– Combustível de Caju

 

A lista de materiais alternativos para geração de energia ganhou mais um componente. Trata-se, acredite, da casca de castanha de caju. O insumo, que antes seguia para aterros, é utilizado como combustível nas caldeiras das unidades cearenses da Vicunha Têxtil, comandada por Ricardo Steinbruch. O uso do produto está reduzindo em 30% as emissões de gases da empresa. Apesar de não diminuir os custos, essa iniciativa tem um viés estratégico e de marketing, capaz de lustra a imagem da Vicunha especialmente no mercado externo.

 

(Extraído de Revista Istoé Dinheiro, 14/07/2010, Coluna Sustentabilidade, pg 21)

– “Mão na Bola e Bola na Mão” no Jogo São Paulo X Bahia. Acertou o Árbitro?

 

Sim, nos dois lances polêmicos de pedidos de pênalti no 1º tempo o árbitro acertou.

 

Rogério Ceni cobra a falta, e algo muito comum no futebol ocorre: o zagueiro adversário que está na barreira leva a mão ao rosto para proteção. Não há problema que a bola bata na mão de qualquer atleta desde que ela esteja sendo usada para proteção: partes íntimas e rosto são as regiões mais freqüentes. Porém, o zagueiro bahiano ergue o braço não para que sua mão proteja o rosto, mas para desviar a trajetória da bola. Nenhuma dúvida: pênalti. Ele se aproveita do pulo na hora da cobrança de falta e a mão no rosto para deliberadamente tocar a bola. Confesso que vi um cartão amarelo para Fael, supostamente por reclamação, mas não vi se foi ele quem colocou a mão na bola. O infrator deveria ter recebido o amarelo no lance.

 

Durante a cobrança de pênalti, uma curiosidade: na hora que Rogério Ceni chuta a bola, dois adversários estão a pelo menos 1 metro dentro da grande área, e isso é invasão. Se o pênalti vai para fora ou o goleiro defende, deve-se repetir a cobrança.

 

Pouco depois, o time do Bahia vai ao ataque, cruza e a bola bate na mão de Rodrigo Caio. Perceba: bater é tocar involuntariamente. O atleta iria chutar a bola, espanando-a da área, e fura bisonhamente. Todo desengonçado, a bola bate no dorso de sua mão, pois, afinal, está desequilibrado. Alguém ousaria dizer que tal lance foi propositalmente pensado para cortar o cruzamento com a mão?

 

Pontos positivos do árbitro Márcio Chagas: discerniu muito bem tranco legal e carga (isso é típico da escola gaúcha), interpretou bem os lances capitais, expulsou corretamente Piris, deu vantagem nos momentos corretos e, principalmente, vibrou. É o que falta para muitos árbitros: vibração! No pênalti pró-São Paulo, sinalizou claramente o lance mostrando com o próprio braço a infração (coisa que muitos instrutores de arbitragem abominam: alegam que árbitro não deve “justificar marcação nem dar satisfação”, o que discordo). No lance do pênalti pró-Bahia, advertiu os atletas que tentaram o cercar.

 

Apenas dois detalhes:

1-Dagoberto sofreu uma falta de jogo um pouco mais forte, mas exagerou na queda, simulando um verdadeiro atropelamento e seu adversário foi punido com cartão amarelo. Jobson, no final do primeiro tempo, também sofreu uma falta de intensidade igual e exagerou na queda identicamente, mas seu adversário não levou cartão.

2-Lucas fez 3 faltas no 1º tempo: uma no ataque, outra no meio de campo e outra na defesa (polivalente o garoto, não?). No início do 2º tempo, fez outra! Caberia o cartão pelas reincidências (nada de violência, apenas repetição de faltas).

 

E você, o que achou dos lances polêmicos da partida? Deixe seu comentário:

– Campari compra a cachaça Sagatiba

 

Vale misturar nos negócios, não nas doses: Campari arremata a pinga Sagatiba por US$ 26 milhões. O próximo passo será a internacionalização da marca.

 

Extraído de: Globo Economia (clique acima para link)

 

GRUPO CAMPARI COMPRA CACHAÇA SAGATIBA

 

MILÃO e SÃO PAULO – A italiana Davide Campari-Milano anunciou nesta quinta-feira a compra da marca brasileira de cachaça Sagatiba por US$ 26 milhões.

A Campari também pagará um valor adicional equivalente a 7,5% das vendas anuais da Sagatiba -fundada pelo empresário Marcos de Moraes (filho do ex-rei da soja Olacyr de Moraes)- nos oitos anos subsequentes à conclusão da operação, conforme comunicado.

A compra da Sagatiba ocorreu depois que a Campari acertou no início do ano passado um acordo de distribuição da marca no Brasil e América do Sul, ampliando para cerca de 40 a base de países onde a cachaça é vendida no mundo. O acordo marcou a entrada do grupo italiano no mercado de cachaça, um dos mais fortes da indústria de bebidas do Brasil.

Representantes da Sagatiba não puderam ser contatados imediatamente para comentar o assunto.

A companhia italiana, que detém as marcas de vodca Skyy e de uísque Glen Grant, além de mais de 40 outros rótulos, havia afirmado em novembro que tinha munição suficiente para superar sua maior aquisição até então, a da marca de uísque Wild Turkey em 2009, por US$ 575 milhões.

A Campari registrou lucro líquido de 75,3 milhões de euros (US$ 107 milhões) no primeiro semestre, 8,7% superior ao visto um ano antes. Já as vendas no período cresceram para 589 milhões de euros.

– Redução do IPI até 2016: Parabéns ao Governo

 

Parabéns à iniciativa do Governo Federal em incentivar a indústria local. Dona Dilma prometeu redução de IPI até Julho/2016 às empresas que utilizarem peças nacionais na fabricação de veículos.

 

Ótimo. Infelizmente, pagamos muito imposto sobre tudo, e tal medida favorece a indústria, consumidores e o próprio Governo, que arrecada mais pelo volume de vendas. Mas… não poderia estender à outros setores da Economia?

 

Dois exemplos:

 

1-Falta botões para a indústria têxtil. Vender uma camisa no Brasil custa caro. Então, exportamos botões bem baratos à China (que usa mão de obra ainda mais barata) e compramos as camisas de lá, gerando emprego aos chineses e onerando o fabricante nacional de camisa, judiando pelos impostos e pela concorrência.

 

2-Falta etanol de cana em estoque no Brasil. As usinas produtoras vendem nosso etanol barato aos americanos, e o Governo é obrigado a comprar etanol de milho dos EUA para não faltar aqui.

 

E você, o que acha dos impostos brasileiros? Deixe seu comentário:

– A Metralhadora Verbal de Nelson Jobim

 

Um homem culto como o Ministro Nelson Jobim só pode estar querendo polemizar.

 

Dias atrás, ele disse que não votou na Presidente Dilma (e ele é ministro dela…). Agora, na Revista Piauí que chega nesta sexta-feira às bancas, criticou Ideli Salvatti (líder do Governo), chamando-a de “fraquinha”. Também ironizou a Ministra da Casa Civil, Gleise Hoffmann, falando que “ela não conhece Brasília”.

 

É tudo fogo amigo. Alguém inteligente como ele não cometeria gafes como essa, concorda?

 

E você, o que acha de tudo isso? Deixe sue comentário:

– CBF é Pública ou Privada?

 

Quando reclamam da possível corrupção na CBF, um subterfúgio é dizer que ela é uma entidade privada.

 

Juca Kfouri, em seu blog (http://blogdojuca.uol.com.br/2011/08/chega-de-fazer-papel-de-bobo/) lembrou bem:

 

Segundo o filósofo Nenê Beiçola, criação do cronista do cotidiano Marco Bianchi, a CBD (assim mesmo) não é uma entidade nem pública nem privada: é uma privada pública.

