– Bill Clinton e Schwarzenergger em Manaus

 

Está ocorrendo o 2º. Fórum Mundial de Sustentabilidade, e autoridades como o ex-presidente dos EUA Clinton e o governador da Califórnia Schwarzernegger estão lá.

 

Mas o que me chamou a atenção foi o fato de Clinton pedir redução de subsídios americanos do etanol brasileiro em até US$ 0,53 / galão.

 

Se já estamos exportando quantidades absurdas de álcool combustível aos americanos, imaginem se reduzirmos os impostos? Haverá desabastecimento (ainda maior) do que ocorre atualmente.

– Amanhã é o dia! Boa Sorte e Parabéns, Cooperados

 

Está chegando o dia das eleições da Cooperativa dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo. Amanhã, certamente, Silas Santana se reelegerá. E por muitos votos a zero.

 

Não dá para reclamar dos árbitros. Afinal, como alguém vai criticar a Cooperativa se o presidente é o Ouvidor da FPF? Mesma coisa com o Sindicato: como criticar o presidente se ele é membro da Comissão de Arbitragem? O medo das represálias é lógico.

 

Fica mais fácil criticar estando fora da arbitragem. Como, eu, lógico. Como muitos outros que saem da FPF. Respeitosamente, é claro.  Não que estávamos todos contentes, alegres e sorridentes quando apitávamos. Mas éramos impedidos pela obviedade. Garantidamente, não nos omitimos. Mas as críticas eram discretas, e, até pela pequena notoriedade dos nossos nomes, de pouca ressonância.

 

Parabéns aos eleitores. A democracia tem dessas também.

 

Ops: ao amigo que enviou um email dizendo que sou candidato de oposição: não busco e nem buscarei cargo algum, ok? Apenas posso manifestar a minha opinião. Ter liberdade é bom para isso. Aliás… tem oposição?

 

Sobre o assunto e detalhes da incompatibilidade de cargos da FPF, aqui: http://bit.ly/hxE4O2

– Intolerância Social que Gera Violência

 

Cada vez mais vemos cenas de intolerância que geram violência. As idiotices acabam perdendo o sentido e tomam os rumos que ninguém quer: como, infelizmente, mortes.

 

Cenas do descontrole e da mesquinhez humana puderam ser observadas em Porto Alegre nessa noite. Um frentista matou um cliente num Posto de Combustível após forte discussão.

 

Motivo da briga?

 

O frentista deixou escorrer combustível ao completar o tanque. O cliente, insatisfeito, o ofendeu. Esse revidou. Começou luta corporal. Terminou com um disparo de arma de fogo do funcionário do posto.

 

Gotas de petróleo valem mais do que a própria vida?

 

Triste.

– Brasil e Cana-de-Açúcar: o Ineditismo desde o Século XVI

 

Estamos importando 200 milhões de litros de álcool. Nunca fizemos nada parecido.

Desde o século 16, exportamos álcool e açúcar para o mundo. Parece que, depois de 500 anos, mudamos a história. Para pior… 

Vide o triste episódio dos combustíveis brasileiros, em: http://bit.ly/eImWpv

“Dá-lhe” Brasil…

– Jirau: Crescimento é Sinônimo de Desenvolvimento?

 

Prestem atenção no seguinte cenário:

 

– Número elevado de meninas de 16 anos que engravidaram e as crianças não terão pai, pois eles sumiram;

 

– Explosão local de homicídios;

 

– Aumento e dependência do comércio de entorpecentes;

 

– Casas que servem de pronto-socorros com enfermos no chão;

 

– Comércio com mais bordéis do que qualquer outra atividade;

 

– Latrocínio latente.

 

Sabem que panorama apocalíptico é esse? É o das redondezas da construção da hidrelétrica de Jirau – RO, a maior obra do PAC e um dos locais mais catastróficos de não-civilidade do Brasil.

 

Muitos confundem crescimento & desenvolvimento. Nem sempre crescer é evoluir, ao menos nesse assustador caso. Abaixo:

 

A USINA QUE EXPLODIU

 

Esqueça a revolta das hidrelétricas do Rio Madeira. O verdadeiro drama das obras em Rondônia é o surto de mães solteiras, o aumento do uso de drogas, os hospitais lotados…

 

Por Aline Moraes e Rogério Cassimiro

(Revista Época, 28 de março de 2011, pg 46-50)

 

Quando o governo anunciou a construção das hidrelétricas do Rio Madeira, nos arredores de Porto Velho, capital de Rondônia, a cidade vibrou. Pelas ruas empoeiradas, dezenas de carros circulavam com adesivos azuis nos vidros estampando dizeres autoexplicativos: “Usinas já”. Os moradores da pouco abastada Porto Velho vislumbraram nas obras a possibilidade de novos empregos, geração de renda, crescimento econômico. “Os olhos das pessoas brilharam”, afirma Tania Garcia Santiago, promotora do Ministério Público estadual. E essa profecia se realizou. Os empreendimentos já atraíram para a região mais de 3.500 empresas. Com elas, a arrecadação de impostos da prefeitura saltou de R$ 340 mil para R$ 2,5 milhões – quase oito vezes mais – em apenas quatro anos. Neste momento, há 200 prédios sendo erguidos na capital. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) injetou R$ 1 bilhão em infraestrutura no Estado.

Há duas semanas, porém, o país foi apresentado à outra face do impacto das obras em Rondônia. Uma rebelião em uma das obras, a de Jirau, aterrorizou o Estado. Um grupo de vândalos ateou fogo no canteiro de obras e arrasou boa parte da infraestrutura de construção. Segundo uma primeira versão, a desordem foi provocada pela revolta de trabalhadores com a falta de pagamento de horas extras e até castigos físicos. Outra hipótese investigada pelo Ministério Público é de disputa entre sindicatos. Em meio à confusão, parte dos 22 mil operários fugiu – andando às vezes mais de 30 quilômetros – para as cidades vizinhas. Na sexta-feira, o cenário era de pós-guerra. Sob os escombros, quase nenhum indício de que ali funcionava a maior obra do PAC. Tropas da Força Nacional de Segurança faziam vigília, e os operários voltaram para casa. “A população ficou assustada. Eles estão percebendo que as usinas não trazem só progresso”, diz Tania.

Embora grave, a questão trabalhista é apenas uma pequena fração dos problemas da região. Muitos já existiam, mas vêm se agravando desde 2008, data do início dos projetos. De lá para cá, cerca de 45 mil pessoas migraram para Porto Velho em busca de oportunidades. A população da cidade cresceu em pelo menos 30%. A violência explodiu. O trânsito ficou caótico (cerca de 1.500 carros são emplacados por mês). Os serviços da rede pública ficaram ainda mais saturados. A média de espera por uma internação é de 40 dias. Na recepção do principal pronto-socorro de Porto Velho há doentes deitados debaixo de macas porque não existe sequer chão livre. Na última semana, dois homens se esticavam ali sobre pedaços de papelão. Quem tem um pouco mais de dinheiro compra o próprio colchão. Em vários aspectos, a promessa do Eldorado trouxe mais miséria.

Não é que as obras fossem dispensáveis. Juntas, as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio vão gerar energia suficiente para abastecer cerca de 23 milhões de casas – é quase a metade do que Itaipu pode gerar. O Brasil precisa, e muito, dessa energia para sustentar seu crescimento (e diminuir o risco de apagões). Mas o sistema de precificação do setor elétrico brasileiro apressa essas construções. Com prazo apertado para gerar energia, os empreendedores precisam colocar as máquinas nos canteiros quanto antes. “Ainda estamos vivendo no modelo antigo, sem planejamento e intervenção antecipados às obras”, afirma Mario Monzoni, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV). “É um problema sistêmico, crônico, que não se resume a esses empreendedores.” A solução seria chegar adiantado. Preparar os municípios para receber as grandes obras.

Não faltam críticos para dizer que a Amazônia não deveria abrigar obras desse porte. “O custo de oportunidades, se comparado com a energia produzida, é um absurdo”, diz Roland Widmer, coordenador do Programa Eco-Finanças da organização ambiental Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. “Essas usinas não fazem sentido econômico.” A conta, diz Widmer, tem de incluir os impactos para a floresta e para as populações locais.

