– Pathrice Maia denunciado. Somado a Sandro Ricci, que lições temos?

Dias atrás, o site Voz do Apito denunciou a entrada irregular de Sandro Meira Ricci ao quadro da CBF, pelo DF (comentamos em: http://is.gd/ricci). Agora, o site Apito Nacional traz outra suposta entrada irregular, dessa vez de Pathrice Maia, árbitro do RJ.

Se fizermos uma devassa nos processos de indicação das federações estaduais, provavelmente encontraremos outras! E se todos os casos forem confirmados, veremos que tal prática é um vício desassociado da meritocracia mas preso aos interesses de quem indicou e/ou quem aceita.

E o que a sociedade tem a ver com isso?

Vou ser bem sincero: nada.

Estranhou tal posição minha?

Claro, levemos em conta os seguintes fatores:

1-as federações de futebol são instituições privadas. Coronel Marinho, Jorge Rabelo, Sérgio Correa ou qualquer outro dirigente dessa categoria de organização, nada mais são do que empregados do “patrão”, que nesse caso, é o presidente, CEO, executivo-mor ou título que o valha. Por quê dar satisfação à população (ou aos próprios árbitros, já que nem empregados das federações eles são)?

2-em qualquer empresa comercial, o objetivo maior será a sua sobrevivência. E no mundo dos negócios, todas as agências de veículos vendem o melhor carro; todos os bancos têm o melhor atendimento; todas as lojas de móveis têm o sofá mais barato; e, nas federações, todos os árbitros indicados são os melhores. Na teoria, é isso, mesmo que na prática não seja.

3-os rankings de arbitragem procuram ser instrumentos de regulação, mas obscuros e ininteligíveis, acabam sendo subjetivos na sua pontuação (e alguns, pasmem, nem pontos têm!).

4-na era do futebol-business, mais vale o atacante nascido no society do empresário viajado, do que o ponta-de-lança banguela oriundo da várzea. Ambos podem fazer gol, mas a repercussão deles difere. Por quê na arbitragem seria diferente?

5-assim, como todos esperam que os escudos não sejam devolvidos e os árbitros que lá chegaram (por mérito ou não) sabem que precisam apitar muito bem para não serem questionados e lembrados sobre isso (embora, escudo se ganhe em campo e não na politicagem), por que a empresa privada não pode galgar alguém pela simpatia a outro, tempo de experiência, perspectiva ou simplesmente por querer arriscar um novo nome? Ela não deve satisfação aos outros, é privada!

Amigos, claro que tal artigo está carregado de ironias, embora em muitos momentos deixo nas entrelinhas reflexões que são duras realidades: as federações, se quiserem, acabam indicando quem elas desejarem. Se há meritocracia ou não, privilégio desregrado ou até mesmo desonestidade, fica a cargos das instituições representativas interessadas: as cooperativas, sindicatos e associações de defesa dos árbitros.

Tonto é o torcedor que vai ao estádio achando que os atletas do seu clube jogam por amor e não pelo salário. Tão tonto é o jovem árbitro que acredita que única e exclusivamente na carreira subirá pelos seus méritos, sem nunca ter recebido pressão. Tontos somos nós, que aqui escrevemos e acreditamos em mudar algo. Somos pequeninas pedrinhas, que momentaneamente irritam os dirigentes em suas sandálias; mas estes, suportados pelos donos de federações e confederações, logo se ajeitam.

Sandros, Pathrices, Ciclanos, Fulanos ou Beltranos (as). Não importa. Se competentes, fiquem com seus escudos. Se incompetentes, que saiam. E sobre como entraram? Os descontentes, reclamem aos seus representantes de classe. Ou eles não são independentes?

Que bom seria se as pedras diminutas citadas acima resolvessem se juntar… Formariam um pedregulho e tanto!

Aceitemos: as federações são empresas privadas, endinheiradas, movidas pela vaidade do poder e sem romantismo. Gostemos ou não, é o futebol de hoje. E o árbitro, diante de tudo isso, é apenas um elemento a margem nelas.

Não gostou? Então que tal, em caso de atual mesmice, virar uma pedrinha? Se muitas se juntarem…

– A Venda da Ri Happy para os americanos da Carlyle

O fundo americano Carlyle, dono da CVC Viagens e das meias Trifil, comprou a rede de brinquedos Ri Happy, de Ricardo Sayon.

Você sabia que a Ri Happy sozinha vendia 1/5 dos brinquedos do país?

Extraído de: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,fundo-carlyle-compra-85-da-ri-happy,104680,0.htm

FUNDO CARLYLE COMPRA 85% DA “RI HAPPY”

Segundo estimativas do mercado, valor da operação ficou próximo de R$ 600 milhões

SÃO PAULO – O fundo de private equity Carlyle fechou a compra de 85% do capital da loja de brinquedos Ri Happy, depois de um ano e meio de negociações. Com 114 lojas, a Ri Happy concentra 20% da venda de brinquedos no País e teve faturamento de cerca de R$ 800 milhões no ano passado. Segundo cálculos de mercado, o valor da operação ficou próximo de R$ 600 milhões (o fundo não revela os dados oficiais).

A negociação entre o Carlyle e o fundador da Ri Happy, Ricardo Sayon, começou ainda em 2010. Em novembro do ano passado, as duas partes firmaram um pré-contrato relativo à venda, mas o martelo só foi batido mesmo na última quarta-feira. Sayon deixa o comando da operação e assume uma cadeira no Conselho de Administração.

Para garantir uma expansão mais rápida do número de lojas, o Carlyle vai colocar R$ 200 milhões em dinheiro novo na empresa nos próximos três anos. O objetivo é começar devagar, com a abertura de cerca de 20 novas lojas até o fim deste ano, e acelerar esse projeto a partir de 2013.

De acordo com Juan Carlos Felix, diretor geral do Carlyle no Brasil, a aquisição se justifica pelo potencial de crescimento do mercado de brinquedos no Brasil – a participação do segmento no Produto Interno Bruto (PIB), segundo ele, é equivalente a um terço do número do México. “Com o aumento da renda disponível da população, a tendência é que a fatia cresça”, ressalta.

Ao mesmo tempo, o fundo vê grande potencial para a Ri Happy fora da Região Sudeste, onde estão cerca de 70% das lojas da marca. “Não existe uma oferta adequada de brinquedos no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste”, diz Felix. “Além disso, a relação entre lojistas e fornecedores é muito boa e a relação com o consumidor não se baseia somente no preço, mas no serviço.”

– Como você trata seu próprio Coração?

Muitas vezes nos maltratamos gratuitamente. Seja com hábitos, vícios, palavras ou ações. As vezes, até com preconceitos próprios com rigor a nós mesmos. Mas ao invés de bobagens ou punições, que tal pensar em renascimento?

Estamos na Quaresma, tempo de conversão, renascer, repensar! Compartilho tal canção católica que retrata bem isso:

NÃO TRATES MAL TEU CORAÇÃO

Se um dia caíres no caminho

Não digas nunca a teu pobre coração:

“És mau e traidor; ingrato e desleal,

nem olhes mais pro Céu, não tens perdão”.

Rancor destrói um coração que errou

melhor usar de mansidão e amor

Corrige teu coração ferido dizendo:

“Amigo, coragem, vamos lá!

Tentemos outra vez, chegar até o fim

E Deus é bom, Ele vai nos ajudar!”

– Demissões em Massa na UniSant’Anna?

Soube que ontem muitos funcionários foram demitidos na UniSant’Anna. Uma pena. Não sei quem saiu, mas só sei que na lista está a querida Marlene.

Qualquer tipo de “pacotão de demissão” é ruim. Demitir em massa assusta as pessoas envolvidas, principalmente se entre eles estão pessoas competentes.

Alguém sabe dizer quem saiu?

– O “Ui-ui-ui” de Aldo Rebello

Quer dizer que o Ministro dos Esportes Aldo Rebello ficou bravo com Jerome Valckie?

