– Alckmin sinaliza para 3º aeroporto na Região Metropolitana. Não era melhor arrumar os já existentes?

Quem se utiliza dos aeroportos de São Paulo sabe que os 2 da região metropolitana + o da Grande Campinas estão saturados. Congonhas parece receber aviões de 2 em 2 minutos, hiper congestionado. Guarulhos no limite, e Viracopos com balcões improvisados.

Novamente se fala de um novo aeroporto a ser construído. Caieiras já teve seu nome ventilado, à beira da Rodovia dos Bandeirantes.

Independente de onde, vale a pergunta: ao invés de otimizar os já existentes, acabar com as improvisões e ordenar seriamente, por que se pensar em gastar mais? Sobra dinheiro assim?

Penso que o calcanhar da Copa do Mundo será a questão aeroportuária. Em todo o Brasil, os aeroportos estão a desejar e muito!

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário:

– Google é a Marca Mais Valiosa do Mundo

Nos meus tempos de criança, a Coca-Cola era indiscutivelmente a marca mais famosa do mundo, sem precisar de pesquisa ou coisa que o valha.

Hoje, a marca mais valiosa do mundo, segundo a BrandFinance, é a Google.

Extraído de Revista Isto É, Ed 2159 d e30/03/2011, pg 28, Coluna A Semana

GOOGLE AGORA É A MARCA MAIS VALIOSA DO MUNDO

Por Antonio Carlos Prado e Juliana Dal Piva

Quanto vale a marca Google? Vale US$ 44,3 bilhões, de acordo com a empresa de consultoria BrandFinance. Trata-se da marca mais valiosa do mundo. Em segundo lugar está a Microsoft, avaliada em US$ 42,8 bi. A marca brasileira que conseguiu a melhor classificação no levantamento é o Bradesco: vale US$ 18,7 bi e é a 28ª no ranking. Pela 1ª vez a Coca-Cola não está entre os 10 primeiros colocados – caiu para a 16ª posição.

– Contra a Labirintite… família e descanso!

Há dias venho sofrendo crises de labirintite. Minha crise começou aos 18 anos e vai-e-vem com uma freqüência irregular. Dessa vez, a rotina ficou bem comprometida. Meus queridos alunos assistem aulas com um professor meio que ‘doidão’ por medicamentos; minha família se preocupa; meus funcionários se compadecem.

Estou tirando uma breve folga nesse final de semana para tentar espairecer. Quero recarregar as baterias. Acho que conseguirei.

Muitos posts daqui estavam pré-programados; portanto, o blog será atualizado somente na volta. Enquanto isso, mostro um tratamento eficaz não só contra a labirintite, mas contra qualquer enfermidade da alma: brincar com a família querida! Afinal, poucos têm o privilégio de terem uma filhinha tão sapeca quanto minha Marininha e uma afilhadinha tão carinhosa e bagunceira quanto a Ana Luiza:

1ª dose- Pai/Padrinho e Filha+ Afilhada: http://www.youtube.com/watch?v=51vznfMwybw

2ª dose- Primas amigas: http://www.youtube.com/watch?v=NF62_2BAw8g

3ª dose- Papai sofre…: http://www.youtube.com/watch?v=_eKbPkCt5SA

4ª dose- Rostinho de anjinha: http://www.youtube.com/watch?v=L8Io-LJ2dkk

– Fé e Razão!

“Fé e Razão: duas asas que nos elevam para o Céu”

Papa João Paulo II

Perfeita percepção…

– Dia Mundial sem Carro. Vai aderir?

Nesta quinta-feira, o mundo faz campanha para que as pessoas deixem seus carros em casa. É o Dia Mundial Sem Carro!

Na sua cidade é possível depender tranquilamente do transporte público ou de meios alternativos? O que as autoridades fazem para incentivar o motorista a trocar o seu meio de transporte?

– Análise da Arbitragem: São Paulo X Corinthians – Brasileirão, 21/09/11, Morumbi

Embora tenha feito restrições à escala do ótimo Wilson Luís Seneme no Majestoso (em: http://is.gd/7kfGI7) , as quais as mantenho, é inegável que o quarteto composto por Altemir Hausfman e Roberto Braatz, além do 4º. árbitro Guilherme Ceretta foi muitíssimo bem.

Seneme correu bastante. Até demais! Sempre próximo das jogadas e atento. Mas, claro, tanto empenho físico tem suas conseqüências, pois no finzinho do jogo sentiu o cansaço, o que é normal. A imagem dele acompanhando a saída do Liedson é prova disso.

Mas bom árbitro não precisa somente correr. Hoje, Seneme se posicionou perfeitamente em campo. Nada de fazer aquelas linhas paralelas malucas do Paulistão, usou a tradicional diagonal e se deu bem.

No primeiro tempo, como o volume do São Paulo foi muito grande, praticamente só o bandeira Altemir Hausfan trabalhou, enquanto que Roberto Braatz ficou só, esperando um ou outro ataque do Corinthians. Aliás, 8 impedimentos tricolores somente no 1º tempo! A questão é: a linha burra do Corinthians funcionou ou o ataque tricolor que foi burro?

Jogo sem lances polêmicos e jogadores respeitando o árbitro, que fez por merecer o respeito. Tudo bem. Um ou outro erro que passou batido (como o de Alex, na defesa, sem saber marcar e fazendo muitas faltas, merecendo um Amarelo), além de um pé alto de Danilo em Casemiro, no final do 2º tempo, onde a marcação de um tiro livre indireto dentro da grande área não seria nenhum absurdo.

Em suma, o jogo ajudou pois o árbitro assim conseguiu: com autoridade, respeito, e transmitindo segurança. Parabéns.

Abaixo, o lance-a-lance da arbitragem tuitada durante o jogo:

Começa a partida.

Lembrando: torço pelo Seneme mas não gostei da sua escala. Motivos aqui: http://pergunteaoarbitro.blog.terra.com.br/2011/09/20/arbitro-repetir-escala-em-jogo-de-time-recente-e-bom-ou-ruim/

03 minutos e o primeiro impedimento correto. Estamos com 2 excepcionais bandeiras na partida. Ótimo.

Nos últimos clássicos, com 6 minutos já tínhamos muitas faltas. Hoje, o começo está muitíssimo tranqüilo.

07 minutos: falta de Ralf em Casemiro, bem marcada, no meio campo, sem cartão.

08 minutos: falta de Alessandro em Castán, na lateral. Na cobrança, um sãopaulino cai e Seneme nem dá bola. Acertou de novo.

10 minutos de jogo, Júlio César já trabalhou bem e Rogério Ceni nem tocou na bola. Nem foi notado.

15 minutos: nada de anormal, Seneme deixa o jogo correr na medida certa!

Outra faltinha boba no meio campo, Tb bem marcada.

18 minutos: Piris impedido, acertou novamente o Bratz (bandeira).

19 minutos: Alex apela e empurra Lucas próximo da entrada da área. Sem cartão, correto.

20 minutos: 3º impedimento correto. E retifico: todos são do Altemir, não do Bratz, que é o número1.

21 m: falta pró-Corinthians bem marcada.

23 m: outra falta pró-Corinthians, tudo ok.

25 m: Emerson e Cícero cabeça-com-cabeça, não é falta, mas acidente de trabalho.

27m: falta simples. Pró-SPFC.

Jogo com boa arbitragem é outro papo, hein? Maior virtude de Seneme até agora: o POSICIONAMENTO EM CAMPO. Nada daquelas paralelas que inventaram no Paulistão.

34 minutos: 4º impedimento correto pelo Altemir Hausfman.Ter bom bandeira também é ótimo para o jogo.

35 minutos: se o Seneme quisesse levar ao pé da letra o critério de FORÇA EXCESSIVA, dar ou tentar dar um pontapé, poderia até expulsar Casemiro. Mas o amarelo está de bom tamanho.

36 minutos: falta para o SPFC bem marcada, que pede cartão ao corinthiano. Nada disso, Seneme não fez média.

37m e 39m: 5º e 6º impedimentos, todos do Dagoberto. Altemir Hausfan está levando nota 10. O de 37m d-i-f-i-c-i-l !

40 m: Paulinho fez faltinha boba e leva amarelo. Seneme sinaliza muito bem: o cartão foi pelo rodízio de faltas. Taí a importância de sinalizar bem a marcação.

41 m: perdi a conta dos impedimentos, deve ser o 8º! Bandeira deve pedir adicional.

42 m: falta de Liedson bem marcada!

46m: Emerson Sheik não pega Dagoberto, que encena e consegue a falta. Mas foi bem marcada, corinthiano foi disputá-la de maneira temerária e recebeu amarelo. Se pega, era Vermelho.

Melhor em campo no 1º tempo? O Altemir Hausfman , claro. Foi ele quem mais trabalhou.

Fim do primeiro tempo, clássico empatado, jogo morno com finalzinho mais quente para a arbitragem. Seneme controla o jogo com maestria, se posiciona bem e tem total domínio. Melhor em campo é o bandeira Altermir Hausfman, que arrebentou acertando os impedimentos (8 do SPFC, a maioria do Dagoberto que está louco com os acertos, claro). Roberto Braatz nem suou, devido a inoperância do ataque corinthiano.

Se continuar assim, no 2º tempo Braatz trabalha e Hausfman descansa.

Começa o segundo tempo! Vamos juntos.

46m: Alex faz falta em Casemiro. Tá na hora de um cartãozinho para ele, quanta falta!

47m: Piris passou do ponto. Seneme deu falta mas deixou de dar o Amarelo. Matou o contraataque.

48m. 9º impedimento do São Paulo. Primeiro trabalho do Braatz, e de novo Dagoberto. Mas errou o bandeira, tava bem atrás…

49m, São Paulo reclama de falta e não foi nada. Seneme acertadamente manda seguir.

50m: falta sobre o Willian bem marcada.

51m: Seneme inverteu um escanteio pelo tiro de meta. Tem crédito a gastar.

53m: Wallace fez uma infantil falta em Lucas, no meio de um monte de corinthiano, ao invés de esperar alguém dar o bote, resolveu ele ‘botinar’.

54m: 10º impedimento sãopaulino. Incrível! Acertou o bandeira.

56m: enfim um impedimentozinho do ataque do Corinthians. Quase o time não passou do meio de campo. Acertou Hausfman.

57m: falta bem marcada pró-Corinthians.

60m: 2º impedimento do Corinthians. Pois é, Hausfman continua trabalhando.

64m: Seneme acompanhando o Liedson lesionado saindo é hilário. Parecem operários após um turno de trabalho. Cena inusitada. Digo isso pois ambos estão visivelmente cansados. Seneme está correndo bastante.

68m: perdi a conta dos impedimentos do SPFC, deve ser o 11º!

70m: Alessandro abandonou a bola e foi claramente no corpo do Lucas, impedindo a jogada. Poderia até dar amarelo. Ou melhor, deveria!

72m: 12º impedimento tricolor, isso não existe. Ou a linha burra do SCCP é excepcional ou o ataque do SPFC é burro!

73m: falta bem marcada a favor do Corinthians no meio campo.