Marcada no passado pelos ciclos da borracha e do garimpo de ouro, a Rondônia futura será reflexo do ciclo econômico concebido pelas hidrelétricas do Madeira. Teremos uma geração inteira de filhos das usinas, convivendo com as inclemências e os lucros do progresso. As obras não deixam herdeiros só no sentido figurado. Elas geram também filhos de carne e osso. Está havendo, segundo profissionais da área de saúde, um aumento expressivo do número de mães solteiras. Especialmente jovens e adolescentes. Com o aquecimento econômico, as mães dessas garotas arrumaram emprego. Ótima notícia. Mas isso implica mais filhas longe dos olhos das mães, em uma vizinhança inflada de homens que chegaram para buscar trabalho. “As adolescentes estão mais vulneráveis”, afirma Ida Peréa, médica e diretora da maternidade municipal de Porto Velho. “O que está aumentando é a primeira gravidez. Não nos preparamos para esse crescimento gigantesco.”

Quando a maternidade foi inaugurada, em 2006, os partos de meninas de 10 a 19 anos representavam 28% do total. Uma taxa alta, diante dos Estados Unidos (6%), do Japão (1,3%) ou mesmo da média brasileira (23%). Depois de três anos de trabalho, muita campanha e conversa, esse índice chegou a 25% em março de 2010. Ida e a equipe comemoram. Um ano depois, no pico das obras com seus quase 40 mil homens, a estatística pulou para 33%. “É muita coisa. E a idade das meninas grávidas está caindo”, diz ela. A garota Jusivânia Oliveira dos Santos é uma das novas mães. Quando tinha 16 anos, engravidou de um garoto de Mato Grosso cuja família foi para Rondônia atrás de emprego na usina. O rapaz foi embora quando ela ainda estava com o bebê na barriga. Eles nunca mais se encontraram. “A gente se fala pela internet uma vez por mês”, diz Jusivânia. “No começo, eu ficava triste porque ele nem perguntava do filho. Agora me acostumei.”

A notícia do dinheiro farto chegou não só aos brasileiros de outros Estados. Tem chamado a atenção de estrangeiros. Há boatos de coiotes trazendo imigrantes da Bolívia, vizinha de Porto Velho. Os rumores de que Rondônia teria se transformado na capital das oportunidades alcançaram até o Haiti, devastado por um forte terremoto há pouco mais de um ano. No começo de março, 108 haitianos chegaram a Porto Velho para reerguer suas vidas. Jean Pierre Vivendieu, de 32 anos, é um deles. Tão logo ocorreu o tremor, ele traçou uma estratégia: juntar dinheiro para chegar ao Brasil. De avião, partiu para a República Dominicana, Panamá e depois Equador. Na América Latina, completou o trajeto de ônibus até o Peru, Acre, Brasília e, por fim, Rondônia. De um grupo de mais de 100, Vivendieu é um dos cinco que até a semana passada ainda não tinham emprego. “Quero trabalhar para ir buscar minha noiva”, diz.

Por natureza, a região de Porto Velho não é dos lugares mais seguros. A capital fica a pouco mais de 350 quilômetros da Bolívia. A cidade de Guajará-Mirim, a última em terras brasileiras, é um possível ponto de entrada de drogas no país. A estrada que liga ambas, a BR-364, abriga uma prisão federal de segurança máxima. Ali estão detidos Elias Maluco, mandante do assassinato do jornalista Tim Lopes, no Rio de Janeiro, e os envolvidos na invasão do Hotel Intercontinental em São Conrado, Zona Sul do Rio. Com baixo desenvolvimento socioeconômico, é um ambiente propício ao crime. Mais gente, num ambiente assim, fez a violência crescer. Os moradores reclamam de não mais poder sair de casa sem trancar as portas. O consumo de bebidas e drogas subiu. O número de homicídios em Porto Velho aumentou 44% entre 2008 e 2010. Os casos de estupro em Rondônia cresceram 76,5% no mesmo período. A quantidade de crianças e adolescentes vítimas de abuso ou exploração sexual foi 18% maior.

A vila de Jaci-Paraná, a caminho da hidrelétrica do Jirau, é um dos locais mais afetados. Antes do quebra-quebra de duas semanas atrás, os funcionários ocupavam as ruas esburacadas de Jaci em busca de algum lazer. Os botecos – muitas vezes fachadas para prostíbulos – agora estão esvaziados. “As p… estão de férias”, diz um taxista. “Em dia de pagamento, isso ferve. É brega (casa de prostituição) para todo lado.” Assim como os trabalhadores, as prostitutas chegam de vários lugares. Antes das obras, Jaci-Paraná tinha 4 mil moradores. Era uma cidadela tranquila, a maioria se conhecia pelo nome. Agora tem mais de 16 mil pessoas.

A pouco menos de 20 minutos dali, a realidade muda completamente. O lugarejo de Nova Mutum foi construído pela Energia Sustentável do Brasil (Enersus), consórcio responsável pela usina de Jirau, para receber os desalojados de uma localidade próxima que vai ser alagada pelo reservatório. É quase um Alphaville amazônico. Planejada, Nova Mutum tem imóveis de alvenaria, saneamento básico, água enca-nada. Lá, vivem funcionários da obra e 160 famílias que optaram por ganhar uma casa e um terreno para colocar a horta, em vez de indenização. Nova Mutum é a prova de que os impactos de uma obra gigantesca podem, sim, ser mitigados. O custo total, porém, ficaria maior – pelo menos no primeiro momento. No longo prazo, uma região desenvolvida pode produzir riqueza, em vez de espalhar miséria.

Ter lado a lado dois exemplos de cidade tão contrastantes é uma aula viva para futuras obras. “Melhorar as condições em Jaci-Paraná não daria o marketing necessário”, afirma Pedro Wagner Almeida Pereira Júnior, promotor do Ministério Público Estadual. “Então eles resolveram construir uma cidade nova.” A Enersus diz ter cumprido todas as medidas exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) antes de começar a hidrelétrica. “Fizemos uma série de investimentos em Jaci”, diz Victor Paranhos, presidente do consórcio. “E desde o início avisamos as autoridades sobre os problemas. Mas não cabe a nós acabar com as drogas e a prostituição.” (Procurado por ÉPOCA, o Ibama não se pronunciou.) As duas hidrelétricas vão alagar uma área próxima de 600 quilômetros quadrados. É menos de um terço do tamanho da cidade de São Paulo. Não é muito, comparado aos reservatórios de usinas construídas no passado (Tucuruí, inaugurada nos anos 80 no Pará, inundou quase 3.000 quilômetros quadrados). A redução dos reservatórios é possível graças à tecnologia de fio d’água, um avanço na engenharia. Mesmo assim, há problemas. Nas margens afetadas vivem cerca de 2.300 famílias. Estão ali há anos, próximas da floresta, de suas plantações e de igarapés. É um modo de vida singular – e difícil de ser reproduzido. Em muitas casas, o rio passava próximo ao quintal. O contato com o verde se dava em tempo integral. Há muitos relatos de moradores sobre a tristeza vinda com a mudança. Eles dizem que alguns idosos caíram em depressão. Uns foram embora. Outros morreram.

Para os pescadores, a obra representou uma dificuldade inédita. Segundo os ribeirinhos, o vaivém de barcos e a própria obra estão alterando os hábitos dos peixes. A pescadora Cecília de Lima, de 50 anos, vive com o marido, também pescador, em Jaci. Antes da chegada das máquinas, eles tiravam cerca de R$ 200 por pescaria. Na semana passada, o casal voltava para casa com um isopor minguado depois de pescar mais de 12 horas. “Pegamos uns R$ 50 e gastamos R$ 35 com combustível e gelo”, ela diz. “Antigamente era muito peixe. A gente mandava era peixe para fora daqui.” Eles terão em breve de deixar sua casa, avaliada pelo consórcio Santo Antônio Energia, responsável pela obra da usina Santo Antônio, em R$ 70 mil. A proposta da empresa, de acordo com Cecília, é dar uma moradia nova mais R$ 9 mil pelas benfeitorias do terreno, alguns pés de frutas que ela cultiva no quintal. “Esse povo veio acabar com a nossa paz, com a nossa vida”, afirma Cecília. As empresas dizem que, à medida do possível, tentam realocar essas famílias de pescadores mais próximo do rio.

