Você associaria sua marca a algum produto que trouxesse repulsa?
Normalmente, a maior parte das empresas evita esse tipo de ligação publicitária. Mas vejam: o Vasco da Gama estava numa difícil situação no Campeonato Brasileiro e mesmo assim mantinha um contrato de R$ 7 milhões anuais (período de 4 temporadas) com a Nissan, montadora japonesa que acreditava no canal “Futebol” para divulgar seus carros.
Com o provável rebaixamento do clube à segunda divisão, meses atrás, o diretor de Marketing da Nissan, Murilo Moreno, em um congresso no RJ, foi indagado sobre a queda e declarou sobre isso:
“Se cair, melhor ainda. Ano que vem a gente aparecerá sozinho na série B. Vai dar mais mídia do que ficar pelo meio da tabela na série A“.
Ora, é uma estratégia arriscada. Eis que o time não só caiu, mas sua torcida protagonizou cenas de guerra com a do Atlético Paranaense. E fora de campo, o presidente Roberto Dinamite admite usar todas as armas jurídicas para se manter na Primeirona, mesmo vexatoriamente rebaixado.
Agora, a Nissan resolveu sair do Vasco da Gama, por entender que atitudes violentas e antiéticas não contribuem para a associação da sua marca.
Parabéns, Nissan. E se todas fizessem o mesmo?