 

Sábio Juca… Alguém discorda?

– HIAE no RJ

 

Sou “cliente” dos serviços do Hospital Israelita Albert Einstein há muitos anos. Na verdade, “nossa parceria” começou com minha mãe, e por motivos pessoais que ficarão para uma outra oportunidade, tenho convívio regular com a entidade.

 

Em SP, Einstein e Sírio-Libanês são os melhores, sem qualquer contestação. São caros, mas são ótimos.

 

No RJ, a sociedade carioca quer levar o HIAE para lá. E para viabilizar, algumas personalidades estão fazendo doações. Os primeiros 40 doadores já arrecadaram 220 milhões de reais! Mais de R$ 5 mi por pessoa.

 

Uau! Com essa boa vontade, o hospital vai sair rápido, rápido…

– Carros Econômicos serão Obrigação pela Lei Americana

 

Os EUA pegaram pesado no consumo de combustíveis dos carros gastões. Por lei, os carros que consomem mais (como as SUV’s), terão que fazer no mínimo 23kms/litro.

 

Cá entre nós: uma revolução, não? Bom para o consumidor e para o meio ambiente.

 

Extraído de Veja, Ed 03/08/2011, pg 82-84

 

MAIS CHÃO COM MENOS PETRÓLEO

 

Os carros americanos, por lei, terão de gastar menos combustível. A medida é boa para a economia e também para o clima do planeta.

Hoje um carro anda 12 Km

Meta para 2016 – 15Km

Meta para 2025 – 23 Km

 

por Alexandre Salvador

 

Um acordo firmado na semana passada entre o governo e a indústria automobilística dos Estados Unidos sinaliza, num futuro próximo, grandes transformações nos carros americanos. O objetivo é diminuir a hegemonia dos automóveis possantes e beberrões pelos quais os motoristas daquele país têm predileção. Pelo acordo, os fabricantes de veículos se comprometem a investir bilhões de dólares em tecnologia para reduzir o consumo de combustível dos carros que produzem, seguindo um plano de metas. Hoje, a frota americana de veículos de passeio e caminhões leves novos rodam, em média. 12 quilômetros com l litro de gasolina. Em 2016, os carros deverão percorrer 15 quilômetros com a mesma quantidade de combustível e, em 2025.23 quilômetros. Os índices se referem à média da frota – o consumo dos carros que gastam muito será compensado pelo baixo consumo de novos modelos que as fábricas serão agora obrigadas a desenvolver. A regulamentação sobre o consumo dos veículos nos Estados Unidos, chamada de Café (sigla em inglês para Economia Média Compartilhada de Combustível), existe desde 1975 e foi criada em reação à crise causada pelo embargo dos países árabes à exportação de petróleo, dois anos antes. Desde 1985 os índices obrigatórios de consumo não sofriam alterações. No ano passado, o presidente Barack Obama transformou a redução do consumo dos veículos numa bandeira de sua administração.

A princípio, a indústria automobilística reagiu com desagrado. A alegação era de que os investimentos necessários para produzir carros menos sedentos iriam encarecer os modelos e tomá-los inacessíveis a boa pane da população. O governo retrucou que a economia que os motoristas fariam com combustível compensaria o dinheiro a mais desembolsado na compra do carro. Seguiu-se uma longa negociação para estabelecer as metas de redução. O acordo da semana passada, estabelecendo metas a meio caminho entre as que cada parte propunha, encerrou a discussão. Não é a primeira vez que a indústria automobilística americana reage mal a uma regulação proposta pelo governo. O mesmo ocorreu quando se tornou obrigatório o uso de catalisadores nos escapamentos dos veículos – medida que diminuiu tremendamente a poluição do ar nas cidades – e dos airbags, que hoje salvam vidas.

O governo Obama tem três bons motivos para se empenhar na redução do consumo de combustível dos veículos. O primeiro é diminuir a dependência do petróleo que os Estados Unidos importam, boa pane dele proveniente de países com governos pouco confiáveis, como a Venezuela. O país consome diariamente quase 20 milhões de barris de petróleo e metade de seu déficit comercial, de 497 bilhões de dólares, é causada pela importação do produto. O segundo motivo é reduzir as emissões de gases do efeito estufa e, dessa forma, dar a contribuição americana aos esforços para frear o aquecimento global. Nos Estados Unidos. 29% da emissão desses gases provém da circulação de veículos. O terceiro motivo, de mais longo prazo, é preservar energia para as gerações futuras. Os Estados Unidos têm os piores índices de eficiência de consumo dos automóveis entre os países desenvolvidos. Boa pane da Europa e o Japão atingiram a meta de 18 quilômetros por litro em 2008. Os europeus pretendem chegar à meta de 25 quilômetros por litro em 2020.

Uma saída para reduzir o consumo de gasolina seria elevar os impostos que incidem sobre ela. Os Estados Unidos têm uma das gasolinas mais baratas do mundo – litro custa l dólar na bomba, quase metade do preço cobrado no Brasil. Aumentar impostos, porém, poderia ter um custo político muito elevado para o governo Obama. Some-se a isso o fato de que, nos Estados Unidos, pelo tamanho do país e pelo modo de vida de sua população, a gasolina precisa ter um preço acessível. Os americanos percorrem grandes distâncias de carro para trabalhar, ir à escola, fazer compras ou se divertir. Um aumento de impostos iria castigar as famílias menos favorecidas.

A dificuldade de investir em tecnologias que diminuam o consumo de combustível é que o motor a combustão é uma máquina limitada. Os motores que equipam os carros de hoje não diferem muito do primeiro modelo criado em 1876 pelo engenheiro alemão Nikolaus Bkolaus Otto. Em mais de 100 anos, nenhum fabricante conseguiu aumentar de forma expressiva o aproveitamento da energia obtida da queima do combustível: hoje ela é de 30% nos motores a gasolina e álcool, 50% nos motores a diesel. O restante da energia se perde em forma de calor. Explica o engenheiro automobilístico Celso Arruda, da Unicamp: “O motor a combustão interna é uma máquina térmica, que necessariamente transforma parte da energia em calor. Ele chegou muito próximo ao limite de sua evolução”.

A Europa atingiu seu patamar atual de redução de consumo com carros menores e movidos a diesel. No Japão, os híbridos são muito populares – o Toyota Prius é o carro mais vendido do país. Já nos Estados Unidos, a picape Ford F-150 ainda é o modelo preferido dos motoristas e, na sua versão mais econômica, faz apenas 9 quilômetros por litro. Disse a VEJA o engenheiro americano Paul Ronney, da Universidade do Sul da Califórnia: “Além dos desafios tecnológicos, existe nos Estados Unidos uma questão cultural de repúdio aos carros muito econômicos. As pessoas estão acostumadas a dirigir grandes caminho nestes SUVs, e não existe tecnologia que faça com que os SUVs alcancem os 23 quilômetros por litro”.

– Corinthians/SP X América/MG: o Paulinho fez o Gol Decisivo em Impedimento?

 

Talvez. Depende da câmera… Para mim, estava impedido.

 

Faço essa brincadeira para falar sobre a polêmica criada após o comentário do analista da Sportv, após dizer que não havia dúvidas para o gol de Paulinho, o segundo do Corinthians na vitória contra o América Mineiro (falou mesmo, após ver o replay).

 

Quando ele justifica que “o atleta está na mesma linha, não há dúvida de que o gol de Paulinho foi legal”, respirei fundo. Peraí, com todo respeito, mas… a câmera não ajudava ali! Ou confia demais no taco, ou deu uma bobeada com um detalhe da regra. Explico:

 

No momento em que a bola foi chutada ao gol, Paulinho é o atacante corinthiano mais avançado. O goleiro está embaixo da trave e alguns jogadores do time americano “mais ou menos em linha” com Paulinho. Pairou a dúvida: estaria ou não em impedimento? Paulinho estava na EXATA mesma linha?