É difícil agradar a todos. O grande desafio das usinas, fora os prazos apertados para a geração de energia, é obter uma licença social para ocupar aquele espaço. As empresas têm uma quantidade enorme de projetos para minimizar os impactos socioambientais: para retirar famílias, construir vilas, melhorar serviços públicos, aumentar escolas, presídios, delegacias. Juntos, os consórcios Enersus e Santo An-tônio vão investir R$ 2,5 bilhões em medidas compensatórias – quase 10% do valor total dos empreendimentos. Quase tudo já está destinado, mas as obras começaram depois do início das hidrelétricas. “O problema foi a falta de preparação da cidade”, afirma o promotor Hildon de Lima Chaves, do Ministério Público Estadual.

A história das hidrelétricas no Brasil é pontuada por pelo menos três fases. A primeira é das grandes obras construídas pelos militares da ditadura, num período em que o governo federal queria levar desenvolvimento a qualquer custo para a Região Norte. A segunda é a era dos licenciamentos. A legislação obrigou as empresas a dar satisfações à sociedade e cumprir uma série de exigências. Agora é a vez das regras do mercado. Os investidores, principalmente os estrangeiros, voltam-se para suas carteiras com olhar crítico. Todo mundo procura fontes de energia limpa, e as hidrelétricas são uma das melhores opções, inclusive para fazer a vida dos moradores locais melhorar. “Vamos deixar para a região mão de obra qualificada, desenvolvimento. Se você visse Porto Velho antes, ia entender a transformação”, afirma Carlos Hugo Annes de Araújo, diretor de sustentabilidade da Santo Antônio Energia. Mas, para isso, é preciso haver preocupação com a pós-construção: com a defesa da floresta e das pessoas que já viviam lá. Num país tão necessitado de obras como as do Rio Madeira – e como a futura usina de Belo Monte, no Pará –, é essencial voltar os olhos para a região de Porto Velho. É essencial conversar com a pescadora Cecília de Lima, com a médica Ida Peréa, com a jovem mãe solteira Jusivânia dos Santos.

– Crise dos Combustíveis: Brasil colocará Água na Gasolina!

 

Uma das situações mais inusitadas que poderia se imaginar está acontecendo em nosso país: a falta de combustíveis.

 

Em meio a crise, a Folha de São Paulo deste sábado (23/03/2011, Caderno Mercado, pg B1 à B12), traz um levantamento crítico do panorama.

 

Manchete de capa:

 

“CONTRA ALTA DO ÁLCOOL, BRASIL VAI COLOCAR MAIS ÁGUA NA GASOLINA”

 

Para a composição da gasolina brasileira, há a adição de 25% de álcool anidro. Como falta álcool, o Brasil adicionará 1% de água para segurar os preços.

 

E por que falta álcool?

 

O Etanol (álcool combustível) está sofrendo o período da entressafra. Entretanto, a maior parte da produção (que está baixa) está sendo exportada aos EUA. Assim, os produtores exportam o etanol produzido pela cana-de-açúcar (que é de boa qualidade e preço baixo), deixando os consumidores brasileiros sem o produto.

 

Para evitar que os postos de combustíveis fiquem sem etanol nas bombas, uma outra submanchete do jornal:

 

“BRASIL IMPORTARÁ ÁLCOOL DOS EUA”

 

Como os usineiros estão vendendo álcool de cana para os EUA, para se evitar a falta, o Governo importará 200 milhões de litros de álcool de milho dos… EUA! Isso mesmo: vendemos nosso álcool bom e barato para os americanos e compramos o álcool caro que os EUA procuram não usar.

 

Assim, os preços do Álcool nas bombas sobe; e como há álcool na Gasolina, outra manchete da Folha:

 

“ÁLCOOL VAI A R$ 2,80 (EM POSTOS DA CAPITAL) (…) GASOLINA JÁ ULTRAPASSA R$ 3,09”.

 

Nesse crítico cenário, não compensa abastecer etanol (álcool), e portanto, os consumidores migram para a gasolina. Entretanto, com a alta do consumo e o fato de todos estarem abastecendo gasolina, a Petrobrás não consegue produzir o suficiente. Quando o consumo estava equilibrado (metade da frota de carros de passeio abastecendo gasolina e metade álcool), tínhamos a auto-suficiência da gasolina. Agora, com tantos carros abastecendo gasolina, falta produto também.

 

Encerramos com outra manchete:

 

“PETROBRAS TRAZ GASOLINA DO EXTERIOR”

 

Hoje o país produz 380 mil barris de gasolina / dia. Importará 3 milhões de barris, volume que não era importado há 40 anos.

 

CUIDADOS:

 

Com a crise, 4 golpes na praça:

1) Gasolina Formulada – ao invés do produto refinado pela Petrobrás, há a produção de gasolina em “laboratórios”.

2) Gasolina Batizada – antes, o golpe era acrescentar álcool. Hoje, o golpe é acrescentar Naftalina líquida, que dá explosão no carro e depois faz o veículo parar.

3) Álcool Molhado – a adição de água nos tanques de álcool enganando o consumidor.

4) Álcool “Metanol” – o álcool sintético americano, extremamente explosivo e poluente, ao invés do álcool biocombustível.

5) 1 litro “econômico” – Quem garante que o litro vendido tem 1000 ml?

 

ABASTEÇA EM POSTOS DE CONFIANÇA. NESSE MOMENTO, A CREDIBILIDADE ESTARÁ ACIMA DE QUALQUER OUTRO FATOR.

– Mais um Programa Assistencialista no Brasil? Vem aí a Bolsa Dona-de-Casa!

 

A deputada Alice Portugal (PT-SC) quer criar um regime especial de aposentadoria para as mulheres, a chamada “Bolsa Cor de Rosa”.  A idéia é dar um salário extra mensal às mulheres donas-de-casa, como complemento à renda. Justifica que muitas mulheres trabalham a vida inteira para o seu marido e são abandonadas.

 

A questão é polêmica: pagar uma bolsa—dona-de-casa é algo exagerado ou necessário no país? Deixe seu comentário:

 

Abaixo, extraído de: http://elbigodonmardiiito.blogspot.com/2011/03/bolsa-rosa-contas-no-vermelho.html (que reproduziu de Exame).

 

BOLSA ROSA, CONTA NO VERMELHO

 

Não fosse por um detalhe crucial – de onde tirar o dinheiro -, a criação de um regime de aposentadoria para milhões de donas de casa brasileiras de baixa renda até poderia fazer sentido. Há diversos projetos de lei em tramitação na Câmara para reconhecer os direitos das mulheres dedicadas integralmente às tarefas domésticas. Mas eles ignoram o impacto econômico que isso teria nas contas públicas. A deputada Alice Portugal (PT-SC), defensora da criação dessa espécie de bolsa cor-de-rosa, afirma que “muitas vezes, após 35 anos de casamento, o marido vai embora e ela (a mulher), que prestou serviços a vida inteira, não tem amparo”. Caso a bondade seja aprovada, haverá custo adicional de 5,4 bilhões de reais por ano. No ano passado, só a previdência voltada para os empregados do setor privado fechou com déficit de 44 bilhões de reais. A dos servidores públicos teve rombo de 50 bilhões.

– Chery não quer a Nutriplus como sócia?

 

Leio na Revista Exame da última semana (23/03/2011, por Maurício Onaga, pg 26, Coluna Primeiro Lugar) que a montadora chinesa Chery, que constrói uma unidade fabril em Jacareí, estuda a possibilidade de assumir por inteiro a operação brasileira. Atualmente, a Chery é sócia do grupo JLJ, dono da Nutriplus (área da alimentação). Pelo fato da sócia ser citada em denúncias de superfaturamento e desvios de verbas públicas (segundo a Exame na citação acima), os chineses estão incomodados.

 

Tal desejo de abandonar o sócio se concretizará? As denúncias se confirmarão?

 

Quem sabe apareçam esclarecimentos na próxima edição da Revista. Aqui, espaço aberto!

