Amigos, imperdível a entrevista do empresário de jogadores de futebol Wagner Ribeiro na ESPN. Ame-o ou deteste-o, o cara é muito inteligente!
Vale uma conferida, está nesta edição de Janeiro / 2011.
Amigos, imperdível a entrevista do empresário de jogadores de futebol Wagner Ribeiro na ESPN. Ame-o ou deteste-o, o cara é muito inteligente!
Vale uma conferida, está nesta edição de Janeiro / 2011.
Por muito tempo viajei à região das termas goianas de águas quentes. Em especial, próximo à Pousada do Rio Quente, que era um parque dentro de uma fazendola encravada no município de Caldas Novas – GO.
O empreendimento, muito famoso, era uma das grandes fontes de imposto para o município. Entretanto, com a criação do município de Rio Quente, o hoje Rio Quente Resort e seus vizinhos passaram a ter mais vantagens, já que o município praticamente é o próprio Parque e seus próximos colaboradores. Sacaram a inteligente jogada? Os impostos “ficam em casa”.
Agora, Frederico da Silva Costa, um dos membros da família proprietário do Rio Quente Resort, será o braço direito do Ministro do Turismo. Mas existe um problema: segundo a revista Época dessa semana (citação abaixo), ele é ficha-suja e está atolado até o pescoço em denúncias de favorecimento à suas empresas e desvios de dinheiro!
Abaixo, a matéria-denúncia:
Tá começando bem a composição do ministério no novo governo…
Extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI200949-15223,00-A+FICHA+SUJA+DO+EXECUTIVO+DO+TURISMO.html
A FICHA SUJA DO EXECUTIVO DO TURISMO
Por Andrei Meireles, Marcelo Rocha e Murilo Ramos
O homem nomeado para ser o segundo do Ministério do Turismo liberou dinheiro para obra que favoreceu empresa da família e está com os bens bloqueados pela Justiça por suspeita de desvio de dinheiro público
O Ministério do Turismo foi criado em 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para acomodar o aliado PTB em seu governo. Nasceu com um orçamento de R$ 377,7 milhões, acanhado para os padrões da Esplanada. A pasta cresceu em tamanho e prestígio durante os dois mandatos de Lula. Chegou a 2010 com uma verba de cerca de R$ 7 bilhões para administrar. Ficou rico e passou a ser cobiçado pelos partidos que compõem a base de sustentação de Lula e, agora, da presidenta Dilma Rousseff. Com a perspectiva de realização no Brasil da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas em 2016, o ministério ganhou ainda mais destaque no mapa do poder. Parte significativa dos recursos para organizar as duas competições vai passar por ali. O novo protagonismo do Ministério do Turismo ficou manchado com a revelação de que verbas de convênios firmados pela pasta para patrocinar festas e eventos eram desviadas. O escândalo envolveu dezenas de parlamentares no momento em que o Congresso discutia o Orçamento da União para 2011. O senador Gim Argello (PTB-DF) renunciou à relatoria do Orçamento depois da descoberta de que destinou verbas para empresas de fachada.
Com esse histórico de problemas recentes, esperava-se que a presidenta Dilma Rousseff tomasse providências para moralizar a gestão do Ministério do Turismo. Não foi bem o que ocorreu. Antes mesmo de assumir o comando da pasta, o deputado Pedro Novais (PMDB-MA), de 80 anos, protagonizou outro escândalo. Novais apresentou uma conta à Câmara em que pediu ressarcimento de despesas com uma suíte de motel em São Luís, no Maranhão, onde teria ocorrido uma festa com 15 casais. Apesar do constrangimento, Novais conseguiu ser confirmado como ministro por causa dos apoios do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e do deputado Henrique Eduardo Alves (RN), o líder do PMDB na Câmara.
Estimulado por essa demonstração de força, Henrique Alves patrocinou na semana passada mais uma nomeação no ministério: a de Frederico Silva da Costa para secretário executivo, o segundo cargo mais importante da pasta. Antes de ser promovido, Frederico da Costa era o responsável pelos investimentos do ministério em obras de infraestrutura. Tinha como principal atribuição a coordenação do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), que é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e foi lançado em março de 2008, durante a gestão da petista Marta Suplicy. Na primeira leva de empréstimos do Prodetur foram destinados R$ 13 milhões para a construção de uma rodovia em Goiás, a GO-507, que reduz em cerca de 30 quilômetros o percurso para os turistas das regiões Sul e Sudeste que visitam a região de Rio Quente, onde está localizado o Rio Quente Resorts, um dos principais polos turísticos do país, por causa de suas águas termais.
A nova rodovia facilitou o acesso para 70% do cerca de 1 milhão de turistas que anualmente visitam o resort, mas, ao mesmo tempo, suscita uma questão de possível conflito de interesses. Metade do capital da empresa Rio Quente Resorts – maior beneficiária da construção da estrada – pertence à família de Frederico da Costa. Além disso, o empreendimento é dirigido por seu irmão, Francisco Costa Neto. Em resposta por escrito enviada pela assessoria do Ministério do Turismo, Frederico da Costa não tratou da questão do conflito de interesses e justificou o financiamento da construção da estrada como um atendimento a um pedido do governo de Goiás em favor de uma das maiores áreas turísticas do país.
Outro programa do Ministério do Turismo, o Fundo Geral de Turismo (Fungetur), também beneficiou o resort da família do novo secretário executivo com um financiamento. A Caixa Econômica Federal, que administra o Fundo, se nega a revelar o valor dos repasses com o argumento de que seria uma quebra de sigilo bancário. Além disso, no ano passado, pela primeira vez em 18 anos, o tradicional Rally dos Sertões teve uma de suas etapas no Rio Quente Resorts. Foi também a primeira vez que o evento recebeu verbas do Ministério do Turismo: R$ 806 mil. Nesse caso, o ministério afirma que o patrocínio ao evento decorreu de um convênio com o governo de Goiás.
Na secretaria executiva, Frederico da Costa terá influência em todo o ministério, com poderes sobre os bilionários projetos para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Será um salto em relação às funções públicas assumidas por ele a partir de 2003, ocasião em que trocou o emprego em uma das empresas da família, a Graham Bell Engenharia de Telecomunicações, por um cargo no então recém-criado Ministério do Turismo. Frederico entrou no governo Lula pelas mãos do então ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, do PTB, e foi escalado como responsável pela gestão de recursos e investimentos em infraestrutura turística. Na época de sua entrada no governo, ele tinha valores modestos sob seu comando – R$ 52,8 milhões. Num crescimento espetacular, as verbas do ministério para obras de infraestrutura somaram no ano passado cerca de R$ 2,7 bilhões (leia o quadro).
No governo federal, Frederico da Costa mostrou aptidão para administrar um orçamento com volume de recursos crescentes e desenvoltura para conquistar aliados políticos. Ele sobreviveu à saída do PTB do ministério e foi promovido nos quatro anos em que o PT administrou a pasta. Em todo esse período, Frederico cuidou da distribuição de verbas para a construção de rodovias e outras obras de infraestrutura em todo o país. Com esse cacife, Frederico da Costa caiu nas graças de vários políticos. Um deles foi o deputado Henrique Eduardo Alves, que se tornou seu principal padrinho.