74m: Globo mostra claramente a orientação do Adilson Batista ao Rivaldo. Covardia, a privacidade do treinador foi para a cucuia… O áudio é prefeito. A emissora é competente, mas…

77m: falta para o São Paulo no ataque, e na sequência um bololô onde Casemiro caiu. Foi jogo perigoso (pé-alto do Danilo). Seneme entendeu que não levou perigo ao adversário. Respeito sua decisão. Caso marcasse, deveria ser tiro lire indireto dentro da área.

79m: Hausfman acertou seu enésimo impedimento do jogo, 3º do Coringão.

88m: cansou o jogo, né?

92m: Ralf faz falta em João Felipe, bem marcada.

Fim de jogo. Ótima atuação do trio de arbitragem.

– Por R$ 418,00, monte uma Igreja e se livre dos Impostos!

Compartilho com os amigos uma interessante matéria do colunista da Folha de São Paulo Hélio Schwartsman. Para provar que abrir uma igreja e ficar isento de impostos através dela no Brasil, era muito fácil, abriu a sua própria: Igreja Heliocêntrica do Evangelho.

Para isso, gastou quase R$ 418,00, não precisou de nenhuma prova doutrinária ou base teológica. Simplesmente abriu a “empresa”.

Assim, igrejas charlatanistas se misturam com as Igrejas sérias e ludibriam o povo, o Estado e, claro, a economia. Dessa forma, a Igreja Católica, as Protestantes, e outras confissões religiosas sérias são colocadas em cheque por culpa dos picaretas!

Extraído de: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u660688.shtml

O PRIMEIRO MILAGRE DO HELIOCENTRISMO

Eu, Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja. Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos). É tudo muito simples. Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis.

Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros “Is” de bens colocados em nome da igreja.

Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.

A discussão pública relevante aqui é se faz ou não sentido conceder tantas regalias a grupos religiosos. Não há dúvida de que a liberdade de culto é um direito a preservar de forma veemente. Trata-se, afinal, de uma extensão da liberdade de pensamento e de expressão. Sem elas, nem ao menos podemos falar em democracia.

Em princípio, a imunidade tributária para igrejas surge como um reforço a essa liberdade religiosa. O pressuposto é o de que seria relativamente fácil para um governante esmagar com taxas o culto de que ele não gostasse.

Esse é um raciocínio que fica melhor no papel do que na realidade. É claro que o poder de tributar ilimitadamente pode destruir não apenas religiões, mas qualquer atividade. Nesse caso, cabe perguntar: por que proteger apenas as religiões e não todas as pessoas e associações? Bem, a Constituição em certa medida já o fez, quando criou mecanismos de proteção que valem para todos, como os princípios da anterioridade e da não cumulatividade ou a proibição de impostos que tenham caráter confiscatório.

Será que templos de fato precisam de proteções adicionais? Até acho que precisavam em eras já passadas, nas quais não era inverossímil que o Estado se aliasse à então religião oficial para asfixiar economicamente cultos rivais. Acredito, porém, que esse raciocínio não se aplique mais, de vez que já não existe no Brasil religião oficial e seria constitucionalmente impossível tributar um templo deixando o outro livre do gravame.

No mais, mesmo que considerássemos a imunidade tributária a igrejas essencial, em sua presente forma ela é bem imperfeita, pois as protege apenas de impostos, mas não de taxas e contribuições. Ora, até para evitar a divisão de receitas com Estados e municípios, as mais recentes investidas da União têm se materializado justamente na forma de contribuições. Minha sensação é a de que a imunidade tributária se tornou uma espécie de relíquia dispensável.

Está aí o primeiro milagre do heliocentrismo: não é todo dia que uma igreja se sacrifica dessa forma, advogando pela extinção de vantagens das quais se beneficia.

Sei que estou pregando no deserto, mas o Brasil precisaria urgentemente livrar-se de certos maus hábitos, cujas origens podem ser traçadas ao feudalismo e ao fascismo, e enfim converter-se numa República de iguais, nas quais as pessoas sejam titulares de direitos porque são cidadãs, não porque pertençam a esta ou aquela categoria profissional ou porque tenham nascido em berço esplêndido. O mesmo deve valer para associações. Até por imperativos aritméticos, sempre que se concede uma prebenda fiscal a um dado grupo, onera-se imediatamente todos os que não fazem parte daquele clube. Não é demais lembrar que o princípio da solidariedade tributária também é um dos fundamentos da República.

Hélio Schwartsman, 44, é articulista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou “Aquilae Titicans – O Segredo de Avicena – Uma Aventura no Afeganistão” em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.

– CEF e Machado de Assis: Tardia, mas Sabiamente!

A Caixa Econômica Federal corrigiu a tempo um erro histórico (beirando o preconceito, àqueles que policiam tais bobeadas).

Recentemente, começou a fazer uma propaganda de que a instituição é tão antiga e confiável, que até Machado de Assis poupava ou pouparia nela. Só que o ator da propaganda é branco, e, historicamente, sabe-se que Machado de Assis era negro.

Consertou rapidinho!

– Onze Empreendedores e Um Segredo

A Edição da Revista Exame, voltada para os pequenos e médios empreendedores, traz uma interessante matéria sobre segredos para o sucesso das PME, em 10 tópicos:

Extraído de: http://portalexame.abril.com.br/revista/pme/edicoes/0019/onze-empreendedores-10-segredos-477806.html

Onze empreendedores e 10 segredos

Pequenos e médios empresários revelam como melhorar os resultados com dez medidas que você pode adaptar agora para aplicar nos seus negócios
 
Por Raquel Grisotto

De que fontes é possível extrair as lições mais fundamentais para os que enfrentam o desafio diário de manter uma pequena ou média empresa no caminho do crescimento? Livros de administração, palestras de especialistas, cursos de especialização, MBA, a leitura desta revista – em todas essas fontes é possível encontrar teorias, raciocínios e exemplos que, bem aplicados, com dedicação (e pelo menos um pouquinho de sorte), podem se revelar úteis e gerar resultados.

Mas pequenos e médios empresários precisam aprender rápido – rapidíssimo. O crescimento de suas empresas não pode esperar. Nessa situação, existe uma fonte melhor, mais confiável, mais didática, do que a experiência vivida por outros empreendedores?

EXAME PME acredita que não. Por isso, nas últimas seis semanas, nossos jornalistas ouviram dezenas de empreendedores à frente de negócios em crescimento. A reportagem estava, como sempre, à caça de boas histórias de empreendedorismo para contar. A busca era por práticas que, mais do que inspirar, pudessem ser adaptadas por outros empreendedores.

Desta vez, os repórteres de EXAME PME estavam particularmente interessados em histórias de pequenas e médias empresas que se tornaram mais eficientes. Se houvesse uma palavra capaz de expressar a essência que procuramos extrair de cada caso, ela seria “eficiência” – e não “crise”, da qual tanto já se falou nos últimos tempos.

As próximas 12 páginas contêm diversos casos de pequenas e médias empresas que conseguiram melhorar sua eficiência em aspectos fundamentais. Ao todo, são dez sugestões – feitas pelos próprios empreendedores que viveram essas histórias – de práticas ou atitudes que deram resultado em seus negócios.

Para o conjunto final, selecionamos as que, uma vez reunidas, formam uma espécie de manual prático de gestão, com dez capítulos que abordam diversos aspectos. Assim, há, por exemplo, um capítulo sobre clientes. Depois vêm os dedicados a distribuição, vendas, liquidez, estoques, custos, preços, inadimplência, gestão e negociação.

As histórias aqui publicadas são a parte visível desse trabalho. Mas, para cada uma delas, pesquisamos pelo menos quatro outras. Várias delas também mereceriam estar aqui. Foram escolhidas, porém, as experiências cujos resultados não dependem de projetos dispendiosos nem são de aplicação restrita. E que, com algumas adaptações, podem ser aproveitadas e aplicadas por você.

CLIENTES
Acabe com o medo do consumidor
Edgard Corona | Bio Ritmo, São Paulo, SP
Faturamento: 46 milhões de reais (1)
O que fez: Criou um seguro-desemprego para não perder alunos que temiam ficar sem trabalho

Desde que fundou a rede de academias Bio Ritmo, em 1996, o engenheiro Edgard Corona, de 52 anos, algumas vezes deixou que alunos em dificuldades financeiras frequentassem as aulas por um tempo sem pagar. “Fazia isso com os clientes fiéis, e todos continuaram comigo depois de resolver os problemas”, diz. O hábito lhe rendeu uma boa solução no final de 2008, quando ele concluiu que a Bio Ritmo poderia ficar vulnerável a um dos mais perversos efeitos de uma crise econômica – o medo de perder o emprego.

Dos seus 28 000 alunos, boa parte são executivos e profissionais que trabalham no mercado financeiro ou em grandes corporações – justamente quem mais sofre com a crise. “O número de matrículas começou a cair”, diz Corona. “Além disso, ao renovar os contratos, os alunos passaram a optar por períodos mais curtos por medo de se comprometer com despesas de longo prazo.”

Corona, então, resolveu reciclar a antiga camaradagem, criando uma espécie de seguro-desemprego. Para isso, estabeleceu algumas regras simples: quem for aluno há pelo menos dois meses e perder o emprego poderá continuar se exercitando por até um semestre sem pagar. A única condição é que os desempregados apareçam em períodos de menor movimento – para aproveitar a capacidade ociosa dos equipamentos e dos professores.

Para uma pequena ou média empresa como a Bio Ritmo, perder clientes significa crescer mais devagar, parar de crescer ou até mesmo encolher. No caso de Corona, se as perdas se intensificam, significa, também, andar rumo a uma zona de perigo – os custos fixos dos aluguéis, da amortização de equipamentos e do salário dos professores não caem quando os alunos somem. Como em muitos outros empreendimentos com foco em serviços, o avanço da Bio Ritmo depende muito da fidelidade dos clientes. “Quem perde o emprego procura uma academia mais barata, faz exercícios em casa ou abandona a ginástica”, diz Corona. “Correr atrás deles depois, oferecendo descontos, custa mais caro, é mais trabalhoso e nem sempre dá certo.”

Resultados: Além de evitar a evasão de alunos, o seguro-desemprego funcionou para atrair mais gente – até maio, o número de alunos aumentou 13% em relação ao mesmo período de 2008.
Quem pode aplicar: Empresas com receitas recorrentes, como universidades. A prática pode se transformar em descontos – concedidos em horários de pouco movimento em serviços como cabeleireiros, clínicas médicas e redes de pet shop.
O outro lado: É recomendável estabelecer limites, definindo quantos clientes podem ser beneficiados e a quantos meses de gratuidade eles têm direito. Com isso, a empresa evita ter de anistiar muita gente, comprometendo as receitas. Gladinston Silvestrini

(1) Em 2008

DISTRIBUIÇÃO
Diminua o risco dos representantes
Selma Antunes | Lumi Cosméticos, São Paulo, SP
Faturamento: 8 milhões de reais (2)
O que fez: Assumiu parte das responsabilidades dos distribuidores para reduzir a inadimplência

A empreendedora Selma Antunes, de 47 anos, viu acender um sinal de alerta em sua empresa, a fabricante de cosméticos Lumi, na metade do ano passado. Para manter nas ruas 120 000 revendedoras que vão de porta em porta oferecer batons, perfumes e demais cosméticos da marca a consumidoras espalhadas por cerca de 300 municípios, Selma sempre contou com o apoio de intermediários estratégicos – 500 pequenos distribuidores, responsáveis por prospectar revendedoras e abastecê-las.