– Mau uso do Dinheiro Público, somado à Corrupção e Demagogia

 

Que retrato triste, porém verdadeiro, da política brasileira em geral.

 

No Maranhão, segundo a Coluna Panorama, de Felipe Patury (Revista Veja, Ed 23/03/2011), Roseana Sarney houvera prometido inaugurar 72 hospitais no ano passado. Não cumpriu. Da verba de R$ 130 milhões para as obras, foi repassada metade para 3 construtoras sem licitação pública. Pior: não foram concluídas 10% das obras e parte do dinheiro recebido das construtoras foi doado para as contas de campanha da governadora.

 

E você, o que acha disso: é um caso pontual no Maranhão (ou da Família Sarney), ou será que tais mutretagens ocorrem normalmente Brasil afora? Deixe seu comentário:

– Telefônica e o Erro contra os Itupevenses

 

Errar e cobrar a menos não erra, não é José?

 

Recebo essa correspondência do amigo Reinaldo Oliveira, residente em Itupeva. E o caso relatado por ele é de total desrespeito da Telefônica: Clientes do produto internet ilimitada receberam contas com cobranças de pulso ao invés de pacote fechado; ou seja, foram cobrados por minutos de discagem! Contas com valores irreais foram eviadas…

 

Olha que absurdo:

 

ITUPEVENSES ASSUSTADOS COM COBRANÇAS PELO USO DA INTERNET

 

Moradores de Itupeva que são usuários da internet, através do produto Internet Ilimitada, serviço prestado pela Telefônica, estão assustados com os valores cobrados pelo uso do serviço. Este produto é contratado pelo usuário e tem um valor fixo. Porém, na conta referente ao mês de fevereiro, além do valor fixo veio também a cobrança em forma de pulso. Por este motivo, todo o período em que o serviço foi utilizado, foi tarifado como se o usuário tivesse fazendo uma ligação normal, gerando com isso, valores muito altos. De acordo com informações de alguns usuários, quando é feito o contrato para a utilização do produto Internet Ilimitada, existe um número de telefone em Itupeva, que é o suporte para este serviço no município. Pois bem: no mês de fevereiro, na relação dos números de telefone, que constam na conta, para os quais o usuário faz ligações habituais, cada vez que ele utilizou a internet, aparece este número de telefone que serve de suporte sendo tarifado como pulso, elevando o valor a ser pago pelo usuário. É recomendado que o usuário que teve este tipo de problema, vá pessoalmente a uma loja da Telefônica, ligue no telefone 103 15 da Central de Relacionamento, ligue também para o 0800 771 5047 e ou visite o PROCON.

– Árbitros Paulistas em Concentração

 

Louvável a iniciativa da FPF em concentrar 7 sextetos de arbitragem em hotéis para a 16ª Rodada. A iniciativa, segundo o Presidente da CEAF-SP, Cel Marcos Marinho, é preservar os árbitros da pressão e do clima de decisão.

Para o propósito ser perfeito, deveriam concentrar TODOS os 10 sextetos e nas rodadas derradeiras também. Mas, tudo bem, é uma experiência.

Ações desse tipo levam a discutir as condições de trabalho dos árbitros sulamericanos e europeus. O fator cultural será muito relevante no debate!

Um exemplo: o árbitro de Chelsea-ING X Copegnague-DIN, pela Champions League, levou 8,000.00 euro por seu trabalho. Aqui, pelo jogo Fluminense-BRA X América-MEX, o árbitro recebeu 800.00 dólares (valores aproximados).

Sensível a diferença, não?

Se lá na Europa temos belos e seguros estádios como Old Trafford, San Siro ou Santiago Bernabeu, aqui nós temos modestas arenas como a de Ibagué, Táchira ou Bombonera. Se a fidalguia ocorre num clássico como Bayern X Intenazionale, a selvageria rola solta em jogos do Banfield ou do Peñarol.

Em suma, a questão é: preparar psicologicamente o árbitro e concentrá-lo num hotel são atitudes profissionais;  entretanto,  não é muito pouco pelas cobranças que ele recebe, num pseudo-profissionalismo travestido de semi-profissionalismo?

Imagine a hipotética partida Prudente X Corinthians numa quarta-feira 22:00h. O árbitro teria que se concentrar na terça e praticamente perder a quinta para o retorno. Como ele não é profissional, depende das suas atividades profissionais particulares. Se empregado, esqueça. Qual empresa permite faltar de terça a quinta no serviço. Se profissional liberal, o reagendamento de seus compromissos o levaria à loucura!

A própria FPF cobra muito com excessivas reuniões e treinamentos, de eficácia duvidosa e planos de carreira obscuros. Pergunte aos árbitros categoria 2 e 3 se estão contentes com tal situação? O retorno em escalas, muitas vezes, não compensa.

E qual a solução? Profissionalizar? Mas com que modelo?

A FPF seria “o patrão”, arcando com os encargos sociais? Haveria um salário mensal adequado e resguardo contra pressões? Teriam um contrato mínimo de trabalho, assegurando a desistência das atividades que exercem na atualidade em seus ofícios?

É difícil responder. Mas o certo e curioso é de que: enquanto os jogadores de futebol discutem com os clubes o fim das concentrações, os árbitros passam a adotar tal regime. Quem estaria certo? Deixe seu comentário:

– Cáritas Diocesana Promove Evento do Terceiro Setor

 

Vamos participar?

 

por Reinaldo Oliveira

 

CÁRITAS DIOCESANA PROMOVE FÓRUM SOBRE O TERCEIRO SETOR

 

No dia 31 de março, das 8h30 às 12h, a Cáritas Diocesana promove o 4º encontro do Fórum sobre o Terceiro Setor. O evento será realizado no anfiteatro da Cúria Diocesana – Rua Engº Roberto Mange, 400, Bairro do Anhangabaú, com palestras ministradas pelo Danilo Brandini Tiesel e Silvana Nader, mediadas pelo Dr. Rodrigo Mendes Pereira (OAB – São Paulo), Dra. Roseli Maestrello (OAB – Jundiaí) e por Maria Rosangela Moretti, da Cáritas Diocesana. O evento é gratuito, aberto ao público em geral, sem necessidade de inscrição prévia.

– Só 2% em Jundiaí? Percentual que Incomoda Muito…

 

O prefeito de Jundiaí, Miguel Haddad, disse em seu programa semanal de rádio que a cidade é coberta por 98% com rede de esgoto e que os 2% faltantes são na área rural.

 

Ora bolas! Moro no Bairro Medeiros, pago IPTU altíssimo (aqui é considerado Zona Urbana) e não tenho rede de esgoto!

 

Ué, como fica?

 

Prefeito, pede uma força para a assessoria melhorar a informação…

 

E você, paga IPTU como área urbana e se sente na área rural? Deixe seu comentário:

– Os Padres Atletas!


Olha que reportagem bacana: a IstoÉ publicou uma interessante matéria sobre sacerdotes católicos que dividem suas funções paroquiais com práticas esportivas ousadas– de surfistas a maratonistas, eles conseguem no meio do esportivo o objetivo maior:
evangelizar!


Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/129113_PADRES+ATLETAS

 

PADRES ATLETAS

 

Eles dividem sua rotina entre missas e atividades paroquiais e horas diárias de treinamento esportivo

 

por Rodrigo Cardoso

 

O melhor jogador de futsal da Europa dá expediente de túnica e estola em quatro paróquias da Diocese de Braga, em Portugal. No mês passado, em Kielce, na Polônia, sede da quinta edição do campeonato europeu dessa modalidade, desfilou de short, meião e camiseta da seleção portuguesa arrancando da defesa para o ataque com a bola entre os pés, fintando um, dois, três adversários e deixando os companheiros na cara do gol. Aos 34 anos, o português Marco Gil não se sagrou campeão do torneio, chamado de Champions Clerum, que reuniu 11 times de futsal formados apenas por sacerdotes católicos. Mas venceu a eleição de melhor jogador da competição e, de quebra, reforçou, com sua porção boleiro, a máxima decantada por ele e vários colegas de que o exercício da fé independe do uso da batina. “Mesmo jogando, somos párocos, mas o esporte quebra o gelo entre o sacerdote e os fiéis”, disse Gil, capitão da Seleção das Quinas e vigário judicial do tribunal metropolitano de Braga, à ISTOÉ. “O importante é não vivermos na clausura nem banalizar a nossa condição.”