Se tem a seu favor a gratidão e o apoio de políticos como Henrique Eduardo Alves, o novo secretário executivo tem contra ele alguns problemas na Justiça. Desde fevereiro de 2010, Frederico da Costa, seu pai, Francisco Hyczy da Costa, e seu irmão, Francisco Costa Neto, estão com os bens bloqueados pela Justiça Federal no Tocantins. Eles são acusados de praticar fraudes para desviar recursos públicos. De acordo com o Ministério Público Federal, no final da década de 90 a família de Frederico abriu a empresa Forasa Indústria Alimentícia S.A. e solicitou um financiamento à Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). O empréstimo de R$ 4,7 milhões seria aplicado na construção de uma fábrica de processamento de tomate no município de Formoso do Araguaia, no Tocantins. Durante o ano de 2000, a Forasa recebeu o total do empréstimo em quatro parcelas e, de acordo com o contrato, deveria investir igual valor no empreendimento. A Polícia Federal apurou que nenhum centavo foi aplicado na construção da fábrica e que o valor total do empréstimo foi desviado. Segundo a denúncia do MPF, diretores da Forasa teriam falsificado notas fiscais, contratos de prestação de serviço, cheques e recibos. As atas de assembleia-geral simulavam o aumento do capital social da Forasa, com um depósito de mais de R$ 1,5 milhão na conta da empresa. Os extratos foram incluídos nas prestações de contas à Sudam. Mas os valores eram sacados e desviados para o pagamento de serviços não executados pelas empresas Aliança Projetos e Construções Ltda., Gebepar S.A. e Campina Verde Ltda. Os investigadores não conseguiram localizar nem o endereço da Aliança, apontada na denúncia como uma empresa-fantasma.
Frederico era diretor presidente da Forasa e presidente de seu conselho de administração quando a empresa obteve o financiamento da Sudam. De acordo com sua versão, ele deixou os dois cargos em outubro de 2000, quando apenas uma das quatro parcelas havia sido liberada. Mas se manteve como acionista até dezembro de 2002, quando se desligou dos negócios da família para ingressar no governo Lula. Em seu currículo no site do Ministério do Turismo, Frederico omite sua participação na Forasa. Ele registra apenas que no mesmo período foi diretor financeiro da Graham Bell, outra empresa da família. A Gebepar e a Campina Verde, que emitiram notas frias, também são empresas da família. A Gebepar é dona de 50% do Rio Quente Resorts – o balneário beneficiado pela rodovia pavimentada com recursos do Ministério do Turismo.
Na nota enviada a ÉPOCA, a assessoria do ministério afirma que “no período em que o secretário participou da direção da empresa foi liberada uma parcela do financiamento, no valor de R$ 850 mil, cuja aplicação foi fiscalizada e aprovada pelo órgão competente”. Os dois técnicos da Sudam encarregados da fiscalização, porém, foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público Federal como envolvidos na fraude. Segundo a acusação, eles apresentaram relatórios que informavam que o projeto tinha andamento normal e atestaram a realização de várias obras de construção civil. Ao vistoriar o local do empreendimento, a Polícia Federal comprovou a fraude. Os agentes constataram que nada foi construído no imóvel onde deveria ter sido erguido o parque industrial da empresa. Nos 5 hectares do terreno, foi encontrada apenas uma plantação de melancias.
Quando entrou para o governo, em 2003, Frederico da Costa não estava com os bens bloqueados. Ainda não havia motivos para impedir sua nomeação. Agora é diferente. Ao chegar ao segundo posto mais importante do Ministério do Turismo – na prática, o principal responsável por sua máquina –, Costa ostenta graves pendências na Justiça. Desta vez, o governo teria sólidas razões para avaliar, com mais cuidado, a promoção de um homem com suspeitas de envolvimento em dinheiro público para um posto tão importante da Esplanada dos Ministérios.
Amigos, um desafio que vai desde os administradores de empresas aos simples fãs de personalidades: o que fazer diante daquele que admiramos?
Digo isso pois recentemente presenciei um fato inusitado: a esposa de um conhecido aqui do meu bairro (um humilde servente de pedreiro que chamaremos pelo nome fictício de “Zé”) foi sorteada para um programa do SBT. Ela e o marido (o “Zé”) foram ao quadro que era apresentado por Sílvio Santos! E o Zé teve a oportunidade de, nos bastidores, ficar frente a frente com o Homem do Baú. Perguntei-lhe o que havia conversado com o Sílvio, e ele simplesmente me disse: “Nada, era tudo tão rápido e ele foi tão simpático que eu não sabia o que dizer“.
Dias atrás, li um artigo sobre presidentes e CEOs de multinacionais que saíam de seus escritórios e procuravam os operários e/ou funcionários do baixo escalão das suas empresas, a fim de possibilitar o encontro entre empregados que jamais acreditariam que poderiam conversar com o executivo maior da organização em que trabalhavam. Sabe qual a curiosidade? A maior parte dos funcionários não sabia o que perguntar ao chefe; este, por sua vez, era quem tomava a iniciativa do diálogo.
Dentro das empresas, muitas vezes pode haver a admiração à algum grande líder; ou até na mesma proporção uma grande repulsa. Diante de um amado ou odiado executivo, esportista, ator, político ou qualquer personalidade de destaque, a reação dos cidadãos comuns pode ser a mais diversa possível.
Eu, particularmente, tive algumas oportunidades-relâmpagos (algumas inesperadas e outras programadas) de conversar com pessoas de notoriedade nacional. Procurei explorar ao máximo cada segundo da presença e da possibilidade de interagir com elas. De algumas, obtive a simpatia esperada; de outras, apenas respostas politicamente corretas e /ou protocolares. De outras, uma grande decepção pela atenção dada.
Mas, motivado pela sugestão do universitário em administração de empresas Vanderlei Noronha (meu aluno na FASAS), fica a questão: o que você perguntaria a Dilma Roussef, caso tenha a oportunidade de encontrá-la a sós?
Estenda a questão de forma geral: a quem você gostaria de fazer uma pergunta e qual seria ela? Deixe seu comentário:
Leia esse post e outros também no Portal Bom Dia: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=4268&blog=6&nome_colunista=963
O MEC anunciou o impedimento de alguns centros universitários de criarem novas vagas ou cursos por deficiências.
Infelizmente, há instituições conhecidas.
Felizmente, tal fato deverá fazer com que elas se sacudam, para o bem da educação do Brasil. Uma espécie de “puxão-de-orelhas” pela acomodação.
MEC TIRA AUTONOMIA DE 15 CENTROS UNIVERSITÁRIOS
Por Cláudia Andrade
O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quinta-feira que 15 instituições de ensino superior ficarão impedidas de abrir novos cursos ou ampliar o número de vagas. As instituições perderam sua autonomia por terem apresentado conceitos insatisfatórios no Índice Geral de Cursos (IGC) referentes aos anos de 2007, 2008 e 2009.
São quatro universidades e 11 centros universitários que, se não melhorarem o ensino disponibilizado aos alunos, podem perder o status de universidades ou centros universitários ou até mesmo serem descredenciadas pelo MEC.
Fatores como perfil do corpo docente, regime de trabalho e títulos dos professores, qualidade da infraestrutura oferecida aos alunos e do projeto pedagógico, além do desempenho nos exames nacionais de avaliação são avaliados pelo MEC e podem levar uma instituição a ter um conceito insatisfatório no IGC.
Para voltar a ter autonomia, as instituições terão de apresentar resultado satisfatório nas próximas edições do IGC, com índice acima de 3 – a escala vai de 1 a 5. As universidades e centros universitários passarão por supervisão do MEC para avaliar sua evolução.
