– Irã Proibirá Canto e Dança em Escola Infantil

Coisas de um país onde a ditadura destrói a vida do cidadão: o Irã proibirá aulas de canto e dança nas escolas infantis de lá.

Motivo?

As cantigas (segundo as autoridades locais) incentivam a precoce imoralidade!

Meu Deus… onde chegaremos com tal ridículo fundamentalismo?

– A Crise das Universidades Particulares

Quebra da São Marcos, Possível fraude na Unip e Propaganda Enganosa da Uniesp: esses são alguns dos pontos abordados na matéria da Isto É sobre o momento delicado de algumas universidades particulares:

SINAL AMARELO PARA AS UNIVERSIDADES PARTICULARES

Por Rachel Costa – Isto É, ed 04/04/2012, pg 56-58

Fechamento de faculdade, denúncias de fraude em exame do MEC em 30 instituições privadas e ondas de demissão de professores colocam o governo diante do desafio de regular um setor no qual estudam 78% dos alunos do ensino superior. Em menos de três meses, a repercussão de problemas em cinco grandes grupos educacionais particulares acendeu o sinal de alerta para o ensino superior privado brasileiro.

Só nos últimos dez dias, o Ministério da Educação (MEC) descredenciou a Universidade São Marcos, em São Paulo, e divulgou auditoria para investigar possíveis fraudes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) da Unip e de outras 30 instituições. Na mesma semana, o Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon) de Campinas notificou a União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo (Uniesp) por suspeita de propaganda enganosa relativa ao Programa de Financiamento Estudantil (Fies). A mesma instituição já foi proibida pelo MEC de usar a sigla Uniesp – por sugerir que se trata de uma universidade – e responde a diversos processos. Some-se a isso a demissão de cerca de dois mil professores pelos grupos educacionais Galileo e Anhanguera, seguida por queixas relativas ao aumento do número de alunos por sala de aula, a redução da carga horária presencial e a perda de qualidade nos cursos. Este cenário conturbado leva a uma pergunta obrigatória: estaria o aluno que ingressa nas faculdades particulares muitas vezes levando gato por lebre? Por todo o País, as instituições privadas multiplicam-se rapidamente. De acordo com o último Censo da Educação Superior, elas já somam mais de 2.099 instituições – em 2000, esse número era menos da metade. Nelas estão 78% das matrículas no ensino superior e um poder de movimentação financeira de mais de R$ 28 bilhões anuais, de acordo com o último relatório do grupo Hoper, consultoria especializada em educação. O tamanho desses números impõe ao Ministério da Educação o desafio de não deixar que a educação se torne mero negócio. “Não há dúvida de que vamos precisar de mais gente e de pessoal especializado para dar conta dessa demanda”, diz Luís Fernando Massonetto, responsável pela recém-criada Secretaria de Regulação do Ensino Superior do MEC. O órgão, em funcionamento há menos de um ano, é uma resposta do Ministério aos mandos e desmandos perpetrados por instituições privadas. “Esperamos que com a secretaria se tornem mais claras as regras que devem ser seguidas pelas instituições particulares”, diz Adércia Hostin, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino.

Diante da dificuldade de controlar o setor, o que se vê são muitos alunos à deriva, sem saber o que fazer diante de arbitrariedades. Caso de Luiz Augusto de Sá, 24 anos, que foi obrigado a mudar sua formação superior de filosofia para psicologia. Aluno da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, ele descobriu, no início do ano, que seu curso havia sido extinto. “A reitoria achou inviável mantê-lo e o encerrou. Fomos informados da decisão só em janeiro”, conta. O fechamento súbito soma-se a duas ações coletivas na Justiça contra a instituição, recém-adquirida pelo grupo Galileo: uma por causa do aumento abusivo de mensalidades (que, no cálculo dos alunos, variou entre 18% e 40%) e outra para reverter a demissão em massa dos professores. “Com base nas homologações que recebemos, já são mais de 400 demitidos”, diz Wanderley Quêdo, presidente do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro. “Não tem como manter qualidade do ensino sem corpo docente.” O acúmulo de problemas tem incomodado os alunos. “Desde o início do ano, fizemos duas assembleias, com cerca de 500 estudantes em cada uma”, diz Igor Mayworm, aluno de história na Gama Filho e presidente da União Estudantil do Estado do Rio de Janeiro. “Em uma delas conseguimos levar o reitor, que prometeu sanar a falta de professores, mas isso ainda não aconteceu.” Procurado por ISTOÉ, o grupo Galileo não quis se manifestar.
Situação semelhante, porém ainda mais grave, acontece na Universidade São Marcos. Descredenciada pelo MEC por descumprir ordem de não realizar vestibular e sem pagar os professores, a instituição deixou ao léu seus mais de dois mil estudantes. Douglas Claudino, 30 anos, aluno do último período de administração da São Marcos, descobriu que a transferência obrigatória para outra universidade irá lhe valer ao menos mais um ano de curso. “Ia me formar agora, no meio de 2012”, diz. Embora muitos estudantes não tivessem a informação, a situação crítica da São Marcos não é nova. “Desde 2007 estamos alertando o MEC sobre problemas nessa instituição”, diz Celso Napolitano, presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp). “Ela já deveria ter sido fechada há muito tempo.” Napolitano critica o Ministério pela morosidade na avaliação das denúncias e na tomada de medidas.

Quem estuda o ensino superior brasileiro, porém, garante que os casos assistidos nos últimos meses são apenas a ponta do iceberg. Por detrás desses escândalos está a incompatibilidade entre a regulação existente e as mudanças que têm ocorrido no setor, cada vez mais dominado por grandes grupos empresariais. “A Lei de Diretrizes e Bases da Educação e outras portarias e decretos nos anos 1990 promoveram uma flexibilização muito grande do marco regulatório”, diz Aparecida Tiradentes, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio. A especialista critica a falta de limites aos grupos empresariais que optam por maximizar seus lucros sem se preocupar com a qualidade do ensino. Para o professor Otaviano Helene, ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o risco que se corre é o de deixar a educação sujeita apenas à lógica de mercado. “O que temos hoje são cursos de baixo retorno social, concentrados em poucas áreas de conhecimento, com carga horária pequena e distribuição geográfica equivocada”, resume.

– O Que é Tranco Legal?

 

Objetiva na regra, mas subjetiva na aplicação, a questão do “Tranco Legal” se torna cada vez mais discutível nos gramados.

 

Na Europa, crê-se que os árbitros têm mais tolerância para jogadas de contato físico, como o tranco. Mas será que tem?

Considere:

 

1- O berço do futebol moderno é a Inglaterra; foi de lá que o futebol moderno e o rúgbi, irmãos, tiveram o cordão umbilical cortado das diversas práticas de football do século XIX. Portanto, é entendível que se admita maior força física no jogo de futebol.

 

2- Os atletas europeus costumam lutar pela posse de bola com mais virilidade do que os brasileiros; só desistem quando recebem a falta. Aqui, nossos jogadores abdicam da contínua tentativa da disputa pela bola, tentando trocar o último empenho pela falta cavada. Culturalmente, os árbitros daqui entendem que um primeiro lance supostamente faltoso já seja suficiente para sancionar a infração. Os de lá, esperam até o último momento da disputa de bola para decidirem se o atleta realmente sofreu uma falta decisiva para a posse de bola (trocando em miúdos: os brazucas tentam cavar faltas ao primeiro contato físico).

 

3- Na Libertadores da América, vemos que o tranco viril é mais aceito. De fato, argentinos e uruguaios fazem valer essa verdade. Mas repare que são atletas eurodescendentes, e carregam arraigada essa cultura futebolística. Os brasileiros, miscigenados, com atletas afrodescendentes e de outras etnias, possuem outra cultura: a da fuga do contato físico. Portanto, é natural que não aceitem o tranco e caiam com mais frequência; afinal, tendem a tentar mais o drible.

 

4- Repare que, se em sua cultura há mais predisposição em usar o tranco e se em outra não há, teremos uma questão comportamental decisiva para ajudar (ou atrapalhar) os árbitros em suas decisões: o “saber disputar um tranco”. Explico: na Bundesliga, PremierLeague ou outra importante Liga Européia, numa bola que está sendo disputada entre zagueiro e centroavante, ambos estão prontos para trancar e conquistar o domínio da bola. No Brasil (pela questão cultura citada), no Peru ou na Bolívia (com descendentes indígenas), o zagueiro é o único que está pronto para trancar, já que o centroavante quer ganhar a bola pela velocidade e não pela força física. Repare que a quantidade de trancos numa partida europeia é muito maior que nos jogos brasileiros. E estes, quando aqui ocorrem, sempre mostram zagueiros que ganham a bola trancando centroavantes, que normalmente caem e pedem falta (e as vezes a conquistam). O problema é: atacante brasileiro não costuma usar o tranco, pois quer velocidade e drible, e acha que sofreu infração ao ser trancado.

 

Portanto, é válido responder a indagação inicial desse artigo em 2 partes:

SIM, árbitros europeus interpretam mais corretamente o tranco; árbitros argentinos e uruguaios também, e árbitros brasileiros, quando em partidas continentais, fazem valer a certeira aplicação da regra.

– Porém, a diferença dos árbitros brasileiros em competições domésticas é que, sabedores da busca de faltas cavadas em trancos sofridos por centroavantes, da impopularidade do tranco na cultura nacional, por acomodação costumam apitar esses lances.

 

Fica aqui o mea culpa da nossa arbitragem. Um dia, Wilson de Souza Mendonça começou a aceitar o tranco, mas se perdeu ao longo dos jogos por outras questões técnicas (e até folclóricas). Recentemente, tivemos o efeito Vuaden, onde foi criticado pois alguns entendiam que ele não marcava faltas reais (e que depois mudou visivelmente seu estilo).

 

Enfim: alguns amigos sempre perguntam, nos bate-papos e nas rodas, o que é tranco. Ora, a Regra explica claramente o que pode num tranco ou não, mas deixa no ar alguma subjetividade.

 

Vamos lá:

 

Em “Diretrizes das Regras do Jogo”, na regra 12, nos é dito que:

O ato de dar um tranco em um adversário representa uma disputa por espaço, usando o contato físico, mas sem usar braços ou cotovelos, e com a bola a uma distância de jogo.

É uma infração dar um tranco em um adversário:

– de maneira imprudente (significa que o jogador mostra desatenção ou desconsideração na disputa de um adversário, ou atua sem precaução). Não será necessária punição disciplinar se a falta for imprudente;

– de maneira temerária (significa que o jogador age sem levar em consideração o risco ou as consequências para seu adversário). Deverá ser punido disciplinarmente com cartão amarelo.

– com uso de força excessiva (significa que o jogador excedeu na força empregada, correndo o risco de lesionar gravemente seu adversário). Deverá ser punido disciplinarmente com cartão vermelho.”

Imagine a situação hipotética entre o forte zagueiro da equipe do Linense Fabão, com mais de 2 metros de altura, trancando o centroavante Liedson, apelidado de “Levezinho”. O tranco legal é ombro a ombro, conforme a regra. Qualquer tentativa de trancar Liedson, pela diferença física, o levará a um risco de queda.

 

A Regra de Jogo seria discriminatória aos mais fortes ou mais fracos?

 

Não. Fabão não pode ser punido por ser mais viril, nem Liedson beneficiado por ser mais franzino. A queda é algo natural do jogo de futebol, pois há contato físico (permitido pelo tranco, como as diretrizes retratam). Na disputa de espaço, se Liedson não estiver pronto para receber a falta, sempre cairá. O que deve ser sancionado é o fato do zagueiro usar força acima do que se considera necessário para disputar a bola, caso o faça. E é aí o grande problema: como mensurar até onde a força foi desproporcional? É muita subjetividade.

 

Finalizando: o tranco é válido e usual no futebol; jogador cair em tranco não é indicador de falta; o limite do tranco é relativo, caberá à boa vontade do árbitro, que pode desconsiderar falta ou até marcá-la, dependendo da intensidade, com expulsão!

– Defasagem Salarial dos Aposentados será tema de palestra em Itupeva

por Reinaldo Oliveira

No dia 11 de abril, às 20h, no salão paroquial da Igreja Matriz de São Sebastião haverá uma palestra aos aposentados e demais pessoas de Itupeva sobre a grande defasagem salarial que atinge a classe dos aposentados. A palestra será ministrada por uma equipe da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Jundiaí e Região em parceria com a Pastoral Fé e Política. De acordo com o presidente da AAPJR, Sr. Edegar de Assis, a Associação nos últimos meses tem promovido uma série de mobilizações em Jundiaí e Região, e várias caravanas de aposentados têm ido a Brasília/SP pressionar os parlamentares sobre a situação em que se encontra o aposentado. Os atos mais recentes foi uma manifestação em Aparecida do Norte/SP, com a paralisação da Via Dutra e no dia 29 de março uma paralisação na Marginal Tietê, em São Paulo. Além da defasagem salarial, na palestra também serão abordados outros assuntos como a assistência médica oferecida pelo SUS, a alta no custo dos medicamentos e o grande número de golpes que os aposentados têm sofrido, até pelos próprios familiares, com relação ao empréstimo consignado. Edegar também informou que está ministrando esta palestra nas cidades da região de abrangência da AAPJR, pois acredita que só através da informação e conscientização, o aposentado poderá reivindicar melhorias. Toda a população de Itupeva está convidada para este evento, que terá informações e esclarecimentos aos aposentados e para quem está prestes a se aposentar. Participem!

– Coisas que Valem a Pena!

Ser atropelado pela balança da filhinha é muito divertido. Principalmente pelas gargalhadas!

Filhos: dádiva de Deus! Com eles, o stress vai embora…

http://www.youtube.com/watch?v=mXYjh6YwaMg

– Bom Dia Inspirador!

Acordar de bem com a vida é sempre muito bom!

Para aqueles que têm a oportunidade de madrugar, nada mais inspirador do que levantar, realizar atividades físicas e contemplar a Criação de Deus!

Hoje, fui presenteado com esse belíssimo amanhecer. Não nos faz estarmos mais dispostos?

 

Com tal alvorada, o convite é automático: o de agradecer ao Céu por mais um dia de vida; lembrar-se de compartilhar bons momentos com a família e de motivar o próximo!

Ou não é essa a razão de viver de cada um de nós? A de fazer o mundo um lugar melhor, prazeroso, alegre, tolerante e solidário?

Bom dia a todos!

– A Vergonha da FERJ nos Cartões Vermelhos de Vasco X Flamengo

Um episódio lamentável, condenável e repugnante no futebol carioca: na última rodada, no “Clássico dos Milhões” (Vasco da Gama X Flamengo), Wagner dos Santos Rosa expulsou 5 jogadores vascaínos após o término da partida. Pelas brigas e confusões naquele momento, não pode mostrar o Cartão Vermelho e relatou na súmula. Tudo ok.

O árbitro pode expulsar atletas antes, durante, no intervalo e após o término de um jogo. Mostrar o cartão vermelho é uma sinalização/convenção para que todos entendam o ocorrido. Quando acontece a impossibilidade de mostrar o cartão (seja ele amarelo ou vermelho) por um fator complicador (tumulto generalizado), o árbitro deve relatar na súmula o acontecido, e a equipe informada na Comunicação de Penalidades (é o documento que contém o relato dos cartões do jogo, assinado pelo árbitro e pelos capitães após a partida).

Sendo assim, se houve uma briga no término da partida e o árbitro não pode mostrar o Cartão Vermelho, deve proceder como acima relatado: ou seja, comunicar a penalidade no documento.

Fico pasmo ao saber que no Rio de Janeiro os documentos ainda são manuais, e as penalidades / súmulas / demais documentos estão marcados em papel, não-informatizados.

Assusto mais ainda ao saber que, após a discussão das expulsões, a FERJ rasurou por conta própria a súmula e apagou com corretivo as marcações do árbitro!

Para quem não viu, eis a súmula entregue pelo árbitro (no site da FERJ):

 

E a mesma súmula “corrigida” pela FERJ: (Repare que os cartões veremlhos foram apagados!)

 

O que dá para dizer? Se a súmula estava lá dentro da FERJ, quem a adulterou?

No modelo original, vê-se que os atletas foram expulsos e que devem cumprir a suspensão automática. Se o adulterador foi membro da CEAF-RJ, diretor, supervisor, seja lá quem for, deve ser punido seriamente!

Triste. Justo na Capital da Copa 2014!

– Oxxo, rede de lojas de conveniência de distribuidora da Coca-Cola, quer vir ao Brasil

Se confirmado, seria um investimento gigantesco: a Oxxo, rede de lojas de conveniência da Femsa (maior engarrafadora da Coca-Cola) quer chegar enfim ao Brasil. Começando por São Paulo, o temor da empresa não é crescer no país, mas sim, um inimigo identificado: as padarias!

Extraído de: http://is.gd/D5jZTs

FRANQUIA DA COCA-COLA QUER CHEGAR AO BRASIL

A gigante mexicana Femsa, maior engarrafadora de Coca-Cola do mundo em volume de vendas, planeja abrir uma rede de lojas de conveniência no Brasil, mas tem medo da concorrência das padarias.

As lojas de conveniência Oxxo (pronuncia-se óquisso) devem chegar ao país em “menos de cinco anos”, diz José Antonio Fernández Carbajal, presidente do Conselho de Administração e diretor-geral executivo da Femsa, em Monterrey, no México, onde fica a sede mundial da empresa.

“Queremos abrir a Oxxo em outros países. Obviamente, o Brasil, dado o tamanho do país e sua importância, nos interessa. Acreditamos que possamos competir nesse mercado.”

Ele não estimou um prazo exato, número inicial de lojas nem o investimento previsto. As primeiras unidades da Oxxo devem ser abertas na cidade de São Paulo.

Mas antes disso os executivos da Femsa trabalham para entender o mercado brasileiro e adaptar os produtos e serviços oferecidos na rede.

“O Brasil é um mercado muito diferente do México, mas, se conseguirmos mostrar que a Oxxo se adapta às necessidades e gostos do consumidor, então podemos ir ao país”, declara Carbajal.

As compactas lojas Oxxo, que geralmente funcionam anexas a postos de gasolina, são uma febre no México, onde lideram o mercado, com mais de 9.000 unidades e 7,5 milhões de clientes por dia.

Vendem refrigerante, água, cerveja, salgadinhos, doces e sanduíches prontos frios. Também oferecem serviços, como pagamento de contas de luz, água e celular e até passagens aéreas. O sucesso delas se baseia no hábito do mexicano de usar as pequenas “vendas” locais para fazer refeições ligeiras e até mesmo algumas compras para consumir em casa.

Pão quente e cerveja à vontade no Brasil preocupam a Oxxo

Um dos problemas para a Oxxo entrar no Brasil com sucesso são as padarias, segundo avaliam os próprios executivos da empresa, que já andaram pesquisando o mercado.

“O brasileiro compra pão quentinho feito na hora. Pode tomar cerveja em qualquer lugar. Gosta de comer salgadinhos, como pão-de-queijo. Não vai querer sanduíche pronto”, diz Maximiliam Zimmermann, gerente de Relações com Investidores da Femsa.

No México, é proibido tomar cerveja na rua, e as lojas Oxxo não têm licença para servir álcool, só para vender e o cliente levar para outro lugar.

Zimmermann diz que as padarias brasileiras estão em todos os lugares, muito perto dos postos de gasolina, locais onde as unidades vão se instalar. “Talvez tenhamos de ter uma pequena padaria dentro das nossas lojas. Estamos estudando. A Oxxo no Brasil terá de começar do zero.”

Um trunfo da empresa é a oferta de serviços bancários, para pagamentos de contas variadas, como já ocorre no Brasil em lotéricas e supermercados.

A Oxxo ainda terá de combater a realidade de que as lojas de conveniência no Brasil vendem produtos mais caros que os encontrados em lanchonetes e pequenos mercados, afirma Zimmermann. No México, seus preços são baixos, iguais aos das pequenas vendas, para serem competitivos.

A Femsa está cautelosa. O único país fora do México onde ela tem lojas Oxxo é a Colômbia. Está lá já há dois anos, mas existem apenas 20 unidades. Isso mostra dificuldades de adaptação ao mercado local. Os executivos dizem que ainda estão avaliando a melhor forma de atender ao gosto dos colombianos. “Vamos crescendo pianinho [devagar]”, diz Carbajal.

