Leio no ótimo site Esporte Jundiaí, do jornalista Thiago Batista de Olim, que uma confusão ocorreu na última rodada do Campeonato Amador de Jundiaí, culminando em um bandeirinha necessitando ser internado no Hospital de Caridade São Vicente de Paula.
A que nível chegou o futebol da Terra da Uva?
O fato aconteceu na partida entre Ivoturucaia x União Sorocabana. Cledison Oliveira, treinador do Sorocabana, com apenas 15 minutos de jogo, agrediu Oscar de Paula Mariano (árbitro da LJF que estava trabalhando como Assistente).
Caramba… se o cara não aguenta ficar nem metade do primeiro tempo em campo, como pode ser “treinador de futebol”?
Um treinador deve ser líder fora de campo, transmitindo segurança, orientações e ensinando os atletas. Que péssimo exemplo!
Na Rádio Difusora, no programa Show de Bola, o José Marcelo, árbitro respeitado do Amadorzão, ventilou a possibilidade de uma greve geral nas próximas semanas, pedindo maior segurança. Concordo com o juizão, e digo mais: não é porque o Campeonato é Amador, que deva ser bagunçado! Os árbitros são amadores e trabalham de 2a a 6a (as vezes, até aos sábados), sem chance de treinarem e apitam por migalhas de reais. Os jogadores e treinadores também (embora, à boca pequena se fala sobre altíssimos salários recebidos por alguns – as vezes, maiores do que profissionais). Dessa forma, não se pode exigir muita coisa dos árbitros. Se o treinador questiona a competência do juizão e chega as vias de fato, não seria direito o árbitro fazer a mesma coisa sobre as “qualidades técnicas” do “professô”?
Claro que não vivemos na sociedade do “olho por olho, dente por dente”. Assim, neste mundo civilizado, DEVEMOS acabar com o péssimo comportamento de alguns no futebol amador da cidade de Jundiaí.
O treinador declarou ao mesmo Esporte Jundiaí que estava arrependido e que só dirigiria a equipe até o término da temporada. A Liga Jundiaiense o suspendeu por dois anos. Está errado: deveria ser eliminado do futebol, pois quem pratica tal ato selvagem, não serve para a família esportiva jundiaiense.
Que sirva de exemplo a todos na cidade, inclusive para a atenção da Prefeitura Municipal, promovendo maior efetivo da GM nos centros esportivos.
Se o futebol amador nas manhãs de domingo não serve para promover o lazer, por quê existir? Esse deve ser o centro da questão e uma reflexão a ser pensada.

O treinador Cledison, na foto de Esporte Jundiaí

O futebol não vai resolver os problemas de “deformação” familiar e de princípios que domina uma MINORIA de cidadãos de segunda classe, não vai, mas é, para a parte maior, lazer e entretenimento. Amadores, já na segunda-feira se encontram na fila de banco, na obra onde são pintores de parede ou pedreiro, na pizzaria à noite onde são entregadores, na seção em que trabalham na produção, etc., etc., mesmo de times diferentes, mesmo árbitro e jogador. É, entretanto, inadmissível, encontrarem-se num corredor de hospital para cuidados médicos por agressão CIDADÃO A CIDADÃO ou num corredor de delegacia de polícia para responder a intimação e, pior, num corredor de fórum para responder criminalmente. MAS É O QUE TEM ACONTECIDO, infelizmente.
Nada, mas nada mesmo, justifica agressão covarde, pelas costas a quem quer que seja. Nem pela frente por um idiota joguinho de bola.
Vamos resolver como? Emergencialmente, punindo, eliminando, excluindo os brigões que são poucos e são sempre os mesmos. Num segundo momento, reunamo-nos todos os que de um jeito ou de outro militamos no futebol para que saia desse encontro uma prática multidisciplinar para que o munícipe possa voltar sem medo à beira do gramado com seu filho no parquinho do centro esportivo, convivendo como humanos evoluídos que somos e não como bestas que são alguns. É o que penso.
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