Ontem, conforme relatamos (em: http://is.gd/r5GEvO ), o representante da FIFA criticou as obras para a Copa do Mundo; não só os estádios, mas as de infraestrutura. E reclamou com razão!

Hoje, em entrevista coletiva, Aldo Rebello ‘resolveu’ o problema da Copa: disse que o Governo Brasileiro não reconhecerá mais Valckie como interlocutor da FIFA junto à Brasília.

Quais as mentiras ditas? Os aeroportos estão horríveis, a cobertura da Internet é sofrível, não tem leitos…

Ouvir algumas verdades dói. Ao invés de otimizarmos o andamento das obras, ficamos nos doendo.

Aliás, reitero: sempre fui contra a Copa do Mundo no Brasil. Temos outras prioridades!

– E se um Supervírus Letal fosse Criado?

Na tentativa de criar um supervírus de laboratório, a fim de estudar vacinas e medicamentos, os cientistas foram barrados pelo governo dos EUA. Motivo: o medo de tal vírus cair na mão de terroristas. Porém, as pesquisas retomarão.

Conheça o supervirus que pode dizimar grande parte do planeta:

Extraído de Superinteressante, Ed Março 2012, pg 12

CIENTISTAS VOLTAM A TRABALHAR EM SUPERVÍRUS

Estudo polêmico, que havia sido interrompido a pedido dos EUA, será retomado este mês – e pode criar uma grande ameaça à humanidade.

Por Salvador Nogueira e Bruno Garattoni

Usando técnicas de manipulação genética, cientistas criam um supervírus capaz de eliminar grande parte da humanidade. Parece um roteiro de filme, mas está acontecendo de verdade. Dois grupos de pesquisadores, na Holanda e nos EUA, acabam de desenvolver esse vírus.

“É um dos tipos mais perigosos que poderiam ser criados”, admitiu publicamente o líder de uma das equipes, Ron Fouchier. Trata-se de uma versão mutante do H5N1, que causa a gripe aviária e gerou preocupação durante um surto em 2005. A doença é letal, mas o vírus não se propaga facilmente entre humanos. Só que cientistas desenvolveram um H5N1 turbinado, que pode ser transmitido pelo ar – extamente como o vírus da gripe comum, que contamina 700 milhões de pessoas no mundo todos os anos. Se escapasse do laboratório, o novo H5N1 poderia causar um número enorme de mortes. Também há o receio de que terroristas aprendam a recriar o supervírus. Por isso, a comunidade científica e os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA pediram que o estudo não fosse publicado e os responsáveis pela pesquisa interrompessem seus trabalhos durante 60 dias.

A idéia era ganhar tempo para montar estratégias de defesa. Mas agora, em março, o embargo termina – e a pesquisa será reiniciada. Os cientistas se defendem dizendo que o estudo é necessário e seria mais perigoso não retomá-lo: pois, conhecendo o vírus mutante, é possível trabalhar desde já para desenvolver vacinas contra ele.

– Observações de um Sábio Einstein

Coloque a mão sobre o fogão por um minuto e parecerá uma hora. Sente-se com uma garota bonita por uma hora e parecerá um minuto”.

Albert Einstein

– Barganhas Políticas de Dona Dilma Enojam!

A nomeação do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) como Ministro da Pesca é uma das maiores idiotices que já vi nos últimos tempos. Ele próprio declarou que não entende nada disso, mas que iria se esforçar!

Ué, para tal cargo importante (vide o tamanho do litoral e a quantidade de água doce do nosso Brasil), por que não se escolhe tecnicamente? Tem que ser um especialista na pasta, não um cargo político!

A motivação é claríssima: conseguir apoio do PRB nas eleições municipais e o apoio da Igreja Universal, já que o senador é sobrinho de Edir Macedo, foi um dos administradores na TV Record e cantor gospel.

Nada contra a religião, nem contra a IURD ou a busca do apoio político; mas tudo contra a barganha desregrada!

– Feliz Aniversário, Filhinha!

Minha filhota Marina Porcari faz 3 anos hoje!

Meu Deus…  Filhos são dádivas imensuráveis de Deus.

Hoje o papai ainda trabalha (e muito), mas amanhã serei somente dela e da mamãe!

 

Te amo Filhinha!

Princesinha ou não?

– O Chute no Traseiro Pedido pela FIFA

E o Jérôme Valcke, secretário-geral da FIFA? Sugeriu um “Chute do Traseiro do Brasil”, para o país se mexer em relação as obras das Copas.

Tudo bem, Valcke não é uma pessoa considerada “de moral imaculada”. Mas tem razão…

A preocupação de uns são os estádios. Mas e os aeroportos, as rodovias, os hotéis, os hospitais? E outras tantas coisas?

Que mico essa Copa do Mundo. A cada dia tenho mais certeza que os interesses escusos suplantaram a noção do ridículo.

Evidentemente, autoridades e picaretas só querem faturar com a Copa do Mundo. O atraso é bom para muitos, pois aí há a possibilidade de contratar as obras emergenciais, sempre sem licitação!

– O Aumento dos Vereadores de Jundiaí

A solicitação de 62% de aumento no salário dos vereadores é um ataque à cidadania! Podem reclamar que o salário está defasado ou sem reajustes, mas a verdade é que pela relação salário / hora trabalhada, é muito alto tal soldo.

Na quinta-feira, os vereadores foram vaiados na audiência pública. E leio uma coerente declaração do presidente da Associação dos Aposentados de Jundiaí, Edgar de Assis:

Por que não atrelar o índice dos reajustes aos dos servidores?”

Eu iria além: por que não atrelá-lo ao dos aposentados?

Postergar os aumentos ano a ano permite que esses índices sejam cada vez mais discutidos…

– Tragédia do Hopi Hari vira Pastelão

Com cenas de filme pastelão, a história do trágico acidente da garota Gabriela Nichimura parece se tornar uma grande novela.

Como é que fazem perícia em cadeira errada?

Como é que o parque queria continuar trabalhando?

A vida vale poucos para alguns. E é abreviada assustadoramente por alguns acidentes / incidentes. Tanto o episódio da moça do Hopi Hari como a criança de 3 anos atropelada pelo Jet Sky dias atrás mostram que a irresponsabilidade pode trazer sequelas incuráveis aos familiares envolvidos.

Não tenho nem coragem de ver as entrevistas dessas mães. Confesso mudar de canal ao ver tal tristeza. Só posso pedir a Deus que as console…

– Trainees: a Boa Opção na Carreira

Atenção Formandos e Recém-Formados: matéria interessante sobre TRAINEES

Extraído da Revista Isto Éed 2175, pg 60-64

POR QUE TODOS QUEREM SER TRAINEES

por João Loes e Paula Rocha

Bons salários, chance de crescimento e experiência profissional levam milhares de jovens a participar de exaustivos e dificílimos processos de seleção para iniciar a carreira em grandes empresas

Entre os meses de julho e setembro, milhares de jovens brasileiros devem se inscrever em processos seletivos que podem definir seu futuro profissional. Sonho de muitos universitários recém-formados, os programas de treinamento das principais empresas do Brasil atraem um número cada vez maior de candidatos. Segundo levantamento realizado pela Cia de Talentos, consultoria especializada no recrutamento de jovens profissionais, o total de inscritos nos programas organizados por eles em 2010 variou de três mil a 49 mil, dependendo da empresa, contabilizando uma média de dois mil candidatos por vaga. Só a Ambev, cervejaria líder na América Latina, recebeu no ano passado 72 mil currículos de estudantes egressos do ensino superior. Desses, apenas 22 foram aprovados, o que representa mais de 3,2 mil candidatos por vaga. Para efeito de comparação, na Universidade Estadual Paulista (Unesp), o curso de medicina, um dos mais concorridos do País, teve em 2011 a relação de 128 candidatos por vaga.