“O credenciamento (da instituição) pode ter sido criterioso no passado, mas a instituição perdeu ímpeto, perdeu vigor”, avaliou o ministro Fernando Haddad.
O ministro considerou que as instituições de ensino superior no País, em geral, estão melhorando. “Aqueles que não estão em busca da qualidade serão trabalhados com as penalidades previstas em lei, sempre na perspectiva de que a instituição se recupere. Mas quando isso se mostra inviável, a autoridade regulatória tem de tomar as medidas para salvaguardar os interesses nacionais”, alertou.
Haddad deu ainda um recado para instituições que disputam alunos apenas oferecendo mensalidades baratas. “Estamos protegendo instituições de qualidade da concorrência desleal de instituições sem qualidade que competem apenas por mensalidades módicas. Não adianta querer captar alunos pelo preço porque o poder federal pode descredenciá-la”.
Saiba quais foram as instituições que perderam autonomia:
Universidade do Grande ABC (SP)
Universidade Ibirapuera (SP)
Universidade Iguaçu (RJ)
Universidade Santa Úrsula (RJ)
Centro Universitário Cândido Rondon (MT)
Centro Universitário da Cidade (RJ)
Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro-Oeste (GO)
Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (AM)
Centro Universitário de Várzea Grande (MT)
Centro Universitário do norte Paulista (SP)
Centro Universitário Euro-Americano – Uniplan (DF)
Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos (RJ)
Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (DF)
Centro Universitário Sant’Anna (SP)
Centro Universitário Luterano de Manaus (AM)
Leio uma bela matéria na revista ESPN de Janeiro/2011 a respeito das grandes promessas para este ano. E em destaque, a jogadora de basquete do colégio Divino Salvador, Damiris Dantas.
Parabéns, moça! Represente bem a nossa querida Jundiaí e ajude o nosso basquetebol voltar a brilhar!
Amigos, muito boa a matéria do Terra Magazine sobre o programa Big Brother Brasil e seus participantes. Nela, um professor da Universidade Federal da Bahia falou sobre a idolatria e o sucesso instantâneo desses “artistas” frente a labuta de professores, críticos e outros segmentos da cultura ou do estudo. Ainda, aborda a exploração do mundo gay no programa da Rede Globo (a propósito, há 2 ex-alunos dele no BBB).
Confira, extraído de: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4884786-EI6581,00-Professor+Com+subcelebridades+ficou+chato+ser+inteligente.html
COM SUBCELEBRIDADES, SER INTELIGENTE FICOU CHATO
Por Cláudia Leal
A nova edição do Big Brother Brasil (BBB) despejará na mídia 17 subcelebridades que, daqui a alguns meses, lutarão por flashes em tentativas de sexo na praia, em desquites estrepitosos e nas visitas de praxe às padarias do Leblon.
Observador desse Olimpo de deuses afobados, o professor de comunicação da Universidade Federal da Bahia, Maurício Tavares, doutor pela PUC-SP, já se vacinou para sobreviver à temporada.
– Hoje em dia, a pessoa ser inteligente é até ofensivo em alguns meios, em alguns veículos. Ser inteligente ficou chato. Você tem que ser superficial, bonito e engraçado. … Uma mulher loira, mais ou menos bonita, vira uma pessoa mais importante que João Ubaldo Ribeiro – ironiza.
Crítico do “mundinho” de celebridades, Maurício Tavares aponta a “audiência massacrante” da Rede Globo e as artimanhas do diretor Boninho como os dois principais motivos da sobrevivência do BBB em onze edições. Estudioso do universo gay, Tavares avalia o uso de homossexuais na fórmula dos reality shows:
– Os gays são elementos ligados ao mundo da fofoca, embora Jean Wyllys tenha feito o papel da “boazinha”. Os gays vivem num mundo em que eles precisam muito estar lidando com coisas que envolvem a traição, um mundo menos “normal”.
O raio caiu duas vezes sobre o professor da Ufba. Ele é ex-professor do BBB Jean Wyllys, eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, e integrou a banca de conclusão de concurso do novo gladiador de Pedro Bial, o jornalista Lucival França.
Confira a entrevista.
Terra Magazine – Como o mundo de subcelebridades é alimentado pelos reality shows? Qual o efeito das últimas dez edições do BBB sobre a mídia?
Maurício Tavares – Você acompanha um fenômeno engraçado: o aumento do número de revistas que tratam de subcelebridades, “Contigo” e não sei o quê mais. Essas revistas, mais do que o jornalismo “normal”, têm falta de assunto. O BBB é um pouco uma fábrica dessas pequenas celebridades, para alimentar durante algum tempo essa rodinha. Até porque são pessoas ávidas pela fama, aquela fama imediata, não é aquela que você vai conseguir com o trabalho. Eu me incomodo muito, de maneira radical, com quem está trepando com não sei quem…
Por que se incomoda? Mais pela exposição ou pelo vazio da exposição?
Pelo vazio da exposição e pela desimportância de quem está comendo quem, quem está chupando quem. E daí, cara? Gostaria que essa imprensa de subcelebridades fosse mais atrevida: quem tá bebendo urina, coisas assim mais bizarras (risos).
E perversas…
Perversas. Mundo cão. Mas, pô, quem tá comendo quem? E a gente sabe que muitas dessas fofoquinhas são inventadas para alimentar essa mídia. É um processo circular: você inventa uma história porque vai sair na mídia, a mídia compra a história porque sempre tem alguém interessado em ler. Fico impressionado quando vou ao supermercado e tem aquela fila de revistas. Fico olhando quais as revistas que as pessoas pegam para olhar pelo menos a capa. Quase sempre são essas revistas. Lá tem Veja, Istoé, Época – uma vez ou outra alguém pega. Mas as revistas ligadas às novelas todo mundo pega. E o Leblon virou assim a Hollywood brasileira. Aquela coisa dos paparazzi lá na praia, no restaurante… E os próprios artistas que querem aparecer, outros não.
Outro dia saiu Caetano Veloso comprando mamão num supermercado do Leblon.
Tem umas coisas assim de um ridículo atroz.
Isso não cria um problema para as celebridades mais ligadas ao talento, à produção artística? Para aparecer, não vão ter mais dificuldade?
Claro que sim, claro que tem. É um problema de queda de valores. Hoje em dia, a pessoa ser inteligente é até ofensivo em alguns meios, em alguns veículos. Ser inteligente ficou chato. Você tem que ser superficial, bonito e engraçado. E alguns professores até caem nisso. As pessoas loiras que estão aparecendo… Uma mulher loira, mais ou menos bonita, vira uma pessoa mais importante que João Ubaldo Ribeiro. (risos) Há esses critérios meio malucos.
Por que, apesar de estar na 11ª edição, a fórmula do BBB não se esgotou totalmente?
Achei que no terceiro, no quarto, se esgotaria. É impressionante. Mas tem também um pouco das artimanhas desse Boninho (diretor do BBB). Ele é diabólico, inventa coisas. Li alguns textos sobre o BBB e, numa época, até escrevi sacaneando um pouco com Pedro Bial: há o fascínio de ver as pessoas no dia-a-dia. É insuportável. No ano passado, tentei ver uns pedaços, mas não deu. Foi uma artimanha dele botar dois gays, aquelas pintosas lá pra animar o negócio. E eu: meu Deus, como é que pode, é de uma banalidade, é de um nada total. Agora ele vai inventar sabotadores. Primeiro, a estrutura do BBB é de uma novela. Tem o vilão, caracteriza as pessoas. Depois, tem pessoas reais e uma parte dos espectadores gostaria de estar ali. Uma boa parte, aliás, mandou vídeos e nunca conseguiu.