Alguns anos atrás, os craques católicos portugueses convidaram os sacerdotes brasileiros a montar um time e participar do campeonato europeu como convidados, segundo o padre José Carlos Lino, coordenador da pastoral do esporte da Diocese do Rio de Janeiro. “Mas, incrível dizer isso, nós, brasileiros, não temos tradição no futebol de padres”, diz ele, que ainda batalha para formar uma equipe. Se em Portugal a Clericus Cup, o campeonato anual de futsal entre os religiosos, conta com dez agremiações, no Brasil, a prática de algum tipo de atividade esportiva raramente é feita em grupo – acontece de Norte a Sul de forma isolada.

Em Pernambuco, no arquipélago de Fernando de Noronha, o padre alagoano Glênio Guimarães Braga, 49 anos, caminha pelas areias das praias do Meio ou da Conceição de sandálias de dedo, protetor no rosto, bermudão, roupa emborrachada e pranchão a tiracolo há quatro meses. Em Caibi, a 600 quilômetros da capital catarinense, Florianópolis, o maratonista gaúcho Vanderlei Souza da Silva, 42 anos, à frente da paróquia de São Domingos, conta com dois treinadores – um para o desenvolvimento de velocidade e, outro, de resistência –, tem patrocinadores fixos e coleciona participações na maratona de Nova York, Roma e das meias maratonas de Paris, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Em Noronha, quando não está pegando carona em uma onda de três metros, o padre Glênio, locado na igreja Nossa Senhora dos Remédios, costuma realizar missas, às 18h, no alto do Morro de São Pedro, coroadas pelo pôr do sol e pela visão de 360 graus que o local propicia. Seus fiéis, muitos deles surfistas, acostumaram-se com o discurso em prol da saúde e contra as drogas do parceiro de esporte. “A melhor onda é a de Cristo”, afirma o sacerdote, que diz ter encontrado Deus nos surfistas. “Eles respeitam o mar, a natureza, sentem a paz divina. Não resisti ao embalo. É relaxante ficar em cima da prancha.”

Dá para imaginar a curtição que deve ser exercer a vocação sacerdotal produzindo endorfina e em meio a belezas naturais. “Se Jesus andou sobre as águas sem prancha, com ela é mais fácil”, brinca o surfista de Cristo. O padre corredor Vanderlei, porém, enfrenta uma verdadeira ladainha para conseguir liberação para disputar suas provas. “Ouço críticas, percebo ciúmes. Mais novo, quando comecei a treinar, um provincial chegou a dizer que eu tinha de escolher entre estudar para padre ou correr.” Em sua bagagem de competição estão sempre a “Bíblia”, um terço, uma túnica e a oração pelos atletas, criada e distribuída por ele nas provas. O religioso de Caibi corre semanalmente 150 quilômetros e já conquistou, segundo suas contas, 700 medalhas e 500 troféus – boa parte doada para os fiéis.

Só para se ter uma ideia do grau de excelência desse padre gaúcho, ele percorre 21 quilômetros (percurso de uma meia maratona) em 1h15. Marílson dos Santos, maratonista top nacional, faz o mesmo em 1h10. “Acredito que estou entre os dez melhores do País”, diz. Por conta desse excelente desempenho, neste mês ele foi relacionado para largar no pelotão de elite da meia maratona de Paris, com o número 56. Chegou na 186ª colocação entre 30 mil participantes. Foi o primeiro colocado entre os brasileiros – que somavam 300 naquela prova. Que Deus o abençoe.

– A Mini-Rainha

 

Olha só: uma mini-rainha, com manto e coroa!

 

 

Na verdade, a Rainha é a Mamãe. Ela é a Princesinha.

– Detalhes de Paulista 3 X 2 São Paulo

 

Um bom jogo na noite desta quarta-feira no Jayme Cintra. Vamos à algumas análises de Paulista X São Paulo?

 

Flávio Rodrigues Guerra, meu amigo penapolense e bom árbitro, quase comprometeu ontem. Aliás, que fase complicada ele está, não? Torço por ele, mas o momento não é bom. Durante o Campeonato Paulista, deu alguns azares em interpretações de pênaltis. Ontem, idem.

 

Sobre o lance reclamado pelo São Paulo sobre o Fernandinho, no primeiro tempo: pênalti claro. O zagueiro jundiaiense erra a bola e acaba calçando o sãopaulino, que já houvera sido desequilibrado na entrada da área penal. Isso é a chamada infração por imprudência, tiro livre direto sem aplicação de cartão amarelo. Como foi dentro da área, é pênalti. O árbitro auxiliar adicional (AAA) atrás do gol poderia ter ajudado; se falou ou não ao Guerra, não saberemos…

 

Entretanto, no segundo tempo, houve a “compensação”. Sim, compensação entre aspas pois o lance é chato. Ilsinho entra na área driblando e Rodrigo Sabiá põe a mãos nas costas do lateral, que cai e na sequência Guerra dá o pênalti. Para mim, não foi. E explico: nem toda mão nas costas é pênalti! Jogador esperto, ao sentir o toque nas costas quando ataca, deve cair mesmo, usar de malícia  e se aproveitar da bobeada do zagueiro. E se o juiz entrar, azar dele. O que o árbitro deve avaliar é: a mão nas costas teve a força suficiente de desequilibrar o adversário e ocasionar o pênalti? :Ilsinho, experiente, imediatamente caiu na área. Como o lance é rápido, a maior parte dos árbitros dá pênalti em lances assim, pois a maior parte dos jogadores brasileiros se joga nessa situação. Veja na Europa ou na Libertadores: há menos lances assim, e quando ocorrem, o atacante toma Amarelo por simulação. Respeito quem interpreta como pênalti, afinal, avaliar força é algo subjetivo. Mas eu não daria. Se rever o lance mais vezes e mudar minha opinião, retificarei a análise. Como disse, o lance é chato e não se pode culpar por erro ou acerto claro…

 

Assim, o Paulista foi ‘beneficiado’ e ao mesmo tempo ‘prejudicado’. Ficou “elas por elas”. No fiel da balança, depois de tantos erros como contra o São Bernardo ou contra o Botafogo, o Galo continua na briga pela classificação, agora com um pouco mais de fôlego.

 

O que gostaria de ressaltar é: num campeonato com times ciganos, como Americana e Prudente, é muito bom ver o Paulista sendo legitimamente um clube da cidade, com raízes e história, patrimônio próprio (não nos esqueçamos de que a maior parte dos estádios do interior são municipais e o Jayme Cintra é patrimônio do clube) e o mais relevante: gente de Jundiaí no comando!

 

Sempre que as forças vivas da cidade administram o clube, desde os tempos de Wanderley Pires, o Tricolor jundiaiense se dá bem. Djair Bocanela e Cristiano Mingoti, além dos demais diretores, estão no caminho certo. E é motivo de alegria ver empresas da cidade anunciando na camisa (não apenas por um jogo, mas ao longo do campeonato), ter garotos da equipe de base aparecendo no time principal e a força da coletividade local engajada. Qual cidade do interior tem duas rádios atuantes, como a Cidade e a Difusora cobrindo o clube? São três jornais e as TVs locais fazendo um bom trabalho, além, claro de diversos sites na cobertura.

 

O fato triste ainda é a média de público. Em jogos sem apelo, são os mesmos 1500 pagantes. Tudo bem que os horários dos jogos e os confrontos não são atrativos, principalmente com uma cidade com uma série de parques e opções de lazer como a nossa que concorrem com o futebol, mas… Não dá para melhorar o público?

 

Por fim: Wagner Lopes, o treinador do Paulista (alguns se surpreenderam por não saber que ele é o mesmo Wagner, ex-lateral da Seleção Japonesa da Copa de 98) deu um banho no Carpegiani. Mesmo com 4 desfalques, o esquema tático foi perfeito, enquanto que Carpegiani testou algumas formações ao longo da partida. Natural, já que o Regional é uma espécie de pré-temporada para os times grandes. Mesmo assim, não dá para menosprezar a vitória do Paulista.