A acirrada disputa pelos cargos de trainee das grandes empresas pode ser justificada pelo salário oferecido a esses funcionários (entre R$ 4 mil e R$ 5 mil), valor acima da média nacional no caso de iniciantes. Outras vantagens, porém, contribuem para a alta procura pelas vagas de treinamento. “O programa de trainee é a melhor porta de entrada para o mercado de trabalho”, afirma Noely David, supervisora de processos especiais do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee). “Esses jovens já entram nas empresas valorizados, pois passaram por processos seletivos muito rigorosos.” A seleção de um trainee dura em média cinco meses. Nesse período, os candidatos têm de enfrentar uma maratona de provas, que começa pela seleção de currículos. Depois há a etapa dos testes online, nos quais são avaliados conhecimentos gerais, raciocínio lógico e línguas, geralmente português e inglês. Os que passam dessa fase são chamados para dinâmicas de grupo e, por fim, para a entrevista com líderes ou até mesmo com diretores das empresas.

O jovem Felipe Santiago, 25 anos, conhece esse roteiro ao mesmo tempo exaustivo e estimulante. Ele foi um dos 22 trainees selecionados pela Ambev no início de 2011. No último ano da graduação em propaganda e marketing pela ESPM, conciliava os estudos e a realização de seu projeto de conclusão de curso com o trabalho como analista de marketing de uma grande empresa e a preparação para as provas da cervejaria. “Foi puxado, mas ser aprovado foi a maior emoção da minha vida”, diz. Logo que entrou na Ambev, Santiago conheceu diversos departamentos da companhia, como produção, logística e coorporativo. No quinto mês de treinamento, decidiu, junto com o RH, que vendas seria sua área de interesse, e passou a atuar nesse segmento. Agora ele se prepara para uma viagem a St. Louis, no Missouri (EUA), onde trainees da Ambev de várias partes do mundo vão se encontrar para assistir a palestras, participar de debates e estabelecer contatos. “Quero crescer com consistência e um dia chegar a um cargo de liderança”, diz Santiago. 

A recompensa para quem se dedica à seleção e aos programas de treinamento é exatamente essa, conquistar um posto gerencial. “Os processos seletivos para trainees não são baratos, envolvem investimentos em divulgação, seleção e na preparação dos profissionais”, explica a headhunter Manoela Costa, gerente da Page Talent, unidade da Page Personnel que faz recrutamento de estagiários e trainees. “E um dos objetivos dos programas é formar os futuros líderes dessas empresas.” Caso dos presidentes das indústrias Rhodia do Brasil e Dana América do Sul, e do CEO da Chemtech, prestadora de serviços de engenharia. Os três entraram como estagiários, passaram pelo cargo de trainees, e em pouco tempo foram galgando posições até chegar ao topo (leia quadro abaixo) na companhia em que começaram. “A empresa é como um time de futebol que investe em suas bases”, diz Harro Burmann, presidente da Dana. “Trazer um talento custa muito dinheiro. Formar um e retê-lo é melhor e mais garantido.”

Tal filosofia é compartilhada pela maioria das grandes empresas do País. Os trainees da ALL Logística, por exemplo, são contratados com o intuito de se tornarem líderes em 12 meses, tempo de duração do treinamento. A advogada Nathalia Paschoalli, 25 anos, colhe os frutos dessa rápida ascensão. Formada em direito pela Universidade Estadual de Londrina, ela prestou cerca de dez processos seletivos para trainee em 2008, mas não passou em nenhum. No ano seguinte, decidiu concorrer apenas para as empresas com as quais realmente se identificava, e entrou na ALL no início de 2010. Um ano depois, assumiu o cargo de coordenadora da área de qualidade. “Fui a única trainee mulher entre os 17 aprovados na minha seleção”, conta Nathalia. “Durante o treinamento, atuei na área de logística coordenando 150 motoristas de caminhão. Não foi fácil, mas essa experiência trouxe conhecimento extra para me destacar no segmento em que trabalho hoje.”

Transitar por vários módulos corporativos é uma vantagem que os trainees possuem sobre os funcionários comuns, defendem os especialistas. “O trainee tem a chance de perguntar, investigar e conhecer a fundo vários segmentos da companhia”, diz Daniela Panagassi, coordenadora do processo de seleção de trainees da petroquímica Braskem. “Essa noção do funcionamento da empresa é um diferencial que pode ser decisivo no futuro.” Lição que a paulista Isabela Avallone, 23 anos, já aprendeu. Enquanto cursava administração de empresas na USP de Ribeirão Preto, ela estagiou na área de novos negócios da Braskem. “Naquela época, a empresa já me fascinava, por isso decidi prestar a seleção para trainee”, conta. Aprovada no começo do ano, ela agora aproveita ao máximo todas as informações a que tem acesso dentro da companhia. “A cada três meses troco de área e conheço outras pessoas e departamentos”, diz. “Também tenho acesso aos líderes da empresa e estou muito feliz com essa experiência.”

O contato privilegiado com diretores e presidentes, as possibilidades de crescimento rápido e consistente, os salários acima da média e o prestígio dos trainees são atrativos fortes, mas exigem dos recém-formados doses extras de dedicação e flexibilidade (leia quadro à dir.). “O candidato a trainee tem de demonstrar que está disposto a trabalhar além do seu horário, a mudar de cidade ou até de país”, diz Manoela, da Page Talent. “Um currículo acadêmico impecável é comum a todos os inscritos que chegam às etapas finais. O diferencial está no brilho no olho, na vontade genuína de trabalhar naquela empresa.” Para Isabela Garbers, gerente do programa de trainee da Ambev, a identificação do candidato com a cultura da companhia é fundamental. “O aspirante a trainee deve mostrar que tem um perfil alinhado ao da empresa. E nunca pode estar 100% satisfeito com seu desempenho”, afirma.

Dicas que a carioca radicada em São Paulo Andressa Flosi, 23 anos, espera colocar em prática. Egressa do curso de engenharia ambiental da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, ela está concorrendo ao Programa Jovens Engenheiros da Mineração Usiminas 2011. “Pesquisei muito sobre a empresa, estudei a área de mineração e treinei inglês”, conta sobre sua preparação. “Fiz os testes online e agora estou torcendo por uma resposta positiva.” Se passar nessa etapa, a jovem ainda terá pela frente as tão aguardadas dinâmicas de grupo, o painel de negócios (em que deve solucionar um case relacionado ao dia-a-dia da profissão), a entrevista e o teste psicológico. “Estou confiante e muito disposta a aprender. Para mim, o programa de trainee é uma possibilidade de aprender treinando, e assim me tornar uma profissional completa.”

– Quando voltar ou não um Pênalti? Corinthians X Catanduvense

E o treinador Tite? Inteligente, ponderado, líder do Paulistão, mas…

Aquele que institucionalizou o bordão “Fala Muito” àqueles que reclamam demais, teve sua noite de chororô. Calma, nenhum pecado capital, mas uma infeliz reclamação da regra.

No pênalti a favor ao Corinthians, ontem, houve invasão de área. O árbitro Rodrigo Braguetto, atendendo a marcação do árbitro assistente, anulou o gol e ordenou nova cobrança. Na nova cobrança, também houve invasão de área, e não houve ordem para que se cobrasse de novo (pois, afinal, o gol não aconteceu).

Diante disso, Tite disse ao repórter Fábio Seródio da Rádio Jovem Pan:

Pau que bate em Chico deveria bater também em Francisco”,

Tal frase do treinador era em alusão a não-repetição da segunda cobrança, já que estava inconformado com a decisão do árbitro, que mandou voltar o pênalti que houvera sido concluído em gol e não ordenou a volta do pênalti desperdiçado. Mas um inconformismo desnecessário, já que a reclamação é improcedente. Puro desconhecimento da regra.

Quando o batedor cobra o pênalti e conclui em gol, se há invasão do companheiro do batedor, repete-se a cobrança;

Quando o batedor cobra o pênalti e não conclui em gol, se há invasão do companheiro do batedor, não repete a cobrança (já que você não pode beneficiar o infrator); e o maior detalhe: marca-se Tiro Livre Indireto ao Adversário no Local da Infração.

Quando o batedor cobra o pênalti e conclui em gol, se há invasão do companheiro do defensor, não repete a cobrança (já que o infrator é quem sofreu o gol);

Quando o batedor cobra o pênalti e não conclui em gol, se há invasão do companheiro do defensor, repete a cobrança;

Quando há invasão de área de jogadores das duas equipes, independente de gol ou não, repete-se a cobrança.