Você tem dois ex-alunos no BBB…
É, o segundo agora, fui da banca dele, Lucival (França). Era da faculdade Jorge Amado. Ele fez um trabalho de conclusão de curso sobre um pai-de-santo gay que matou a garota que era namorada do namorado dele. O livro reportagem é interessante. Depois ficamos amigos.
Como avalia essa tendência de ter gays nos reality shows?
É fundamental. Tem um fascínio da ambiguidade sexual de alguns, porque os gays são assumidos. E os gays são elementos ligados ao mundo da fofoca, embora Jean Wyllys tenha feito o papel da “boazinha”. Os gays vivem num mundo em que eles precisam muito estar lidando com coisas que envolvem a traição, um mundo menos “normal”. Não tem “mundo normal”, mas eles carregam um pouco isso. Até o comportamento do gay Serginho, do outro BBB, tinha essa facilidade de transitar de um lado para outro, não se envolver muito. Tem elementos fortes.
Nesse segmento de reality show, há mais abertura para homossexuais do que nas novelas. Por quê?
Porque é ficção. Paradoxo maluco. Até agora, não teve beijo, só teve bitoca, não teve ainda um romance gay. Não sei se Lucival vai proporcionar isso… Ele já falou que só debaixo dos edredons. Às vezes tem uma linguagem que numa novela não sairia. Isso tem um dedo de Boninho. Não é ele que jogava ovo nas pessoas?
Você acompanha o fenômeno das subcelebridades em outros países?
Tive recentemente na Argentina. A televisão de lá consegue ser pior do que a daqui e tem esse mundinho de celebridades. O modelo português (Renato Seabra, ex-participante de reality show) que matou o amante dele (nos Estados Unidos) é um fenômeno mundial. Mas, no Brasil, algumas coisas ganham uma dimensão que é desproporcional. Garanto que alguns lugares devem ter, de alguma maneira. Nos Estados Unidos, a quantidade de reality show é muito maior do que aqui, nas tevês a cabo. Você tem de cabeleireiros a top models, uma quantidade gigantesca. Por que aqui ainda é tão desproporcional? A Globo tem uma audiência massacrante em relação ao resto dos canais. O buchicho que “A Fazenda” provoca é muito pequeno em relação ao BBB. E “A Fazenda” usa até o recurso das semicelebridades. As pessoas não vão se tornar subcelebridades, elas já são e tentam sair do limbo.
Há tempos não assistia o Jornal Nacional da Rede Globo. E 3 fatos me deixaram indignado ontem:
1) A brilhante matéria sobre as péssimas condições da Saúde Pública de Rondônia. É assustador ver o quanto o cidadão pobre sofre e é abandonado. Pessoas são internadas no chão! Corredores abarrotados e gente desprezada esperando atendimento.
2) O flagrante de uma Promotora de Justiça que invadiu uma rua pela contramão e atropelou uma empregada doméstica. Não é que a Promotora estava visivelmente bêbada e toda sorridente, brincando porque não enxergava bem, em frente a atropelada e na cena do crime?
E o pior: encaminhada para a delegacia, completamente sem condições de sobriedade, foi liberada, pois, afinal, é uma autoridade…
3) A reportagem sobre Ronaldinho Gaúcho e sua apresentação no Flamengo. O mais novo camisa 10 rubro-negro irá dar uma entrevista na Gávea. Porém, as respostas serão de perguntas previamente selecionadas. Ou seja, responderá o que quiser e de quem quiser. Puríssima bajulação e vergonhosa imposição do seu Staff.
Durma-se com situações como essa…
Amigos, uma das mais tradicionais celebrações do interior paulista acontecerá nos próximos dias: a Festa de São Sebastião em Itupeva / SP.
O evento é tipicamente familiar e vale a pena participar. Abaixo, a matéria do jornalista Reinaldo Oliveira:
ITUPEVA FESTEJA O SEU PADROEIRO
A cidade de Itupeva realiza nos dias 15, 16, 20, 22 e 23 de janeiro a Grande Festa de São Sebastião, padroeiro da cidade. Ela acontece no salão de Festas da Igreja Santo Antonio e, por conta disso foi elaborado um calendário de celebrações, com a missa de abertura no dia 15 às 18h na igreja de Santo Antonio. No dia 16 tem o tradicional Desfile de Cavaleiros, com início às 10h30, chegada na Igreja Santo Antonio às 12h, com bênção aos cavaleiros, seguido de almoço com macarronada, leilão de prendas das 14h às l7h, missa às 18h. Do dia 17 ao dia 19 tem as celebrações do Tríduo preparatório na Igreja Matriz de São Sebastião, com missa todos os dias, às 19h30, celebrada por padres convidados. No dia 20, data jubilar de São Sebastião, o pároco de Itupeva, padre Adilson Amadi, preside a celebração solene às 18h. A festa prossegue nos dia 22 e 23, com celebração de missa às 18h. No dia 22, a partir das 12h, haverá almoço de rizzoto. Todas as noites haverá shows e completo serviço de bar com as barracas de pastel, frango frito, polenta, batata frita, churrasco, porções, cachorro quente, frutas e doces. A comissão organizadora convida e espera a presença da comunidade de Itupeva e demais cidades da região.
Segundo Felipe Patury, coluna Panorama da revista Veja desta semana (12/01/2011, pg 40), Caetano Veloso se apresentou em um show na cidade de Avaré/SP. Cachê: 110 mil reais. Em Dezembro, se apresentou em Fortaleza/CE. Cachê: 715 mil reais.
Depois das dúvidas da lisura dos contratos, a irônica resposta de Caetano: “é a prefeita Luizianne Lins quem deve explicar”.
Pois é… o dinheiro público cada vez mais sendo mal usado.
No ano passado, Jorge Henrique (jogador do Corinthians) criticou a arbitragem de um de seus jogos através do microblog Twitter. Na oportunidade, surgiu a polêmica: qual o peso das reclamações através dessa ferramenta eletrônica?
Pois bem: com a perceptível popularização desse instrumento de comunicação, cada vez mais personalidades esportivas se manifestam sobre diversos assuntos. Um jogador de futebol que faz uma crítica generalizada (como, por exemplo: “acho que o árbitro foi mal na partida e perdeu o controle do jogo”) não deveria ser motivo de represálias por parte dos organizadores; afinal, é uma espécie de desabafo, diferente de uma acusação de manipulação.
Entretanto, na Premier League, Babel, do Liverpool, postou uma mensagem criticando o árbitro e com uma fotomontagem dele com a camisa do Manchester United! Aí não dá… A F.A. (Federação Inglesa) o puniu por 3 partidas.
E você, o que acha disso? É exagero punir críticas via Twitter ou depende da crítica?
Abaixo, extraído de: http://esportes.terra.com.br/futebol/europeu/2010/noticias/0,,OI4883263-EI16651,00-Atacante+do+Liverpool+e+advertido+por+criticar+arbitro+no+Twitter.html
ATACANTE DO LIVERPOOL É PUNIDO APÓS CRITICAR O ÁRBITRO VIA TWITTER
O holandês Ryan Babel, atacante do Liverpool, foi penalizado pela Federação de Futebol da Inglaterra (FA) por sua má conduta após criticar no Twitter o árbitro de seu último jogo.
