Existe uma piadinha manjada sobre futebol, mas que por ser inusitada virou dúvida de regra.
A brincadeira é a seguinte:
“O jogo acontecia, jogador dividiu na área, a bola ficou pingando, pingando, pingando… em frente ao gol. O atacante pegou a chuteira e a acertou na bola, para tentar marcar o gol”
O amigo pergunta: “E o que aconteceu?”
“Nada. Pois o goleiro estava caído, pegou sua luva e a jogou na bola, evitando o gol”.
Saiba que desta piadinha surgiram questões de regras de jogo! E se isso acontecesse de verdade?
Vamos lá: se um jogador arrancar sua chuteira e arremessá-la na bola, a chuteira é considerada extensão do seu braço. Portanto, se a brincadeira se tornar realidade, tem que se marcar tiro livre direto para a defesa, no local onde a bola foi atingida dentro da grande área (e se foi na pequena área, pode cobrar em qualquer local).
E, digamos, que só tenha acontecido a parte da “luva do goleiro arremessada”? Aí se marca tiro livre indireto à equipe que ataca, a ser cobrado no local onde a bola foi atingida (e se foi na pequena área, no ponto mais próximo da infração em cima da linha da pequena área paralela á área de meta).
E se fosse um zagueiro que salvasse o gol?
Aí você marca pênalti. No caso do goleiro, ele pode usar as mãos, mas fez de um artifício para tirar vantagem. O zagueiro não pode usar as mãos, e como a chuteira é uma extensão da mão, nesse caso faz-se valer tiro penal.
Nos 2 primeiros casos, aplica-se o cartão amarelo. No zagueiro que evita o gol, vermelho. E aí você pode chamar de atitude inconveniente, antidesportiva…