Portanto, tanto Tite e Rodrigo Braguetto erraram. Tite, por querer repetir a cobrança; Braguetto, por não ter marcado o tiro livre indireto a favor do Catanduvense, embora tal erro seja insignificante, pois o reinício do jogo se deu por meio de tiro de meta à equipe de Catanduva.

– Tite falou o que não devia…

E o treinador Tite? Inteligente, ponderado, líder do Paulistão, mas…

Aquele que institucionalizou o bordão “Fala Muito” àqueles que reclamam demais, teve sua noite de chororô. Calma, nenhum pecado capital, mas uma infeliz reclamação da regra.

No pênalti a favor ao Corinthians, ontem, houve invasão de área. O árbitro Rodrigo Braguetto, atendendo a marcação do árbitro assistente, anulou o gol e ordenou nova cobrança. Na nova cobrança, também houve invasão de área, e não houve ordem para que se cobrasse de novo (pois, afinal, o gol não aconteceu).

Diante disso, Tite disse ao repórter Fábio Seródio da Rádio Jovem Pan:

Pau que bate em Chico deveria bater também em Francisco”,

Tal frase do treinador era em alusão a não-repetição da segunda cobrança, já que estava inconformado com a decisão do árbitro, que mandou voltar o pênalti que houvera sido concluído em gol e não ordenou a volta do pênalti desperdiçado. Mas um inconformismo desnecessário, já que a reclamação é improcedente. Puro desconhecimento da regra.

Quando o batedor cobra o pênalti e conclui em gol, se há invasão do companheiro do batedor, repete-se a cobrança;

Quando o batedor cobra o pênalti e não conclui em gol, se há invasão do companheiro do batedor, não repete a cobrança (já que você não pode beneficiar o infrator); e o maior detalhe: marca-se Tiro Livre Indireto ao Adversário no Local da Infração.

Quando o batedor cobra o pênalti e conclui em gol, se há invasão do companheiro do defensor, não repete a cobrança (já que o infrator é quem sofreu o gol);

Quando o batedor cobra o pênalti e não conclui em gol, se há invasão do companheiro do defensor, repete a cobrança;

Quando há invasão de área de jogadores das duas equipes, independente de gol ou não, repete-se a cobrança.

Portanto, tanto Tite e Rodrigo Braguetto erraram. Tite, por querer repetir a cobrança; Braguetto, por não ter marcado o tiro livre indireto a favor do Catanduvense, embora tal erro seja insignificante, pois o reinício do jogo se deu por meio de tiro de meta à equipe de Catanduva.

– Bola e Mascote da Copa: vai dar o quê?

Li em algum lugar que oficialmente, o número de mascotes candidatos a “mascote oficial da Copa do Mundo” foi reduzido de 20 para 5, e que os remanescentes são animais da fauna. Portanto, Pelezinho, Saci Pererê e outros estão fora.

Quanto ao nome da bola, a Adidas não se pronunciou. Mas fica a sugestão da Revista Placar: ao invés de Samba, Gorduchinha ou outros nomes simpáticos, a substituta da Jabulani poderia ser… Teixeirinha!

Ué, Ricardo Teixeira não é um dos donos da Copa? Aí, fica fácil escolher o mascote. Qual animal combina? Na hora pensei em um roedor… adivinha qual?

– General Motors entra na PSA Peugeot-Citroen com força total

Depois de quase ter quebrado, e se salvado com a ajuda do governo dos EUA (por interferência de Barack Obama, que disse que a empresa era patrimônio americano), a GM entra com tudo na participação acionária da francesa PSA Peugeot Citroen: US$ 1 bilhão inicialmente!

Além de se tornar acionista da empresa, a sinergia que a GM busca com tal investimento procura uma redução de operações em até 2 bilhões de dólares, valor estimado pela redução de despesas pela aliança operacional.

– Eliana Calmon e o desafio da CNJ

A juíza Eliana Calmon desafia o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao insistir na necessidade de investigações contra os magistrados. Mas, sejamos justos: quando ela reclama que há juízes honestos e corruptos, alguém duvida? Em todas as atividades temos os bons e os ruins. O medo é que a proporção seja alta no Judiciário…

Será?

– Quando a Diretoria rema contra a Maré e o Barco não ajuda…

A diretoria do Paulista FC fez o que não se costuma fazer: após a 5ª derrota consecutiva do time jundiaiense no Paulistão 2012, ao invés de demitir o treinador Baresi, prestigiou-o! Demitiu alguns jogadores e reforçou a Comissão Técnica (com um profissional polêmico, é verdade: um hipnólogo).

Mas aí vem a surpresa (não do placar, mas da atitude): ontem, diante de 588 torcedores, o Galo de Jundiaí perdeu para o Galo Ituano por 3×2 no Novelli Júnior. E após a derrota, Sérgio Baresi pediu demissão. Alegou que após a 6ª derrota não conseguiria mais tirar nada do elenco, e que um novo treinador faria bem à equipe.

Ué, a equipe mandou embora os jogadores considerados rebeldes, apoia o treinador e ele, após ser prestigiado, pede demissão?

Uma curiosidade: sobre seu futuro, ele alegou que continua sendo empregado do São Paulo, pois é funcionário licenciado do Tricolor Paulista. Estaria voltando para trabalhar com Renê Simões na base?

– Lucio Dalla morreu… com atraso, mas fica o registro!

Lucio Dalla, excepcional cantor italiano, morreu na última 5ª feira. E ele era nascido na Polônia, algo que eu não sabia.

Muitos se lembram dele por “Caruso”, uma obra prima composta para Enrico Caruso, um dos maiores intérpretes de todos os tempos. Claro que também gosto de Caruso, mas de Lucio Dalla, há duas canções que me chamam a atenção: uma feita a Ayrton Senna, e outra ao Espírito Santo. De fato, estava inspiradíssimo quando as fez. Ambas estão em um álbum azul, com Lucio Dalla na capa. Vale a pena para quem gosta!

– R$ 17 mi e uma escolha: Drogba ou Ronaldinho Gaúcho?

Droga pediu o equivalente a R$ 17 milhões de reais para renovar com o Chelsea, valor próximo do que Ronaldinho Gaúcho recebe no Flamengo.

Com todo esse dinheiro, quem você escolheria? O Gaúcho dentuço ou o Costa-marfinense?

Para o atleta, 17 milhões de reais jogando no Brasil valem mais do que na Inglaterra: coloque na balança a carga de impostos por lá e o alto custo de vida na terra da Rainha. Desconsidere a violência urbana do RJ e considere a beleza da capital fluminense, mais aprazível do que o fog londrino.

Quem você levaria para o seu time?

 

– Gol de Vento Vale?

E aí, o que o goleiro vai justificar?

Em pré-temporada, o Dínamo de Kiev jogou amistosamente em Israel contra o Maccabi Haifa. O goleiro do Maccabi vai repor a bola, chuta a frente… e aquilo que todo árbitro diz que nunca vai acontecer, enfim acontece: o vento é tão forte que faz a bola retornar e entrar no próprio gol.

Gol contra de goleiro válido, pois a bola estava em jogo. Se fosse de tiro de meta – atenção – não valeria!

A prova do lance está em: http://mais.uol.com.br/view/dkjtur21ntam/goleiro-repoe-a-bola-vento-ajuda-e-faz-gol-contra-espirita-04028D9B3766D4A92326?types=A&

Obs: Se uma bola entrar direto no próprio gol a partir de um tiro de meta, marca-se escanteio para o adversário; se ela bater num companheiro do goleiro (e ele estiver dentro da área), repete-se a cobrança de tiro de meta; se ela bater no companheiro do goleiro fora da área, valida o gol.

– Gol de Vento Vale?

E aí, o que o goleiro vai justificar?