O jogador publicou uma foto manipulada do árbitro, Howard Webb, vestindo a camiseta do Manchester United, rival histórico do Liverpool e equipe que acabava de eliminá-los da Copa da Inglaterra.
Durante a partida, o juiz marcou um pênalti a favor do Manchester, o que levou Babel a escrever no Twitter: “e esse é chamado de um dos melhores árbitros? Deve ser uma piada”.
O jogador pediu desculpas pouco após receber a advertência da FA, mas mesmo assim poderá ser punido. No entanto, por não existir uma situação semelhante por críticas via internet, é difícil prever o que irá ocorrer.
Após o sucedido, Babel deixou uma mensagem aos seus 170 mil seguidores no Twitter: “estou algemado”, disse, em referência ao castigo imposto pela Federação.
‘Demo-cracia’ é isso aí! Todos podem expressar sua opinião, desde que seja a mesma do que a do presidente.
Sendo assim, o Irã determinou a proibição de comercialização de qualquer livro de Paulo Coelho em seu território.
Motivo?
Não declarado. Proibiu-se e ponto final.
Claro que deve existir algum motivo fundamentalista. Mas vale um dado interessante: Paulo Coelho já vendeu 6 milhões de livros a iranianos. Se considerarmos que ele ganha 1 dólar por livro (ganha mais, claro), imagine o quanto já faturou? Aliás, imagine quanto ele já deve ter faturado no mundo!
É talentoso. Então, sem críticas. Gostar ou não de suas posições é outra história…
E você, o que acha da proibição dos livros de Paulo Coelho sem justificativa? Deixe seu comentário:
“Amigos se criticam, Inimigos se denunciam”
Essa frase de efeito foi dita por Frei Beto, ao ser questionado sobre a proximidade dele com os irmãos Castro em Cuba, em relação ao tratamento dado pelo governo daquele país aos rebeldes políticos.
Você não precisa admirar Frei Beto. Mas cá entre nós: a profundidade desse pronunciamento é de extrema inteligência e vale uma boa reflexão…
Tomara que sim!
Nesta segunda-feira é a eleição da FIFA dos melhores do mundo, primeira edição em conjunto com a France Football.
Como o prêmio considerado “principal”, de melhor jogador do mundo, terá 3 jogadores do Barcelona e nenhum brasileiro, vale a torcida pela brasileira Marta ganhar o prêmio de “melhor jogadora”.
Aliás, um detalhe: Marta já ganhou 3 vezes a honraria, e ela só tem 24 anos. Caminha a ser realmente a “Pelé da bola”?
Outro prêmio que envolverá brasileiro é o do “gol mais bonito do ano no mundo”, onde concorre Neymar num tento marcado contra o Santo André pelo Paulistão. Já pensou se ele ganhar, como a sua marra vai aumentar?
E para você, quem é, na sua opinião, o melhor do mundo? Para a FIFA, concorrem Messi, Iniesta e Xavi. Quem você escolhe? Deixe seu comentário:
Hoje o Sudão deve decidir a sua divisão em Sudão e Sudão do Sul. Na prática, infelizmente, estará se dividindo um país pobre em dois países pobres.
Até agora não entendo que vantagem Maria leva em se criar um novo país, já que os gastos da administração pública serão, logicamente dobrados
E a farra dos passaportes diplomáticos?
Existe um passaporte especial emitido pelos governos para se agilizar trâmites burocráticos de autoridades públicas em aeroportos internacionais. Dever-se-ia ter exclusividade a altos cargos do Governo.
Entretanto, vemos nessa semana que os filhos de Lula, amigos de deputados e até mesmo “bispos” da igreja Universal conseguiram tal honraria!
Avacalhou-se o documento… eu também quero um? Por quê eles podem e eu não?
Segundo a Folha de São Paulo deste domingo, Dilma fez as primeiras mudanças neste domingo: retirou a Bíblia e o Crucifixo presentes no Gabinete da Presidência (sua nova sala).
Declarada atéia, durante a campanha disse que tinha um lado espiritual independente de religião e em Aparecida, questionada sobre o aborto, se classificou como católica.
Retirar objetos que remetem a qualquer religião e demonstrar que o estado é laico é um direito (talvez um dever) da governante. Mas… é impressionante como as pessoas mudam de fé durante uma campanha eleitoral.
Perdoem-me o trocadilho (não sei sé é um cacófato): Parece que há ‘fé demais’ mesmo nesse início de governo, com Genoíno, Palocci, Zé Dirceu…
Nossa princesinha arrumou a mochilinha dela com brinquedos e decidiu fazer bagunça!

Vamos juntos, filha?
Muitas vezes ouvimos listas sobre “Maior Clube”, “Melhor Treinador”, ou “Craque do ano”. A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, conhecida como IFFHS, é uma dessas entidades que frequentemente divulga diversos (e sempre polêmicos) rankings.
Essa instituição é uma pequena entidade localizada em Bonn, na Alemanha, tendo como seu presidente o próprio fundador: Alfredo Poge. Mas você sabia que em seu Comitê Executivo existe um brasileiro chamado Clóvis Martins da Silva Filho (que por ignorância minha nunca ouvi falar)?
Dando uma fuçada na internet, é possível achar em alguns sites (dentre eles, a Wikipedia – que particularmente não confio), a informação de que a IFFHS é reconhecida pela FIFA como órgão oficial de estatísticas do futebol, tendo todo o aval da entidade.
Para mim, esse reconhecimento por parte da FIFA é uma surpresa, pois, afinal, a FIFA também tem seus rankings.
Na última semana, a IFFHS divulgou a lista dos melhores treinadores de 2010. Porém, em breve, deve divulgar a dos melhores árbitros 2010. A última atualização destaca os melhores de 2009 em todo o mundo: o suíço Massimo Bussaca e o brasileiro Carlos Eugênio Simon como os Tops daquele ano. Aliás, entre os brasileiros de todos os tempos, Simon só perde para Romualdo Arppi Filho e José Roberto Wright (os únicos a figurarem 2 anos entre os 10 melhores do mundo).
Abaixo, a lista da IFFHS em relação aos árbitros brasileiros (apenas os anos em que tivemos brasileiros entre os Top10):
1987: Romualdo Arppi Filho – 1º.
1988: Romualdo Arppi filho – 7º.
1988: Arnaldo césar Coelho – 9º.
1990: José Roberto Wright – 1º.
1991: José Roberto Wright – 2º.
1994: Renato Marsiglia – 10º.
1997: Márcio Rezende de Freitas – 7º.
2009: Carlos Eugênio Simon – 2º.
A lamentar a lacuna de 12 anos entre Márcio e Simon na lista da IFFHS.
Os melhores árbitros brasileiros da primeira década do século XXI, segundo a entidade, são Márcio Rezende de Freitas (28º.) e Carlos Eugênio Simon (30º.)
E você, o que achou da lista? Deixe seu comentário:
Marcelo Tas repercutiu em seu Twitter: José Genoíno seria convidado para o Ministério da Defesa?
Dilma está tendo uma recaída dos tempos da guerrilha, chamando seus fiéis aliados. Agora, um guerrilheiro no Ministério da defesa é irônico, não? Ainda: os escândalos envolvendo ele em Brasília já foram esquecidos?
