– Tanto na Europa como na Sulamérica, árbitros erram…

Assisti a Napoli 1 x1 Bayern, com um árbitro português cujo nome não me recordo.

Que lambança!

O zagueiro napolitano Canavarro pula de costas em um lance, e a bola bate na mão dele (e ele está completamente virado para trás, sem intenção nenhuma, deveria mandar seguir o jogo). Típica jogada de bola na mão e não mão na bola. Mas juizão marcou o tiro penal mesmo assim.

Após muita reclamação, o time alemão cobrou, goleiro se adiantou 2 metros (e defendeu o pênalti) e zagueiro da casa invadiu a área na mesma distância. Dupla infração do Napoli, deveria voltar a cobrança.

Voltou?

Que nada. Deveria estar com a consciência pesada. Foi lance nítido. Acho que o próprio árbitro deve ter torcido para errar o chute.

Certamente, ao ver na TV, nosso colega de Portugal vai se arrepender da marcação do lance

Por mais que queiramos enaltecer a Europa, nossos árbitros têm a mesma qualidade dos de lá. Ou somos melhores ainda, pois aqui é muito mais difícil apitar.

– Desde quando os Ministros Afastados agiam?

Esqueçam o vergonhoso caso do Orlando Silva, e pensem na coisa de maneira macro: os pares de Dona Dilma eram, na grande maioria, da gestão Lula.

Será que com a mudança do chefe do executivo eles mudaram o comportamento, ou já trabalhavam dessa maneira corrupta? Os ministros que caíram viraram a casaca ou sempre eram corruptíveis?

Porque Lula nunca viu nada disso?

Pior: tais “faxinas” só acontecem devido as denúncias da Imprensa. A mesma Imprensa que o Governo, discretamente, quer calar aos poucos…

Ops: Não nos esqueçamos do que o ministro Orlando Silva disse ontem:

“Sou parte da história do esporte brasileiro”

Ô. Deve ter marcado muitos gols e ter sido aplaudido por muita gente de bem.

– Um Linguajar Inapropriado pode Ferir sua Equipe?

Questionado se o Corinthians desejava tirar o argentino Montillo da equipe do Cruzeiro, Andrés Sanches, seu ‘educado’ presidente, descartou a contratação dizendo à Rádio Itatiaia:

De merda, meu time está cheio.”

(áudio no YouTube em: http://www.youtube.com/watch?v=IXc1iT3q_hI)

Como é que os jogadores da sua equipe reagem a tal declaração? Intramuros, logicamente não devem ter gostado…

Recordando: no final da festa do Paulistão-2011, Andrés Sanches, questionado, descartou a contratação de Muricy Ramalho em substituição a Tite (que balançava na época) com o mesmo linguajar:

Já tenho um treinador ruim, vou trazer mais uma merda?

(texto no UOL em: http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2011/05/23/andres-nega-trazer-muricy-e-alfineta-tite-ja-tenho-um-treinador-ruim/)

Uma pequena observação: tanto o treinador e os jogadores chamados pelo chulo termo estão na liderança do Brasileirão... irônico ou não?

– Notebooks do Evo!

E os notebooks que Evo Morales entregou à rede pública de ensino boliviana?

Personalizadíssimos! A máquina é da cor preta, com o desenho do Evo na tampa de cima com os dizeres: Revolução Tecnológica na Educação da Bolívia, por Evo Morales.

Gosta de aparecer, não?

– Minha Filhinha aprendeu a Rezar a Ave-Maria!

Para um pai babão, sensacional. Para a mamãe, idem. Nossa filhinha Marina aprendeu a rezar a Ave-Maria!

Só que ela ainda reza cantando. Mas faz a oração direitinho. Agora, estamos explicando o que significa os trechos da oração da Mãezinha do Céu.

Veja só:

Nossa Senhora fica feliz quando vê anjinhos e anjinhas como a Marina mostrando tanto amor na sua inocência!

– A Força da Natureza em Lubbock

Lubbock, no Texas, passou por uma tempestade de vento. Uma imagem me assustou: os ventos levantando um avião da FedEx! Impressionante:

Em: http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/10/18/tempestade-de-poeira-vermelha-deixa-cidade-do-texas-parecida-com-marte.jhtm

– O Depoimento Incrivelmente Falso e Arrogante de Orlando Silva

Sou parte da história do esporte brasileiro

Ministro Orlando Silva, em depoimento a pouco.

Incrível a cara-de-pau do nobre político, né? A grana da propina na garagem deve estar ajudando a entrar na história mesmo…

Putz, fico p. da vida com esses demagogos que acham que todos nós somos trouxas…

Ele deve realmente fazer parte da história. Os atletas devem ser meros coadjuvantes… Treino muito e marcou muito gol esse tal de Orlando (sic).

– Chororô Preventivo ou Alerta Pertinente?

Tite, treinador do Corinthians, foi expulso na última rodada após reclamar (justamente) de um pênalti mal marcado. E pediu “atenção à arbitragem nas últimas rodadas”.

Wanderley Luxemburgo, também na última rodada, reclamou da arbitragem após a expulsão (correta) de Ronaldinho Gaúcho, alegando que falta à arbitragem “bom senso para certas decisões”.

Ambos venceram suas partidas, e ambos reclamaram.

E para você: nesta reta final do Campeonato Brasileiro, os treinadores estão superdimensionando a questão da arbitragem, com alertas importantes à questão, ou é apenas chiadeira preventiva?

– Deputado quer Obrigar Postos de Gasolina a inserir Placas de Consumidores

Mais uma lei estapafúrdia: o deputado Márcio Marinho propõe que os consumidores tenham que fornecer as placas de seus veículos aos frentistas quando abastecerem, a fim de colaborar contra a sonegação, cruzando dados do posto e do carro.

Falta do que fazer?

Extraído de: Revista Eletrônica Posto Hoje, Ed 17/10/2011

POSTOS DE GASOLINA PODERÃO TER QUE INCLUIR PLACA DO VEÍCULO EM CUPOM FISCAL

Os postos de combustíveis poderão ter que incluir placa do veículo na nota fiscal de venda de combustível. A inclusão dever ser feita em todos os cupons e notas fiscais, mesmo que o cliente não tenha solicitado. Segundo a Agência Câmara, a determinação é do projeto de lei 1258/11, do deputado Márcio Marinho (PRB-BA), que será analisado pela Câmara. A proposta é idêntica ao PL 5256/09, do ex-deputado Roberto Alves, que foi arquivada no fim da legislatura passada, pelo fato de sua tramitação não ter sido concluída. De acordo com Marinho, a medida tem dois objetivos: dar à Receita Federal mais um instrumento de controle do comércio varejista de combustível e fornecer aos consumidores a garantia de reconhecimento de seus abastecimentos, caso o combustível adquirido seja adulterado. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Minas e Energia, Finanças e Tributação, Constituição e Justiça e de Cidadania.

– Wikinomia

Li uma entrevista de Don Tapcost numa edição antiga da Revista Veja (Ed 2212, Páginas Amarelas). Ele é um consultor em Economia e Tecnologia e abordou um tema interessante: a Wikinomia.

O que seria isso?

Seria a Economia Colaborativa, termo usado para falar no aprendizado e na colaboração de compartilhamento de conhecimentos de diversos setores da sociedade no mundo corporativo. Com o advento das redes sociais, há muita interação e comunicação; as pessoas aprendem mais e difundem seus conhecimentos, muitas vezes gratuitamente.

Quer um exemplo prático? Se você acabou de aprender algo novo neste post ou em qualquer outro assunto do blog e compartilhou com alguém, acaba de ser uma agente wikinômico. E como li sobre esse assunto e escrevi, também eu me tornei um ator da wikinomia.

Inteligência e comunicação são coisas fantásticas, não?

Segundo Tapcost, a sociedade tende a ser cada vez mais wikinômica. E você, concorda com isso? Deixe seu comentário:

– O que Motiva / Desmotiva nas Empresas

Na noite de ontem, em debate com os alunos sobre as idéias behavioristas na Administração de Empresas, questionamos os mesmos o seguinte:

1) O que mais lhe motiva em seu trabalho?

2) O que mais lhe desmotiva em seu trabalho?

Ironicamente, a resposta foi a mesma, na maioria, para as duas questões: o SALÁRIO.

Para quem respondeu que o salário motiva, alegou que é pelo dinheiro que se mantém na empresa, sendo o ambiente de trabalho e a tarefa em si desmotivadores.

Já para quem respondeu que o salário desmotiva, alegou que para não ficar parado se submete a tal remuneração; se pudesse, trocaria de emprego.

Outros alunos elogiaram ou criticaram o relacionamento com os colegas/chefia, clima organizacional e status do cargo. Porém, uma resposta me chamou a atenção:

O que em motiva é poder ver o que aprendo na faculdade, e é justamente isso que me desmotiva, pois minha empresa faz tudo ao contrário do que estudo com meus professores”.

Laboratório de trabalho ao pé-da-letra…

– Arcebispos de São Paulo e Aparecida/SP estimulam Fiéis a Protestar contra a Corrupção

Por Reinaldo Oliveira

Manifestações contra as crises que assolam os países estão acontecendo no mundo todo. E como ferramenta em apoio para estas manifestações as redes sociais como o faceboock, twitter e outros, utilizados em sua esmagadora maioria por jovens, têm destacada atuação. As últimas grandes transformações em países do Oriente Médio, da Europa, da Ásia, Américas Central e Latina, estão acontecendo apoiadas nestas ferramentas virtuais. No Brasil, em todos os Estados grupos das mais diferentes ideologias têm se manifestado contra a endêmica onda de corrupção que está acontecendo com assustador aumento, em todos os escalões, sem que a população tenha o entendimento de que os culpados estão sendo punidos. Entidades como o Movimento Contra a Corrupção Eleitoral (MCCE), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras a nível nacional, estadual e municipal, também têm se manifestado, bem como vêm emitindo mensagens de conscientização para a cidadania. Por este motivo, no dia 12 de outubro, feriado nacional em comemoração à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, além dos grupos que de forma organizada realizaram protestos contra a corrupção, também os arcebispos dom Odilo Pedro Scherer – de São Paulo e dom Raymundo Damasceno – cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, levaram mensagens de conscientização aos fiéis que participaram das celebrações. Celebrando na Igreja de São Luiz Gonzaga, em Pirituba – zona norte de São Paulo, dom Odilo, durante o sermão, elogiou os protestos e disse: “Quando não somos mais capazes de reagir e nos indignar diante da corrupção, é porque nosso senso ético também ficou corrompido. Quando o povo começa a se manifestar, a coisa melhora. É isto que precisa acontecer”. Em Aparecida/SP, em entrevista após a missa, dom Raymundo afirmou que a CNBB defende os atos de protesto contra a corrupção: “Sabemos de manifestações organizadas por redes sociais e defendemos que a população deve acompanhar os nossos homens públicos, sejam do Executivo ou do Legislativo. Quando há denúncias de corrupção, que se investigue se há responsáveis ou não”. Que assim seja. Amém. (Com informações da Folha de São Paulo – edição de 13 de outubro

– Análise da Arbitragem do Trio de Ferro na Última Rodada do Brasileirão

Vamos começar pela partida Palmeiras X Fluminense, apitada pelo aspirante à FIFA de Alagoas, Francisco Carlos Nascimento.

