– Palavras de Francisco ainda refletem?

Depois de 15 dias da visita de Francisco ao Brasil, o ardor missionário e evangelístico perdura?

A pergunta é pertinente: o Papa lembrou que “Cristo bota fé nos jovens“. Assim, estamos fazendo valer a confiança depositada?

Vale refletir! Não podemos ficar apenas na doce saudade ou somente com as boas memórias. É hora de agir (ou de continuar a agir).

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– O Sábio Treinador Italiano sobre o Brasil

Césare Prandelli, treinador da Itália, deu uma longa entrevista ao tradicional periódico italiano “La Gazzetta dello Sport”, falando sobre a Seleção Italiana. E abordou o Brasil, pois, afinal, aqui esteve com a Azzurra na Copa das Confederações.

Disse Prandelli a respeito do nosso país:

“A Copa das Confederações já me deixou a impressão de fortes contrastes entre os novos estádios e a miséria ao seu redor. Em seguida, uma multidão em manifestações nas ruas. Quando há tantos jovens nas ruas, você tem que ouvir. A prioridade não é o futebol. A prioridade são as escolas, os cuidados hospitalares, o trabalho… Eu acredito que o Mundial no Brasil pode coexistir com uma melhor política social. Claro que é impossível jogar bem num estádio que custou R$ 800 milhões e fica a 100 metros de uma favela de 120 mil pessoas, das quais 20% não têm o que comer. Mas nós não pensamos só na América do Sul. Os contrastes estão em expansão na Europa, e neste ritmo, nós também viveremos blindados, teremos nossas favelas.”

Treinador consciente ou não? Pena que nossos políticos e dirigentes esportivos não costumam pensar assim…

Gostou do depoimento de Prandelli? Deixe seu comentário sobre esse assunto:

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– A Praga das Drogas Sintéticas em Jundiaí

Nesta semana, a Polícia aprendeu DOB em Jundiaí, uma droga conhecida como “cápsula do vento”, proveniente da Holanda. Por ser cara, e pela região de Jundiaí e Campinas ter um alto poder aquisitivo, seria distribuído nas casas noturnas locais.

Inédito no Brasil, esse poderoso alucinógeno dura de  30 a 40 horas de efeito, 10 vezes mais letal do que LSD. São em forma de selos entorpecentes, custando R$ 200,00 cada.

Se já não bastasse a praga dos narcóticos mais populares, como maconha, cocaína e crack, que destroem as famílias, mais invenções do mal como o DOB.

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– A Ideia que deu certo: latinha de 350 ml!

Uma ideia que perdurou: a criação da latinha de refrigerante de 350 ml, pelo Departamento de Marketing da Pepsi, em 1930!

Sabe por que surgiu?

Para concorrer com a garrafa da Coca-Cola, já que era mais vantajoso o preço de venda de uma latinha Pepsi de 350ml do que uma garrafa de 290ml Coke. Aliás, a Coca-Cola só lançou sua latinha em 1959!

– A Covarde Agressão no Campeonato Amador de Jundiaí

Leio no ótimo site Esporte Jundiaí, do jornalista Thiago Batista de Olim, que uma confusão ocorreu na última rodada do Campeonato Amador de Jundiaí, culminando em um bandeirinha necessitando ser internado no Hospital de Caridade São Vicente de Paula.

A que nível chegou o futebol da Terra da Uva?

O fato aconteceu na partida entre Ivoturucaia x União Sorocabana. Cledison Oliveira, treinador do Sorocabana, com apenas 15 minutos de jogo, agrediu Oscar de Paula Mariano (árbitro da LJF que estava trabalhando como Assistente).

Caramba… se o cara não aguenta ficar nem metade do primeiro tempo em campo, como pode ser “treinador de futebol”?

Um treinador deve ser líder fora de campo, transmitindo segurança, orientações e ensinando os atletas. Que péssimo exemplo!

Na Rádio Difusora, no programa Show de Bola, o José Marcelo, árbitro respeitado do Amadorzão, ventilou a possibilidade de uma greve geral nas próximas semanas, pedindo maior segurança. Concordo com o juizão, e digo mais: não é porque o Campeonato é Amador, que deva ser bagunçado! Os árbitros são amadores e trabalham de 2a a 6a (as vezes, até aos sábados), sem chance de treinarem e apitam por migalhas de reais. Os jogadores e treinadores também (embora, à boca pequena se fala sobre altíssimos salários recebidos por alguns – as vezes, maiores do que profissionais). Dessa forma, não se pode exigir muita coisa dos árbitros. Se o treinador questiona a competência do juizão e chega as vias de fato, não seria direito o árbitro fazer a mesma coisa sobre as “qualidades técnicas” do “professô”?

Claro que não vivemos na sociedade do “olho por olho, dente por dente”. Assim, neste mundo civilizado, DEVEMOS acabar com o péssimo comportamento de alguns no futebol amador da cidade de Jundiaí.

O treinador declarou ao mesmo Esporte Jundiaí que estava arrependido e que só dirigiria a equipe até o término da temporada. A Liga Jundiaiense o suspendeu por dois anos. Está errado: deveria ser eliminado do futebol, pois quem pratica tal ato selvagem, não serve para a família esportiva jundiaiense.

Que sirva de exemplo a todos na cidade, inclusive para a atenção da Prefeitura Municipal, promovendo maior efetivo da GM nos centros esportivos.

Se o futebol amador nas manhãs de domingo não serve para promover o lazer, por quê existir? Esse deve ser o centro da questão e uma reflexão a ser pensada.

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O treinador Cledison, na foto de Esporte Jundiaí

– Há 20 anos nascia o Celular (no Brasil…)

Veja que interessante: a Telesp Celular começava a operacionalizar o telefone celular, 20 anos atrás.

Eu me lembro bem: era caríssimo. Assinatura de 40 dólares, fora o custo das tarifas (realizadas e recebidas)!

Olha o Estadão da época, do dia anterior ao início das atividades:

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– E Viva o Bom Jesus de Pirapora!

Sou romeiro, com alegria no coração e na caminhada para o louvor,

pois creio no Bom Jesus,

minha luz,

que me faz Peregrino do amor.

Hoje é dia do Bom Jesus, que se transfigura no Monte Tabor.

Viva o Bom Jesus de Pirapora, de Nazaré, dos Perdões e de tantas outras invocações.

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– Joaquim Barbosa e a Discriminação no Itamaraty

Deu na coluna Radar, do Lauro Jardim na Revista Veja dessa semana: o ministro do STJ Joaquim Barbosa alegou dias atrás que existe racismo no Itamaraty e que foi barrado para a carreira diplomática em uma prova na década de 80.

Pois bem: as anotações sobre o candidato a diplomata, feitas por um avaliador não revelado, diziam:

[Joaquim Barbosa] tem autoimagem negativa, que pode parcialmente ter origem na sua condição colored (…) com atitudes demasiadas agudas.”