Liderados por profissionais que decidiram tocar uma atividade própria ou donas de casa, os distribuidores normalmente compram os cosméticos a prazo da fábrica da Lumi e os vendem, também a prazo, às revendedoras. Para cumprir as datas de pagamento, não raramente alguns recorriam a empréstimos bancários. Por isso, quando o crédito na praça começou a apertar, no segundo semestre de 2008, a inadimplência na Lumi chegou a 10%, algo inédito desde sua fundação, em 2005. “Se os distribuidores estão mal, a Lumi também está”, diz a empresária. “E cortar a relação com eles pode até nos enfraquecer.” Aos distribuidores mais problemáticos, Selma propôs uma mudança nas regras da parceria. “Na nova proposta, eles não precisam pagar produtos, frete e conceder crédito”, afirma Selma. “A Lumi faz tudo isso e financia as mercadorias diretamente às revendedoras, concedendo a elas um crédito inicial de até 250 reais.” (Na parte operacional, a intermediação entre as duas pontas continua com os distribuidores.) Em contrapartida, aqueles que optam pelo novo modelo recebem uma comissão de 40% das vendas, em vez dos 60% que receberiam no jeito tradicional.

Resultados: Em seis meses, a inadimplência da Lumi caiu de 10% para até 2%.
Quem pode aplicar: Boa liquidez e caixa confortável são pré-requisito, já que a empresa arcará com custos que antes eram dos distribuidores. O modelo adotado pela Lumi pode ser uma estratégia interessante para negócios cujo crescimento dependa de uma distribuição muito pulverizada.
O outro lado: Comprometer o próprio caixa é um risco que não pode ser menosprezado. Como os distribuidores não arriscam o próprio capital, este tipo de relação com os intermediários pode gerar acomodação. “Deve ser apenas uma situação transitória e acompanhada de um trabalho de qualificação dos distribuidores e revendedores”, afirma o consultor Marco Militelli, que trabalha com pequenas e médias empresas. G.S.

(2) Estimativa de mercado

VENDAS
Estabeleça limites para as equipes concederem descontos
Ricardo Giudice | Softcorp, São Paulo, SP
Faturamento: 100 milhões de reais (3)
O que fez: Acabou com a autonomia total – os abatimentos dependem de autorização superior

No segundo semestre de 2008, um espectro rondava a Softcorp, revenda de produtos e serviços de informática – o espectro do anarquismo dos descontos. O espectro havia sido conjurado pela própria Softcorp, que deu poder a seus vendedores para decidir quando abaixar os preços para fechar um negócio. “A concorrência ficou acirrada e, para não perder espaço no mercado, afrouxamos”, diz Ricardo Giudice, presidente da Softcorp. “Com isso, a rentabilidade caiu.” Giudice não queria suspender os descontos – o perigo era sacrificar o faturamento. Por outro lado, deixar a rentabilidade despencar soava irresponsável. “O dilema era encontrar um ponto ideal para os descontos”, diz Giudice. Para manter o crescimento sem entrar no vermelho, Giudice estabeleceu descontos máximos. Dentro desses limites, os vendedores são livres para negociar. “Acima deles, é preciso consultar um superior”, diz Giudice. “A autorização depende do nosso interesse estratégico.”

Resultados: A rentabilidade voltou a subir, sem que a Softcorp deixasse de crescer. “No ano passado, o faturamento foi 10% maior que em 2007″, diz Giudice.
Quem pode aplicar: Qualquer empresa. A prática pode ser mais efetiva para as que vendem grandes volumes a clientes com forte poder de negociação. “Nesses casos, uma pequena variação no percentual de descontos gera impacto significativo no lucro”, afirma Giudice.
O outro lado: Os gestores precisam ser muito bem orientados sobre os critérios que serão usados para as exceções – ou a bagunça pode apenas mudar de nível hierárquico. G.S.

(3) Em 2008

LIQUIDEZ
Faça permutas com clientes e fornecedores
Merwyn Lowe | P3D, São Paulo, SP
Mirko Mayeroff | Webtraffic, São Paulo, SP
Faturamentos: 2 milhões de reais (P3D) (4) / 1 milhão de reais (Webtraffic)
(5)
O que fizeram: Economizaram ao trocar uma melhoria no site da P3D por uma apresentação turbinada para a Webtraffic

No ano passado, o empresário Merwyn Lowe, de 42 anos, ficou chateado com o baixo número de internautas que visitavam o site de sua empresa, a P3D, que desenvolve softwares e apresentações corporativas com imagens tridimensionais. “Queria um site mais atraente, mas para isso eu precisava da ajuda de uma consultoria especializada”, diz Lowe. Antes de tirar dinheiro do caixa, ele saiu à caça de um parceiro disposto a fazer uma permuta – já que, naquele momento, estava com mão-de-obra disponível e poderia oferecer os serviços da P3D como forma de pagamento. Lowe encontrou uma oportunidade de fechar negócio com a Webtraffic, de São Paulo, especializada em estratégias de marketing para mecanismos de busca – exatamente o tipo de serviço de que a P3D precisava. Mirko Mayeroff, de 41 anos, da Webtraffic, ouviu a proposta de Lowe e gostou. “As imagens tridimensionais vão tornar nossas apresentações mais interessantes para o cliente”, diz Mayeroff. “E o melhor é que poderemos fazer isso sem colocar a mão no bolso.”

Resultados: Cada empresa conseguiu um serviço equivalente a 40 000 reais.
Quem pode aplicar: As trocas são mais aconselhadas para empresas que têm nos custos fixos a maior parte das despesas, como hotéis e restaurantes, mas podem ser adotadas por praticamente todos os empreendedores. “Em média, toda empresa tem um potencial de negócios permutáveis de até 10% do faturamento”, diz José Rivero, da rede de permutas Tradaq.
O outro lado: A decisão de trocar mercadorias deve ser evitada em momentos de demanda aquecida. Nesses casos, costuma ser mais vantajoso vender, fazer caixa e negociar condições melhores para pagamento em dinheiro. G.S.

(4) Em 2008 / (5) Estimativa de mercado

ESTOQUES
Organize-se conforme a lógica do cliente
Tiago Mendonça | ABC, Juiz de Fora, MG
Faturamento: 65 milhões de reais (6)
O que fez: Mudou a disposição das mercadorias no estoque, obedecendo às necessidades dos consumidores

Quando assumiu o comando do ABC, o atacado de material de construção de sua família no ano passado, o engenheiro Tiago Mendonça, de 35 anos, tinha motivos para ficar contente. Fazia dois anos que as receitas cresciam, em torno de 25% ao ano. Mas ele ficou preocupado. Com lojas em 11 cidades mineiras e clientes até no estado do Rio de Janeiro, o ABC gastava 7% do faturamento com logística. “Está na média do mercado”, diz Mendonça. “Meu receio era que esses custos aumentassem de forma desproporcional à expansão das vendas.” Cedo ou tarde, pensou ele, seria preciso adquirir mais veículos para aumentar a frota, o que o levaria a contratar mais motoristas, gastar mais combustível e arcar com outros gastos decorrentes da expansão. “Ao estudar a composição dos custos, percebi um bom espaço para economizar”, diz. “Para isso, deveríamos nos organizar de outra forma, adotando uma lógica mais de acordo com a necessidade dos clientes.”

Desde então, os funcionários passaram a ter acesso a informações mais detalhadas sobre as entregas, de forma a organizar a movimentação dos itens no depósito e o carregamento nos caminhões movidos por questões fundamentais, como “o quê”, “para quem”, “quando” e “onde”. A aplicação desses preceitos, aparentemente prosaicos, deu resultados, o que facilitou o trabalho dos motoristas, então encarregados de separar uma parte das mercadorias no local da entrega. “Com isso, o tempo gasto em cada cliente, que podia ultrapassar 40 minutos, caiu para apenas 10″, diz Mendonça.

Não era tudo o que poderia ser feito. Mendonça também se deu conta de que dava para acelerar as coisas se os mais de 10 000 itens do depósito obedecessem a uma ordem que pudesse ser modificada de acordo com a dinâmica do mercado. Artigos que hoje são muito vendidos, como determinados pisos cerâmicos e azulejos, devem ser guardados mais perto da saída. Se, daqui um tempo, outros ganharem a preferência dos consumidores, vale a pena fazer um novo desenho. “Antes, as peças estavam na prateleira por item e marca, independentemente do que sai mais”, afirma Mendonça. Do jeito antigo, gastavam-se até 2 horas para carregar cada veículo. Agora, em 90 minutos os caminhões estão prontos para partir.

Resultados: Em menos de um ano, o ABC conseguiu reduzir seus gastos com logística de 7% para 4,5% do faturamento.
Quem pode aplicar: Montar o pedido na origem é mais indicado para quem faz muitas entregas a residências ou a pequenos varejistas e em locais onde é difícil estacionar, como bares e restaurantes. “É o tipo de cliente atendido, mais do que a mercadoria, que deve definir a logística de cada negócio”, diz Paulo Fernando Fleury, professor do Centro de Estudos em Logística do Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O outro lado: O risco de separar os pedidos ainda no estoque é trocar as entregas. “A chance de confusão aumenta se os produtos tiverem embalagens parecidas”, diz Fleury. Uma alternativa para diminuir falhas é pesar cada pacote antes da saída e calcular se os valores são coerentes com os pesos descritos no pedido. R.G.

(6) Previsão para 2009

CUSTOS
Ataque velhos problemas com gente nova
Alexandre de Botton | Propay, São Paulo, SP
Faturamento: 20 milhões de reais (8)
O que fez: Deu ouvidos para um funcionário recém-chegado e sem nenhuma experiência

Ninguém pediu. Mas ele foi investigar a causa do problema mesmo assim. Aos 16 anos e recém-contratado como auxiliar do setor de impressões da Propay, o estudante Felipe de Oliveira não se conformava com a quantidade de reclamações que atendia todos os dias e decidiu descobrir por que as impressoras da empresa travavam tanto. Há poucos meses, sua iniciativa ajudou o chefe, Alexandre de Botton, de 39 anos, sócio da Propay, a resolver um problema tido como sem solução – a paralisação das impressoras por atolamento de papel. É uma questão comezinha? “Não para a Propay”, diz Botton. Responsável pelo processamento de folhas de pagamentos de grandes corporações, como Sony e DHL, a Propay tem nas impressões um ponto nevrálgico. Os 250 funcionários da empresa imprimem 50 tipos de documento em 22 impressoras, que não param de funcionar durante todo o expediente. “Uma falha nos equipamentos compromete o rendimento”, diz Botton.

Considerando manutenção, gente parada e o papel desperdiçado, o custo com as paralisações chegava a 60 000 reais ao ano. Embora gerassem despesas extras, as falhas não atraíam maior atenção. “Afinal, qual é a impressora que não enrosca?”, diz Botton. “A verdade é que a gente se acostuma com os pequenos problemas.”

Mas Oliveira – um menino vindo da escola pública e que nunca havia trabalhado em lugar nenhum – simplesmente não sabia que o congestionamento das impressoras era um problema “sem solução”. Inconformado, ele olhou o caderninho com o histórico das reclamações. “Com um pouco de observação, entendi que as máquinas paravam sempre que alguém tentava imprimir as folhas de seguro-desemprego”, diz. Ele sugeriu, então, reservar uma impressora apenas para aquele documento que usa papéis mais grossos que o comum.