 

No lance rápido, tive sensação de impedimento, como o comentarista da TV também teve dúvida inicial. Depois de algum tempo, no replay (slow), ele mudou de opinião. A imagem que ele foi convencido não está exatamente numa paralela que permita ver o zagueiro e o atacante, ela está em diagonal! Tentando trazê-la para um “enquadramento retilíneo” continuo com a impressão de impedimento, pois a cabeça de Paulinho está a frente do zagueiro.

 

Eis o detalhe: o que é estar em mesma linha? Anatomicamente, o homem não é reto e simétrico. E no esporte, ele está em movimento, há dinâmica!

 

Paulinho não estaria em impedimento se as partes do corpo permitidas para o jogo de futebol de um atleta na linha (portanto: não vale mão, braço e antebraço) estivessem em perfeita linha ou antes da linha do seu penúltimo adversário (lembrando que o ‘último homem’ não é o zagueiro, mas o goleiro).

 

Para mim, Paulinho estava com a cabeça à frente dessa linha imaginária. Se alguém julgou impedimento a análise “tronco-a-tronco”, errou.

 

Agora, cá entre nós: o lance é difícil, rápido. Se a equipe de arbitragem errou ou acertou, não dá para condenar.

 

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:

 

(mesmo que apareça uma câmera perfeita na linha, vale a observação da polêmica até a descoberta dessa imagem maravilhosa…)

– Corinthians/SP X América/MG: o Paulinho fez o Gol Decisivo em Impedimento?

 

Talvez. Depende da câmera… Para mim, estava impedido.

 

Faço essa brincadeira para falar sobre a polêmica criada após o comentário do analista da Sportv, após dizer que não havia dúvidas para o gol de Paulinho, o segundo do Corinthians na vitória contra o América Mineiro (falou mesmo, após ver o replay).

 

Quando ele justifica que “o atleta está na mesma linha, não há dúvida de que o gol de Paulinho foi legal”, respirei fundo. Peraí, com todo respeito, mas… a câmera não ajudava ali! Ou confia demais no taco, ou deu uma bobeada com um detalhe da regra. Explico:

 

No momento em que a bola foi chutada ao gol, Paulinho é o atacante corinthiano mais avançado. O goleiro está embaixo da trave e alguns jogadores do time americano “mais ou menos em linha” com Paulinho. Pairou a dúvida: estaria ou não em impedimento? Paulinho estava na EXATA mesma linha?

 

No lance rápido, tive sensação de impedimento, como o comentarista da TV também teve dúvida inicial. Depois de algum tempo, no replay (slow), ele mudou de opinião. A imagem que ele foi convencido não está exatamente numa paralela que permita ver o zagueiro e o atacante, ela está em diagonal! Tentando trazê-la para um “enquadramento retilíneo” continuo com a impressão de impedimento, pois a cabeça de Paulinho está a frente do zagueiro.

 

Eis o detalhe: o que é estar em mesma linha? Anatomicamente, o homem não é reto e simétrico. E no esporte, ele está em movimento, há dinâmica!

 

Paulinho não estaria em impedimento se as partes do corpo permitidas para o jogo de futebol de um atleta na linha (portanto: não vale mão, braço e antebraço) estivessem em perfeita linha ou antes da linha do seu penúltimo adversário (lembrando que o ‘último homem’ não é o zagueiro, mas o goleiro).

 

Para mim, Paulinho estava com a cabeça à frente dessa linha imaginária. Se alguém julgou impedimento a análise “tronco-a-tronco”, errou.

 

Agora, cá entre nós: o lance é difícil, rápido. Se a equipe de arbitragem errou ou acertou, não dá para condenar.

 

E você, o que achou do lance? Deixe seu comentário:

 

(mesmo que apareça uma câmera perfeita na linha, vale a observação da polêmica até a descoberta dessa imagem maravilhosa…)

– A Importância de um Blog

 

Como é bom escrever um blog, não? De inicial princípio como diário pessoal, tal ferramenta da internet tornou-se uma página de expressão. Particularmente, eu o uso para dividir comentários e assuntos interessantes, promovendo respeitosos debates; além de compartilhar coisas que ouço, vivo e sinto.

 

Mas sei dos cuidados que se deve ter: alguns blogs viram páginas noticiosas. Talvez não seja esse o objetivo de um blog. Mas há muita coisa boa e muita coisa ruim na blogosfera.

 

E viva os blogs!

– Relaxar em Amistoso Pode? Guangzhou X Real Madrid: descuidos da arbitragem

 

Claro que o clima competitivo é menor em amistosos. Assisti partes do jogo entre Guangzhou X Real Madrid. Algumas coisas me chamaram a atenção:

 

1) No meio do gramado, inscrição em chinês. Não sei se é propaganda, anúncio, promoção ou saudação (afinal, estava em mandarim). Mas você não pode escrever nada no campo de jogo (e nem usar a desculpa de recortar a grama em formatos de letra). Errou a organização do evento em não deixar o campo limpo, conforme a Regra 1.

 

2) Por 3 vezes, Özil cobrou escanteio “a lá várzea”. Ops, desculpem os amantes do futebol amador… lá isso não ocorreria. A bola foi colocada por 3 vezes fora do quarto de círculo que delimita a área de cobrança permitida para o tiro de canto. E se fez vista grossa! Pôxa, 3 vezes? Numa delas, a bola estava quase a 1 palmo de distância.

 

3) O time se chama Guangzhou, mas o locutor e a geração o chamava de Evergrande. Deve ser mais ou menos como o caso do vôlei. Ao invés de Rexona, se chamava de Osasco…

 

4) Os craques estrangeiros titulares do time chinês: Muriqui, Conca e Paulão (no banco, Renato Cajá). E Kaká no banco merengue, com Higuain, Di Maria e Fábio Coentrão. A propósito, Neymar jogaria no lugar de quem? Do Cristiano Ronaldo?

 

5) Treinador Loo do Guangzhou passou o jogo fumando. Tenha dó… Cigarro deve ser aboido no esporte.

 

Até 5X0 a TV ficou ligada. Que me desculpe a grande torcida chinesa, mas o time deles é muiiiiito ruim.

– Relaxar em Amistoso Pode? Guangzhou X Real Madrid: descuidos da arbitragem

 

Claro que o clima competitivo é menor em amistosos. Assisti partes do jogo entre Guangzhou X Real Madrid. Algumas coisas me chamaram a atenção:

 

1) No meio do gramado, inscrição em chinês. Não sei se é propaganda, anúncio, promoção ou saudação (afinal, estava em mandarim). Mas você não pode escrever nada no campo de jogo (e nem usar a desculpa de recortar a grama em formatos de letra). Errou a organização do evento em não deixar o campo limpo, conforme a Regra 1.

 

2) Por 3 vezes, Özil cobrou escanteio “a lá várzea”. Ops, desculpem os amantes do futebol amador… lá isso não ocorreria. A bola foi colocada por 3 vezes fora do quarto de círculo que delimita a área de cobrança permitida para o tiro de canto. E se fez vista grossa! Pôxa, 3 vezes? Numa delas, a bola estava quase a 1 palmo de distância.

 

3) O time se chama Guangzhou, mas o locutor e a geração o chamava de Evergrande. Deve ser mais ou menos como o caso do vôlei. Ao invés de Rexona, se chamava de Osasco…

 

4) Os craques estrangeiros titulares do time chinês: Muriqui, Conca e Paulão (no banco, Renato Cajá). E Kaká no banco merengue, com Higuain, Di Maria e Fábio Coentrão. A propósito, Neymar jogaria no lugar de quem? Do Cristiano Ronaldo?