É lógico que o “colored” é uma forma disfarçada de chamá-lo de negro. Ainda bem que virou advogado, e posteriormente membro maior do Judiciário.

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– O Melhor e o Mais Fraco da Arbitragem FIFA do Brasil perderão seus escudos.

A FIFA está cada vez mais rigorosa com seus testes físicos aos árbitros internacionais. E os brasileiros tem sofrido na mesma proporção de aumento da dificuldade.

Nesta 3a feira, duas baixas: Wilson Luís Seneme, que seria o árbitro brasileiro para a Copa de 2014 mas foi substituído no ano passado, além de Francisco Carlos Nascimento, o conhecido “Chicão de Alagoas”, que por dois anos pertenceu ao quadro internacional sem ter apitado uma partida sequer fora do Brasil, reprovaram nas provas oficiais e devem perder seus escudos. Guilherme Ceretta de Lima, aspirante-FIFA, também falhou.

Duas observações a serem feitas:

  • 1- A FIFA despreza a experiência dos árbitros e quer cada vez mais corredores em campo. Um árbitro já corre mais do que um jogador em campo há tempos (sem ter a mesma preparação que os clubes dão aos seus atletas, tampouco disponibilidade para treinos). Prefiro um árbitro veterano, que conhece os atalhos do campo e as manhas dos boleiros, do que um velocista iniciante. Quanto mais velho na carreira, mais competente é!
  • 2- São Paulo possuía 3 árbitros respeitados na FIFA (dos 10 que compõe a lista): Sálvio Spínola, Wilson Seneme e Paulo César Oliveira. Com o abandono de carreira do Sálvio, a região Nordeste herdou o escudo. Com a reprovação de Seneme (e do aspirante Ceretta), a Federação Paulista de Futebol passará por um vexame, pois terá um único representante: PC. Um ineditismo ruim da arbitragem do estado de São Paulo, desde que a lista internacional permitia 10 nomes.

Fico pensando: será que o Sindicato dos Árbitros de SP e a Cooperativa dos Árbitros, entidades irmãs e dirigidas por pessoas que trabalham na Federação Paulista de Futebol (mesmo entendendo que, particularmente, isso seja uma incompatibilidade de cargos gritante), lutarão por essas vagas perdidas?

Meu grande medo é: independente quais árbitros que assumam a vaga, que a escolha não seja por meritocracia, mas sim por interesse político e instrumento de barganha e agrado às federações no processo eleitoral que a CBF passará.

Aliás… será que não corremos o risco da FIFA reduzir o quadro brasileiro, cortando essas vagas?

O que você acha disso? Deixe seu comentário:

Abaixo, matéria extraída de: http://www.espn.com.br/noticia/347166_dois-arbitros-brasileiros-falham-em-teste-fisico-e-perderao-escudo-da-fifa?timestamp=1375813708576

DOIS ÁRBITROS BRASILEIROS FALHAM EM TESTE FÍSICO E PERDERÃO ESCUDO DA FIFA

Esta terça-feira foi de teste físico para os árbitros e assistentes da lista FIFA, além dos aspirantes. Os principais árbitros do país se reuniram no Estádio Ícaro de Castro Mello, no Ibirapuera, em São Paulo, para avaliarem o condicionamento físico necessário aos que desejam fazer parte do quadro de arbitragem do principal órgão que controla o futebol.

O teste físico é apenas uma etapa para os árbitros e assistentes, que também passarão por uma avaliação técnica e teórica. A carga é intensa com seis tiros de 40m e 24 tiros de 150m. Aqueles que não conseguem finalizar os exercícios estão automaticamente eliminados. Foram os casos de Wilson Luiz Seneme e Francisco Carlos Nascimento, que deixarão a lista da Fifa na próxima atualização, além de Guilherme Ceretta de Lima e Márcio Chagas da Silva, que não conseguiram entrar para a seleta lista. No feminino, Daniela Coutinho Pinto, que já esteve como árbitra da Fifa, também não resistiu aos tiros de 150m.

Francisco Carlos Nascimento mal começou as atividades e abandonou a avaliação logo nos primeiros tiros de velocidade, em que os árbitros devem correr 40m. Ele sentiu um problema na coxa e não pode continuar os testes. “Foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. Eu nunca tive problemas nos testes físicos. Eu venho me preparando, mas tive um estiramento”, declarou o juiz de futebol. “Agora tem que ver com os médicos”, encerrou.

O treinamento é dado pelo Programa de Assistência a Arbitragem da Fifa (RAP). O argentino Cristian Rosen foi o representante da entidade e responsável pela avaliação dos brasileiros.

O paulista Paulo Cesar de Oliveira avançou na etapa física, mas teve que suar a camisa. “Foi difícil como sempre”, resumiu. “Tem que estar bastante preparado, principalmente com o Campeonato Brasileiro em andamento. Fica apertado o treinamento, ainda mais no Brasil, que tem a extensão de um continente e estamos sempre viajando”, acrescentou.

O árbitro de São Paulo enfrentou dificuldades na preparação, mas conseguiu superar os testes. “Eu esperava esse teste mais para o final do mês ou começo de setembro. Tive que fazer um trabalho forte de recuperação durante a Copa das Confederações, porque tive uma lesão. Por isso, essa aprovação é motivo de muita felicidade”, explicou.

“Tudo que a gente faz, na parte física, técnica, teórica e na parte emocional, é para ter um bom resultado no campo de jogo. O futebol brasileiro merece”, afirmou Oliveira, que também passa por duas avaliações com a Federação Paulista de Futebol (FPF) e com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “O preparo do árbitro é muito similar ao que os jogadores fazem”, encerrou.

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– Faça a Vida Valer a Pena!

Que a tua vida não seja estéril. Sê útil. Deixa rasto”.

São José Maria Escrivá

– Ufa!

Hoje, não debateremos nada.

Vamos descansar e voltamos amanhã. Bom domingo!

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– Superman Superdecepcionante

Imagine uma criança em busca do seu herói favorito: sou eu indo assistir Super-homem (ou Superman, ou se preferir “Homem de Aço”).

Que decepção! Ao invés de filme de Aventura, virou filme de Guerra. O romantismo foi embora. Louis Lane descobriu o segredo dele no comecinho. Nenhuma alusão à Kriptonita. Ninguém perguntou e nem ouviu a resposta: “É um pássaro, um homem ou um avião?“. Lex Luthor só na propaganda de um caminhão de combustíveis com a marca LuthorCorp. Kripton ficou irreconhecível. Não há a alusão de que Louis Lane é fumante inveterada e o Superman insistindo para ela abandonar o vício.

Nada, nada, nada a ver com os filmes de 78 em diante. Reinventaram demais ele. A preocupação de resguardar transeuntes nas suas lutas foi abandonada. Zod foi morto, sendo que NUNCA o Superman matou alguém.