Veja que bacana: a NASA criou um hotsite para explicar alguns absurdos ou retificar teorias de temas de ficção científica utilizados em filmes no cinema. Entre eles, blockbusters como Armageddon, Parque dos Dinossauros, 2012 e Avatar.
Curiosidade: Parque dos Dinossauros, cientificamente, possui uma lógica muito grande; entretanto, Armageddon seria um dos mais improváveis e ilógicos acontecimentos.
Dê uma visitada no site da NASA: http://www.nasa.gov/
De fato, é muito interessante para cinéfilos como eu!
Cansou a história do Ronaldinho Gaúcho. Assis, empresário e irmão do jogador, está fazendo a parte dele: no melhor espírito mercantilista está valorizando e leiloando o atleta. O que pode se discutir é a forma prática das negociações: antiética, desrespeitosa e cansativa.
Um outro ponto de discussão: o jogador vale tudo o que tem se oferecido? O futebol dele deixou de ser decisivo há anos, tornando-o um mero malabarista da bola. De melhor do mundo por algumas oportunidades a atração circense. Vale tanto?
Os clubes justificam os valores pelo retorno que o atleta dará. Será que somando a qualidade do futebol desempenhado, o risco de ciúme do elenco, o comprometimento das contas e os possíveis constrangimentos de atitudes não-profissionais do jogador, ainda assim, compensará o retorno financeiro?
Fico pensando: os clubes estão a mil nas pré-temporadas. Enquanto há suor e treino, Ronaldinho desfruta dos prazeres de boas férias. Será que quando ele entrar em campo estará condicionado como os demais?
Se for mal em campo, preparemo-nos para assistirmos cobranças por parte das torcidas organizadas do Palmeiras ou do Grêmio. Se for da do Flamengo, talvez demorará um pouco mais; mas certamente ocorrerão.
Agora, vale também a consideração: nada que um belo lançamento a lá Gerson, ou um gol como o do toque de letra do Robinho na sua volta ao Santos (contra o São Paulo) possa acalmar os ânimos.
E você, o que acha dessa novela? Deixe seu comentário:
Ouço pela Rádio Jovem Pan uma espetacular entrevista do Tony Ramos à Oliveira Andrade e José Armando Vanucci.
Puxa, o cara é realmente acima da média. Ele fala sobre a novela Passione, mas principalmente sobre carreira, valores, drogas… E o que mais chama a atenção é a humildade do ator! A produção da rádio tentou entrar em contato com ele sem sucesso, mas ele deu o retorno! Com a atual arrogância de alguns jovens atores iniciantes, é inimaginável que um consagradíssimo ator faça isso.
Se você gosta do Tony Ramos, ouça essa entrevista. Ouvirá e sentirá em diversos trechos como ele é simpático, educado e bem preparado para a fama. É um nocaute nos principiantes que se acharem acima do bem e do mal!
O link está em: http://blog.jovempan.uol.com.br/parabolica/destaque-especial-1/tony-ramos-revela-detalhes-de-passione-e-se-emociona-ao-falar-sobre-amigos/
Amigos, o ritmo de trabalho está feroz. Preciso, urgentemente, desacelerar. Afinal, não tive férias de final de ano…
Fernandópolis foi pioneira em uma lei que ficou conhecida como “Toque de recolher para menores”. As crianças e adolescentes não podem ficar nas ruas após as 23h, desacompanhados dos pais.
Cidades aderiram; instituições chiaram. A polêmica, na época, foi criada.
Agora, a lei se tornou mais abrangente: desde o dia 04 de janeiro, menores de idade não podem permanecer em lanchonetes, bares, restaurantes ou em quaisquer lugares que vedam bebidas alcoólicas, caso estejam sem um adulto.
E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:
Com a posse de novos ministros e secretários do governo Lula, vagas para a suplência dos deputados foram abertas.
Sabe quanto os deputados que substituirão os que saíram vão ganhar?
R$ 107 mil, para o período de Janeiro.
E qual é a surpresa? É que esse período de trabalho não é de trabalho, pois o Congresso está em RECESSO. Eles ganharão para ficar em férias!!!
Durma-se com um barulho deste.
E você, o que pensa disso? Deixe seu comentário:
Está na moda uma pulseira chamada Power Balance, que promete trazer equilíbrio e que fora desenvolvida com tecnologia da NASA. Celebridades e anônimos desfilam com ela no braço. Muitos dizem que ela é fantástica.
Pois bem: o fabricante declarou que elas não funcionam e praticamente assumiu que a propaganda é enganosa, prometendo reembolso de quem se sentiu lesado!
Extraído de: http://jovempan.uol.com.br/esportes/maisesportes/2011/01/fabricante-assume-power-balance-nao-funciona.html
FABRICANTE ASSUME: POWER BALANCE NÃO FUNCIONA
Pulseira que faz sucesso no mundo todo, prometia aos usuários mais equilíbrio e força
A pulseira Power Balance, que virou febre mundial em 2010 não tem nenhum fundamento científico que comprove seu funcionamento. A afirmação, polêmica, foi feita pela própria empresa em comunicado emitido por sua filial australiana, após reclamações de consumidores em órgãos de defesa do consumidor do país.
“Nós admitimos que não existe nenhuma evidência científica que suporte nossas propagandas”, afirmou a empresa, que entrou em acordo com o equivalente ao Procon local. Além disso, a empresa oferecerá o reembolso a todos os que se sentiram lesados e fizerem solicitação para tal até junho.
A propaganda afirma que o uso da Power Balance é capaz de oferecer mais flexibilidade, força e equilíbrio a quem a utilizar, discurso que seduziu pessoas comuns, celebridades e até mesmo atletas, que chegaram a emprestar sua imagem para promovê-la. A empresa já foi punida pelo mesmo motivo com multas na Espanha e Itália e proibição de propaganda, no Brasil, onde focava em supostos efeitos terapêuticos.
Entre os brasileiros, atletas como Rubens Barrichello, Neymar e Ronaldo chegaram a utilizá-la – ainda que, oficialmente, fosse por estética e moda.
Nesta última quarta-feira, li um post de Joseph Sepp Blatter no Twitter, destacando: “Árbitros Profissionais somente na Brazil’14 World Cup”, com uma chamada para uma entrevista de Blatter no site FIFA.com (O link pode ser acessado clicando em: Pro Referees Only Brazil 14).
Curioso, pois ouço tal tema há muitos anos e nunca resolveram o problema. Resolvi então ler o texto original e, apesar da minha regular/fraca fluência em Inglês, nada achei de proposta, a não ser a promessa. Procurei alguma tradução para o Português, e… nada! Conversei com amigos, mas… ninguém tem idéia do que seja a idéia real da FIFA.
Assim, sem titubear, dá para afirmar que a FIFA quer a profissionalização mas não sabe como fazê-la! O intuito de melhorar a arbitragem é louvável, mas jogar a idéia para a comunidade futebolística sem idéias ou propostas, no vazio, é demagogia pura.
Se ela quer a profissionalização, assuma os custos da mesma. Que tal remunerar os árbitros com escudo FIFA por conta dela, entidade maior do futebol, pagando os salários e encargos tributários?
Falar é fácil. Mas como fazê-lo?
Na Inglaterra, os árbitros são profissionais e recebem um salário mensal e um adicional por jogos apitados. Na Argentina, há a semi-profissionalização, onde os árbitros semanalmente têm que cumprir alguns compromissos com a AFA. No resto do mundo, ele é amador mas age e é cobrado como profissional.