“Chicão”, como é conhecido, tem ótima estatura, boa postura, velocidade excepcional, mas… tecnicamente, precisa evoluir. Dias atrás, fez uma das maiores lambanças do ano na partida Atlético Mineiro X Ceará. Mas sempre está escalado, sua bolinha é incrível.

Ontem, observei que, quando tem dúvidas, prefere marcar a falta. Deco, por exemplo, divide uma bola e cai. Não foi nada, mas ele deu falta. Outro lance idêntico em dúvida com Fred. E assim vai.

O lance capital foi o pênalti de Martinuccio em Luan. Não foi nada, o palmeirense cavou e ele entrou.

Muitos sites de arbitragem crêem que Chicão de Alagoas é o ‘bola da vez’ para integrar o quadro da FIFA, devido a necessidade de dar um escudo politicamente ao Nordeste. Acredito neles. Entretanto, nada contra o Nordeste mas tudo a favor da competência. Se os 10 melhores árbitros brasileiros forem do Maranhão, que assim seja. Se metade for paulista e metade gaúcha, ok. O que não pode é fazer política. Chicão precisa comer muito arroz e feijão para ser comparado tecnicamente à Seneme ou Paulo César de Oliveira, entre outros.

Agora, Atlético Goianiense X São Paulo, apitada pelo FIFA Sandro Meira Ricci-DF.

Boa atuação no jogo em geral, exceto em um único lance: o pênalti de Xandão por suposta mão na bola (já descarto a polêmica do gol anulado por impedimento, pois o lance é dificílimo, só com TV e olha lá, depois de vários replays).

Xandão, zagueiro sãopaulino, todo estabanado, tenta desviar da bola e se atrapalha com o movimento do próprio corpo, batendo a mão na bola de cima para baixo. Claramente não quis tocá-la para dominá-la, ele abaixou a mão errando o tempo da bola para que ela não batesse nela, e acabou virando um tapa na própria bola.

Alguém poderia questionar: mas não é imprudência do jogador? E imprudência não é pênalti?

Sim, é imprudência, mas nos lances de mão se avalia exclusivamente INTENÇÃO. Lance bisonho, mas não é pênalti.

Chegamos ao mais polêmico: Cruzeiro X Corinthians, apitado pelo aspirante da FIFA, Pablo dos Santos Alves, carioca mas locado na federação capixaba.

Uma observação é importante: mesmo já tendo jogado neste ano contra o Corinthians, o Cruzeiro insiste em relembrar todo jogo como revanche, devido as reclamações de 2010. Bobagem eternizar tal pendenga, o time entra pilhado e nervoso à toa, atrapalhando seu futebol.

Ontem, na Arena do Jacaré, muitas faltas bobas. E, cauteloso, Pablo preferiu o excesso de prudência e amarrou o jogo apitando tudo: das faltas reais, fortes ou leves, passando pelas cavadas e pelas simulações. Entrou no clima das equipes, que preferiam a forte marcação e o jogo picado.

No lance mais significativo, errou ao marcar pênalti ao Cruzeiro, em jogada que envolveu Edenilson e Élber. Ali foi disputa leal, não faltosa. Apesar da bola não entrar, sobrou para Tite, que pressionando o árbitro com suas reclamações pelo lance, acabou expulso. Vale registrar: Tite não foi expulso por xingamentos, mas por contrariar insistentemente a marcação do árbitro. Ok, Tite tinha razão, mas não pode se comportar dessa forma no banco. Imagine se o treinador fosse o Luxemburgo? Aliás, como Luxa está judiando da arbitragem nesse Brasileirão…

No final da partida, Wellington Paulista poderia ter evitado o pisão no goleiro Júlio César. Para mim, houve intenção, maldade e deveria ser expulso. Errou o árbitro.

Nos 3 jogos do trio de ferro, 3 pênaltis mal marcados. Entretanto, a arbitragem não foi decisiva nas 3 partidas.

A cada rodada, vão sobrando menos árbitros para as escalas. Isso é ruim…

– Novas Graduações nas Faculdades

Administração e Direito são os cursos universitários mais oferecidos no mercado.

Entretanto, na segunda década do século XXI, surgem novas oportunidades, como cursos de Graduação em Biodiversidade e Energia Renováveis.

Extraído de: OESP, 11/04/2011, pg 12C

NOVAS GRADUAÇÕES SOB MEDIDA PARA O MERCADO

Por Ocimara Balmante 

Tradicionais nos catálogos das universidades, os cursos de Direito e de Administração têm ganhado, ano a ano, companheiros bem inusitados. Primeiro vieram os cursos de graduação tecnológica, com um cardápio que incluía de Quiropraxia a Irrigação. Nos últimos anos, começam a figurar os bacharelados não convencionais. A Universidade Federal da Bahia (UFBA), por exemplo, oferece o bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidades. Na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEM), o vestibulando pode optar pelo curso de Ciência e Tecnologia de Laticínios.

Os bacharelados buscam atender a novas demandas do mercado – principalmente em áreas como biodiversidade e energias renováveis – com currículos que obedecem à peculiaridades regionais, como é o caso do curso de Agroecologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que teve a primeira aula no mês passado em Belém.

“Na Região Norte, o engenheiro chega para fazer o inventário florestal e a população pergunta como faz para resolver o problema de um animal”, diz João Ricardo Vasconcellos Gama, diretor do Instituto de Biodiversidade e Florestas. “Por isso, criamos um curso que mescla temas como agronomia e zootecnia. O profissional sai especializado em agricultura familiar.”

Para garantir a empregabilidade dos egressos, o projeto pedagógico foi submetido à consulta pública, da qual participaram ONGs, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), fazendeiros e industriais.

Energia renovável. No outro extremo do País, de olho nos parques eólicos que estão sendo construídos nas redondezas, a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) criou o curso de Engenharia de Energias Renováveis e Ambiente, no câmpus de Bagé (RS). “Tivemos uma explosão dessa área aqui na região, criamos o curso e agora já há outras universidades pedindo para usar o nosso currículo e até o nosso nome”, diz a coordenadora do curso, Cristine Schwanke.

O objetivo é que o engenheiro saia com competência para atuar da geração à gestão da energia. “Hoje, as empresas contratam empresas onde cada um faz um pouco. O nosso profissional vai desempenhar o trabalho sozinho.”

Motivado por esse mercado sustentável, João Marcos Druzian, de 21anos, decidiu estudar Engenharia Mecânica: Energias Renováveis e Tecnologia Não Poluente. É aluno da primeira turma do curso na Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo. Começou no ano passado, impulsionado pelo Erbanol, o carro projetado pelo Núcleo de Estudos em Produção mais Limpa que roda 140 km com um litro de etanol. “As empresas estão investindo em novas tecnologias. Optei por um mercado promissor.”

Faltam interessados. Na hora de lançar um novo curso, no entanto, não basta avaliar o mercado e desenhar um bom currículo. É preciso encontrar quem esteja disposto a se embrenhar na nova área, principalmente quando ela foge totalmente do convencional. Apesar de gratuito, o bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidades da UFBA, oferecido há três anos, ainda não consegue preencher as 50 vagas oferecidas anualmente.

“Estamos pagando um preço pelo pioneirismo. As pessoas ainda acham que gênero é uma coisa muito específica”, afirma Márcia Macedo, coordenadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher.

O currículo do bacharelado inclui temas como feminismo, etnia, relações de poder e orientação sexual. A sala de aula reúne, entre outros, advogados, assistentes sociais, sindicalistas e militantes do movimentos negro. “A diversidade não está só no nome do curso. Precisamos ocupar nosso espaço”, diz Márcia.

Em São Paulo, a Universidade Cruzeiro do Sul não conseguiu alunos suficientes para viabilizar o bacharelado em Bioinformática, oferecido no vestibular do início do ano e com a descrição ainda no ar no site da instituição. “Queremos acompanhar as tendências do mercado, mas os alunos brasileiros ainda preferem uma carreira mais tradicional”, afirma Luiz Henrique Amaral, pró-reitor de graduação.

Para aumentar o número de interessados no processo seletivo do meio do ano, a estratégia da instituição é dar prioridade à divulgação em anúncios e propagandas. “Acreditamos no curso. Só precisamos explicar melhor, porque pouco se sabe sobre o assunto. É uma profissão do futuro”, completa Amaral.

Foco. Apesar de as universidades terem autonomia para oferecer novos cursos, em alguns casos falta bom senso, pondera o consultor Carlos Monteiro, da CM consultoria em Educação.

O principal erro, segundo ele, está na modalidade de graduação. “Equivocadamente, ainda somos o País dos bacharéis. Sempre fazemos o curso ficar maior do que precisa sem pensar que, em muitos dos casos, o melhor seria oferecer a graduação tecnológica, mais curta e focada.”

A escolha errada traz consequências sérias: o bacharelado pode não sobreviver a mais de uma turma ou registrar altos índice de evasão.

PRESTE ATENÇÃO

1. Escolha. Antes de se matricular em um curso novo, informe-se sobre o mercado de trabalho.

2. Análise. Veja se currículo e formação dos docentes são coerentes com o curso.

3. Parcerias. Ganha pontos a instituição que tiver convênios estabelecidos.

4. Coerência. Confira se não é um curso tradicional travestido de outro nome.

– Charge do Ministro Comunista

Leitores da Folha de São Paulo de hoje têm o prazer de ver uma das charges mais inspiradas dos últimos tempos: Bandeira com Símbolo Comunista e Ministro Orlando Silva. Abaixo, a legenda: Foice, Martelo e Picareta.

Sensacional e Verdadeiro.

– Fórmula Indy e Dan Wheldon: o valor de uma vida orlado em 2,5 mi de dólares

O piloto inglês Dan Wheldon não correria em Las Vegas ontem, pela Fórmula Indy. Motivado por uma premiação-desafio de 2,5 milhões de dólares, topou participar. E, infelizmente, se envolveu no assustador acidente envolvendo 15 pilotos e que o levou a morte.

Certas situações são ditas como fatalidade. Mas será que esses carros velozes estão equipados de maneira segura DE VERDADE?Para quem não viu o pavoroso acidente, clique aqui: http://espn.estadao.com.br/indy/noticia/220919_VIDEO+DAN+WHELDON+MORRE+APOS+ACIDENTE+INCRIVEL+DE+15+CARROS+NA+INDY

– E o Consumismo Desenfreado, a Desesperança e o Materialismo?

Rápida mensagem para esse domingo: a necessidade de valorizar as coisas que realmente importam! – Uma meditação à Luz da liturgia dominical.

Hoje, somos convidados a confiar em Deus e ter fé nas coisas que valem a pena. Isaías, por exemplo, mostra na 1ª leitura o povo hebreu conseguindo libertação a partir de situações inesperadas, mostrando que devemos confiar em Deus, pois, afinal, é Ele quem providência mesmo na imprevisibilidade.

