Na partida amistosa entre Santos X Barueri no Pacaembu, uma excelente ação promocional da equipe santista: torcedores puderam pagar para trabalharem como gandulas.
Em jogo que nada vale, ok. O risco possível de uma ação desagradável movida pela paixão do torcedor-gandula fica minimizado, já que a partida serve apenas para treino. Mas aqui fica uma observação: e os gandulas dos campeonatos profissionais?
Nas partidas oficiais, os gandulas são de responsabilidade da equipe mandante, que muitas vezes colocam jogadores juniores, seguranças e demais funcionários como “repositores de bola”. Foi-se o tempo em que eram inocentes garotinhos. O risco de um torcedor-gandula “disfarçado” existe!
Quer exemplo disso?
Me recordo que há dois anos, na partida Corinthians X Portuguesa no Pacaembu, uma bola saiu pela linha de meta da Lusa. Instantaneamente, havia um gandula ajeitando a bola para o lateral esquerdo Roberto Carlos cobrar o escanteio e fazer o gol.
Se o lance fosse a favor da Portuguesa, o gandula faria a mesma coisa?
Avalie: um gandula pode ou não ajudar a decidir um jogo?
Sou a favor de que a Federação Paulista de Futebol coloque alunos da Escola de Árbitros como gandulas nas partidas da série A1. Evitaria confusão, garantiria a neutralidade e daria experiência aos futuros juízes vendo os árbitros da primeira divisão atuando em partida válida.
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