Em pré-temporada, o Dínamo de Kiev jogou amistosamente em Israel contra o Maccabi Haifa. O goleiro do Maccabi vai repor a bola, chuta a frente… e aquilo que todo árbitro diz que nunca vai acontecer, enfim acontece: o vento é tão forte que faz a bola retornar e entrar no próprio gol.

Gol contra de goleiro válido, pois a bola estava em jogo. Se fosse de tiro de meta – atenção – não valeria!

A prova do lance está em: http://mais.uol.com.br/view/dkjtur21ntam/goleiro-repoe-a-bola-vento-ajuda-e-faz-gol-contra-espirita-04028D9B3766D4A92326?types=A&

Obs: Se uma bola entrar direto no próprio gol a partir de um tiro de meta, marca-se escanteio para o adversário; se ela bater num companheiro do goleiro (e ele estiver dentro da área), repete-se a cobrança de tiro de meta; se ela bater no companheiro do goleiro fora da área, valida o gol.

– Pitacos de Brasil X Bósnia e Herzegovina

Dá para comemorar vitória de 2×1 sobre a Bósnia e Herzegovina com futebol feio e gol decisivo contra?

Coisas que fazem não me ufanar: Neymar leva uma falta e Galvão esbraveja; depois Neymar pisa na bola, ele pede falta, vê que o árbitro dá lateral e não corrige o chamado “migué”! E azucrina os telespectadores dizendo que Neymar é caçado. Naquele lance, só se foi caçado pela própria bola! Menos Galvão…

Detalhes de povo subdesenvolvido: Laser verde no rosto dos atletas; isqueiro arremessado; sinalizadores em campo. Uma verdadeira várzea suíça… Lá também existem idiotas!

E o estádio pequeno, para 17.500 expectadores? É estádio para a “toda poderosa” Seleção?

Após assistir o jogo, não restou dúvida: Ronaldinho Gaúcho vive do nome, com lampejos de acrobata; mas não dá para acreditar que ele recupere o futebol que um dia encantou o mundo, tampouco que daqui há 2 anos ele estará em alto nível. Se se cuidasse, poderia fazer parte do elenco de veteranos como Marcos Assunção, Mauro Galvão, Rogério Ceni, entre outros, que estendem e estenderam a carreira por responsabilidade.

Respeitosamente, mas Fernandinho com a Amarelinha??? Será que no Brasil não tem ninguém melhor que o esforçado jogador do Shaktar Donesk no meio de campo?

E aí a minha dúvida: Galvão insistia em exaltar a Bósnia como suposta ex-Iugoslávia. Mas os principais jogadores iuguslavos não eram sérvios e croatas? Aliás, o país grafado corretamente na transmissão de Bósnia e Herzegovina é composto de duas regiões unidas geopoliticamente, a Bósnia e a Herzegovina. Não seria correto conjugar os verbos no plural? Exemplo: “O Brasil vai à Copa”/ “Os EUA irão à Copa” / “A Bósnia e Herzegovina irão à Copa”.

Pode ser antipatia minha, mas a Seleção não tem carisma algum; não encanta e não empolga, além de que os jogos da Canarinho são chatos, chatos…

Quase me esqueci: e a superstição da Nike? Dentro das camisas há uma carranca que lembra as divindades e lendas do Alto São Francisco, que, reza o dito ribeirinho, protegem de maus fluídos; além da representação do Cruzeiro do Sul. Caramba, que Samba-do-criolo doido! Meteram o esoterismo de mãos dadas com Deus e o Diabo. Respeito todas as crenças, mas tal mistura se torna irônica…

Quer uma comparação? No único confronto entre Brasil X Bósnia e Herzegovina, realizado em Manaus, no tempo em que o Brasil ainda jogava no… Brasil (?), veja a escalação:

Brasil: Zetti, Cafu, Gonçalves, André Cruz e Zé Roberto (Júnior); Leandro Ávila, Flávio Conceição (Ricardinho), Djalminha (Rodrigo Fabri) e Giovanni (Oséas); Ronaldo e Denílson. Técnico: Zagallo.

Placar: 1 X 0, gol de Ronaldo.

O time de Mano hoje é melhor que o time de Zagalo, 16 anos atrás? Deixe seu comentário:

– Tiririca para Prefeito de SP?

Tiririca pode ser indicado para ser pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PR, ou ainda compor a chapa com o PT e ser vice-prefeito.

Qual projeto significativo o nobre deputado Tiririca apresentou até hoje?

É evidente que Tiririca se elegeu pelo chamado “voto Cacareco”, de pessoas descontentes com a política atual e que votam num candidato em forma de protesto / gozação. Mas para o Legislativo, Tiririca é apenas mais um entre quase 600 deputados federais. Entretanto, para o Executivo, a coisa é diferente: não há outros pares! Eleito prefeito, é ele o CEO da cidade.

Já pensaram se ele se elege? “Pior que tá não fica”, diria Tiririca…

– FIFA consegue passar por cima da Constituição Brasileira

Pois é… e a Fifa está conseguindo, aos poucos, impor sua vontade inclusive sobre pontos constitucionais da legislação brasileira!

Nos vendemos de verdade a eles, não? Inclusive nosso respeito! Doce ilusão de uma Copa do Mundo… A Lei Geral da Copa, que está sendo aprovada em Brasília, é uma das grandes vergonhas do nosso país dos últimos tempos! Jogamos fora nossa própria soberania.

– Venezuela ajudará… Síria!

Parece gozação mas não é!

Hugo Chávez, parceiro-irmão do Irã, confirma que está ajudando a Síria, incluindo a venda de petróleo a preço baixo.

Como ditadores se entendem, não? Enquanto o mundo pede o fim da guerra civil que vive aquela ditadura, onde inocentes morrem, Chávez insiste em fazer seu povo crer que é mais uma nação amiga. Ou seriam dirigentes-unidos, e o elo que os ligam é a ditadura?

– Conselhos do Bispo em Tempo Quaresmal

Por minha vida, diz o Senhor: ‘não quero a morte do pecador, mas que se converta e viva’!

Que, durante a Quaresma, possamos crescer em boas obras. Qual será a “boa obra” deste dia? Em tudo, amar e servir a Deus e ao próximo.Dom Odilo Scherer, via Twitter.

– Franquias em Busca da Globalização: a Yogoberry no Irã!

Eu, particularmente, detesto esses “sorvetes de iogurte”. Mas há quem goste e muito! E um desses apreciadores, um iraniano em visita ao Brasil, a partir de seu gosto e de seu espírito empreendedor, decidiu expandir a marca como franqueado. E agora leva a brasileira Yogoberry para o Oriente Médio!

Extraído de: OESP, caderno Negócios, 27/02/2011, pg N3

IOGURTE BRASILEIRO NA TERRA DOS AITOLÁS

por Roberto Simon

A saga do empreendedor iraniano que driblou sanções internacionais e levou para Teerã franquia da carioca Yogoberry

Três amores brasileiros adoçaram a vida do empresário iraniano Kian Khaleghian, de 37 anos. O primeiro, o Rio de Janeiro, onde passou férias, em 2008. Na visita, ele caiu nos encantos da mulher com quem viria a se casar, a carioca Renata Rique. E, no calor da cidade e da nova amada, Khaleghian descobriu a terceira paixão: o iogurte gelado.

A relação entre o empresário, que deixou o Irã logo após a Revolução Islâmica, em 1979, e os copinhos de iogurte gelado começou sem compromisso, coisa de férias no Rio. Mas, quando se deu conta, viu que o amor era para valer.

Passados três anos da primeira visita ao Rio, Khaleghian deixou seu emprego no mercado financeiro londrino – ele cresceu na Grã-Bretanha – e, ao lado da esposa brasileira, abriu a primeira loja da marca carioca Yogoberry fora do Brasil. O endereço: Teerã. Os negócios vão bem e Khaleghian já pensa em inaugurar pelo menos mais uma na capital iraniana, ainda em 2012. “Quando viajava ao Brasil para encontrar a Renata, fosse por uma semana ou por um mês, o iogurte gelado era um programa diário”, relembra.