Na 2ª Leitura, numa carta de Paulo ao povoado de Tessalônica, a mensagem é clara: felicidade, paz e bem a um povo que aprendeu a viver na prática da caridade e confiante na Providência Divina.

Por fim, no Evangelho de Mateus, o famoso: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, quando pessoas interesseiras queriam testar Cristo.

Fica a reflexão: confiamos, temos fé, nos esperançamos em Deus ou em coisas passageiras?

Nos preocupamos com os verdadeiros valores, sentimentos e ações que farão o mundo melhor, ou nos preocupamos com a vaidade, luxúria, consumismo e sofremos coma desesperança de um mundo materialista?

Pense nisso.

– Descanso?

Neca de Pitibiriba. Dia de trabalho. Sem previsão para horário de descanso.

É o custo-Brasil.

Se eu não pagasse tanto imposto, poderia contratar alguém para o meu lugar e geraria mais emprego, ao invés de fomentar recursos para políticos desviarem…

Isso é Brasil. A propósito, começou o horário de verão. Para quem acorda por volta das 3:00h como eu, é DETESTÁVEL o horário novo. Paciência.

Já fui correr (ouvindo o GP da Coréia do Sul – como é difícil torcer para os brazucas), estou colocando pendências aqui no Auto Posto Harmonia em dia, e, se Deus quiser e ele há de permitir, a tarde´só quero saber de curtir a família!

E dá-lhe chuva…

 

– Árbitro pode Processar por Calúnia? Aplausos para Simon e Vaias para Ricci…

Para quem gosta de superstição e polêmica, a próxima rodada deste Brasileirão será a ideal!

Palmeiras X Fluminense e Cruzeiro X Corinthians jogarão no domingo. Não dá para não lembrar de Fluminense X Palmeiras (2009) e Corinthians X Cruzeiro (2010). 

Em 2009, no Maracanã, Simon apitou FLU X PAL, e a equipe paulista chiou, reclamou do lance polêmico que envolveu Obina, e Luís Gonzaga Beluzzo, presidente na época, chamou Carlos Eugênio Simon de “safado, ladrão”, além de ameaçá-lo em entrevista de agressão.

Simon estava prestes a embarcar ao Mundial de Clubes da FIFA 2009 e escolhido para o Mundial de Seleções 2010. Curiosamente, Toninho Cecílio, diretor da equipe, rasgou elogios pré-jogo, falando sobre as virtudes de Simon e a confiança numa boa arbitragem.

Simon, corretamente, processou o dirigente palmeirense.

Em 2010, no Pacaembu, um pênalti polêmico sobre Ronaldo foi determinante para que Sandro Meira Ricci fosse escolhido como o culpado pelo resultado negativo do Cruzeiro. Lance que primeiramente poderia ser duvidoso, mas que pela exaustão na TV se percebia o acerto do árbitro e infantilidade do zagueiro, mas que não foi considerado por Zezé Perrela.

O presidente cruzeirense usou um leque grande de adjetivos pejorativos ao árbitro e para Sérgio Correa da Silva, presidente da CA-CBF. Para todos ouvirem, disse que havia esquema de manipulação e favorecimento ao Corinthians, ligando isso a Ricci e a Sérgio Correa.

Ricci, infelizmente, deixou barato. Correa não se manifestou. 

Aí fica a questão: Me lembro de Cláudio Vinícius Cerdeira processando Luxemburgo pelos irresponsáveis chororôs e infundadas reclamações. Exemplar. Simon também agiu. Fizeram com que os envolvidos provassem o que disseram, e como não era possível, tiveram que assumir a responsabilidade das falsas acusações.

Por quê os caluniados do jogo do Pacaembu aceitaram tudo passivamente?

Como é que alguém que é ofendido, estando certo, não reage? Princípio cristão à flor da pele em oferecer a outra face, tão defendido por São Francisco de Assis? Medo de represálias? Preocupação em perder escalas? Indisposição em entrar em relacionamentos políticos?

Enfim… qual a causa? Espero (e creio) que não seja a questão de “quem cala, consente”. 

Boa sorte aos árbitros na próxima escala. 

Quase esqueci: Ceará X Flamengo jogarão no Presidente Vargas. Há três rodadas, a equipe cearense reclamou da péssima arbitragem de Francisco Carlos do Nascimento, questionando pênalti contra sua equipe e as expulsões de 2 jogadores. E não é que na penúltima rodada, em casa, o Ceará viu seu adversário ter também 2 adversários expulsos e ainda assim não ganhou?

Para os dirigentes cearenses, sua equipe é a mais prejudicada do torneio. Já o Flamengo, pelos erros na última rodada, é aclamado pelos seus adversários como o mais beneficiado. Todo mundo tem uma certa razão… Qualquer erro certamente terá repercussão…

– Árbitro pode Processar por Calúnia? Aplausos para Simon e Vaias para Ricci…

Para quem gosta de superstição e polêmica, a próxima rodada deste Brasileirão será a ideal!

 

Palmeiras X Fluminense e Cruzeiro X Corinthians jogarão no domingo. Não dá para não lembrar de Fluminense X Palmeiras (2009) e Corinthians X Cruzeiro (2010).

 

Em 2009, no Maracanã, Simon apitou FLU X PAL, e a equipe paulista chiou, reclamou do lance polêmico que envolveu Obina, e Luís Gonzaga Beluzzo, presidente na época, chamou Carlos Eugênio Simon de “safado, ladrão”, além de ameaçá-lo em entrevista de agressão.

Simon estava prestes a embarcar ao Mundial de Clubes da FIFA 2009 e escolhido para o Mundial de Seleções 2010. Curiosamente, Toninho Cecílio, diretor da equipe, rasgou elogios pré-jogo, falando sobre as virtudes de Simon e a confiança numa boa arbitragem.

Simon, corretamente, processou o dirigente palmeirense.

 

Em 2010, no Pacaembu, um pênalti polêmico sobre Ronaldo foi determinante para que Sandro Meira Ricci fosse escolhido como o culpado pelo resultado negativo do Cruzeiro. Lance que primeiramente poderia ser duvidoso, mas que pela exaustão na TV se percebia o acerto do árbitro e infantilidade do zagueiro, mas que não foi considerado por Zezé Perrela.

O presidente cruzeirense usou um leque grande de adjetivos pejorativos ao árbitro e para Sérgio Correa da Silva, presidente da CA-CBF. Para todos ouvirem, disse que havia esquema de manipulação e favorecimento ao Corinthians, ligando isso a Ricci e a Sérgio Correa.

Ricci, infelizmente, deixou barato. Correa não se manifestou.

 

Aí fica a questão: Me lembro de Cláudio Vinícius Cerdeira processando Luxemburgo pelos irresponsáveis chororôs e infundadas reclamações. Exemplar. Simon também agiu. Fizeram com que os envolvidos provassem o que disseram, e como não era possível, tiveram que assumir a responsabilidade das falsas acusações.

 

Por quê os caluniados do jogo do Pacaembu aceitaram tudo passivamente?

Como é que alguém que é ofendido, estando certo, não reage? Princípio cristão à flor da pele em oferecer a outra face, tão defendido por São Francisco de Assis? Medo de represálias? Preocupação em perder escalas? Indisposição em entrar em relacionamentos políticos?

 

Enfim… qual a causa? Espero (e creio) que não seja a questão de “quem cala, consente”.

 

Boa sorte aos árbitros na próxima escala.

 

Quase esqueci: Ceará X Flamengo jogarão no Presidente Vargas. Há três rodadas, a equipe cearense reclamou da péssima arbitragem de Francisco Carlos do Nascimento, questionando pênalti contra sua equipe e as expulsões de 2 jogadores. E não é que na penúltima rodada, em casa, o Ceará viu seu adversário ter também 2 adversários expulsos e ainda assim não ganhou?

Para os dirigentes cearenses, sua equipe é a mais prejudicada do torneio. Já o Flamengo, pelos erros na última rodada, é aclamado pelos seus adversários como o mais beneficiado. Todo mundo tem uma certa razão… Qualquer erro certamente terá repercussão…

– Juventude Ativa acampa no Centro de Jundiaí

Por Reinaldo Oliveira

No dia 15 de outubro, mesmo com o tempo chuvoso na região, porém; quando em mais de 45 países dos cinco continentes, jovens ocuparam as praças, num gesto de indignação com as crises que assolam cada país, também em Jundiaí o coletivo Juventude Ativa, composto por militantes do Voto Consciente, Bicicletada Jundiaí, Fé e Política, Movimento Palmarino, Frente de Defesa da APA Jundiaí, DCE Anchieta, UMES-J, JuSOL, JuPT e outros movimentos sociais, fizeram manifestação de indignação pelas ruas centrais. A concentração inicial foi na praça da matriz e, após breve reunião, munidos de faixas, cartazes e megafone para mobilização, eles seguiram pelo calçadão da Rua Barão, onde montaram o acampamento em frente a Casa da Cultura. Ali por mais de duas horas enquanto os manifestantes interagiam com o público, falando da importância da manifestação e entregando panfletos explicativos, e falas indignadas  sobre melhorias em vários setores do município, rolava um sarau lítero-musical, que chamou a atenção do grande número de pessoas que passaram pelo local. Por volta da 11h30, mesmo com chuva forte, levando a barraca do acampamento montada o coletivo seguiu pelas ruas centrais, até a Praça Rui Barbosa, local de concentração de usuários do transporte coletivo. Dali retornaram para a frente da Casa da Cultura, onde aconteceram novas falas sobre melhorias para a cultura, educação, moradia, mobilidade urbana, continuação do sarau e, no encerramento foi assumido o compromisso de, em breve,  novas manifestações em datas a ser programadas.

– Dia de Santa Teresa D’Ávila: o dia de quem procura Paciência!

Hoje é dia de Santa Teresa, grandiosa religiosa que nos deixou a bela oração:

“Nada te perturbe.

Nada te espante.

Tudo passa.

A paciência tudo alcança.

Nada me perturbe.

Nada me espante.

A quem tem Deus nada falta.

Só Deus basta.”

(Extraído de: http://www.catequisar.com.br/texto/oracao/santos/45.htm)

Abaixo, história de vida de Santa Teresa D’Ávila

FRASES DE SANTA TERESA D’ÁVILA

Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandones nem as boas obras de oração…

Santa Teresa de Jesus nasceu em Ávila, na Espanha. Mulher de grande inteligência e sabedoria, foi proclamada Doutora da Igreja em 1970 pelo papa Paulo VI, como Mestra de espiritualidade.

Realizou uma grande reforma no Carmelo e fundou outros, inclusive dois de frades. Escreveu obras famosas e de grande valor espiritual como “Caminho de perfeição”, “Moradas ou Castelo Interior” e “Livro da vida”. Além de ser a autora do poema “Nada te perturbe”.

Confira um pouco de seu pensamento expresso em frases:

“Quem ama, faz sempre comunidade; não fica nunca sozinho”

“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”

“Falais muito bem com outras pessoas, por que vos faltariam palavras para falar com Deus?”