 

5) Treinador Loo do Guangzhou passou o jogo fumando. Tenha dó… Cigarro deve ser aboido no esporte.

 

Até 5X0 a TV ficou ligada. Que me desculpe a grande torcida chinesa, mas o time deles é muiiiiito ruim.

– Grupo Raia-Drogasil: Faturamento de 4 bilhões!

 

Dias atrás falamos sobre a fusão das Redes Drogasil e Raia. Na oportunidade, abordamos outra fusão: Drogaria SP e Drogão (acesse em: http://professorrafaelporcari.blog.terra.com.br/2011/07/28/drogaria-sao-paulo-drogao-x-drogasil-droga-raia/).

 

Pois bem: ambas se concretizaram. Na prática, a Raia-Drogasil fechada ontem, terá mais de 700 lojas, faturamento de 4 bilhões de reais. As ações serão 57% da Drogasil e 43% da Raia.

 

E fica a pergunta: com tantas fusões, a tendência é que acabarão as farmácias pequenas? Deixe seu comentário:

– Sou Contra o dia do Orgulho Hetero. E do Orgulho Gay também.

 

A Câmara dos Vereadores Paulistana aprovou ontem o Dia do Orgulho Heterossexual, claramente para contrapor ao dia do Orgulho Gay.

 

O Homem e a Mulher heterossexuais precisam de um dia para celebrar sua condição? Ora, claro que não. Assim como o Homem e a Mulher homossexuais não deveriam precisar.

 

Sou contra dia Hetero, assim como contra dia Gay. E, por coerência, sou contra o dia da Consciência Negra e contra um suposto dia do Branco. Também sou contra o dia Internacional da Mulher e dia Nacional ou Municipal do Homem. Repudio o dia da Mãe e o dia dos Pais. Também o dia das Crianças ou dos Idosos. Não quero dia dos Namorados, nem dos Solteiros, Casados ou Divorciados. Tampouco dia de luta contra isso ou contra aquilo.

 

Por fim, sou contra todos esses dias simbólicos, pois não gosto da idéia de dia específico à uma categorização de minoria ou de maioria social, separação por raça ou condição econômica e credo.

 

Homens, Mulheres, Brancos, Negros, Jovens, Velhos, Ateus, Religiosos, Pobres, Ricos, Hetero, Homo… tais classificações não deveriam existir. Somos apenas um! Uma raça, a RAÇA HUMANA, onde todos somos filhos de Deus e que deveríamos nos respeitar igualitariamente, sem privilégios ou perseguições.

 

Criar dia “de não sei o quê”, ou “de não sei quem” mostra uma grande desinteligência humana, travestida de desculpa de luta ou homenagem. Isso deve ser feito diariamente.

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

(esse  e outros post podem ser acessados também bo Blog do Rafael Porcari no Portal Bom Dia: http://blog.redebomdia.com.br/blog/rafaelporcari/comentarios.php?codpost=5046&blog=6&nome_colunista=963)

– Obama: Esse sim recebeu a “Herança Maldita”.

 

O ex-presidente Lula se vangloriava a cada ato governamental das suas ações positivas, ironizando o estado em que recebeu o país, dizendo que havia recebido uma “herança maldita” de FHC. Claro, populismo nítido…

 

Barack Obama, presidente americano, pode usar tranquilamente o termo. Afinal, recebeu o país em meio a Grande Crise Mundial, teve que salvar a GM da quebradeira, Guerra do Iraque e Afeganistão para resolver, além da brutal Dívida Interna do país que estourou nesses últimos dias.

 

Que abacaxi, não? O que você acha disso? Deixe seu comentário:

– Alfredo Nascimento volta numa boa?

 

O ex-ministro Alfredo Nascimento, acusado por inúmeros casos de corrupção no Ministério dos Transportes, voltou tranquilamente a ocupar o cargo de Senador da República.

 

É ou não é o país da impunidade?

– Santo Eufrônio

 

Hoje a Liturgia da Igreja Católica celebra o Dia de Santo Eufrônio.

 

E procurando, pesquisando, navegando… não achei referências às suas virtudes que o levaram à santificação.

 

Àqueles que forem devotos de Santo Eufrônio, colaborem aqui com sua história, deixando seu comentário!

– Faça a Barba com a Cauda do Leão

 

Aboli os pincéis para fazer a barba. Agora, só faço com a cauda de um leão:

 

 

Calma, não sou eu. É Orlando Orfei, o dono do famoso circo. Hoje ele está com 91 anos e sofre de Mal de Alzheimer.

 

Orlando Orfei tem uma história maravilhosa. Seu avô era padre e dono do 1º circo da família. Compartilho a  bela crônica de Paulo Lima na Coluna Olhar sobre esse ícone circense e empreendedor (citação e texto em: O LEÃO É MANSO).

– Quem quer Comprar o Sex.Com?

O nome é apelativo. O endereço mais caro da internet (ou melhor, o registro mais famoso) está a venda. É o sex.com.

Quer comprar? Veja os detalhes:

 

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/tecnologia/noticias/dominio-mais-caro-internet-sex-colocado-venda-574977.html

 

DOMÍNIO MAIS CARO DA INTERNET É COLOCADO À VENDA

 

Em 2006, endereço foi avaliado em US$ 14 milhões

São Paulo – Considerado o domínio mais valioso da internet, o sex.com está novamente à venda. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (1º) pela Sedo, que ficou responsável por comercializar o endereço. Atualmente, o sex.com pertence à Escom, que o avaliou em de US$ 14 milhões em 2006.

“É uma oportunidade extremamente rara que um domínio deste calibre se torne disponível para venda novamente”, disse Kathy Nielsen, diretor de vendas da Sedo, em comunicado.

Domínios que definem toda uma categoria agregam valor, pois são melhores ranqueados nos mecanismos dos sites de buscas. O termo “sex” está entre os cinco assuntos mais procurados da web, segundo relatórios da Symantec.

Solicitado pela primeira vez em 1994, por Gary Kremen, fundador da Match.com, o endereço sex.com trocou de dono já no ano seguinte. Em 1995, Stephen Cohen, que havia saído da prisão, conseguiu a posse do endereço por meio de uma carta fraudulenta enviada à Network Solutions – reguladora dos endereços na época. Depois de inúmeras disputas judiciais, Kremen recuperou a posse do endereço em 2004 e o vendeu à Escom.

O lance mínimo para a compra desta vez não foi divulgado.

– Boa Dica: Dois Diretores em Cena sobre Osmar Santos

 

A Rádio Jovem Pan coloca em 4 edições diárias um quadro chamado “Dois Diretores em Cena, com seu Tuta e Nilton Travessos”. Cultura transborda ali. E hoje eles abordam Osmar Santos.

 

Ah, imperdível para quem gosta de futebol. Vale a pena conferir durante a rádio. Entre 11:00h e 12:00, certamente teremos o quadro.

– Sensação da Proximidade do Fim do Mundo: o Arrastão das Meninas!

 

Sinais apocalípticos do final dos tempos: grupo de adolescentes (meninas) faz arrastão.

 

Estamos ou não perdendo a noção das coisas?

 

A história em: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=155425

– Xingar de Safado pode?

Claro que não. Mas Felipão não se importa…

 

O treinador Luiz Felipe Scolari foi expulso na última rodada (tratamos da conduta rotineira de Felipão no ‘Blog do Professor Rafael Porcari’ no post “Enésima Expulsão…”, clique aqui para acessá-lo, caso tenha interesse do histórico). Sandro Meira Ricci, árbitro da partida envolvendo Palmeiras X Atlético Mineiro, relatou que:

 

Expulsei o técnico do Palmeiras (…) por, após já ter sido advertido por mim de forma verbal anteriormente, ter se manifestado, em razão da discordância da decisão da arbitragem, com as seguintes palavras: ‘Isso não foi falta? Isso não foi falta’ (…) Então gritou para seus jogadores, batendo o dorso de uma mão contra a palma da outra mão: ‘Podem chegar o pau! Cheguem o pau! Eles não dão nada mesmo’”.