O mercado já havia especulado anteriormente, em 2008, sobre a vinda da Oxxo ao Brasil, mas isso acabou não acontecendo.

– O que Influencia um Árbitro na Tomada de Decisão?

Vejam só: estupendo trabalho de pesquisa, publicado pelo ótimo site da Universidade do Futebol (citação abaixo), mostra: numa partida de futebol, o árbitro é influenciado por:

1) Presença de barulho da multidão condicionando a marcação de infrações (um árbitro inexperiente deixa de marcar faltas do time da casa, mas continua marcando as do time visitante).

2) desvantagem do time anfitrião no marcador (a intimidação à agressão levaria um árbitro a ser mais caseiro),

3) tempo de acréscimo (menor ou maior conforme o controle do árbitro na partida) e

4) pagamentos sociais, que têm relação direta com a atuação (o reconhecimento à sua atuação, valorização da carreira e do nome).

Além disso, há outras explicações sobre motivação e desmotivação da carreira.

Abaixo, extraído da Universidade do Futebol, em: http://is.gd/ZMc7Y1

Importante: o trabalho não levou em conta Influência de Dirigentes / Clubes / Federações.

E você, o que acha dos dados acima e das explicações que estão abaixo?

FATORES QUE PODEM INTERFERIR NA TOMADA DE DECISÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Por Alberto Inácio da Silva* e Mario Cesar Oliveira**

Os árbitros de futebol são preparados para interpretar as regras do futebol de forma imparcial durante uma partida. Porém, eles podem mostrar um poder discricionário considerável, em particular ao acrescentar tempo extra, marcar penalidades, usar os cartões amarelos ou vermelhos e decidir os tiros livres ou impedimentos. Como consequência, os árbitros têm uma influência muito importante no resultado final de uma partida de futebol.

Vários estudos publicados em revistas científicas demonstraram uma gama de fatores que podem interferir na toma de decisão do árbitro no transcorrer de uma partida. Portanto, o objetivo deste trabalho foi fazer um levantamento destes estudos e apresentar de forma resumida suas conclusões.

Recentemente o técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo comentou em várias emissoras de televisão que ele havia observado e tinha gravado em uma fita de vídeo uma partida de futebol sem a presença de torcedores. Nesta partida o árbitro apresentou menos cartões e várias faltas sinalizadas pelos árbitros quando o estádio esta cheio de torcedores lá não foram marcadas. Ou seja, na prática ele observou que o comportamento do árbitro durante uma partida sem torcida era totalmente diferente do seu comportamento quando o estádio estava tomado por uma multidão. Esta observação foi objeto de alguns estudos.

A presença do barulho da multidão tem efeito dramático nas decisões tomadas pelos árbitros. Nevill et al. (2002) forneceram evidência experimental de que os árbitros de futebol são afetados pelo barulho da torcida. Eles mostraram algumas disputas de bola ocorridas em jogos da Primeira Liga Inglesa, gravadas em vídeo, para dois grupos de árbitros qualificados que tiveram que decidir se marcariam ou não uma falta. Um grupo assistiu o videoteipe sem o barulho da torcida, enquanto o outro grupo ouviu o barulho. Aqueles que enfrentavam os desafios com o barulho da multidão de fundo ficavam mais inseguros no momento de tomar a decisão e marcaram significativamente menos faltas (15,5%) contra o time da casa, quando comparado com os que assistiram em silêncio. É notável que as decisões tomadas pelo grupo de árbitros que ouviu o barulho estejam significativamente mais de acordo com as decisões tomadas pelo árbitro original da partida do que as decisões tomadas pelo grupo que assistiu as entradas silenciosamente.

Com respeito a um julgamento tendencioso em potencial na tomada de decisão, o árbitro pode colocar importância igual na informação audível da torcida e na informação visual, levando a desequilíbrio de decisões a favor do time da casa. Pesquisas anteriores sugerem que a experiência pode ajudar a reduzir potencialmente efeitos negativos de estresse no desempenho (Janelle et al., 1999; Williams e Elliott, 1999). Árbitros experientes provavelmente teriam maior controle sobre suas emoções (Hardy et al., 1996) e bases de conhecimento de tarefa específica ampliadas que facilitam a tomada de decisão com habilidade em ambientes com alto nível de estresse (Williams et al., 1999).

De forma interessante, o estudo de Nevill et al. (2002) indicou que o efeito dominante do barulho da torcida era para reduzir significativamente o número de infrações marcadas contra o time da casa, em lugar de aumentar o número de infrações contra o time visitante.

Dado que fazer uma marcação ruim e o barulho da torcida elevarão os níveis de tensão nos árbitros do grupo exposto ao barulho, de modo semelhante ao do árbitro da partida (fontes de tensão percebidas como difíceis de controlar), a estratégia para lidar com isso é provavelmente evitá-la. Como é provável que a torcida deixe claro que eles sentem que a decisão foi ‘errada’, evitar isso poderia ser interpretado como simplesmente não tomar a decisão impopular para penalizar o time da casa ao avaliar os desafios menos claros ou contenciosos. Sempre que um jogador da casa comete uma infração, a reação da torcida é capaz de ativar uma tensão potente de fazer marcação ruim, assim aumentando o nível de incerteza ou indecisão dos árbitros, resultando em nenhuma decisão (evitar) e menos infrações contra o time de casa (Nevill et al., 2002).

Observa-se constantemente na imprensa algumas pessoas palpitando que seria prudente interromper o jogo em determinados lances para que uma equipe decidisse o lance. Desta forma, seria prudente que, se os corpos administrativos, como a Fédération Internationale de Football Association (FIFA), considerarem empregar o replay do vídeo para ajudar os árbitros em campo, fosse empregado mais de um árbitro para ajudar a julgar tais replays contenciosos e, mais importante: os árbitros deveriam julgar em uma cabine à prova de som, evitando a influência da torcida.

Nos estudos apresentados acima, houve um desequilíbrio significativo nas decisões tomadas, por árbitros experientes, com e sem barulho da torcida, demonstrando que árbitros mais experientes são menos afetados pelas vaias da torcida. Os anos de experiência tiveram efeito significativo no número de infrações marcadas pelos árbitros contra os jogadores do time da casa, aumentando com os anos de experiência até um pico aos 16 anos de experiência (aproximadamente) e, depois disso, foi observado um declínio (Nevill et al., 2002). O outro efeito principal da experiência do árbitro foi aumentar significativamente o número de decisões incertas pelos árbitros experientes, ou seja, mais velhos.

Dohmen (2008) afirma que sociólogos e psicólogos sociais reconhecem que as decisões dos indivíduos não só são governadas pelos pagamentos materiais (dinheiro), mas também por pagamentos sociais (reconhecimento) não-materiais que surgem no ambiente social dos tomadores de decisão; por exemplo, na forma de aprovação social ou de sanções sociais. Este tipo de pressão social pode fazer com que os árbitros tomem decisões que acomodem as preferências de um grupo social (torcida) até mesmo se eles não estiverem de acordo com os próprios interesses do tomador de decisões (árbitro). Dohmen (2008) se refere a este ponto de vista como a “hipótese da pressão social”.

Em uma partida de futebol, é de interesse particular do árbitro ser imparcial, enquanto os torcedores querem o sucesso de seu time e, portanto, deveriam ter interesse em trabalhar por um objetivo comum, entretanto contestam as decisões do árbitro que não favorecem seu time e aprovando somente as decisões favoráveis, em uma atitude totalmente parcial e irracional.

Dohmen (2008) desenvolveu estudo que forneceu evidência complementar do comportamento tendencioso do árbitro com base nos dados de 3.519 jogos da Primeira Bundesliga (Campeonato Alemão), que apóia a visão de que o ambiente social pode afetar as decisões do árbitro. A análise empírica que confirma que árbitros profissionais que são designados e pagos pela Associação de Futebol Alemão (DFB) e de quem se espera que sejam imparciais, na realidade sistematicamente favorecem o time da casa. O favoritismo é manifestado no tempo de acréscimo, marcação de gols e cobranças de pênalti. Os dados também forneceram evidências de que características da torcida, tais como a composição da torcida e a distância do campo de futebol que esta se posiciona, prejudicam as decisões dos árbitros, de forma que é consistente com a hipótese de pressão social; quer dizer, que as forças sociais influenciam o comportamento do árbitro.

Dohmen (2008) relata que a extensão do comportamento tendencioso depende da composição da torcida: a parcialidade da casa tende a ser menor quando mais partidários do time visitante assistem à partida. Isto é consistente com a ideia de que a aprovação social e as sanções sociais têm efeito de valor contrário em recompensas sociais líquidas. Os partidários de cada time, que têm o interesse comum, que o time preferido deles alcance sucesso, trabalham para este objetivo aclamando decisões favoráveis do árbitro e expressando descontentamento com as decisões desfavoráveis. Os julgamentos dos árbitros evocam a aprovação social dos torcedores do time favorecido e sanções sociais do time oposto. Espera-se que um árbitro que não é influenciado, quer dizer, que não deriva utilidade intrínseca de uma determinada partida e valoriza pagamentos sociais, pense nos custos e benefícios sociais do acontecimento esportivo.

Outro dado importante desta pesquisa foi perceber que o favoritismo do time da casa é mais forte quando a partida acontece em um estádio sem pista de atletismo ao seu redor, ou seja, quando a torcida fica fisicamente mais próxima do campo e do árbitro – nesse caso há uma intensidade da pressão social indiscutivelmente maior. Essa descoberta empresta suporte para a conjetura que forças sociais influenciam a decisão dos árbitros, seja por causa da pressão social da torcida, diretamente acionando o julgamento parcial da arbitragem, ou por um canal mais oblíquo, no qual, por exemplo, a torcida cria uma atmosfera que encoraja os jogadores no campo para exercer pressão sobre o árbitro. Portanto, times da casa que jogam em estádios com uma pista de atletismo são afetados de forma diferente do que os times que jogam em estádios sem uma pista ao redor do campo (Dohmen, 2008).

O árbitro acrescenta mais tempo na partida se o time da casa está perdendo (Dohmen, 2008). De forma interessante, torcedores têm incentivos muito mais fracos para influenciar o árbitro em partidas decididas na qual o último resultado da partida é improvável que mude durante o tempo de acréscimo. Analisando dados de duas temporadas da Primeira Liga de Futebol Espanhol, Garicano, Palacios-Huerta e Prendergast (2005) perceberam que os árbitros espanhóis favoreciam o time da casa prolongando o tempo da partida em quase 2 minutos quando o time da casa estava perdendo por um gol, quando comparado à situação na qual o time da casa está ganhando por um gol. Eles também investigaram se o tamanho da torcida e a proporção de frequência-capacidade fazia diferença e descobriram que o aumento no desvio padrão na frequência aumenta a parcialidade em cerca de 20%, enquanto uma proporção de frequência-capacidade mais alta reduz a tendência à parcialidade. Eles concluíram que incentivos não monetários, em particular a pressão social da multidão, provocam o tratamento preferencial.

Sutter e Kocher (2004) destacam que, como são os árbitros que decidem a quantidade de tempo extra a favor ou não do time da casa, não há nenhuma razão pela qual os árbitros deveriam acrescentar mais tempo extra quando o time da casa está perdendo por um gol depois dos primeiros 45 min, porque ainda há o segundo tempo a ser jogado. Em vez disso, os árbitros poderiam ficar tentados a acrescentar menos tempo extra se o time da casa estiver perdendo por um gol no primeiro tempo para evitar mais danos (o time visitante poderia marcar mais um gol) e dar ao time da casa a oportunidade de se reorganizar o mais rápido possível durante o intervalo.

Outra informação a ser destacada no estudo de Dohmen (2008) diz respeito à marcação de faltas. Este autor observou diferença estatisticamente significativa, que implica que times da casa tiveram mais gols marcados incorretamente ou discutíveis a seu favor, em relação aos times visitantes. Notavelmente, é menos provável que gols concedidos sejam corretamente marcados quando um time está perdendo, especialmente quando o time da casa está perdendo. É particularmente provável que o time da casa receba a marcação de gol com base em uma decisão errada ou discutível se estiver perdendo por um ou dois gols.

Os árbitros também parecem favorecer os times da casa em decisões de cobrança de pênalti. Os dados brutos revelam que uma fração menor de pênaltis para o time da casa é corretamente marcada (65,20% vs 72,57%). Diferenças observadas nas frequências de decisões injustas, corretas e discutíveis foram estatisticamente significativas. Novamente, a fração de decisões erradas ou discutíveis a favor do time da casa é maior quando o time da casa está perdendo. Porém, deve ser notado que os árbitros também tomam mais decisões discutíveis a favor do time visitante, quando o time visitante está perdendo por apenas um gol. Foi constatado que o time da casa recebe significativamente mais gols ilegítimos do que o time visitante. Também foi observado que é mais provável que os times visitantes tenham negados um gol ou uma cobrança de pênalti legítimos ou discutíveis, pois o time visitante teve um pênalti legítimo injustamente negado em 35,75% dos casos; mas com o time da casa isso só aconteceu em 29,59% dos casos. No caso de decisões a respeito de pênaltis discutíveis, a evidência do favoritismo do time da casa é ainda mais pronunciada: os times da casa têm 28,67% dos pênaltis discutíveis marcados, mas os times visitantes têm apenas 20,27%. Portanto, os dados indicaram que é significativamente mais provável que os times da casa recebam uma cobrança de pênalti quando esta deveria objetivamente ser marcada e quando uma marcação de pênalti é discutível. As estimativas também mostram que os árbitros tendem a marcar menos cobranças de pênalti discutíveis e injustificadas quando a torcida está separada do campo por uma pista de atletismo.

Outra diferença ocorre quando a análise envolve situações ambiguas, em que até mesmo a subsequente análise do vídeo não pôde determinar claramente se esta situação deve ser punida com penâlti. Nestas situações ambíguas, a equipe da casa teve frequentemente mais pênaltis marcados do que a equipe adversária (Dohmen, 2008). Esta é uma prova de que o árbitro, em situações ambíguas, não decide casualmente, mas contraditoriamente. No caso da vantagem da equipe da casa, poderiam os gritos da plateia ter estimulado o árbitro a realizar esta sinalização. Askins (1978) sustentou que durante o curso de qualquer competição há muitos incidentes que parecem ambíguos, até mesmo para os árbitros mais veteranos. Quando isto acontece, os árbitros fazem o que todos os humanos fazem, basicamente, em tal situação: eles buscam esclarecer a situação por qualquer meio disponível. A reação da torcida às vezes pode fornecer a dica que incita a decisão.

Dohmen (2008) afirma ter ficado evidenciado que os árbitros mais experientes tendem a ser menos parciais, o que sugere que os indivíduos podem aprender a resistir à pressão social.

Na ampla literatura sobre a vantagem do time da casa em esportes nos quais ocorre o enfretamento entre duas equipes, a pressão social exercida pela torcida mostrou ser de grande importância (Courneya e Carron, 1992; Nevill e Holder, 1999). Há dois canais principais pelos quais o fator torcida se torna efetivo. Primeiro, as torcidas podem estimular o time da casa a se desempenhar melhor. Embora a literatura não seja conclusiva nesse aspecto, um recente estudo realizado por Neave e Wolfson (2003) pôde unir a composição da torcida à reação fisiológica dos jogadores. Mais especificamente, eles mostram que os jogadores têm um nível de testosterona significativamente mais alto nos jogos realizados em casa do que quando jogam fora de casa, o que poderia ser causado por um desejo natural de defender seu próprio território. Em segundo lugar, o barulho criado pela torcida pode influenciar o árbitro para, subconscientemente, favorecer o time da casa. As torcidas liberam sua raiva em grande parte e bastante depressa nos árbitros por causa de decisões que não favorecem seu time (Sutter e Kocher, 2004).

Exames estatísticos de registros de jogo indicam que os times da casa ganham mais frequentemente que os times de fora; os times da casa recebem mais penalidades favoráveis e recebem menos cartões (Nevill et al., 1996). Por exemplo, em um estudo sobre o número de penalidades marcadas a favor dos times da casa nas ligas inglesas e escocesas, os resultados mostraram evidências claras de que os times da casa com grandes torcidas recebem mais penalidades a seu favor, enquanto os times de fora recebem mais penalidades contra, com mais jogadores sendo expulsos (Nevill et al., 1996).

Folkesson et al. (2002) mostraram que a concentração e o desempenho dos árbitros, particularmente dos mais jovens, foram influenciados pelas ameaças e agressões dos jogadores, dos treinadores e do público. Reforçando esta afirmação, McMahon e Ste-Marie (2002) mostraram que as decisões dos árbitros de rúgbi eram tomadas em função da experiência – e não tanto pela descoberta de infrações decorrentes de fatores que não estavam presentes na jogada, ou seja, de informações extracampo.

Coulomb-Cabagno et al. (2005) publicaram um estudo que teve como objetivo examinar a agressão exibida pelos jogadores e analisar as decisões dos árbitros sobre estes comportamentos como uma função do gênero dos jogadores no futebol francês. Foi percebido que os jogadores do sexo masculino praticaram atos agressivos mais violentos que os jogadores do sexo feminino. Não obstante, em relação ao número total de punições aos atos agressivos cometidos, os árbitros penalizaram mais as mulheres do que os homens. Estereótipos de gênero poderiam ser uma explicação pertinente para estes resultados, uma vez que o futebol geralmente é percebido como um esporte do tipo masculino, particularmente na França, e a agressão como uma característica tipicamente masculina, afirmam os autores.

No contexto desportivo, há também uma evidência crescente de que os homens são mais agressivos ou percebem a agressão como sendo mais legítima do que as mulheres o fazem (Conroy et al., 2001; Tucker e Parks, 2001). Este fato poderia justificar o porque das mulheres serem mais penalizadas por infrações às regras em faltas similares cometidas pelos homens durante uma partida de futebol.

Apesar da falta de consenso na definição do que é agressão no esporte, uma que é frequentemente aceita é o comportamento que transgride as regras da atividade considerada com a intenção de prejudicar ou ferir alguém (Tenenbaum et al., 1996). Os árbitros estão diretamente preocupados com a agressão porque eles são responsáveis por fazer com que as regras sejam cumpridas adequadamente, pois o risco de um jogador sofrer ferimento é cerca de 1.000 vezes maior do que o encontrado na maioria de outras profissões (Fuller et al., 2004).

Investigações de atos de agressão do espectador e observações de torcedores demonstram uma relação entre a agressão do torcedor e as atividades dos jogadores no campo. Smith (1983) sugerem que quando o desempenho dos jogadores no campo for percebido como violento, os espectadores e os partidários do esporte tendem a agir ambos violentamente durante e após a partida.

As regras do jogo instruem os árbitros em como eles deveriam responder quando jogadores, substitutos, substituídos ou oficiais de equipe se utilizam de um linguajar abusivo e/ou gestos no sentido de contrariar a sua decisão. Um estudo, que teve como objetivo verificar a relação da aplicação dos cartões amarelo e vermelho, frente a uma agressão verbal, levando em consideração o disposto no item que trata de faltas e incorreção do caderno de regras da FIFA, mostrou que somente 55,7% dos árbitros teriam tomado uma atitude correta relacionada à ofensa verbal ocorrida no transcurso de uma partida (Praschinger et al., 2011), apesar da literatura mostrar que o abuso verbal dos jogadores nos árbitros é percebido como uma das situações mais embaraçosas em um jogo (Kaissidis e Anshel, 1993). Em outras palavras, a regra 12 não estaria sendo cumprida em sua plenitude.

O estudo desenvolvido por Praschinger et al. (2011) demonstrou que os árbitros são inconsistentes em suas aplicações das regras em relação a ofensas verbais, vindas de dentro ou de fora do campo de jogo. A mesma palavra sendo dita para dois árbitros diferentes pode desencadear reações diferentes, embora as regras do jogo sejam idênticas em relação à situação de agressão verbal.