“A amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”

“Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandones nem as boas obras de oração, nem a penitência a que estás habituada. Antes, intensifica-as. E verás com que prontidão o Senhor te sustentará”

“Quem não deixa de caminhar, mesmo que tarde, afinal chega. Para mim, perder o caminho é abandonar a Oração”

“O Senhor não olha tanto a grandeza das nossas obras. Olha mais o amor com que são feitas”

“O verdadeiro humilde sempre duvida das próprias virtudes e considera mais seguras as que vê no próximo”

“Humildade é a verdade”

“Espera um pouco, filha, e verás grandes coisas”

“Vocês pensam que Deus não fala porque não se ouve a Sua voz? Quando é o coração que reza Ele responde”

“O Senhor sempre dá oportunidade para oração quando a queremos ter”

“Falte-me tudo, Senhor meu, mas se vós não me desamparardes, não faltarei eu a vós”

“Quem vos ama de verdade, Bem meu, vai seguro por um amplo caminho real, longe do despenhadeiro, estrada na qual, ao primeiro tropeço, Vós, Senhor, dais a mão; não se perde, por alguma queda, nem mesmo por muitas, quem tiver amor a Vós, e não às coisas do mundo”

“Se tiver humildade, não tenha receio, o Senhor não permitirá que se engane nem engane os outros”

“Uma prova de que Deus esteja conosco não é o fato de que não venhamos a cair, mas que nos levantemos depois de cada queda”

“Se não dermos ouvidos ao Senhor quando Ele nos chama, pode acontecer que não consigamos encontrá-lo quando o quisermos”

“São felizes as vidas que se consumirem no serviço da Igreja”

“Basta uma graça dessas para transformar uma alma por inteiro”

“Não me parecia que eu conhecesse a minha alma, tão transformada eu a via”

“0 olhar de Deus é amar e conceder graças”

“Eu quero ver a Deus e para isso é necessário morrer. Não morro, mas entro na vida”

(Extraído de: http://www.cancaonova.com.br/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=4257)

– Orlando Silva é denunciado. Ué, seria Surpresa?

Um dito antigo:

Diga-me com quem andas, que direi quem tu és

Orlando Silva é denunicado pela Revista Veja que chega hoje às bancas. Segundo a publicação, ele teria recebido propina até mesmo na garagem do Ministério! Fala-se ainda de um esquema de lavagem de dinheiro do PC do B com aval do Ministro dos Esportes.

Mas, cá entre nós: quem tem afinidade com Ricardo Teixeira, Nuzman, Marco Polo Del Nero e Andrés Sanches, poderia-se esperar algo diferente?

Não vejo nenhuma Madre Teresa de calcutá andando com essa turma…

E ele é o homem do poder público que cuidará da Copa-14 e Olimpíadas-16. Tenha dó!

– O Lixo Gringo em terras Tupiniquins

Vez ou outra vemos notícias de que containers chegam do hemisfério norte trazendo lixo ao Brasil. É, isso mesmo: lixo.

O problema é que eles não vencem reciclar tanto lixo e não há espaço. Então, muitas vezes, aproveitadores abandonam aqui cargas gigantescas para serem descartadas, bem como em outros países no 3º mundo.

Muito bem: dias atrás, os jornais trouxeram uma matéria que em Pernambuco havia chegado container com lixo hospitalar! E não é que a Folha de São Paulo, Ed 15/10/2011, na matéria de Fábio Guibi, descobriu que esse mesmo lixo está sendo revendido aqui?

Que loucura! Lençóis manchados de sangue são “reaproveitados” por comerciantes picaretas e revendidos por aqui!

Imagine quanta contaminação… Isso é enganar ao extremo o pobre do consumidor desinformado.

Abaixo, matéria do Terra Notícias (http://is.gd/M4qpf1)

LENÇOL DE LIXO HOSPITALAR É VENDIDO EM PERNAMBUCO

Lençóis classificados como lixo hospitalar, procedente dos Estados Unidos, são vendidos por quilo em loja na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, a 205 km de Recife, em Pernambuco, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. Nesta semana, a Receita Federal apreendeu dois contêineres com 23,3 t cada de lixo hospitalar trazido irregularmente dos Estados Unidos por uma empresa têxtil pernambucana.

Funcionários da loja que venderam o material nessa sexta-feira alegaram problemas no sistema para não fornecer nota fiscal ou recibo pela compra dos lençóis. Segundo a reportagem da Folha, a loja foi fechada após a aquisição, e não voltou a abrir durante o dia. A Receita afirmou que visitará a cidade, mas não especificou a data.

– Feliz Dia dos Professores!

A Educação, que é tão importante para a sociedade, é pouco valorizada nesse país. Pior: um dos principais instrumentos para levá-la às pessoas – o professor – é o mais esquecido dessa cadeia educacional…

Mas não é dia de lamentação. É dia de alegria e reflexão. Feliz ‘nosso dia’ assim mesmo!

Ser Professor não é só educar: é levar a cidadania; trazer a esperança; incentivar; fazer pensar; ajudar e ter fé.

Em suma, ser professor não é ofício; é vocação! Exige disposição, prazer, amor e dedicação.

Retorno?

O retorno é garantido: mentes brilhantes que você ajudou a formar. Sim, apenas ajudou, pois o esforço verdadeiro é do aluno.

– Ética e Moral do Árbitro, publicação no “Voz do Apito”

Compartilho com os amigos a minha coluna no site “Voz do Apito”: a Ética e a Moral do Árbitro de Futebol, em: http://www.vozdoapito.com.br/coluna_porcari.php

Assunto pertinente em nossos dias… Visite e prestigie!

– FIFA não pagará Impostos nos Combustíveis. Também quero!

Coisas inadmissíveis num país que deveria ao menos demonstrar honestidade com o dinheiro público: a isenção plena para a FIFA durante o período da Copa do Mundo de 2014 e Copa das Confederações 2013 concedida ontem!

O grande absurdo: se amanhã um dirigente da FIFA, qualquer um dos senhores privilegiados financeiramente, quiser vir aqui ver como estão as obras, já gozarão pessoalmente dos benefícios do decreto assinado pela presidente Dilma.

Um exemplo: qualquer elemento da FIFA (e inclua-se Ricardo Teixeira, presidente da CBF), poderá abastecer seu carro sem pagar impostos! E, como milito nessa área, sei que os combustíveis poderiam custar A METADE DO PREÇO, caso não tivéssemos tantos tributos.

Por quê justamente eles que tem tanto dinheiro recebem esse benefício, e a população em geral, não o tem?

Quer saber a duração do golpe? Ele vale até dezembro de 2015! Ué, se a Copa acabará em Julho de 2014, por que a FIFA, CBF e seus parceiros receberão benefícios por mais 1 ano e 5 meses?

Extraído de: http://rdplanalto.com/copa-2014-governo-federal-isenta-fifa-de-impostos/

GOVERNO FEDERAL ISENTA FIFA DE IMPOSTOS PARA A COPA

Um decreto publicado nesta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff no Diário Oficial da União concede à Fifa isenção total de impostos federais para bens e serviços relacionados à Copa das Confederações de 2013 e à Copa do Mundo de 2014.

Os dirigentes ficam livres, inclusive, da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), cobrada na importação e comercialização de combustíveis. A desoneração vale desde 1º de janeiro deste ano e se estende até 31 de dezembro de 2015 e, da forma geral como a regra foi escrita, permite, por exemplo, isenção de impostos durante visitas de representantes da Fifa ao Brasil para encontros com Dilma ou vistoria do andamento das obras.

A isenção abrange de alimentos a material de escritório, Já os bens duráveis que ficarem no País após junho de 2016 precisarão ser doados a entidades beneficentes ou à União para escapar do imposto retroativo. Segundo o coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, a desoneração era uma “condição” para a realização dos eventos esportivos no País.

Tais concessões são comuns em eventos da Fifa, lembra Mombelli, mas o volume de desoneração depende da negociação de cada país com a entidade. A Receita prestará contas da desoneração em janeiro de 2016.

– Caminhada Ecológica no Dia Mundial das Missões

Por Reinaldo Oliveira

No dia 23 de outubro é comemorado o Dia Mundial das Missões, que neste ano tem como tema: “Missão e Ecologia”. Por conta disso, a Pastoral da Infância e Adolescência Missionária (IAM), da Paróquia Nova Jerusalém, programou uma Caminhada Ecológica no Parque da Cidade em Jundiaí. O evento tem início às 10h, é aberto à participação do público e de acordo com informações do coordenador – Pedro Abel Luiz da Silva, a caminhada faz parte do projeto de educação ambiental voltado para as crianças e jovens da IAM e da catequese. Neste ano os participantes da IAM e da catequese já realizaram atividades educacionais de plantio de 150 mudas de árvores em uma área de reflorestamento e receberam a visita do ECOBUS – projeto educacional sobre meio ambiente da prefeitura de Jundiaí. Pedro informou que a IAM foi criada em 1843 por um bispo francês – dom Carlos Augusto de Forbin Janson. Atualmente está presente em 110 países, e tem como fundamento a oração, o sacrifício e gestos de solidariedade concreta: assim os participantes tornam-se evangelizadores dos seus irmãos.

– DuPont: a Empresa Exemplo em Inovação e Empreendedorismo na Química

A DUPONT, empresa que detém o pioneirismo em algumas tecnologias, como o Teflon, a Lycra e o Nylon, lança desde 1802 uma patente a cada 2 dias! Possui 8.500 cientistas, dos químicos a outros profissionais, todos empenhados em INOVAR!

Impressionante.

Extraído de: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI185225-16642-1,00-A+REINVENCAO+DA+POLVORA.html

A REINVENÇÃO DA PÓLVORA

A profissão mais gratificante na pacata Wilmington é a de professor de ciências. Cada experiência científica em sala de aula é acompanhada com grande entusiasmo pelos alunos, ávidos por entender, detalhadamente, como aquilo tudo funciona. Os professores ensinam um novo conteúdo e, ao final da explicação, uma enxurrada de mãos se levanta, querendo saber mais. No geral, os alunos de Wilmington não estão interessados em ter profissões corriqueiras – eles falam em ser engenheiros genéticos, pesquisar a natureza dos polímeros ou dedicar-se à nanometria. É por isso que a menina Natasha Patnaik, de 8 anos, destoou do grupo quando comentou na escola sobre seu sonho em trabalhar com golfinhos. Humm… O que poderia se tornar? Poucos dias depois, ela apareceu dizendo que iria estudar engenharia marítima. Esperta, a Natasha.

Um olhar atento à demografia de Wilmington ajuda a entender o motivo da fixação das crianças por ciências. Com apenas 72 mil habitantes e distante 200 quilômetros de Nova York, a maior cidade do estado de Delaware é cravejada de cientistas. Cerca de 30% das famílias têm pelo menos um pesquisador em casa. Nesta cidade, onde o passatempo de domingo é ir a um shopping, existem laboratórios que formam e atraem cientistas com bons salários e incentivos para seguir uma promissora carreira de pesquisador. Eles mudam-se para Wilmington com o objetivo de trabalhar na sede de uma das maiores empresas de ciência do mundo, a DuPont.