E depois de expulso, veja o que o árbitro escreveu sobre o treinador:

 

Após a expulsão, enquanto se dirigia ao vestiário, parou atrás do árbitro assistente nº01 Roberto Braatz e disse a ele: ‘Além de ser gaúcho, você é safado!’. Todas essas palavras foram ouvidas em alto e bom tom pelo árbitro assistente nº01 e o 4º árbitro.

 

São 3 momentos:

 

1- reclamar da arbitragem,

2- incitar a conduta antidesportiva com ironia e

3- ofender o bandeira.

 

Sinceramente, parece que Scolari faz tudo isso com a certeza da impunidade e garantia de que tudo acabará em cestas básicas…

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Xingar de Safado pode?

 

Claro que não. Mas Felipão não se importa…

 

O treinador Luiz Felipe Scolari foi expulso na última rodada (tratamos da conduta rotineira de Felipão no ‘Blog do Professor Rafael Porcari’ no post “Enésima Expulsão…”, clique aqui para acessá-lo, caso tenha interesse do histórico). Sandro Meira Ricci, árbitro da partida envolvendo Palmeiras X Atlético Mineiro, relatou que:

 

Expulsei o técnico do Palmeiras (…) por, após já ter sido advertido por mim de forma verbal anteriormente, ter se manifestado, em razão da discordância da decisão da arbitragem, com as seguintes palavras: ‘Isso não foi falta? Isso não foi falta’ (…) Então gritou para seus jogadores, batendo o dorso de uma mão contra a palma da outra mão: ‘Podem chegar o pau! Cheguem o pau! Eles não dão nada mesmo’”.


E depois de expulso, veja o que o árbitro escreveu sobre o treinador:

 

Após a expulsão, enquanto se dirigia ao vestiário, parou atrás do árbitro assistente nº01 Roberto Braatz e disse a ele: ‘Além de ser gaúcho, você é safado!’. Todas essas palavras foram ouvidas em alto e bom tom pelo árbitro assistente nº01 e o 4º árbitro.

 

São 3 momentos:

 

1- reclamar da arbitragem,

2- incitar a conduta antidesportiva com ironia e

3- ofender o bandeira.

 

Sinceramente, parece que Scolari faz tudo isso com a certeza da impunidade e garantia de que tudo acabará em cestas básicas…

 

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Dia do Samba na Laje, por Netinho de Paula

 

Achou graça do título deste post?

 

Até é engraçado, mas é triste ao mesmo tempo. Esse dia é a proposta de lei do vereador Netinho de Paula.

 

Ele não tem nada mais importante do que criar o “Dia Municipal do Samba na Laje”?

 

E ele quase ganhou a eleição para Senador… quem sabe não criaria do “Dia Nacional do Samba no Puxadinho”…

 

O que você acha dessas leis propostas pelos nossos políticos? Deixe seu comentário:

– A Venda da Schincariol: Gente inteligente é Diferente…

 

Divulgou-se que a SAB-Muller negociava com a Schin (Folha de São Paulo, clique acima); deram data para anunciar que a Heineken iria no final de Julho/ começo de Agosto finalizaria a compra da marca de Itu (IG Economia, clique acima).

 

Surpreendentemente (ou não), quem levou a Schincariol (cervejas e refrigerantes) foi a japonesa Kirin! Quase 4 bilhões de reais por metade + 0,45% da empresa.

 

Os negócios ventilados acima eram verdadeiros ou boatos de mercado favorecendo uma terceira negociação?

 

Extraído de: Terra Invertia (Clique acima para citação)

 

JAPONESA KIRIN COMPRA CONTROLE ACIONÁRIO DA SCHINCARIOL POR R$ 3,95 BI

 

O grupo japonês Kirin anunciou nesta segunda-feira a aquisição do controle da cervejaria brasileira Schincariol por R$ 3,95 bilhões.

A Kirin comprou a Aleadri-Schinni Participações e Representações, de Alexandre e Adriano Schincariol. A holding Aleadri-Shinni tem 50,45% das ações da Schincariol.

“A aquisição irá se somar à estratégia internacional integrada de bebidas do grupo, dando à Kirin uma sólida base no mercado brasileiro, que apresenta rápido crescimento, em adição à base já existente nas regiões da Ásia e da Oceania”, afirmou a Kirin em comunicado em seu site.

A Kirin espera que o crescimento no país se mantenha estável, impulsionado pela expansão econômica e pelo aumento da renda das famílias. A Schincariol tinha despertado o interesse de cervejarias globais como Heineken e SABMiller.

A Schincariol – dona das marcas Nova Schin, Devassa, Glacial, Baden Baden e Eisenbahn, além de refrigerantes, sucos e água – teve teve lucro líquido de R$ 54 milhões em 2010 e receita líquida de quase R$ 2,9 bilhões.

A conclusão da operação está prevista para o terceiro trimestre deste ano, após passar por análise antitruste.

Além do setor de bebidas alcóolicas e não alcóolicas, o grupo Kirin atua nos setores farmacêutico e bioquímico, assim como na área de produtos lácteos e de alimentação. Nos últimos anos, o grupo Kirin realizou aquisições em países como Cingapura e Filipinas.

– O Estado de São Paulo contra o Álcool; mas o Comerciante é quem Pagará o Preço?

 

Álcool é Droga, certo?

 

Pois o Governo do Estado de SP montou uma ofensiva contra o Álcool para menores. O governador Geraldo Alckmin disse no Twitter que:

 

O estabelecimento que vender ou permitir o consumo de álcool por menores de idade receberá multas pesadas e poderá até ser fechado. A nova lei tem como base educação, saúde e fiscalização. Não basta proibir, precisamos conscientizar e garantir a saúde dos nossos jovens.”

 

Ótimo, tudo muito bonito. Mas quem fiscalizará? Como o comerciante será responsabilizado? Ele vai tirar a garrafa da mão do cliente? E se um adulto comprar e entregar ao menor?

 

Prevenir e punir a relação menor & álcool é louvável. Jogar a responsabilidade para o comerciante, não.

 

O que você pensa sobre tal medida? Deixe seu comentário:

 

(Sobre a lei, extraído do site oficial do Governo: http://is.gd/eQjOb5)

– Cosmos Voltará a Jogar futebol nos EUA! Tempos nostálgicos…

 

O que é reunir 70.000 espectadores num campo de beisebol para assistir futebol? Ou rodar o mundo atraindo torcedores locais a seu favor? Ou ainda ter as maiores estrelas na sua agremiação?

 

Não, não é o espanhol Barcelona. Foi o Cosmos, time que contou com o Pelé.

 

A equipe norte-americana que foi uma sensação mundial no final dos anos 70 está de volta.  Poderá jogar o Campeonato dos EUA (a MLS) daqui a 3 anos, mas já se prepara com diversas ações de marketing, causando expectativa (por exemplo, a camisa 10 retrô de 1976 com o nome PELÉ está esgotada na loja virtual da Umbro).

 

A previsão da volta é nesse período, pois nos EUA cada cidade tem prazo de franquias a serem cumpridas. Por exemplo, em Nova Iorque, só há a permissão de uma equipe, o Red Bulls. Em 2015, o New York Cosmos poderá atuar por lá.