Que coisa. Detestei o novo filme, mesmo respeitando quem gostou.

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– Renan Calheiros e o Cabide de Empregos

Vejam só o nosso presidente do Senado, Renan Calheiros: a família da ex-nora toda empregada, com polpudos salários.

Colocar a “ex” e seus agregados é nepotismo ou não?

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/316231_NORA+PROTEGIDA

NORA PROTEGIDA

Às vésperas de dar à luz o neto de Renan Calheiros, a veterinária Paula Meschesi foi nomeada para o Senado com salário de R$ 17 mil. Em 2011 e 2012, sua mãe e irmã também garantiram emprego na Casa

Por Josie Jeronimo

O contracheque da veterinária Paula Meschesi mostra que no mês de junho seus rendimentos brutos chegaram a R$ 26,7 mil, somados o salário, a antecipação da gratificação natalina e o auxílio pré-escolar. Especialista em ciências biológicas, ela trabalha na secretaria de Educação à Distância do Senado como coordenadora de dois cursos online intitulados “Fundamentos da Administração Pública” e “Excelência no Atendimento”, que ensina alcançar a “eficácia no atendimento por telefone”. O emprego de Paula é o cargo dos sonhos para muitos concurseiros que lotam as aulas de preparatórios para conseguir uma vaga no serviço público. Mas, ao contrário desses aspirantes ao funcionalismo, a veterinária conseguiu o salário base de R$ 17,1 mil sem passar por nenhum processo seletivo. Paula Meschesi foi nomeada no dia 21 de julho de 2006 por um daqueles famigerados atos secretos do ex-diretor do Senado, Agaciel Maia. Na época, grávida e casada com Rodolfo Calheiros, filho do atual presidente do Senado, Renan Calheiros, que naquele ano também presidia a Casa. Tudo leva a crer que a nomeação da nora de Renan foi feita às pressas, porque àquela altura a gravidez estava num estágio bastante avançado. Uma semana depois de efetivada no cargo, a veterinária pediu uma licença de 120 dias para dar à luz o neto de Renan, Renzo Calheiros.

Podem acusar Renan de tudo, menos de não ter sido generoso com a família da mãe de seu neto. Em fevereiro de 2011, menos de cinco anos depois de garantir emprego no Senado à sua nora, Renan nomeou a mãe dela, a bela Mônica Meschesi, para dar expediente em seu gabinete. Na ocasião, Renan não era mais presidente do Senado, e sim líder do PMDB na Casa. No ano passado, de volta ao comando do Congresso, Renan fez mais. Articulou um emprego para a tia do seu neto Renzo. Irmã de Paula, Eduarda Meschesi entrou para o Senado pela porta da terceira-secretaria da Casa. Em fevereiro desse ano, foi transferida para a quarta-secretaria. A jovem funcionária tem regime especial de frequência e não é obrigada a registrar presença nos pontos digitais espalhados pelas dependências do Senado.

Atualmente, a mãe do neto de Renan encontra-se rompida com o filho do presidente do Senado, mas engana-se quem pensa que a família Meschesi esteja desamparada. Pelo contrário. Tanto a nora de Renan quanto sua mãe e irmã permanecem nos respectivos cargos. O salário de Mônica no mês passado foi de R$ 2 mil. Já o salário de Eduarda foi de R$ 1,6 mil e mais R$ 700 em auxílios. Em junho, os rendimentos das três integrantes da família Meschesi, somados, ultrapassaram a casa dos R$ 30 mil.

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– Zico no Catar

Zico foi contratado para ser treinador do Al Gharafa no Catar. É o time do Nenê (ex-Paulista de Jundiaí, Santos e Palmeiras).

O Galinho de Quintino está correto ao não querer ser treinador no Brasil. Imaginem um ídolo vaiado! Acerta em cheio ao se preservar.

Já pensaram na torcida do Mengão chamando ele de burro após alguma derrota, como é costume no nosso país? Parece impensável, mas é provável.

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– O Mais Caro Veículo Naval dos EUA

Quem sabe com a espionagem americana em voga, o Obama lê e não se sensibiliza: os EUA estão construindo o maior porta-aviões do mundo, a um custo de R$ 31,5 bilhões. Pesará 100 mil toneladas e terá 25 andares!

Com tanta gente passando fome, e considerando o armistício já existente, não é um desrespeito aos pobres?

Hoje, o maior equipamento desse tipo é o USS Enterprise, que foi aposentado.

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– Vale Gol de Tiro de Saída?

Esse post é fruto do bate-papo com o amigo Matias de Souza (colunista do Bom Dia), que, apesar de saber a resposta, perguntou:

Um time toma um gol e pega a bola, põe no meio e, na saída, chuta direto com um único toque em direção ao gol, sem tocar nem no goleiro. Vale o gol?

Vale.

Entendamos: o Reinício do jogo segue as mesmas normas do Início do Jogo (Regra 8 – Tiro Inicial e Reinício da Partida). Portanto, quando uma equipe leva um gol, o jogo só pode ser iniciado nas seguintes condições:

  • 1 – Cada equipe deve ser formada PELO MENOS com 7 jogadores (no início do jogo, é normal que estejam 11 contra 11; mas no reinício, muitas vezes existem jogadores comemorando no banco com seus companheiros e treinadores). O árbitro deve ficar esperto com a contagem de atletas. Se tiver 7 do outro lado, tudo bem.
  • 2 – Não pode existir atleta no campo adversário (quando há um gol e o time tenta dar a saída rápido, muitas vezes vemos um jogador do time contrário mais lento voltando. Aí, nem importa se há 7, 8, 9 ou 10 adversários do outro lado, o atleta que está voltando para o seu campo impede o reinício do jogo.
  • 3 – Obrigatoriamente, o goleiro da equipe tem que estar no seu próprio campo(independente se está debaixo da trave ou tentando voltar para a sua área). – Rogério Ceni sabe disso…

Se essas condições forem respeitadas, tanto no tiro de saída e no reinício do jogo, vale gol direto!

IMPORTANTE: para início e reinício da partida, é obrigatório que o árbitro faça uso do apito. Não se pode iniciar ou reiniciar o jogo sem aguardar o som dele.

Hoje, se faz uma grande confusão com isso pelo seguinte motivo: antigamente, não valia gol direto, a bola deveria necessariamente ser tocada ou resvalada por companheiro ou adversário (GOL DIRETO significa chutar sem toque em companheiro ou adversário). Nos anos 90, a International Board aprovou a mudança da Regra. Desde então, vale o gol de um toque só, direto para o gol – exceto gol contra, já que a bola deve ser sempre tocada obrigatoriamente para frente (isso vale tanto para tiro de saída, reinício e pênalti). Isso VALIA também para o “bola ao chão”, que está na Regra 8, pois é um Reinício de jogo.