Resultados: A Propay reduziu 30% de seus gastos totais com processamento de papéis.
Quem pode aplicar: Qualquer empresa com um dono determinado a lutar permanentemente contra a acomodação que tende a se instalar depois de algum tempo. “Um jeito de quebrar a rotina é formar equipes com profissionais oriundos de diferentes áreas para tentar resolver determinado problema”, diz o consultor Adriano de Lima, da Altran.
O outro lado: Culturas que incentivam os funcionários a se esforçar para resolver problemas fora de suas áreas específicas de atuação requerem certa dose de diplomacia – ou muitos poderão interpretar as sugestões dos colegas como uma intromissão. RG

(8) Previsão para 2009

NEGOCIAÇÃO
Use métricas que o outro lado já usa
Everton Gubert | Agriness, Florianópolis, SC
Faturamento: 2 milhões de reais (9)
O que fez: Ajustou o preço de seu produto à cotação do quilo de porco

Há dez anos, o catarinense Everton Gubert, de 33 anos, fez as malas e foi morar durante 50 dias numa casinha ao lado de uma granja de porcos. Ele queria conhecer o dia-a-dia dos criadores antes de fundar a Agriness, de Florianópolis, que desenvolve softwares de gestão para suinocultura. Mesmo assim, ele enfrentou um desafio comum a muitos pequenos e médios empresários – não desperdiçar tanta energia em negociações. “Os donos das granjas adoravam o software, mas diziam que era caro demais”, diz Gubert. “Era preciso falar a língua deles.” Falar o mesmo idioma, no caso, significava usar um símbolo bem intuitivo para os granjeiros – o próprio porco. Há cinco anos, o preço do software da Agriness foi atrelado à cotação do quilo de porco. Em vez de oferecer o programa por uma mensalidade de, digamos, 80 reais, Gubert passou a dizer que custaria 50 quilos de porco por mês. “É o equivalente a dois leitões”, diz ele, na língua dos porcos.

Resultados: Desde então, a Agriness conquistou quase 1 000 clientes, responsáveis por 70% das receitas.
Quem pode aplicar: Empresas que atendem clientes cujos produtos têm amplo mercado – de forma que a referência escolhida possa ser obtida facilmente. É o caso, por exemplo, de commodities cotadas em bolsa, combustíveis, pão e refrigerantes.
O outro lado: “É preciso tomar cuidado para não ficar tão exposto a fatores fora do controle do empreendedor”, diz Jean-Claude Ramirez, sócio da consultoria Bain & Company. Uma forma de evitar isso é atrelar somente uma parte do preço ao fator variável. A outra parte deve pelo menos cobrir os custos e garantir uma margem mínima de lucro. Hugo Vidotto

(9) Em 2008

PREÇOS
Cobre de acordo com a performance de seu produto
Domingos Monteiro | Neurotech, Recife, PE
Faturamento: 5 milhões de reais (10)
O que fez: Atrelou parte do preço de seu software de análise de crédito aos ganhos que o programa gerar para o cliente

Cientista da computação e mestre em inteligência artificial, o empreendedor Domingos Monteiro, de 35 anos, sempre estudou assuntos muito complicados para a maioria das pessoas. Mas, mesmo para ele, não foi fácil chegar a uma solução realmente boa para cobrar por seu serviço – um software para análise de risco na concessão de crédito. Precificar uma mercadoria de forma inteligente é sempre um desafio, até para grandes corporações. O caso de Monteiro tinha ainda um agravante. “Eu queria cobrar alguma participação nos resultados que o software garantia aos clientes, mas não sabia como”, diz. “Um cálculo malfeito poderia comprometer minhas receitas ou simplesmente afugentar a clientela, já que o produto ficaria mais caro.”

Desde que fundou a NeuroTech, em 2000, Monteiro fazia do mesmo jeito – fixava um valor pela licença de uso do software e cobrava uma taxa de manutenção, como costuma ser comum nesse mercado. “A receita mensal por cliente nunca foi maior que 3 500 reais”, diz ele. E, mesmo atendendo a empresas do porte das lojas Leader e da Companhia Energética de Pernambuco, a NeuroTech não deslanchava.

Foi somente em 2004 que Monteiro conseguiu deduzir uma fórmula eficaz para seu crescimento. “Se quisesse cobrar mais pelo produto, teria de oferecer uma contrapartida a cada comprador”, diz Monteiro. “Assim, estabeleci em contrato um valor máximo e um valor mínimo a ser cobrado – atrelados à redução da inadimplência obtida com o uso do software.” Quando os resultados do cliente melhoram, a NeuroTech recebe uma espécie de bônus que pode chegar a até dez vezes o valor mínimo combinado. Em um dos casos, por exemplo, a ferramenta permitiu a uma grande rede de varejo aumentar a concessão de seus cartões de crédito em até 42%, com uma redução da inadimplência de 34%. “A NeuroTech recebeu mais por esse desempenho”, diz Monteiro. Com a nova forma de cobrar pelo serviço, a empresa finalmente conseguiu aumentar seus ganhos – sem com isso correr o risco de assustar seus potenciais compradores. “Na conta final, o cliente paga mais, mas somente depois de ver os benefícios”, afirma o empresário. Se os resultados não aparecerem ou ficarem aquém do prometido, o cliente ganha descontos de até 75% sobre o valor mínimo combinado. “A fórmula funcionou”, diz Monteiro.

Resultados: Hoje, metade do faturamento da NeuroTech vem dos ganhos variáveis estabelecidos nos contratos. As receitas da empresa cresceram 42% no ano passado em relação a 2007.
Quem pode aplicar: Prestadores de serviços cujos resultados para o cliente podem ser medidos. É o caso, por exemplo, de empresas de cobrança, operadoras de telemarketing, agências que negociam publicidade online e transportadoras. “É um modelo mais indicado para empreendedores experientes, com largo conhecimento sobre o desempenho de seu produto e também do mercado em que atuam”, afirma Carlos Parizotto, da consultoria financeira Cypress, especializada em pequenas e médias empresas.
O outro lado: É necessário estabelecer um pagamento mínimo que permita ao menos cobrir os custos do produto que está sendo negociado. Dizer não a alguns clientes – já que parte dos resultados sempre vai depender do próprio usuário – também deve ser considerado. Nos últimos anos, a NeuroTech já dispensou 13 contratos porque Monteiro entendeu que as empresas ainda não estavam preparadas para usar o software. Uma ideia que pode funcionar é fazer um teste com alguns clientes antes de adotar o modelo em larga escala. R.G.

(10) Previsão para 2009

INADIMPLÊNCIA
Siga o calendário do cliente
Beno Krivkin | Tribecca, São Paulo, SP
Faturamento: 2 milhões de reais
(11)
O que fez: Concentrou o recebimento das faturas num único dia para reduzir o risco de tomar calote

A Tribecca, especializada na gestão de portais de internet e publicidade eletrônica, tinha uma alta taxa de inadimplência – em média, 15% dos boletos (em sua maioria, referentes a contratos de publicidade parcelados em 12 vezes) eram pagos com atraso. No final do ano passado, quando o crédito ficou mais difícil, o índice de maus pagadores subiu para 25%. “Não queríamos entrar na Justiça”, diz Beno Krivkin, de 39 anos, sócio da Tribecca. “É caro e nem sempre dá resultado.” Krivkin foi investigar os novos atrasos e percebeu que a maior parte deles acontecia no começo ou no fim do mês – período em que as empresas estão comprometidas com a folha de pagamentos de seus funcionários. “Mas quase todos os boletos que venciam no dia 15 eram quitados na data”, diz. “Então, simplesmente mudamos o vencimento da maior parte dos contratos para esse dia.”

Resultados: A inadimplência deve cair em até 30% durante 2009.
Quem pode aplicar: Escolas de idiomas, academias e prestadores de serviços que trabalhem com clientes fixos.
O outro lado: Concentrar os pagamentos em uma única data pode complicar a gestão do fluxo de caixa. “Ao alterar a lógica da entrada do dinheiro, é preciso reorganizar também a saída”, afirma Márcio Iavelberg, da consultoria Blue Numbers, especializada em finanças de pequenas e médias empresas. “A empresa não pode correr o risco de se ver sem dinheiro em caixa para pagar as próprias contas.” Por isso, deve-se negociar novas datas de pagamento também com os fornecedores. Julia Moreira Leite

(11) Estimativa de mercado

GESTÃO
Crie unidades de negócios independentes
Luciano Camargo | Sênior solution, São Paulo, SP
Faturamento: 36,5 milhões de reais (12)
O que fez: Dividiu a responsabilidade pelos resultados da empresa com os funcionários

Para resolver o que à primeira vista poderia parecer um motim, o administrador Luciano Camargo, de 45 anos, decidiu dar mais poder aos funcionários. Sócio da Sênior Solution, empresa de São Paulo especializada em produzir softwares e prestar serviços de TI para bancos e instituições financeiras, Camargo notou que decisões tomadas pela diretoria demoravam cada vez mais para ser postas em prática – ou então as ordens acabavam se perdendo completamente pelo caminho. “Esse é um efeito colateral comum em negócios que escolhem crescer por meio de aquisições”, diz Camargo. É o caso da Sênior Solution, que comprou quatro empresas nos últimos três anos. “À medida que absorvíamos os funcionários desses concorrentes, que chegavam com outra cultura, ficava mais difícil administrar o dia-a-dia do negócio”, afirma Camargo. “O resultado é que muitas vezes aquilo que decidíamos não avançava pela estrutura da empresa.”

Camargo resolveu adaptar uma prática comum em grandes companhias para que as decisões pudessem voltar a fluir pela Sênior Solution. Ele dividiu a empresa em nove núcleos de negócios independentes e atribuiu metas específicas a cada um deles. Mas, em vez de delegar a executivos a responsabilidade de liderar as unidades, entregou a tarefa a um grupo de funcionários que eram ligados diretamente ao dia-a-dia da operação – entre eles técnicos de informática, profissionais da área de recursos humanos e do atendimento ao cliente. “Quem está envolvido na rotina do negócio enxerga oportunidades que, muitas vezes, escapam aos olhos dos executivos”, diz Camargo. “Eles conseguem cortar custos e acelerar processos com muito mais facilidade e rapidez.”

Como recompensa, cada um dos líderes pode receber até dois salários a mais por semestre, de acordo com o desempenho da área sob sua responsabilidade. “Na prática, dividimos a empresa em nove pedacinhos e demos maior liberdade aos funcionários para planejar e implantar mudanças”, diz Camargo. “Assim, eles conseguiram perceber com mais clareza a responsabilidade que cada um tem no resultado da empresa.”