Da rotina, veio o conhecimento do métier. Ele entendeu as diferenças de gosto, textura e opções de cobertura entre as marcas. Elegeu a cadeia Yogoberry sua predileta.

Em uma das expedições por iogurte com Renata, começou a bater papo com o dono de uma franquia da marca em Copacabana. “Disse para ele: “Há duas razões pelas quais venho ao Brasil. A primeira é esta mulher ao meu lado. A segunda é você.”” Caíram na gargalhada os três.

O proprietário deu os contatos da empresa e, em pouco tempo, Khaleghian estava trocando e-mails com a Yogoberry, fundada por Un Ae, Jong Ae e Marcelo Bae. Com o fuso horário entre os dois países, as mensagens via internet eram a forma mais eficiente para trocar informações.

Três semanas depois, o iraniano e a empresa chegaram a um acordo: Khaleghian teria exclusividade da marca em quase todo o Golfo Pérsico – Irã, Emirados Árabes, Kuwait, Catar, Bahrein, Omã e Arábia Saudita.

O empresário começou então a fazer as contas para descobrir qual seria o mercado mais promissor. O Irã tem 75 milhões de habitantes, enquanto as seis monarquias árabes, somadas, não passam de 40 milhões. Outro fator que pesou na decisão foi a ausência de concorrentes no Irã. Nos últimos anos, outras cadeias de iogurte gelado começaram a operar nos países árabes, mas não se arriscaram no inóspito mercado iraniano.

Decidido o país, Teerã era a escolha inevitável por ser a maior cidade e ter uma classe média vibrante – e com padrões de consumo ocidentais.

Sanções internacionais. Fazer negócios em um país alvo de dezenas de sanções internacionais e ameaças diárias de bombardeio não é simples. Khaleghian, por exemplo, não pôde comprar as máquinas Taylor, usadas nas lojas brasileiras para preparar a pasta do iogurte. A marca é dos Estados Unidos, arqui-inimigo dos aiatolás, e obviamente não tem representação no Irã. Não haveria, portanto, como cuidar da manutenção.

O caminho foi optar pela italiana Gelmatic, que tem uma representação em Teerã. Os demais insumos, da colher de plástico às coberturas, são “made in Iran”.

Embora estraguem o ambiente de negócios no Irã, as sanções impostas por EUA e União Europeia não prejudicam Khaleghian, uma vez que existe uma espécie de trégua para o setor médico e o de alimentos.

Mas há consequências indiretas, como a forte desvalorização da moeda iraniana, o rial – fenômeno agravado com o aumento da tensão no Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 30% dos suprimentos mundiais de petróleo.

Um dia após o anúncio do embargo europeu ao petróleo iraniano, no mês passado, Teerã aumentou numa tacada só em 50% sua taxa de juros para segurar o câmbio.

Relação. Por ironia, o iogurte gelado apareceu em Teerã em meio a um notável esfriamento da relação entre Brasil e Irã. Em seu primeiro ano, o governo Dilma Rousseff se afastou da república islâmica e chegou a adotar posições duras contra os iranianos no Conselho de Direitos Humanos da ONU – algo impensável na era Lula. O Irã continua a ser o segundo destino da carne brasileira, mas exportadores de frango reclamam da crescente demora na concessão de licenças. Em 2011, Teerã passou do 65.º para o 80.º lugar na lista de fornecedores do Brasil.

A entrada da Yogoberry no Irã agradou ao Itamaraty. Quem cortou a fita na inauguração da loja foi o embaixador brasileiro em Teerã, Antonio Salgado. Ao seu lado, sorridentes, estavam Khaleghian e Renata.

– Hipnólogo ajudará o Paulista de Jundiaí

As comissões técnicas das equipe de futebol possuem os mais diversos profissionais: fisiologistas, estatísticos, psicólogos, entre outros. Mas o Paulista de Jundiaí resolveu inovar: contratou um hipnólogo!

Após um início de campeonato com vitórias seguidas, o clube amargurou derrotas consecutivas. A diretoria resolveu prestigiar o treinador Sérgio Baresi, estuda a dispensa de diversos jogadores e reforçou a comissão técnica com Olimar Tesser, profissional de Hipnose.

Segundo Olimar, seu objetivo junto aos atletas é:

Não vou ensiná-los a jogar bola, mas vou mudar o comportamento deles”.

Em 2010, com a equipe correndo risco de rebaixamento, Olimar Tesser foi contratado para as últimas rodadas, e adaptou a hipnose ao futebol envolvendo o trabalho técnico, físico e emocional. Resultado: conseguiu uma arrancada fundamental nas últimas rodadas, escapando da degola à A2.

Agora, o hipnólogo volta ao clube não mais como um profissional a parte, mas integrante fixo da Comissão Técnica.

E você, o que pensa sobre isso? A hipnose é válida na busca de bons resultados no futebol? Deixe seu comentário:

– Virtudes de um Pai na Educação dos Filhos

Há algo mais verdadeiro na relação entre pais e filhos?

Duas coisas que os filhos devem obter de seus pais: Raízes e Asas” 

(Goethe)

Algo a contestar? Perfeito!

– Incêndio no Gelo

No último sábado, um grande incêndio aconteceu na base brasileira na Antártica. Cerca de 40% das pesquisas científicas foram perdidas, além de 70% das construções. Mas isso é o de menos: o grande valor irrecuperável é a vida dos 2 militares mortos por lá. Isso, realmente não há o que fazer…

– Análise da Arbitragem: Palmeiras X São Paulo – como foi o jogo?

Antes do Choque-Rei de hoje, muita coisa extra-campo: por exemplo, as reclamações do São Paulo de que a viagem de avião para Presidente Prudente houvera custado R$ 75.000,00, despesas de R$ 25.000,00 com hotel e outros custos que totalizaram R$ 120.000,00. O Palmeiras não teve esse custo, já que foi bancado pela Prefeitura Local. De fato, a questão de ‘venda de mando’ é complicada. O time da capital paulista mandar seu jogo a quase 600 km não está errado? Sua sede não é Prudente!

 

Imagine as dificuldades do árbitro Wilson Luís Seneme, que passou dias na Granja Comary realizando uma série de treinamentos da FIFA, e desgastado após tal encontro, ter que viajar de Teresópolis, na Serra Fluminense, para quase a divisa do estado de SP?

Sugestão: já que a Federação Paulista de Futebol permite tais situações, por que não otimizar a logística e promover um só voo, com as duas equipes, arbitragem e fiscais da Federação? Economia e inteligência para todos.

 

Outra questão: uma lista de “erros de arbitragem contra o Palmeiras” divulgada pela equipe alviverde, contendo pênaltis contra e a favor, foi divulgada na véspera. Irrelevante se considerarmos que foi feita pelos estudos de Luís Felipe Scolari, que, evidentemente, não falaria sobre números contra sua equipe. Além, claro, do fato do próprio Felipão colocar sua equipe no vestiário de visitante, mesmo estando na condição de mandante, nitidamente para efeito motivacional.

Vamos ao jogo dentro de campo:

 

– 4 minutos, falta que originou o gol do Palmeiras: Força desproporcional no tranco de Casemiro no João Vitor; aquilo é o tranco que não pode, pois, na regra, tranco tem que ser uma disputa de força leal. Se o atleta que tem a posse não poder disputá-la para a continuidade do domínio, vira infração.

 

– Lance aos 16m entre Willian José e Henrique dentro da área: não foi nada, jogador sãopaulino se desequilibra e cai.

 

– Aos 33minutos, um ato coletivo de desinteligência, que passou desapercebido por muitos. Seneme estava durante a partida sinalizando o local correto de todas as saídas de bola para a correta cobrança de lateral. O jogador palmeirense cobrou o arremesso lateral num local incorreto, antes do ponto que a bola saiu (mais na sua defesa). Não importa se ele cobra mais a frente ou mais atrás, o erro é cobrar no local errado. Seneme parou o jogo e deu reversão. Mas como jogador não conhece detalhes da regra, novamente o palmeirense pega a bola e aí cobra no local correto – o que está errado, pois a bola passa a ser do São Paulo. Na “re-cobrança”, Seneme novamente pára o jogo, dá uma bronca e manda o São Paulo cobrar a falta. E o lateral do São Paulo, sem entender direito, vai cobrar o lateral e fica vacilando. Não é que o adversário, vendo a bobeada, pega a bola das mãos dele e cobra o lance? Situação de várzea, que levou quase 1 minuto do jogo, e que Seneme, cansado da incompreensão dos atletas, relevou.