Porém, devido a discussão de que num lance de bola ao chão em que um time prometesse devolver a bola ao adversário, mas ao invés disso tentasse fazer um gol (isso era permitido), a Regra foi alterada há uns dois anos. Agora, vale gol direto de início da partida; de reinício da partida no meio de campo, mas não mais de reinício por bola ao chão. Se o atacante chutar para o gol num bola ao chão (e a bola entrar), será marcado tiro de meta.

Curiosidades da regra.

*IMPORTANTE: VEJA A DATA DA POSTAGEM, POIS AS REGRAS MUDAM

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foto extraída da matéria do jornalista Thiago Batista de Olim (Esporte Jundiaí)

Em: http://www.esportejundiai.com/2013/07/serie-liga-jundiaiense-jogo-no-romao.html)

– Vale Gol de Tiro de Saída?

Esse post é fruto do bate-papo com o amigo Matias de Souza (colunista do Bom Dia), que, apesar de saber a resposta, perguntou:

Um time toma um gol e pega a bola, põe no meio e, na saída, chuta direto com um único toque em direção ao gol, sem tocar nem no goleiro. Vale o gol?

Vale.

Entendamos: o Reinício do jogo segue as mesmas normas do Início do Jogo (Regra 8 – Tiro Inicial e Reinício da Partida). Portanto, quando uma equipe leva um gol, o jogo só pode ser iniciado nas seguintes condições:

  • 1 – Cada equipe deve ser formada PELO MENOS com 7 jogadores (no início do jogo, é normal que estejam 11 contra 11; mas no reinício, muitas vezes existem jogadores comemorando no banco com seus companheiros e treinadores). O árbitro deve ficar esperto com a contagem de atletas. Se tiver 7 do outro lado, tudo bem.
  • 2 – Não pode existir atleta no campo adversário (quando há um gol e o time tenta dar a saída rápido, muitas vezes vemos um jogador do time contrário mais lento voltando. Aí, nem importa se há 7, 8, 9 ou 10 adversários do outro lado, o atleta que está voltando para o seu campo impede o reinício do jogo.
  • 3 – Obrigatoriamente, o goleiro da equipe tem que estar no seu próprio campo (independente se está debaixo da trave ou tentando voltar para a sua área). – Rogério Ceni sabe disso…

Se essas condições forem respeitadas, tanto no tiro de saída e no reinício do jogo, vale gol direto!

IMPORTANTE: para início e reinício da partida, é obrigatório que o árbitro faça uso do apito. Não se pode iniciar ou reiniciar o jogo sem aguardar o som dele.

Hoje, se faz uma grande confusão com isso pelo seguinte motivo: antigamente, não valia gol direto, a bola deveria necessariamente ser tocada ou resvalada por companheiro ou adversário (GOL DIRETO significa chutar sem toque em companheiro ou adversário). Nos anos 90, a International Board aprovou a mudança da Regra. Desde então, vale o gol de um toque só, direto para o gol – exceto gol contra, já que a bola deve ser sempre tocada obrigatoriamente para frente (isso vale tanto para tiro de saída, reinício e pênalti). Isso VALIA também para o “bola ao chão”, que está na Regra 8, pois é um Reinício de jogo.

Porém, devido a discussão de que num lance de bola ao chão em que um time prometesse devolver a bola ao adversário, mas ao invés disso tentasse fazer um gol (isso era permitido), a Regra foi alterada há uns dois anos. Agora, vale gol direto de início da partida; de reinício da partida no meio de campo, mas não mais de reinício por bola ao chão. Se o atacante chutar para o gol num bola ao chão (e a bola entrar), será marcado tiro de meta.

Curiosidades da regra.

*IMPORTANTE: VEJA A DATA DA POSTAGEM, POIS AS REGRAS MUDAM

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foto extraída da matéria do jornalista Thiago Batista de Olim (Esporte Jundiaí)

Em: http://www.esportejundiai.com/2013/07/serie-liga-jundiaiense-jogo-no-romao.html)

– Uma Turma Aventureira!

RADICAL: Meu pai está curtindo a aposentadoria. Nesse exato momento, está viajando de balão!!!

Junto com sua namorada Laura e a Priscila, sua filha, curtindo o nascer do Sol na região de Itu / Boitiuva.

Que vovolescente danado. A Marininha disse que queria ir junto com o Vovô Lili, pois ela era aventureira também!

Turminha bem disposta. Obrigado, Senhor, por essas pessoas maravilhosas e animadas!

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– Neymar na Europa. Santos e São Paulo também por lá.

Neymar estreou pelo Barcelona na Polônia, num amistoso onde o time catalão era obrigado a escalar por alguns minutos o ex-santista.

E não é que em 12 minutos, Neymar sofreu 5 faltas? Pegou a bola, sarrafo nele!

É claro que contra cinturas-duras e caneludos, o menino vai sofrer. A má-fama que levou (a de simulador de faltas) também atrapalha.

Estando na Europa, os adversários poderão ver in loco se a crítica é justa ou injusta. É sabido que Neymar melhorou, mas até os europeus acreditarem…

Com o repertório que tem, não tenho dúvida que ele triunfará. Exceto se fizerem como Robinho: engessá-lo nos dribles, o endeusarem e depois acomodarem-se na decepção. Além de que o comportamento de Neymar e Robinho é bem diferente: um tem base familiar sólida; o outro, ficou carente disso. Também conta o cenário: Robinho chego dizendo que seria o melhor do mundo no Real Madrid (imaginem a marra se ele conseguisse…); Neymar humildemente diz que ajudará Messi (até se tornando repetitivo).

Aguardemos, e com ansiedade!

E sobre o jogo de ontem: 8 x 0?

Se os amistosos entre Barcelona x Santos (teremos o jogo da volta, não podemos esquecer) era para completar o pagamento de Neymar, não era mais fácil ter pedido em dinheiro vivo, ao ser humilhado desse jeito?

Um baile que os catalães impuseram aos santistas – e olha que os europeus só agora voltam das férias, enquanto os brasileiros estão em ritmo de jogo.

Se no Japão, com o time titular e sendo Campeão da Libertadores, os 4 x 0 históricos foram vexatórios, o que deveríamos esperar de um time de veteranos encerrando a carreira (como Léo e sua marra) somado a garotos recém promovidos ao profissionalismo?

Também o São Paulo fez feio na Alemanha. Tanto contra o Bayern como contra o Milan, foi mal. Não pelos placares, mas pelo futebol apresentado: medroso, só se defendendo e sem meio-campo / ataque.

Aliás: um time que faz uma maratona de jogos como a feita no Brasileirão, estando na zona do rebaixamento, deveria se aventurar a jogar no estrangeiro em tal fase?

Três perguntas:

1- Santos e São Paulo não conseguiram jogar contra os seus adversários, ou a estratégia de se apequenar jogando atrás foi suicida, ao trazer os perigosos Barcelona e Bayern a seu campo?