Fundada às margens do rio Brandywine em 1802 pelo imigrante francês Eleuthère Irénée du Pont, pupilo do célebre químico Antoine-Laurent de Lavoisier, que lhe ensinou a manusear a pólvora, a presença da DuPont em Wilmington marcou a região. Quem não trabalha na empresa conhece alguém que dá expediente por lá ou que tem ligação com o fascinante mundo das pesquisas e inovações. E isso tem uma influência positiva sobre as crianças. “Minha filha chegou em casa dizendo que tinha o sonho de trabalhar com golfinhos. Eu então sugeri: por que você não estuda engenharia marítima? Vai poder pesquisar os golfinhos, entender como eles são, brincar com eles – e ainda ganhar dinheiro”, diz o indiano Ranjan Patnaik, pai de Natasha e cientista da DuPont há sete anos.

Às vésperas de completar 210 anos, a DuPont já faz parte da história das grandes corporações como uma das mais antigas do mundo. Por sua longevidade, é possível encontrar famílias cuja trajetória está intimamente ligada a ela. David Miller, 55 anos, faz parte da quinta geração de seu clã a trabalhar na empresa. “O sucesso para se manter durante tanto tempo é que a matéria-prima da DuPont é a oportunidade, o que estimula quem trabalha com conhecimento e inovação”, diz Miller, na empresa há 25 anos e hoje presidente da área de Eletrônicos e Comunicações. Segundo o executivo, a DuPont de hoje é totalmente diferente daquela em que seus antepassados trabalhavam. O bisavô de Miller, por exemplo, morreu em 1865, numa explosão ocorrida quando a empresa ainda estava ligada ao seu negócio inicial: a fabricação de explosivos.

Da pólvora ao espaço

Muita coisa mudou desde que foi pelos ares a oficina onde o bisavô de Miller trabalhava. A DuPont transformou-se numa multinacional com faturamento de US$ 26 bilhões e 58 mil funcionários espalhados por 80 países. Longe de ser uma fabricante de pólvora, ela hoje atua em 13 áreas de negócios diferentes, desenvolvendo produtos que vão de pesticidas a componentes para a montagem de espaçonaves.

Ao longo de seus mais de 200 anos, a DuPont foi responsável por dar à humanidade invenções que mesmo depois de décadas seguem revolucionárias. Uma delas é o Teflon, substância que, além de permitir que os ovos não grudem na frigideira, também é usada em escala industrial, como na produção de canos para plataformas marítimas. Também criou o Nylon – o polímero sintético mais utilizado do mundo – e desenvolveu a Lycra, que revolucionou o setor de vestuário. Os astronautas, por sua vez, só chegaram ao espaço graças aos uniformes feitos com Nomex, tecido que resiste a temperaturas extremas. E os bancos só podem transportar grandes somas em dinheiro por causa da blindagem dos veículos – feita com Kevlar. Estimativas da própria DuPont mostram que, ao longo de sua história, a companhia registrou uma nova patente a cada dois dias, e hoje já somam mais de 34 mil. Esse histórico de invenções coloca a DuPont no rol das empresas mais inovadoras do mundo – e o melhor espelho disso está em seus resultados. Cerca de 40% do faturamento de 2009 foi proveniente de produtos lançados nos últimos cinco anos. Só no ano passado, quatro inovações por dia saíram de seus laboratórios.

 

Berçário de sementes 

A DuPont aplicou, em 2009, US$ 1,4 bilhão em pesquisa e desenvolvimento, sendo que 75% desse valor é destinado aos projetos voltados para o que a empresa chama de megatendências. Trata-se do resultado de um trabalho de mais de dois anos conduzido por Mark Vergnano, vice-presidente executivo, em conjunto com uma equipe de seis executivos. Eles se reuniram com analistas de mercado e consultores de institutos de pesquisa para entender quais seriam as grandes questões que o mundo teria de enfrentar nos próximos anos e como a DuPont poderia desenvolver soluções dentro de suas especialidades. O resultado da imersão da equipe de Vergnano surgiu no começo de 2008, quando a empresa mapeou as quatro grandes prioridades para os anos seguintes: aumentar a produção de alimentos, reduzir a dependência de recursos fósseis, promover maior proteção às pessoas e ao meio ambiente e desenvolver produtos para mercados emergentes.

A mais importante delas atualmente é a produção de alimentos, para a qual a empresa destinou no ano passado a metade dos recursos destinados à pesquisa – US$ 700 milhões. O motivo para tanto investimento está embasado no cruzamento de números divulgados recentemente pela Organização das Nações Unidas. Segundo a ONU, o planeta atingirá 9 bilhões de habitantes até 2050 – número 35% superior ao da população atual. Isso exigirá aumento na produção de alimentos. O problema reside no fato de que não é possível expandir as áreas disponíveis para plantio no mesmo ritmo do aumento populacional simplesmente porque não existe terra fértil em quantidade suficiente. As pesquisas da DuPont nesta área, portanto, concentram-se em aumentar a produção de alimentos aproveitando ao máximo a área plantada. A ideia é fazer com que as plantas cresçam mais rapidamente e resistam a geadas e secas.

“Olhe para esses pequenos bebês”, diz David Warner, referindo-se às mudas de milho que passam por uma esteira no laboratório da Pionner Hi-Bred, o braço de sementes adquirido pela DuPont em 1997, localizado em Des Moines, no interior do estado de Iowa. “Em breve vamos saber quais genes implantados as farão sobreviver e quais não terão impacto positivo.” De camisa polo verde e calça cinza, uma espécie de uniforme dos cientistas em campo, Warner passa despercebido em meio aos outros 20 pesquisadores que trabalham cuidando especificamente da área de grãos geneticamente modificados. Mas é ele o chefe, responsável por levar adiante esta que é considerada uma das maiores inovações na área de grãos dos últimos tempos. Trata-se de modificar os genes do milho de modo que ele fique mais resistente à ação da seca. Estima-se que US$ 13 bilhões seja o valor de plantações perdidas por causa da seca ao redor do mundo. E só nos Estados Unidos, 85% delas sofrem com o problema da escassez de água. Desenvolver sementes mais fortes, portanto, representa um mercado de bilhões de dólares a cada ano.

Não é à toa que a equipe de Warner trata as plantas com o carinho de quem cuida de um berçário. Na estufa por onde passam as mudas sobre uma esteira estão instaladas câmeras em 3D, por meio das quais é possível monitorar a resposta das plantas à inserção de genes em suas sementes. São esses genes que as tornarão mais fortes e resistentes à aridez sem perder suas propriedades naturais. As primeiras mudas já deixaram a estufa e estão em fase de testes em Des Moines. O milho mais resistente deverá chegar às plantações do mundo todo até 2015. “Desenvolver uma planta que consegue crescer com pouca água parece coisa de ficção científica. Mas esqueça a ficção. É só científico”, diz Warner.

Numa outra linha de pesquisas de ponta da DuPont que mescla duas macrotendências – alimentação e proteção do meio ambiente –, há o desenvolvimento do ômega 3, substância encontrada em salmões e sardinhas, cuja ingestão ajuda no combate ao colesterol. A DuPont conduziu um levantamento e descobriu dois dados que ajudaram a levar adiante a ideia de reproduzir a substância em laboratório, reduzindo drasticamente a necessidade de pescar os peixes. O primeiro mostra que apenas 10% das pessoas consomem a quantidade de peixe necessária para que o ômega 3 traga benefícios. Outra curiosa informação é que muitas outras o ingerem por meio de pílulas e alimentos enriquecidos com o óleo extraído dos peixes. “Nosso produto trará grande impacto para as pessoas, que terão novas formas de acesso à substância, e também para o meio ambiente”, resume Ana Goes, brasileira que integra a equipe de coordenadores da pesquisa de ômega 3. Outro impacto importante deve ocorrer nas finanças da DuPont. O mercado de ômega 3 movimenta cerca de US$ 2,5 bilhões ao ano somente nos Estados Unidos.

Lugar de Nobel

Grande parte das novidades que saem das fábricas da DuPont é concebida em um local que pode ser considerado o pai dos laboratórios de pesquisa de inovação do mundo: a Estação Experimental, que serviu de inspiração para quase todos os laboratórios que surgiram depois dele. Quando foi criado, em 1903, apenas a GE havia construído espaço semelhante dedicado exclusivamente à pesquisa e inovação.

A área da Estação Experimental equivale a 60 campos de futebol e abriga, ao todo, 50 prédios. Pesquisadores de diferentes nacionalidades (chineses, americanos, indianos, africanos) circulam por esse condomínio, cujas alamedas e ruas recebem nomes de cenários de livro de ficção científica, como Laboratory Road. A diversidade de estilos lembra uma avenida movimentada de grande metrópole: alguns profissionais vestidos de maneira mais formal (sapato, camisa e calça sociais), outros à vontade (jeans e tênis) e aqueles que não deixam dúvidas sobre suas atribuições, paramentados com o indefectível jaleco de laboratório. Neste campo, situado a 15 minutos de Wilmington, trabalham 2 mil profissionais – um quarto dos pesquisadores do quadro mundial da DuPont.

Ao longo de mais de um século de existência, a Estação Experimental colecionou milhares de patentes e formou até um prêmio Nobel. Foi entre os microscópios e tubos de ensaio do centro de P&D da DuPont que Charles Pedersen, recrutado pouco depois de receber seu título de mestre pelo MIT, construiu toda a sua carreira. Seus 42 anos de trabalho na empresa renderam 65 patentes. Depois de se aposentar e começar a se dedicar à jardinagem e poesia, seus hobbies favoritos, Pedersen teve seu trabalho reconhecido com a premiação máxima que um cientista pode receber. Em 1987, ele ganhou o Prêmio Nobel de Química por seus estudos de moléculas artificiais que imitam reações químicas naturais do corpo.

A história de Pedersen lança luz sobre uma importante característica da DuPont no gerenciamento da inovação: seu modelo para recrutar, reter e formar os melhores cientistas. A exemplo do que ocorreu com Pedersen, cerca de 70% da mão de obra dos laboratórios é recrutada no momento em que termina a faculdade ou cursos de especialização – de preferência nas melhores universidades.

Os pesquisadores mudam-se para a pacata Wilmington atraídos por uma série de benefícios. Um deles, obviamente, é o salário – um Ph.D. em início de carreira ganha cerca de US$ 100 mil ao ano. Mas além dos salários, os pesquisadores são incentivados e reconhecidos com prêmios como o Engineering Excellence Award e o Lavoisier Medal, concedidos uma vez ao ano para os projetos e pesquisadores de destaque. E, a exemplo do que já ocorre nos níveis administrativos, inovações no ambiente de trabalho também são premiadas. Existe, por exemplo, o chamado “Night on the Town”, em que o pesquisador recebe um prêmio de US$ 100 para jantar fora. “Boas ideias precisam de um ambiente que as nutra”, diz o pesquisador francês Stephane Bazzana, especialista em biocombustíveis de 35 anos, e há seis na DuPont.