Entretanto, de um lado temos as regras do jogo, as quais os árbitros devem seguir, do outro lado, nós temos uma situação altamente complexa e dinâmica: uma partida de futebol. Os árbitros parecem resolver este dilema aplicando a “administração do jogo” (Praschinger et al., 2011). Eles balanceiam suas decisões através da sua sensibilidade a várias influências, por exemplo: tempo de jogo, nível de agressividade dos jogadores dentro da partida, tamanho da torcida presente no estádio, se a partida está sendo televisionada, se há policiamento no campo de jogo, os antecedentes do jogador etc. A administração do jogo parece ser um pré-requisito necessário para a aplicação das regras do jogo, apesar de, em algumas situações, contrariar o que esta escrito nas regras, sendo aplicada de maneira diferente em situações específicas durante uma partida.

Folkesson et al. (2002) examinaram as circunstâncias pertinentes a ameaças e agressão (físicas ou verbais) durante as partidas de futebol que foram vivenciadas por 107 árbitros da Associação de Futebol da Província de Värmland (região ocidental da Suécia). Foram identificadas três fontes de agressão: (1) jogadores de futebol, (2) técnicos/treinadores e (3) espectadores. A incidência de ameaças e agressão teve efeito na concentração, no desempenho e na motivação, inclusive nas preocupações antes da partida. Além disso, descobriu-se que os resultados foram afetados pela idade, pelo grau de experiência e pela orientação de vida dos árbitros. Percebeu-se que os árbitros mais jovens eram os mais sujeitos a ameaças e agressão. Com relação à motivação para arbitrar uma partida, este estudo concluiu que os árbitros com orientação geralmente pessimista experimentaram menos motivação, desempenho pior e maiores problemas para enfrentarem o comportamento agressivo dos torcedores, quando comparados com árbitros com orientação geralmente otimista.

Rainey (1994, 1995) examinou fontes de tensão entre 782 árbitros qualificados (certificados) de beisebol e de softboll. Foram revelados quatro fatores correlacionados: medo de fracasso, medo de dano físico, pressão do tempo e conflito interpessoal. O estudo sugeriu que esses fatores podem ser fontes comuns de tensão entre os árbitros e que há necessidade de se pesquisar as fontes de tensão em árbitros de outros jogos esportivos.

Andersson (1983) examinou os motivos que levam os árbitros de futebol a continuarem arbitrando partidas de futebol apesar de ser um trabalho aparentemente ingrato. Este estudo incluiu 36 árbitros de futebol da Associação da região de Göteborg, Suécia, para os quais foi pedido que respondessem perguntas organizadas na forma de um questionário. Os resultados indicaram que dois terços dos árbitros tiveram intenção de desistir do seu trabalho como árbitro. A razão mais comum para isto era que arbitrar ocupava muito de seu tempo e que eles tinham se cansado de toda a crítica que eles tiveram que aceitar no papel de árbitro. Geralmente, eles também percebiam as exigências feitas a eles como sendo irracionais. Vinte por cento dos respondentes (7 entre 36) tinham ficado tão chateados por causa das críticas que consideraram a possibilidade de renunciar ao trabalho. Vários árbitros (aproximadamente 30%) queriam que os jogadores e os treinadores recebessem uma formação melhor e ensinamentos a respeito das regras e regulamentos do jogo. A razão principal pela qual os árbitros continuaram arbitrando, apesar de tudo, foi o amor que tinham pelo jogo.

Em um estudo que examinou as razões dos árbitros de futebol e seus motivos para atuar como árbitro (Isberg, 1978); 80 árbitros de associação e de distrito participaram do estudo. Os resultados mostraram que a razão mais importante para se tornar um árbitro de futebol era manter o contato com o esporte depois de uma carreira ativa como um jogador de futebol. Um forte interesse pelo jogo também foi um fator crítico. O desejo contínuo de se tornar um árbitro melhor era um dos motivos para eles continuarem atuando como árbitros de futebol. Foram listadas oportunidades de contato humano e chances de melhoria na função de árbitro entre as experiências positivas deles. Entre as experiências negativas deles figurou o nível elevado de crítica gerada pela mídia e pelos técnicos.

Os resultados do estudo de Friman et al. (2004) descrevem as percepções de ameaças e agressões vivenciadas pelos árbitros. Apesar disto, e de certa forma surpreendentemente, muitos deles declararam que é divertido ser árbitro de futebol. Por exemplo, em comunidades pequenas o valor do sucesso é muito importante. Da mesma forma, uma decisão que não favorece o time da casa foi relacionada a reações emocionais fortes (irritação e agressão) entre o público que assiste ao jogo. Uma possível explicação para as ameaças e as agressões que os espectadores dirigiram ao árbitro pode ser por falta de conhecimento sobre as regras do jogo. Por exemplo, vários participantes validam a raiva que os jogadores, os técnicos e a torcida expressaram em situações quando eles não estavam completamente certos das regras ou da mais recente interpretação das regras (Friman et al., 2004). Segundo Mack (1980), pode-se garantir que menos de um porcento da população brasileira leu uma regra de futebol – e isto, sem dúvida nenhuma, dificulta a atuação do árbitro durante uma partida, tendo em vista os fatos mencionados anteriormente.

A atenção é um aspecto importante do comportamento do árbitro. Quando o árbitro não corre no campo como se espera que faça, os jogadores ficam obviamente aborrecidos. Se o árbitro frequentemente perder situações importantes, os jogadores eventualmente perderão a confiança no árbitro e começarão a agir agressivamente e ameaçadoramente.

Friman et al. (2004) afirmam que há esperança de que um treinamento mais extensivo de jogadores e técnicos sobre as regras e os regulamentos do jogo reduziriam as experiências negativas causadas por ameaças e agressões. Além disso, os resultados realçam a importância de se espaçar as partidas. Muitos jogos por semana parecem afetar a atenção dos árbitros.

Todos estes resultados apóiam a evidência de que atitudes tendenciosas podem estar presentes no processo de tomada de decisão dos árbitros. Este fato também é confirmado por outros estudos que incluíram variáveis como a cor dos uniformes, a reputação dos times ou as decisões anteriores dos árbitros. Assim, Frank e Gilovich (1988) indicaram que os árbitros de futebol e hóquei no gelo percebiam os jogadores com uniformes pretos como sendo mais agressivos. Por conseguinte, eles também tenderam a penalizar mais esses jogadores, talvez porque a cor preta seja associada com agressividade. Jones et al. (2002) estudaram o impacto da reputação agressiva de um time nas decisões tomadas por árbitros de futebol. Cinquenta incidentes, divididos entre cinco categorias – faltas manifestas cometidas pelo time; faltas ambíguas cometidas pelo time; faltas manifestas cometidas contra o time; faltas ambíguas cometidas contra o time. e nenhuma falta cometida –, foram mostrados a 38 árbitros, primeiro com informação explícita sobre reputação agressiva do time, depois sem qualquer informação a respeito da reputação do time. O último grupo apenas teve que julgar cada incidente em seu próprio mérito. Os resultados revelaram que a informação sobre a reputação agressiva do time afetou o número de cartões amarelos e vermelhos (a severidade da sanção), mas não o número total de decisões marcadas. O time com reputação agressiva foi penalizado mais severamente do que o outro time. Finalmente, Plessner e Betsch (2001) informaram que as decisões também podem ser influenciadas por decisões anteriores; era menos provável que os árbitros marcassem uma penalidade para um time se eles tivessem marcado uma penalidade para o mesmo time antes, e era mais provável que marcassem uma penalidade para um time se eles tivessem marcado para o outro time antes. Ou seja, uma vez que o árbitro concedeu um pênalti a uma equipe, ele supostamente muda seu critério de conceder pênalti ao mesmo time para um nível mais alto em situações subsequentes.

Na ótica de Buther (2000), o estado emocional influencia o comportamento de técnicos, atletas, torcedores, árbitro e assistentes durante o desenvolvimento de um jogo. Ninguém tem a noção exata da natureza, extensão e profundidade dos impactos dos fenômenos sociológicos e psicológicos sobre o comportamento dos indivíduos dentro dos estádios de futebol.

Os árbitros mais jovens estão mais expostos e são mais vulneráveis à ameaça e à agressão. Uma possível explicação para esta situação pode ser que os árbitros mais jovens tenham frequentemente menos experiência em arbitragem de partidas de futebol (Folkesson et al., 2002).

Poderia se especular que um tipo diferente de experiência seja relevante, alguma maneira de “experiência de vida” que permite que o árbitro mais velho apresente maior eficácia para desarmar as tendências à ameaça e à agressão em uma fase inicial. Outra explicação pode ser que os jogadores de futebol, os técnicos e o público podem perceber um árbitro mais velho como sendo mais merecedor de respeito que um árbitro mais jovem, i.e., sugerindo a existência de algum mecanismo “patriarcal” (Folkesson et al., 2002).

Por outro lado, o fator idade não parece influenciar a motivação e o desempenho dos árbitros. Ambos os árbitros com orientação pessimista e orientação otimista se sentiram expostos à ameaça e à agressão a um grau equivalente, mas os árbitros pessimistas sofreram mais com os efeitos. Os árbitros com orientação pessimista tiveram maiores problemas de motivação – e o seu desempenho tendeu a se deteriorar quando comparado com árbitro com orientação otimista. Além disso, os árbitros pessimistas tiveram maiores problemas para lidar com o comportamento agressivo dos espectadores. Parece ser o caso de que uma perspectiva de vida otimista pode afetar em grande parte a forma como a pessoa lida com as tensões e as exigências dos jogos esportivos fisicamente e psicologicamente (Folkesson et al., 2002).

Na Suíça existem duas comunidades, divididas em língua francesa e língua alemã (Messner e Schmid (2007). Estes autores desenvolveram um estudo com o intuito de verificar se uma equipe possui alguma vantagem quando se trata da mesma cultura do árbitro. Foram analisados 1.033 jogos do campeonato da primeira divisão de futebol suíço (masculino). Verificou-se que uma equipe tem vantagem quando se trata da mesma cultura do árbitro. O benefício foi evidente no número de vitórias, a quantidade de pontos ganhos, o número de cartões amarelos e o número de expulsões.

Outra característica especial do árbitro é o poder discricionário entre diferentes punições. No uso da advertência verbal ou do cartão amarelo ou do cartão vermelho é necessário o critério do árbitro. Contudo, espera-se que a equipe defensiva seja com mais frequência punida. Uma equipe visitante tem jogo defensivo mais do que uma equipe da casa. Por isso, espera-se que uma equipe visitante seja penalizada com mais frequência do que a equipe da casa (Courneya & Carron, 1992; Pollard, 2006). E, portanto, recebe a equipe da casa menor número de cartões amarelos e menos expulsões do que a equipe visitante (Sutter & Kocher, 2004).

A vantagem de uma equipe numa partida pela proximidadade cultural não é bem clara. Neste ponto a pesquisa difere de um estudo no futebol australiano. Mohr e Larsen (1998) encontraram maior número de jogos do campeonato australiano nos quais os tiros livres diretos eram favoraveis às equipes de regiões tradicionais do futebol australiano do que em comparação com as equipes das regiões em que o esporte foi introduzido mais tarde. Eles explicam este efeito pela condição social do árbitro, pois os árbitros provêm, na maioria das vezes, de áreas tradicionais.

Outros fatores podem influenciar na atenção concentrada, conforme análises resultantes dos estudos de Maughan e Leiper (2006), os quais relatam que houve interferência na performance em testes de função cognitiva quando o nível de desidratação alcançou 2% do peso corporal inicial. A desidratação dos árbitros durante a partida foi estudada no Brasil. No primeiro estudo constatou-se que a perda total de água corporal pelo árbitro durante a partida era equivalente a 2,05% do seu peso corporal (Da Silva e Fernández, 2003). Já, em outro estudo, foi constatado que a perda hídrica estimada do árbitro foi de 2,16% do peso corporal (Roman et al., 2004). Entretanto, estes dois estudos foram desenvolvidos na região sul do Brasil, mais especificamente no Paraná. Na literatura consta que a perda hídrica média do árbitro de futebol atuando no Estado de São Paulo é, de 3,20% do peso corporal (Da Silva et al., 2010).

As regras do jogo constituem a base de cada esporte. Os jogadores poderiam conhecê-las e os árbitros deveriam apenas supervisioná-las durante o jogo, pronunciar julgamentos com o intuito de apenas sancionar as ações permissivas. Contudo, uma vez que o árbitro sofre influência intra e extracampo, o que inclui jogadores, treinadores e torcida, ele deve apresentar um nível de tolerância para a condução de uma partida. A tarefa dos árbitros é de difícil execução, pelo fato de que cada decisão tomada não pode ser explicitada por escrito. Os árbitros devem controlar a partida, a qual inclui interações sociais e psicológicas (fatores como dinâmica de grupo e liderança) (Praschinger et al., 2011). Possivelmente, porque um jogo de futebol requer administração do jogo ao invés de uma simples aplicação das regras pelo árbitro.

Apesar da regra 5 estabelecer que o árbitro fará cumprir a regra do jogo durante uma partida de futebol, Mascarenhas et al. (2002) discutem que os árbitros aplicam certo tipo de administração do jogo. Isto significa que os árbitros em geral estão dispostos a aplicar as regras de jogo, mas durante uma partida eles têm de ser sensíveis para com a fluência do jogo. Isto os leva a situações nas quais não aplicam as regras de acordo com o propósito que estas indicam. Segundo Praschinger et al. (2011), os árbitros se consideram como os administradores do jogo, ao invés de se considerarem como administradores das regras do jogo.

Como foi possível observar nesta revisão, são inúmeros os fatores que podem interferir no momento da formulação da decisão de um árbitro de futebol no instante que ele tem que interferir na partida. Estas informações são importantíssimas para os profissionais que trabalham com psicologia do esporte, pois há necessidade de se desenvolver metodologias de trabalho para minimizar a influência destes fatores, para que as decisões dos árbitros sejam cada vez mais imparciais e, desta forma, se reduzindo a responsabilidade do árbitro no resultado da partida.

Durante este estudo, não foram abordados tema com corrupção, suborno, que envolve constantemente dirigentes de clubes e federações, membros de Comissão de Arbitragem, e árbitros de futebol. Estes temas são encontrados freqüência em jornais, revistas e telejornais. Como inúmeras vezes denunciado, a decisão de um árbitro de futebol pode também sofrer influencia de suborno, recomendações, e interesse de subir na carreira, já que os critérios para que um árbitro de futebol saia do nível regional para o nível internacional são obscuros, sendo constantemente denunciado que para este avanço na carreira alguns árbitros, conduzem uma partida de futebol de acordo com interesses pessoais ou de terceiros. Para uma melhor compreensão sobre o tema corrupção, suborno no meio futebolístico, recomendasse a leitura dos artigos intitulados “Árbitro de futebol e legislação esportiva aplicável” e “Ética no futebol: será possível?”.

*Professor do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, Paraná
**Prof. Universidade Federal de São Paulo, Programa de Pós-Graduação, Centro de Estudos em Medicina da Atividade Física e do Esporte – CEMAFE

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– Quando a Luta é pela Sobrevivência

Leio no Twitter do jornalista Jamil Chade:

DIRETO DA ONU: Situação na Síria é tão grave que mais de mil pessoas migram para o Iraque, país que também vive guerra há anos.

Já imaginou o estado de desespero do cidadão que considera o Iraque um lugar seguro para se viver? E ninguém toma providências…

– Até onde Confiar no Idesp?

Coisas incríveis que só acontece na Educação do Brasil: na realização do Saresp (prova que avalia o índice de desempenho dos alunos de ensino fundamental), 100% dos alunos tiraram nota 10!

Há 2 anos, a mesma escola tirava nota 2…

Como explicar tal evolução, sem passar pela cabeça a hipótese de fraude?

DESEMPENHO NOTA 10 PARA 100% DA TURMA É RARO

Por Marina Morena da Costa, do IG, extraído de: http://is.gd/fzZLiD

O fato de todos os 27 alunos do 5º ano do ensino fundamental da escola estadual Reverendo Augusto da Silva Dourado terem tirado nota máxima na prova de matemática do Saresp é visto como um caso raro por especialistas em educação. Nesta segunda-feira, o iG revelou que alunos da escola que tirou a nota mais alta no Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) afirmam ter tido ajuda de professores durante o Saresp, prova de português e matemática que avalia o desempenho dos estudantes e base para o cálculo do bônus dos docentes.

De acordo com o boletim da escola, que teve nota 9,3, a média de seus alunos foi 10 em matemática e 9,13 em português. Em 2010, a nota dos alunos da Reverendo Augusto da Silva Dourado havia atingido 6,94 em matemática, e 5,55 em português. No ano anterior, eram menores ainda, 2,13 em matemática e 4,53 em português. Nas últimas três avaliações, todos os estudantes da escola fizeram o Saresp, segundo os boletins.

Romualdo Luiz Portela de Oliveira, professor doutor do Departamento de Administração Escolar e Economia da Educação USP, avalia que é raro todos os estudantes de uma turma tirem a nota máxima em matemática, dada à heterogeneidade dos grupos. “Mas é possível”, pondera. Nenhuma outra unidade do Estado teve desempenho nota 10 em nenhuma das duas disciplinas.

A doutora e especialista em psicologia da educação Silvia Colello estranha o desempenho 100% em matemática, mas avalia que saltos no desempenho são possíveis, desde que a escola tenha passado por uma mudança estrutural. “Tecnicamente a possibilidade de crescimento existe, mas não acontece por milagre, depende de um investimento em toda a estrutura da escola, no projeto pedagógico e na relação com o professor”, destaca. A escola teve Idesp 3,21, em 2009, 6,07, em 2010, e saltou para 9,3, no ano seguinte.

Bônus

Como a bonificação dos professores e funcionários está ligada ao desempenho dos estudantes na rede estadual de São Paulo, a pressão por melhores resultados é grande. “Em função dessa supercobrança, abre-se a perspectiva para a fraude. Mas não dá para endossar uma denúncia sem apuração”, aponta Silvia.

O professor da Universidade Federal de Mina Gerais (UFMG) e um dos maiores especialistas em avaliações educacionais de larga escala do País, Francisco Soares, defende o destaque de escolas e projetos que conseguem garantir mais efetivamente os direitos dos alunos a uma educação de qualidade. “Mas isso não deve ser confundido com políticas de carreira e salarial”, salienta.

Soares foi um dos idealizadores de um programa de bônus da rede de ensino da Prefeitura de São Paulo, que leva em conta o nível socioeconômico dos alunos e também os resultados dos dois anos anteriores. “Ou seja, o aprendizado de alunos que trazem menos de casa é mais valorizado. O Idesp não tem estas duas características o que o fragiliza”, opina.

Para a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, o sistema de bonificação é falho por não considerar as diferentes condições de trabalho dos professores. “O bônus compra resultado. O professor sabe que vai sobrar para ele se a nota não for a esperada. E o contrário também acontece, alunos que não gostam do professor não respondem a prova”, avalia.

A reportagem tentou contato com a direção da escola, mas não obteve sucesso.

Investigação

A Secretaria Estadual de Educação disse na última segunda-feira, após a publicação das denúncias, que pedirá esclarecimentos à Fundação Vunesp, responsável pela aplicação do Saresp. Mesmo avisada sobre os depoimentos de pais e alunos, a pasta afirma que, de acordo com os seus registros, professores de outras escolas aplicaram o Saresp na Reverendo Augusto da Silva Dourado. Pode haver punição administrativa e penal.

O Ministério Público Estadual de São Paulo em Sorocaba decidiu investigar o caso na última terça-feira, após tomar conhecimento das denúncias pela reportagem do iG.

– O Antiteísmo Alavanca

Cresce cada vez mais pessoas que buscam provar a inexistência de Deus. Diferente de um ateu (que não crê), o antiteísta é aquele que busca aniquilar a crença num Criador.

Depois do biólogo Richard Dawkins e do físico Stephen Hawking, surge outra estrela intelectual nessa mesma linhagem: o cosmologista Lawrence Krauss.

À Época (Ed 09/04/2012, por Peter Moon), disse que:

Os religiosos dizem que Deus criou o Universo. Isso é preguiça intelectual

É a militância dos ateus crescendo no século XXI. Se não crê, respeite quem tem fé!