2- O que esperar do Atlético Mineiro no Marrocos, numa provável final do Mundial de Clubes da FIFA contra o Bayern de Munich?

3- Os clubes reclamam da falta de datas para excursionar na Europa, e quando o fazem, a realizam em péssima atuação. A diferença entre o que é jogado pelos times na Europa é abissal se comparada com o Brasil (e o Corinthians foi a exceção ao ganhar do Chelsea recentemente), ou o problema não é a qualidade dos clubes sulamericanos, mas sim especificamente Santos e São Paulo em péssima fase?

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Ops: E a mensagem a Douglas na Allianz Arena?

Bola fora do alemão que não sabia o que colocava na tela… deveria saber melhor o português para aceitar aquele tuíte fake de Luís Fabiano! Veja, abaixo:

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– Sarney no Hospital Paulistano

José Sarney, ex-presidente, ex-deputado, atual senador e eterno político, está em estado grave internado no Hospital Sírio Libanês.

Sem querer ser insensível, mas será que só a morte o separará da carreira política? Há quantos anos está nesse meio, e sempre se usufruindo do poder? Ele representa bem o coronealismo eleitoral que ainda existe no Brasil.

Outra observação: há tanto tempo servindo o povo como político, e não tem um hospital público em seu estado de origem (o Maranhão) ou no seu estado adotado como alternativa em Eleições (o Amapá) para se tratar por lá?

Deputados e Senadores que dizem lutar pelos seus eleitores deveriam colocar seus filhos nas escolas públicas e se tratarem nos hospitais construídos por eles (se é que construíram…)

Enfim, boa recuperação ao Sarney.

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– A Burra Expulsão do Jogador do Paulista

Há situações que poderiam ser evitadas no futebol. Cartões Amarelos e Vermelhos aos milhares que não precisavam ser aplicados, caso os jogadores se controlassem melhor. Basta que alguns clubes orientem melhor seus atletas, e que estes aprendam (ou pelo menos se interessem um pouco) sobre Regras de Futebol.

Quer mostra disso? Na última rodada da Copa Paulista, entre União Barbarense x Paulista, Deivid Macedo foi expulso por reclamação ainda no primeiro tempo (ele já tinha cartão amarelo e recebeu o segundo). O jogador jundiaiense desafiou o juiz “pedindo” ironicamente o cartão. Na súmula, há o relato redigido pelo árbitro Emiliano Costa em letras garrafais:

EXPULSO POR HAVER, DEPOIS DE ADVERTIDO COM UM CARTÃO AMARELO, PERSISTIR NA RECLAMAÇÃO ACINTOSA, PROFERINDO EM MINHA DIREÇÃO AS SEGUINTES PALAVRAS:

“- DÁ O SEGUNDO CARTÃO, FODA-SE”.

APÓS A EXPULSÃO, O MESMO VEIO ATE MIM, COM DEDO EM RISTE, ENCOSTANDO-O NO MEU ROSTO, EMPURRANDO-ME PARA TRÁS. APÓS ESTE FATO, FOI RETIRADO DE CAMPO POR SEUS COMPANHEIROS DE EQUIPE.

Cá entre nós: o jogador fala isso para o juizão e ainda quer ficar em campo? Expulsão infantil, evitável e que prejudicou o Galo da Terra da Uva. O atleta deveria ser multado pela atitude antiprofissional.

O curioso é que no site da Federação Paulista de Futebol há um comunicado recente que pede aos árbitros para que coíbam com rigor tal comportamento indisciplinado de jogadores. Veja a orientação:

“item 21: A CA/FPF DETERMINA que os senhores Árbitros adotem medidas enérgicas contra os jogadores e oficiais das equipes que reclamarem da arbitragem, expulsando os que atuarem de maneira desrespeitosa, acintosa ou grosseira.”

Será que ninguém viu ou ninguém sabia?

Aqui, outra consideração a ser feita: além dos clubes capacitarem os atletas com essas informações, não deveria a própria FPF mandar gente da Comissão de Árbitros orientar os jogadores?

Fica a reflexão final: os jogadores não deveriam aprender melhor as regras do próprio ofício que praticam (ao mesmo tempo que não as dominam)?

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– A Burra Expulsão do Jogador do Paulista

Há situações que poderiam ser evitadas no futebol. Cartões Amarelos e Vermelhos aos milhares que não precisavam ser aplicados, caso os jogadores se controlassem melhor. Basta que alguns clubes orientem melhor seus atletas, e que estes aprendam (ou pelo menos se interessem um pouco) sobre Regras de Futebol.

Quer mostra disso? Na última rodada da Copa Paulista, entre União Barbarense x Paulista, Deivid Macedo foi expulso por reclamação ainda no primeiro tempo (ele já tinha cartão amarelo e recebeu o segundo). O jogador jundiaiense desafiou o juiz “pedindo” ironicamente o cartão. Na súmula, há o relato redigido pelo árbitro Emiliano Costa em letras garrafais:

EXPULSO POR HAVER, DEPOIS DE ADVERTIDO COM UM CARTÃO AMARELO, PERSISTIR NA RECLAMAÇÃO ACINTOSA, PROFERINDO EM MINHA DIREÇÃO AS SEGUINTES PALAVRAS:

“- DÁ O SEGUNDO CARTÃO, FODA-SE”.

APÓS A EXPULSÃO, O MESMO VEIO ATE MIM, COM DEDO EM RISTE, ENCOSTANDO-O NO MEU ROSTO, EMPURRANDO-ME PARA TRÁS. APÓS ESTE FATO, FOI RETIRADO DE CAMPO POR SEUS COMPANHEIROS DE EQUIPE.

Cá entre nós: o jogador fala isso para o juizão e ainda quer ficar em campo? Expulsão infantil, evitável e que prejudicou o Galo da Terra da Uva. O atleta deveria ser multado pela atitude antiprofissional.

O curioso é que no site da Federação Paulista de Futebol há um comunicado recente que pede aos árbitros para que coíbam com rigor tal comportamento indisciplinado de jogadores. Veja a orientação:

“item 21: A CA/FPF DETERMINA que os senhores Árbitros adotem medidas enérgicascontra os jogadores e oficiais das equipes que reclamarem da arbitragem, expulsando os que atuarem de maneira desrespeitosa, acintosa ou grosseira.”

Será que ninguém viu ou ninguém sabia?

Aqui, outra consideração a ser feita: além dos clubes capacitarem os atletas com essas informações, não deveria a própria FPF mandar gente da Comissão de Árbitros orientar os jogadores?

Fica a reflexão final: os jogadores não deveriam aprender melhor as regras do próprio ofício que praticam (ao mesmo tempo que não as dominam)?

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– Baderneiros querem fazer Policias de Réus?

De novo manifestantes promoveram confusão na Paulista. Se o cara está mascarado, é por que seu intuito não é dos mais louváveis. Se se pede pelo fim da corrupção  se se contesta os governadores, por que vestir máscara e esconder sua identidade?