 

Domingo, o Paulistão reserva dois grandes jogos: São Paulo X Corinthians e Ponte Preta X Paulista. No primeiro, a incessante dúvida: Rogério Ceni marcará o centésimo gol ou não? No segundo, uma rivalidade preocupante: depois do Guarani, o Paulista é hoje o principal adversário da Ponte. E o histórico das brigas das torcidas é ruim, prevendo jogo tenso dentro e fora de campo.

 

E aí fica a dúvida: enfim os árbitros FIFA’s voltarão a apitar nessa rodada os jogos importantes? Ultimamente, o “globinho da sorte da FPF” tem sido desastroso, pois só caem as mesmas bolinhas…

 

E você, tem palpite para SPFC X SCCP e AAPP X PFC? Deixe seu comentário:

 

Ops: quase esqueci: já pensou se Rogério Ceni marca o 100º e histórico gol em Jundiaí, numa partida onde falhou (segundo alguns) em 2 gols? Seria uma triste ironia para a brilhante carreira dele.

– Desproibiram a Proibição

 

E não passou a lei que impedia novos empreendimentos na cidade, comentada por nós aqui (em: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=4520&blog=6&nome_colunista=963) .

 

Os mesmos vereadores que votaram a favor da lei, resolveram votar contra após o veto do prefeito!

 

Devem achar impecável a infraestrutura da cidade e não querem nem tempo de discuti-la… E você, concorda com a não aprovação da lei? Deixe seu comentário:

– Faltará Combustível no Brasil?

 

Poderá faltar combustível no Brasil? Talvez…

 

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabriele (segundo Jean Peter, da Rádio Bandeirantes, no Jornal em 3 Tempos) confirmou que não haverá aumento nos preços da Gasolina nesse ano no Brasil.

 

Ora, em que país vivemos? Ou melhor, em qual país vive o presidente? Nesta última semana, a Gasolina subiu cerca de R$ 0,15 nas distribuidoras, por conta do aumento do preço do Anidro. Além do preço estar em alta, faltam combustíveis!

 

O Etanol sofre pela interminável entressafra e pelo aumento das exportações do Brasil aos EUA. Em contrapartida, a Cosan (gigante do setor), por exemplo, anunciou a importação de álcool de milho dos americanos. Exportamos o álcool de cana mais barato aos EUA e compramos o álcool caro deles? Loucura!

 

Como os donos de veículos estão optando pela Gasolina ao invés de Álcool nos carros bicombustíveis (pelo preço excessivamente caro no mercado), um efeito colateral aconteceu: a Petrobrás não dá conta de refinar a quantidade de Gasolina necessária. Ou seja: aumentou o consumo e a frota de veículos, mas a produção se compensava com o álcool no mercado interno. Sendo assim, algumas distribuidoras de combustíveis começaram a racionar as vendas, impondo cotas de compras.

 

Se nada for feito, poderá faltar combustível na virada do mês devido a redução de estoques no Brasil. Incrível!

– O Maior Químico do Brasil é um Solitário

 

Apesar do título irônico deste post, a referência se faz pelo fato de, segundo ranking internacional dos 100 maiores químicos da primeira década do século XXI, o químico Jairton Dupont, da UFRGS, é o único latino-americano a figurar na relação.

 

Extraído da Folha de São Paulo, 23/03/2011, pg C4.

 

GAÚCHO ESTÁ ENTRE CEM MAIORES QUÍMICOS

 

por Luiz Gustavo Cristino

 

Em lista de cientistas da área com maior impacto de 2000 a 2010, pesquisador é único nome da América Latina.

 

Muito trabalho, força de vontade e gosto pelo desafio. Essas são as matérias-primas que o químico Jairton Dupont, 51, considera essenciais para o crescimento acadêmico e para sua figuração na lista dos cem químicos mais influentes da década.

 

Elaborado pela empresa Thomson Reuters, que tradicionalmente mapeia as publicações científicas mundo afora, o ranking traz Dupont como o único brasileiro presente, na 83ª colocação.

 

As pesquisas de Dupont, que é professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) visam ao desenvolvimento e estudo de líquidos iônicos orgânicos, principalmente para aplicação na indústria petroquímica.

 

“Do ponto de vista pessoal, fico bastante contente, mas, pensando de forma geral, acredito que temos um reflexo de uma política”, diz o químico nascido em Farroupilha (RS), lamentando a ausência de outros brasileiros e de outros países emergentes, como China e Rússia.

 

Na lista, são 70 químicos dos EUA, sete da Alemanha e quatro do Reino Unido.

“As instituições em que se concentram 80% dos químicos selecionados têm tradição no ensino por meio da pesquisa e possuem muito mais estudantes de pós-graduação do que de graduação”, afirma Dupont. “A graduação também é importante, mas instituições conhecidas por sua excelência em pós devem se especializar, focar essa área.”

 

O critério para a elaboração da lista foi o número de citações de cada cientista em trabalhos acadêmicos. Todos os seus integrantes publicaram pelo menos 25 artigos e foram citados em pelo menos 50 diferentes publicações.

 

Críticas

Contrário à escolha de dirigentes acadêmicos por eleições e a concursos públicos para professores-pesquisadores, ele define o sistema brasileiro como “pseudodemocracia universitária”. “Lá fora, as escolhas são feitas por capacitação e mérito”.

 

Dupont também não acredita no sucesso de instituições dedicadas unicamente à pesquisa, e não ao ensino. Segundo ele, o fracasso desse tipo de entidade está historicamente comprovado. Sobram críticas aos cursos noturnos de graduação. “São um desperdício de dinheiro”, diz. Ele defende que o retorno seria maior se houvesse bolsas de estudo para alunos em período integral. “É um investimento muito melhor, porque a pessoa vai ser formar no tempo normal, em quatro anos ou até menos, e vai estar muito mais bem preparada.”

 

Mestre-Cuca

Mas a ciência não é a única vocação de Dupont. “O maior prazer que tenho é cozinhar. Tenho uma cozinha de 20 metros quadrados, outro laboratório. Certamente, quando me aposentar, vou querer abrir um restaurante.” Outro motivo de felicidade é a filha, hoje com dois anos de idade. “Sou um dos homens mais sortudos na vida por ter tido uma filha já depois de, digamos, velho”.

 

Com sua experiência, ele recomenda aos iniciantes paciência e jogo de cintura para lidar com frustrações. “As pessoas acreditam que a notoriedade faz com que eu sempre tenha pedidos aprovados, mas sou como qualquer um, eu tenho meus projetos negados, isso faz parte do processo. Quem aprende a conviver e a melhorar com isso vai ser feliz.”

– Atividades Acadêmicas desta Semana na FASAS

 

Queridos alunos, vocês me surpreendem!

 

Vamos lá:

 

1º. Semestre: falamos sobre a Responsabilidade Social das Organizações em seus diversos níveis, e a tratamos levando em conta os benefícios às organizações e aos beneficiados diretos.

Questionados se “os alunos mudariam seu poder de decisão mediante o conhecimento de que a empresa pratica a responsabilidade social”, a maior parte diz que… Não! Levam em conta o preço e boa parte justificou o fato de que as dificuldades financeiras pessoais falam mais alto na hora da decisão.

Alguns alunos citaram que mudam sim a escolha, pelo fato de acreditarem estar ajudando o próximo; poucos, enfim, disseram desconhecer o que era a prática da Responsabilidade Social e nunca se atentaram a isso.

 

8º. Semestre: após falarmos sobre Culturas Organizacionais e Discriminação Racial ou Social, os alunos foram indagados anonimamente sobre o fato de “já terem praticado discriminação” ou serem “vítimas da discriminação”.

Metade exata da sala disse já ter praticado e já ter sido vítima de discriminação (a outra metade, logicamente, disse não). E as formas mais diversas foram citadas: por origem étnica, religião, sexo, aparência, entre tantas.

 

O importante de tudo isso é o espírito crítico! Mas, atenção primeiro semestre!!! Muitos erros de português, como “serteza”, “proficional”, “ajuda umanitária”, “lucro essessivo”. Não pode acontecer isso…

– Encontro para Troca de Ideias Literárias

 

 

Poetas, músicos e letrados: olhem que bela iniciativa cultural, rara em nosso país e pouco incentivada: uma espécie de Sarau Literário em nossa cidade!