 

– Gol do São Paulo: Legal, embora um ou outro conteste a posição de Willian José na hora do cruzamento: ele está na linha da bola (esqueça linha de zagueiro ou qualquer outra bobagem), portanto, não está em posição de impedimento. E mesmo se estivesse, estaria como passivo, pois, afinal, seu companheiro Cícero veio de trás.

 

– No minuto 39, Daniel Carvalho se projeta tentando a área, e quando vai entrar, Piris tenta parar o adversário obstruindo-o. O jogador poderia manter o equilíbrio, mas visivelmente ele aproveita o contato e cai. É essa a chamada falta infantil do marcador. Quase não faz a falta; quase ela não tem força suficiente para derrubar; quase o adversário pode continuar a jogada. Mas com inteligência, o atacante prefere a queda ao sentir o toque do que continuar a jogada. Claro, sua equipe tem bons cobradores de falta.

 

– Segundo tempo: Infantilíssimo pênalti de Cicinho sobre Cortês. O atleta do São Paulo tenta driblar com um chapéu seu adversário, e por força da jogada, o sãopaulino esbarraria em Cicinho (afinal, não dá para um corpo transpor fisicamente outro). O lance seguiria normalmente, sem infração. Mas Cicinho não permite que Cortês avance, e barra o adversário com um empurrão no peito! E empurrar o adversário é infração; sendo na área, naquelas condições, pênalti sem aplicação de cartão. Acertou Seneme, e uma ressalva: o palmeirense Cicinho certamente, ao assistir o lance, se autointitulará: BURRRROOOO.

 

– 61m: Lucas avança para ao ataque, dribla dois e João Vitor vai com o corpo contra o sãopaulino. A falta poderia ser acompanhada de cartão amarelo, não pela violência da jogada, mas pela posição do lance, momento da partida e intenção do atleta. Como PODERIA não é DEVERIA, tudo bem, já que Seneme deve ter levado em conta o ambiente tranquilo do jogo até aquele momento.

 

– 66m: Marcos Assunção atinge Lucas, falta para Cartão Amarelo por ação temerária, bem aplicada pelo árbitro. A imagem de Lucas com a mão na perna, se lamentando de dor, é forte, mas o lance nem tanto.

 

– Falta de Rodrigo Caio em Barcos: bem marcada, atleta deixa a perna para que o adversário se atrapalhe. Sem contestação alguma.

 

– 71m: Cartão Amarelo ao Paulo Miranda por agarrar Barcos: bem aplicado, pelo agarrão e pela quantidade de faltas no argentino seguidamente realizadas (rodízio de faltas). Na sequência, o lance é cobrado e Barcos, sozinho na área, faz o gol. Leandro Amaro e Rodolpho se enrolam no lance, mas nenhuma infração.

 

– 77m: Leandro Amaro calça Fernandinho, que estava no ataque e após ter driblado dois adversários. Deveria ter recebido cartão amarelo. Errou o árbitro (Leandro Amaro acabara de fazer falta em Lucas poucos minutos antes).

 

– 79m: Falta pró-Palmeiras com mesma intensidade, e que Seneme usou o mesmo critério. Deveria também dar amarelo. Errou de novo.

 

– 81 m: Fernandinho tenta passar sobre Cicinho, que estabanado, não alcança a bola, nem o atleta. Mas Fernandinho não sofre falta e cai, por força da própria velocidade/disputa de bola. Seneme marca falta erroneamente. Três erros seguidos da arbitragem, não relevantes pelo que aconteceu na conclusão das jogadas.

 

– Aos 82m, Paulo Miranda faz falta em Henrique, acertou o árbitro.

 

– Henrique obstrui Fernandinho no ataque, que pela jogada em velocidade, merece amarelo, bem aplicado pelo árbitro, aos 85 minutos.

 

– 90 minutos: atacante palmeirense cai num bololô, e Rodrigo Caio leva um amarelo. Não foi nada, errou o árbitro, que deu a falta e ainda o cartão. Imaginem se Marcos Assunção marca, o que faríamos?

 

EM SUMA:

Primeiro tempo de calmaria para a arbitragem; segundo tempo mais movimentado, com Seneme se colocando muito bem em campo, mostrando autoridade e cometendo alguns poucos erros técnicos aceitáveis, com questionável distribuição de cartões no final da partida. Razoável arbitragem no contexto da partida (pela capacidade dele, poderia ter errado menos).

 

Detalhes negativos:

 

1) A REDE das metas não existe obrigatoriamente no futebol. Se o gol estiver sem redes, tem que fazer o jogo. Mas se elas existirem (como existem em 100% dos jogos profissionais), não podem ter publicidade ou qualquer outra coisa apoiada nelas (é por esse motivo que há insistência para que toalhas de goleiros não sejam penduradas nelas). Infelizmente, se faz vista grossa no Brasil a algumas situações, e muitas vezes a emissora que transmite o jogo tem a permissão de fixar microcâmeras nelas (mesmo sendo irregulares). Mas nesse domingo, a coisa foi absurda! Houve nítida propaganda nas redes, totalmente irregular.

 

2) Parada para hidratação é diferente de parada técnica. Os treinadores não podem passar instrução, nem os atletas saírem de campo. E foi uma bagunça, principalmente no primeiro tempo! Membros da comissão técnica do Palmeiras estavam dentro de campo, Leão e Felipão passaram orientação a vontade nesse momento, o que não é permitido.

 

A parada é para os atletas irem à beira do campo e se hidratarem, sem receber instrução ou qualquer outra intervenção.

 

Na prática, durante a partida, eles podem receber copos d’água durante o jogo, desde que se aproximem da lateral e os copos sejam colocados à margem externa da linha lateral. Assim, eles podem se hidratar normalmente, sem sair de campo. O problema é que o goleiro ou os atletas que jogam do outro lado do campo não conseguem ir à lateral dos seus bancos (embora os copos possam ser distribuídos perto das linhas lateral / meta que atuam).

– Análise de Arbitragem: Palmeiras X São Paulo, 26/02/2012. Como foi a Arbitragem?

Antes do Choque-Rei de hoje, muita coisa extra-campo: por exemplo, as reclamações do São Paulo de que a viagem de avião para Presidente Prudente houvera custado R$ 75.000,00, despesas de R$ 25.000,00 com hotel e outros custos que totalizaram R$ 120.000,00. O Palmeiras não teve esse custo, já que foi bancado pela Prefeitura Local. De fato, a questão de ‘venda de mando’ é complicada. O time da capital paulista mandar seu jogo a quase 600 km não está errado? Sua sede não é Prudente!

Imagine as dificuldades do árbitro Wilson Luís Seneme, que passou dias na Granja Comary realizando uma série de treinamentos da FIFA, e desgastado após tal encontro, ter que viajar de Teresópolis, na Serra Fluminense, para quase a divisa do estado de SP?

Sugestão: já que a Federação Paulista de Futebol permite tais situações, por que não otimizar a logística e promover um só voo, com as duas equipes, arbitragem e fiscais da Federação? Economia e inteligência para todos.

Outra questão: uma lista de “erros de arbitragem contra o Palmeiras” divulgada pela equipe alviverde, contendo pênaltis contra e a favor, foi divulgada na véspera. Irrelevante se considerarmos que foi feita pelos estudos de Luís Felipe Scolari, que, evidentemente, não falaria sobre números contra sua equipe. Além, claro, do fato do próprio Felipão colocar sua equipe no vestiário de visitante, mesmo estando na condição de mandante, nitidamente para efeito motivacional.