No Brasil, os árbitros têm que conciliar a rotina de trabalho com a rotina da arbitragem. Acordam mais cedo ou dormem mais tarde para poderem treinar; abrem mão do convívio familiar para cumprirem a escala dominical. Mas, cá entre nós: será que os árbitros de ponta do Brasil “batem cartão”? Claro que a maioria não, senão não haveria patrão que agüentasse as faltas no meio de semana para as rodadas na terça/quarta/quinta. Boa parte é profissional liberal, empresário, autônomo, funcionário público… E, claro, sofre também para conciliar suas atividades.
Mas aí vem o conceito: o que é ser profissional do apito? Numa versão Weberiana da Sociologia da Burocracia, diria que o cotidiano desse profissional seria:
– treinar fisicamente durante os períodos matutinos (condicionamento e simulações de jogo);
– nos vespertinos, reler regras, assistir vídeos, discutir situações de jogo;
– incluir uma folga semanal;
– remunerar mensalmente – independente do número de jogos, pois, se comissionados, teríamos uma guerra pelas escalas;
– recolhimento por parte da entidade organizadora do evento dos encargos fiscais;
– plano de saúde; fisioterapeuta; psicólogo; e, principalmente,
– isenção da Comissão de Árbitros em relação aos clubes.
Utopia?
Sim, utopia. Pense no nosso âmbito local: se quer realmente árbitro profissional, quem arcará com uma política de trabalho como a sugerida acima? A CBF? As Federações Estaduais? Os Sindicatos? As Cooperativas?
Ninguém, claro.
A FIFA lançou a profissionalização da arbitragem como solução (segundo ela) para os problemas nas Copas do Mundo. Que ela assuma sua responsabilidade para tomar à frente desse novo processo.
Penso, particularmente, que as entidades organizadoras se esquivarão do modelo ideal e tentarão modelos alternativos, convocando árbitros para treinos mais sistemáticos em meio às suas atividades profissionais; continuarão tratando-os como “prestadores autônomos de serviços” (essa é a relação dos árbitros com a FPF, por exemplo) e aumentarão o número de árbitros para que elas, entidades, não sejam reféns de nomes – o que traz um viés inevitável: quanto mais árbitros, mesmo jogos para cada um e menor ritmo de jogo; diminui-se a qualidade da arbitragem e o emprenho dos árbitros.
E você, qual idéia para profissionalizar os árbitros? Deixe seu comentário?
Moradores de Jundiaí e de Itatiba estão (e devem estar mesmo) revoltados com o pedágio da Rodovia Constâncio Cintra. Afinal, está em funcionamento uma praça de pedágio entre os 2 municípios, afetando os moradores que moram nas redondezas. No trecho curto, porém movimentado e perigoso, a concessionária Rota das Bandeiras iniciou a cobrança no último mês de dezembro.
Mas o pior: a rodovia não foi duplicada ainda! Ora, garantir recursos para as obras a partir da cobrança antecipada do pedágio é covardia. Os usuários estão financiando os recursos (ou, numa leitura mais rigorosa, pagando pelo serviço a se realizar!).
Assim, até eu quero ter uma concessionária de rodovia. Com o dinheiro do pedágio antecipado, faço as obras. Bom negócio, não?
E você, o que acha disso? Deixe seu comentário:
Extraído de: http://www.conjur.com.br/2011-jan-05/juiz-nega-pedido-ministerio-publico-suspender-pedagio
JUIZ NEGA PEDIDO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA SUSPENDER PEDÁGIO
O juiz substituto da 1ª Vara Cível de Itatiba (SP), Gustavo Nardi, negou o pedido do Ministério Público de São Paulo que queria a suspensão da cobrança do pedágio na rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360), no trecho entre Itatiba e Jundiaí. A promotora de Justiça do Consumidor, Adriana Regina de Santana Ludke, já afirmou que vai recorrer da decisão. As informações são da Folha Online.
Para a promotora, a cobrança de tarifa dos moradores dos bairros segregados pelo pedágio é “desproporcional e onerosa, fere o princípio da modicidade tarifária e o da igualdade, dentre outros, e viola as diretrizes básicas das relações jurídicas de consumo”. A praça de pedágio no km 77,1 da rodovia começou a funcionar no dia 13 de dezembro. As tarifas são de R$ 1,85 para veículos de passeio e por eixo comercial e R$ 0,90 para motos.
A promotora também pede a isenção do pagamento da tarifa para moradores e trabalhadores dos bairros Pomar São Jorge, Aparecidinha, Chavini, Nova Xampirra, Pinhal, Princesa da Colina e condomínio Parque da Fazenda que foram segregados do restante da área urbana de Itatiba pela localização da praça de pedágio.
Em Ação Civil Pública contra a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e a concessionária Rota das Bandeiras, a promotora pede, ainda, a suspensão da cobrança até que as obras licitadas sejam executadas pela concessionária ou, pelo menos, até que a duplicação da rodovia seja finalizada.
“É de responsabilidade exclusiva da concessionária a prestação de um serviço adequado, assim como é direito dos usuários do sistema rodoviário receber serviço adequado como contrapartida do pagamento de pedágio. Todavia, a Rota das Bandeiras, ao iniciar a cobrança da tarifa antes do término das obras objeto da licitação, está oferecendo aos consumidores um serviço inadequado, pois os usuários pagam a tarifa de pedágio e utilizam uma estrada sem os melhoramentos previstos no contrato, em flagrante desrespeito aos direitos dos consumidores e da população”, afirmou a promotora.
Além disso, segundo Adriana Ludke, a obra de duplicação da rodovia — que teve início em agosto de 2010 e tem previsão de término em novembro de 2011 — causa transtornos com grande parte da via sem acostamento, trânsito lento em razão dos maquinários e funcionários no local e falta de segurança e de condições adequadas de tráfego na rodovia Engenheiro Constâncio Cintra.
A ação foi ajuizada no dia 27 de dezembro com base em informações colhidas durante um inquérito civil instaurado logo que a construção da praça de pedágio teve início — em março do ano passado — e inclui um abaixo-assinado com aproximadamente 2.500 assinaturas de usuários.
Segundo a promotora, o juiz, em uma análise superficial, entendeu que a cobrança da tarifa está sendo feita de acordo com o contrato licitado, não sendo requisito para a cobrança de pedágio o término das obras previstas no contrato. “A decisão também deixou de analisar o pedido liminar no tocante à isenção de pagamento de pedágio pelos moradores e trabalhadores dos bairros segregados do restante da área urbana do município em razão da localização do pedágio”, disse a promotora.
A Rota das Bandeiras informou que o cumprimento do cronograma das obras na rodovia depende do processo de desapropriações, da obtenção de licenças ambientais e de remanejamento de intervenções instaladas às margens da via, por parte das outras concessionárias que possuem o serviço delegado, como dutos de gás, cabos de telefonia, redes de água e energia, entre outras. Segundo a concessionária, no total, serão duplicados 17 km de rodovia. Entre as obras previstas, também está um viaduto no acesso ao condomínio Parque Fazenda, no km 74,6.
“O pedágio, entre outras funções, também tem como objetivo garantir recursos para todos esses investimentos. Mas é importante destacar que é com a cobrança do pedágio que a Rota das Bandeiras presta de maneira ininterrupta, 24 horas por dia durante todos os dias da semana, serviços de fundamental importância para oferecer segurança e conforto ao usuário que trafega no Corredor Dom Pedro, que inclui a SP-360”, informou a concessionária por meio de nota.