Resultados: Os funcionários ajudaram a Sênior Solution a encontrar maneiras de reduzir despesas com o pagamento de horas extras e com o deslocamento de pessoal para atender a chamados de clientes. No total, em um ano, os custos caíram 30%.
Quem pode aplicar: Qualquer empresa capaz de desmembrar suas metas por área. “É importante que cada núcleo tenha objetivos claros a atingir e que as equipes sejam remuneradas de acordo com os resultados alcançados”, diz o consultor Aloysio Carvalho, sócio da consultoria INDG, de Belo Horizonte, especializada em gestão de custos e processos.
O outro lado: “Nem sempre um bom técnico está preparado para orientar pessoas”, diz Carvalho. Na hora de escolher quem terá papel de destaque nas equipes, é importante buscar profissionais com perfis mais empreendedores. Quando a Sênior Solution dividiu sua operação em áreas de negócios, por exemplo, o líder de um dos núcleos proibiu que seus colegas gastassem com táxi para visitar os clientes. “Só descobrimos quando um deles reclamou que estava há uma semana indo atender aos chamados de ônibus”, diz Camargo. R.G.

– Bate-Boca entre Talentos?

Danica Patrick é uma excepcional piloto. A moça saiu da Indy e foi para a Nascar, mas deu uma declaração infeliz:

Eu não largo feito um piloto brasileiro, que sai, vai batendo em tudo e só descobre mais tarde”.

O bom baiano Tony Kanaan, há anos na Indy, rebateu:

Ela não largou como um brasileiro porque não tem capacidade para isso. Nunca terá!

Kanaan foi bem…

– O Jogo que Incentiva a ser um… Favelado?

O que pensar sobre isso: uma empresa alemã criou o jogo cujo mérito é ser “Rei dos Favelados”, associando a imagem dos moradores de favelas (de acordo com as fases do game) com a de bandidos, mendigos e vagabundos. Exalta ainda as qualidades de ser favelado no Rio de Janeiro, e ironiza o restante do Brasil e as autoridades!

E o jogo é um grande sucesso no exterior… Extraído de: Uol Notícias

MP DO RIO INVESTIGA JOGO DOS FAVELADOS

Por Rodrigo Teixeira

“Torne-se um favelado! Grátis e sem riscos!” Essa é a bandeira do “Favelado Game” do site alemão http://www.faveladogame.com, que promove a violência e a busca por um “rei dos favelados” — e também enaltece a miséria de moradores em comunidades cariocas. Quem não achou graça na brincadeira promovida pelo site foi o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que abriu investigação para apurar abusos.

Moradores de comunidades como Vidigal, Vigário Geral, Complexo do Alemão, Cidade de Deus, entre outras, ficaram indignados como o site os retrata e denunciaram preconceito ao Ministério Público. No game, o jogador vira favelado e pode ganhar dinheiro catando lata ou cometendo crimes.

Na internet desde 2008, o jogo vem causando polêmica nos 30 países em que foi lançado. Aqui, o MP apura se há incentivo ao preconceito contra moradores de favelas e à prática de crimes.

Segundo a assessoria de imprensa do MP do Rio, ainda não houve denúncia, e a investigação está na fase inicial, levantando informações sobre o site em um procedimento interno da instituição. Um pedido de esclarecimento já foi pedido à empresa Farbflut Entertainment, sediada em Hamburgo, Alemanha, responsável pelo site. Se houver denúncia, a ação deverá ser encaminhada para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A Farbflut Entertainment GmbH afirma que os fundadores e diretores, Marius Follert e Niels Wildung, ambos com 21 anos, criaram o jogo em 2007,  e que o “Favelado Game” não faz um retrato fiel da realidade. “O jogo visa, através de sua concepção satírica, nem sempre politicamente correta, a alertar os jovens, de forma lúdica, sobre os problemas dos menores de rua, iniciando também uma discussão sobre as enormes diferenças entre as classes no Brasil”, afirmam em uma das páginas do site.

Ao se cadastrar no site, o usuário recebe a seguinte mensagem em seu e-mail, “Aí cumpadi, bem-vindo ao Rio de Janeiro! Aqui a vida é superdiferente da do resto do Brasil. A cerveja é mais gelada; a gororoba, mais gostosa; os animais, mais diferentes; e a música, muito mais maneira que no resto da terrinha. Mas para ser um favelado bem-sucedido, você vai ter que ralar! Quem quiser conquistar o Maraca vai ter que acordar cedo e ficar de olhos bem abertos”.

Ao criar perfil, o jogador escolhe a favela e, depois, quanto mais arriscado o crime que cometer, mais dinheiro ele ganha. O usuário ganha ainda uma barata  como animal de estimação, que se alcançada uma determinada pontuação pode ser trocada por outros animais.

Também recebe um copo para mendigar em determinados “pontos de esmola” espalhados pela cidade virtual do Rio de Janeiro. No perfil do site é possível o usuário receber esmolas de seus amigos da rede social Orkut. Também é possível explorar jogos de azar na cidade.

O site dita o humor do avatar “favelado”. “Você está mal-humorado e agressivo”, por exemplo. Também é permitido entrar para uma gangue para aprender golpes de luta e praticar crimes. O usuário deve fazer sua tarefa diária, que varia de guardar os “trecos” da gangue em um banco a cometer crimes pela cidade para poder reinar em comunidades cariocas.

– Fred veta Árbitros?

O atacante Fred quer vetar Heber Roberto Lopes. Disse, segundo Rodrigo Viga, correspondente carioca da Rádio Jovem Pan e do site Terra Esportes (em http://is.gd/4kwZi1):

É difícil em jogos com ele. O Heber é irritante (…). O ideal seria que o Fluminense conseguisse que ele não apitasse mais nossos jogos

Heber foi criticado domingo retrasado na partida Grêmio X São Paulo. Idem no domingo passado em Bahia X Fluminense. Amanhã, apitará a final do Campeonato Amapaense de Futebol.

E aí: a sobrecarga de jogos sem descanso suficiente, as atuações ruins e o pedido de um jogador selecionável podem fazer com que o veto seja aceito? Ou justamente por pedir veto é que o árbitro deva ser escalado no time de quem pede, mostrando a independência da Comissão? Deixe seu comentário:

– Solidariedade: A Sucessora de Irmã Dulce

Fazer o bem sem olhar a quem é algo difícil de se praticar. Mas compartilho alguém que faz isso: Maria Rita Pontes, sucessora dos trabalhos da candidata a nova santa brasileira, irmã Dulce.

Vale a pena dar uma conferida, extraído de: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI187200-15228,00.html

A SUCESSORA DE IRMÃ DULCE

Por Heliana Frazão

Maria Rita Pontes, sobrinha da religiosa prestes a ser beatificada, administra uma entidade que responde por 49% dos atendimentos médicos da capital baiana

Pequena e de aparência frágil, a freira baiana que adotou o nome de Irmã Dulce (1914-1992) sabia impor suas vontades. Foi combinando delicadeza e persistência que ela demoveu os pais da ideia de vê-la casada e ingressou ainda muito jovem na vida religiosa. Foram essas mesmas qualidades empreendedoras que a levaram a criar na Bahia, há pouco mais de 50 anos, um dos maiores e mais respeitados trabalhos filantrópicos do país, as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). Com jeito manso, sem imposições, Irmã Dulce também apontou sua sucessora: a sobrinha Maria Rita Pontes, hoje com 53 anos.

Assim como a tia, que também se chamava Maria Rita, a atual superintendente da Osid havia traçado planos para si diferentes daqueles imaginados pela família. Mas sentiu-se impelida a abandonar a carreira de jornalista quando um problema respiratório crônico de Irmã Dulce se agravou, em 1991. Aí a sobrinha deixou o emprego de jornalista no Rio de Janeiro e passou para a linha de frente da Osid, em Salvador. De lá para cá, ela tem estado ali, e as obras sociais não pararam de crescer.

De 180 mil atendimentos em 1992, ano em que Irmã Dulce morreu, a Osid passou para mais de 5 milhões em 2009. Os voluntários, que eram apenas 21, hoje são 240, que se somam aos 3.850 funcionários das 17 unidades administradas pela instituição. Antes de morrer, Irmã Dulce guardara num cofre uma carta testamento, informal, contendo uma lista tríplice com nomes que poderiam lhe suceder no trabalho. A sobrinha encabeçava a lista. O segundo nome era de Dulce Lopes Pontes, mãe de Maria Rita, também já morta. O terceiro, de uma meia-irmã da freira. A escolhida considerava a missão grande e pesada demais. E não pretendia abrir mão de sua vida pessoal. Preocupada com a sucessão, Irmã Dulce chegou a oferecer a gestão das obras a Madre Tereza de Calcutá, que declinou do pedido, assim como a Igreja Católica. “Foi uma decisão difícil, mas não tive escolha”, afirma Maria Rita. “Já estava muita envolvida com a obra e não podia deixar Irmã Dulce.”

Passados 18 anos de sua decisão, ela diz que não se arrepende. Sente-se realizada, embora quase não tenha vida pessoal. Mantém o celular ligado 24 horas e tem uma agenda repleta, às vezes imprevisível. “É uma vida integralmente dedicada a essa missão”, afirma. Desde que assumiu a Osid, Maria Rita tem profissionalizado a gestão. Há planejamento e metas, além de contratos com o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do qual a Osid administra hospitais e clínicas que respondem por 49% da assistência de saúde da capital baiana. A parte do orçamento que não é coberta pelo SUS (cerca de 10%) é obtida por doações de pessoas físicas e jurídicas e da venda de lembrancinhas e produtos de panificação produzidos na unidade de Simões Filho, cidade vizinha a Salvador onde funciona o braço educacional da obra. Ela atende 800 crianças e adolescentes com ensino fundamental e cursos profissionalizantes.

“Irmã Dulce saía tirando pessoas das ruas e abrigando-as por todos os cantos, às vezes até no necrotério”, afirma Maria Rita. “Ela dizia que era melhor ficar ali, recebendo ajuda, que morrendo nas ruas.” Hoje, mesmo estruturada, a organização continua movida pelo espírito de Irmã Dulce, e não fecha a porta a quem quer que seja. “Se não tivermos um leito disponível, buscamos outro encaminhamento. Embora o tipo de gestão seja outro, não poderemos perder de vista a filosofia e os valores da obra, cuja missão é amar e servir”, diz Maria Rita.

No Bairro de Roma, na Cidade Baixa, em Salvador, onde fica a sede da Osid com seus 33.000 metros quadrados de área construída, há 15 núcleos de assistência médica e social, entre eles o Hospital Santo Antonio e um hospital infantil. A Osid ainda administra dois centros de saúde municipais em Salvador, em parceria com a prefeitura, e três hospitais estaduais, um na capital e outros dois nos municípios de Barreiras e Santa Rita de Cássia.

“Por falta de recursos, não fazemos um bom investimento desde o ano 2000”, queixa-se Maria Rita, que pretende construir um centro de Hemoterapia e Nefrologia e aumentar a unidade de assistência em oncologia, oferecendo também radioterapia, além da quimioterapia. Em outubro de 2009, numa viagem a Salvador que teve o objetivo declarado de agradecer ao Senhor do Bonfim pela ajuda no tratamento de um câncer no sistema linfático, a então pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, visitou a unidade de oncologia da Osid. Em rápida conversa com Maria Rita, Dilma teria se comprometido a ajudar na ampliação. “Estamos contando com essa ajuda”, diz a mulher que herdou a terna teimosia da tia.