Vamos ao jogo dentro de campo:

– 4 minutos, falta que originou o gol do Palmeiras: Força desproporcional no tranco de Casemiro no João Vitor; aquilo é o tranco que não pode, pois, na regra, tranco tem que ser uma disputa de força leal. Se o atleta que tem a posse não poder disputá-la para a continuidade do domínio, vira infração.

– Lance aos 16m entre Willian José e Henrique dentro da área: não foi nada, jogador sãopaulino se desequilibra e cai.

– Aos 33minutos, um ato coletivo de desinteligência, que passou desapercebido por muitos. Seneme estava durante a partida sinalizando o local correto de todas as saídas de bola para a correta cobrança de lateral. O jogador palmeirense cobrou o arremesso lateral num local incorreto, antes do ponto que a bola saiu (mais na sua defesa). Não importa se ele cobra mais a frente ou mais atrás, o erro é cobrar no local errado. Seneme parou o jogo e deu reversão. Mas como jogador não conhece detalhes da regra, novamente o palmeirense pega a bola e aí cobra no local correto – o que está errado, pois a bola passa a ser do São Paulo. Na “re-cobrança”, Seneme novamente pára o jogo, dá uma bronca e manda o São Paulo cobrar a falta. E o lateral do São Paulo, sem entender direito, vai cobrar o lateral e fica vacilando. Não é que o adversário, vendo a bobeada, pega a bola das mãos dele e cobra o lance? Situação de várzea, que levou quase 1 minuto do jogo, e que Seneme, cansado da incompreensão dos atletas, relevou.

– Gol do São Paulo: Legal, embora um ou outro conteste a posição de Willian José na hora do cruzamento: ele está na linha da bola (esqueça linha de zagueiro ou qualquer outra bobagem), portanto, não está em posição de impedimento. E mesmo se estivesse, estaria como passivo, pois, afinal, seu companheiro Cícero veio de trás.

– No minuto 39, Daniel Carvalho se projeta tentando a área, e quando vai entrar, Piris tenta parar o adversário obstruindo-o. O jogador poderia manter o equilíbrio, mas visivelmente ele aproveita o contato e cai. É essa a chamada falta infantil do marcador. Quase não faz a falta; quase ela não tem força suficiente para derrubar; quase o adversário pode continuar a jogada. Mas com inteligência, o atacante prefere a queda ao sentir o toque do que continuar a jogada. Claro, sua equipe tem bons cobradores de falta.

– Segundo tempo: Infantilíssimo pênalti de Cicinho sobre Cortês. O atleta do São Paulo tenta driblar com um chapéu seu adversário, e por força da jogada, o sãopaulino esbarraria em Cicinho (afinal, não dá para um corpo transpor fisicamente outro). O lance seguiria normalmente, sem infração. Mas Cicinho não permite que Cortês avance, e barra o adversário com um empurrão no peito! E empurrar o adversário é infração; sendo na área, naquelas condições, pênalti sem aplicação de cartão. Acertou Seneme, e uma ressalva: o palmeirense Cicinho certamente, ao assistir o lance, se autointitulará: BURRRROOOO.

– 61m: Lucas avança para ao ataque, dribla dois e João Vitor vai com o corpo contra o sãopaulino. A falta poderia ser acompanhada de cartão amarelo, não pela violência da jogada, mas pela posição do lance, momento da partida e intenção do atleta. Como PODERIA não é DEVERIA, tudo bem, já que Seneme deve ter levado em conta o ambiente tranquilo do jogo até aquele momento.

– 66m: Marcos Assunção atinge Lucas, falta para Cartão Amarelo por ação temerária, bem aplicada pelo árbitro. A imagem de Lucas com a mão na perna, se lamentando de dor, é forte, mas o lance nem tanto.

– Falta de Rodrigo Caio em Barcos: bem marcada, atleta deixa a perna para que o adversário se atrapalhe. Sem contestação alguma.

– 71m: Cartão Amarelo ao Paulo Miranda por agarrar Barcos: bem aplicado, pelo agarrão e pela quantidade de faltas no argentino seguidamente realizadas (rodízio de faltas). Na sequência, o lance é cobrado e Barcos, sozinho na área, faz o gol. Leandro Amaro e Rodolpho se enrolam no lance, mas nenhuma infração.

– 77m: Leandro Amaro calça Fernandinho, que estava no ataque e após ter driblado dois adversários. Deveria ter recebido cartão amarelo. Errou o árbitro (Leandro Amaro acabara de fazer falta em Lucas poucos minutos antes).

– 79m: Falta pró-Palmeiras com mesma intensidade, e que Seneme usou o mesmo critério. Deveria também dar amarelo. Errou de novo.

– 81 m: Fernandinho tenta passar sobre Cicinho, que estabanado, não alcança a bola, nem o atleta. Mas Fernandinho não sofre falta e cai, por força da própria velocidade/disputa de bola. Seneme marca falta erroneamente. Três erros seguidos da arbitragem, não relevantes pelo que aconteceu na conclusão das jogadas.

– Aos 82m, Paulo Miranda faz falta em Henrique, acertou o árbitro.

– Henrique obstrui Fernandinho no ataque, que pela jogada em velocidade, merece amarelo, bem aplicado pelo árbitro, aos 85 minutos.

– 90 minutos: atacante palmeirense cai num bololô, e Rodrigo Caio leva um amarelo. Não foi nada, errou o árbitro, que deu a falta e ainda o cartão. Imaginem se Marcos Assunção marca, o que faríamos?

EM SUMA:

Primeiro tempo de calmaria para a arbitragem; segundo tempo mais movimentado, com Seneme se colocando muito bem em campo, mostrando autoridade e cometendo alguns poucos erros técnicos aceitáveis, com questionável distribuição de cartões no final da partida. Razoável arbitragem no contexto da partida (pela capacidade dele, poderia ter errado menos).

Detalhes negativos:

1) A REDE das metas não existe obrigatoriamente no futebol. Se o gol estiver sem redes, tem que fazer o jogo. Mas se elas existirem (como existem em 100% dos jogos profissionais), não podem ter publicidade ou qualquer outra coisa apoiada nelas (é por esse motivo que há insistência para que toalhas de goleiros não sejam penduradas nelas). Infelizmente, se faz vista grossa no Brasil a algumas situações, e muitas vezes a emissora que transmite o jogo tem a permissão de fixar microcâmeras nelas (mesmo sendo irregulares). Mas nesse domingo, a coisa foi absurda! Houve nítida propaganda nas redes, totalmente irregular.

2) Parada para hidratação é diferente de parada técnica. Os treinadores não podem passar instrução, nem os atletas saírem de campo. E foi uma bagunça, principalmente no primeiro tempo! Membros da comissão técnica do Palmeiras estavam dentro de campo, Leão e Felipão passaram orientação a vontade nesse momento, o que não é permitido.

A parada é para os atletas irem à beira do campo e se hidratarem, sem receber instrução ou qualquer outra intervenção.

Na prática, durante a partida, eles podem receber copos d’água durante o jogo, desde que se aproximem da lateral e os copos sejam colocados à margem externa da linha lateral. Assim, eles podem se hidratar normalmente, sem sair de campo. O problema é que o goleiro ou os atletas que jogam do outro lado do campo não conseguem ir à lateral dos seus bancos (embora os copos possam ser distribuídos perto das linhas lateral / meta que atuam).

– Lucas e Dedé: a Confusão da CBF!

Essa foi demais: Dedé e Lucas foram convocados para jogar pela Seleção Brasileira contra a Bósnia na próxima semana. Porém, a CBF liberou Dedé para jogar o clássico carioca de domingo; mas não liberou Lucas para o clássico paulista! André Sanches, novo diretor da Seleção, disse que não liberaria de jeito nenhum!

Aí o treinador sãopaulino Leão rugiu… falou alhos e bugalhos, e irritou a todos. Disse até que a CBF mandou Lucas forçar um amarelo para evitar confusão!

Conclusão: CBF liberou Lucas e disse que processará Leão, por calúnia!

Fica a pergunta: por quê não liberou antes? Dois pesos e duas medidas? Precisou de chiadeira pública?