A Rota das Bandeiras também informou que administra a rodovia “de acordo com as determinações previstas no contrato de concessão firmado com o governo do Estado e cumpre rigorosamente todas as decisões judiciais”.
Já a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo informou que não foi notificada sobre a ação.
O estrago das fortes chuvas em Jundiaí foi grande. O Rio Jundiaí, proximidades do Maxi Shopping (que depois das obras de assentamento do leito nunca mais transbordou) alagou muitas casas na Vila Rio Branco. No Jardim São Camilo, uma família morreu soterrada.
Como resolver? A prevenção já existe, mas quando a chuva é excessivamente forte, não há o que fazer. E olha que o trabalho da Defesa Civil da cidade é muito bom, interditando áreas de risco.
E você, o que pensa sobre isso? Deixe sua opinião:
Que Deus conforte os familiares das vítimas e ilumine as autoridades.
… Que são a “Fé” e a “Razão”.
Compartilho essa bonita mensagem do papa João Paulo II por acreditar que são valores necessários para a nossa vida e salvação:
Fé e Razão: duas asas que nos elevam para o Céu!
Belo ensinamento, não?
Esse vídeo é sensacional. É nossa Marininha no Pula-Pula com o padrinho Augusto e a madrinha Priscila.
Em: http://www.youtube.com/watch?v=7dp5E2M2TWY
São essas coisas que valem na vida da gente!
Há certas atividades em que ferramentas essenciais não podem falhar. Para os bombeiros: mangueira e água para apagar incêndios. Mas tão importante quanto isso é o telefone!
Sim, o telefone é o responsável entre o pedido de socorro e a escuta dos oficiais da corporação. Sem ele, não dá para saber quem precisa de ajuda ou onde há o problema.
Ontem, por 4 horas os Bombeiros de Jundiaí foram emudecidos pelo serviço da Telefônica… Sempre ela!
E você, o que pensa sobre isso: deveria-se ter um sistema de salvaguarda à falta de telefonia ou é desnecessário tal recurso aos bombeiros? Deixe seu comentário:
É recente o episódio em que os ditos “intelectuais” (ou uma parcela deles) manifestaram apoio à candidatura de Dilma Roussef. Agora eleita, já foi convidada pelo embaixador iraniano a visitar o presidente do Irã, Ahmadinejad.
Nos últimos anos, a relação Brasil X Irã foi muito polêmica. Violador dos direitos humanos, o país “irmão” fez questão de se aproximar do nosso justamente para ter respaldo da comunidade internacional. Mas quer um exemplo claro de ditadura que incomoda e que nos acomodamos em dar uma resposta? É o caso do cineasta iraniano Jafar Panahi. Leia o caso abaixo e entenda a triste situação. Como bem diz J.R. Guzzo (citação abaixo), cadê os intelectuais agora?
A PAZ DA ESCLEROSE
Por J. R. Guzzo, Revista Veja, 05/01/2011, pg 118.
(…) O mundo dos intelectuais, artistas e gente de cultura ficaria chocado, ou deveria ficar, se prestasse um pouco mais de atenção ao que está acontecendo com o cineasta iraniano Jafar Panahi. Ele foi condenado a seis anos de prisão por ter dado apoio ao candidato da oposição nas eleições de março de 2010 ─ mas isso é só uma parte do seu problema. Panahi também foi proibido de filmar pelos próximos vinte anos; não poderá escrever roteiros para outros cineastas, nem viajar para o exterior, nem dar nenhum tipo de entrevista. Vai ficar vivo, mas terá de morrer profissionalmente.
É o “amigo Ahmadinejad” em ação.
Amigos, é admirável ver como grandes organizações seguram a laço os seus bons funcionários. Leio que a Souza Cruz paga até 14 salários a mais para permanecer com administradores exemplares, evitando perdê-los para a concorrência!
Outros casos em: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/s/sumario0975.html
Inacreditável.
Lembram-se do Delúbio Soares, o tesoureiro do PT que ficou atolado até o pescoço por gerenciar o Caixa 2 do partido? Que ironizou tal prática chamando o evento de “simplesmente recursos não-contabilizados”?
Pois é… uma figura como ele deveria estar longe dos holofotes, não? Mas por mais bizarro que possa ser, ele é homenageado por universitários e fala sobre ÉTICA!
Extraído de: http://veja.abril.com.br/240310/onde-esta-wally-p-085.shtml
ONDE ESTÁ WALLY?
por Sofia Krause
Quem é o personagem que paga para pregar ética na política no interior de Goiás?
A cena acima é um registro para a posteridade de um momento ímpar na vida de 22 formandos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba, no interior de Goiás. Sorriso no rosto, diploma nas mãos orgulhosamente levantadas e…, no alto, alguém que, aparentemente, não combina muito com o ambiente. O homem de terno e gravata é um professor, o patrono da turma, o escolhido para render homenagens aos alunos. Parece o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares – aquele acusado de corrupção e formação de quadrilha? Parece. Mas, ouvindo suas palavras na solenidade de formatura, não é possível que seja. “É muito importante a ética na política, na educação e na cultura do povo”, afirmou o professor, diante dos olhares atentos de mais de quatro centenas de convidados. E concluiu sua pregação: “É importante ter ética em tudo o que se faz na vida”. O homem que está no epicentro do maior escândalo de corrupção da história do Brasil, que manuseou milhões de reais em dinheiro roubado dos cofres públicos, agora empenha seus fins de semana pregando ética a jovens. Bonito, se estivesse cumprindo uma expiação. Mas nem isso é o que parece.
O ex-tesoureiro petista foi homenageado pela turma de futuros administradores por seu principal talento – a capacidade de arrumar dinheiro. Conta o presidente da comissão de formatura: “A gente ficou sabendo que o Delúbio gostava de participar desse tipo de festa, inclusive ajudando financeiramente. Fomos até sua fazenda e fizemos o convite para ele ser o nosso padrinho. Ele topou na hora e, aí, a gente perguntou se ele poderia dar uma ajudazinha nas despesas. Ele perguntou de quanto. Deixamos por conta dele”. Dias depois do convite, em novembro, o ex-tesoureiro depositou 6 000 reais, o equivalente a 13% das despesas da festa, na conta da comissão. “A gente sabe que a fama dele é horrível, mas fazer o quê, se ele pode bancar a festa?”, justifica Cezar Barros.
Tão impressionante quanto imaginar que um grupo de jovens universitários não se importe com a biografia de seus homenageados é perceber que a direção da faculdade também dá de ombros. “Nós respondemos ao MEC e ao Conselho Estadual de Educação, órgãos do governo. Por isso não vejo problema algum”, afirma Cleiton Camilo dos Santos, responsável pela instituição. Segundo ele, Delúbio é ligado ao governo do PT, logo não vai haver problema algum em tê-lo como patrocinador da formatura. “A escolha, afinal, foi dos alunos.” Delúbio fez dois depósitos, cada um de 3 000 reais, nas contas de dois formandos. Embora more em Buriti Alegre, no interior de Goiás, trabalhe na capital, Goiânia, e tenha sido patrono de uma festa em Goiatuba, parte do dinheiro, vivo, saiu de uma agência bancária de São Paulo. Hummm!