A resposta está nos noticiários: quebraram novamente agências bancárias, pararam o centro da cidade, saquearam pessoas e incitaram a violência. Tentaram depredar uma farmácia!

Sem dúvida, bandidos e imbecis que não sabem o que é democracia e que estão a fim de promover arruaça.

O pior de tudo é que se a PM reprime, vem aquele discurso demagogo de violência policial.

Caramba… o cara pode quebrar a cidade, cometer crimes, afrontar a Polícia e ainda se passa de coitado?

Tenha dó! Parece o julgamento do Carandiru. É nítido que ocorreram excessos, mas parece que a PM invadiu um orfanato de anjos inocentes.

Precisamos ser mais justos, menos hipócritas e lutar por uma sociedade mais organizada. Isso sim é democracia.

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– A Crise de Empregos na Mídia?

Que triste e que engraçado!

Dias atrás tanto Folha de São Paulo e Estadão demitiram jornalistas para enxugar as despesas. As rádios têm promovido isso. Mas agora, até gente incontestável foi para o olho da rua.

Ao ler, pensei que era alguma notícia falsa: Mauro Betting foi demitido da Rádio Bandeirantes!

Puxa! Enquanto isso, alguns picaretas continuam no dial. Dá para entender?

Certamente, da mais humilde à mais gloriosa das emissoras, Mauro Betting teria espaço onde quisesse.

Teria! Porque hoje a tarde ele foi recontratado pela emissora, após vários protestos de ouvintes e do apresentador Neto, da Tv Bandeirantes, pedir demissão ao vivo em solidariedade a ele.

Olha a despedida dele no Twitter (que agora, fica sem efeito).

Extraído de: http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2013/08/02/voltamos-depois-do-intervalo/

MAURO BETTING

“Alô, ouvintes do Brasil” – há quase 10 anos escuto José Silvério sem precisar do fone de ouvido do Douglas, do Abrãozinho, do Jair, de tantos nas cabines e estúdios da rádio Bandeirantes.

“Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo” – há 40 anos ouvi pela primeira vez Fiori Gigliotti começar os jogos que eu sonhava ver. Delirava ouvir. Imaginava sentir na emissora que passei a frequentar quando eu tinha nove anos, em 1975. Quando meu pai foi contratado pela TV Bandeirantes, saindo da Record. Corredores e estúdios da rádio onde meu pai virou comentarista econômico depois de três anos de Jovem Pan, e dois de Gazeta, em 1977.

Sou filho do rádio. Seu Joelmir e dona Lucila se conheceram na 9 de Julho, onde apresentavam “Bombons de Música para a Petizada”. Talvez o pior nome da história do rádio. Mas foi lá que nasceu o amor entre eles. Foi desse amor no dial e dialético que nasceu Gianfranco, meu irmão, meu ídolo, em 1964. Foi nesse amor no éter e eterno que nasceu Mauro, em 1966.

Eu.

Que desde o berço queria ser jornalista por esporte. Ainda mais quando meu pai entrava no estúdio do segundo andar lá pelas 18h para falar alguns minutinhos de economia depois de Fiori, Ênio Rodrigues, Mauro Pinheiro, Luís Augusto Maltoni, Roberto Silva, Paulo Edson, Alexandre Santos e outras feras falarem aos microfones da “Marcha do Esporte”. Era o que eu queria ouvir. Era onde um dia eu gostaria de falar desde aquele 1977 na Cadeia Verde e Amarela.

Em fevereiro de 1999, José Carlos Carboni me deu a chance de realizar um sonho. Ser comentarista esportivo do AM 840, FM 90,9. Mas eu tive de dizer um dos “nãos” mais difíceis e doídos em 23 anos como jornalista esportivo de rádio, TV, jornal, revista, internet, livros, filmes e videogames. Meu Luca tinha cinco meses e não podia ficar sem o pai todos os dias da semana sem folga por causa dos empregos do pai em TV, jornal e internet. Tive de dizer não. Não tinha como conciliar escala. Não tinha como largar o salário maior da televisão. Eu tive de dizer não ao veículo que me dá prazer. Jornal é prestígio. Televisão é popularidade. Rádio é prazer. Por que ele vai com a gente ao banheiro, à escola, ao ônibus, pra cama, pra cima, pra baixo.

O rádio fala. Mas também ouve.

É o melhor amigo do homem. Vai ver que por isso também morde.

Em 2002 quase vim para a rádio Bandeirantes. Era eu ou o querido Roberto Avallone. Reticências… Não fui. Exclamação!

O “não” de 1999 e o “quase” de 2002 virou “sim” em novembro de 2003. O fratello Sergio Patrick teve a ideia. O chefe Carboni reiterou o convite. O diretor Fernando Vieira de Mello assinou. Em 1o. de dezembro de 2003 eu estreei na Bandeirantes. Exatos 12 anos depois da minha estreia em rádio esportivo pela Gazeta.

A primeira transmissão na cabine do Morumbi foi São Paulo x River Plate. Quando Carboni me ligou ao final dela para dizer que eu “acabara” de ganhar o prêmio Ford-Aceesp de 2004 um ano depois. E ele acertou. Desde então, com toda a equipe mais técnica do rádio, com os narradores, comentaristas, repórteres, apresentadores e produtores que temos, só não ganhei um ano o mais cobiçado prêmio do jornalismo esportivo paulista. São oito troféus em casa. Pelo meu lar radiofônico. Desde 1984, nenhum outro comentarista de rádio ganhou tantos como aquele filho do Joelmir Beting que, a partir de 2004, pela primeira vez em 17 anos de carreira, tinha a alegria de trabalhar com o pai na mesma emissora.

A felicidade de comentar futebol enquanto narraram José Silvério, Ulisses Costa, José Maia, Dirceu Maravilha, Hugo Botelho, Odinei Edson. Enquanto comentaram Claudio Zaidan, Estevan Ciccone, Neto, Paulo Calçade, Fábio Sormani, Flávio Gomes, Fábio Seixas, Fábio Piperno, Erich Beting. Enquanto reportaram jLeandro Quesada, Alexandre Praetzel, Eduardo Affonso, Alex Muller, Frank Fortes, PH Dragani, Ariane Rocha, Kamilla Malynowski, Antonio Petrin, Carlos Lima, Dirceu Cabral. Enquanto apresentaram Sergio Patrick, Ricardo Capriotti, Milton Neves, Beto Hora, Lélio Teixeira, Zé Paulo da Glória, Marcelo Duarte, Zancopé Simões. Enquanto produziram Vinicius Mendes, Guilherme Fagundes, Kelly Ferreira, Joãozinho, Vinicius Volpi, Claudia Oliveira, Mario Mendes, Bruno Almeida. Enquanto João Bicev comandava uma seleção de muita técnica. Com Ricardo Garcia, Davi Duarte, Aílton Dias, Nelson Wolter, Zé Pereira, Fabiano Villasboas, Arthur Figueiroa.

