O futebol nos apresentou algumas coisas contraditórias e discutíveis nos últimos dias. Vamos a elas?
1- FELIPÃO E DIEGO COSTA: O treinador da Seleção Brasileira Luís Felipe Scolari ficou irritado com o atacante Diego Costa, do Atlético de Madrid, por ele ter aceito jogar pela Seleção Espanhola. O presidente José Maria Marin, pateticamente, disse que pensava em lutar na FIFA contra a dupla cidadania do jogador! Ora, não é contraditória a reclamação, já que Felipão anos atrás chamou os brasileiros Deco e Pepe para defenderem a Seleção Portuguesa?
2 – TREINADORES DO BRASIL: se você pegar a tabela do Brasileirão, verá que Enderson Moreira, Mancini e Marcelo Oliveira estão no topo da lista. Mas os técnicos mais famosos e com remuneração astronômica estão lutando contra o rebaixamento, como Tite e Luxemburgo. Não é gozado que quem ganha mais (e bem mais) está sendo um altíssimo custo-benefício para as suas equipes?
3 – RACISMO NA EUROPA: Cada vez mais Seleções Européias convocam jogadores nascidos em outros países, e também cada vez mais os torcedores vaiam e ofendem atletas negros. Yayá Toure, marfinense do Manchester City, sugeriu um boicote dos jogadores da África Negra na Copa da Rússia de 2018. O interessante é: quando o negro joga por sua equipe e marca gols, é aplaudido pelo torcedor. Quando joga como adversário, é vítima de preconceito. Paixão sem razão?
4 – PAULISTÃO 2014: O formato desagradou a gregos e troianos. Os grandes continuarão a jogar muito, e os pequenos jogarão menos ainda. Dessa forma, os 4 fortes do estado (Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians) continuam sem datas para pré-temporada e amistosos internacionais, e os clubes do Interior rumo a falência. Sem contar que numa mesma chave podemos ter clubes com nenhum ponto, e que pelo “saldo de gols menos ruim” classificar um time para a segunda fase. Gênio quem bolou a fórmula!
5 – ÁRBITROS: Em algumas rodadas, os clássicos estaduais são apitados por árbitros do mesmo estado (pois conhecem bem os times); em outras, por juízes de fora (para não desgastar os locais). Os bandeiras são sempre locais; mas se é para promover integração com os de outros estados, por que são domésticos? Por economia, o quarto árbitro também é local. Mas na mesma escala econômica, vem árbitro ou bandeira do outro lado do país. Como entender?
6 – SELEÇÃO SUB 17: Alexandre Gallo, treinador da Canarinho Juvenil, alegou que “caráter e comprometimento” estavam acima de capacidade técnica na seleção dele. Proibiu jogador de usar fone de ouvido, cabelo excêntrico e brincos. Gozado: o Brasil foi eliminado do México no Mundial da categoria. Será que se tivéssemos mais capacidade técnica não classificaríamos? Aliás: Neymar adora brincos, cabelos excêntricos e fone de ouvido… Acho que Gallo precisa rever seus conceitos.
Esses e outros temas estão disponíveis na página de Blogs do Bom Dia Jundiaí / Diário de São Paulo, com mais indagações e debates.
Acesse:
- – O incoerente Scolari , em: http://is.gd/SCOLARI
- – Os Treinadores TOP estão rendendo? , em: http://is.gd/TREINADORES
- – Yayá Touré está certíssimo, em: http://is.gd/RACISMO
- – Paulistão desagrada Grandes e Pequenos, em: http://is.gd/ESTADUAL2014
- – Árbitros de Fora ou Árbitros Locais? , em: http://is.gd/ARBITROS
- – Brasil SUB17 é eliminado pelos conceitos de Gallo, em: http://is.gd/SUB17


Das 6 incoerências, só merecem atenção a dos treinadores top na parte de baixo da tabela e a questão do racismo, perdão, professor Porcari, as demais são lugares-comuns. O affair Felipão x Diego Costa é de uma baixeza tão grande que chega ao ridículo, tipo “agora eu quero!” quando alguém nega alguma coisa a um acriança. A Sub-17 e as arbitragens de fora ou de casa, passo. O racismo, não, não passo! O Thiery Henry disse e foi contestado que brasileiro era “bom de bola” porque ao invés de ir pra escola estudar, ia jogar. Futebol é esporte assim mesmo, de quem foge da escola, veja as entrevistas cheias de “conteúdo”! (Quá-quá-quá). E os jogadores apupados são todos de regiões pobres do mundo em que UM vira astro na NBA, na música, no futebol, etc., etc. Penso assim.
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