– EUA pagam Gasolina 50% mais barato do que no Brasil

O que pensar sobre isso? O galão de gasolina custa 50% mais caro no Brasil, se comparado com o preço dos EUA. Sem dizer que o salário médio de um americano é maior que o do brasileiro

Extraído de: http://www.dci.com.br/gasolina-no-brasil-custa-mais-caro-do-que-nos-eua-id288148.html

GASOLINA NO BRASIL CUSTA MAIS CARO DO QUE NOS EUA

Os consumidores brasileiros pagam mais caro pela gasolina do que os dos Estados Unidos. Segundo o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, o preço no Brasil é 50% mais caro, uma vez que o preço do galão, com 3,8 litros, custa em torno de US$ 4 nos Estados Unidos e no Brasil chega a US$ 6.

No Relatório de Inflação, divulgado hoje pelo BC, a instituição manteve a previsão de que não haverá reajuste no preço da gasolina no país este ano. Também foi mantida a previsão de reajuste zero para o botijão de gás.

As projeções para as tarifas de telefonia fixa e de eletricidade, este ano, foram mantidas em 1,5% e 2,3%, respectivamente. Para os preços administrados, foi mantida a previsão de 4%.

– Empresas que Decepcionam

Já teve a experiência desagradável de descobrir que sua empresa descontava o FGTS de seu holerit, mas não o recolhia?

Aliás, você confere os depósitos realizados no FGTS e INSS?

Vale a pena verificar junto ao site do Ministério da Previdência (para isso, tenha o PIS a mão).

Pior do que tudo isso, é saber que depois de 3 meses, a empresa não paga o proporcional do seu salário trabalhado quando você pede demissão. Imagine o sufoco que é para o funcionário que é demitido!

– O que Influencia um Árbitro na Tomada de Decisão?

 

Vejam só: estupendo trabalho de pesquisa, publicado pelo ótimo site da Universidade do Futebol (citação abaixo), mostra: numa partida de futebol, o árbitro é influenciado por:

 

1) Presença de barulho da multidão condicionando a marcação de infrações (um árbitro inexperiente deixa de marcar faltas do time da casa, mas continua marcando as do time visitante).

 

2) desvantagem do time anfitrião no marcador (a intimidação à agressão levaria um árbitro a ser mais caseiro),

 

3) tempo de acréscimo (menor ou maior conforme o controle do árbitro na partida) e

 

4) pagamentos sociais, que têm relação direta com a atuação (o reconhecimento à sua atuação, valorização da carreira e do nome).

 

Além disso, há outras explicações sobre motivação e desmotivação da carreira.

 

Abaixo, extraído da Universidade do Futebol, em: http://is.gd/ZMc7Y1

 

Importante: o trabalho não levou em conta Influência de Dirigentes / Clubes / Federações.

 

E você, o que acha dos dados acima e das explicações que estão abaixo?

 

FATORES QUE PODEM INTERFERIR NA TOMADA DE DECISÃO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

Por Alberto Inácio da Silva* e Mario Cesar Oliveira**

Os árbitros de futebol são preparados para interpretar as regras do futebol de forma imparcial durante uma partida. Porém, eles podem mostrar um poder discricionário considerável, em particular ao acrescentar tempo extra, marcar penalidades, usar os cartões amarelos ou vermelhos e decidir os tiros livres ou impedimentos. Como consequência, os árbitros têm uma influência muito importante no resultado final de uma partida de futebol.

Vários estudos publicados em revistas científicas demonstraram uma gama de fatores que podem interferir na toma de decisão do árbitro no transcorrer de uma partida. Portanto, o objetivo deste trabalho foi fazer um levantamento destes estudos e apresentar de forma resumida suas conclusões.

Recentemente o técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo comentou em várias emissoras de televisão que ele havia observado e tinha gravado em uma fita de vídeo uma partida de futebol sem a presença de torcedores. Nesta partida o árbitro apresentou menos cartões e várias faltas sinalizadas pelos árbitros quando o estádio esta cheio de torcedores lá não foram marcadas. Ou seja, na prática ele observou que o comportamento do árbitro durante uma partida sem torcida era totalmente diferente do seu comportamento quando o estádio estava tomado por uma multidão. Esta observação foi objeto de alguns estudos.

A presença do barulho da multidão tem efeito dramático nas decisões tomadas pelos árbitros. Nevill et al. (2002) forneceram evidência experimental de que os árbitros de futebol são afetados pelo barulho da torcida. Eles mostraram algumas disputas de bola ocorridas em jogos da Primeira Liga Inglesa, gravadas em vídeo, para dois grupos de árbitros qualificados que tiveram que decidir se marcariam ou não uma falta. Um grupo assistiu o videoteipe sem o barulho da torcida, enquanto o outro grupo ouviu o barulho. Aqueles que enfrentavam os desafios com o barulho da multidão de fundo ficavam mais inseguros no momento de tomar a decisão e marcaram significativamente menos faltas (15,5%) contra o time da casa, quando comparado com os que assistiram em silêncio. É notável que as decisões tomadas pelo grupo de árbitros que ouviu o barulho estejam significativamente mais de acordo com as decisões tomadas pelo árbitro original da partida do que as decisões tomadas pelo grupo que assistiu as entradas silenciosamente.

Com respeito a um julgamento tendencioso em potencial na tomada de decisão, o árbitro pode colocar importância igual na informação audível da torcida e na informação visual, levando a desequilíbrio de decisões a favor do time da casa. Pesquisas anteriores sugerem que a experiência pode ajudar a reduzir potencialmente efeitos negativos de estresse no desempenho (Janelle et al., 1999; Williams e Elliott, 1999). Árbitros experientes provavelmente teriam maior controle sobre suas emoções (Hardy et al., 1996) e bases de conhecimento de tarefa específica ampliadas que facilitam a tomada de decisão com habilidade em ambientes com alto nível de estresse (Williams et al., 1999).

De forma interessante, o estudo de Nevill et al. (2002) indicou que o efeito dominante do barulho da torcida era para reduzir significativamente o número de infrações marcadas contra o time da casa, em lugar de aumentar o número de infrações contra o time visitante.

Dado que fazer uma marcação ruim e o barulho da torcida elevarão os níveis de tensão nos árbitros do grupo exposto ao barulho, de modo semelhante ao do árbitro da partida (fontes de tensão percebidas como difíceis de controlar), a estratégia para lidar com isso é provavelmente evitá-la. Como é provável que a torcida deixe claro que eles sentem que a decisão foi ‘errada’, evitar isso poderia ser interpretado como simplesmente não tomar a decisão impopular para penalizar o time da casa ao avaliar os desafios menos claros ou contenciosos. Sempre que um jogador da casa comete uma infração, a reação da torcida é capaz de ativar uma tensão potente de fazer marcação ruim, assim aumentando o nível de incerteza ou indecisão dos árbitros, resultando em nenhuma decisão (evitar) e menos infrações contra o time de casa (Nevill et al., 2002).

Observa-se constantemente na imprensa algumas pessoas palpitando que seria prudente interromper o jogo em determinados lances para que uma equipe decidisse o lance. Desta forma, seria prudente que, se os corpos administrativos, como a Fédération Internationale de Football Association (FIFA), considerarem empregar o replay do vídeo para ajudar os árbitros em campo, fosse empregado mais de um árbitro para ajudar a julgar tais replays contenciosos e, mais importante: os árbitros deveriam julgar em uma cabine à prova de som, evitando a influência da torcida.

Nos estudos apresentados acima, houve um desequilíbrio significativo nas decisões tomadas, por árbitros experientes, com e sem barulho da torcida, demonstrando que árbitros mais experientes são menos afetados pelas vaias da torcida. Os anos de experiência tiveram efeito significativo no número de infrações marcadas pelos árbitros contra os jogadores do time da casa, aumentando com os anos de experiência até um pico aos 16 anos de experiência (aproximadamente) e, depois disso, foi observado um declínio (Nevill et al., 2002). O outro efeito principal da experiência do árbitro foi aumentar significativamente o número de decisões incertas pelos árbitros experientes, ou seja, mais velhos.

Dohmen (2008) afirma que sociólogos e psicólogos sociais reconhecem que as decisões dos indivíduos não só são governadas pelos pagamentos materiais (dinheiro), mas também por pagamentos sociais (reconhecimento) não-materiais que surgem no ambiente social dos tomadores de decisão; por exemplo, na forma de aprovação social ou de sanções sociais. Este tipo de pressão social pode fazer com que os árbitros tomem decisões que acomodem as preferências de um grupo social (torcida) até mesmo se eles não estiverem de acordo com os próprios interesses do tomador de decisões (árbitro). Dohmen (2008) se refere a este ponto de vista como a “hipótese da pressão social”.

Em uma partida de futebol, é de interesse particular do árbitro ser imparcial, enquanto os torcedores querem o sucesso de seu time e, portanto, deveriam ter interesse em trabalhar por um objetivo comum, entretanto contestam as decisões do árbitro que não favorecem seu time e aprovando somente as decisões favoráveis, em uma atitude totalmente parcial e irracional.

Dohmen (2008) desenvolveu estudo que forneceu evidência complementar do comportamento tendencioso do árbitro com base nos dados de 3.519 jogos da Primeira Bundesliga (Campeonato Alemão), que apóia a visão de que o ambiente social pode afetar as decisões do árbitro. A análise empírica que confirma que árbitros profissionais que são designados e pagos pela Associação de Futebol Alemão (DFB) e de quem se espera que sejam imparciais, na realidade sistematicamente favorecem o time da casa. O favoritismo é manifestado no tempo de acréscimo, marcação de gols e cobranças de pênalti. Os dados também forneceram evidências de que características da torcida, tais como a composição da torcida e a distância do campo de futebol que esta se posiciona, prejudicam as decisões dos árbitros, de forma que é consistente com a hipótese de pressão social; quer dizer, que as forças sociais influenciam o comportamento do árbitro.

Dohmen (2008) relata que a extensão do comportamento tendencioso depende da composição da torcida: a parcialidade da casa tende a ser menor quando mais partidários do time visitante assistem à partida. Isto é consistente com a ideia de que a aprovação social e as sanções sociais têm efeito de valor contrário em recompensas sociais líquidas. Os partidários de cada time, que têm o interesse comum, que o time preferido deles alcance sucesso, trabalham para este objetivo aclamando decisões favoráveis do árbitro e expressando descontentamento com as decisões desfavoráveis. Os julgamentos dos árbitros evocam a aprovação social dos torcedores do time favorecido e sanções sociais do time oposto. Espera-se que um árbitro que não é influenciado, quer dizer, que não deriva utilidade intrínseca de uma determinada partida e valoriza pagamentos sociais, pense nos custos e benefícios sociais do acontecimento esportivo.

Outro dado importante desta pesquisa foi perceber que o favoritismo do time da casa é mais forte quando a partida acontece em um estádio sem pista de atletismo ao seu redor, ou seja, quando a torcida fica fisicamente mais próxima do campo e do árbitro – nesse caso há uma intensidade da pressão social indiscutivelmente maior. Essa descoberta empresta suporte para a conjetura que forças sociais influenciam a decisão dos árbitros, seja por causa da pressão social da torcida, diretamente acionando o julgamento parcial da arbitragem, ou por um canal mais oblíquo, no qual, por exemplo, a torcida cria uma atmosfera que encoraja os jogadores no campo para exercer pressão sobre o árbitro. Portanto, times da casa que jogam em estádios com uma pista de atletismo são afetados de forma diferente do que os times que jogam em estádios sem uma pista ao redor do campo (Dohmen, 2008).

O árbitro acrescenta mais tempo na partida se o time da casa está perdendo (Dohmen, 2008). De forma interessante, torcedores têm incentivos muito mais fracos para influenciar o árbitro em partidas decididas na qual o último resultado da partida é improvável que mude durante o tempo de acréscimo. Analisando dados de duas temporadas da Primeira Liga de Futebol Espanhol, Garicano, Palacios-Huerta e Prendergast (2005) perceberam que os árbitros espanhóis favoreciam o time da casa prolongando o tempo da partida em quase 2 minutos quando o time da casa estava perdendo por um gol, quando comparado à situação na qual o time da casa está ganhando por um gol. Eles também investigaram se o tamanho da torcida e a proporção de frequência-capacidade fazia diferença e descobriram que o aumento no desvio padrão na frequência aumenta a parcialidade em cerca de 20%, enquanto uma proporção de frequência-capacidade mais alta reduz a tendência à parcialidade. Eles concluíram que incentivos não monetários, em particular a pressão social da multidão, provocam o tratamento preferencial.

Sutter e Kocher (2004) destacam que, como são os árbitros que decidem a quantidade de tempo extra a favor ou não do time da casa, não há nenhuma razão pela qual os árbitros deveriam acrescentar mais tempo extra quando o time da casa está perdendo por um gol depois dos primeiros 45 min, porque ainda há o segundo tempo a ser jogado. Em vez disso, os árbitros poderiam ficar tentados a acrescentar menos tempo extra se o time da casa estiver perdendo por um gol no primeiro tempo para evitar mais danos (o time visitante poderia marcar mais um gol) e dar ao time da casa a oportunidade de se reorganizar o mais rápido possível durante o intervalo.

Outra informação a ser destacada no estudo de Dohmen (2008) diz respeito à marcação de faltas. Este autor observou diferença estatisticamente significativa, que implica que times da casa tiveram mais gols marcados incorretamente ou discutíveis a seu favor, em relação aos times visitantes. Notavelmente, é menos provável que gols concedidos sejam corretamente marcados quando um time está perdendo, especialmente quando o time da casa está perdendo. É particularmente provável que o time da casa receba a marcação de gol com base em uma decisão errada ou discutível se estiver perdendo por um ou dois gols.

Os árbitros também parecem favorecer os times da casa em decisões de cobrança de pênalti. Os dados brutos revelam que uma fração menor de pênaltis para o time da casa é corretamente marcada (65,20% vs 72,57%). Diferenças observadas nas frequências de decisões injustas, corretas e discutíveis foram estatisticamente significativas. Novamente, a fração de decisões erradas ou discutíveis a favor do time da casa é maior quando o time da casa está perdendo. Porém, deve ser notado que os árbitros também tomam mais decisões discutíveis a favor do time visitante, quando o time visitante está perdendo por apenas um gol. Foi constatado que o time da casa recebe significativamente mais gols ilegítimos do que o time visitante. Também foi observado que é mais provável que os times visitantes tenham negados um gol ou uma cobrança de pênalti legítimos ou discutíveis, pois o time visitante teve um pênalti legítimo injustamente negado em 35,75% dos casos; mas com o time da casa isso só aconteceu em 29,59% dos casos. No caso de decisões a respeito de pênaltis discutíveis, a evidência do favoritismo do time da casa é ainda mais pronunciada: os times da casa têm 28,67% dos pênaltis discutíveis marcados, mas os times visitantes têm apenas 20,27%. Portanto, os dados indicaram que é significativamente mais provável que os times da casa recebam uma cobrança de pênalti quando esta deveria objetivamente ser marcada e quando uma marcação de pênalti é discutível. As estimativas também mostram que os árbitros tendem a marcar menos cobranças de pênalti discutíveis e injustificadas quando a torcida está separada do campo por uma pista de atletismo.

Outra diferença ocorre quando a análise envolve situações ambiguas, em que até mesmo a subsequente análise do vídeo não pôde determinar claramente se esta situação deve ser punida com penâlti. Nestas situações ambíguas, a equipe da casa teve frequentemente mais pênaltis marcados do que a equipe adversária (Dohmen, 2008). Esta é uma prova de que o árbitro, em situações ambíguas, não decide casualmente, mas contraditoriamente. No caso da vantagem da equipe da casa, poderiam os gritos da plateia ter estimulado o árbitro a realizar esta sinalização. Askins (1978) sustentou que durante o curso de qualquer competição há muitos incidentes que parecem ambíguos, até mesmo para os árbitros mais veteranos. Quando isto acontece, os árbitros fazem o que todos os humanos fazem, basicamente, em tal situação: eles buscam esclarecer a situação por qualquer meio disponível. A reação da torcida às vezes pode fornecer a dica que incita a decisão.

Dohmen (2008) afirma ter ficado evidenciado que os árbitros mais experientes tendem a ser menos parciais, o que sugere que os indivíduos podem aprender a resistir à pressão social.

Na ampla literatura sobre a vantagem do time da casa em esportes nos quais ocorre o enfretamento entre duas equipes, a pressão social exercida pela torcida mostrou ser de grande importância (Courneya e Carron, 1992; Nevill e Holder, 1999). Há dois canais principais pelos quais o fator torcida se torna efetivo. Primeiro, as torcidas podem estimular o time da casa a se desempenhar melhor. Embora a literatura não seja conclusiva nesse aspecto, um recente estudo realizado por Neave e Wolfson (2003) pôde unir a composição da torcida à reação fisiológica dos jogadores. Mais especificamente, eles mostram que os jogadores têm um nível de testosterona significativamente mais alto nos jogos realizados em casa do que quando jogam fora de casa, o que poderia ser causado por um desejo natural de defender seu próprio território. Em segundo lugar, o barulho criado pela torcida pode influenciar o árbitro para, subconscientemente, favorecer o time da casa. As torcidas liberam sua raiva em grande parte e bastante depressa nos árbitros por causa de decisões que não favorecem seu time (Sutter e Kocher, 2004).

Exames estatísticos de registros de jogo indicam que os times da casa ganham mais frequentemente que os times de fora; os times da casa recebem mais penalidades favoráveis e recebem menos cartões (Nevill et al., 1996). Por exemplo, em um estudo sobre o número de penalidades marcadas a favor dos times da casa nas ligas inglesas e escocesas, os resultados mostraram evidências claras de que os times da casa com grandes torcidas recebem mais penalidades a seu favor, enquanto os times de fora recebem mais penalidades contra, com mais jogadores sendo expulsos (Nevill et al., 1996).

Folkesson et al. (2002) mostraram que a concentração e o desempenho dos árbitros, particularmente dos mais jovens, foram influenciados pelas ameaças e agressões dos jogadores, dos treinadores e do público. Reforçando esta afirmação, McMahon e Ste-Marie (2002) mostraram que as decisões dos árbitros de rúgbi eram tomadas em função da experiência – e não tanto pela descoberta de infrações decorrentes de fatores que não estavam presentes na jogada, ou seja, de informações extracampo.

Coulomb-Cabagno et al. (2005) publicaram um estudo que teve como objetivo examinar a agressão exibida pelos jogadores e analisar as decisões dos árbitros sobre estes comportamentos como uma função do gênero dos jogadores no futebol francês. Foi percebido que os jogadores do sexo masculino praticaram atos agressivos mais violentos que os jogadores do sexo feminino. Não obstante, em relação ao número total de punições aos atos agressivos cometidos, os árbitros penalizaram mais as mulheres do que os homens. Estereótipos de gênero poderiam ser uma explicação pertinente para estes resultados, uma vez que o futebol geralmente é percebido como um esporte do tipo masculino, particularmente na França, e a agressão como uma característica tipicamente masculina, afirmam os autores.

No contexto desportivo, há também uma evidência crescente de que os homens são mais agressivos ou percebem a agressão como sendo mais legítima do que as mulheres o fazem (Conroy et al., 2001; Tucker e Parks, 2001). Este fato poderia justificar o porque das mulheres serem mais penalizadas por infrações às regras em faltas similares cometidas pelos homens durante uma partida de futebol.

Apesar da falta de consenso na definição do que é agressão no esporte, uma que é frequentemente aceita é o comportamento que transgride as regras da atividade considerada com a intenção de prejudicar ou ferir alguém (Tenenbaum et al., 1996). Os árbitros estão diretamente preocupados com a agressão porque eles são responsáveis por fazer com que as regras sejam cumpridas adequadamente, pois o risco de um jogador sofrer ferimento é cerca de 1.000 vezes maior do que o encontrado na maioria de outras profissões (Fuller et al., 2004).

Investigações de atos de agressão do espectador e observações de torcedores demonstram uma relação entre a agressão do torcedor e as atividades dos jogadores no campo. Smith (1983) sugerem que quando o desempenho dos jogadores no campo for percebido como violento, os espectadores e os partidários do esporte tendem a agir ambos violentamente durante e após a partida.