Maria Rita já planeja os caminhos que a obra deverá seguir no momento em que ela própria tiver de reduzir o ritmo de trabalho. Para ela, a beatificação de Irmã Dulce vai funcionar como garantia de perenidade da obra. “A beatificação dará muita serenidade ao Conselho Administrativo em relação ao futuro da Osid.” Na visão de Maria Rita, as obras ganharão maior visibilidade no Brasil e no mundo assim que Bento XVI anunciar a santidade de Irmã Dulce. O primeiro passo já foi dado pelo Vaticano, que no final de outubro reconheceu um milagre atribuído à freira baiana. Segundo dom Geraldo Majella Agnelo, cardeal arcebispo da Bahia e arcebispo primaz do Brasil, a beatificação deverá acontecer até o Natal.

– Árbitro repetir Escala em Jogo de time recente. É bom ou ruim?

Wilson Luís Seneme apitará quarta-feira a partida entre São Paulo X Corinthians. Há 4 rodadas apitou o clássico entre Santos X São Paulo. Porém, domingo, também apitou Corinthians X Santos.  Portanto, repetirá a escala no jogo do Corinthians!

Nada contra Seneme. É excepcional árbitro, um dos mais respeitado pelos jogadores dos quais trabalhei. Tenho certeza que fará uma brilhante atuação, como costumeiramente faz. 

O problema é: repetir escalas é bom ou ruim?

Se você que lê esse artigo não é árbitro, tenha certeza que o apitador não ganha nada de benefícios em repetir alguma equipe; só tende a perder. 

A atuação de Seneme no último jogo foi boa. Mas fica na cabeça do árbitro a continuidade de um jogo, uma partida de 180 minutos. E se é desgastante o convívio em campo por longo período ao árbitro, idem para o jogador. Se o árbitro foi mal na partida anterior, a qualquer erro o time que está repetindo o jogo pressionará. 

Imaginem se na partida de domingo houvesse um equívoco contra o Corinthians. Caso tenhamos lances duvidosos na partida e a decisão seja contrária ao Corinthians, a equipe do Parque São Jorge alegará perseguição contínua. Se errar a favor, o São Paulo sugerirá compensação.

Se os clubes fazem isso, e na cabeça do torcedor mais fanático, aquele que se exalta com facilidade?

Não acrescenta e nem facilita nada a repetição de árbitro em jogo do mesmo time; só há riscos e possíveis prejuízos. Mas algo é ainda pior, que é o levantamento da seguinte dúvida: só existe Wilson Luís Seneme para os clássicos paulistas?

Considero um desprestígio sem igual aos árbitros tal situação. Reforço: vergonhosa situação aos colegas. Não há ninguém competente para dirigir o jogo? São Paulo não tinha outros nomes alternativos e se obrigou a colocar Seneme no sorteio? 

Lamentável. Claro, não pelo árbitro sorteado, mas pelo desrespeito aos demais integrantes da RENAF de São Paulo. 

Guilherme Cereta, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, Cleber Abade, Rodrigo Bragueto, Paulo César de Oliveira, Antonio Rogério Batista do Prado… árbitros que apitam clássicos na FPF não estão gabaritados?

Boa sorte ao amigo, torço (como sempre) para ele. Mas não achei que a escala foi boa.

Em tempo: há poucos dias, segundo a Folha de São Paulo (http://is.gd/dL9tkQ) o árbitro gaúcho Fabrício Neves Correa foi sorteado para 2 partidas seguidas da equipe do Bahia, e a CBF refez o sorteio pornão ter se atentado a tal fato. Posteriormente, apareceu um pedido de dispensa do árbitro por problemas de saúde.

Será que ninguém se atentou que Seneme repetirá escala, como no caso de Fabrício Neves? Duvido-e-odó!

– Nova Coluna, agora no “Voz do Apito”

Amigos,

estarei escrevendo a partir dessa semana em mais um espaço dedicado à Arbitragem de Futebol. Iniciaremos uma coluna quinzenal (com textos extras vez-ou-outra) no conceituado site “Voz do Apito”, órgão independente e desamarrado de qualquer vínculo com Federações e/ou Entidades Sindicais.

Espero contar com o apoio e a audiência de vocês! Prestigiem, em: http://www.vozdoapito.com.br/

– As Celebridades Pagas do Twitter

Dias atrás, Rafinha Bastos, humorista do CQC, foi eleito o twitteiro mais influente do Brasil pelo jornal americano The New York Times. Muitos o seguem pelo fato de fazer humor, mas, disfarçadamente, ele usa seu twitter e seus seguidores como instrumento de propaganda.

Ele disse recentemente que “não tem o twitter patrocinado por ninguém, mas faz brincadeira em troca de pagamento oferecendo os produtos”.

Ué, isso não é patrocínio? Afinal, seu cachê é de R$ 4.000,00 para divulgar alguma ”brincadeira com o produto citado”. Portanto, quem o segue, saiba que quando faz menção a algum produto ou serviço, esse tuíte é pago por alguém. Nada ilegal ou imoral. Apenas negócios. Só não vale dizer que não é publicidade…

– O STJD Punirá? Fortaleza, CRB, Torcidas Organizadas, Treinador…

Tomara que sim. Mas…

A) Neste final de semana, pela série C, ocorreu o jogo Fortaleza 4 X 0 CRB, sendo que o time cearense precisa justamente deste placar para fugir do rebaixamento para a série D. E algumas coincidências aconteceram:

1- No vídeo, Carlinhos Bala, do Fortaleza, lembra o zagueiro do CRB que só falta um gol para sua equipe. O zagueiro, sem brio algum, ouve tranquilamente.

2- Jogador 15 do CRB fala abertamente aos companheiros: “Deixa fazer outro”, em referência ao Fortaleza marcar outro gol contra sua própria equipe.

3- Atletas do CRB nitidamente cavando expulsão.

4- Goleiro do CRB sai do jogo e jogador de linha vai para o gol.

Roteiro de uma grande picaretagem ou não? O CRB se esforçou claramente para perder de 4X0…

Olha só o vídeo com os detalhes: http://www.youtube.com/watch?v=FxW-38W6LT8&feature=player_embedded

B) No Pacaembu, Torcida Jovem do Santos FC X Sangue Jovem do Santos FC. É. Batalha entre torcedores da mesma equipe! A PM de SP, que com tanto trabalho deveria estar em outros locais exercendo patrulhamento, tem que ficar cuidando de brigões barbados… E há quem defenda as Torcidas Organizadas!

C) Torcida do Corinthians querendo invadir vestiário para brigar com o treinador. Depois da derrota de 3X1 para o Santos, atazanaram os dirigentes (opa: aos mais fanáticos, o time B do Corinthians perdeu para o Paulista por 3X0, e como diria o já saudoso jornalista Israel Gimpel, que ‘mulambada’!).

Será que o STJD punirá àqueles que fizeram corpo mole em campo e aos que bagunçaram fora dele? Ou será que o Tribunal não se pronunciará?

Já imaginaram Corinthians e Santos perdendo mandos de campo, como rigorosamente o STJD determinou na série B (com razão) à Guarani e Ponte Preta, no começo do ano (10 jogos por agremiação pela briga entre os vândalos)?

D) Felipão fez gestos obscenos contra sua própria torcida. Será que o indiciarão pela enésima vez? Hum… Acho que o pipoqueiro que fica na entrada do prédio dirá: “Sr Scolari, outra vez por aqui? Faz pouco tempo…

– Mercado de Cervejas no Rio & Carnaval

Me surpreendi com a nota da Revista Exame sobre as cervejas no RJ (segundo Marcelo Onaga, Coluna Primeiro Lugar (23/03/2011). Para 2012, deixará de existir o badaladíssimo Camarote Brahma no Sambódromo, passando a existir o Camarote Antárctica. Motivo: o mercado cervejeiro. Aliás, lá as cervejas mais vendidas são:

1) Antártica

2) Skol

3) Itaipava

4) Brahma

Não imagina que a Antártica ainda fosse líder em algum estado. Destaque que, das 4 mais vendidas, 3 são marcas AmBev…

– Cássia Kis poderia ter ficado quieta…

Personalidades na mídia devem ter a sensibilidade de que influenciam as massas. Por exemplo: a atriz Cássia Kis declarou ontem ao jornal carioca “O Dia”:

Quando jovem eu experimentei chá de cogumelos e fumei maconha. Acho que todo mundo deveria pelo menos uma vez na vida fumar um baseado”.

Pra quê tal incentivo? Enquanto vivemos a degradação social por culpa das drogas lícitas e ilícitas, tal defesa da apologia do uso não colabora em nada por um mundo melhor… lamentável.

– Um Pai, um Amigo!

Pai que é pai faz isso: usa anteninhas de borboletas azuis só para descontrair, sem nunca perder a elegância.

Fico pensando no teor alcoólico na hora dessa foto…

– A Cruz dos Jovens chega ao Brasil

A Cruz que simboliza a força-jovem na Jornada Mundial da Juventude, que esteve em Madrid, chega à São Paulo abrindo os preparativos para a edição 2013 no RJ.

A programação e a simbologia, extraída da Rádio vaticana, em: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/articolo.asp?c=521640

A CRUZ DOS JOVENS ESTÁ EM SÃO PAULO

A Cruz Peregrina enviada pelo Papa ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude de 2013 chegou a São Paulo esta manhã.

As caixas vieram da capital da Espanha e passaram por Brasília antes de aterrissar em São Paulo. Nos pés da Cruz Peregrina, ou Cruz dos Jovens, há uma placa de bronze onde estão gravadas palavras de João Paulo II. No braço mais longo, há uma mensagem dele em seis idiomas. Um dos trechos diz: “Levem-na ao mundo como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade”.

A Cruz é o símbolo da Jornada Mundial da Juventude desde 1985, quando João Paulo pediu aos jovens do mundo que a custodiassem. Em 2003, passou a ter a companhia do ícone com a imagem da Virgem Maria.

A Cruz é simples, feita de madeira, e já exibe as marcas das muitas viagens percorridas. O que a torna um símbolo especial é o fato de já ter passado pelas mãos e ombros de milhares de jovens e ter cruzado fronteiras de várias partes do mundo.

A peregrinação agora passará por todos os estados brasileiros até chegar ao Rio de Janeiro em 2013, quando a cidade receberá o Papa Bento XVI e será a sede da Jornada Mundial da Juventude.

A expectativa, hoje, é de cem mil pessoas se reúnam no Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo, para receber os símbolos numa grande festa de acolhimento com shows de artistas católicos. Uma missa, às 16h, marcará a chegada da Cruz dos Jovens e do ícone de Nossa Senhora.

– CBF: uma mão que afaga, já a outra… O teste físico dos árbitros!

Na última sexta-feira, uma mensagem no mínimo curiosa no site da CBF, no link ‘arbitragem’. Nela, havia a informação que graças a aprovação de 90% dos árbitros no teste físico daquele dia (que bom número), um sorteio-extra fora realizado para dois jogos da série A e outro para a série B.

O mais desavisado pode pensar que é uma premiação para quem passou. Mas foi uma forma disfarçada que a Comissão de Árbitros da CBF dizer que precisava trocar os árbitros que estavam escalados e reprovaram.

Perceberam que ilusão? Alardeia que tem muitos aprovados e na verdade precisa trocar quem não passou e estava na escala.