Mas a remuneração e o reconhecimento são apenas uma fração do que move cientistas como Bazzana a se instalarem na DuPont. Outro componente-chave para arrebanhar jovens talentos diz respeito ao histórico da empresa. Por ter se tornado referência nas áreas em que atua, ela construiu uma reputação no mundo dos pesquisadores – e é almejada por eles. “A DuPont era referência bibliográfica de todos os livros que eu estudei na faculdade. Quando eu recebi a proposta de trabalho, era como se estivesse realizando um sonho”, diz Bazzana, que foi selecionado assim que recebeu o diploma de Ph.D. em nanotecnologia na

Universidade da Califórnia.

Bazzana deixa claro que não hesitou em se mudar para a cidade, de onde até a atual presidente da DuPont, Ellen Kullman, precisou sair aos 18 anos porque “morria de tédio”. O pesquisador justifica, com sotaque francês: “Não estamos longe dos grandes centros, como Filadélfia e Nova York. Mas, por outro lado, não enfrentamos os problemas de cidade grande. Demoro cinco minutos para ir ao trabalho”. E faz um adendo, com precisão científica: “Seis minutos, se pegar sinal fechado”.

Para recrutar e reter os melhores cientistas em seu quadro de funcionários, a DuPont faz uso de mais um trunfo. Ela desenha um plano de carreira nos mesmos moldes e com o mesmo rigor com que o faz na área gerencial. Assim, ao ingressar na empresa, um Ph.D. consegue ter uma ideia sobre como deve conduzir sua trajetória profissional e aonde poderá chegar. Da mesma maneira que ocorre com executivos, os pesquisadores também são submetidos a uma avaliação em 360 graus. Eles são avaliados pelos subordinados, por seus pares e pelo chefe. Aqueles que se destacam entram para um seleto time chamado Top Talents.

O acaso

O grupo de talentos é monitorado diretamente por um conselho formado por diretores e vice-presidentes. Uma vez por mês, essa equipe se reúne para avaliar o andamento profissional do grupo e atribuir a cada um dos talentos novos desafios. “Assim, as pessoas se sentem constantemente estimuladas”, diz Ana Cristina Piovan, diretora de Recursos Humanos da subsidiária brasileira, que também aplica essa metodologia. Se um dos integrantes do Top Talents sai da empresa, seu chefe tem de dar explicações ao restante do conselho. Perder um cientista brilhante pode custar milhões de dólares a uma empresa que vive da produção de inovações e que construiu, ao longo de dois séculos, um dos mais afinados processos de sinergia entre a academia e o mundo dos negócios.

Chega a soar quase antagônico o atual slogan da DuPont, “os milagres da ciência”. Milagre, afinal, pressupõe a presença de algo sobrenatural e inexplicável – quando na verdade não há nenhum milagre por trás das inovações científicas. Há técnicas e processos.

Nessa seara, a experiência acumulada em mais de dois séculos é de alguma ajuda. Um dos conceitos bem assimilados na DuPont é que a ideia inicial de um projeto não depende de um processo estruturado. Ela pode acontecer em qualquer lugar e não há como ser controlada – e nem é bom que seja. O que acontece depois da ideia inicial, sim. Precisa seguir métodos e processos em duas vertentes: a tecnológica, que permita seu desenvolvimento, e a comercial, que permita sua inserção no mercado. A história por trás da invenção de uma de suas marcas registradas mais reconhecidas ajuda a ilustrar como ocorreu esse aprendizado.

O teflon, criado na década de 30, é o material com o menor índice de abrasão do mundo – e foi descoberto por acaso. O pesquisador Roy J. Plunkett realizava experiências com gases para refrigeração. Deixou um dos experimentos “dormindo” da noite para o dia. Na manhã seguinte, quando chegou ao laboratório, percebeu que o gás havia sumido e espontaneamente gerado uma substância branca e pegajosa. Ele levou adiante as experiências para investigar a fundo o processo e, sete anos de estudos depois, a DuPont transformou a substância, batizada de Teflon, em patente, e passou a comercializá-la na fabricação de máquinas e em plantas industriais.

Mas a forma mais conhecida e utilizada do teflon em todo o mundo – seu uso em utensílios domésticos – só ocorreu em 1954. E não foi invenção da DuPont. Foi fruto de uma briga de casal. O engenheiro francês Marc Grégoire passava teflon na linha de pescar para que ela não emaranhasse quando fosse guardada. Irritada com tamanha dedicação do marido à pescaria, a mulher pediu que ele usasse o tal produto para algo mais útil: suas panelas. Como o material não gruda em nada, o desafio era fazê-lo aderir ao ferro da panela – algo que o francês conseguiu mecanicamente, por meio de pequenas reentrâncias feitas no utensílio. O fato de ninguém na DuPont ter descoberto um uso doméstico e uma outra finalidade de comercialização do teflon atenta para um formato de pesquisa que precisou ser refinado ao longo do tempo. Lição aprendida: sim, a experimentação e o incentivo às novas ideias são fundamentais para a inovação. Mas igualmente importante é a aplicação prática dessas pesquisas.

Isso mudou na segunda grande reinvenção da DuPont, ocorrida há pouco mais de dez anos. De uma empresa química, tornou-se uma empresa de ciência. E, para tanto, passou a direcionar como nunca as suas pesquisas para o mercado.

Para chegar a um produto final, o desenvolvimento de uma nova ideia cumpre etapas. Em todas elas o projeto é avaliado por grupos multidisciplinares, formados por pessoas de diferentes áreas, incluindo a comercial e o marketing. Os projetos precisam passar pelo crivo desse time de avaliadores – se são reprovados, desiste-se de tocá-los adiante. No ano passado, para criar 1,4 mil novos produtos, o processo de inovação descartou outras 30 mil ideias e abortou 5 mil projetos já em andamento. “A coisa mais difícil do mundo é ‘matar’ um projeto”, diz John Jansen, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento para a América Latina. “Mas é preciso fazer isso para selecionar as pesquisas que realmente vão trazer algum retorno para a companhia.” 

Ciência prática

Soa mercadológico demais para atrair cientistas? Pelo contrário. O fato de desenvolver pesquisas que tenham a ver com problemas reais que necessitem de solução é um apelo e tanto para despertar nos pesquisadores a chance de ver seu trabalho sendo aplicado à prática.

Um ambiente que crie esse tipo de oportunidade acaba atraindo até cientistas com carreiras já consolidadas. Se os 70% de pesquisadores são recrutados quando saem do mundo acadêmico, os outros 30% vêm do mercado, como o indiano Patnaik, de 41 anos. O engenheiro entrou na DuPont bem depois de ter conseguido seu Ph.D. e ter nas costas uma estrada de sete anos trabalhados em empresas e universidades no estado do Texas. Mudou para a DuPont porque sentiu-se atraído, entre outras coisas, pela possibilidade de fazer pesquisas casadas com a prática. E não só em sua área, a de biocombustíveis. “Ninguém aqui trabalha em ilhas. Temos portas abertas para construir projetos em conjunto com colegas que tenham outras habilidades. Isso abre um leque de possibilidades para experimentar e aprender”, afirma Patnaik, que recentemente passou dez dias no Brasil estudando sobre cana-de-açúcar e etanol. “A conexão em diferentes áreas é um fator decisivo à inovação. Muitos projetos lá fora andam 90% e falham nos últimos 10% do caminho porque falta essa ligação.”

A facilidade de transitar por áreas e a necessidade de desenvolver projetos em parceria explica o jeito com que a DuPont vai até o mercado recrutar os profissionais mais qualificados. A empresa fez um mapa com 26 competências em que atua, como biotecnologia, nanotecnologia e engenharia de processos, e procura um perfil que se encaixe em alguma delas. Ou seja, não busca pessoas com linhas de pesquisa ou formação específicas. Dentro da empresa, conforme o profissional vai se desenvolvendo na carreira de pesquisador, ele começa também a transitar por outros campos, o que lhe dá conhecimento sobre áreas diferentes e a possibilidade de mudar de setor.

Essa maleabilidade na carreira explica em grande parte um fenômeno que se observa dentro da empresa: o tempo de casa de muitos pesquisadores, que pode ser contado em décadas. A engenheira taiwanesa Shu-Chien Liang, de 42 anos, chegou há 15 na DuPont – a cada cinco anos passou por uma área diferente. Começou com a proteção de plantações, passou para soluções químicas e agora está na área de biociências. “Não tenho tempo para ficar entediada de meu trabalho porque me sinto constantemente desafiada.” A cientista está hoje naquele projeto de desenvolvimento de ômega 3 em laboratório, com a brasileira Ana Goes, Ph.D. em engenharia bioenergética.

Ana, por sua vez, reflete uma outra face do caminho profissional dos pesquisadores na DuPont: eles podem seguir carreiras mais voltadas aos negócios. Há dois anos e meio na empresa, ela se tornou uma espécie de executiva-pesquisadora. É encarregada de fazer o meio de campo entre os laboratórios de pesquisa e a fabricação dos inventos em larga escala. “Quando eu fazia meu Ph.D. eu sempre disse aos meus professores que queria ver meu trabalho concretamente”, diz Ana.

A poderosa Ellen

Nos últimos dois anos, o processo de pesquisa voltado ao mercado ganhou ainda mais fôlego com a chegada de Ellen Kullman, a atual CEO. Loira, olhos azuis, 52 anos de idade e 20 de DuPont, ela assumiu o cargo em tempos turbulentos. Sob suas mãos bem cuidadas, com as unhas sempre pintadas de vermelho, a empresa superou a recente recessão americana, o momento mais difícil desde a Grande Depressão de 1929. O feito de Ellen a colocou em sétimo lugar na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo da revista americana Forbes.

A recente recessão atingiu a empresa de forma brutal. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, 40% dos carros produzidos nos Estados Unidos são pintados com tintas feitas pela DuPont, fabricadas dois dias antes sob demanda. De uma hora para a outra essa demanda zerou, por causa da derrocada das gigantes do mundo automobilístico. Foi um baque nas contas da corporação de Wilmington. Além de enfrentar a recessão, Ellen também precisou aparar arestas deixadas por seu predecessor. Charles Holliday, que ficou no comando desde 1998, foi o responsável pelo passo inicial de transformar a DuPont, então uma empresa química, em uma companhia de pesquisa e inovação. Foi bem-sucedido por um lado: a empresa entrou em novos negócios e tornou-se referência em sustentabilidade. Em 2005, em um ranking feito pela revista BusinessWeek, foi citada como a companhia que implementou as melhores práticas de corte de emissão de gás carbônico, reduzindo-a em 65% em dez anos. Em outros aspectos, a gestão de Holliday foi um pouco atabalhoada, de acordo com os analistas que acompanham este mercado. Um deles foi direcionar os negócios para áreas nas quais a DuPont não tinha nenhum conhecimento, como a de sementes, e deixar para trás algumas outras onde havia anos de expertise, como a de fios. “Foi uma aposta arriscada, que precisava de tempo para amadurecer. Só agora é que o mercado vai saber se foi acertada”, disse a Época NEGÓCIOS John Roberts, analista da Buckingham Research.  