 

Vale assistir uma entrevista bacana do Carlos Alberto Torres (o Capita) ao Estadão, que passou pela equipe norte-americana e que faz parte do projeto de volta do Cosmos- http://estadao.com.br/e/nycosmos

 

E você, tem alguma boa lembrança do Cosmos? Deixe seu comentário:

– Netshoes se Torna Vice-Líder no E-Commerce Brasileiro

 

Vendendo apenas material esportivo, a Netshoes alcançou a vice-liderança do comércio eletrônico no Brasil (em acessos), perdendo apenas para a Americanas.com.

 

Qual o segredo? Abaixo, extraído de:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110801/not_imp752608,0.php

 

UM AZARÃO NA CORRIDA DO COMÉRCIO ELETRÔNICO

 

A trajetória e os desafios do Netshoes – site que encostou na liderança do e-commerce em número de acessos

 

por Melissa Costa

 

Pouco mais de dez anos atrás, dois primos juntaram as economias e decidiram abrir uma lojinha de sapatos no centro de São Paulo. O empreendimento mobilizou a família, que resolveu ajudar no batismo do negócio. Durante um jantar, a mãe de um dos garotos sugeriu: “agora que só se fala de internet, por que vocês não colocam um nome que tenha a ver com isso?”

Sem querer, ela havia vaticinado o futuro da empresa. Hoje a Netshoes é a maior de seu segmento no comércio eletrônico. Mesmo vendendo apenas produtos esportivos, o site ultrapassou o Submarino em número de acessos e encostou no Americanas.com, líder nesse quesito, segundo os últimos dados da consultoria ComScore. “Queremos ser reconhecidos pelo cliente como a melhor loja online do País. E neste mês devemos alcançar o posto de maior e-commerce em número de usuários”, diz Roni Bueno, diretor de marketing da Netshoes.

Em receita, porém, a Netshoes continua bem menor que o B2W. O grupo que reúne os sites Americanas.com e Submarino faturou mais de R$ 4 bilhões no ano passado – contra cerca de R$ 400 milhões da Netshoes. Mas alguns negócios fechados recentemente ajudam a dimensionar a relevância alcançada pela empresa. A Netshoes vai operar, por exemplo, as lojas virtuais da americana NBA e da marca Puma no Brasil e, até o fim do ano, dará início a seu processo de internacionalização, com um site na Argentina.

Muito do que aconteceu entre o episódio do jantar em família e a posição ocupada pela Netshoes hoje é mantido em sigilo. Um dos fundadores da empresa é o empresário Marcio Kumruian – que não concede entrevistas. O nome do outro sócio não é revelado. No fim do ano passado, a empresa recebeu um aporte – de valor desconhecido – do fundo Tiger Global Management, que já investiu em empresas como Peixe Urbano, Mercado Livre e Catho online. Nem o faturamento da empresa é divulgado (o valor apresentado nessa reportagem foi apurado com fontes do setor).

Apesar do mistério, duas estratégias são reconhecias pelo mercado como as principais responsáveis pela expansão da Netshoes. A primeira é o pioneirismo. “A empresa foi a primeira a explorar o segmento do esporte e investiu muito em marketing”, diz Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da consultoria e-bit. A Netshoes é uma das maiores anunciantes da internet, com mais de sete mil banners de propaganda em sites. Na TV, a companhia fechou pacotes de publicidade em intervalos dos jogos de futebol.

A segunda arma da empresa é a agilidade nas entregas. A logística é hoje, de longe, o maior obstáculo do e-commerce brasileiro. No Natal do ano passado, ficou evidente o descompasso entre o crescimento no número de pedidos de consumidores e a habilidade das empresas de realizar as entregas.

A Americanas.com, por exemplo, chegou a ser proibida pela justiça de vender diante do volume de atrasos. Assim como as concorrentes, a Netshoes depende de empresas terceirizadas de transporte, mas decidiu manter o controle sobre o processo dentro do centro de distribuição. A varejista leva, em média, duas horas para despachar uma mercadoria desde o momento em que o pedido é feito.

Reclamações. Isso não significa, porém, que a empresa está imune às reclamações de consumidores. Segundo um levantamento do site Reclame Aqui, a empresa recebeu mais de 1.200 queixas no primeiro semestre. Trata-se de um número bastante inferior ao da Americanas.com (que registrou 14.700 reclamações), mas representa um aumento de 250% em relação ao ano passado.

E esse não é o único problema que veio com o crescimento. A concorrente Centauro, maior rede de artigos esportivos do País, pretende acirrar a competição.

Com a intenção de conquistar a liderança também no mundo virtual, a empresa começou uma reestruturação em seu site e vai usar as mais de 200 lojas físicas para dar suporte à operação no caso de trocas, por exemplo. “Nenhum outro varejista do setor possui grande estrutura física, variedade de produtos e sistema operacional para oferecer a mesma facilidade ao consumidor”, diz Sebastião Bomfim Filho, presidente do Grupo SBF, que controla a Centauro.

– Como prender um Corrupto Falecido?

 

Lembram-se de que no final de dezembro/2010 foi assassinado o prefeito de Jandira, Braz Paschoalin, covardemente?

 

Não é que descobriram algumas falcatruas da sua administração? Segundo o Ministério Público, a prefeitura em seu mandato gastou R$ 600.000,00 com jogos Lego para creches, além de R$ 400.000,00 para que os professores aprendessem a como usar os brinquedos!

 

Não tinha manual de instrução não? Professor é tão burro assim?

 

Como fazer para cobrar o dinheiro mal gasto agora que jaz o prefeito? Deixe seu comentário:

– Atirar a Bola contra o Árbitro é para Amarelo ou Vermelho?

 

Vermelho, claro.

 

Ontem, jogaram pela série B Vitória X BOA no Barradão. E não é que temos uma situação inusitada: jogador atira a bola com as mãos contra o árbitro!

 

Vejam só: Rildo, do Vitória, avança para o ataque com a bola. Um adversário o tranca e ganha a jogada. Rildo cai pedindo falta; árbitro quase dá a falta mas manda seguir. Bandeira confirma que não foi nada, levanta o instrumento como se alertasse o árbitro que ele realmente não sofreu falta e simulou. Árbitro para o lance. Rildo joga a bola contra o árbitro, reclamando. O árbitro Cláudio Francisco Lima dá cartão amarelo ao jogador, que o ofende e aí recebe o Vermelho. Na sequência, atleta tenta um chute contra o árbitro.

 

Ora, já não se deveria expulsar o atleta no primeiro lance (quando atira a bola)? Arremessar a bola contra o árbitro em sinal de protesto, atingindo-o ou não, é para expulsão. Parece exagerado, mas é uma atitude grave, indigna de atleta profissional.

 

Ele reclama de uma falta que não houve, atira a bola contra o árbitro, xinga e tenta agredi-lo com um chute. Quantos jogos pegará de suspensão?

 

O lance está em: http://www.youtube.com/watch?v=A6j-FUOvCCA

 

A propósito, Rildo gosta de provocações e fortes emoções… veja o jogador do Vitória provocando a torcida do Bahia neste outro vídeo (que perigo incitar descaradamente a torcida organizada adversária…). Em: http://www.youtube.com/watch?v=Rt8pn4R4i8s&feature=related

– Petrobras, Unicamp e USP: os Maiores Inventores do Brasil!

 

O INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) afirma: as três instituições que mais criam (entenda CRIAR como PRODUZIR INVENÇÕES CIENTÍFICAS FUNCIONAIS) são: Petrobras, Unicamp e USP.

 

Abaixo, matéria da Revista Época desta semana (citação em: http://is.gd/6b2rQt), onde há uma interessante entrevista do pesquisador do Instituto de Química da Unicamp, Nelson Durán, a respeito de nanotecnologia, inovações e investimento em pesquisas.

