? Para mim, independente da capacidade da Arena, devem ser exigidos Segurança e Conforto.

O curioso: há laudo que atesta capacidade de 18.700, outro de 20.000, e outro de 27.000 lugares!

Um laudo que sirva para a FPF deveria servir para CBF e para a FIFA. Ou será que uma entidade não confia na outra?

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– As Máfias da Capital Paulista

A cidade de São Paulo, independente das gestões ou de partidos, vive e convive com corrupção em altíssimo nível. O que dizer dos escândalos atuais, referentes ao meio bilhão desviado pela turma do Kassab e agora o outro imbróglio do secretário do Haddad?

Quando é que teremos não só na administração paulistana, mas em todo o Brasil, gente preocupada em trabalhar honestamente servindo ao cidadão?

Política virou sinônimo de malandragem, não de relacionamento e serviço. Uma pena!

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– Palestras Campeões nessa semana?

O Cruzeiro, antigo Palestra de MG, poderá se sagrar campeão da Série A do Campeonato Brasileiro nessa noite.

O Palmeiras, antigo Palestra de SP, provavelmente será campeão da Série B no próximo sábado.

Fico pensando: equipes que nos anos 90/00 fizeram grandes duelos por competições da América do Sul, festejarão por motivos diferentes. A Raposa pelo título maior do país, o Verdão pela recuperação do prestígio.

Mas pensando bem, reflita: como será o ano de 2014 para essas duas equipes? Me recordo que os últimos dois campeões nacionais, Corinthians (que é o atual campeão do Mundo) e o Fluminense vivem um inferno astral sem fim. Diante disso, não dá para comemorar e entrar na próxima temporada iludido pelos títulos atuais.

Aliás, título cruzeirense conquistado pela regularidade e conjunto; e título palmeirins conquistado pela fragilidade dos adversários na fraquíssima segundona. Mas, claro, são títulos e ninguém pode tirar os méritos das equipes.

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– Que País é Esse?

Que Brasil é esse em que eu tenho comer feijão preto importado da China?

Que ser honesto é virtude e não obrigação?

Que políticos se consideram autoridades com imunidade pra tudo, estando acima do bem e do mal?

Que pastores disputam o fiel como cliente?

Que a classe média paga para ter segurança privada?

Que se paga plano de saúde para ser atendido, e na hora da marcação o médico impõe cotas para atender?

Que o futebol leva a torcedores profissionais a ver o adversário como inimigo e os matam?

Que pessoas estacionam em vagas de deficiente, sem se importarem com quem realmente precisa?

Que se gasta com radares mas se economiza em escolas (como Jundiaí)?

Nessas horas, reflito: a culpa é de quem? Dos políticos ou dos eleitores?

Uma dura indagação: será que tem mais gente desonesta no Brasil do que gente de bem?

Tomara que não. Nossos filhos merecem e precisam de um país melhor.

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– Título e Rebaixamento Antagônicos

Algumas competições trazem a falsa sensação de valor quando conquistadas. Claro que toda vitória e título devem ser festejados, mas podem trazer enganos velados.

Quer alguns exemplos?

O Santo André foi Campeão da Copa do Brasil. No ano seguinte, caiu de divisão. Gastou todos os seus esforços na competição e depois naufragou em tudo que disputou. E o que resta do Ramalhão hoje?

Outro caso foi o Paulista de Jundiaí: até hoje, o único clube a vencer a Copa do Brasil jogando somente contra times da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. Depois da conquista, o Galo da Terra da Uva foi rebaixado para a Série B e C consecutivamente, e amarga uma terrível crise financeira.

O primeiro pequeno clube Campeão do Brasil foi o Juventude-RS, na era Parmalat. Nesse ano, jogou a série D.

Mas veja que curioso: o Figueirense venceu a competição e no ano seguinte foi rebaixado. Mais recentemente, isso aconteceu com o Palmeiras.

O gozado de tudo é que, na Segunda Divisão, essas equipes disputaram a Taça Libertadores da América, a mais nobre das competições interclubes do nosso continente!

Digo isso pois Campinas está em festa. A Ponte Preta jogará a semifinal da Copa Sulamericana contra o São Paulo para tentar o título e assim conquistar a vaga para a Libertadores. E, concomitantemente com a empolgação da Sulamericana, a Macaca sofre com o possível rebaixamento para a série B do Brasileirão.

quem defenda que não se deva permitir times que não estejam na Principal Divisão do seu país joguem a Libertadores. Se a competição é tão importante, há certo sentido, com a justificativa de elevar o nível da disputa internacional. Mas como podemos querer alto nível se temos tantos clubes bolivianos e venezuelanos jogando o torneio?

Respeitosamente, a Ponte Preta na 2a divisão é ainda mais forte que o peruano Juan Aurich, do que o boliviano Oriente Petrolero ou do venezuelano Deportivo Tachira, equipes da 1a divisão dos seus países.

Se a Copa do Brasil e a Sulamericana valem vaga para a Libertadores, independente de que divisão estejam no Campeonato Nacional, paciência, pois, afinal, é o critério determinado. E isso não dá para contestar! Mas é irônico que um clube na 5a ou 6a posição no Brasileirão não esteja classificado, e outro rebaixado no mesmo torneio esteja…

Como sempre, torcerei para as equipes brasileiras. Boa sorte a elas.

Em tempo: já passou da hora de se abolir a regra de que clubes de mesmo país não possam jogar uma final para dar o tom de “internacionalização” da Conmebol. Bobagem. O que deve valer é a competência.

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