Esse momento de transição, somado à econômica, rendeu resultados pouco felizes: o crescimento estancou, as vendas declinaram e a empresa perdeu valor de mercado. Em 2009, o preço das ações da DuPont despencou 30% e a companhia registrou lucro de US$ 200 milhões, ínfimo para seus padrões. Ellen foi obrigada a anunciar drásticas medidas de redução de custos: demitiu 4,5 mil funcionários, deu férias não remuneradas e cortou os custos fixos anuais em mais de US$ 270 milhões. Também diminuiu US$ 200 mil do próprio salário anual, de US$ 1,7 milhão. “O primeiro movimento dela foi corajoso. Ela bancou uma medida radical, que soava muito impopular, mas que foi crucial para recuperar a saúde financeira da empresa”, diz Jeffrey Zekauskas, analista da consultoria JPMorgan. A recuperação veio neste ano, graças, sobretudo, ao aumento de vendas para os mercados emergentes. O segundo trimestre de 2010 foi o melhor dos últimos cinco anos, com um lucro de US$ 1,1 bilhão – quase três vezes mais que o do mesmo período de 2009. O bom desempenho trouxe de volta a confiança do mercado e fez as ações voltarem a subir. A previsão é que o faturamento deste ano aumente 15% em relação a 2009, chegando aos US$ 30,8 bilhões.

Chama a atenção, no entanto, que as severas medidas de Ellen pouco impacto tiveram na vida dos pesquisadores. Nem um centavo foi mexido nos investimentos de US$ 1,4 bilhão destinados a pesquisa e desenvolvimento. Ao contrário. “Durante a crise decidimos que, enquanto todo mundo estava retirando investimento em pesquisa, deveríamos mantê-los”, disse Ellen a Época NEGÓCIOS (veja a entrevista exclusiva na página 168). “A inovação está no cerne de nosso negócio. É a partir dela que conseguimos fazer a diferença na vida das pessoas e dos clientes ao redor do mundo. Não poderíamos deixar de investir.”

No fim das contas, o ano mais difícil foi também o mais inovador. Em 2009, a empresa conseguiu bater um recorde histórico de seus 200 anos, depositando mais de 2 mil pedidos de patente – 8% a mais do que no ano anterior. Hoje, seis de cada dez inovações saídas dos laboratórios são para substituir um produto antigo. A meta de Ellen é reduzir este número e fazer com que pelo menos 50% das inovações feitas nos laboratórios sejam lançamentos. Alguns deles, vindos de novos celeiros de pesquisas, como o Brasil.

Mercados Emergentes

“Desculpe o barulho, viu?”, diz a engenheira química Ariana Azevedo Bottura, fechando a janela. “E desculpe essa tremedeira toda. Você está sentindo?” O barulho e a tremedeira na sala, causados pelas retroescavadeiras que trabalham ali perto, dão a noção de que alguma coisa está em transformação no terreno onde a DuPont montou seu laboratório de pesquisas no Brasil. Instalado na cidade de Paulínia, a 120 quilômetros de São Paulo, o lugar, batizado de Centro de Inovação Tecnológica, é a versão brasileira da Estação Experimental. Foi construído em plena crise e inaugurado no fim do ano passado. Engenheira formada pela Unicamp e ex-trainee da DuPont, Ariana é encarregada da infraestrutura da obra de Paulínia, onde até 2012 terão sido investidos R$ 14 milhões para a ampliação e construção de novos prédios – o que colocará o Brasil no mapa das pesquisas mundiais da companhia. O país, junto com as economias emergentes, ganhou uma importância estratégica inédita para a DuPont. Hoje, os emergentes respondem por 30% do faturamento, e devem alcançar 35% em 2012.

Antes, a criação de novos produtos era feita somente nos países desenvolvidos, onde havia mercado para eles. Depois, as inovações eram adaptadas para os mercados, digamos, menos robustos. Agora a lógica é outra – e o laboratório de Paulínia é um exemplo disso. De lá já estão saindo produtos concebidos especificamente para o mercado latino-americano, como o Armura, uma blindagem popular para automóvel que custa a metade do preço de uma tradicional. “A Armura jamais teria sido inventada por uma pessoa que não estivesse na nossa realidade. Por isso acreditamos que algumas inovações precisam ser criadas nos próprios países”, diz Ricardo Vellutini, presidente da DuPont no Brasil. A preocupação em trazer mão de obra qualificada de diversas áreas deverá aumentar nos próximos anos. Paulínia é o único dos 75 laboratórios da DuPont – excluindo Wilmington – que terá pesquisas em todas as áreas de negócios da empresa. Para tanto, segue o mesmo parâmetro de recrutamento de cientistas.

Natália Barros entrou na DuPont há quatro anos como estagiária, quando ainda era aluna de graduação em engenharia química na Unicamp. Hoje, aos 26 anos, cursa mestrado. Ela trabalha na área de embalagens e selagem. Duas vezes por semana é liberada para frequentar as aulas, já que a pesquisa de seu trabalho acadêmico é exatamente em polímeros de embalagem, assunto de grande interesse para a DuPont. Ela provoca, em tom professoral: “Você sabia que em um pedaço de plástico comum podem haver até sete camadas?”. E vibra enquanto corre ao computador para mostrar, em zoom microscópico, uma por uma as camadas de um plástico.

Questão de valores

Como se não bastasse formar e contratar pessoas com competências técnicas a DuPont também precisa recrutar cientistas com brilho nos olhos, como Natália. “Gastamos a sola do sapato e não poupamos esforços para encontrar as pessoas certas. Se encontramos, realmente vamos atrás para conseguir trazer para nós. E se não encontramos, preferimos deixar a vaga em aberto”, diz o indiano Patnaik, que faz parte do time de recrutamento da empresa nos Estados Unidos. E por encontrar a pessoa certa Patnaik não se refere apenas a conhecimento técnico. Ele se refere primeiro a uma lista de valores cultivados na empresa desde sua fundação e seguidos com um rigor quase religioso, como respeito à diversidade, ética nos negócios e preservação do meio ambiente.

Outra preocupação, quase paranoica, diz respeito à segurança. Não tente subir uma escada com as mãos livres dentro da DuPont. Alguém lhe falará gentilmente para colocar uma delas no corrimão. Nem pensar em começar uma reunião com o assunto principal da lista: todo encontro é iniciado com uma discussão de cinco a dez minutos sobre segurança. A preocupação com o assunto foi tanta ao longo do tempo que virou até uma área de negócios. A consultoria em segurança do trabalho, que já fatura US$ 400 milhões ao ano. A segurança é uma questão que remonta à origem da empresa. É necessário lembrar que o início da DuPont esteve ligado à delicada manipulação da pólvora, um material altamente perigoso. Mas a obsessão pelo assunto se intensificou ainda mais depois que uma tragédia assolou a família du Pont (a grafia do nome da empresa mudou e se transformou em uma palavra só). Como prova de que sua empresa era segura para os trabalhadores, Eleuthère du Pont construiu sua casa dentro do terreno onde se fabricavam os explosivos. A mansão de três andares ficava no topo de um morro, de onde ele podia observar o trabalho e também sentir o forte cheiro de enxofre. Em 1857, Alexis, o filho mais novo do patriarca, de 41 anos, morreu em uma explosão ocorrida em um dos galpões da empresa onde estavam fabricando pólvora. Resquícios, portanto, de uma época em que seu produto principal era de alta periculosidade, a segurança até hoje permanece como um dos valores fundamentais para a empresa. E tão arraigado que acaba se estendendo para a vida pessoal de quem trabalha na empresa. “Não consigo mais subir em uma escada se ela não tiver um ângulo perfeito de 60 graus”, diz a cientista Shu-Chien.

Se é certo dizer que a DuPont de hoje é uma empresa totalmente diferente do que era quando foi fundada graças à inovação, também é correto dizer que algumas de suas crenças permaneceram as mesmas ao longo de todos esses anos. Lição de centenária: não se consegue ultrapassar 200 anos sem inovação – mas também não se consegue ultrapassá-los sem uma forte lista de valores.

– Atlético Mineiro X Santos: Análise da Arbitragem e Detalhes sobre o Comportamento de Neymar

Partida quente em Sete Lagoas na noite de ontem. Arbitragem ruim, comportamento ruim de jogadores e lições de desportividade e/ou falta da mesma.

Nesse campeonato de pontos perdidos (pois, afinal, algumas equipes estão empacadas na classificação), Atlético Mineiro e Santos fizeram uma partida com inúmeras faltas chamadas de “anti-jogo”: aquelas que servem única e exclusivamente para parar a partida. Somada a uma arbitragem conivente, a confusão era esperada.

A partida estava 1×0 para o Atlético, quando o Santos desceu para o ataque. Bola cruzada da lateral para a grande área, e o árbitro paralisa a jogada. Ninguém entendeu. Borges, atacante santista, corria para pequena área disputando o espaço com Leonardo Silva, que segurou sua camisa. A bola não estava ainda em disputa, estava sendo cruzada. Ao sentir a mão na camisa, Borges se atira. Não houve puxão com força suficiente para derrubá-lo, mas espertamente o atacante procura cavar o pênalti e o juizão entra. Errou, não foi pênalti. Os próprios jogadores do Santos não haviam entendido de pronto o que o árbitro havia marcado.

No final do jogo, com a partida já empatada, Rever se aventura no ataque, a bola vem cruzada um pouco mais alta do que a ideal para o cabeceio, santistas Crystian e Henrique se esforçam o máximo para alcançá-la, saltando junto com Rever. Ambos caem por desequilíbrio de tentar pular mais do que conseguem. Ninguém empurra ou puxa ninguém. Lance normal. E não é que o árbitro Wilton Pereira Sampaio marca pênalti? Difícil saber prontamente se ele deu infração de Henrique ou de Crystian, pois tudo correu limpamente. Ao sacar o cartão para Crystian, que já tinha Amarelo, teve que expulsá-lo. Um erro com prejuízo duplo ao Santos: pênalti que não foi (resultando em gol) e expulsão de atleta que nada fez.

Ainda no final da partida, Neymar sofre falta e nitidamente pede cartão amarelo ao adversário. Árbitro não dá e não deveria, naquele lance específico, amarelar o atleticano. Pela insistência nas reclamações, dá o cartão amarelo ao próprio Neymar, que reage com aplausos irônicos. Incontinente, o árbitro o expulsa.

Cartão manjado, infantil e, infelizmente, que tem sido comum nas últimas rodadas. Vimos tal lance por parte de Cleber Santana sobre Marcelo de Lima Henrique, Emerson Sheik sobre Evandro Rogério Roman e agora Neymar sobre Wilton Sampaio. Jogador não sabe que vai ser punido? Não viu tal lance em outros jogos? Não é orientado a se controlar?

Sobre Neymar na partida de ontem, alguns pontos devem ser observados: o jogador sofreu um claro rodízio de faltas, não coibido pela arbitragem. Normalmente, se você faz 3 ou 4 faltas num atleta, mesmo sem violência e que sejam bobinhas, no meio de campo, você deve ser punido com Cartão Amarelo por reincidência. Uma estratégia comum é praticar o Rodízio de Faltas, variando os jogadores que batem, a fim de disfarçar a infração e inibir a advertência. Nesses casos, você tem que dar o cartão amarelo, mesmo que seja a primeira falta do faltoso (é como se fosse uma advertência para a equipe, uma espécie de cartão por “falta coletiva”).

