É extremamente contraditório; mais parece ser uma brincadeira, de tanto mau gosto. Mas é a pura verdade…
O governador Geraldo Alckmin assinou leis que facilitam a internação involuntária de dependentes narcóticos. Ao perder a noção do tamanho do vício, e sem condições de se livrar das drogas, o Governo do Estado pode internar o usuário sem o seu consentimento, pois, na prática, ele perdeu a noção da realidade.
Ótima iniciativa de custo caro. Mas o curioso é que ao mesmo tempo que o governador tucano toma louvável iniciativa, o representante mais expoente do seu partido (PSDB), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, continua fazendo apologia à liberação do uso da Maconha e descriminalização.
Quer dizer que se se defende o uso, depois se gasta para recuperar o cidadão? Permite adoecer para depois ter o trabalho de curar, ao invés de prevenir?
Bobagem falar que a maconha deveria ser liberada pois é mais fraca, ou que o tráfico diminuiria. Se já vemos pessoas acabadas e desnorteadas pelo vício (e quem usa insiste em dizer que não faz mal!), imagine se fosse permitida a comercialização? A violência do tráfico seria substituída pela violência dos que, nas crises de abstinência, furtariam para comprar drogas. Além da maior destruição das famílias.
Pergunte à família de um usuário de maconha o que ela pensa sobre isso. Lares falidos e mais gente dominada pelo maldito vício…
O que mais impressiona é que muitos fazem apologia e depois não se preocupam com o tratamento de recuperação. Ora, quanto dinheiro, profissionais, espaços físicos e tempo são necessários para ajudar a desintoxicar um viciado?
Gozado: incentiva-se o uso, vicia-se, e depois faz campanha para recuperar. Não está tudo errado?