 

OS MAIORES INVENTORES DO BRASIL

 

Quem são as pessoas e quais são as organizações que mais inovam no país, segundo um ranking divulgado com exclusividade por ÉPOCA

O Brasil conseguirá algum dia se colocar entre os países mais inovadores do mundo? Note a sutileza: não se trata de sermos apenas uma sociedade de pessoas imaginativas, capazes de ter ideias originais (o que já é muito bom). Também não se trata de sermos apenas uma sociedade de pessoas e organizações criativas, capazes de ter as tais ideias originais e transformá-las em realidade (o que é melhor ainda). Trata-se de dar ainda outro passo – ter as ideias originais, transformá-las em realidade e fazer isso com regularidade e visão de mercado. O resultado pode vir na forma de um forno capaz de cozinhar alimentos no vapor, de novas formas de administrar medicamentos contra tuberculose ou de um sistema que permite o plantio enquanto protege o solo da erosão e do esgotamento de fertilidade. Esses avanços, reais, resultaram em patentes de brasileiros nos últimos anos e são alguns do exemplos do que se produz de criativo e potencialmente lucrativo no país. Um dos indicadores fundamentais para medir esse avanço é o número de patentes registradas por brasileiros. Ele cresceu 32% ao longo da primeira década do século XXI, segundo um levantamento feito pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e apresentado com exclusividade por ÉPOCA.

É um avanço relevante, porém insuficiente para que o país seja levado a sério como força inovadora global. Petrobras e Unicamp lideram a lista das 50 organizações e pessoas que mais inventaram. O levantamento não inclui os pedidos de patentes feitos por estrangeiros, que correspondem a 60% do total. Ele avalia as patentes registradas até 2008 (o anterior parava em 2003) e dados parciais de 2009 a 2011. O atraso ocorre porque os pedidos de patentes demoram de 18 a 30 meses em análise. O estudo mostra algumas tendências no Brasil inovador:

• o número de patentes pedidas pelas empresas cresce mais lentamente que o de universidades e instituições de pesquisa, que ganham importância. Entre os dez maiores patenteadores, há quatro universidades (Unicamp, USP, UFMG e UFRJ) e uma autarquia federal que também faz pesquisa (a CNEN, Comissão Nacional de Energia Nuclear). No levantamento anterior, eram apenas duas entidades desse tipo;

• ganham destaque os inventores pequenos empresários. Há 11 deles entre os 50 maiores patenteadores;

• o agronegócio mostra sua face criativa. Há três empresas do setor entre as dez companhias que mais registram patentes: Semeato, Jacto e Embrapa.

A Lei de Inovação, de 2004, deu um empurrão para que as universidades organizassem e protegessem suas invenções. Elas foram obrigadas a criar institutos para incentivar cada pesquisador a pedir patentes e a criar projetos mais afinados com as necessidades do mercado. A Unicamp, mais bem colocada entre as instituições de ensino e pesquisa, já havia iniciado essa empreitada antes da lei de 2004 – a primeira patente da universidade é de 1989. Mas cresceu nos últimos anos o grau de sucesso das parcerias entre a universidade e empresas.

Depois da criação da agência Inova, em 2003, responsável por cuidar da propriedade intelectual da Unicamp, foram feitos em média cinco licenciamentos de patentes por ano, para que empresas levem as invenções ao mercado. Ainda é apenas 10% do número de patentes que a instituição costuma pedir por ano, mas representa um avanço claro diante dos resultados quase nulos anteriores a 2004. O pesquisador Nélson Durán, do Instituto de Química da universidade, diz que uma das frentes de pesquisa que têm gerado patentes é a colocação de princípios ativos de medicamentos em formatos só possíveis com nanotecnologia para que atinjam alvos específicos no organismo humano. Essas partículas extremamente pequenas podem carregar remédios de combate a males como câncer, leishmaniose e tuberculose. Um terço das patentes da Unicamp vem da área de química, que fez 217 pedidos até 2010.

Após o pioneirismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade de São Paulo (USP) mostrou um movimento impressionante: saiu do 9º lugar para o 3º, em cinco anos, graças à criação de sua Agência de Inovação, em 2005. O empenho de ao menos parte dos 3 mil pesquisadores da USP em bolar inovações patenteáveis está atraindo interessados no mercado. “Nos dois últimos anos, notamos um forte aumento na procura da universidade pelas empresas”, afirma Maria Aparecida de Souza, diretora técnica de propriedade intelectual da agência. Na USP, a unidade que mais cria patentes é a Escola Politécnica.

Outra comunidade com papel importante no Brasil inventivo é dos pequenos e médios empresários. Entre eles, destaca-se Matheus Rodrigues, fundador da empresa Máquinas Man. Ele é a pessoa física que mais fez pedidos no período completo do levantamento do Inpi, de 1999 a 2008. Foram 74. Ele é também a única pessoa física que apresentou pedidos em todos os anos ao longo do período. Rodrigues tem 70 anos. Há 35, cria e adapta máquinas para fabricar itens de cerâmica e tijolos, depois de ter largado um emprego na indústria automobilística. Um de seus orgulhos, devidamente protegido por patente, é o aperfeiçoamento do processo de produção de um tijolo que se solidifica sem necessidade de ir ao forno. No momento, ele se dedica à automação da linha de produção de cerâmicas de sua empresa. Rodrigues optou por registrar as patentes em seu nome porque participa de cada criação com uma equipe. A empresa tem 280 funcionários e fica em Marília, São Paulo. “Não importa se é tijolo ou automóvel. Quem gosta de criar aprende qualquer coisa”, diz.

O terceiro motor de arrancada das invenções no Brasil é o agronegócio, que desafia o estigma de setor pouco sofisticado. Petrobras e Vale, outras produtoras de mercadorias primárias, respondem por um número importante de patentes (são a 1ª e a 9ª colocadas no ranking, respectivamente). Mas elas são as duas maiores empresas do país e se veem empurradas pela concorrência global em busca de matéria-prima. No agronegócio, a inovação ocorre em companhias menores, que conseguem participação desproporcionalmente grande na lista de patentes. As fabricantes de máquinas agrícolas Semeato e Jacto e a empresa estatal de pesquisa Embrapa registraram juntas, num período de quatro anos, 221 patentes – em conjunto, só perdem para Petrobras, Unicamp e USP. “Foi o setor em que o Brasil escolheu investir, anos atrás. Agora, estamos colhendo os frutos dessa aposta”, diz Alfonso Abrami, especialista em inovação na consultoria Pieraccini. A Semeato, mais bem colocada, ficou em 7º lugar na lista. Ela foi fundada há 45 anos, no Rio Grande do Sul. Hoje, tem 1.800 funcionários em cinco fábricas e registros de patentes válidos em 21 países. “Nosso mercado é muito competitivo no Brasil. Precisamos criar sempre, e as patentes são consequência disso”, afirma Roberto Rossato, presidente da empresa.

A reação das universidades e o dinamismo dos pequenos inventores e do agronegócio, porém, não contam toda a história da inovação no Brasil. O fato é que as grandes empresas brasileiras ainda inovam pouco e protegem menos ainda o pouco que inovam. “Comparando as empresas de grande porte brasileiras com as de outros países, percebemos que o volume de patentes aqui ainda é muito baixo”, afirma Jorge Ávila, presidente do Inpi. Os motivos são variados: temor da burocracia, falta de organização das empresas, incapacidade de companhias e universidades de atuar em parceria e simples desconhecimento do assunto. Por isso, perto das potências da inventividade global, nossos avanços empalidecem: entre 2000 e 2008, o número de patentes no Brasil cresceu um terço. No mesmo período, ele avançou 54% nos Estados Unidos, 60% na Coreia do Sul e 458% na China. Talvez seja hora de mudar o jeito de discutir o assunto por aqui.