 

REALIZADO ENCONTRO PARA TROCA DE IDEIAS LITERÁRIAS

 

por Reinaldo Oliveira

No dia 19 de março, a partir das 17h, um grupo de amigos que tem em comum o prazer e apreço pela literatura, música e poesia, se encontrou para um alegre e descontraído bate-papo. O objetivo foi a confraternização, (declamar poesias, cantar e trocar idéias literárias), sem participação de siglas, entidades ou afins. A anfitriã foi a escritora e poetisa Yolanda Gnecco, em sua LanHouse e Cafeteria, que fica na Rua Bela Vista. Estiveram presente o casal Wilhelm Skoff e Elizabeth, a Silvana e a Rosana Congílio, Dayse Gobbo, Marlene Bodelacci, Akiki Koike, Lena Hatori, Helenice Rodrigues, o casal Armando e Júlia Heimann, idealizadores do encontro, e o jornalista Reinaldo Oliveira. Durante o encontro houve declamação de poesias, interpretação de músicas japonesa, alemã e brasileira. Akiko Koike mostrou os haicais na forma original, isto é, como nasceu no Japão e explicou a diferença entre o haicai aportuguesado e o original. Como este foi festivo e agradável, o grupo realizará outros encontros abertos a amigos da poesia e da música. Nesses encontros a fraternidade é o ponto alto, não cabendo assuntos que abordem temas polêmicos como política, religião, raça ou outros que possam dificultar a harmonia entre os presentes.  O grupo aceita adesões de poetas e músicos que tenham o mesmo objetivo: momentos agradáveis e descontraídos.

– Subway supera McDonald’s em número de Lojas no Mundo

 

Segundo o “The Wall Strett Journal”, o McDonald’s não é mais a maior rede fast food do mundo. Ao menos, em número de lojas. A Subway hoje possui 33.749 lanchonetes, contra 32.737 do concorrente. Mas em volume de vendas, o McDonald’s ainda é o líder mundial: 24 bilhões de dólares / ano, US$ 9 bi a mais do que o Subway.

 

No Brasil o principal concorrente do McDonald’s é a brasileira Habib’s, seguido pela brasiliense Giraffas e com o incômodo do Burger King em fase inicial.

– Ginástica da Little Girl?

Além de virar uma praticante muito boa em qualquer modalidade esportiva (sério, a Marina sabe diferenciar o que é Voleibol, Basquetebol e Futebol, tanto na TV quanto nas brincadeiras!), a danadinha quer que fale em inglês com ela (como se ela soubesse… kkk).

 

 

Isso é efeito do Word World, o belíssimo desenho do Discovery Kids que ensina as letras e palavras em Língua Inglesa..

– Ranking dos Árbitros 2011 FPF

 

Saiu o Ranking da FPF para 2011. Mas quase em Abril?

 

Tá tudo errado… Ao invés de ser no começo, só agora?

 

Muitos ex-colegas me ligaram. Os antigos “pratas”, que se transformaram em Categoria 2, estão bravos. Muitos “Categoria 1”, de repente, não teriam condições de estarem nesse ranking, só estando por outros motivos…

 

Quais?

 

Aos árbitros, a palavra.

– Malefícios e Benefícios de um Rival

 

Que interessante: Robson Viturino e Álvaro Oppermann, da Revista Época Negócios, Ed fevereiro/2011, pg 60, trouxeram uma importante matéria sobre como a concorrência ajuda a vender mais, e alguns malefícios que ela traz, de forma leve e interessante. Bons exemplos: Puma X Adidas, deixando a Nike disparar!

 

JÁ VIU O QUE SEU RIVAL FEZ HOJE?

 

Estudo desvenda os mecanismos psicológicos que motivam o espírito de rivalidade entre empresas concorrentes.

 

No dia a dia dos negócios, as palavras “rival” e “concorrente” são usadas de forma indistinta. Uma nova pesquisa, porém, evidencia que existem diferenças claras entre as duas na relação de pessoas e empresas. E não é só uma questão semântica. “A primeira coisa a notar é que as pessoas são mais aguerridas na competição quando existe rivalidade entre elas”, dizem os autores do estudo, Gavin Kilduff, Hillary Elfenbein e Barry Staw. O trio de pesquisadores, professores de administração nas universidades de Nova York, Saint Louis e Berkeley, estudou a psicologia da rivalidade e da concorrência entre jogadores e times de basquete dos Estados Unidos. Segundo eles, as conclusões podem ser estendidas aos negócios.

“A literatura de negócios usava as duas palavras como sinônimos de competição”, dizem os pesquisadores em um artigo publicado no Academy of Management Journal. “No entanto, a concorrência é algo racional. A rivalidade é passional”, afirma o trio. Esta última nasceria do envolvimento psicológico entre os protagonistas. Ou seja, surge quando existe uma relação íntima, ou um histórico comum, às partes envolvidas, gerando implicações profundas na maneira como jogadores e equipes se relacionam. “O mesmo ocorre nos negócios”, dizem eles.

Se a concorrência é o motor do desempenho, a rivalidade é o seu “afrodisíaco”. Um bom exemplo disso está no basquete norte-americano dos anos 80, que foi polarizado por Larry Bird, do Boston Celtics, e Earvin “Magic” Johnson, do Los Angeles Lakers. Os dois iniciaram a carreira profissional em 1979. Antes eles eram estrelas dos principais times universitários dos Estados Unidos e acompanhavam com afinco a carreira um do outro. “Quando a tabela de jogos da temporada era publicada, os jogos do Celtics eram a primeira coisa que eu marcava”, diz Magic Johnson. “Eu começava a ler o jornal pela seção de esportes, para ver como estavam as estatísticas de Magic”, diz Bird. A rivalidade – ou quase obsessão – acabou servindo de combustível ao brilhantismo de ambos nas quadras. Concorrentes se esforçam e dão o sangue. Rivais fazem das tripas coração. Eis a diferença.

Nos negócios, a rivalidade também pode gerar um ciclo virtuoso. No Japão, os rivais Toyota e Nissan protagonizam um duelo de inovação desde os anos 70. Quando a Toyota invadiu o mercado americano com o Corolla, em 1972, a Nissan respondeu em seguida com o Bluebird. Em 2001, a Nissan redesenhou totalmente o Altima para enfrentar o Toyota Camry. Em 2010, diante do Leaf, carro elétrico mundial a ser produzido pela Renault-Nissan, a Toyota respondeu comprando uma fatia da Tesla Motors. Segundo a autora Evelyn Anderson, embora a Toyota seja altamente competitiva em relação a Ford e GM, a competição acirrada com a Nissan e a Honda sempre teve um gostinho especial.

A rivalidade também tem uma face sombria, dizem os pesquisadores. É comum rivais engalfinharem-se em lutas do tipo “custe o que custar”. O Boston Scientific Group, por exemplo, se dispôs a pagar US$ 24,7 bilhões pela fabricante de marca-passos Guidant, para não permitir que o eterno rival Johnson & Johnson abocanhasse a empresa. Esta é considerada pelos analistas a segunda pior aquisição da história, atrás somente da compra da Time Warner pela AOL. Já a Adidas e a Puma (criadas por dois irmãos que se detestavam) estavam tão preocupadas em espionar uma à outra, nos anos 70, que não viram a Nike chegar. “A rivalidade é uma faca de dois gumes”, concluem os autores. Moral: saiba diferenciar concorrência de rivalidade.

– Jundiaí e a Proibição de Novos Emprendimentos Imobiliários

 

Semana passada, um projeto do vereador Durval Orlato que suspende por 6 meses a autorização de novos empreendimentos em Jundiaí foi aprovado.

 

A lei visa frear o crescimento desordenado, e barra novos conjuntos habitacionais com mais de 4.000m2, centros comerciais, além de loteamentos acima de 50 lotes. Projetos em andamento continuam, mas os novos, só depois desse período de debates sobre o impacto na sociedade.

 

A idéia é simples: Jundiaí cresce populacionalmente muito mais do que a infraestrutura da cidade permite. E ninguém faz nada!