Mais que um timaço de colegas, meus amigos. Alguns mais que amigos. Irmãos.

Campeões da Copa Nike-2004 de futebol. Com o Fred, com o Veras, com amigos que falavam e faziam futebol. Com ouvintes que eram ouvidos. Eram nossos. Não tinha como errar.

Pela rádio Bandeirantes eu deixei de fazer programa com Nasi e Ronaldo Giovanelli na Kiss FM. Pela rádio Bandeirantes eu deixei de ser o comentarista principal da Band em 2007 por priorizar a rádio.

Pela rádio Bandeirantes eu posso ter deixado outras propostas profissionais de lado. Por amor ao rádio. Por prazer de ofício de trabalhar em casa. No meu lar. Como se eu estivesse no meu quarto. Como várias transmissões fiz descalço. Derrubando café na mesa. Assustando Milton Neves no estúdio ao lado. Rindo da desgraça própria. Chorando da emoção alheia. Comentando. Reportando. Analisando. Jornalistando.

Apenas jornalistando. O que é nosso ofício. Por vezes nosso sacrifício nessa marcha sem merchan.

Falando bobagens involuntárias ou mesmo com a intenção de produzir coliformes orais nas miltonlices da madrugadas. As mauradas que não tinham hora para acabar.

Mas que desde 17h de 1o de agosto de 2013 acabaram.

A mídia está mudando. Eu estou mudo no AM 840. Perdi a voz. Mas não a fala. Quem perdeu a voz foi a rádio que cala Walker Blaz – o Sinatra da Bandeirantes. Quem perdeu a vez foi a rádio que encerra 19 anos de Adriana Cury, filha de 57 anos de Muybo no AM. No amor que os Cury como os Beting têm pela Bandeirantes. Paixão que levamos no peito um crachá que não tem RH que arranhe e que arranque.

Rádio não tem cargo hereditário. Mas alguns filhos de radialistas têm pela Bandeirantes uma herança que não tem conta que não fecha que encerre o que guardamos aqui dentro. É contar e mandar a nossa gravação para ficar no Cedom da rádio que amamos.

Era preciso cortar números. Meu nome foi cortado da rádio Bandeirantes.

Sabia que haveria um dia em que não conseguiria mais acordar nossa equipe nas madrugadas de Munique tocando a Pamonha de Piracicaba com o Patrick na Copa de 2006. Sabia que um dia não berraria Master Bernard pelas ruas de Johanesburgo numa Copa como a de 2010. Sabia que podia contar com um irmão quando a vida separou meus filhos que amo cada vez mais na mesma semana em o que o mundo do meu fratello se separou. Sabia que nós iríamos reencontrar o amor que abençoa a ele e a mim logo depois. Com a agilidade do rádio. Com a paixão do rádio.

Sei que um dia teria de desligar o microfone que tantas vezes apertei o botão errado para abrir, que tantas vezes derrubei no chão, que tantas vezes não acreditei conversar, dialogar, tabelar com Silvério, Milton, Zaidan, Patrick, Ciccone, Capriotti, Quesada, Praetzel, Alex e tantos que continuam ou não na emissora.

Sei que um dia a Bandeirantes sairia de minha vida como os últimos sons do meu pai na vida foram pela rádio quando ele tentou voltar ao ar, nos 10 dias em que retornou do hospital. Quando um fiapo de voz pela T-Line instalada pelo João Bicev não o deixou voltar ao ar antes de retornar “em definitivo” para o hospital onde saiu do ar em 29 de novembro de 2012.

Quando no começo da madrugada de quinta-feira eu estava entrevistando Rogério Ceni até meu irmão dar a a notícia esperada desde o domingo pela manhã.

Meu pai morrera.

Eu estava saindo do ar. Eu estava fora do ar. Mas alguém precisava dizer que Joelmir Beting havia morrido. Eu mesmo disse. Li o texto que havia preparado para este blog na véspera. Li no ar a morte do meu pai.

Não era para isso que havia sido contratado. Mas é para isso que se é jornalista. Como foi meu pai de 1977 a 1985 na rádio Bandeirantes. Como ele foi de 2004 até morrer em 2012.

Eu fui rádio Bandeirantes do primeiro dia de dezembro de 2003 ao primeiro dia de agosto de 2013. Vou continuar sendo sempre aquilo que não pude mais ser. Com o mesmo prazer e honra que tive agora ao me tornar o quinto trading topic do twitter no mundo por ter sido demitido.

(A todos, todas as palavras que significam obrigado. Desculpem o cabotinismo. Mas estou precisando. Oferecimento: Mauro Beting Ltda.)

Como disse o Johnny Saad no velório do meu pai: “o Alemão é insubstituível”. E meu pai é mesmo. Posso garantir.

Como posso dizer a vocês que leem este blog e não precisavam ficar até o final deste longo texto: “o Mauro Beting é substituível”.

Não foi isso que me foi dito pela minha chefia a quem só posso agradecer pelos 10 anos de rádio.

Ao contrário.

Eles deixaram tão claro a mim como reitero a eles e a todos: as portas e microfones da rádio seguem tão abertas para mim como o amor que tenho pela casa, pelo prefixo, pelas pessoas, pelos colegas, pelos amigos.

Pela minha casa. Pela Bandeirantes.

Saio da rádio. Mas ela não sai de mim.

Assim é a vida. Assim é o rádio. Assim é a crise. Assim é a mídia.

São 2h28 de uma madrugada de sexta-feira. Estou acostumado pelo rádio e pelo Milton a sair tão tarde da emissora. A sair tão tarde de estádios onde já tive de pular muro ou pedir ao vivo que reabrissem os portões para que eu pudesse sair com nosso operador. Desde 2003 sou o jornalista que mais tarde sai de uma cabine e de um estádio. Sou o cara que normalmente apaga a luz. Sou o cara que hoje estou meio que fora do ar. Só não estou em off por ter a mulher que tenho, os filhos que tenho, a mãe que tenho, irmãos, primos, tios, madrinha e a família que me conforta. Me ama. Me Silvana.

Minha ultima jornada acabou 1h15 desta mesma quinta no Pacaembu. Saí por último como sempre. Peguei um táxi como poucas vezes. Rádio do taxista ligado em Milton. Na Bandeirantes. Em mim.

Voltei pra casa nos escutando. Sem saber que não voltaria mals a estar do outro lado do microfone.

Desde esta madrugada vou poder dormir mais horas. Só não digo que vou poder dormir melhor.

Obrigado, Bandeirantes, pelo melhor ambiente em 26 anos de Jornalismo.

Obrigado, família Bandeirantes, por continuar na Band e no Bandsports.

Voltamos depois do intervalo comercial.