Em termos comparativos com um grupo maior de países relevantes, não se pode mais dizer que o país patenteie pouco. Nações desenvolvidas como França, Itália, Espanha e Canadá avançam em ritmo parecido com o nosso ou inferior. E o próprio uso de patentes como indicador de dinamismo econômico vem sendo questionado – seus críticos lembram que elas são intensamente usadas para impedir o fluxo de conhecimento. Mesmo assim, o esforço para elevar o número de patentes no Brasil não pode ser deixado de lado. Elas continuam sendo um indicador simples e confiável do nível de desenvolvimento, riqueza, democracia e respeito à propriedade encontrados num país.

– Enésima Expulsão de Felipão…

 

Várias vezes abordamos o tema: “Felipão e seu relacionamento com os outros setores do futebol”, em especial à jornalistas e arbitragem.

 

Ontem, mais uma expulsão de Luiz Felipe Scolari. E ele certamente tem seus motivos para justificar a “injustiça cometida por mais um árbitro”. Sim, pois já que ele está acima do bem e do mal, achando que pode apitar a partida do banco de reservas e pressionar acima de qualquer limite a arbitragem, sempre o culpado é o árbitro (seria por não ceder às suas queixas?)

 

Me lembro da primeira oportunidade em que vi Luiz Felipe Scolari. Estava iniciando a carreira como árbitro e trabalhava numa partida Sub15 do Campeonato Paulista da categoria, onde o Palmeiras jogava num dos campos da Academia de Futebol. Salvo engano, o árbitro da partida seguinte (Sub17) era Robério Pereira Pires. Deve ter sido em 97 ou 98. O treino da equipe profissional havia se encerrado, e num jogo de garotos apitado por um trio também de “garotos”, lá estava Felipão, à beira do gramado, gritando, esbravejando e xingando. Numa partida comum, sem nenhuma polêmica. Será que era para “educar” os garotos do Sub15 e sub 17?

 

Minha segunda vez: em 1999 ou 2000, bem mais experiente, apitei uma preliminar de Palmeiras X União Barbarense. Equipe profissional se aquecia ao fundo do gol e o jogo entre Aspirantes transcorria normalmente. Depois de um lance duvidoso… não é que o professor Felipão, atrás de uma placa publicitária, xingando? (quantas vezes você vê treinador acompanhando aquecimento?).

 

Fico com a pergunta: Para quê tanta antipatia? Scolari é competente, não precisa disso…

– Cursos Profissionalizantes na Madrugada em Favelas: exemplo para o Brasil que Luta!

 

Amigos, compartilho a matéria de Márcia Vieira, do Estadão de hoje, sobre um Curso do Senai destinado a morados da favela do Morro do Macaco, que começa às 4h da manhã!

 

Veja que interessante: essa favela carioca era dominada pelo tráfico, e, após ser pacificada, ganhou um curso profissionalizante na madrugada, onde os trabalhadores locais se esforçam para cursá-lo e depois irem ao trabalho.

 

É vida honesta, sofrida e de quem luta por dignidade. E justamente essas pessoas eram sufocadas pela bandidagem.

 

NA MADRUGADA, MORADOR DE FAVELA SE PROFISSIONALIZA

 

Querer mesmo, Leandro Batista, de 20 anos, não queria. Mas a mãe, Leila, avisou sobre a inscrição, insistiu, empurrou e o filho está lá, todos os dias, de segunda a sexta. Meio sonolento, mas bastante empenhado.

 

Leandro é o caçula da turma de 12 moradores do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte do Rio, no curso de soldador do Serviço de Aprendizagem Industrial (Senai), de 4 às 7 horas da manhã. A excentricidade do horário fez com que a turma ganhasse até um nome especial, Galo da Madrugada, inspirado no bloco mais famoso do carnaval de Recife.

O Galo carioca não está atrás de diversão. Fazer parte do grupo exige sacrifício. Uma van pega os alunos às 3h30 num ponto no pé do Morro dos Macacos, a 2 quilômetros da escola. A essa hora, as ruas em torno do Maracanã, onde fica o Centro de Tecnologia, estão completamente desertas.

Às 4 horas, os alunos já estão paramentados com máscara e avental, manipulando as soldas TIG, sigla para Tungsten Inert Gas. Quando o sol nasce, às 6h34, as aulas já estão praticamente no fim. A maioria dos alunos ainda emenda a jornada escolar com um emprego diurno.

A motivação para estudar durante quatro meses, quando o dia ainda nem raiou, é a garantia de mudar radicalmente de vida. O curso, que normalmente custa R$ 3 mil, sai de graça para os moradores do Macacos, favela que recebeu a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em novembro.

Soldador. Um acordo entre a Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) e a Secretaria de Segurança Pública oferece um leque de cursos profissionalizantes para os moradores.

O de solda é um dos mais procurados. Primeiro, porque não exige ensino médio completo. Segundo, porque o mercado de trabalho para soldadores TIG 6G está em expansão.

São eles que trabalham em refinarias, plataformas de petróleo, estaleiros. “O TIG 6G é um tipo de solda mais refinado. Exige muita habilidade e hoje está em alta no mercado”, explica André Marques, chefe de educação profissionalizante do Senai.

Por ser uma habilidade mais difícil, paga-se melhor. Quando sai do curso, ainda engatinhando na profissão, o soldador TIG ganha em torno de R$ 1,5 mil. Com a prática, em menos de um ano, dobra o salário. Se for trabalhar numa plataforma da Petrobrás, sonho de nove entre dez alunos, o salário chega aos R$ 4 mil, além dos benefícios. Um salto para quem vive subempregado e não tem nem ensino médio.

Leandro costuma ganhar R$ 200 por semana trabalhando como ajudante de pedreiro em obras no morro. No momento, está desempregado. Vive com a mãe e dois irmãos numa casa no Macacos, favela marcada por episódios violentos, como a derrubada do helicóptero da polícia em 2009 por traficantes.

Antes de a UPP chegar em novembro, Leandro sentiu a dor de viver no meio da violência. “Estava soltando pipa na laje. Teve um tiroteio e me acertaram no peito”, conta. Passou um mês em coma e hoje, seis meses depois, mantém a traqueostomia. Quando fala, cobre com a mão o tubo de metal para evitar a saída do ar. Ainda não tem data para ser livrar da cânula, mas, coberta, não impede que ele estude.

Exigência. Todos dão sua cota de sacrifício. Moisés Ribeiro, de 39 anos, é gari. Mário Alves, de 29, é vigia numa farmácia. Euza Cristina dos Santos, de 40, sai do curso direto para o trabalho de educadora comunitária numa escola do morro. Só chega em casa às 18 horas. Uma hora depois, está na cama.

A rotina estressante não tira o humor da mulata que faz parte da direção de harmonia da escola de samba Unidos de Vila Isabel. “Se eu conseguir um emprego como soldadora, vou ganhar o triplo do que eu ganho hoje. Divide R$ 2 mil aí por R$ 2,50. É cerveja pra caramba”, brinca.

Além da disposição dos alunos, o que mais chama atenção é que os jovens são minoria. Apenas três têm entre 20 e 25. A maioria da turma está entre 27 e 40 anos. Euza tem uma teoria. “Jovens são mais desconfiados. Quando eles virem que a gente está trabalhando e ganhando bem, vão vir. A próxima turma só vai ter garotada.”

– No Automático!

 

Mesmo sendo domingo, estamos na labuta. O dia de descanso já está virando “sétima-feira” pra mim… Credo!

 

Felizes os que conseguem trabalhar de segunda a sexta no horário comercial… Agradeçam a Deus!

 

Trabalhar aos domingos e feriados é a tendência dos dias atuais: serviços e rotinas a qualquer hora e em qualquer lugar…

 

Ops: Disse 7ª feira? Esqueça, domingo é “1ª. feira…” kkk