As regras do jogo instruem os árbitros em como eles deveriam responder quando jogadores, substitutos, substituídos ou oficiais de equipe se utilizam de um linguajar abusivo e/ou gestos no sentido de contrariar a sua decisão. Um estudo, que teve como objetivo verificar a relação da aplicação dos cartões amarelo e vermelho, frente a uma agressão verbal, levando em consideração o disposto no item que trata de faltas e incorreção do caderno de regras da FIFA, mostrou que somente 55,7% dos árbitros teriam tomado uma atitude correta relacionada à ofensa verbal ocorrida no transcurso de uma partida (Praschinger et al., 2011), apesar da literatura mostrar que o abuso verbal dos jogadores nos árbitros é percebido como uma das situações mais embaraçosas em um jogo (Kaissidis e Anshel, 1993). Em outras palavras, a regra 12 não estaria sendo cumprida em sua plenitude.

O estudo desenvolvido por Praschinger et al. (2011) demonstrou que os árbitros são inconsistentes em suas aplicações das regras em relação a ofensas verbais, vindas de dentro ou de fora do campo de jogo. A mesma palavra sendo dita para dois árbitros diferentes pode desencadear reações diferentes, embora as regras do jogo sejam idênticas em relação à situação de agressão verbal.

Entretanto, de um lado temos as regras do jogo, as quais os árbitros devem seguir, do outro lado, nós temos uma situação altamente complexa e dinâmica: uma partida de futebol. Os árbitros parecem resolver este dilema aplicando a “administração do jogo” (Praschinger et al., 2011). Eles balanceiam suas decisões através da sua sensibilidade a várias influências, por exemplo: tempo de jogo, nível de agressividade dos jogadores dentro da partida, tamanho da torcida presente no estádio, se a partida está sendo televisionada, se há policiamento no campo de jogo, os antecedentes do jogador etc. A administração do jogo parece ser um pré-requisito necessário para a aplicação das regras do jogo, apesar de, em algumas situações, contrariar o que esta escrito nas regras, sendo aplicada de maneira diferente em situações específicas durante uma partida.

Folkesson et al. (2002) examinaram as circunstâncias pertinentes a ameaças e agressão (físicas ou verbais) durante as partidas de futebol que foram vivenciadas por 107 árbitros da Associação de Futebol da Província de Värmland (região ocidental da Suécia). Foram identificadas três fontes de agressão: (1) jogadores de futebol, (2) técnicos/treinadores e (3) espectadores. A incidência de ameaças e agressão teve efeito na concentração, no desempenho e na motivação, inclusive nas preocupações antes da partida. Além disso, descobriu-se que os resultados foram afetados pela idade, pelo grau de experiência e pela orientação de vida dos árbitros. Percebeu-se que os árbitros mais jovens eram os mais sujeitos a ameaças e agressão. Com relação à motivação para arbitrar uma partida, este estudo concluiu que os árbitros com orientação geralmente pessimista experimentaram menos motivação, desempenho pior e maiores problemas para enfrentarem o comportamento agressivo dos torcedores, quando comparados com árbitros com orientação geralmente otimista.

Rainey (1994, 1995) examinou fontes de tensão entre 782 árbitros qualificados (certificados) de beisebol e de softboll. Foram revelados quatro fatores correlacionados: medo de fracasso, medo de dano físico, pressão do tempo e conflito interpessoal. O estudo sugeriu que esses fatores podem ser fontes comuns de tensão entre os árbitros e que há necessidade de se pesquisar as fontes de tensão em árbitros de outros jogos esportivos.

Andersson (1983) examinou os motivos que levam os árbitros de futebol a continuarem arbitrando partidas de futebol apesar de ser um trabalho aparentemente ingrato. Este estudo incluiu 36 árbitros de futebol da Associação da região de Göteborg, Suécia, para os quais foi pedido que respondessem perguntas organizadas na forma de um questionário. Os resultados indicaram que dois terços dos árbitros tiveram intenção de desistir do seu trabalho como árbitro. A razão mais comum para isto era que arbitrar ocupava muito de seu tempo e que eles tinham se cansado de toda a crítica que eles tiveram que aceitar no papel de árbitro. Geralmente, eles também percebiam as exigências feitas a eles como sendo irracionais. Vinte por cento dos respondentes (7 entre 36) tinham ficado tão chateados por causa das críticas que consideraram a possibilidade de renunciar ao trabalho. Vários árbitros (aproximadamente 30%) queriam que os jogadores e os treinadores recebessem uma formação melhor e ensinamentos a respeito das regras e regulamentos do jogo. A razão principal pela qual os árbitros continuaram arbitrando, apesar de tudo, foi o amor que tinham pelo jogo.

Em um estudo que examinou as razões dos árbitros de futebol e seus motivos para atuar como árbitro (Isberg, 1978); 80 árbitros de associação e de distrito participaram do estudo. Os resultados mostraram que a razão mais importante para se tornar um árbitro de futebol era manter o contato com o esporte depois de uma carreira ativa como um jogador de futebol. Um forte interesse pelo jogo também foi um fator crítico. O desejo contínuo de se tornar um árbitro melhor era um dos motivos para eles continuarem atuando como árbitros de futebol. Foram listadas oportunidades de contato humano e chances de melhoria na função de árbitro entre as experiências positivas deles. Entre as experiências negativas deles figurou o nível elevado de crítica gerada pela mídia e pelos técnicos.

Os resultados do estudo de Friman et al. (2004) descrevem as percepções de ameaças e agressões vivenciadas pelos árbitros. Apesar disto, e de certa forma surpreendentemente, muitos deles declararam que é divertido ser árbitro de futebol. Por exemplo, em comunidades pequenas o valor do sucesso é muito importante. Da mesma forma, uma decisão que não favorece o time da casa foi relacionada a reações emocionais fortes (irritação e agressão) entre o público que assiste ao jogo. Uma possível explicação para as ameaças e as agressões que os espectadores dirigiram ao árbitro pode ser por falta de conhecimento sobre as regras do jogo. Por exemplo, vários participantes validam a raiva que os jogadores, os técnicos e a torcida expressaram em situações quando eles não estavam completamente certos das regras ou da mais recente interpretação das regras (Friman et al., 2004). Segundo Mack (1980), pode-se garantir que menos de um porcento da população brasileira leu uma regra de futebol – e isto, sem dúvida nenhuma, dificulta a atuação do árbitro durante uma partida, tendo em vista os fatos mencionados anteriormente.

A atenção é um aspecto importante do comportamento do árbitro. Quando o árbitro não corre no campo como se espera que faça, os jogadores ficam obviamente aborrecidos. Se o árbitro frequentemente perder situações importantes, os jogadores eventualmente perderão a confiança no árbitro e começarão a agir agressivamente e ameaçadoramente.

Friman et al. (2004) afirmam que há esperança de que um treinamento mais extensivo de jogadores e técnicos sobre as regras e os regulamentos do jogo reduziriam as experiências negativas causadas por ameaças e agressões. Além disso, os resultados realçam a importância de se espaçar as partidas. Muitos jogos por semana parecem afetar a atenção dos árbitros.

Todos estes resultados apóiam a evidência de que atitudes tendenciosas podem estar presentes no processo de tomada de decisão dos árbitros. Este fato também é confirmado por outros estudos que incluíram variáveis como a cor dos uniformes, a reputação dos times ou as decisões anteriores dos árbitros. Assim, Frank e Gilovich (1988) indicaram que os árbitros de futebol e hóquei no gelo percebiam os jogadores com uniformes pretos como sendo mais agressivos. Por conseguinte, eles também tenderam a penalizar mais esses jogadores, talvez porque a cor preta seja associada com agressividade. Jones et al. (2002) estudaram o impacto da reputação agressiva de um time nas decisões tomadas por árbitros de futebol. Cinquenta incidentes, divididos entre cinco categorias – faltas manifestas cometidas pelo time; faltas ambíguas cometidas pelo time; faltas manifestas cometidas contra o time; faltas ambíguas cometidas contra o time. e nenhuma falta cometida –, foram mostrados a 38 árbitros, primeiro com informação explícita sobre reputação agressiva do time, depois sem qualquer informação a respeito da reputação do time. O último grupo apenas teve que julgar cada incidente em seu próprio mérito. Os resultados revelaram que a informação sobre a reputação agressiva do time afetou o número de cartões amarelos e vermelhos (a severidade da sanção), mas não o número total de decisões marcadas. O time com reputação agressiva foi penalizado mais severamente do que o outro time. Finalmente, Plessner e Betsch (2001) informaram que as decisões também podem ser influenciadas por decisões anteriores; era menos provável que os árbitros marcassem uma penalidade para um time se eles tivessem marcado uma penalidade para o mesmo time antes, e era mais provável que marcassem uma penalidade para um time se eles tivessem marcado para o outro time antes. Ou seja, uma vez que o árbitro concedeu um pênalti a uma equipe, ele supostamente muda seu critério de conceder pênalti ao mesmo time para um nível mais alto em situações subsequentes.

Na ótica de Buther (2000), o estado emocional influencia o comportamento de técnicos, atletas, torcedores, árbitro e assistentes durante o desenvolvimento de um jogo. Ninguém tem a noção exata da natureza, extensão e profundidade dos impactos dos fenômenos sociológicos e psicológicos sobre o comportamento dos indivíduos dentro dos estádios de futebol.

Os árbitros mais jovens estão mais expostos e são mais vulneráveis à ameaça e à agressão. Uma possível explicação para esta situação pode ser que os árbitros mais jovens tenham frequentemente menos experiência em arbitragem de partidas de futebol (Folkesson et al., 2002).

Poderia se especular que um tipo diferente de experiência seja relevante, alguma maneira de “experiência de vida” que permite que o árbitro mais velho apresente maior eficácia para desarmar as tendências à ameaça e à agressão em uma fase inicial. Outra explicação pode ser que os jogadores de futebol, os técnicos e o público podem perceber um árbitro mais velho como sendo mais merecedor de respeito que um árbitro mais jovem, i.e., sugerindo a existência de algum mecanismo “patriarcal” (Folkesson et al., 2002).

Por outro lado, o fator idade não parece influenciar a motivação e o desempenho dos árbitros. Ambos os árbitros com orientação pessimista e orientação otimista se sentiram expostos à ameaça e à agressão a um grau equivalente, mas os árbitros pessimistas sofreram mais com os efeitos. Os árbitros com orientação pessimista tiveram maiores problemas de motivação – e o seu desempenho tendeu a se deteriorar quando comparado com árbitro com orientação otimista. Além disso, os árbitros pessimistas tiveram maiores problemas para lidar com o comportamento agressivo dos espectadores. Parece ser o caso de que uma perspectiva de vida otimista pode afetar em grande parte a forma como a pessoa lida com as tensões e as exigências dos jogos esportivos fisicamente e psicologicamente (Folkesson et al., 2002).

Na Suíça existem duas comunidades, divididas em língua francesa e língua alemã (Messner e Schmid (2007). Estes autores desenvolveram um estudo com o intuito de verificar se uma equipe possui alguma vantagem quando se trata da mesma cultura do árbitro. Foram analisados 1.033 jogos do campeonato da primeira divisão de futebol suíço (masculino). Verificou-se que uma equipe tem vantagem quando se trata da mesma cultura do árbitro. O benefício foi evidente no número de vitórias, a quantidade de pontos ganhos, o número de cartões amarelos e o número de expulsões.

Outra característica especial do árbitro é o poder discricionário entre diferentes punições. No uso da advertência verbal ou do cartão amarelo ou do cartão vermelho é necessário o critério do árbitro. Contudo, espera-se que a equipe defensiva seja com mais frequência punida. Uma equipe visitante tem jogo defensivo mais do que uma equipe da casa. Por isso, espera-se que uma equipe visitante seja penalizada com mais frequência do que a equipe da casa (Courneya & Carron, 1992; Pollard, 2006). E, portanto, recebe a equipe da casa menor número de cartões amarelos e menos expulsões do que a equipe visitante (Sutter & Kocher, 2004).

A vantagem de uma equipe numa partida pela proximidadade cultural não é bem clara. Neste ponto a pesquisa difere de um estudo no futebol australiano. Mohr e Larsen (1998) encontraram maior número de jogos do campeonato australiano nos quais os tiros livres diretos eram favoraveis às equipes de regiões tradicionais do futebol australiano do que em comparação com as equipes das regiões em que o esporte foi introduzido mais tarde. Eles explicam este efeito pela condição social do árbitro, pois os árbitros provêm, na maioria das vezes, de áreas tradicionais.

Outros fatores podem influenciar na atenção concentrada, conforme análises resultantes dos estudos de Maughan e Leiper (2006), os quais relatam que houve interferência na performance em testes de função cognitiva quando o nível de desidratação alcançou 2% do peso corporal inicial. A desidratação dos árbitros durante a partida foi estudada no Brasil. No primeiro estudo constatou-se que a perda total de água corporal pelo árbitro durante a partida era equivalente a 2,05% do seu peso corporal (Da Silva e Fernández, 2003). Já, em outro estudo, foi constatado que a perda hídrica estimada do árbitro foi de 2,16% do peso corporal (Roman et al., 2004). Entretanto, estes dois estudos foram desenvolvidos na região sul do Brasil, mais especificamente no Paraná. Na literatura consta que a perda hídrica média do árbitro de futebol atuando no Estado de São Paulo é, de 3,20% do peso corporal (Da Silva et al., 2010).

As regras do jogo constituem a base de cada esporte. Os jogadores poderiam conhecê-las e os árbitros deveriam apenas supervisioná-las durante o jogo, pronunciar julgamentos com o intuito de apenas sancionar as ações permissivas. Contudo, uma vez que o árbitro sofre influência intra e extracampo, o que inclui jogadores, treinadores e torcida, ele deve apresentar um nível de tolerância para a condução de uma partida. A tarefa dos árbitros é de difícil execução, pelo fato de que cada decisão tomada não pode ser explicitada por escrito. Os árbitros devem controlar a partida, a qual inclui interações sociais e psicológicas (fatores como dinâmica de grupo e liderança) (Praschinger et al., 2011). Possivelmente, porque um jogo de futebol requer administração do jogo ao invés de uma simples aplicação das regras pelo árbitro.

Apesar da regra 5 estabelecer que o árbitro fará cumprir a regra do jogo durante uma partida de futebol, Mascarenhas et al. (2002) discutem que os árbitros aplicam certo tipo de administração do jogo. Isto significa que os árbitros em geral estão dispostos a aplicar as regras de jogo, mas durante uma partida eles têm de ser sensíveis para com a fluência do jogo. Isto os leva a situações nas quais não aplicam as regras de acordo com o propósito que estas indicam. Segundo Praschinger et al. (2011), os árbitros se consideram como os administradores do jogo, ao invés de se considerarem como administradores das regras do jogo.

Como foi possível observar nesta revisão, são inúmeros os fatores que podem interferir no momento da formulação da decisão de um árbitro de futebol no instante que ele tem que interferir na partida. Estas informações são importantíssimas para os profissionais que trabalham com psicologia do esporte, pois há necessidade de se desenvolver metodologias de trabalho para minimizar a influência destes fatores, para que as decisões dos árbitros sejam cada vez mais imparciais e, desta forma, se reduzindo a responsabilidade do árbitro no resultado da partida.

Durante este estudo, não foram abordados tema com corrupção, suborno, que envolve constantemente dirigentes de clubes e federações, membros de Comissão de Arbitragem, e árbitros de futebol. Estes temas são encontrados freqüência em jornais, revistas e telejornais. Como inúmeras vezes denunciado, a decisão de um árbitro de futebol pode também sofrer influencia de suborno, recomendações, e interesse de subir na carreira, já que os critérios para que um árbitro de futebol saia do nível regional para o nível internacional são obscuros, sendo constantemente denunciado que para este avanço na carreira alguns árbitros, conduzem uma partida de futebol de acordo com interesses pessoais ou de terceiros. Para uma melhor compreensão sobre o tema corrupção, suborno no meio futebolístico, recomendasse a leitura dos artigos intitulados “Árbitro de futebol e legislação esportiva aplicável” e “Ética no futebol: será possível?”.

*Professor do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG, Paraná
**Prof. Universidade Federal de São Paulo, Programa de Pós-Graduação, Centro de Estudos em Medicina da Atividade Física e do Esporte – CEMAFE

Referencial bibliográfico————————————————–

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– Marin: o Homem das Gafes?

Depois de afanar uma medalha da Copa SP, o presidente da CBF José Maria Marin deu ‘outra pisada de bola’: cometeu uma gafe preconceituosa contra a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim.

Após anunciar que a mandatária rubro-negra chefiaria a Seleção Feminina nas Olimpíadas, disse: “Conversando com nosso representante lá fora, ele disse que tínhamos de nos preocupar com a cozinha, porque a comida lá é ruim. Tem de levar cozinheiro, para garantir tudo bem. Você (Patrícia) não vai cozinhar lá não, tá?

Devia ficar quieto… o sorriso amarelo de Patrícia foi nítido!

– Instagram vendido para o Facebook por 1 bilhão!

Pois é: a capa da Veja dizia que o aplicativo Instagram estava valendo 500 milhões de dólares. Mas nessa segunda-feira o Facebook o comprou… pelo dobro!

Do UOL: http://is.gd/HdMuhi

FACEBOOK COMPRA REDE SOCIAL INSTAGRAM POR US$ 1 BI

Mark Zuckerberg, diretor-executivo do Facebook, anunciou nesta segunda-feira (9) que a rede adquiriu o Instagram, aplicativo para smartphones que funciona também como uma rede social de imagens. O valor não foi divulgado por Zuckerberg, mas em comunicado oficial a companhia informou que desembolsou US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 1,81 bilhão) na operação (somando dinheiro vivo e ações do Facebook). Recentemente, a Sequoia Capital (fundo de investimento) estimou que o Instagram teria valor de mercado de cerca de US$ 500 milhões

O Instagram é um aplicativo disponível apenas para dispositivos móveis e que aplica efeitos em imagens clicadas pelas câmeras destes aparelhos. Fundado em outubro de 2010, o serviço inicialmente só funcionava em smartphones iPhone. Recentemente, a companhia lançou uma versão para o sistema operacional Android.

Apesar da aquisição, nem Zuckerberg ou mesmo a equipe do Instagram revelaram se haverá mudanças significativas no serviço. A única certeza é que o Instagram continuará integrado com outras redes sociais.

“Nós achamos que o fato de o Instagram conectar-se com outros serviços é uma parte importante da experiência. Nós planejamos manter estes recursos e a habilidade de postar em outras rede sociais e até mesmo de não compartilhar suas imagens no Facebook, se você quiser”, disse Mark Zuckerberg, em anúncio sobre a aquisição em seu perfil no Facebook (clique aqui para ler o pronunciamento de Zuckerberg, em inglês, sobre a aquisição).

O Facebook, ainda no comunicado oficial, informou que a transação deverá ser concluída no final deste trimestre.

Por parte do Instagram, Kevin Systrom, um dos fundadores do serviço ao lado do brasileiro Mike Krieger, disse em post no blog oficial do Instagram (em inglês) que continuará o desenvolvimento de novas funcionalidades e que o serviço não acabará. “Nós iremos trabalhar com o Facebook para desenvolver o Instagram e criar uma rede. Nós continuaremos adicionando novos recursos ao produto e a achando novas maneiras de criar uma melhor experiência em tirar fotos em dispositivos móveis.”

Atualmente, o Instagram conta com mais de 30 milhões de usuário ao redor do mundo e não tem um modelo de negócio definido, ou seja, o aplicativo é disponibilizado gratuitamente e não há, até o momento, formas de monetizar o serviço. Em entrevista ao UOL, o brasileiro Mike Krieger, cofundador do serviço, informou que ainda planejam como fazer do Instagram um negócio lucrativo. “Estamos pensando bastante em como ganhar dinheiro com o Instagram, mas ainda não anunciamos nada”, disse (veja como desenvolvedores faturam com aplicativos gratuitos).

– Atrasos Médicos rendem Dinheiro e Brindes aos Pacientes?

Os americanos estão levantando a bandeira que deverá chegar ao Brasil: o fim dos atrasos em consultas médicas!

Lá, alguns clientes cobram pela hora de espera a que são submetidos. Outros entram na Justiça. Há médico que distribui lanches e vales para suportar as reclamações.