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– Decisões Difíceis para a Arbitragem em Corinthians 2 x 0 Grêmio

A vida de juiz de futebol e de bandeirinha realmente é ingrata. Apesar de Alício Pena Júnior e seus assistentes terem feito uma boa partida no Pacaembu, ontem, pelo Brasileirão, os 2 únicos lances de alta dificuldade no jogo ocorreram justamente nos gols corinthianos. Vamos discuti-los?

1o GOL: Emerson recebe uma bola supostamente na mesma linha do último zagueiro (e, portanto, penúltimo adversário). Ele a domina e faz o gol. O time gaúcho não reclama de impedimento e o jogo segue. Mas na imagem da TV, após algumas análises, chega-se a conclusão: impedido por um pedaço de ombro! Difícil para o comentarista da televisão e mais ainda para o bandeira no2, já que é impossível para o árbitro decidir se o lance é legal ou não.

2o Gol: Paulo André, após a cobrança de escanteio, toca para o gol. A bola desvia em um gremista e vai entrando. Alexandre Pato está em suposta posição de impedimento e corre para a bola, a fim de colocá-la para o gol em definitivo e a toca. Gol válido ou não?

Aqui, duas dificuldades: Pato estaria impedido ou não; e se estava, se tocou antes da bola ultrapassar a linha de meta ou não?

Discuta:

– Paulo André tentou o gol, ou tentou o toque para Pato?

A1- Se tentou o toque para Pato (imagino que não tentou), ele estava em posição de impedimento, mesmo com o desvio do adversário (desvio não tira impedimento). Se Pato tocou na bola antes dela ultrapassar a linha de meta em sua totalidade (isso vale com ela rasteira ou pelo ar), o gol é ilegal pois Pato passou de impedimento passivo para impedimento ativo. Se a bola entrou totalmente antes do seu toque, o gol é legal pois após a bola ultrapassar a meta o jogo está paralisado automaticamente aguardando o reinício da partida.

A2- Se tentou o gol direto (hipótese mais provável), na interpretação que a FIFA orientava antes de 2013, o gol seria irregular (caso Pato tenha tocado antes da bola entrar). Hoje, com a nova orientação da FIFA, o gol é válido. Vamos entender?

A.2.1 – Antes de 2013: Alexandre Pato estava em impedimento passivo no momento da cabeçada de Paulo André, e ele fica em impedimento ativo por tirar vantagem de uma posição irregular, ou seja: a bola não era para ele, mas sobrou para ele, já que desvio de adversário não tira impedimento.

A.2.2 – Depois da Nova Orientação (Hoje): Alexandre Pato não está em impedimento, já que um jogador adversário ao disputar e cabecear a bola, cria um novo momento do jogo (antes, só não seria impedimento se o toque fosse deliberado; agora, se esse adversário disputar a bola e desviar, também não é impedimento).

Atenção: desvio por resvalão involuntário, rebote de goleiro e outras situações continuam não tirando o impedimento. Mas desvio por adversário que disputa uma bola, sim!

Portanto, independente se Pato tocou ou não na bola, ele não estava em posição de impedimento, de acordo com a Nova Interpretação da FIFA, mal divulgada entre jogadores, árbitros e jornalistas (levando a crer que Paulo André tentou o gol, já que a situação hipotética de que tentou o toque para Pato foi meramente ilustrativa).

Decidir isso em fração de segundos é complicado, não? Em próximo texto, explicarei com vídeos ilustrativos o “antes” e “depois” da mudança da orientação da Regra 11.

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– Decisões Difíceis para a Arbitragem em Corinthians 2 x 0 Grêmio

A vida de juiz de futebol e de bandeirinha realmente é ingrata. Apesar de Alício Pena Júnior e seus assistentes terem feito uma boa partida no Pacaembu, ontem, pelo Brasileirão, os 2 únicos lances de alta dificuldade no jogo ocorreram justamente nos gols corinthianos. Vamos discuti-los?

1o GOL: Emerson recebe uma bola supostamente na mesma linha do último zagueiro (e, portanto, penúltimo adversário). Ele a domina e faz o gol. O time gaúcho não reclama de impedimento e o jogo segue. Mas na imagem da TV, após algumas análises, chega-se a conclusão: impedido por um pedaço de ombro! Difícil para o comentarista da televisão e mais ainda para o bandeira no2, já que é impossível para o árbitro decidir se o lance é legal ou não.

2o Gol: Paulo André, após a cobrança de escanteio, toca para o gol. A bola desvia em um gremista e vai entrando. Alexandre Pato está em suposta posição de impedimento e corre para a bola, a fim de colocá-la para o gol em definitivo e a toca. Gol válido ou não?

Aqui, duas dificuldades: Pato estaria impedido ou não; e se estava, se tocou antes da bola ultrapassar a linha de meta ou não?

Discuta:

– Paulo André tentou o gol, ou tentou o toque para Pato?

A1- Se tentou o toque para Pato (imagino que não tentou), ele estava em posição de impedimento, mesmo com o desvio do adversário (desvio não tira impedimento). Se Pato tocou na bola antes dela ultrapassar a linha de meta em sua totalidade (isso vale com ela rasteira ou pelo ar), o gol é ilegal pois Pato passou de impedimento passivo para impedimento ativo. Se a bola entrou totalmente antes do seu toque, o gol é legal pois após a bola ultrapassar a meta o jogo está paralisado automaticamente aguardando o reinício da partida.

A2- Se tentou o gol direto (hipótese mais provável), na interpretação que a FIFA orientava antes de 2013, o gol seria irregular (caso Pato tenha tocado antes da bola entrar). Hoje, com a nova orientação da FIFA, o gol é válido. Vamos entender?

A.2.1 – Antes de 2013: Alexandre Pato estava em impedimento passivo no momento da cabeçada de Paulo André, e ele fica em impedimento ativo por tirar vantagem de uma posição irregular, ou seja: a bola não era para ele, mas sobrou para ele, já que desvio de adversário não tira impedimento.

A.2.2 – Depois da Nova Orientação (Hoje): Alexandre Pato não está em impedimento, já que um jogador adversário ao disputar e cabecear a bola, cria um novo momento do jogo (antes, só não seria impedimento se o toque fosse deliberado; agora, se esse adversário disputar a bola e desviar, também não é impedimento).

Atenção: desvio por resvalão involuntário, rebote de goleiro e outras situações continuam não tirando o impedimento. Mas desvio por adversário que disputa uma bola, sim!

Portanto, independente se Pato tocou ou não na bola, ele não estava em posição de impedimento, de acordo com a Nova Interpretação da FIFA, mal divulgada entre jogadores, árbitros e jornalistas (levando a crer que Paulo André tentou o gol, já que a situação hipotética de que tentou o toque para Pato foi meramente ilustrativa).

Decidir isso em fração de segundos é complicado, não? Em próximo texto, explicarei com vídeos ilustrativos o “antes” e “depois” da mudança da orientação da Regra 11.

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