Que grande erro de planejamento… Por que marcar teste físico após o sorteio dos árbitros? Isso constrange demais àqueles que reprovaram. O ótimo paulista Luís Flávio de Oliveira e os gaúchos Leandro Pedro Vuaden e Márcio Chagas da Silva foram sacados dos jogos. Porém, hoje, por exemplo, alguns jornais ainda publicaram (até pela forma como divulgada pela CBF) as escalas erradas. Para Avaí X Palmeiras, por exemplo, entrou Evandro Rogério Roman.

O teste foi feito para o quadro FIFA 2012. Farão um novo teste, mas, de repente, caso Vuaden não seja aprovado, uma vaga estará escancaradamente aberta para o ano que vem.

Verdade seja dita: o Teste Físico atual não visa capacitar os árbitros de futebol, mas formar corredores, especialistas em atletismo. Ninguém se manifesta que tal teste pode encurtar a vida do árbitro? Todo esporte de alto rendimento deixa seqüelas futuras. Tal teste só permite o sucesso se você treinar frequentemente, e é evidente que o overtraining ocorrerá em alguns momentos e a carreira encurtará.

passou da hora das autoridades do apito defenderem um outro modelo de avaliação dos árbitros. O futebol precisa de árbitros, não de velocistas.

– Anhanguera compra Uniban por mais de ½ bilhão

Segundo o Estadão deste domingo (citação aqui neste link), por R$ 510 milhões, a Anhanguera Educacional comprou a Uniban, tornado-se a 2ª maior instituição do mundo. Meta: 1 milhão de alunos.

Uau! Dispensa comentários. Abaixo:

ANHANGUERA COMPRA UNIBAN POR R$ 510 MILHÕES

Com os 55 mil alunos da Uniban, a Anhanguera vai ultrapassar a marca de 400 mil alunos, tornando-se o 2º maior grupo de ensino superior do mundo

Por Karina Ninni e Renato Cruz

A Anhanguera Educacional, maior grupo privado de educação superior da América Latina, fechou na sexta-feira à noite a compra da Uniban, por R$ 510 milhões, segundo fontes de mercado. Trata-se da maior aquisição da história do setor no País. A operação deve ser comunicada ao mercado amanhã.

Com os 55 mil alunos da Uniban, a Anhanguera ultrapassa a marca de 400 mil alunos, tornando-se o segundo maior grupo de ensino superior do mundo, atrás apenas da americana Apollo Group, dona da Universidade de Phoenix. A marca de 400 mil alunos estava prevista para ser alcançada no fim de 2012.

A nova instituição terá cerca de 10 mil professores. Controlada pelo Pátria Investimentos, a Anhanguera está comprando a operação de educação da Uniban por R$ 380 milhões e mais 13 imóveis do grupo por R$ 130 milhões. A Uniban tem 13 câmpus, sendo nove em São Paulo, dois no Paraná e dois em Santa Catarina. Imóveis que pertenciam à Uniban mas não eram usados para fins educacionais não foram incluídos no negócio.

“A compra foi divulgada oficialmente no sábado somente para os diretores, coordenadores de curso e coordenadores de câmpus, mas o boato já corre na instituição há mais de um mês”, afirmou um funcionário da Uniban que não quis se identificar, acrescentando que havia um clima de apreensão entre professores e staff administrativo.

Ciclo- A compra da Uniban encerra o segundo ciclo de aquisições da Anhanguera, que reforçou seu caixa em dezembro de 2010 com uma emissão de R$ 844 milhões em ações. Nos últimos nove meses, a empresa adquiriu instituições de ensino que atendem 100 mil alunos.

O número inclui a aquisição, em abril deste ano, da Faculdade Anchieta e da Faculdade de Tecnologia Anchieta, de São Bernardo, por R$ 74,8 milhões. No ciclo anterior de aquisições, a empresa havia levado dois anos e meio para comprar instituições com 150 mil alunos.

Agora, a prioridade da Anhanguera é consolidar as operações compradas. Os câmpus da Anhanguera, com a última aquisição, passam a ter capacidade para 700 mil alunos. O grupo tem como objetivo alcançar, entre 2014 e 2015, a marca de 1 milhão de alunos, incluindo os atendidos por sistema de educação a distância.

Isso elevaria a participação da empresa no mercado de educação superior brasileiro de 8% para 15% em alunos atendidos. A compra da Uniban faz da Anhanguera líder na Grande São Paulo, com 110 mil alunos.

Mudança- A Uniban adotará os modelos acadêmicos da Anhanguera, será incorporada nos programas de ensino a distância e oferecerá aos alunos mais acesso a financiamento, segundo fontes do mercado.

Apesar de a Anhanguera estar optando pelo crescimento orgânico depois dessa aquisição, o mercado brasileiro de educação superior deve continuar a se consolidar.

O potencial de expansão do mercado é alto, por causa desse movimento de consolidação, das tecnologias de educação a distância e da expansão do crédito estudantil. Nos Estados Unidos, 80% dos alunos universitários têm acesso a crédito, enquanto no Brasil essa fatia ainda está em 5%.

– Nova Coluna, agora no “Voz do Apito”

Amigos,

 

estarei escrevendo a partir dessa semana em mais um espaço dedicado à Arbitragem de Futebol. Iniciaremos uma coluna quinzenal (com textos extras vez-ou-outra) no conceituado site “Voz do Apito”, órgão independente e desamarrado de qualquer vínculo com Federações e/ou Entidades Sindicais.

 

Espero contar com o apoio e a audiência de vocês! Prestigiem, em: http://www.vozdoapito.com.br/

– Facebook passa o Orkut no Brasil

Demorou, mas aconteceu o esperado: Facebook passou o Orkut no Brasil.

E o Google+, o contra-golpe tão divulgado? Nem cócegas fez?

Os números da briga em www.veja.com.br/extras

– Obama-Aranha?

A Marvel recentemente promoveu a morte do personagem Homem-Aranha. Mas o Super-Herói continuará vivo, e olha que interessante: será um negro, latino e que se chamará Miles Morales. O sucessor de Peter Parker, em quadrinho recente divulgado, é a cara do Obama!

Casualidade, coincidência ou proposital?

– Um Evangelho que nem Precisa de Homilia!

Neste sábado, o Evangelho segundo São Lucas é auto-explicativo e perfeito para uma reflexão atual. Repare que na liturgia de hoje, dispensa-se o sermão do sacerdote, pois o próprio Cristo é quem faz a homilia. (Lc 8, 4-15):

Naquele tempo, 4Havia se reunido uma grande multidão: eram pessoas vindas de várias cidades para junto dele. Ele lhes disse esta parábola: 5Saiu o semeador a semear a sua semente. E ao semear, parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. 6Outra caiu no pedregulho; e, tendo nascido, secou, por falta de umidade. 7Outra caiu entre os espinhos; cresceram com ela os espinhos, e sufocaram-na. 8Outra, porém, caiu em terra boa; tendo crescido, produziu fruto cem por um. Dito isto, Jesus acrescentou alteando a voz: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! 9Os seus discípulos perguntaram-lhe a significação desta parábola. 10Ele respondeu: A vós é concedido conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros se lhes fala por parábolas; de forma que vendo não vejam, e ouvindo não entendam. 11Eis o que significa esta parábola: a semente é a palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem; mas depois vem o demônio e lhes tira a palavra do coração, para que não creiam nem se salvem. 13Aqueles que a recebem em solo pedregoso são os ouvintes da palavra de Deus que a acolhem com alegria; mas não têm raiz, porque crêem até certo tempo, e na hora da provação a abandonam. 14A que caiu entre os espinhos, estes são os que ouvem a palavra, mas prosseguindo o caminho, são sufocados pelos cuidados, riquezas e prazeres da vida, e assim os seus frutos não amadurecem. 15A que caiu na terra boa são os que ouvem a palavra com coração reto e bom, retêm-na e dão fruto pela perseverança.”

É ou não uma bela, direta e séria mensagem à nós? Vale a reflexão: estamos sendo solo fértil de verdade? O que produzimos para a sociedade, para o próximo, para o necessitado? Frutificamos ou somos apenas usurpadores das benesses que Deus nos dá generosamente?

Pensemos sobre isso.

– Executivos no Brasil já ganham tão bem quanto os Estrangeiros

A Revista Superinteressante de Setembro 2011 (pg 21), trouxe uma importante pesquisa da Consultoria em Administração de Empresas & Negócios, Dasein Executive Search.

Nela, há a remuneração média de executivos nos principais países, onde CEOs de São Paulo já superam os novaiorquinos. Abaixo:

EXECUTIVOS BRASILEIROS SÃO OS MAIS BEM PAGOS DO MUNDO

Pesquisa feita com 80 multinacionais revela: crescimento do Brasil está fazedno disparar os salários dos diretores e presidentes das empresas (em reais):

CidadeSalário Médio de Diretor / Salário Médio de Presidente (em R$):

Hong Kong12.609,00 / 31.458,00

Cingapura21.219,00 / 47.838,00

Londres23.269,00 / 71.407,00

Nova York 27.688,00 / 74.877,00

São Paulo31.580,00 / 80.596,00

– O Aumento do IPI dos Carros Importados? Micou comprar carro estrangeiro?

O aumento do IPI para carros 1.0 importados de 30 pontos percentuais (não é de 30%, mas acréscimos em pontos percentuais, além da alíquota de até 55% para os 2.0), assustou o mercado.

A JAC Motors disse que não é mais interessante fabricar no Brasil. A KIA e a Hyundai chiaram. O que fazer?

Extraído de: http://omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-09-01_2011-09-30.html#2011_09-16_13_20_07-142809534-0

QUEM PERDE MAIS: COREANO, CHINÊS OU LUXUOSO? É VOCÊ!

Por Joel Leite

O governo atendeu as montadoras e impôs um pesado imposto aos carros importados: aumento de 30 pontos percentuais do IPI. O imposto do carro 1.0, por exemplo, sobe de 7% para 37%. Carro acima de 2.0 vai pagar 55% de IPI.

Mas os fabricantes não eram contra o aumento de imposto? Pois é, mas desta vez eles comemoraram.

O governo usou uma estratégia para que o imposto não seja considerado inconstitucional como dupla taxação, uma vez que já é cobrada dos importados a alíquota de importação de 35%. A medida, em tese, taxa todos os carros, e retira o aumento do IPI para carros que com até 65% de nacionalização, quer dizer: todos os carros fabricados no Brasil (veja matéria).

Mas os maiores importadores são as próprias montadoras: elas trazem 75% dos carros estrangeiros vendidos no Brasil. Porém esses carros não serão taxados, porque eles fazem parte dos acordos com o Mercosul e do México.

Então pra quem é esse imposto? Para os importados dos EUA, Europa e da Ásia, mas principalmente para os chineses e coreanos, que chegaram trazendo carros baratos e equipados, forçando os fabricantes a baixarem os preços e equiparem os seus produtos.

O remédio foi muito forte, pois a tal invasão chinesa é uma falácia. Os chineses representam apenas 2% do mercado (veja matéria).

Agora os carros fabricados no Brasil estão duplamente protegidos. O resultado da medida do governo será imediato. Portanto não estranhe se nos próximos dias os carros que baixaram de preços para disputar o mercado com os chineses voltarem ao preço “normal”, isto é: mais alto, e sem equipamentos.