Se a moda pega…

Extraído de: http://istoevip.terra.com.br/reportagens/156863_UM+BASTA+AO+ATRASO+DO+MEDICO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

UM BASTA AO ATRASO MÉDICO

Reação às prolongadas esperas nos consultórios obriga os médicos a adotar medidas de compensação pelo tempo perdido

Por Rachel Costa

É uma cena rotineira encontrar o paciente que chegou pontualmente para uma consulta fo­lhean­do revistas na sala de espera, aguardando o médico às vezes por horas. Até nos especialistas mais caros e em países como os EUA não raro a premissa para ser atendido é esperar. Por lá, porém, o tema tem ganhado destaque com a reação de pacientes que, literalmente, estão mandando a conta da espera para o médico. Um dos casos divulgados foi o da consultora Cherie Kerr, 67 anos. Após 45 minutos aguardando seu oftalmologista, ela não teve dúvida: cobrou-lhe US$ 150, prontamente abatidos da conta. “Muitos profissionais não percebem que o paciente perde dinheiro quando tem de esperar pelo atendimento”, disse à ISTOÉ.

Outros médicos americanos também têm se proposto a pagar ou conceder brindes – um vale-presente em uma cafeteria, por exemplo – a quem é prejudicado pela demora. Nos EUA, a média de atraso para uma consulta é de 24 minutos. E a preocupação com o assunto tem ganhado tanta atenção que já há até um aplicativo, o MedWaitTime, que permite ao paciente conferir, pela internet em tempo real, se o médico está cumprindo com os horários ou não (para isso o especialista deve pagar uma taxa mensal e se cadastrar no serviço).
No Brasil não há dados sobre o tempo de espera, mas a demora é comum. “A situação brasileira e a americana são similares”, fala Hugo Campos, membro da Sociedade de Medicina Participativa, órgão internacional de orientação a pacientes. “É importante exigir que o atendimento seja na hora marcada.”

Da parte dos médicos, é possível pinçar algumas iniciativas no País semelhantes às dos EUA. Um exemplo é o cirurgião plástico Alan Landecker, em São Paulo. Por dia, passam pelo seu consultório de 20 a 30 pacientes. “É difícil não acontecer atraso”, diz. A solução de Landecker foi criar um método para minimizar os aborrecimentos. “Se eu percebo que os pacientes terão que esperar mais de 30 minutos, eles são avisados por telefone e podem remarcar para outra data”, explica. Quem já está no consultório ganha um lanche. Quando o atraso supera uma hora, o valor da consulta não é cobrado.

Do outro lado, o paciente se sente valorizado. O piloto Leonardo Gomide, 34 anos, recebeu com surpresa a notícia de que, após uma hora na sala de espera, não pagaria pelo atendimento. “Era minha primeira consulta com o médico”, conta. “A secretária dele me ligou avisando que ia atrasar, mas não desmarquei porque moro em outra cidade.”

É importante ao paciente saber cobrar por seus direitos. Alertar o médico sobre o inconveniente dos atrasos pode ser um primeiro passo. “E, se a demora for excessiva, uma solução pode ser recorrer às vias administrativa e judicial”, orienta Vinícius de Abreu, consultor jurídico da ong Instituto Saúde Legal. O advogado especializado em direitos do consumidor Horácio Conde Ferreira explica que, na Justiça, há três alegações básicas que podem ser usadas. “Pode-se alegar que houve abuso de poder por parte do médico, falta de razoabilidade profissional, por ter marcado consultas com intervalos muito curtos, ou mesmo falta de boa-fé por ter dito que seria possível atender um paciente e não fazê-lo.”

Ao pensar em solução por meio da Justiça, porém, deve pesar o bom-senso. “São raros os médicos que trabalham em tempo integral em uma instituição”, ressalta o médico Fernando Lucchese, diretor do hospital São Francisco de Cardiologia, de Porto Alegre. “Geralmente eles dependem de vários empregos e por isso se atrasam.” Autor do livro “Comunicação Médico-Paciente: um acordo de cooperação”, ele é contra recompensas materiais. “A melhor compensação que o médico pode dar ao paciente é um ótimo atendimento”, opina. Para ele, do mesmo modo que se pede ao profissional jogo de cintura para resolver eventuais problemas na agenda, ao paciente cabe um pouco de compreensão. “Quando ele procura algum órgão fiscalizador para se queixar do médico, é sinal de que a relação se quebrou”, avalia. 

– Passeando na Coréia do Norte

Toda ditadura é nefasta. Sabemos disso, e quem vive em meio a ela sofre na carne. Pois bem: Cláudia Trevisan, do Estadão, viajou a convite norte-coreano a Tongchnag-Ri, a base espacial daquele país, de onde o paupérrimo país lançará um satélite para fins pacíficos.

É evidente que por trás do convite a jornalistas internacionais está a preocupação em dizer que o país não está trabalhando com fins militares, o que sabidamente está. Mas vale a pena ler o que a profissional do jornal publicou na edição de hoje sobre o que viu por lá (pg A11):

NORTE-COREANOS ANDAM A PÉ POR FALTA DE ENERGIA

Os pés são o principal meio de locomoção em Pyongyang. Multidões ocupam as ruas da cidade todos os dias, caminhando para o trabalho, a escola ou a casa. O sistema de transporte público é precário e a situação é agravada pela escassez de energia. Não há eletricidade para os trólebus nem diesel para os ônibus. As filas nos pontos são intermináveis. Os que conseguem entrar, se espremem como podem. Diante da dificuldade, a maioria prefere caminhar.

Há bicicletas, mas muito menos do que na China. As motocicletas, onipresentes em outros países pobres da Ásia, são raras em Pyongyang, provavelmente pela falta de combustível. A precariedade da infraestrutura é visível em todos os lugares. O trem que levou os jornalistas estrangeiros de Pyongyang ao centro de lançamento de Tongchang-ri demorou cinco horas para percorrer o trajeto de 200 quilômetros, o que dá uma velocidade de 40 km/h.

Da janela, a paisagem era desoladora e monótona. Vilas rurais com casas de alvenaria brancas e janelas azuis se sucediam, em um cenário quase desprovido de áreas verdes. Com o fim do inverno, campos estavam sendo arados para o novo plantio, em uma terra pouco fértil. As mais sofisticadas máquinas dos camponeses são tratores que parecem saídos de um desenho dos anos 50. Mesmo assim, são raros. O trabalho é manual ou realizado com a ajuda de bois – e mesmo os animais não são abundantes.

– Falta de Novidade no Esporte de Domingo

Fim de semana normal no futebol:

– Felipão reclamando da arbitragem;

– Grandes cariocas chiando;

– Adriano e Ronaldinho decepcionando;

– Andrés Sanches polemizando na TV (DIZER QUE O BARCELONA NÃO É NADA DO QUE VEMOS, NÃO DÁ…);

– Estaduais não empolgando;

– Estádios vazios.

Quando teremos outra 4ª feira emocionante, de Libertadores e Champions League, como na semana passada?

– Bolha Imobiliária Brasileira?

Nesta semana, a Gafisa, grande incorporadora, anunciou previsão de prejuízo bilionário. Aí você fica observando: tantos prédios, tantos empreendimentos, tantas casas em construção…

Será que nós não estamos nos aproximando de uma crise imobiliária, como a americana?

Teremos tantos compradores em potencial? Afinal, tem muito imóvel na praça. A terra está cara.

Tomara que a previsão esteja sendo exageradamente pessimista….

– Hering: de Falida a Bilionária

Compartilho bacana matéria sobre o ressurgimento da Hering. Como a tradicional empresa de malhas catarinense quase quebrou e hoje vale 8 bilhões de reais!

Extraído de: http://is.gd/mOzwVW

A FÓRMULA BÁSICA

Por Raquel Landim

Fábio Hering é tímido e não se sente à vontade posando para os cliques do fotógrafo. Mas é só apagar a luz da câmera para ele demonstrar o conhecimento que tem da alma do seu negócio. ‘Olha os jeans que eu te falei’, diz, apontando a vitrine e o preço promocional do produto. Em seguida, pega um cardigã no manequim e admite: ‘É da China.’

A história da fabricante de camisetas que aproveitou a explosão do consumo no Brasil e se transformou em rede de varejo é conhecida dos investidores. Desde julho de 2007, quando a família vendeu boa parte de suas ações no mercado, os papéis subiram 1.200% e o valor da Cia Hering saiu de cerca de R$ 600 milhões para quase R$ 7,9 bilhões.

A empresa poderia cruzar os braços e colher os lucros de um dos casos mais bem sucedidos de renovação do capitalismo brasileiro. O problema é que as regras do livre mercado são implacáveis e a concorrência internacional vai se acirrar em breve com o desembarque da britânica TopShop, que abrirá três lojas no País ainda este ano. A expectativa é que outras redes estrangeiras, como a sueca H&M e a japonesa Uniqlo, sigam o mesmo caminho.

Com cautela para não perder a identidade da marca que se tornou sinônimo de um estilo de vida casual, a Hering, aos 131 anos, quer ser cada vez mais fashion. Só que não no sentido que a palavra é corriqueiramente usada. ‘Ser fashion é ser moderno, contemporâneo. O básico também pode ser fashion’, diz Fábio.

Nos últimos tempos, a empresa vem se esforçando para promover produtos pelos quais não é conhecida: jeans, biquínis e roupas de ginástica. Também quer repetir sua fórmula no mercado infantil com uma nova rede de lojas, a Hering Kids, e desenvolver as marcas PUC e Dzarm, voltadas para produtos mais sofisticados.

Varejo. Quinta geração da família que fundou e quase faliu a tradicional empresa catarinense no início da década de 90, Fábio assumiu a presidência há dez anos e é o responsável pela radical mudança de rumo. ‘Sempre sonhei em ser presidente da Hering, mas nunca gostei de fábrica. Sempre gostei de loja’, conta o empresário, que às vezes segue suas consumidoras para saber que lojas elas frequentam.

Após a abertura da economia promovida pelo governo Collor, ele compreendeu que o principal ativo da empresa não eram as fábricas, mas as marcas e os canais de distribuição. Para reduzir as pesadas dívidas, fechou unidades fabris, desistiu de produzir o fio de algodão e terceirizou 80% da confecção. Também começou a importar. A fatia de produtos importados nas vendas da Hering saiu de 5% para 25% nos últimos cinco anos.

Hoje a Hering possui um modelo híbrido de produção: 30% em fábricas próprias, 45% terceirizados e 25% importados, principalmente da China. A empresa também migrou para regiões no Brasil com mão de obra mais barata. Cerca de 60% das roupas da Hering são feitas em Goiás, em confecções distribuídas por pequenos municípios.

Com esse esquema de produção, a Hering está pronta para atuar em um mercado mais aberto ou mais protegido – essa última opção tem sido a tendência do governo Dilma, que adotou medidas de defesa do setor têxtil. ‘Estamos preparados para surfar a onda como vier, mas pessoalmente não sou favorável a essas medidas. Não é uma política industrial de longo prazo.’

Na outra ponta da cadeia, a empresa entrou pesado no varejo. Criou a rede Hering Store, que hoje soma 432 lojas – a maior parte de franqueados, o que permite crescer sem gastar muito. No ano passado, eram 384 lojas de franquias e apenas 48 próprias.

O varejo multimarcas, que ainda responde por quase metade das vendas, garante uma presença no interior do País que os concorrentes não possuem. A empresa também investe na internet. Está repaginando sua webstore, que vai ter até um provador virtual, e separou um centro de distribuição para esse canal de vendas.

Assim, com produção e distribuição flexíveis e ‘leves’ em ativos próprios, a Cia Hering cresceu vertiginosamente, garantindo margens de lucro de 30% para os acionistas, muito acima dos concorrentes como Marisa, Renner ou Riachuelo.

‘A Hering é o típico caso da indústria que virou loja’, diz Edson D’Aguano, consultor especializado em moda. Ele diz que o segredo da empresa é vender num espaço bacana um produto bom por preço baixo. ‘A sensação do consumidor é que o produto custa o dobro’. Para Luiz Henrique Stocker, consultor de varejo e franquias, ‘a mentalidade da Hering é varejista’.

Desafios. No quarto trimestre do ano passado, o ritmo de crescimento diminuiu. O faturamento aumentou 22,6% no período, mas as vendas nas mesmas lojas avançaram 8,2% – um porcentual acima do mercado, mas inferior aos 30% que a Hering costumava entregar.

Para Renato Prado, analista da Fator Corretora, a acomodação é um processo natural, mas aponta que o modelo dá sinais de esgotamento. ‘Se abrir muitas lojas no interior, a Hering vai roubar mercado das multimarcas que revendem seu produto.’

A empresa admite que existe ‘canibalização’ entre os canais de venda e que é preciso controlá-la, mas acredita que o espaço para crescimento ainda é amplo. Fábio afirma que um estudo encomendado pela companhia dois anos atrás previa que a rede poderia ter 600 lojas, mas já está desatualizado. ‘O Brasil cresceu muito nesse período’, sustenta.

Guilherme Assis, analista da Raymond James, diz que o grande desafio da Hering hoje é exatamente continuar crescendo. Na avaliação dele, uma boa alternativa é a companhia explorar novas categorias de produto e, se fizer isso com sucesso, as ações podem continuar a subir, mas por enquanto o analista prevê estabilidade para os papéis.

A iniciativa da Hering de vender jeans, que estão sendo fabricados no Rio Grande do Norte, vai nesta direção de elevar o valor gasto por cada cliente nas lojas da marca. Hoje o ‘ticket médio’ da Hering está em R$ 85, abaixo de concorrentes como a Renner, que chega a R$ 132.

Outra aposta da companhia para 2012 é o início de uma nova rede de lojas, voltada para o público infantil. Serão 20 lojas com a bandeira Hering Kids este ano. O objetivo é repetir nesse mercado a mesma receita de sucesso: produtos básicos, com um preço acessível, para as crianças brincarem ou irem para a escola, mas com design sofisticado.

Para Francisco Chevez, analista do HSBC, a maior dificuldade da Cia Hering vai ser criar novas marcas que sejam realmente fashion – dessa vez, no sentido glamouroso da palavra. ‘Eles negam, mas vão precisar buscar uma diversificação’, diz o analista. ‘Não investiram muito em fashion até agora, estão começando. Mas vão ter que jogar esse jogo, porque cria excitação e demanda entre os consumidores’.

A marca Hering atinge pessoas de todas as classes sociais no Brasil, mas o grupo possui duas bandeiras voltadas diretamente para os consumidores A e B: PUC (infantil) e Dzarm (jovem). Essas marcas, que muitos consumidores nem sabem que pertencem à Cia Hering, estão focadas em ocasiões festivas – para os mais jovens, são ‘roupas de balada’.

Os planos para as duas marcas, no entanto, ainda não estão claros. A companhia avalia a criação de uma rede de lojas Dzarm e instalou uma unidade piloto no Shopping Anália Franco, em São Paulo, mas ainda não tomou uma decisão. Reforçar a marca como uma grife de ‘roupas para sair’ incrementou as vendas, mas os resultados da loja-piloto têm sido modestos.

Na marca PUC, a rede de distribuição está sendo adaptada. Por isso, foram fechadas duas lojas em 2011, mas o crescimento das vendas ainda foi expressivo. Tanto na PUC quanto na Dzarm, a proposta é vender produtos mais sofisticados, mas sem fugir do DNA da empresa, que são preços mais competitivos que o resto do mercado naquele nicho.

Aos 53 anos, Fábio Hering tem representado esse DNA da empresa. Ele pretende continuar à frente da companhia por bastante tempo, mas admite que o conselho começou a cobrá-lo para preparar sua sucessão. Dessa vez, a solução não será familiar, pois os filhos de Fábio já tomaram outros rumos profissionais. ‘Com certeza será alguém que já trabalha aqui ou que ainda vai trabalhar. Não vamos buscar ninguém de fora’, garante. Apesar de toda a renovação, a centenária companhia faz questão de preservar a alma da Hering.

– Feliz Páscoa!

OBRIGADO SENHOR,

POR NOS DAR VIDA, E VIDA EM ABUNDÂNCIA!

A CRUZ, SINAL DE LOUCURA PARA MUITOS, SE TORNOU PARA NÓS, SINAL DE SALVAÇÃO!

Feliz Páscoa do Nosso Senhor Jesus Cristo a todos nós!

– Pinga de Milho X Pinga de Cana; Obama e Dilma

Nossa presidente está em Washington para uma série de compromissos com Barak Obama. Um deles é curioso: a normatização e uso exclusivo da… pinga!

Brasil e EUA celebrarão um “acordo de denominação de produtos com origem controlada” para a cachaça e o bourbon.

Assim como a cachaça é conhecida como a aguardente de cana e a grappa é a aguardente de uva, o Bourbon é a aguardente de milho. E se baseando nos produtores de Champagne, na França, que conseguiram que somente a bebida daquela região fosse chamada de legítimo “champagne” (e os demais tiveram que se chamar espumante), o acordo prevê que a Aguardente de Cana Brasileira seja a legítima Cachaça, sendo que todas as demais aguardentes de cana produzidas em qualquer lugar do mundo não poderão usar o nome Cachaça. Isso vale para o Bourbon: se feita no Brasil, será pinga de milho; se feita nos EUA, vira Bourbon!

Acordo importante, não? Ao menos para os produtores, sim!

– Um Bom Advogado ganha…

…. 15 milhões de reais!

Esse é o valor dos honorários do ex-ministro da Justiça, Márcio Thomás Bastos, para ser advogado do mega-contraventor  Carlinhos Cachoeira.

Democracia é isso aí. Ou não é bem democracia?

– Meu Debute com o Instagram

Pela primeira vez usei o Instagram. Pô, sensacional!

 

A tecnologia nos impressiona, não? Até eu consegui ficar menos feio ao lado da minha rainha…

– CBF oficializa Listas com os Árbitros 2012

A CA-CBF divulgou a relação de árbitros para as competições 2012, com os FIFAs, os aspirantes a FIFA, CBF 1 e CBF 2, além dos quadros especial e feminino.

Se restringíssemos aos árbitros de São Paulo, poderíamos dissertar sobre os nomes, como a boa novidade Guilherme Ceretta de Lima entrando no quadro de aspirantes, ou a surpreendente saída da FIFA da assistente Maria Elisa Correa Barbosa. Mas não é esse o propósito desse artigo, e sim de questionar a tal “integração nacional” alardeada.

A CBF entende que deve promover a integração do país. Assim, todos os cantos do Brasil devem estar representados no futebol nacional. Ok, é uma linha de pensamento. Mas não podemos fazer como nos tempos da ditadura: integrar para ter apoio político, sem se ter merecimento para tal. Ou esquecemos dos tempos quando “onde a Arena vai mal, mais um time no Nacional?”

Integrar é manter em contato; mas se deve fazer com PROPORCIONALIDADE adequada. Na lista divulgada (link em: http://is.gd/ARBITROS2012), vemos que estados de pouca representatividade tem um grande percentual na arbitragem. E aqui temos que ser justos – sem demagogia (e que não venham com discursos de discriminação): mas estados mais fortes futebolisticamente, economicamente, estruturalmente, não devem ter maior proporcionalidade do que outros? Alguns estados acabam sendo generosamente alavancados sem ter clubes ou árbitros de boa qualidade (sempre falando em números relativos / proporcionais).

Carece-se urgentemente repensarmos o cenário e critérios da arbitragem nacional. Pesa-me ver que o critério político pode atrapalhar o critério meritocrático. Para isso, deve-se responder: os 10 árbitros FIFA do quadro, são verdadeiramente os 10 melhores do Brasil? Os aspirantes que o seguem, são pela sequência o 11º, 12º, 13º melhores?

 

RENAF MASCULINA 2011/12

CNA ÁRBITROS – FIFA  UF  DT_NASC  OBS

1  HEBER ROBERTO LOPES  PR  13/07/72  

2  PAULO CESAR OLIVEIRA  SP  16/12/73

3  WILSON LUIZ SENEME  SP  28/08/70

4  MARCELO DE LIMA HENRIQUE  RJ  26/08/71

5  SANDRO MEIRA RICCI  PE  19/11/74

6  LEANDRO PEDRO VUADEN  RS  29/06/75

7  EVANDRO ROGERIO ROMAN   PR  03/03/73

8  RICARDO MARQUES RIBEIRO  MG 18/06/79  

9  PERICLES BASSOLS PEGADO CORTEZ  RJ  03/07/75

10  FRANCISCO CARLOS DO NASCIMENTO  AL  09/10/77

 

CNA ÁRBITROS ESPECIAL – 1  UF  DT_NASC  OBS

1  ALICIO PENA JUNIOR  MG 01/02/68  

       

CNA ÁRBITROS ASPIRANTES-FIFA  UF  DT_NASC  OBS

1  WILTON PEREIRA SAMPAIO  GO  21/12/81  

2  LUIZ FLAVIO DE OLIVEIRA  SP  13/06/77

3  WAGNER REWAY  MT  14/05/81

4  CELIO AMORIM  SC  08/02/79

5  MARCIO CHAGAS DA SILVA  RS  05/07/76

6  PABLO DOS SANTOS ALVES  ES  03/06/76

7  CLAUDIO LUCIANO MERCANTE JUNIOR  PE  19/02/76

8  FELIPE GOMES DA SILVA  RJ  16/03/79

9  GUILHERME CERETA DE LIMA  SP  25/11/83

10  CLAUDIO FRANCISCO LIMA E SILVA  SE  26/04/80

       

CNA ÁRBITROS ESPECIAL-2  UF  DT_NASC  OBS

1  ANDRE LUIZ DE FREITAS CASTRO  GO  08/06/74  

2  NIELSON NOGUEIRA DIAS  PE  14/09/74

3  JAILSON MACEDO FREITAS  BA  09/01/71

4  ARILSON BISPO DA ANUNCIAÇAO  BA  08/02/73

5  ELMO ALVES RESENDE CUNHA  GO  18/12/74

6  FRANCISCO DE ASSIS ALMEIDA FILHO  CE  25/05/78

7  JOSE HENRIQUE DE CARVALHO  SP  13/03/74

       

CNA ÁRBITROS CBF-1 (UM TERÇO: 1/3)  UF  DT_NASC  OBS

1  PAULO H DE GODOY BEZERRA  SC  27/01/69  

2  RODRIGO NUNES DE SA  RJ  28/03/79  (*)

3  EDIVALDO ELIAS DA SILVA   PR  30/06/73  

4  FABRICIO NEVES CORREA  RS  08/05/74

5  DEVARLY LIRA DO ROSARIO  ES  28/06/76  (*)

6  MARCOS ANDRE GOMES DA PENHA  ES  10/01/75  

7  MARCOS MATEUS PEREIRA  MS  10/09/79  (*)

8  ANTONIO F DE CARVALHO SCHNEIDER  RJ  28/08/76  (*)

9  RENATO CARDOSO DA CONCEIÇAO  MG 18/09/72  

*  JOSE DE CALDAS SOUZA  DF  01/09/67

10  RODRIGO BRAGHETTO  SP  30/06/75

11  MARCELO APA RIBEIRO DE SOUZA  SP  20/10/72

12  JEAN PIERRE GONÇALVES LIMA  RS  13/07/79  (*)

13  ANTONIO HORA FILHO  SE  23/07/68  

14  ANDERSON DARONCO  RS  05/01/81  (*)

15  JEFFERSON SCHMIDT  SC  07/10/69  

16  EMERSON DE ALMEIDA FERREIRA  MG 25/08/78  (*)

17  ROGERIO LIMA DA ROCHA   SE  05/12/70  

18  ANTONIO DENIVAL DE MORAIS  PR  03/07/70

19  JOAO BATISTA DE ARRUDA  RJ  24/06/74

20  CHARLES H CAVALCANTE FERREIRA  AL  19/07/79  (*)

21  JOAO BOSCO SATIRO NOBREGA  PB  22/08/79  (*) CA-CBF

22  WAGNER DOS SANTOS ROSA  RJ  18/04/69  

23  RAPHAEL CLAUS  SP  06/09/79  (*)

24  EDUARDO TOMAZ VALADAO  GO  22/02/78  (*)

25  CLEISSON VELOSO PEREIRA  MG 13/07/79  (*)

26  MANOEL NUNES LOPO GARRIDO  BA  01/10/69  

27  WLADYERISSON SILVA OLIVEIRA   CE  17/10/76  (*)

28  SUELSON DIOGENES DE FRANÇA MEDEIROS  RN  21/02/78  (*)

29  MARIELSON ALVES SILVA  BA  14/05/82  (*)

30  WAGNER DO NASCIMENTO MAGALHAES  RJ  22/06/79  (*)

31  ANDREY DA SILVA E SILVA  PA  24/06/78  (*)

32  ARNOLDO VASCONCELO FIGARELA  RO  13/07/69  

*  VINICIUS COSTA DA COSTA  RS  19/09/67

33  EDMUNDO ALVES DO NASCIMENTO  SC  19/05/69

34  EMERSON LUIZ SOBRAL  PE  23/06/74

35  RODRIGO MARTINS CINTRA  SD  04/10/76  (*)

36  PATHRICE W CORREIA MAIA  RJ  21/04/84  (*)

37  ADRIANO MILCZVSKI  PR  29/07/75  

38  ANTONIO R BATISTA DO PRADO  SP  04/06/71

39  JANIO PIRES GONÇALVES   TO  16/01/77  (*)

40  RODRIGO G FERREIRA DO AMARAL  SP  25/10/76  (*)

42  GLEIDSON SANTOS OLIVEIRA  BA  19/03/72  

42  ITALO MEDEIROS DE AZEVEDO  RN  19/02/75

43  ALINOR SILVA PAIXAO  MT  31/12/79  (*)

44  JOSE ACACIO DA ROCHA  SC  17/03/72  

45  MAYRON F DOS REIS NOVAES  MA 23/08/77  (*)

46  WELLINGTON BRANQUINHO  GO  23/04/77  (*)

47  ROBSON MARTINS FERREIRA  MA 06/11/72  

48  LUCIO JOSE SILVA ARAUJO   BA  26/04/70

49  NILO NEVES DE SOUZA JUNIOR  PR  18/10/74

50  JOSE R ALBUQUERQUE SOARES  PB  03/10/69

51  JOAO LUPATO  MS  12/04/78  (*)

52  EDMAR CAMPOS ENCARNAÇAO  AM 02/01/74  

53  MARCELO ALVES DOS SANTOS  MT  19/07/75

       

CNA ÁRBITROS CBF-2 (DOIS TERÇOS: 2/3)  UF  DT_NASC  OBS

1  CARLOS RONNE CASAS DE PAIVA  AC  06/03/73  

2  FLAVIO FEIJO DE OMENA  AL  01/09/69

3  DEWSON FERNANDO F. DA SILVA   PA  27/02/81

4  FABRICIO NERY TRINDADE  GO  04/08/77

5  DIEGO POMBO LOPEZ  BA  07/08/86

6  SEBASTIAO RUFINO NETO  PE  02/09/78

7  FLAVIO RODRIGUES GUERRA  SP  30/06/79

8  RODRIGO BATISTA RAPOSO  DF  22/07/79

9  JOAQUIM WEBESTHER F MARTINS  CE  03/01/73

10  JOSE CLEUTON DE SOUZA LIMA  CE  03/12/76

11  LEONARDO GARCIA CAVALEIRO  RJ  28/10/74

12  MARCIO C BRUM CORUJA  RS  05/08/72

13  CLAUDIONOR DOS SANTOS JUNIOR  SE  18/04/75

*  FRANCISCO LEONE DE OLIVEIRA  TO  14/01/67

14  PAULO SERGIO SANTOS MOREIRA   MA 28/01/76  

15  FRANCISCO SANTOS SILVA NETO  RS  01/12/71

16  CARLOS EDUARDO VIEIRA AREAS  SC  16/06/76

17  ELIVALDO CASSIO DOS SANTOS  AP  10/07/75

18  VINICIUS FURLAN  SP  15/12/79

19  LUIZ APARECIDO DA SILVA   MS  10/03/69

20  JOSE ANTONIO DE ALMEIDA PINHEIRO  AC  26/07/72

21  GLEYDSON FERREIRA LEITE  PE  31/07/76

22  COSME IRAN SABINO DE ARAUJO  BA  08/11/72

23  CLAUBER JOSE MIRANDA  PA  26/06/70

24  OSIMAR MOREIRA DA SILVA JR  GO  27/03/81 CA-CBF

25  FABIUS FILIPUS  PR  09/04/80  

26  LEANDRO S DANTAS DE OLIVEIRA  RN  26/03/83

27  ANTONIO N DO REGO COSTA  AC  14/12/76

28  JOSE MARIO DE S DA COSTA  AP  19/07/77

29  FLEDES RODRIGUES SANTOS  RO  16/11/79

30  ROGERIO JOSE BUENO  DF  07/03/76

31  JOSIMAR SOUZA DE ALMEIDA  AC  12/05/70

32  EDUARDO CORDEIRO GUIMARAES  RJ  16/12/81

33  ANTONIO C PEQUENO FRUTUOSO  AM 17/09/80  

34  EVANDRO TIAGO BENDER  SC  05/12/83

35  CLEBER VAZ DA SILVA  GO  05/03/79

36  EDER CAXIAS MENEZES  PB  08/12/81

37  GLEYSTO GONÇALVES DA SILVA  CE  07/11/78

38  WALES MARTINS DE SOUZA  DF  25/03/79

39  ANTONIO J L TRINDADE DE SOUZA  PI  17/02/73

40  JOSE E ARAUJO ALCANTARA  PE  07/07/76

41  CARLOS EDUARDO NUNES BRAGA  RJ  19/02/80

42  RODRIGO CARVALHAES DE MIRANDA  RJ  19/01/80

43  GILBERTO R CASTRO JUNIOR  PE  29/05/80

44  FELIPE DUARTE VAREJAO  ES  11/06/83

45  CLIZALDO L M DI PACE FRANÇA  PB  30/06/83

46  FLAVIO H COUTINHO FERREIRA  MG 25/05/80  

47  LEANDRO BIZZIO MARINHO  SP  26/09/78

48  AVELAR RODRIGO DA SILVA  CE  24/03/74

49  LUIZ CARLOS PEREIRA   SC  20/03/78

50  MARCOS VINICIUS DE SA DOS SANTOS  MG 21/05/79  

51  JOHNN HERBERT ALVES BISPO  BA  23/11/73

52  LUCIANO OLIVEIRA DOS SANTOS  TO  24/03/74

53  GERVALIO TAIGO DE CARVALHO LIRA  RR  18/11/70

54  RENAN ROBERTO DE SOUZA  PB  14/08/86

55  CLAUDINEI FORATI DA SILVA  SP  08/01/82

56  DYORGENES J PADOVANI DE ANDRADE  ES  24/10/79

57  FLAVIO RODRIGUES DE SOUZA  SP  29/07/80

58  ELVIS SIQUEIRA DE ALMEIDA  ES  30/01/80

59  RONAN MARQUES DA ROSA  SC  08/07/85

60  LEANDRO JUNIOR HERMES  PR  30/07/79

61  PABLO RAMON GONÇALVES PINHEIRO  RN  12/11/86

62  PHILIP GEORG BENNETT   RJ  10/02/86

63  PAULO H SCHLEICH VOLKOPF  MS  07/04/85

64  ANTONIO DIB MORAES DE SOUZA  PI  15/08/82

65  JOAO BATISTA CUNHA BRITO  AM 16/07/80  

66  GILBERTO FREIRE DE FARIAS  PE  23/09/78

67  JOSEVALDO BISARRIA DE MELO  AL  20/10/83

68  ANTONIO SANTOS NUNES  PI  17/11/72

69  ENEIAS FERREIRA LEITE OLIVEIRA  PE  02/11/81

70  FRANCISCO PEREIRA DE LIMA JR  PI  26/02/82

71  RAFAEL ODILIO RAMOS DOS SANTOS  MT  16/03/83

72  ANTONIO M BELMONTE VIEIRA  BA  03/06/73

73  ARNILDO PEREIRA OLIVEIRA  RO  10/08/75

74  WASLEY DO COUTO LEON  PA  01/02/84

75  GRAZIANNI MACIEL ROCHA  RJ  17/12/82

76  DANIEL DE SOUSA MACEDO   RJ  04/10/82

77  DANIEL MARTINS DOS SANTOS  MT  08/09/77

78  JOAQUIM RIBEIRO DE SOUZA JR  MT  03/11/85

79  ROBERTO GIOVANNY OLIVEIRA SILVA  GO  05/05/78

80  EMANUEL DINIZ DE ARAUJO  PB  20/01/79

81  ROGER GOULART  RS  03/06/82

82  JOSE CLAUDIO ROCHA FILHO  SP  03/04/78

– O Tamanho e o Poder de Carlinhos Cachoeira

Dias atrás questionamos como Carlinhos Cachoeira, preso em RN, consegue comandar seus negócios criminosos de lá de dentro. E cada vez mais vemos o poderio do Rei da Contravenção: a sua quadrilha fazia arapongagem, interceptando ligações e emails de políticos, policiais e até de jornalistas!

Se durou tanto tempo, é porque muita gente estava no esquema. Ou não?

Demóstenes Torres virou o Judas da semana. Mas será que ele é o único?

– Páscoa, Tempo de Transformações

por Reinaldo Oliveira

No antigo Egito quando o povo judeu se libertou do Faraó, a Páscoa já tinha esse clima festivo. Com os cristãos, passou a ter um significado ainda mais profundo, pois mesmo mantendo a libertação, acrescentou o mistério da ressurreição. É na verdade, um ritual de passagem, de transformação. Como a passagem do inverno para a primavera; quando a nova estação surge, e com ela a esperança de felicidade e dias melhores. Afinal, depois de sofrer com o frio, com a improdutividade, com a escuridão;  se vive novos tempos! O bom é que todo ano tem Páscoa e, todo ano deve-se acreditar num mundo melhor, renovado e que a humanidade possa enfim, encontrar seu caminho feliz! O que chateia na Páscoa atual, é que já não se sabe o que é felicidade. Tudo é associado ao consumismo e ao bem estar individual. A mentalidade nos tempos atuais é ganhar dinheiro, superar o outro e comprar coisas, às vezes, desnecessárias. Se você no fundo, está feliz com esse mundo, boa sorte. Continue competindo, ganhando dinheiro e comprando muito. Mas, se quiser experimentar uma transformação, seguindo os mais variados exemplos, sempre há tempo. Pode começar por extinguir os pecados sociais, que segundo Mahatma Gandhi são estes: 1. Política sem princípios e ideologia; 2. Riqueza sem trabalho; 3. Prazer sem consciência; 4. Conhecimento sem caráter; 5. Comércio sem moralidade; 6. Ciência sem humanidade; 7. Devoção sem sacrifício. É claro que a esta altura da vida, muitos têm sua própria filosofia; porém, não custa divulgar as palavras desse líder indiano. È importante também esperar mudanças para a cidade. Que o povo exerça mais sua cidadania e participe das decisões políticas que tanto afeta sua vida. Que o governo municipal respeite e faça respeitar as leis sobre meio ambiente. Que o atendimento da saúde pública,  seguindo o tema da Campanha da Fraternidade – “Fraternidade e Saúde Pública”, seja mais eficiente no serviço prestado à população. Que o transporte público seja eficiente e menos oneroso ao bolso da população. Que as velhas posturas políticas, que infelizmente permanecem inalteradas, sejam renovadas. Enfim. Que, não só na política, mas no dia a dia, a transformação aconteça. Que todos possam olhar a frente e ter a certeza de um mundo melhor; acreditar e trabalhar para que isso aconteça. Olhar para cima e acreditar num Ser superior, que como Pai, estará sempre disposto a ajudar. Olhar para trás e se orgulhar de suas ações ficando bem com sua consciência, através do perdão. Olhar para baixo e saber reverenciar a Mãe Terra, colaborando com o meio ambiente e compreendendo essa intensa relação com ela e com outros seres. Olhar para os lados e ver no próximo, a nossa única condição de ser feliz; primeiro o próximo, depois nós mesmos; e não pararmos enquanto um só de nossos semelhantes sofrer algum tipo de injustiça. À todos, desejos sinceros de uma Páscoa de Luz, Paz e Amor no Cristo Ressuscitado. É isso!

(texto original publicado no jornal Primeirafeira)

– Atlético/PR 1 X 1 Criciúma: o Gol da Posse de Bola Perdida?

O lance pastelão protagonizado na Copa do Brasil no meio dessa semana, na partida entre Atlético X Criciúma, nos mostra que até os árbitros têm dificuldade em interpretar “Posse de Bola” dos goleiros.

No jogo, o goleiro está quicando a bola e o atacante a rouba, de cabeça, fazendo o gol. O bandeira avisa o árbitro do ocorrido, mas este entende que o gol é legal e valida. Para quem não viu o lance, clique no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=Al4ZKa3gZC8&feature=relmfu

Qual é a irregularidade da jogada?

O erro é: quando o goleiro tem a posse de bola com as mãos, ele tem 6 segundos para a repor em jogo. Entende-se, pela Regra do Jogo, que essa posse compreende também o ato de quicar a bola para lançá-la. Sendo assim, estando o goleiro com a posse de bola com as mãos (com o pé é diferente), ela não pode ser disputada até ser efetivamente colocada em jogo.

Portanto, é infração o fato do atacante cabecear a bola durante o quicar da mesma, já que ela estava na posse do goleiro.

Se o goleiro a colocasse no chão, aí a bola estaria em condição de disputa. Ele estaria com a posse de bola (e não tem mais a preocupação dos seis segundos, pois já a repôs ao jogo), sendo que nada haveria de irregular em roubá-la (o goleiro não poderia mais segurá-la com as mãos a partir desse momento). Um exemplo de tal lance: a famosa roubada de bola de Ronaldo (Cruzeiro) em cima de Rodolfo Rodriguez (Bahia), em 1994.

Errou o árbitro, acertou o bandeira, que acabou sido desprezado.

– Atlético/PR 1 X 1 Criciúma: o Gol da Posse de Bola Perdida?

O lance pastelão protagonizado na Copa do Brasil no meio dessa semana, na partida entre Atlético X Criciúma, nos mostra que até os árbitros têm dificuldade em interpretar “Posse de Bola” dos goleiros.

No jogo, o goleiro está quicando a bola e o atacante a rouba, de cabeça, fazendo o gol. O bandeira avisa o árbitro do ocorrido, mas este entende que o gol é legal e valida. Para quem não viu o lance, clique no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=Al4ZKa3gZC8&feature=relmfu

Qual é a irregularidade da jogada?

O erro é: quando o goleiro tem a posse de bola com as mãos, ele tem 6 segundos para a repor em jogo. Entende-se, pela Regra do Jogo, que essa posse compreende também o ato de quicar a bola para lançá-la. Sendo assim, estando o goleiro com a posse de bola com as mãos (com o pé é diferente), ela não pode ser disputada até ser efetivamente colocada em jogo.

Portanto, é infração o fato do atacante cabecear a bola durante o quicar da mesma, já que ela estava na posse do goleiro.

Se o goleiro a colocasse no chão, aí a bola estaria em condição de disputa. Ele estaria com a posse de bola (e não tem mais a preocupação dos seis segundos, pois já a repôs ao jogo), sendo que nada haveria de irregular em roubá-la (o goleiro não poderia mais segurá-la com as mãos a partir desse momento). Um exemplo de tal lance: a famosa roubada de bola de Ronaldo (Cruzeiro) em cima de Rodolfo Rodriguez (Bahia), em 1994.

Errou o árbitro, acertou o bandeira, que acabou sido desprezado.

– Como Salvar seu Casamento

O assunto foi publicado há meses, mas o tema é muito atual: como vencer as dificuldades do casamento e torná-lo um ato consumado de amor, felicidade e sucesso?

Extraído da Revista Época, ed 622, 19/04/2010, por Ivan Martins e Kátia Melo.