No começo da partida, Pierre bateu a vontade em Neymar. Por dar cartão muito cedo, talvez o árbitro se sentiu inibido para mostrar outro cartão ao atleta. Espertamente, ainda no primeiro tempo, o treinador Cuca mudou o marcador do santista. E, no segundo tempo, havia o revezamento de atletas na falta.

Neymar sempre foi polemizado pelas faltas. No começo da carreira, no Paulistão, onde debutava, cansava de se jogar. Pelo “advento Neymar”, árbitros mais jovens não o puniam por simulação; ao contrário, caiam nas suas tentativas de engodo e marcavam faltas que não eram. Árbitros mais rodados acabavam por ignorar as faltas, mas ainda assim não advertiam o garoto por simular. Em seu primeiro Campeonato Brasileiro, Neymar começou a sofrer com a fama que estava construindo: árbitros de outros estados, que assistiam ao Paulistão, estavam sedentos em não entrar no golpe do menino, e no afair de não se iludirem com simulações, acabavam até mesmo não marcando algumas faltas reais (pelo motivo das inúmeras tentativas de quedas).

Os próprios jogadores começaram a intimidar o menino pelo seu comportamento. A lembrança emblemática é do zagueiro cearense João Marcos ganhando limpamente os lances de Neymar e o garoto chiando e querendo arranjar briga por se sentir intimidado.

O tempo passou, Neymar começou a amadurecer (custosamente) e começou a se jogar menos e com ‘mais qualidade’. Ou seja, aprendeu a “se jogar melhor” e em menos quantidade. Os adversários e a arbitragem aprenderam a lidar melhor com ele também. Portanto, tem sido um desafio enfrentar Neymar por parte do jogador adversário e apitar Neymar por parte do árbitro. Pará-lo, muitas vezes, só com faltas. Entretanto, na mesma proporção, a evolução das suas simulações passou a ser uma arma tão letal quanto seus dribles.

Ontem, em Minas Gerais, Neymar apanhou. E, por falta de equilíbrio emocional, foi expulso. Não dá para admitir que um jogador tão aclamado, bem remunerado, paparicado e talentoso, tenha um despreparo psicológico tão grande para ter reações que prejudiquem a ele próprio em campo.

Psicólogo e professor de arbitragem à Jóia Santista, urgente! Esses elementos só farão Neymar crescer e capacitá-lo dentro de campo, agregando mais qualidade ao seu dom indiscutível.

Dois pontos finais:

1- Muricy Ramalho repreendeu positivamente seu atleta pela infantil expulsão. Porém, já fez o alerta preventivo:

Árbitros têm vergonha de dar tanta falta no Neymar”.

Pelo exposto acima, não é bem assim…

2- Torcida atleticana reuniu as principais organizadas e criou o movimento #DeOlhoNoApito , com faixas e site na Internet, visando protestar contra os erros de arbitragem contra a equipe mineira. Já perceberam que todo time se sente o mais prejudicado pelos árbitros?

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– o Inferno da Pepsico: Baconzitos & Toddynho

Parece que a desgraça vem acompanhada: depois da Pepsico sofrer com o episódio da contaminação do Toddynho, agora outro produto da empresa sofre com polêmica: em Joinville, dona-de-casa encontra um rato morto dentro do Baconzitos, da Elma Chips, produto de sucesso da empresa.

Abaixo, extraído da Revista Exame: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/dona-de-casa-reclama-de-rato-em-baconzitos

DONA DE CASA RECLAMA DE RATO EM BACONZITOS

Uma dona de casa moradora de Joinville, em Santa Catarina, reclamou ter encontrado um filhote de rato morto dentro de um pacote do salgadinho Baconzitos, da Elma Chips, na última segunda-feira. O fato foi publicado no jornal regional A Notícia, e repercutiu desde então, chegando ao topo dos trending topics do Twitter nesta quinta-feira.

Segundo o jornal, de acordo com a moradora, no final da tarde de segunda-feira, o filho de cinco anos havia acabado de abrir a embalagem quando o irmão mais velho sentiu um cheiro ruim vindo do pacote. Assim que olharam, viram o ratinho ao fundo, junto com os farelos.

Sem certeza de que a embalagem estava completamente lacrada quando comprada, a mãe do menino procurou o dono do supermercado onde o salgadinho foi adquirido, que declarou ter feito uma vistoria no estoque após o ocorrido: “Olhamos os outros pacotes e não havia nada de errado”, disse ao jornal.

A PepsiCo, que fabrica os produtos da Elma Chips, informou por meio de nota enviada a EXAME.com, que tomou conhecimento da reclamação na terça-feira (11), depois que a consumidora entrou em contato com o serviço de atendimento ao consumidor (SAC).

A empresa afirmou ter enviado uma equipe à casa da consumidora para colher amostras do produto para análise. Ainda segundo a empresa, a moradora negou-se a entregar a embalagem, mas foi possível rastrear o produto com base em dados como a numeração do lote e a data.

As análises da PepsiCo, que ficaram prontas hoje, concluíram que “não é possível que tenha havido contaminação  no processo de empacotamento na fábrica ou armazenamento na filial de vendas da empresa.”

Há cerca de uma semana, a PepsiCo teve problemas que envolveram o achocolatado Toddynho no Rio Grande do Sul. O produto chegou a ter a venda suspensa pela Secretaria de Saúde de Porto Alegre depois que ao menos 39 pessoas relataram reações como sensação de queimadura, feridas na boca, náusea e cólicas ao ingerir a bebida.

Segundo a Companhia, o problema havia acontecido “durante o processo de higienização dos equipamentos“, quando ocorreu uma falha no envasamento do produto. “Para contornar o problema, além de recolher as unidades de Toddynho do lote interditado, a PepsiCo colocou um médico à disposição dos consumidores que tiveram contato com o produto”.

– Se não Tiver Cursos de Graduação, Lato Sensus estará proibido!

Um cerco se fecha: instituições de ensino só poderão ministrar cursos de pós-graduação se possuírem graduação. Ou seja: sem ensino superior, não pode oferecer Lato Sensus!

Extraído de: http://www.istoe.com.br/reportagens/166281_POS+GRADUACAO+NA+BERLINDA

O MEC DEIXA DE RECONHECER O DIPLOMA DE ESPECIALIZAÇÃO OU MBA EM INSTITUIÇÕES QUE NÃO TÊM CURSOS DE GRADUAÇÃO

por Rachel Costa

Escolas de pós-graduação lato sensu estão às voltas com o Ministério da Educação (MEC), que decidiu não reconhecer mais a validade de seus cursos. Estão nessa lista instituições respeitadas que usam sua expertise no mercado para oferecer especializações ou MBAs, mas não possuem graduação. Por essa singularidade, o MEC lhes concedia uma autorização especial, válida apenas para a oferta dos cursos de pós. Exemplos são a Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais, e o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (Iep), em São Paulo. A decisão do Conselho Nacional de Educação (CNE), em vigor desde o mês passado, pôs fim ao cadastro especial para essas instituições não educacionais, que permitia o reconhecimento do diploma dessas escolas. “Não acho justo termos o credenciamento cortado por razões que não sejam de qualidade”, diz a gerente-coordenadora da pós-graduação da Fundação Dom Cabral, Silene Magalhães. 

Por hora, liminares garantem a oito, das 123 instituições vetadas, o direito de continuarem chanceladas pelo MEC. “O número crescente de liminares obtidas na Justiça é prova de que não há sustentação para essa suspensão”, argumenta Marcelo Nunes, presidente da Associação Brasileira de Instituições de Pós-Graduação. Juntas, as instituições não educacionais recebem cerca de 150 mil alunos por ano e respondem por 20% do mercado de pós-graduação lato sensu brasileiro. “Havia um número cada vez maior de pedidos e não conseguíamos mais atender à demanda”, diz Paulo Speller, presidente da Câmara de Educação Superior do CNE, para justificar a decisão pelo descredenciamento. “Um médico, por exemplo, poderia se juntar a seu sócio e pedir a autorização para oferecer um curso por meio da clínica deles.” Nem todos concordam com o argumento e há vozes divergentes dentro do próprio CNE: 18 dos 25 conselheiros do órgão votaram. Foram nove votos favoráveis ao parecer, quatro contra e cinco abstinências. “Fui contra e acho que a decisão foi tomada de modo precipitado, sem o devido debate”, avalia Paulo Barone, do CNE.
Outra alegação para o fim do cadastro especial seria a de que não é necessário um carimbo do MEC para garantir a qualidade desses cursos. “Quem tem de dizer se eles são bons é o mercado”, disse Paulo Speller. Opinião rebatida por quem atua na área. Roberto Padilha, diretor de ensino do braço educacional do Hospital Sírio-Libanês, argumenta que não adianta mudar as regras para as instituições se o contexto em que elas estão inseridas seguirá igual. “Sabemos que a qualidade do nosso curso não deixará de ser reconhecida pelo mercado, mas o aluno, quando for prestar concurso público, continuará tendo de apresentar o diploma com o carimbo do MEC”, disse. A mesma exigência é feita a quem dá aula, como Anderson Alves, 36 anos, aluno do MBA de marketing da Escola de Administração e Negócios (Esad), em Brasília. “Eu dou aula. As universidades que me contratam exigem o diploma reconhecido pelo MEC.”

– A Cautela que Felipão esqueceu…

Ao invés de defender seu atleta, Scolari sugeriu até que o próprio jogador errou, num suposto início de briga?

Sinceramente?

Felipão já passou do ponto. Um campeão mundial como ele deveria estar longe de situações como essa. Claro que seu alto salário é o que faz ele ainda trabalhar. Pois precisar, claro que não precisa…

– Os 7 Erros da Igreja Católica

A Revista “Isto É” dessa semana traz uma interessante matéria de Rodrigo Cardoso sobre os principais motivos da fuga de católicos da Igreja.

Vale a pena refleti-los:

1-Romanização da Igreja: uma distância grande entre Roma e a realidade de comunidades espalhadas pelo mundo.

2-Supermercado católico: fiéis que vão apenas buscar os Sacramentos quando necessitam; uma prática inconstante da fé.

3-Fuga de mulheres: a não ordenação feminina seria um problema grave.

4-Pedofilia: um câncer no seio da Igreja.

5-Ausência de Lideranças: qual o grande santo do século XXI?

6-Comunicação Centralizada: falta de independência para as paróquias e dioceses.

7-Perda de Identidade Social: fim das grandes bandeiras na luta social.

Aí fica uma mensagem de Bento 16:

mais vale uma Igreja menor praticante do que o gigantismo de quem não pratica” (disse em outras palavras).

Lembro-me de que alguém disse: “A Igreja é Santa, mas feita de homens pecadores”. Grande verdade…

– Aviso Prévio de 90 dias

Sem retroatividade de 2 anos, a cada ano 3 dias até o limite extra de 60 dias (total de 90 dias). É esse o novo Aviso Prévio no Brasil.

Sinceramente? Acho um exagero… tal lei poderia incentivar a informalidade.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário: