Prometido por muito tempo, enfim a presidente Dilma Rousseff autorizou o aumento dos combustíveis.
E por quê só agora?
Devido a interferência do Governo na política da Petrobrás. Para evitar inflação e impopularidade, o aumento foi sendo adiado. A BR não conseguia fazer frente aos preços altos do mercado internacional e perdia dinheiro. E o déficit só crescia…
Assim, o consumidor irá pagar a conta com o acúmulo desses adiamentos. Cerca de 4% na Gasolina e 8% no Diesel. Lembrando que o Etanol já estava subindo durante a semana.
Desse jeito, desagradou-se a todos: preços altos de uma única vez e acionistas perdendo dinheiro.
Fica a comprovação: e a autossuficiência proclamada pelo ex-presidente Lula, com fotos, discursos e comemorações? Deixamos de dar conta da produção?
O grande problema é: hoje, o Brasil importa muita gasolina e não dá conta de produzir Diesel, em especial ao S10.
Abaixo, extraído do G1
ALTA DE COMBUSTÍVEL DEVE PUXAR A DE ALIMENTOS, DIZEM ECONOMISTAS
Por Simone Cunha
O aumento dos combustíveis, anunciado nesta sexta-feira (29) pela Petrobras, deve levar a uma alta de preços em outros segmentos como transportes, alimentação e até mesmo nos serviços, de acordo com economistas ouvidos pelo G1. Para eles, a alta determinada para os distribuidores de combustível deverá ser repassada, ainda que parcialmente, ao consumidor.
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (29) que os preços da gasolina e do diesel serão reajustados a partir deste sábado (30) nas refinarias. O reajuste será de 4% para a gasolina e de 8% para o diesel.
A tendência é que o aumento seja repassado às bombas, chegue ao preço do frete e, com isso, ajude a elevar os preços de produtos que dependem de transporte – como os agrícolas, diz o professor da Escola de Economia da FGV-SP, Samy Dana.
Assim, o combustível tem impacto imediato em outros produtos e serviços, diz ele. “Tem o que a gente chama de aumento em cascata. O produto sai do produtor para o distribuidor com frete mais caro; vai de lá para o supermercado mais caro; e vira uma bola de neve. É transferência de custo quase imediata, já que os produtos dependem disso (transporte)”, afirma (…).
ECONOMIA INFORMAL
Nos setores de comércio e serviço informais e de menor porte, como cabeleireiro, mecânico e eletricista o repasse pode ser integral, por um “movimento de contaminação”, segundo o economista Miguel Daoud. “Grande parte do setor de serviços, padarias, bares, não calculam a proporção do combustível no seu negócio. Quando aumenta a gasolina, você joga faísca exatamente nos setores que são os mais usados”, diz ele, que acredita que isso pode fazer com que o impacto na inflação seja maior.
O aumento deve migrar para outros itens, segundo Daoud. “Tenho certeza, na prática é isso que acontece. Repasse para mercado de consumo não tem como negociar”, diz.


Esquisito! E muito estranho!! O Brasil está um desgovernos, que dá muita tristeza de ver. Tenho viajado por este Brasil, nos últimos três meses, a trabalho como jornalista, e tenho visto as disparidades regionais. Porém, isto não aparece na imprensa, não aparece para o grande público. Existe um filtro (censura) terrível. Percebe-se boa parte da mídia em geral, cooptada pelos órgãos governamentais. Mas a insatisfação é geral. Entretanto todo brasileiro é obrigado a engolir que a presidenta tem alto índice de aprovação. Isto NÃO é verdade.
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