 

A ânsia de se ganhar com novos loteamentos é gigantesca. O que há de obras, condomínios e outros empreendimentos à beira da Rodovia Hermenegildo Tonoli, por exemplo, é assustador! E ninguém fala em melhorar a Rodovia, que fica em todos os horários lotada e literalmente parada nos horários de pico. Sem dizer do perigosíssimo Trevo de Itupeva.

 

Se hoje é assim, com os inúmeros novos loteamentos, como ficará?

 

Parabéns ao vereador Durval Orlato. Mas se nesses 6 meses nada for discutido e modificado, será um verdadeiro atraso injustificável aos empreendedores, além de uma perda de tempo infrutífera para a sociedade. O período deve servir para se cobrar de autoridades públicas e da iniciativa privada as reais condições para viabilidade dos empreendimentos, permitindo postos de saúde, escolas e mobilidade adequada nas redondezas destes. 

E você, o que acha do crescimento de Jundiaí: é ordenado ou não? Deixe seu comentário:

– Tempo Quaresmal

 

“A Quaresma é o tempo propício à conversão da nossa vida, mediante a prática da penitência e das virtudes da fé, da esperança e da caridade, em vista da Páscoa”

 

da Agenda Bíblica Paulinas.

 

– Rede Globo denunciando Ricardo Teixeira? Imperdível!

 

Amigos, nós estamos observando uma forte briga envolvendo os direitos de transmissão dos jogos de futebol pelas emissoras de TV. Envolve RedeTV, Record e Globo. É clara a intenção da Rede Globo de lançar, junto com a CBF, vários artifícios para o convencimento dos clubes. E, evidentemente, não é apenas dinheiro que conta…

 

Neste sábado, inúmeras postagens no Twitter e em diversas redes sociais sobre uma matéria de um “Globo Repórter Especial” que envolve Ricardo Teixeira, presidente da CBF!

 

A matéria foi ao ar anos atrás, quando a CBF quase cedeu os direitos de TV ao SBT e desagradou a Globo. O vídeo está no YouTube, e assusta pelas denúncias apresentadas pelos jornalistas Marcelo Resende e Alexandre Garcia!

 

Depois de assistir, a pergunta é inevitável: como Ricardo Teixeira ainda tem moral para ser presidente da CBF hoje???

 

Veja o vídeo, mas de estômago vazio, pois, afinal, tanto roubo dá nojo…

 

Em: http://bit.ly/d1ceeO

 

O Futebol Brasileiro precisa ser reinventado urgentemente. Sem dúvidas.

– E a JAC Motors parece que chegou mesmo!

 

A montadora chinesa JAC Motors chegou enfim pra valer no Brasil. Com 150 milhões de reais para serem gastos com publicidade, a empresa invadiu Facebook, Twitter, Orkut e outras mídias. Almeja ainda patrocinar o Flamengo, para popularizar sua marca no meio do futebol (quem fez isso foi a Hyundai com o Fluminense, lembram?)

 

Nos anos 80, eu não confiava em carros japoneses. Hoje eles são excepcionais.

Nos anos 90, eu não botava fé em carros coreanos. Hoje, me convencem.

Na primeira década dos anos 2000, eu não acredito em carro chinês. Será que na próxima década os respeitarei?

 

Sinceramente, a cultura empresarial japonesa, coreana e chinesa, às vezes parecida, pode ser diferente demais em alguns aspectos. Por isso a minha desconfiança. Hoje, não compraria um carro chinês de forma alguma!

– Canção de 2000 anos na Campanha da Fraternidade 2011!

 

Neste ano, a canção que aclama o Evangelho nas Celebrações Eucarísticas da Igreja Católica se chama: Honra, Glória, Poder e Louvor. A letra está abaixo:

 

Honra, glória, poder e louvor,

A Jesus, nosso rei e Senhor!

 

O homem não vive somente de pão,

Mas de toda palavra da boca de Deus!

 

Honra, glória, poder e louvor,

A Jesus, nosso rei e Senhor!

 

A curiosidade é que este refrão era cantando há 2000 anos:

 

Honra, glória, poder e louvor,

A César, nosso deus e imperador!

 

Os cristãos das primeiras comunidades mudaram a letra original para mostrar o não-aceite em reconhecer César, o Imperador, como autoridade religiosa. Em contrapartida, os cristãos eram perseguidos e a cada matança, crescia a fé, a perseverança e os números dos seguidores de Jesus Cristo.

 

Belo histórico, não?

– Derrubaram a Praça da Pérola para Evitar o Protesto?

 

E o rei do Bahrein?

 

Hamad Bin Isa AL Khalifa, ditador do Oriente Médio, com a finalidade de evitar as manifestações pró-democráticas, radicalizou!

 

Lá, os estudantes se reúnem embaixo de um monumento conhecido como Pérola (uma gigante e caríssima escultura que lembra uma pérola). Simplesmente, para evitar a aglomeração, o Rei mandou explodir a praça e deixar lá os escombros!

 

Democracia é isso aí…

– Pintando o 7!

 

Nossa Preciosa Pintora Produziu o seu Primeiro Quadro…

Mesmo com nossa ajuda, ela foi mentora intelectual!

 

Detalhe para o avental. Acho que pintaremos:

“Marina Porcari, Artista do Papai e da mamãe”

– Álcool a R$ 2,30? A Abrupta Subida do Preço do Etanol

 

Dias atrás conversamos sobre o aumento dos preços do álcool combustível (em: http://bit.ly/gJoOKS ) . Cada vez mais há a migração dos carros bicombustíveis para a opção gasolina.

 

Compartilho interessante matéria da Folha de São Paulo deste sábado, caderno Economia, por Karla Domingues e Mauro Zafalon:

 

ÁLCOOL MANTÉM ALTA EM SP E JÁ CUSTA R$ 2,30 POR LITRO

 

A demanda por combustíveis supera as expectativas, devido à evolução da economia. A procura por álcool também está aquecida, o que permite reajustes de preços nas usinas e nos postos.

A avaliação é de Antonio de Padua Rodrigues, diretor da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar). Em anos anteriores, os consumidores já migravam para a gasolina quando a paridade estava em 65% da gasolina, o que não ocorre neste ano.

Mas, se o preço continuar subindo, mais consumidores irão para a gasolina. “Até porque as usinas não produzirão, nas próximas semanas, o suficiente para o patamar atual de demanda.”

A Folha apurou R$ 2,30/litro ontem em postos de São Paulo.

– Valei-me São José!

 

Hoje é dia de São José, pai adotivo de Jesus e patrono das famílias.

 

Estive na Missa das 7h na Catedral Nossa Senhora do Desterro, aqui em Jundiaí. Igreja lotada e muitas famílias reunidas. Clima de fraternidade e de louvor à São José. Muitas manifestações de fé e de agradecimento.

 

Que bom seria se nós nunca perdêssemos a fé. Precisamos sempre acreditar em Algo, em Alguém. Independente da crença religiosa, ter esperança e acreditar fazem a vida ser melhor e dá sentido ao dia-a-dia.

 

São José, rogai por nós!

– Coisas que Incomodam

1- Para evitar que o seu partido recém-criado (PDB) fosse ironizado (como tem sido: Partido Da Boquinha, por exemplo), Gilberto Kassab já o lança como PSD. Adianta alguma coisa, se ele será extinto em breve, servindo apenas de barriga de aluguel e se aproveitando de uma brecha da lei para a mudança de legendas partidárias?

 

2- O pessoal da “Marcha da Maconha” entrou na Justiça contra a jornalista Izilda Alves, por defender em suas matérias o combate contra as drogas. Ué, a favor pode??? (Felizmente a Justiça não deu atenção à esse pessoal).

 

3- Após a tragédia japonesa e o medo de vazamento nuclear de Fukushima, nada de concreto foi feito na usina atômica de Angra dos Reis. Esperarão acontecer algo aqui?

 

4- Dizem que Adriano Imperador tem 5 propostas de clubes! Botafogo, Grêmio, Atlético Mineiro, Corinthians e Flamengo o querem. Os dirigentes perpetuamente querem problemas… Sem psicólogo e assistente social acompanhando-o 24 horas por dia, não dá para contratá-lo.