COMO SALVAR SEU CASAMENTO

O casamento. A boda. O matrimônio. O que essas palavras evocam são imagens tocantes e cenas de festa. Uma noiva sorrindo à beira de um lago, radiante em seu vestido branco de cetim que, embora ela não saiba, foi usado pela primeira vez pela rainha Vitória, da Inglaterra, em seu casamento com o príncipe Albert, em 1840. De lá para cá, as noivas no Ocidente vestem branco. E são rainhas por um dia.

Mas o casamento, a boda, o matrimônio – e mesmo a forma laica e informal de compromisso, a coabitação –, não se resume a uma festa. Depois da noite de núpcias, começa, para todos os casais, aquilo que o psiquiatra Alfredo Simonetti, ligado ao Hospital das Clínicas de São Paulo, descreve como “o sofrimento de viver a dois”: uma luta diária contra a natureza humana, que, ao mesmo tempo que atrai as pessoas para a vida conjugal, faz com que elas, rapidamente, se desapontem com as dificuldades do cotidiano a dois.

As estatísticas brasileiras são eloquentes a respeito tanto do fascínio quanto das agruras do casamento. Cerca de 1 milhão de pessoas se casam todos os anos no Brasil – e pouco mais de 250 mil se separam no mesmo período. Logo, de cada quatro casamentos, um termina em separação. Embora a estatística seja adversa, o risco não é suficiente para fazer as pessoas deixar de casar. Os números do IBGE mostram que a quantidade de uniões por 100 mil brasileiros aumenta um bocadinho a cada ano. Entre 1998 e 2008, o número de casamentos cresceu 34,8%, superando em 13 pontos porcentuais o crescimento vegetativo da população nessa faixa etária. Os divórcios e as separações, no mesmo período de dez anos, cresceram menos, 33%. A diferença é pouca, mínima na verdade, mas sugere que o sonho de casar está mais em alta que a vontade de se separar.

Há várias maneiras de olhar para essas estatísticas de casamento e separação. Uma delas é com otimismo: as pessoas se separam por que estão infelizes, e é bom que a lei facilite o afastamento. Antes de 2002, a separação judicial no Brasil, quando não era consensual, estava condicionada à comprovação de “culpa objetiva e específica” de uma das partes. Hoje em dia, qualquer motivo, mesmo fútil, é suficiente para que o juiz aceite a “impossibilidade de vida comum”. Os juízes entendem que, se uma das partes não quer, basta. Qualquer que seja a razão.

Outra forma de olhar para a mesma estatística é com alarme. Afinal, a cada casamento fracassado corresponde uma dose imensa de sofrimento humano. O divórcio, diz um estudo americano, só perde em termos de estresse para a morte de um cônjuge. É das piores experiências que as pessoas podem ter na vida. Para os filhos, a separação também é dolorosa. Cria períodos de terrível ansiedade. Quando se olha para além da família, a onda de separações tem como consequência social o empobrecimento das pessoas. Mães pobres que criam sozinhas seus filhos, como mostram pesquisas recentes, estão entre os poucos grupos sociais que não conseguiram se beneficiar da elevação geral da renda brasileira dos últimos anos. Parecem estar abaixo da possibilidade de ascensão.

As pesquisas sugerem que o sonho da maioria continua
sendo um único casamento, que dure a vida inteira

Tudo isso seria mais ou menos irrelevante se homens e mulheres estivessem perfeitamente confortáveis com a ideia de casamentos seriais. Eles seriam intercalados por períodos miseráveis de separação e pelo êxtase da descoberta de uma nova parceira ou parceiro. Não é isso que a pessoas querem. Mesmo nos Estados Unidos, país que tem uma longa tradição de convívio com o divórcio, onde metade das uniões termina em separação (o dobro da taxa brasileira!), as pesquisas sugerem que o sonho da maioria continua sendo um único casamento longo e feliz, que abarque a existência, produza filhos e dê à vida de cada um dos cônjuges uma riqueza de sentido que ela não teria sozinha. As pessoas não se separam por ter superado essa aspiração romântica. Ao contrário, elas se afastam amarguradas por não conseguir atingir esse ideal. Em geral, quem faz isso é a mulher. Nos Estados Unidos, elas são responsáveis por dois terços dos pedidos de separação. No Brasil, essa proporção é ainda maior, 72%. Ao que tudo indica, para essas mulheres o sonho de felicidade no casamento não mudou. A realidade é que tem se revelado mesquinha.

Ninguém tem escrito com mais propriedade e mais aceitação sobre os dilemas do casamento do que a americana Elizabeth Gilbert, de 40 anos, autora do superbest-seller Comer, rezar, amar. Nesse livro de 2006, que vendeu 7,5 milhões de cópias e foi traduzido em 30 idiomas, ela conta como rompeu um casamento juvenil desastroso, passou por um divórcio nauseante, mergulhou em depressão, viajou o mundo para tentar juntar seus próprios pedaços e, ao final dessa jornada quase épica, tendo jurado nunca mais se casar, se apaixonou em Bali, na Indonésia, por um charmoso expatriado brasileiro, 17 anos mais velho que ela, apresentado no livro como Felipe – e que, segundo o jornal The New York Times, chama-se, na verdade, José Nunes. As memórias de Gilbert venderam 300 mil cópias no Brasil. O filme com o mesmo título, que será lançado em setembro no país, tem elenco para ser outro sucesso. Gilbert será interpretada por Julia Roberts e Felipe-Nunes pelo espanhol Javier Bardem, o romântico cafajeste de Vicky Cristina Barcelona.

Em janeiro deste ano, pondo fim a uma monumental expectativa editorial, Gilbert lançou Committed, a skeptic makes peace with marriage. Na tradução brasileira, a ser lançada em agosto pela Objetiva, o título será Comprometida – Uma história de amor. A história autobiográfica começa onde a outra termina, apenas 18 meses depois. Ela e o namorado brasileiro, comerciante de pedras preciosas, chegam aos Estados Unidos de mais uma viagem ao Oriente, e ele é detido pela imigração. Motivo: excesso de entrada e saída no país sem a cidadania americana. Os dois, que já viviam juntos na cidade de Filadélfia, são informados de que ele não mais poderá entrar no país, a não ser que os dois se casem – o que só poderá acontecer, graças às complicações das leis americanas para imigrantes, depois de meses de espera e milhares de dólares gastos com advogados. Felipe é deportado para a Austrália (seu país oficial de residência) e começa, para o casal, um longo exílio fora dos Estados Unidos, durante o qual Gilbert hesita, pesquisa e pondera sobre as possibilidades de que esse novo casamento, ao contrário do primeiro, funcione. Committed é o resultado desse período de incerteza e investigação. Ele encerra um vigoroso “sim” para o casamento (apesar da incerteza inerente a ele). “Talvez a única diferença entre o primeiro casamento e o segundo é que, da segunda vez, você sabe que está apostando”, diz Gilbert.

Além do entretenimento de uma boa leitura, há no livro informações e ideias úteis para quem deseja iniciar ou preservar um casamento. A primeira coisa que ele atira pela janela é o romantismo. Casamento não é uma questão de paixão, afirma Gilbert. Bons casamentos não se ancoram numa erupção hormonal que desliga o senso crítico e faz do cérebro apaixonado algo parecido com o cérebro de um dependente químico (como está demonstrado por estudos de imagens de ressonância magnética!). Estatísticas americanas mostram que, quanto mais jovens as pessoas se casam, maior a chance de separação – e isso parece estar ligado à urgência e à instabilidade das paixões juvenis. Só depois dos 25 anos as estatísticas começam a ficar menos dramáticas. Tendo casado pela primeira vez aos 24 anos, depois de uma sequência de paixões avassaladoras, Gilbert parece saber do que está falando. Ela está separada desde 2002, mas ainda paga pensão mensal ao ex-marido, embora ele tenha se casado novamente, seja pai e vá lançar, em setembro, seu próprio livro de memórias, do qual se esperam grandes doses de veneno contra a ex-mulher e mantenedora. Ninguém com esse fardo biográfico é capaz de olhar para o casamento sem justificada má vontade.

Outra ilusão que o livro se empenha em destruir é a completude. Não há um homem ou mulher, diz ela, que seja capaz de preencher a vida de cada um de nós. A pessoa que porá nosso mundo no lugar ou fará com que ele permaneça à deriva somos nós mesmos. O outro é um companheiro de viagem, não um pedaço de nosso corpo ou uma fração de nossa alma. Muito menos um guia. “Eu me recuso a sobrecarregar Felipe com a tremenda responsabilidade de me completar”, ela escreve. “Já lidei o suficiente com minhas falhas para saber que elas pertencem apenas a mim. Mas foi preciso mais de três décadas e meia para chegar a isso.”

Embora não sejam realmente revolucionárias, e em alguns momentos até cortejem o lugar-comum, as conclusões de Gilbert estão afinadas com as ideias mais recentes dos especialistas em casamentos. O psiquiatra Simonetti, autor do livro O nó e o laço – Desafios de um relacionamento amoroso, é um deles. Ele acredita que o fator isoladamente mais importante para evitar a separação dos casais é, justamente, aprender a ser sozinho. “Se a pessoa aprende que ela sobrevive sozinha, o outro passa a ser um companheiro de jornada, e não uma necessidade absoluta”, diz ele. “Caso contrário, ela vai tentar prender o outro. É um paradoxo.” Outra estudiosa do assunto, a americana Michele Weiner-Davis, autora de livros sobre casamento que faz palestras no mundo inteiro, também diz que o romantismo é um problema, não uma solução. “Fomos educados a acreditar que o casamento é romântico, mas ele não é”, afirma. “O casamento é uma relação de conexão com o parceiro, é educar filhos e cuidar um do outro, é ser fiel.” O mesmo diz a antropóloga brasileira Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “A fantasia romântica destrói qualquer possibilidade de casamento”, ela afirma. “É preciso ter uma visão crítica daquilo que se vê nos filmes e se lê nos romances. A vida real não sustenta essas fantasias.”

Se o casamento é menos uma questão de sentimentos exaltados e mais a expressão de cuidados e atitudes cotidianos, talvez se possa aprender alguma coisa com a experiência de casais bem-sucedidos. A atriz Alexandra Plubins, de 46 anos, está casada há 15 com o engenheiro Mauro Rodrigues, de 51. Eles têm três filhos (os gêmeos Pablo e Diego, de 17 anos, e a caçula Laura, de 13) e vivem em Teresópolis, no Estado do Rio de Janeiro. Alexandra deu à luz aos 29 anos, seguiu morando com a mãe e casou-se com Mauro apenas dois anos depois. Eles têm vivido juntos desde então. “Mauro é supercompanheiro. Lava, passa, limpa a casa e, se eu preciso trabalhar, fica com as crianças”, diz. Esse tipo de comportamento prático e atencioso, que pode ser entendido como feminista, parece ser imensamente importante do ponto de vista da preservação do afeto das mulheres. Em seu livro, Gilbert conta que seu namorado brasileiro faz jantar todos os dias: ele fica no fogão, ela toma vinho, e os dois conversam. A escritora diz que em cinco anos de relacionamento nunca precisou ir ao supermercado comprar comida. E que isso não tem preço.

Além da divisão das tarefas da casa, parece haver mais coisas a ser aprendidas com os casamentos sólidos – como a decisão de criar espaços exclusivos para o casal, que não incluam os filhos. Todos os especialistas dizem que isso é essencial para manter a chama do desejo e reforçar a sintonia. O comerciante Alexandre Cavalcante, de 36 anos, e a mulher Andréa Cristina, dona de casa, fazem assim: tiram duas semanas de férias por ano, sem as crianças. Eles têm Vanessa, de 16 anos, e Mateus, de 10. Vivem em Natal, no Rio Grande do Norte. “Em janeiro passado, nós dois fizemos um cruzeiro”, diz ele. O sucesso desse casamento é um desafio às estatísticas. A união começou com a gravidez de Andréa aos 18 anos e tinha tudo para acabar rápido. “Todos apostavam que não duraria seis meses”, diz Alexandre. Já dura 16 anos. Andréa, que agora tem 35, atribui isso ao fato de os dois conversarem muito. Ele acha que o essencial é a consciência de estar casado. “Casar é saber que não é só você”, afirma.

Coincidentemente, esses dois casais defendem, no campo do sexo, uma atitude que a americana Michele Weiner-Davis chama de filosofia Nike: just do it. Em português, Faça logo. “Mesmo que você não esteja com muita vontade, comece. E se permita ser estimulado fisicamente”, diz ela. “Essa é a melhor forma de vencer o tédio sexual.” Para Andréa e Alexandre, o casal de Natal, esse truque tem funcionado há anos. “Mesmo que a gente não esteja com vontade, faz um esforço”, diz ela. A atriz Alexandra conta algo semelhante. “Se eu me acomodo, não vou mais sentir desejo. Não quero que Mauro seja meu ‘amiguinho’. Preciso me sentir cortejada.”

Os homens casados costumam olhar com ironia para essas “fantasias românticas” de suas mulheres, mas talvez não devessem. Mirian Goldenberg diz que sentir-se desejada é um imperativo da cultura feminina brasileira. “As mulheres se separam por isso e traem por isso”, afirma a professora. “Têm de provar que são desejadas, sensuais, bonitas. Assim se sentem valorizadas.” A antropóloga diz que em outros países as mulheres enfatizam aspectos diferentes da relação, como amizade e companheirismo. Mas aqui o sexo ocupa um papel preponderante. E pode determinar o fim do casamento.

Outra obsessão feminina à qual os maridos não costumam dar atenção é a intimidade. Para os homens, essa palavra tem uma conotação quase puramente física, enquanto no universo feminino intimidade significa um milhão de outras coisas. “Um nível profundo e psicológico de comunicação e reciprocidade”, por exemplo. Ou “um jeito de falar sobre si e de ser escutada pelo outro”. Ou, ainda, “um tipo de conversa especial, de entrega singular, de quem fala e de quem escuta”. Essa intimidade de atributos quase metafísicos, diz Mirian, está por trás de inúmeros pedidos de separação no Brasil. “A mulher casada há vários anos diz que não consegue mais ter intimidade com o marido”, afirma ela.

No livro de Elizabeth Gilbert, uma passagem sugere que a intimidade não é uma questão apenas das mulheres brasileiras. Ela relata um estudo americano sobre adultério no qual se mostra que, antes de trair, a mulher constrói, muitas vezes de forma inocente, um espaço de intimidade com outro homem. Em geral é um amigo ou colega de trabalho que, aos poucos, toma o lugar de confidente que o marido deixou de ocupar. Essa inversão cria cumplicidade, reforça a exclusão do marido e abre a porta para o sexo extraconjugal, que tem potencial para destruir até o casamento mais sólido. “No momento em que você se descobre partilhando com um novo amigo segredos que deveriam pertencer a seu marido, é hora de voltar para casa e falar abertamente sobre isso”, diz Gilbert.

A lista dos desafios que cercam o casamento moderno ilustra o óbvio: a instituição está em crise. Desde o final do século passado, quando as leis começaram a permitir a dissolução dos casamentos, as separações têm aumentado ano a ano. Gilbert enfatiza em seu livro que a multiplicação dolorosa das separações tem sido a outra face de uma das conquistas mais caras à humanidade: o casamento por amor. “Talvez o divórcio seja uma taxa que nós todos pagamos coletivamente, como cultura, por nos atrevermos a acreditar no amor – ou, pelo menos, por vincularmos o amor a um contrato social tão vital como é o casamento”, ela escreve. Tão logo as pessoas conquistam o direito de casar por amor, passam a exigir o direito de se separar quando o amor acaba. E conseguem. Isso está acontecendo na Índia e em outras culturas tradicionais neste preciso instante. Não há muito o que se possa fazer. A seta da cultura global avança na direção da liberdade de escolha, e a nós, como pessoas e como sociedade, resta conviver com a dor de nossos desejos realizados.

Tão logo as pessoas conquistam o direito de casar por amor,
passam a exigir o direito de se separar quando ele acaba

Lúcia Razera e Rubens Crispim Jr. sabem como é isso. Eles vivem juntos há 11 anos, desde que ela tinha 22 e ele 26. Casaram-se oficialmente em 2003 e, recentemente, tiveram duas separações. Breves. Agora estão juntos novamente, em São Paulo, com os filhos Vitor, de 10 anos, e Clara, de 6. “Eu sentia falta de ficar apaixonada, não tinha mais borboletas no estômago”, diz Lúcia. Rubens tinha outra queixa: “Para mim, separar era ter liberdade. Eu gosto de ficar sozinho”. A distância não resolveu as insatisfações e criou outras. Eles voltaram, depois de demoradas negociações, com algumas mudanças. Decidiram que vão falar sem tabus sobre seus desejos. Acertaram também que cada um deles vai fazer mais coisas sem o outro – sair, ver amigos, estar. Rubens, diretor de cinema publicitário, tem passado mais tempo em casa depois da volta. E Lúcia, que é administradora, passou a trabalhar com o marido. “A gente não tem necessidade, mas tem vontade de ficar casado e dividir as coisas”, diz ela.

Gilbert, a escritora que fez fama e fortuna demolindo a instituição do casamento em Comer, rezar, amar, também descobriu, em seu novo livro, que ainda é importante dividir a vida com quem se ama. Mesmo que a ameaça de dor e rompimento paire no horizonte. As garantias acabaram, mas o desejo humano de partilhar não terminou. É dele que vem o alento sempre renovado dos casamentos. “Quando comecei a estudar esse assunto, eu via o casamento como algo opressivo e anacrônico, terrivelmente destrutivo”, diz ela. “Ao terminar, concluí que é algo complexo e duradouro, que deve estar aqui por alguma razão, talvez porque está sempre evoluindo.” Como tantos apaixonados antes dela, a cética foi vencida pela esperança.

– Infeliz Intolerância em Plena Época de Paz

Há certas coisas que são indevidas. Por exemplo: em plena época da Páscoa Judaica, o escritor Gunter Grass, Prêmio Nobel de Literatura, escreveu um poema criticando Israel na questão nuclear do Irã. Em versos, condenou o país e defendeu Teerã.

Ora, sabemos que se qualquer alemão falar mal de judeu será problemático; defendendo o Irã, piorou. Em tempo de celebração do Êxodo Judaico?

Deveria ter ficado quieto…

– Prefeitura de Itupeva Comete Crime Ambiental

por Reinaldo Oliveira

A prefeitura de Itupeva cometeu crime ambiental através da deposição de entulho de construção na área de preservação permanente (APP) existente entre os bairros Vila Independência, Portal Santa Fé e Jardim Ana Luiza. A ação ocorreu nesta semana, quando do serviço de remoção de entulho do muro de proteção da APAE, localizada próximo da APP, que caiu por conta de fortes chuvas ocorridas na quinzena passada. O procedimento correto seria a retirada deste material através de caminhões. Não foi isso que aconteceu. Como a área verde está ali inerte e indefesa, foi o local certo para mais uma ação de crime contra o meio ambiente. Porém, tudo que começa errado pode piorar ainda mais; ao longo de mais de mil metros na viela sanitária que margeia a APP, tanto abaixo quanto acima deste local, várias outras irregularidades foram cometidas, no mesmo dia, com o entulho dos mais diversos tipos de material sendo depositado na área da APP. Não é a primeira vez que isto acontece; e nem será a última. Não há um fiscal que oriente o funcionário, não há orientação e nem acompanhamento do setor de meio ambiente da prefeitura, quando da execução destes trabalhos, e nem dos voluntários do CONDEMA. Resta apenas o registro fotográfico a denunciar mais esta ferida aberta na área de preservação permanente (APP), pois também parte da vegetação foi suprimida, inclusive árvores.

– Criançada se Diverte Facilmente…

Deveríamos sempre ter espírito infantil! Como criança se diverte fácil.

Ontem a noite, após trabalhar de manhã e cumprir os ritos religiosos da Paixão de Cristo a tarde, sugerimos à nossa filhota ir ao Cinema assistir “O Lorax” (ótimo filme, com boa mensagem social e preocupação ecológica – bem colorido e engraçado). Demais!

Cinema? Criança adora!

Pipoca? Com manteiga então? Hum…

E se o filme for 3 D? Uau… Eu detesto filmes 3D, me ataca a labirintite. Mas criança se preocupa com isso?

Dá uma olhada nessa carinha e veja se não valeu a pena?

 

Quando somos jovens demais, não temos noção como é bom ser pai…