Por outro lado, veja o que vai acontecer com chineses, coreanos e modelos de luxo como Mercedes, BMW, Audi e as linhas complementares das montadoras instaladas aqui.

Os importadores ainda estão fazendo as simulações para definir os novos preços, mas calcula-se que a inclusão dos 30 pontos de IPI vai resultar num aumento entre 25% e 28% no preço final.

Claro que a queda de preço não será linear, pois muitas marcas têm gordura pra queimar e podem absorver parte do prejuízo. Mas considerando um aumento de 25%, o importado mais barato do Brasil, o Chery QQ, vai ficar R$ 6 mil mais caro, passando de R$ 24 mil para R$ 30 mil a partir de hoje. O Face, da Chery, subiria de R$ 33 mil para R$ 41,2 mil e o J3, da JAC, de R$ 37,9 mil para R$ 47,4 mil.

As boas vendas do Soul e do Cerato, que estavam incomodando os concorrentes mesmo pagando 35% de alíquota, certamente vão cair com esse 28% de aumento. O Soul deverá custar R$ 73,8 mil a partir de hoje e o sedã Cerato R$ 66,8 mil (custava R$ 53,4 mil até ontem). Já o preço do Sportage poderá subir de R$ 83,9 mil para R$ 105 mil e o Hyundai ix35, que custava R$ 85 mil agora pode chegar a R$ 106 mil. Também os carros de luxo serão sobre taxados e poderão aumentar o preço em torno de 25%.

Então, qual será o resultado real da medida anunciada pelo governo com o objetivo de “inovar a indústria nacional”?

Raciocine comigo: o carro importado vai subir de preço. O carro fabricado no Brasil, sem concorrentes que o incomodavam, também vai subir de preço. Conclusão: o carro em geral, importado ou fabricado aqui, vai ficar mais caro. Quem vai pagar a conta da inovação é você.

– Uma Anjinha ou uma Bonequinha?

Nossa Marininha dorme como uma anjinha… Contemplando sua paz, penso: como é bom  ser criança!

Aqui na foto estão duas bonecas: Marina Porcari e Rapunzel!

– PUC fecha campus devido à Festa da Maconha

Universidades sofrem.

Muitas vezes, as redondezas dos grandes centros universitários são assoladas pelo consumo e apologia às drogas. Porém, a PUC-SP tem vivido o problema mais sério: as aulas foram suspensas devido à realização nesta sexta da “Festa da Cultura Canábica”, ou Festival da Maconha, como preferir.

Quer saber a programação do evento? Veja nessa matéria do UOL. É surreal!

Extraído de: http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/09/15/reitor-da-puc-sp-suspende-aulas-e-fecha-campus-contra-festival-da-cultura-canabica.jhtm

PUC SUSPENDE AS AULAS POR FESTA DA CULTURA CANÁBICA

O reitor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), Dirceu de Mello, decidiu suspender as aulas e atividades administrativas dessa sexta-feira (16) no campus Monte Alegre, no bairro de Perdizes, zona oeste de São Paulo, por conta do “1º Festival de Cultura Canábica”. O evento está sendo organizado por estudantes e foi marcado para acontecer entre 16h de amanhã e 4h de sábado (17).

Os praticantes da cultura canábica defendem a descriminalização do uso da maconha (cannabis sativa) e cultuam objetos produzidos com a erva. Segundo os organizadores, o festival serve para  propagandear as duas causas.

O evento foi divulgado em redes sociais, e só no Facebook mais de 6.000 usuários confirmaram presença. Nos convites, os organizadores pedem para os convidados não consumirem maconha na festa porque suspeitam que haverá polícia no local.

Lariqueiro e Miss 4:20

Na programação do festival há cinco bandas alinhadas à causa, DJs, um desfile para eleger a “Miss 4:20” (4:20 significa consumir maconha), além de um concurso de culinária para premiar o melhor “lariqueiro” –no vocabulário dos “canábicos”, uma espécie de chef habilidoso em preparar lanches e pratos improvisados para saciar a fome resultante do consumo de maconha.

A suspensão das aulas no campus Monte Alegre foi determinada pelo reitor em ato publicado nesta quinta-feira (15). Dirceu de Mello também interditou toda área do campus para impedir a realização do festival.

Para justificar sua decisão, o reitor afirmou que nas festas realizadas às sextas-feiras na PUC há consumo de drogas e bebidas alcoólicas em pleno campus, além de barulho excessivo. O reitor citou ainda uma interpelação dirigida à universidade pelo Ministério Público e uma notificação do Programa de Silêncio Urbano (Psiu) da prefeitura.

Após a divulgação do festival, Mello pediu abertura de inquérito no 23º DP (Perdizes).

– Big Brother dos Boleiros

Antigo, (1 ano atrás), mas curioso e atual… Abaixo:

Comportamento adequado, preservação do corpo, resguardo e descanso. São essas algumas características que os profissionais do futebol devem ter. Ou melhor, deveriam!

Uma moda que pode se tornar costumeira: a espionagem da vida pessoal dos jogadores, a fim de descobrir o que fazem nas horas vagas!

Extraído de: Revista Isto É, ed 2138 de 01/01/2010, pg 82-83, por Rodrigo Cardoso

MARCAÇÃO FORA DE CAMPO

Barcelona contrata detetives para espionar a vida privada de seus jogadores, algo que os clubes fazem informalmente no Brasil

No filme “Boleiros”, de Ugo Giorgetti, o ator Lima Duarte interpreta um treinador de futebol que faz marcação cerrada a um boêmio jogador, craque de seu time, no hotel onde os jogadores estão concentrados. Em uma das cenas, enquanto o treinador passa de quarto em quarto para se certificar de que os atletas estavam na cama, descansando, um membro da comissão técnica vigiava a recepção do hotel, já suspeitando que o tal jogador armava uma noitada às escondidas. Era assim, de forma primária, que muitos clubes tentavam até pouco tempo atrás controlar as atividades extracampo de seus boleiros-problema. O Barcelona, da Espanha, porém, profissionalizou o expediente. À frente de seu tempo na forma de jogar futebol, o clube catalão mostrou-se pioneiro também fora das quatro linhas ao contratar uma agência de detetives particulares para fazer marcação cerrada em seus craques.

A mando do então presidente da agremiação, Joan Laporta, a agência Método 3 passou o outono de 2008 seguindo os passos dos brasileiros Ronaldinho Gaúcho e Deco, do camaronês Samuel Eto’o e do espanhol Gerard Piqué. De acordo com a revista espanhola “Interviú”, que revelou o caso, o trabalho custou o equivalente a R$ 11,8 mil. O zagueiro Piqué foi espionado 24 horas por dia durante uma semana. Os outros três foram investigados da seguinte forma: o clube informava as festas que ocorriam na cidade e os detetives apareciam nos locais. O espanhol foi o único que teve a ficha limpa no relatório enviado ao Barcelona – apenas Piqué ainda defende o time azul-grená. Já os brasileiros e o africano teriam cometido atos de indisciplina que ferem o regimento interno do clube. Meses depois, Ronaldinho e Deco foram negociados. Eto’o ficou até o final daquele ano, quando foi vendido.

Hoje meia do Fluminense, Deco, pego de surpresa com a notícia, negou ser baladeiro e explicou que a espionagem teve motivação política. “O Sandro Rossel, atual presidente do Barcelona, foi quem me contratou e os outros três ­jogadores. Ele era vice do Laporta antes, mas os dois brigaram”, diz. “Curioso que o único que não teve problema seja justamente o que continua no clube.” Além dos atletas, a esposa de Rossel e o antigo treinador da equipe, Frank Rijkaar, também teriam sido espionados.

No Brasil, a marcação extracampo não chega a ser tão profissional, mas existe. Além de treinadores, que controlam a vida afetiva de seus comandados com o auxílio de outros atletas do elenco, torcedores fanáticos fazem as vezes de espiões. Para tanto, têm como informantes seguranças, barmen, caixas e recepcionistas de casas noturnas. “Gente da comissão técnica e até diretores já pediram para a gente ficar de olho em jogador”, afirma André Guerra, presidente da Mancha Alviverde, torcida organizada do Palmeiras.

Segundo ele, o ex-atacante palmeirense Vagner Love esteve na mira de cartolas e torcedores, no ano passado. Dois dias antes de uma partida decisiva, em novembro, o jogador foi flagrado por imagens do circuito interno de uma boate, em São Paulo. Uma cópia da gravação chegou até a Mancha, que a enviou para diretores palestrinos. “Eles viram as imagens. O Love estava embriagado, às 6h da manhã. Quatro horas depois, o time embarcou para o Rio de Janeiro e ele andou no jogo”, diz Guerra. O atacante, hoje na Rússia, deixou o Palmeiras depois de brigar na porta de um banco com torcedores, que cobravam dele, dentro de campo, o mesmo entusiasmo nas baladas.

Este mês, o atacante Jóbson de Oliveira, 22 anos, do Botafogo, passou a ser monitorado 24 horas por dia. Em julho, ele retornou ao futebol após seis meses suspenso por doping – havia consumido cocaína antes de uma partida. Depois de iniciar um tratamento contra a dependência química, teve uma recaída e foi visto em algumas festas. Como há o receio de que a bebida seja um chamariz para a cocaína, uma pessoa passa o dia ao lado do jogador, o leva aos treinos e chega a dormir no apartamento de Jóbson. Gislaine Nunes, advogada que gerencia a carreira de jogadores de futebol, vê com indignação o fato de clubes ou torcedores vigiarem a vida particular dos atletas. “Casos como o do Barcelona mostram como os jogadores são tratados como coisas, dementes, e provam o quanto o futebol é arcaico, provinciano.” O filme “Boleiros” passeia por esse universo. Nele, o treinador Lima Duarte fracassou como detetive e o craque do time tem uma noite de prazer com uma maria-chuteira vivida por Marisa Orth.

– Greve dos Correios. E o povo…

O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, pede “paciência” à população em relação à greve da entidade.

Ué, mas já não somos tão pacientes com os Correios?

Aqui em Jundiaí, a queixa é geral: a demora para a entrega das cartas é gigantesca. Boletos bancários, contas de consumo… esqueça! Só pela Internet mesmo.

Você que lê esse artigo deve ter recursos financeiros suficientes para usar a Internet. Mas ninguém tem dó da população de baixa renda. Como eles fazem?

– Sábias palavras do amigo Ivan! Equitativos tratamentos para os males sociais…

Meu sábio amigo Ivan Gutierrez me mandou, e concordo e assino embaixo:

Já que colocam fotos de gente morta nos maços de cigarros, por que não colocar também: de gente obesa em pacotes de batata frita, de animais torturados nos cosméticos, de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas e de políticos corruptos nas guias de recolhimento de impostos?

Verdade ou não?

– Mais um da Família Sarney no ministério da Dona Dilma?

Caiu Pedro Novais, aquele Ministro dos Transportes que um dia apresentou contas em festa de motel. Sabiam que ele é aposentado como “fiscal do tesouro”? É justamente ele quem auditava as contas. E, por ironia, mesmo aposentado e fora do Governo por improbidade administrativa, voltará ao Congresso para o 7º Mandato.

Assume no lugar dele Gastão Vieira (PMDB-MA), indicado por Sarney.

Tá braba a coisa…